[CAB] Nota da frente estudantil da CAB sobre o dia 26 de março, dia nacional em defesa da educação

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Dia 26 de março é um dia nacional de luta em defesa da educação! Mas não de qualquer educação, pois o projeto de educação que aí está não representa nada do ponto de vista da emancipação dos oprimidos, da classe trabalhadora. Não falando de qualquer educação, falamos a que se coloca no nosso horizonte de luta que é a de uma educação 100% pública, de qualidade, à serviço das demandas e sob controle dos de baixo!

Perspectiva que requere uma larga e paciente luta que para nós se inicia em cada local de estudo, de trabalho e de moradia e passa pela organização e mobilização desde a base de secundaristas, de universitários, de educadores populares, de trabalhadores em educação e do conjunto dos oprimidos. Luta que não se esgota em si mesma e que se articula solidariamente com diversas outras lutas por direitos, por melhores condições de vida e de trabalho, pelo direito à cidade e pelo fim das opressões de qualquer tipo.

Nesse sentido, o dia 26 de março (assim como outras datas de mobilização nacional) deveria ser entendido como o resultante de um processo de construção anterior através da propaganda, do trabalho de base e da mobilização nos locais em que a esquerda combativa tem atuação. Infelizmente, não podemos dizer que é assim que isso acontece.

O movimento estudantil de um modo geral enfrenta uma crise de participação, representado pela falta de referência de seus instrumentos de organização (grêmios estudantis, diretórios e centros acadêmicos, Dce’s) perante o conjunto dos estudantes e por um imaginário coletivo que busca saídas individuais para os problemas do cotidiano e não saídas coletivas expressas na luta e na mobilização por direitos estudantis.

Nesse cenário, somente um trabalho coletivo, organizado e permanente assentado sobretudo no trabalho e organização de base é que pode aportar no sentido da transformação dessa realidade. Trabalho que os setores hegemônicos da esquerda estudantil parecem não se importar em fazer, estando mais preocupados ou na disputa fratricida entre correntes pela “direção” dos aparatos estudantis ou em sua própria auto-construção, protagonizando toda e qualquer luta que apareça pela frente e deixando em segundo plano o necessário protagonismo da base estudantil.

Assim, no que diz respeito às agendas de mobilização nacional, vemos datas construídas desde as direções das correntes estudantis, com muito pouca discussão de base e de fato muito pouca mobilização, onde é mais importante fazer a propaganda visual da própria corrente do que obter qualquer ganho ou avanço na luta.

O que poderia ser uma oportunidade para uma boa demonstração de força acaba sendo um mero instrumento de agitação política, pouco efetiva e em que participam um número reduzido de pessoas na sua maioria militantes das próprias organizações políticas que convocam a mobilização, repetindo os mesmos slogans, trajetos e estilos de sempre, com um tamanho de pautas que tentam englobar o mundo inteiro, tornando as manifestações tão confusas, desinteressantes, sempre iguais e pouco efetivas, que acaba afastando e não atraindo os e as estudantes.

Sabendo da importância que uma data de luta nacional tem para colocar na pauta do país temas de interesse dos oprimidos, participaremos das agendas locais de luta na medida de nossas possibilidades e sem nos isentarmos de uma avaliação crítica e propositiva sobre as mesmas. Pois para nós anarquistas da CAB, vale muito o como se faz e se o que fazemos permite acumulação de forças para a construção do Poder Popular!

Em uma conjuntura de acirramento dos conflitos e de mobilização pelas demandas dos de baixo, estaremos nas ruas, nas escolas e nas universidades com nosso estilo militante e com nossa prática conseqüente de unir o disperso e organizar o desorganizado!

Em defesa de uma educação 100% pública, popular e participativa, luta solidária entre estudantes, trabalhadores da educação e todos os de baixo!
Dia 26 de março: dia de luta nacional!
Dia 28 de março: dia de memória à Edson Luís!
Construir um povo forte!!!

GT Estudantil da CAB

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[FAG] Contra a trapaça político burguesa e o arrocho da vida dos trabalhadores

Retirado de: http://www.federacaoanarquistagaucha.org/?p=1082

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O mal estar corre nas ruas do país. A recessão econômica e as amargas medidas do governo Dilma/PT a nível federal e Sartori/PMDB a nível estadual buscam salvar os lucros de banqueiros e empresários, cortando direitos, investimentos e aumentando o custo de vida sob o farsante argumento de que o momento é de “sacrifício para todos”. Aliado a isso tudo, o cheiro podre da corrupção sistêmica impregnado no ar, em que se articula uma complexa constelação de interesses e “escândalos” que envolvem desde os partidos da coalizão governista como aqueles da oposição de direita, grandes empresas e banqueiros e os grandes conglomerados de comunicação.

Aécio-com-Dilma-no-Congresso-dez-2013-FolhapressA operação Lava Jato da Polícia Federal trouxe à superfície um esquema bilionário de saque e espoliação dos recursos da Petrobrás, um trapaceiro “toma lá da cá”, operado por políticos e empresários pra financiar campanhas eleitorais e privilegiar negócios privados. No entanto, nem só de “Lava Jato” e “Petrolão” se alimenta esse artifício estrutural na política brasileira, a corrupção. Recentemente, o chamado “escândalo” do HSBC tem revelado uma complexa rede internacional de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal em paraísos fiscais na Suíça, administrada pelo próprio banco. Entre os implicados brasileiros encontramos os principais conglomerados de comunicação, como a rede globo, bandeirantes, o grupo folha e abril. Daí que esse caso não é motivo de alarde nos chantagistas telejornais de grande audiência.

Depois de ganhar as eleições por um fio, o governo Dilma desmonta a tática de marketing por esquerda (pra não perder eleitores desiludidos) e chama os quadros do sistema financeiro, da patronal e do agronegócio para afiar a faca do ajuste fiscal e do tarifaço contra o povo.

Vida cara e precária. Arrocho nos trabalhadores.

A promessa do capitalismo brasileiro, que vinha crescendo pela mão de uma desapropriação violenta dos bens comuns, pela dominação dos capitais do agronegócio, mineradoras e empreiteiras, quebra a cara com a queda do preço das “commodities” e da desaceleração do capitalismo chinês. As idéias triunfalistas de um país de classe média, puxado pelo consumo e o endividamento de massas, pelos empregos precários e a inclusão dos pobres como sujeito flexível do mercado, mostram sua fragilidade e já entram em desencanto em amplas camadas de trabalhadores do país.

A classe operária vive de novo as demissões na indústria e na construção civil. Só no ramo de autopeças a patronal prega mais uma chantagem, exigindo infinitos incentivos fiscais e flexibilização de direitos, ameaçando em caso contrário com 30 mil demissões ao longo do ano. A falta de água e luz cria calamidade nas periferias urbanas e o preço das contas de energia, da alimentação e dos serviços aumentam mais que a renda dos trabalhadores. A mudança de regras do seguro-desemprego e do acesso a benefícios previdenciários corta direitos e coloca sobretudo uma classe trabalhadora jovem e localizada em empregos precários (terceirizações, telemarketing, construção) em uma situação de maior vulnerabilidade e risco. Agora, as patronais sanguessugas podem demitir hoje e recontratar amanhã para se livrar dos encargos e assim engordar ainda mais seus lucros.

Os impostos castigam o consumo dos setores populares e médios, enquanto aliviam os ricos, donos de empresas e grandes fortunas. Em contrapartida a saúde e a educação pública seguem sucateadas, o transporte coletivo é péssimo, a justiça criminaliza a pobreza e a polícia é racista e mortal nas vilas, favelas e subúrbios.

Os precarizados, a massa dos trabalhadores brasileiros, alçados como modelo do regime de trabalho flexível e super-explorador, sujeitos de uma rotina de pesados sacrifícios, dão sinais de cansaço e irritação. A patronal, não satisfeita com os inúmeros incentivos vindos dos governos, quer mais trabalho precário e pressiona o governo pela lei de terceirizações.

A insatisfação cresce por todos os lados e chega a transbordar para além das velhas estruturas, normas e regras que o sistema oferece para sua canalização. Insatisfação representada por um sentimento difuso que, entre outras coisas, expressa rebeldias que vem de baixo.

Eles são todos sócios da trapaça burguesa-politiqueira.

A Lava Jato não fez nenhuma descoberta extraordinária. Ela volta a pôr em evidência um modo suprapartidário de governar que não toca nos privilégios das oligarquias, no poder dos grupos econômicos e financeiros e no regime ideológico das práticas institucionais. Trata-se de corrupção sistêmica. Como já dissemos outra vez, quem governa com o sistema, pelo sistema é governado.

Os partidos, os políticos, as burocracias, as empreiteiras, os bancos e os lobistas corporativos são todos sócios na corrupção e na impunidade. Uma mão lava a outra e todos tem sua vez. Quem não pactua não governa.

Na concepção liberal burguesa, a representação sempre foi um mecanismo legitimador da usurpação das forças coletivas e dos bens comuns pela vontade das minorias. Por isso que para defender a Petrobras e o patrimônio público a luta dos trabalhadores e do povo deve superar o controle burocrático estatal. Tem que ser uma luta para avançar na gestão direta do patrimônio público, pela mão das organizações operárias e populares.

Qual direita cara pálida?

protesto_diego-648974O agravante desse escândalo é que o PT, do mensalão de 2005 somado ao trambique com as empreiteiras na Petrobras, se afunda de vez na vala comum da política burguesa. E não é a esquerda que se degenera, como quer fazer passar o discurso monopolista da grande mídia e sim um PT domesticado pelo poder conservador das instituições e que cultiva entre os seus aliados, funcionários e políticos de carreira, um patrimônio formado pelos valores, as técnicas, os discursos e a bagagem ideológico-cultural da direita, daqueles que tomam o lado das injustiças e desigualdades da ordem burguesa.

O governismo vive os piores dias na sua carreira de partido da ordem. Enquanto o PT evolui na direção do centro e da direita, governa entre tropeços e comendo na mão das oligarquias. Já o outro setor da direita de partidos como o PSDB e DEM que figuram como oposição, pra não perder o bonde, se reagrupa e faz barulho aliado com as posições mais conservadoras e ultra-reacionárias.

Os grupos monopolistas que controlam a mídia de massas, em que pese terem sido favorecidos por verbas publicitárias, desonerações fiscais pelo governo e vista grossa pelas suas diversas sonegações fiscais, engrossam o caldo do oportunismo. Por um lado empurram as “verdades” da direita, travestidas de um discurso econômico “técnico” e pretensamente objetivo que defende a fatalidade do ajuste fiscal e por outro, surfam no discurso da corrupção para quebrar a moral de toda esquerda classista pela vidraça do PT.

O antipetismo que se manifestou massivamente nas ruas de todo o país no dia 15 de março, como há muito não acontecia, foi convocado por grupos da direita, partidos e formações liberais-conservadoras, as grandes mídias e seus “intelectuais”, setores evangélicos fundamentalistas e a fuzilaria ultra-reacionária de saudosistas do golpe de 64. Por sua vez, essa convocatória também foi capaz de sensibilizar parte expressiva dos trabalhadores, justamente indignados com os intermináveis casos de corrupção, pela estafante vida nas grandes cidades e o aumento no custo de vida. Hoje estes setores da direita já ensaiam uma qualificada disputa pelos rumos do descontentamento popular.

É preciso que se diga, sem meias palavras, que foram encorajados pela capitulação dos sucessivos governos petistas, que se ajoelham aos agiotas do sistema financeiro, sentam no colo das velhas raposas da oligarquia lideradas pelo PMDB e se atolam no balcão de negócios do Planalto, do Congresso e das estatais.

Outra ideologia, outras práticas para construir um povo forte.

A política que não avança na relação de forças contra o poder dominante deixa terreno a ser ocupado. O projeto histórico da frente de centro-esquerda liderada pelo PT, depois de alcançado seu objetivo de chegar à presidência da república, deixou plantada uma desorientação que não é fácil de medir. O avanço da direita na aliança governista e na oposição das ruas, assim como o sentimento confuso de setores populares entre fogo cruzado nos dão hoje uma amostra do lastro político-ideológico dessa trajetória.

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A experiência do PT, na busca e na conquista do governo, integrando-se nas instituições e nas regras do jogo, trouxe uma mudança importante na cultura e nos valores da esquerda. Aqueles sonhos e esperanças que foram mobilizados e produziam um sujeito de cambio que lutava em todas as frentes do povo para transformar o país e construir socialismo, foram esmorecendo. Muitos militantes do trabalho de base viraram os arrivistas de gabinete, ratos de aparelho. Quando muito, os teimosos foram simplesmente ignorados e substituídos pelos técnicos de gestão ou funcionários burocráticos da máquina. Sindicatos e movimentos sociais trocaram a independência da classe trabalhadora por cargos e ministérios, se fizeram gestores de fundos de pensão, assessores empresariais e linhas auxiliares do governo. Um processo que não se iniciou com a conquista da presidência, encontrando raízes ainda na década de 1980.

Essa subjetividade muito apegada a disputa de cargos e direções do aparelho e que põe o partido antes das lutas da classe, também fez escola entre a esquerda que não foi a reboque.

As relações de poder que encontram nessa conjuntura o suporte das idéias e os movimentos da direita têm haver, em grande parte, com esse processo histórico de desarticulação de forças sociais que amarga o campo classista. A colaboração de classes, a burocracia e o governismo desarmaram as organizações sindicais e populares, dividiram as lutas e as atrelaram ao estado. Formaram uma ideologia que reproduz as práticas das instituições burguesas, que faz do povo um sujeito que espera pelo que vem de cima.

Mudamos tudo ou não se muda nada.

Não formamos parte corrente do impeachment e tampouco as fileiras da tropa de choque do governo. Essa polarização que procura capturar as rebeldias que vem de baixo, definir e qualificar a luta social segundo as suas idéias, é o palco da briga entre elites e classes dominantes, uma briga entre vizinhos de condomínio privado, onde aos de baixo cabe, quando muito, o papel de simpáticos figurantes.

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É preciso ter clareza na análise e firmeza em nossos princípios classistas para não entrar no brete que os de cima tentam nos impor, onde tanto o bando governista como o bando da oposição de direita tentam insinuar que estamos fazendo o papel de linha auxiliar de seu “rival”. Nosso caminho não tem saída por cima e busca agrupar forças sociais para atravessar sem fraquejo uma etapa de resistência e fragmentação. Unidos com os setores classistas e os movimentos sociais que vem de baixo, contra o tarifaço, o ajuste fiscal e o passo abusado das direitas. Sem confiança na “mágica” dos acordos de cúpula, seja qual for a procedência. Fazer crescer junto com a insatisfação social as rebeldias do povo, a ação direta, a solidariedade, a participação popular. Reorganizar o tecido social para lutar nas ruas, nas greves e ocupações, desenvolvendo as organizações de base como os núcleos fortes do poder popular. De baixo pra cima, com federalismo e democracia de base, criar os músculos da frente dos oprimidos capaz de construir uma mudança real que Socialize a riqueza e o poder.

CONTRA A TRAPAÇA DOS RICOS E O ARROCHO DO GOVERNO E DOS PATRÕES! ORGANIZAR A REBELDIA DAS RUAS, GREVES E OCUPAÇÕES!

Federação Anarquista Gaúcha – FAG / 20 anos!!!

Integrante da Coordenação Anarquista Brasileira – CAB

[FARJ] Nem dia 13, nem dia 15: organizar a luta pelas bases nos próximos meses!

Retirado de:                                        https://anarquismorj.wordpress.com/2015/03/13/nem-dia-13-nem-dia-15-organizar-a-luta-pelas-bases-nos-proximos-meses/

Federação Anarquista do Rio de Janeiro

Os recentes acontecimentos políticos no Brasil trouxeram o debate em torno do possível impeachment e do golpismo de setores da direita declarada. Duas manifestações estão marcadas, uma para o dia 13, composta de movimentos sociais, partidos e organizações em sua maioria ligadas ao governo e outra dia 15, organizadas por agrupamentos de direita e extrema-direita.

A direita se organiza: dentro e fora do governo

É inegável certa organização e crescimento de organizações de direita, algumas financiadas pelo imperialismo ou por organismos internacionais que estão se mobilizando para combater agendas progressistas. Se os agrupamentos conservadores e da direita sangram o governo com a ideia do impeachment, não há como negar também a presença da política da direita e da burguesia no interior do próprio governo. Os ajustes fiscais neoliberais de Joaquim Levy, a repressão às lutas sociais (processo dos 23 no Rio de Janeiro, mais companheiros da Coordenação Anarquista Brasileira em SC e RS), a política de militarização tocada pelo PT nas favelas (UPP’s e exército), o congresso totalmente conservador, a expansão do plano IIRSA no Brasil e o menor índice de famílias assentadas na história da reforma agrária no país; todos esses elementos indicam o óbvio que com impeachment ou não, o programa da direita já está no poder. Seu trabalho agora é apenas acabar de reorganizar um novo ciclo de sua hegemonia dentro do organismo político da classe dominante: o Estado.

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Soluções dentro do sistema não mudam nada para os trabalhadores

Como resposta a mobilização golpista, estimulada por agrupamentos de extrema-direita e setores do imperialismo, o PT vem mobilizar suas bases. Centrais sindicais, movimentos sociais, dentro ou fora da órbita do PT são incentivados a mobilizar-se para defender o governo ou tentar fazer “reforma política” dentro do sistema. Por mais que digam que a luta é por direitos, o sentido dado por essa mobilização é bem claro: defesa do governo Dilma. O mesmo governo que tanto beneficiou a burguesia e arrancou direitos dos trabalhadores. Com a ameaça de impeachment, o PT faz-se de vítima e reforça sua presença nos movimentos sociais que ele utilizou para promover seu pacto de classes e quanto ao PSDB e aos agrupamentos de direita, conseguem surfar na onda do golpismo, fazendo avançar sua política conservadora.

Independente do que aconteça, a política de austeridade, precariedade e repressão aos movimentos autônomos vai continuar, seja com Dilma (PT) ou Michel Temer (PMDB) no poder. O ciclo do PT, que montou uma estratégia desde os anos 80 de fazer as mudanças sociais pelo Estado parece chegar ao fim, e com esse fim, caem as ilusões de que é possível dentro desse aparelho, fazer avançar qualquer tipo de pauta de esquerda.

Abaixo e à esquerda: as lutas de hoje apontam um caminho para o amanhã

A saída para derrotar a direita (dentro e fora do governo) e o golpismo não passa por soluções dentro do sistema político burguês, tampouco atrelando as lutas às pautas do PT. Devemos apoiar os germes de ação direta e poder popular que se anunciam nesse período. Mesmo que sejam tímidas, eles existem e estão aí no horizonte. Lutas sindicais, iniciativas camponesas de trancamento de rodovias, ocupações de terra, prédios públicos e ações populares pela base (Professores, Garis, Estudantes, Sem-tetos, Operários do COMPERJ, Petroleiros, Camponeses/as), contrariam em muitos casos a burocracia/pelegos e se mobilizam contra o cortes de direitos e precariedade desse novo governo.

Assembleia dos garis dá indicativo de greve.

Nossos esforços devem estar focados em fortalecermos essas lutas à esquerda e pela base, para derrotar tanto as mobilizações golpistas quanto o governismo. Toda luta por direitos sociais e econômicos ameaça as políticas de direita e só assim conseguiremos impor de fato uma pauta classista. Mas para tocar as lutas por direitos sociais, precisamos reforçar movimentos populares autônomos e vencer o governismo pelo método correto. Agir sem sectarismo, com política de construção pelas bases, sem reproduzir os mesmos vícios da esquerda autoritária e o vanguardismo.

Derrotar as posições de direita e o governismo passa por enraizamento e capilaridade social. Organizar a luta de classes nos locais de moradia, trabalho e estudo! Essa é a tarefa daquelas/es que lutam para os próximos meses: unir o disperso e organizar o desorganizado. A resistência contra o fascismo e o governismo vem do poder da classe trabalhadora de se mobilizar de maneira independente.

Trabalhadores do COMPERJ em ação direta fecharam uma das vias da ponte Rio-Niterói.

Por isso, nem dia 13, nem dia 15!

Organizar as categorias e os sujeitos sociais!

Lutar, criar, poder popular!

[CAZP] BOLETIM CAZP

Retirado de: https://cazp.wordpress.com/2015/03/10/boletim-cazp/
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ESTADO, PATRIARCADO E OPRESSÕES: O FEMINISMO NA PERSPECTIVA SOCIALISTA LIBERTÁRIA

“O homem mais oprimido pode oprimir um ser, que é a sua mulher. Ela é a proletária do próprio proletário”.
(Flora Tristan, 1803-1844)

Na história do feminismo no mundo, muitos movimentos levantaram várias bandeiras contra a opressão da mulher. Contudo, apesar de muitos avanços, na atual sociedade capitalista ainda é muito vivida (e indispensável) a subordinação das mulheres para a manutenção do sistema, seja socialmente ou no núcleo familiar, uma vez que o exercício de tarefas domésticas e de criação dos filhos é condição primordial para o pleno exercício das atividades laborativas do trabalhador.

Nesse sentido, um feminismo de concepção anarquista coloca a luta contra a opressão feminina num outro patamar, pois compreende que existe uma teia de relações opressivas ao qual a mulher está submetida.  As mulheres trabalhadoras (portanto, a maioria das mulheres no mundo capitalista atual) sofrem dois tipos de opressão: uma transversal a todas as classes sociais como mulheres, e outra transversal a toda classe trabalhadora, portanto desprovida dos meios de produção. Destacamos também a dimensão étnico-racial que põem para as trabalhadoras negras o peso de uma opressão de múltiplas dimensões: econômicas, políticas e ideológicas-culturais.

Os partidos de esquerda frequentemente fazem o necessário “corte de classe” para distinguir as diferenças entre trabalhadoras e burguesas, porém, muitas vezes fazem “vista grossa” no tocante às disparidades entre as trabalhadoras e os trabalhadores. Isso decorre, geralmente, pelo fato da esquerda não trabalhar as questões de solidariedade interclasses e intragênero – consciente ou inconscientemente – que existe dentro do gênero masculino como forma de subordinar a mulher e manter seus privilégios perante esta.

Na perspectiva de enfrentamento ao Estado, percebe-se que este, na medida em que se apropria da ideia de exploração econômica dos trabalhadores, também toma como cerne de sua construção o patriarcado. O patriarcado é uma ideologia que, historicamente, perpassou por inúmeras sociedades já existentes. Trata-se de uma ideologia de múltiplas formas de dominação do homem sobre a mulher, sendo o homem considerado superior à mulher; uma organização social baseada no poder do pai, e a descendência e o parentesco seguem a linha masculina – o pai é a lei. O Estado se apropria dessa concepção na medida em que também determina e regula a vida em sociedade: o “Pai/ Deus” criador das leis que o permite usar da violência para manutenção da ordem vigente – tal ordem deve ser inquestionável e inquebrantável.

Desse modo, em sua lógica de dominação, a relação entre Estado e patriarcado, nos leva à perspectiva de que não podemos separar a luta contra a opressão de gênero da luta classista e a recíproca torna-se verdadeira quando compreendemos que a luta contra o Estado e o capital não pode ser desvencilhada da luta contra o patriarcado.

Há ainda uma tradição forte na esquerda em colocar o debate feminista, assim como os que envolvem relações étnico-raciais e sexualidade, como algo de menor importância, algo “a ser discutido depois” ou uma questão que é incorporada de maneira oportunista. É preciso avançar para uma concepção e prática que identifique e articule estruturalmente a luta feminista em conjunto com a luta contra o capitalismo e o Estado. O socialismo não é sexista e heteronormativo, ele deve ser integralmente libertário.

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QUEM É LUCY PARSONS? A MITOLOGIZAÇÃO E A RE-APROPRIAÇÃO DE UMA HEROÍNA RADICAL.

Casey Williams

Como uma anarquista radical, Lucy Parsons dedicou mais de sessenta anos de sua vida a lutar pela classe trabalhadora norte-americana e pobre.1 Uma oradora habilidosa e escritora apaixonada, Parsons desempenhou um papel importante na história do radicalismo norte-americano, especialmente no movimento operário da década de 1880, e permaneceu uma força ativa até sua morte em 1942. A única pergunta da qual ela nunca se desviou foi “como levantar a humanidade da pobreza e desespero?”.2 Com essa questão impulsionando o trabalho de sua vida, Parsons foi ativa em uma infinidade de organizações radicais, incluindo o Socialist Labor Party (Partido Socialista Trabalhista), a International Working People’s Association (Associação Internacional das Pessoas Trabalhadoras) e a Industrial Workers of the World(Trabalhadores Industriais do Mundo). Paralelamente com seu longo envolvimento no movimento trabalhista norte-americano, estava sua solida visão de uma sociedade anarquista, filosofia que era a base de sua crítica às instituições econômicas e políticas opressivas dos Estados Unidos da América.

Sua oposição ao capitalismo e ao autoritarismo estatal foi solidificada em 1887, quando seu marido, Albert Parsons, foi executado injustamente.3 Após a bomba e as execuções de 1886, na manifestação de Haymarket, Parsons dedicou os próximos cinquenta anos de sua vida aos desempregados e à classe trabalhadora norte-americana. De fato, o poder do caso Haymarket na formação da vida adulta de Parsons não pode ser subestimado. Os acontecimentos de 1886 e 1887 fixam uma animosidade inflexível entre Parsons e o Departamento de Polícia de Chicago. Durante a vida de Parsons, a polícia a perseguiu, suprimindo sistematicamente seu direito à liberdade de expressão, prendendo-a várias vezes sem justificação. Ao longo da vida, Parsons se esforçou ativamente para construir uma identidade de classe comum entre todos os trabalhadores norte-americanos.69Muito antes do episódio da bomba de Haymarket, Parsons pediu às “massas para aprender que” os seus interesses estariam sempre em oposição à classe dominante.

O legado de Parsons também foi transformado em história de uma heroína feminista. Especialmente nas arenas de memória pública, Parsons é rotineiramente chamada de feminista. Ao longo de sua vida, ela abordou muitas questões que as mulheres enfrentam. Ela se enfureceu contra as práticas corrosivas que pressionavam as mulheres para absorver empregos domésticos e incentivou as mulheres a abraçar o controle da natalidade. Como uma mãe trabalhadora, Parsons acreditava que falava em nome de todas as mulheres que trabalhavam quando participou da fundação do IWW. No entanto, seus esforços em nome das mulheres sempre fizeram parte de sua dedicação à luta de classes. Seu interesse pela libertação feminina manteve-se focado em questões que lhe foram mais diretamente ligadas ao trabalho e ao capitalismo.

A história Lucy Parsons é mais ampla e mais complexa do que sua condensação em uma biografia ou do que um pequeno livro de fontes documentais pode capturar. Estudos sobre Parsons e o radicalismo em geral, não podem ser considerados finais – como ela mesma salientou:

“Nada é considerado tão verdadeiro ou tão certo, que as descobertas futuras não possam prová-lo falso”.

Tradução: Rusga Libertária

Adaptação: CAZP

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Reescrevendo a história das mulheres em Rojava – Parte 2

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/reescrevendo-a-historia-das-mulheres-em-rojava-parte-2/

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Por Rojda Serhat-Şevin Şervan-Cahide Harputlu – JINHA

Tradução  Eliete Floripo

ROJAVA – este ano em Rojava, as mulheres estão se preparando para o 8 de Março com tanta excitação como dor. Apesar da intensificação dos ataques contra as mulheres, elas fizeram um histórico ano para as mulheres através de seu trabalho de defesa de Shengal e Kobane e da construção de Rojava. Nossa série continua hoje com a história da ativista de uma base da organização que precedeu a revolução; reflexões das mulheres sobre o seu trabalho no governo; e uma entrevista com a comandante do YPJ Meryem Kobane.

As raízes da revolução Rojava: décadas de organização para a libertação de curda

Henife Husen, co-presidente do movimento político democrático, guarda-chuva do Movimento para uma Sociedade Democrática (PEV-DEM), diz que a resistência e luta das mulheres tinham uma história muito antes de Rojava.
Com a supervisão de Apo (Abdullah Öcalan), a busca da liberdade no Curdistão, chegou a Rojava também. As mulheres de Rojava aceitaram isto desde o início; elas abriram suas casas, deixaram seus filhos para esta luta.
“Para a revolução chegar até aqui, houve muito apoio moral e material,” incluindo o combate na linha de frente da Frente Nacional de Libertação do Curdistão (ERNK) e apoio de Apo , disse Henife”.
Abdullah Öcalan passou um tempo em Rojava na década de 1990. “A estadia do líder do Curdistão em Rojava tinha três projetos principais,” disse. O mais importante deles foi o projeto de libertação das mulheres. Em Rojava, muitas mulheres participaram de suas reuniões.
Henife disse que as reuniões resultaram em uma série de mudanças na sociedade. Enquanto as primeiras mulheres juntaram-se a guerrilha uma a uma, as revoltas populares no Curdistão do Norte na década de 1990 resultaram em uma explosão de voluntários para a guerrilha. “O primeiro mártir por ser uma mulher, teve um enorme eco. Cada mártir prepararam o terreno para mais pessoas no voluntariado”.
A filosofia de Öcalan propagou, as mulheres começaram a organizar todas as suas atividades econômicas, incluindo o trabalho doméstico. “As mulheres começaram a fazer o que ninguém mais poderia fazer,” disse Henife. Mas depois que Abdullah Öcalan foi feito prisioneiro pelo Estado turco, disse Henife, a repressão começou a tornar-se intensa em Rojava. O estado facilitou uma gama de políticas sujas que se assemelhavam muito a aquelas implementadas pelo Estado turco contra o povo do norte do Curdistão.
“Começaram políticas de fome. Desemprego ampliado. Nestes dez anos causou imensa devastação, especialmente contra as mulheres,”disse Henife. “Havia uma aliança entre os dois Estados,” ambos facilitaram o crime e a corrupção.
Em um curto período de tempo, prostituição, drogas e espionagem tornaram-se generalizadas em Rojava. “Homens mais velhos que vinham do Norte (Turquia) para comprar mulheres jovens para ‘casamento’. “Depois disso, mudou o entendimento local do Islã, disse Henife. As mulheres também participaram deste novo Islã. Sociedades religiosas apareceram em todos os lugares.
A atividade Pro-curdo foi proibida, e diz Henife que dezenas de seus amigos foram presos e torturadas. Alguns foram mortos por seus torturadores. Narziye Keçe foi preso em 2004 e desapareceu sob custódia do estado.
As pessoas começaram a temer a atividade política. Henife diz que as organizações islâmicas cresceram para preencher a lacuna, quando as pessoas ficaram com medo de organizar a luta de libertação curda e as detenções do estado. Para as mulheres resultou em mais repressão no nível das famílias, onde mulheres ativas foram ameaçadas a serem jogadas para fora de casa ou com o divórcio se permanecem ativas na luta.
Mas, diz Henife, nunca deixaram de se organizar, formando a organização Tevgera Jinan (Movimento de Mulheres) em 2005. Organizadoras formaram parlamentos locais e comitês em cada cidade, mesmo quando a participação foi baixa, inclusive por meio de Tevgera Azad (Movimento Livre). Este nível de organização continuou até a revolução de 2011.
Com o período de 2010-2011 veio uma explosão de atividade e organização. O primeiro Congresso de TEV-DEM, teve a decisão de abertura das casas de mulheres em cada cidade, a decisão da organização das mulheres Yekitiya Estrela, foi de organizar-se em discussões de base — parlamentos de discussões e decisões importantes tiveram lugar um após o outro. Comitês foram organizados para cuidar da educação, imprensa, relações públicas e econômicas, e, mais recentemente, as Academias Femininas, criadas em 2012.
As mulheres foram a chave para tudo isso, tendo papel importante e organizando-se durante o período da revolução. As mulheres eram parte dos Conselhos revolucionários e órgãos de decisão.
O sistema de co-presidente, no qual cada posição tem dois representantes (um homem e uma mulher), foi implementado nos parlamentos locais e comunas. Um cota de 40% para as mulheres também foi implementado.
“Nestes desenvolvimentos de maior participação popular, as mulheres tinham um papel de liderança na sociedade”, disse Henife. Yekitiya Estrela tornou-se um espaço para as mulheres. No início da revolução, as mulheres estavam participando do PYD, onde o sistema de co-presidente estava em asayiş.
Yekitiya Estrela começou a dar suporte para o YPG. Depois as mulheres se organizaram como o YDH em segredo, e então, formaram o YPJ. Kobane tornou-se um exemplo para as mulheres de Rojava e do mundo, com sua mais famosa mártir sendo Arîn Mîrxan, que sacrificou-se para a cidade. “O que libertou Kobane foi o espírito do camarada Arîn” e aqueles como ela, disse Henife.

No governo de Rojava, as mulheres resolvem seus próprios problemas

Ministra de mulheres Hiva Irabu diz que o Ministério foi uma das primeiras instituições fundadas após a declaração de autonomia no Cantão de Cizîre. Somente mulheres no Ministério — o primeiro no mundo.
“Quando começamos a trabalhar, analisamos e pesquisamos experiências em muitos países, mas não conseguimos encontrar um Ministério formado especificamente para resolver os problemas das mulheres,” disse Hiva. “Começamos os projetos nas áreas de interesse para as mulheres: economia, política, educação, desenvolvimento, violência contra as mulheres, a cultura, a lei.” Muitos projetos realizam-se em colaboração com grupos do movimento de mulheres.
“Fizemos um relatório sobre as mulheres que sofreram violência e que vieram para as casas de mulheres,” disse Hiva. “Como resultado, começamos os projetos de solidariedade e abrigos de mulheres. Mulheres em perigo de morte vivem aqui. Também temos projetos para ajudar a resolver os problemas econômicos das mulheres que vivem em abrigos.”
O Ministério reuniu um conjunto de estatísticas não disponíveis anteriormente sobre as mulheres por meio de pesquisa em Cantão de Cizîre . Além da população total de mulheres, as estatísticas também registraram o número de mulheres que sofreram violência, a poligamia, o casamento infantil; que estão em dificuldades econômicas; que se divorciaram; e que são deficientes. Segundo a pesquisa, houve 2.250 casos de violência contra a mulher em 2004.
Agora, o Ministério tem ajudado no desenvolvimento de uma lei que tome medidas contra uma variedade de formas de violência contra as mulheres, do casamento infantil, poligamia, deserdação de mulheres e a troca noiva e a violência doméstica.Essas práticas variam entre os diferentes grupos em Rojava, como a poligamia (por exemplo) generalizada entre os cidadãos árabes, presentes entre curdos e ausente entre assírios e sírios.
Foco principal em 2015 do Ministério é a atividade econômica. O Ministério planeja treinar mulheres com habilidades que eles já têm, então elas poderão se sustentar sem depender de parentes do sexo masculino. Outro projeto cria centros para crianças deficientes e juventude.
Revda Hesen, co- prefeita da cidade de Qamişlo, no Cantão de Cizîre, têm visto as mulheres tomar seus lugares em uma variedade de projetos desde o início da revolução em Rojava há três anos — incluindo os membros da equipe de 30 mulheres no governo municipal. Mulheres dirigem uma série de projetos municipais só para mulheres. Zin Xelil, da força de Asayiş (manutenção da paz) do governo da cidade, diz que as mulheres desempenham um papel importante na defesa da cidade. Ela diz que a autodefesa da revolução liderada por mulheres Rojava é crítica.

Luta do YPJ para a autodefesa das mulheres em todas as áreas da vida

Meryem Kobane, uma comandante da YPJ, tem sido parte da resistência Kobane desde o início.
“Não há nada na natureza sem mecanismos para a sua própria autodefesa”, diz Meryem do projeto de autodefesa das mulheres. Ela diz que a dominação das mulheres não é natural. Militarismo e exploração começaram com o sistema tribal e a ideia de que as mulheres não podem tomar parte na defesa da comunidade, mas só podem servir os homens, mas o Estado formalizou essa mentalidade, de acordo com Meryem.
“Ao longo da história, como as mulheres são descritas? “Sua natureza opõe-se à guerra”. Sim, é claro que isto é verdade, mas para as guerras de dominação. Mas autodefesa é diferente.” Ela observou que a legítima defesa é uma propriedade fundamental e natural. A guerra é uma arte, Meryem diz, e as mulheres em particular, abordam dessa forma.
“Dizem as mulheres, “vocês não tem força de vontade, vocês não são fortes, vocês não podem ser uma liderança, vocês não podem proteger suas próprias vidas”, disse Meryem. “As mulheres tomaram parte em muitas revoluções na história, mas seu papel sempre foi suprimido”.
Ela observou que houve algumas dificuldades para as mulheres no início da defesa de Kobane, apesar da longa história de luta das mulheres em Rojava e no Curdistão em geral.
“Um número de camaradas da resistência Kobane, incluindo os mártires Sozdar e Roza, queriam as posições YPJ para ser separado dos homens — porque nossos pais e irmãos nos disseram ‘não pode fazer isso’, disse Maryem. Mas as mulheres lutaram contra os homens que lhes disseram que não tinham nada na frente. Agora, seu papel é famoso. Mulheres mártires como Viyan e Peyman, deram suas vidas para Kobane. Mulheres do YPJ tem estado na vanguarda da guerra em locais como Serêkaniye e Efrîn.
“O Daesh fez uma maratona de Mosul para cá, mas eles foram parados em Kobane”, disse Meryem. Dizendo que elas sentiram a necessidade de mostrar que as mulheres geradas na filosofia de Abdullah Öcalan nunca iriam desistir, disse ela “, enquanto houvesse um curdo ainda vivo, Kobane não iria cair.”
As mulheres não estão apenas resistindo na guerra, de acordo com Meryem, mas na vida cotidiana. “Em qualquer lugar na sociedade que há um grupo que quer resistir a sua própria exploração, deve haver um mecanismo de autodefesa — em cada rua, cada casa, cada local de trabalho.
“Por exemplo, as mulheres que trabalham em fábricas tem que se organizar. Elas precisam se reunir regularmente e se houver um ataque a uma mulher, elas precisam se unir.” Meryem disse que a solidariedade feminina contra a exploração econômica e todas as outras formas de exploração precisa ser um reflexo de base.
“As mulheres são empurradas para a prostituição, como se elas não tivessem outra opção. As mulheres estão sendo apedrejadas quando elas próprias são vítimas de estupro. Estamos dizendo que há outra forma de viver. E a solução não é só as armas.
“A luta começa com o conhecimento de si mesmo,” disse Meryem, salientando a importância da educação na luta do YPJ. “Nós avisamos os camaradas para que viessem até nós para aprender tudo o que eles queriam, incluindo como usar armas. Sua mente precisa estar aberta a tudo”, disse. Desde o início, o estudo da filosofia de Abdullah Öcalan tem sido crucial para os esforços das mulheres para se organizar.
Meryem diz que, estupro, apedrejamento, rapto, femicídio e outros crimes contra mulheres aumentam na ausência da autodefesa. Em Dera Zor, 700 mulheres e crianças foram decapitadas diante dos olhos do mundo. Crimes contra a humanidade, como a campanha de Anfal de Saddam Hussein e do ataque Daesh em Shengal foram evitadas em Rojava somente graças à luta dos mártires. Ela observou os nomes das mulheres muitos mártires que se sacrificaram nas fileiras da frente: Revan, Gulan, Ozgur, Roza e outras milhares que deram suas vidas para viver livremente suas identidades.
A história está cheia de mulheres que lutaram, de acordo com Meryem, de Rosa Luxemburgo a Leyla Qasim e as três militantes curdas mortas em Paris. Meryem saudou as mulheres que continuam sua luta nas ruas no 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Ela cumprimentou particularmente as mulheres que vão se reunir em Nusaybin, no norte do Curdistão na Marcha Mundial das Mulheres.

“As mulheres têm que se unir” disse. Ela diz que espera um dia para ver uma Assembléia Internacional de Mulheres.

 

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TEXTO ORIGINAL EM: http://kurdishquestion.com/index.php/kurdistan/west-kurdistan/rewriting-women-s-history-in-rojava-part-2.html

A Revolução dentro da Revolução e o Protagonismo Feminino no Curdistão

Rojava

Retirado de: http://jornalismob.com/2015/02/23/a-revolucao-dentro-da-revolucao-e-o-protagonismo-feminino-no-curdistao/

Texto escrito por Lorena Castillo, militante da Federação Anarquista Gaúcha e do Ateneu Libertário A Batalha de Várzea, pro blog Jornalismo B

Somente há pouco tempo ficamos sabendo que em uma determinada região do Oriente Médio, mais precisamente no oeste do território curdo (Rojava), existe um processo revolucionário que se desenlaça e coloca no cerne da questão política a liberdade das mulheres e a negação do Estado-Nação. A luta revolucionária hoje no Curdistão é algo que recoloca no debate político da esquerda mundial a possibilidade de fazer a ruptura com a podridão do sistema capitalista e patriarcal. Hoje, o povo curdo, que está em luta contra os regimes opressivos da região, dá o exemplo de como é possível viver em uma sociedade baseada na democracia de base, no poder popular e no alto nível de liberdade das mulheres.

Fotos: Kurdish Female Fighters Y.P.J

A toda essa proposta política elas e eles dão o nome de Confederalismo Democrático. Essa proposta surge a partir das leituras do militante curdo Abdullan Ocalan, que é uma figura de referência para toda a esquerda curda, sendo um dos fundadores do Partido Trabalhista Curdo (PKK), e que está preso há 16 anos, com pena perpétua para ser cumprida em uma ilha-prisão da Turquia.  Na prisão, Ocalan aprofundou suas leituras dos textos anarquistas de Bakunin, Kropotkin e Proudhon, e, como proposta de modelo político para ser trilhado na revolução social do Curdistão, ele rebatiza o Municipalismo Libertáriodo também anarquista Murray Bookchin. Esse projeto político, o Confederalismo Democrático, vê o Estado como o principal oponente às ideias de autodeterminação dos povos e sua independência. A independência que é proposta pelo projeto do Confederalismo Democrático não busca obter fronteiras de um Estado-Nação. Pelo contrário, a luta curda hoje é qualquer coisa exceto nacionalista.

Nas montanhas acima de Erbil, no antigo coração do Curdistão, passando pelas fronteiras da Turquia, Irã, Iraque e Síria, nasce uma revolução social, uma proposta radical de democracia de base esfrega na cara da esquerda mundial que o caminho para a superação deste modelo injusto e assassino começou a ser trilhado longe do que tradicionalmente se esperava.

A luta revolucionária do povo curdo está construindo uma sociedade livre do Estado, e isso coloca em cena a antiga e maior polêmica entre a esquerda centralista e a federalista, que é a questão do Estado e também o tema já tão conhecido por nós, anarquistas, de que o socialismo é com liberdade ou não é socialismo. E o que está acontecendo por lá, no Curdistão revolucionário, é isso mesmo: desde os conselhos mais locais, sejam eles em bairros, municípios ou distritos, se pratica formas de democracia direta, onde todas as pessoas podem deliberar sobre as diferentes questões da nova sociedade que estão construindo. As ferramentas de organização específicas para as mulheres, jovens e para toda a comunidade encarnam fortemente no dia a dia os princípios de democracia radical de base e liberdade. O federalismo do ponto de vista anarquista, como um conceito de descentralização de poder encontra nesta experiência terreno fértil para fazer defesa desta concepção. O que temos hoje no Curdistão é o desenlace de um povo forte, que neste momento está em armas contra as terríveis ideias e ações do Daesh (ISIS, ou Estado Islâmico).

Algo extremamente importante de ressaltar nesse processo todo é a conformação, em todos os níveis de organização, da inserção das mulheres curdas nessa luta revolucionária, onde as mulheres estão desempenhando um papel determinante no combate ao Estado Islâmico. Elas não estão ali somente porque as condições da guerra contra o Estado Islâmico requeira isso, não porque sejam “símbolos de propaganda”, as mulheres curdas estão metidas nesse processo como grandes protagonistas de um duro combate às forças que mais matam, escravizam e massacram os povos oprimidos da região. Elas carregam no seu “núcleo duro” político-ideológico uma proposta de ruptura ao sistema capitalista-patriarcal, e estão atuando dessa forma naquela região do mundo, onde já escutamos milhares de vezes que os direitos das mulheres são terrivelmente negados. Isso também é o que torna essa experiência revolucionária com caráter feminista ainda mais entusiasmante.

O movimento de mulheres no Curdistão sabe que a proposta de um Estado-Nação não é a solução para a vida dos mais oprimidos e que sim, a solução está fora do Estado, a despeito do Estado, em combate à lógica do Estado-Nação, capitalista e patriarcal. E é no fortalecimento de uma lógica democrática de baixo para cima que temos visto os curdos levando adiante sua revolução social, fortalecendo suas cooperativas, conselhos e assembleias.

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O Estado Islâmico e as grandes potências ocidentais são as principais ameaças, ao menos por hora, para os revolucionários curdos. O E.I. é uma força ultraconservadora de interpretação do islamismo que está tentando se conformar como um Estado nas regiões do Iraque e Síria. Eles têm como principal objetivo dos seus ataques pessoas desarmadas, e se utilizam de métodos de terror para capturar e massacrar os povos dessas regiões. Com uma certa prioridade, o E.I. quer massacrar o povo curdo, sem falar que contra as mulheres eles praticam um verdadeiro feminicídio.

É importante contextualizar que, apesar das confusões sugeridas pelos interesses das potências dominantes e os seus meios de comunicação, o E.I. é um agente que tem origens na Al-Qaeda, vindo a ser uma cisão desta. Então, é bom lembrar que a Al-Qaeda e os Estados Unidos têm relações históricas de negócios entre as famílias Bush e Bin Laden.  Portanto, é ilusório e ignorante acreditar na afirmação de que exista combate contra o E.I. a não ser o que dá o povo curdo em armas.

Os desafios de defesa desse processo revolucionário são gigantes, pois os interesses das grandes potências são, em grande medida, os mais preocupantes. Todavia, não sabemos em que momento o povo curdo pode ser alvo de artilharia pesada vinda também da parte Ocidental do mundo, sem falar que para a esquerda, a nível internacional, ainda falta maior engajamento na defesa dessa revolução. Não podemos cometer o erro histórico, como organizações de intenção revolucionária, de largar à própria sorte os povos em armas que se erguem pelos cantões do Curdistão.

O papel que essa experiência cumpre para os demais povos oprimidos do mundo é imensurável, a revolução social em marcha no Curdistão é a prova viva de que podemos destruir esse sistema de opressões com organização desde a base, sem hierarquia político-econômica e social e com real protagonismo dos oprimidos.

No que diz respeito à luta das mulheres, o que vemos por lá, como falado anteriormente, é ainda mais empolgante, pois o projeto do Confederalismo Democrático busca em prioridade a liberdade e autodeterminação das mulheres, sendo essa premissa o “medidor” para uma sociedade realmente livre e democrática. Com isso, me atreveria a dizer que, por mais que em outros processos revolucionários tenhamos visto uma grande participação das mulheres, como é o exemplo da Comuna de Paris com suas “incendiárias” e um papel destacado para a companheira Louise Michel, na Revolução Espanhola com as valentes “Mujeres Libres” e nas demais revoluções sociais, nada se compara ao que estamos vendo fazer, aqui e agora, essas mulheres e homens das montanhas do Curdistão.

Dentro do debate político que fazem por lá, os companheiros homens podem opinar sobre tudo, menos sobre a vida das mulheres e sua livre determinação. Já viram isso antes? Acredito que não. Pois bem, está em prática por lá, também, o fim derradeiro dos casamentos de crianças, da poligamia e da violência sexual ou de qualquer outra ordem contra as mulheres e, se um homem cometer algum tipo de violência contra as mulheres, este será afastado de qualquer cargo que possa estar ocupando na organização dessa nova sociedade. Isto prova que a liberdade das mulheres não é conquista para depois da revolução social, e sim é parte constitutiva no processo da mesma.

[FARJ] CELIP convida: Dia de Luta das Mulheres

Retirado de: https://anarquismorj.wordpress.com/2015/03/04/celip-convida-dia-de-luta-das-mulheres/

CELIP - 8_03_2015No dia 8 de março, domingo, ocorrerá mais um Círculo de Estudos Libertários Ideal Peres (CELIP). Desta vez, a atividade terá como tema a luta das mulheres, em homenagem ao 8 de março. Durante a atividade, será feito um debate utilizando como base o texto Gênero na Agenda dos Movimentos Sociais de Carolina Teles Lemos. Também passaremos os vídeos A Outra Maria e Mulheres e o Mundo do Trabalho.

Dia de Luta das Mulheres
Dia: 8 de março, domingo
Hora: 16:00
Local: Centro de Cultura Social – RJ
Rua Torres Homem, 790
Texto base: Gênero na Agenda dos Movimentos Sociais de Carolina Teles Lemos

Evento no facebook:                   https://www.facebook.com/events/392486537603075/

[CABN] Boletim CABN fev/2015

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/boletim-cabn-fev2015/

Salve companheirada!

Neste boletim de fevereiro: repressão à luta pela educação, professores estaduais em luta, atividades feministas do 8 de março, Ponta do Coral 100% pública, criminalização em Porto Alegre

Repressão à luta pela educação em Joinville

A educação pública estadual tem sofrido diversos ataques no governo Colombo. Em Joinville, um dos exemplos de luta e resistência contra a destruição da educação pública, a EEB João Martins Veras, tem sido atacada pelo Estado e a companheira Viviane, trabalhadora da escola e lutadora social, sofre processo administrativo e corre o risco de perder o emprego. Leia em:http://www.cabn.libertar.org/estado-presente-a-repressao-atua-fortemente/

Professores estaduais em luta

No dia 3 de março, em Florianópolis, houve ato e assembleia da categoria dos professores estaduais, que lutam por salário, condições de trabalho e em defesa da educação pública. A categoria enfrentou dentro da Assembleia a proposta da MP 198, que retira direitos dos ACTs, e aprovou indicativo de greve para a semana que vem. Força ao professorado em luta!

Atividades feministas do 8 de março em Florianópolis

Um calendário de atividades feministas está sendo construído para o 8 de março, Dia Internacional da Luta das Mulheres, culminando em um ato no dia 13 de março, às 18h, em frente ao TICEN. Além disso, a programação conta com oficinas, debates, picnic, etc. Confira aqui:https://www.facebook.com/events/1424726647824851/

Ponta do Coral 100% pública

A área da Ponta do Coral, em Florianópolis, é alvo de uma disputa em que se apresentam dois modelos de cidade. Um modelo elitista e excludente, representado pelo empreendimento da Hantei, um hotel de 18 andares com graves impactos sociais, ambientais, paisagísticos e de infraestrutura. Por outro lado, um movimento popular em luta por uma área de parque público e cultural, de uso aberto, garantindo a cultura e espaço dos pescadores da região e mantendo verde a área que é de amortecimento ambiental.

A área tem sido ocupada com atividades, debates e cultura para reivindicar o espaço. Nessa quinta e no fim de semana (7 e 8 de março), todo mundo está convidado para se juntar no local e defendê-lo. Mais informações:
https://parqueculturaldas3pontas.wordpress.com/
https://www.facebook.com/pontadocoralpublica

Criminalização em Porto Alegre

O companheiro Vicente, lutador social e militante da Federação Anarquista Gaúcha, foi condenado por processos das lutas de Junho de 2013. A ação é uma ameaça clara à luta pelo transporte, que voltaria a ganhar força na cidade na semana em que houve a condenação. O companheiro e a FAG se posicionaram denunciando a medida de repressão à luta social e garantindo que não sairão das ruas. Leia mais: http://www.cabn.libertar.org/fag-nao-se-intimidar-nao-desmobilizar-toda-nossa-solidariedade-ao-companheiro-vicente/

Saudações libertárias!
Coletivo Anarquista Bandeira Negra, integrante da Coordenação Anarquista Brasileira
ca-bn@riseup.net | http://cabn.libertar.org
Para entrar em nossa lista de notícias, envie um e-mail para ca-bn@riseup.net.

[CABN] Estado presente? A repressão atua fortemente

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/estado-presente-a-repressao-atua-fortemente/

O governo do Raimundo Colombo tem agido diretamente na destruição da educação pública em Santa Catarina. Em Joinville, temos exemplos para citar sobre essa operação de desmonte: o abandono sistemático da centenária Escola Estadual Conselheiro Mafra, o fechamento da Escola Estadual Ruy Barbosa e da Escola Estadual Monsenhor Scarzello – no primeiro caso, o prédio foi repassado para o governo federal instalar o IFSC, no segundo foi instalada a Companhia de Patrulhamento Tático, ligada ao 8ª Batalhão de Polícia Militar, e a última escola tem o indicativo de ser encaminhada para Ajorpeme, Associação de Joinville e Região da Pequena, Micro e Média Empresa. Este cenário tem sido denunciado pelo movimento estudantil e sindical.

O ano letivo de 2015 começou com a denúncia de trabalhadores e trabalhadoras da educação, junto com pais, mães e estudantes, sobre a falta de condições necessárias para começar as aulas na EEB Prof. João Martins Veras. No período marcado por forte calor, era péssimo lecionar e estudar nos ambientes das salas de aula sem ar-condicionado. Em Assembleia os/as trabalhadores/as com familiares e estudantes votaram contra o retorno das aulas.

A Gerente da Educação Regional, Dalila Rosa Leal, cargo de confiança do governador Colombo, foi pessoalmente esfriar a reivindicação. Inclusive, contou com a intervenção do Ministério Público Estadual de Santa Catarina para iniciar o ano letivo com a força da lei.

Já no dia 13 de fevereiro, a Gerência Regional de Educação deu início ao processo administrativo contra a companheira Viviane Souza Miranda, dirigente sindical do SINTE – Regional Joinville. A companheira Viviane é uma militante em defesa da educação pública e na valorização dos/as trabalhadores/as da área. No cenário de destruição do setor, companheiras e companheiros dedicados/as como Viviane são fundamentais para conter o abandono realizado pelo governador Colombo.

A educação pública é uma conquista das lutas populares organizadas. Por isso, o Coletivo Anarquista Bandeira Negra se dispõe a lutar junto a companheira sindicalista e presta solidariedade além das palavras, mas com combatividade, organização e luta. Afinal, onde existe Estado, a repressão atua fortemente. Com os/as de baixo, ontem, hoje e sempre!

Protesto não é crime!

Por um sindicalismo classista, de base e combativo!

Lutar, Criar, Poder Popular!

Março de 2015,

Coletivo Anarquista Bandeira Negra

Mural na escola feito por alunos, com apoio do Coletivo Pinte e Lute de muralismo, e que foi apagado como represália à mobilização desse ano.

Cursinho Popular preparatório para ENEM

Cursinho gratuito preparatório para ENEM, concurso público e vestibulares

Biblioteca Social Fábio Luz

Conhecimento liberta!

Juventude Libertaria

Dedicado a Difusão do Anarquismo na Bahia.

Coletivo QUEBRANDO MUROS

"Onde há muros, há o que esconder"

Movimento de Organização de Base (MOB)

Lutar, Criar, Poder Popular!

COLETIVO TARIFA ZERO - CURITIBA

POR UMA VIDA SEM CATRACAS!

COMPA

Organização parte da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

Federação Anarquista Gaúcha

Organização parte da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

Ateneu Libertário A Batalha da Várzea

Organização parte da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

OASL

Organização Anarquista Socialismo Libertário - São Paulo

fAu | federación Anarquista uruguaya

Organização parte da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

Anarkismo

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CAZP - CAB

Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares - Alagoas: Fundado em 2002. Organização integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

FARJ

Federação Anarquista do Rio de Janeiro - Organização Integrante da Coordenação Anarquista Brasileira

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