[CQM] COMO EVITAR RETROCESSOS E GARANTIR AVANÇOS? AÇÃO DIRETA!!!

Retirado de:                             https://quebrandomuros.wordpress.com/2015/08/26/ufpr-como-evitar-retrocessos-e-garantir-avancos-acao-direta/

Desde o semestre passado o movimento estudantil organizado da Universidade Federal do Paraná (UFPR) vem tentando negociar suas pautas (confira todas as pautas da greve estudantil 2015). Desde então a Reitoria vem nos enrolando.

Ainda antes das férias foi feita uma mesa de negociação, mas a Reitoria demonstrou que não está disposta a responder às demandas dos estudantes.

Na última Assembleia Geral dos Estudantes, que contou com a presença de quase 800 pessoas, foi encaminhado que o movimento faria um ato na Reitoria no dia 25, terça-feira. Fizemos! E só saímos de lá com a garantia que o Reitor sentaria pra negociar conosco no dia seguinte (26).

Ontem, quarta-feira, dia 26, o movimento se reuniu no Pátio da Reitoria pra mostrar sua força. O Reitor estava enrolando a comissão de negociação e então decidimos fazer um cordão na frente das portas pra pressionar a conquista das nossas pautas.

Foi com a força dos estudantes e nossa Ação Direta que mostramos pro Reitor Zaki Akel que vamos sair vitoriosos dessa luta, arrancando vitórias por nós mesmos. O movimento mostrou que está perdendo paciência e não vai mais ser enrolado!

Nossa luta é legítima! Lutamos por condições mínimas de ensino, lutamos contra o ajuste fiscal que rouba mais de 10 bilhões da educação pra enriquecer ainda mais os de cima!

Foi somente com a Ação Direta do movimento que a Reitoria começou a ceder nas negociações.

Avançamos na conquista de pautas para pessoas LGBT; Congelamento do preço do RU em R$1,30; Não suspensão das bolsas do PIBID; Bolsas monitoria garantidas até o final do semestre; Inicio das negociações unificadas dia 09/09; Apresentação do orçamento da UFPR no dia 15/09.

E mais uma vez, quando mexemos com os de cima, seu braço armado tentou nos intimidar. A mando da Reitoria, a Polícia Militar cercou a Reitoria, mas não desmobilizou a luta.

 

Ainda temos muito que avançar! Precisamos nos manter firmes na greve, demonstrando a importância da paralisação massiva e fazendo manifestações e piquetes enquanto não garantirmos uma educação pública, gratuita e de qualidade!

Acompanhe a página da Greve Estudantil UFPR

cqm

[MOB-RJ] Sarau solidário neste sábado!

Retirado de: https://organizacaodebase.wordpress.com/2015/08/26/rio-de-janeiro-sarau-solidario-neste-sabado/

cartaz-sarau-solidarioO MOB-RJ convida seus amigos e apoiadores a participar do sarau solidário. O objetivo do Sarau é arrecadar recursos para a estrutura (passagens, alimentação e materiais) do I Encontro do Movimento de Organização de Base (MOB) que reunirá militantes de diferentes estados.

Estamos muito animados com esse encontro, mas precisamos da ajuda de todos nossos amigos e amigas para garantir tudo que precisamos.

Ingresso: 10 reais (com direito a comer feijão amigo e repetir)
Teremos: Feijão amigo, música, poesia, festival de curtas e cerveja
Quando: 29 de Agosto
Horário: 17h
Onde: Centro de Cultura Social – RJ

obs: quem quiser apoiar financeiramente o I Encontro do MOB sem participar do Sarau pode deixar um comentário com contato, que explicaremos o procedimento.

[FARJ] O que sobrou de junho? Uma reflexão sobre o “pós-2013”

Retirado de:  https://anarquismorj.wordpress.com/2015/08/22/reflexao-pos-2013/

Candelária, Avenida Rio Branco, Avenida Presidente Vargas, Cinelândia, Avenida Primeiro de Março… O preço da passagem, o aluguel, a alimentação, o custo de vida aumenta para a classe trabalhadora. A política de segurança no Rio de Janeiro, com as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), mata jovens negros trabalhadores e oprime o povo que mora nas favelas. A milícia cresce com a “vista grossa” do poder público. Greves pipocam e são reprimidas pelas forças de segurança, ou são freadas pela burocracia sindical e patrões. A Copa do Mundo de 2014 se aproxima apresentando um Brasil que não existe e é vitrine da propaganda das elites. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana (ou plano IIRSA) motivam grandes obras que beneficiam empreiteiros enquanto povos e comunidades são violentamente despejados. Camponeses, indígenas e quilombolas perdem espaço com o avanço do agronegócio, direitos são retirados por um legislativo conservador, que ataca os LGBTT’s. Os alimentos transgênicos são liberados, assim como a barragem de Belo Monte e a Transposição do São Francisco.

atocontraatarifa

A população, que parecia amortecida pela máquina de propaganda midiática começa a se movimentar e apresentar sua insatisfação com a situação social. Centenas de milhares de pessoas ocupam as ruas, os punhos se elevam até mais de um milhão (com a direita disputando os atos), e os gritos abalam a sociedade brasileira de uma maneira que nunca teríamos pensado. O povo de outras cidades também se mobiliza e o movimento ganha o país.

Há exatos dois anos atrás o Movimento Passe Livre (MPL) iniciava sua vitoriosa jornada de lutas, que terminou com a derrubada do aumento das passagens. Vitória essa que é patrimônio das e dos de baixo, vitória que foi arrancada ao preço de muito gás lacrimogêneo, balas de borracha e luta nas ruas. Junho de 2013 significou não só que o povo ainda está disposto a lutar com unhas e dentes, mas que este é o único caminho possível para a conquista e a defesa de direitos, e para transformar a realidade a partir das demandas populares em direção ao socialismo libertário.

Mas se olharmos para hoje, depois desses dois anos, a conjuntura mudou. O que era esperança, virou decepção. A direita “tradicional” entendeu que o PT, essa direita envergonhada já não tem condição de controlar e domesticar totalmente a raiva das ruas. O avanço das forças conservadoras, os ataques aos direitos dos trabalhadores, o assanhamento da extrema-direita, mostram que os tempos são nebulosos. O governo PT/PMDB continua garantindo o lucro para o capital empresarial e financeiro (nacional e internacional). Não há e nunca houve possibilidade de disputa desse governo, bancado como qualquer outro pelos grandes empresários, empreiteiras, latifúndios e pelo capital financeiro. Governo que pôs o exército nas favelas e prosseguiu com a política de genocídio da população negra e pobre. Governo que beneficia o agronegócio, realiza o menor número de assentamentos na história da reforma agrária no país e impõe um ajuste fiscal de corte neoliberal que faz com que as/os mais pobres paguem a conta da crise internacional. Governo que bem alinhado à classe dominante (vingando-se de 2013) propõe a PL 2.016, que sob a desculpa de combater o “terrorismo” atacará os movimentos populares, organizações políticas e qualquer rebelde que questione o sistema capitalista. O PT portanto, é parte dessa onda conservadora. Um governo que preparou o terreno para a direita mais tacanha avançar com pautas conservadoras, como a da redução da maioridade penal e a tentativa de excluir o debate de gênero da educação. Dentro ou fora do governo, a direita faz sua festa e o povo é convidado a assistir.

Abaixo e à Esquerda: reconstruir o campo independente das/os de baixo

Somos chamados a refletir sobre a conjuntura e a necessidade da organização. Por mais que os momentos da revolta sejam importantes não são suficientes por si só para mudar a correlação de forças da sociedade capitalista. A ilusão de que tudo mudaria tomando o Estado e elegendo um partido “dos trabalhadores” escorre como água das mãos de seus defensores. 2013 também mostrou que a classe dominante não vai entregar nada de bandeja para as oprimidas e oprimidos, e sem resistência. E que as revoltas pontuais se perdem diante da repressão e da organização da classe dominante quando não canalizam e acumulam para uma estratégia coerente. Parte da esquerda tenta seguir o caminho derrotado do PT, reeditando a tentativa fracassada de eleger “deputados combativos” que logo se tornam burocratas desavergonhados e que vão dar a linha nos movimentos e partidos ditos revolucionários.

Velhos e novos gerentes do capitalismo.

A espontaneidade da luta também dá lugar à frustração e à decepção quando não acumula para movimentos populares e organismos de base sindical independentes, classistas e anticapitalistas. Quantos revolucionários/as de junho não se decepcionaram com o refluxo do ano que se seguiu? Com muita modéstia sabemos que o campo anticapitalista e autônomo ainda tem muito que avançar para influenciar e gerar força social. O momento é de trabalhar para uma reconstrução urgente do campo combativo dos movimentos populares e sindicatos. Isso não será feito de um dia para o outro mas deve ser construído desde já. O que propomos, sabendo que essa não é só uma tarefa nossa mas de todo o campo anticapitalista, é a construção permanente de movimentos populares bem organizados, independentes e com um projeto bem definido de luta (no campo sindical, comunitário, camponês, estudantil e outros) que supere o governismo pelo método e pela prática. Defendemos o federalismo como metodologia para garantir a autonomia e a democracia direta na luta dos organismos populares.

Para isso é necessário trabalhar para superarmos a fragmentação das lutas que o capitalismo nos impõe cotidianamente, pois nenhum/a militante ou experiência de poder popular é capaz de resistir isolada e sem apontar para um horizonte estratégico e coletivo. “Cada um fazendo o seu”, mesmo com boas intenções, é tudo o que poderosos querem para nos explorar e esmagar com mais força. Quaisquer experiências, por mais importantes que sejam, se não confluem para um projeto coletivo, autogestionário e federalista, perdem-se no pragmatismo e no imediatismo do cotidiano.

É preciso abandonar a crença de que o Estado pode ser disputado e que a opção das eleições pode andar junto da opção da luta popular. A única disputa em curso é a disputa interna entre os velhos e novos gerentes do capitalismo. O campo anticapitalista deve ajudar os movimentos a romper com o governismo e propor uma pauta própria e independente. É a rebeldia popular, trancando ruas, ocupando terras e prédios e se organizando com um trabalho de base constante e permanente (nas escolas, fábricas e nos bairros/favelas e no campo) que faz a classe dominante tremer, apontando para o poder popular (autogoverno). E isso só pode ser feito com movimentos populares organizados e com o horizonte de independência e luta. Não vamos fechar fileiras com a velha direita e os raivosos reacionários que marcham apenas para trocar os opressores de lugar. Tampouco vamos defender um governo que desarmou a classe trabalhadora e dela só se alimenta para gerir o modelo de dominação. Nossa saída é a das lutas populares no campo e na cidade. São essas lutas que disputam um projeto de transformação radical de sociedade e que combatem os velhos conservadores e o governismo.

Organizar e lutar com as/os de baixo. Muralismo na cidade do Rio de Janeiro.

Não há tempo certo nem errado para se construir movimentos populares. A organização não vai cair do céu nem vem com quem lança mais comunicados “radicais”, sem base na realidade concreta. A realidade que desejamos é construída com a vontade permanente das/os de baixo em iniciativas de organização e luta. É dever das/os anarquistas trabalhar como combustível na organização do povo superando o espontaneísmo, o ativismo sem estratégia e a burocracia nos espaços sindicais e populares. Convidamos as/os anarquistas e militantes populares à participar estrategicamente dessa etapa de resistência. Para isso serve o anarquismo, a FARJ e a CAB como ferramentas de organização e luta do povo.

 

Construir federalismo popular / libertário!

Povo na rua pra resistir e lutar,

Povo que avança para o Poder Popular!

Viva a luta popular no campo e na cidade!

[Rusga Libertária] Memória do assassinato de Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti – 88 anos do assassinato cometido pelo Estado Xenofóbico, Capitalista e Opressor!

Retirado de:  https://www.facebook.com/RusgaLibertariaRL/photos/a.295628697234842.1073741828.295624600568585/734965853301122/?type=1&theater

Iniciando a memória do assassinato de Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti – 88 anos do assassinato cometido pelo Estado Xenofóbico, Capitalista e Opressor!

Viva a Anarquia!

A carta de um condenado
Nicola Sacco…

21 de agosto de 1927.

Da Casa da Morte na prisão de Massachusetts.

Meu caro Dante:

Ainda espero, e combateremos até o último momento, reivindicando o nosso direito de vida e de liberdade, mas todas as forças do Estado e do dinheiro e reação são implacavelmente contra nós, porque somos libertários ou anarquistas.

Escrevo pouco a respeito disto porque és ainda muito criança para compreender estas e outras coisas sobre as quais eu gostaria de conversar contigo.

Mas hás de crescer e compreender o caso meu e de teu pai, os princípios meus e de teu pai, princípios pelos quais nos vão matar dentro em pouco.

Digo-te agora que, por tudo que sei de teu pai, ele não é criminoso, mas um dos homens mais direitos que já conheci. Um dia compreenderás o que te estou dizendo. Que teu pai sacrificou tudo o que há de mais caro e sagrado ao coração e à alma humana pela justiça e liberdade de todos. Nesse dia terás orgulho de teu pai, e se fores bastante corajoso, tomarás o seu lugar na luta entre a tirania e a liberdade e vingarás o seu (os nossos) nomes e o nosso sangue.

Se de fato morreremos agora, saberás um dia, quando te tornares capaz de compreender esta tragédia em toda a sua extensão, como teu pai foi bom e corajoso contigo, teu pai e eu, durante estes oito anos de luta, tristeza, angústia e aflição.

Desde este instante mesmo serás bom e corajoso com tua mãe, com Inês (irmã de Dante) e com Susie (amiga da senhora Sacco, com quem ela e seus filhos viviam nos últimos anos do caso) – e farás tudo para as consolar e ajudar.

Gostaria também que te lembrasses de mim como camarada e amigo de teu pai, de tua mãe, de Inês, de Susie e de ti, e te afianço que também não sou um criminoso, que não cometi nenhum roubo nem morte, mas apenas combati modestamente para abolir os crimes entre os homens e para defender a liberdade de todos.

Sabe, Dante, que quem disser o contrário de teu pai e de mim, é um mentiroso a insultar dois mortos inocentes que viveram como homens de bem. Sabe também, Dante, que, se teu pai e eu tivéssemos sido covardes e hipócritas e renegadores de nossa fé, nos teríamos salvado. Não se condenaria nem mesmo um cão leproso, não se executaria nem mesmo o escorpião mais venenoso com fundamento nas provas que forjaram contra nós. Conceder-se-ia novo julgamento a um matricida e criminoso relapso, se apresentasse recurso como o que apresentamos para obter novo julgamento.

Lembra-te, Dante, lembra-te sempre disto; não somos criminosos; forjaram uma traça para condenar-nos; negaram-nos um novo julgamento; e se formos executados depois de sete anos, quatro meses e dezessete dias de indizíveis torturas e injustiças, será pelo que já te disse; porque éramos pelos pobres e contra a exploração e opressão do homem.
…………………………………………………………………………………………………………………………..
Dia virá em que compreenderás a causa atroz das palavras acima escritas, em toda a sua extensão. Então nos honrarás.
Sê sempre bom e corajoso. Dante. Abraço-te.

Bartolomeo Vanzetti

[CABN – Joinville] Solidarity to the Kurdish people!

Retirado de:  https://www.facebook.com/bandeiranegra/photos/a.147886615402856.1073741832.147724098752441/395485300642985/?type=1&fref=nf

Last Sunday (15), in the city of Joinville, south of Brazil, militants held a solidarity event and debate around the Kurdish struggle and the Rojava Revolution. Discussions centered on the recent attacks by the Turkish State, the libertarian and anti-statist strategy of the Democratic Confederalism and the important role played by women liberation in the struggle and organizing process. Brazilian anarchists organized in the Coletivo Anarquista Bandeira Negra and the Coordenação Anarquista Brasileira stand side by side with the Kurdish comrades.

Solidarity to the Kurdish people!
Stop the bombings from the Turkish Terror State!

FOR SOCIALISM AND FREEDOM!

[FAG] AVANÇAR A GREVE ESTADUAL DOS SERVIDORES DO RS SEM ARREGO! UNIDADE DOS TRABALHADORES PELA BASE E SEM REPRESSORES!

Retirado de:                                       https://www.facebook.com/FederacaoAnarquistaGaucha/posts/1058297487515142

Só a luta pela base dos trabalhadores, dos setores populares e estudantis pode fazer resistência ao ajuste que vem da tesoura do governo, da fraude e do privilégio dos patrões. Cortes fundos nos direitos, empregos e serviços públicos vem do planalto em Brasília, pelo arranjo governista com a direita tramposa do PMDB, com o sistema financeiro, o agronegócio e os industriais.

O estado do RS e os municípios se valem das mesmas receitas amargas. Castigam os pobres para salvar os ganhos dos ricos e os interesses burocráticos da máquina. E o fazem cortando na carne dos trabalhadores do serviço público, congelando salários, achacando a saúde, a educação, a moradia, o transporte coletivo, etc.. Já os agiotas parasitas da dívida pública são pagos religiosamente e as empresas sonegadoras e privilegiadas por isenções de impostos ficam de lombo liso.

Essa é a crise financeira do estado que o governo Sartori/PMDB tem no colo. Faltam recursos porque os capitalistas reservam os privilégios e os lucros para suas propriedades e estouram as contas públicas nas costas do povo. Todo um sistema de pilhagem que funciona pelo mecanismo da dívida pública, que espreme o patrimônio construído pelos trabalhadores, que desmonta e privatiza bens públicos e produz um discurso econômico liberalóide de déficit e responsabilidade fiscal. Os partidos de governo se sucedem sempre dentro desta ordem: uma camisa de forças do sistema que todos vestem. O PT subscreveu os contratos com o Banco Mundial durante o governo Yeda Crusius que ampliou o poder do sistema financeiro sobre o controle dos gastos públicos. Na sua vez no Piratini, Tarso Genro teve que amargar a pena de devedor do Piso Nacional do magistério.

A dívida que tem que ser paga e que as estruturas do poder caloteiam é a dívida com os trabalhadores e com o povo. Dívida social com o piso, com os direitos, com a qualidade dos serviços públicos, de moradia, de terra para os pobres do campo. Já a segurança é outra história.

Ao lado do ajuste que saca dinheiro dos hospitais e postos de saúde, das escolas, programas sociais, da ampliação do espaço comum e da rede de serviços públicos que aumentam bem estar e condições de vida do povo, é martelada diariamente, sobretudo pela voz do grupo RBS, a bandeira da segurança. O grupo de comunicação que é bom pagador de propina pra sonegação fiscal, dono de um patrimônio que figura na lista seleta das elites gaúchas, avaliza o ajuste e faz campanha de terror e medo pra reclamar mais segurança. Aí está! Segurança é um discurso que dá sentido e faz funcionar um poder de controle e vigilância que institui a paz para a vida normal do sistema e dos bem nascidos e que instala a guerra que pune e criminaliza a pobreza. A segurança que ecoa fundo nas preocupações das elites e da classe média é a que sempre reforça a violência policial sobre as “classes perigosas”.

O congelamento salarial da LDO votada na assembléia legislativa e o parcelamento dos vencimentos mexeram forte com a paciência dos servidores estaduais. A assembléia geral do Cpers da terça-feira dia 18 de agosto deu a temperatura da indignação dos trabalhadores em educação do estado. Conseguiu convocar uma participação de base que há muito não se via. Teve adesão de setores e escolas que não estão sindicalizados e que, lamentavelmente, foram constrangidos pelos dirigentes sindicais a ficar de fora da assembléia do gigantinho.

Da parte das outras categorias do funcionalismo público cresce a mobilização. Foram estimados mais de 50 mil participando do movimento da última terça. As soluções privatistas do governo Sartori e o alvo na extinção de órgãos públicos como a Fundação Zoobotânica são provocadoras de uma luta sem arrego que terá duras peleias para fazer resistência, não entregar patrimônio e não liquidar a pesquisa ambiental para tapar os buracos da crise financeira que empurra a dívida pública e as fraudes patronais.
O movimento dos trabalhadores tem que fazer a greve que não desejam as burocracias sindicais. Construir unidade pelas lutas de base. Descartar a fita métrica da polícia como medida do alcance das mobilizações. Os repressores do povo não são aliados. A periferia urbana está farta do genocídio de pobres e negros que produzem. O protesto social tem memória do camburão, das balas, do gás e das cicatrizes que produzem ao serviço do aparelho repressivo. A conveniência da hora não muda nossa convicção pelo fim da polícia militar.

A paralisação de uns dias, já sabemos, é uma medida envergonhada das burocracias atreladas ao aparelho de estado para não aprofundar a crise do governismo em Brasília. Tem ideias fortes embutidas nessa concepção, que pagam alto tributo ao pior do reformismo. Para a burocracia sindical o excesso de luta desestabiliza e faz a cama para o inimigo deitar. Nós pensamos totalmente ao contrário. Que a luta de classes, pela ação direta dos trabalhadores e a união dos organismos de democracia de base, é o fator de resistência que muda a correlação de forças. A ação de greves, piquetes, ocupações e a solidariedade de classe produzem ideologia de um povo forte e peleador que não anda a reboque das saídas tramadas por cima pelas classes dominantes. Pra não deixar dúvidas: a falta de luta pelas bases e a ausência das táticas de ação direta desarmam nossa classe e consomem nossas forças. Ganho do burocratismo ou da corrente conservadora.

A greve da educação se fortalece unida com os servidores estaduais. Mas a força do movimento faz trincheira lá onde a burocracia não controla. O palco dos intermediários não dobrará o governo pelos artistas da negociação, nem tampouco o verbo radical do proselitismo auxiliar. A radicalidade de uma greve só pode achar terreno no piquete decisivo que paralisa o funcionamento da máquina e no corte de rua que faz a cidade parar. A greve será greve pela mão dos comandos de mobilização regionais, pelas zonas e os bairros, onde os trabalhadores do setor público se unam com os moradores da periferia, criem organismos de democracia de base nas comunidades para que participem os setores populares. Façam espaço solidário pra que a luta seja tomada pelo povo como luta pelas demandas populares por educação, saúde e por mais serviços públicos.

Greve unida pela base e sem arrego!
Criar Povo Forte.
Lutar e vencer pela independência de classe.

[CQM] GREVE UFPR: A luta dos de baixo por educação de qualidade e para todos e todas!

Retirado de:  https://quebrandomuros.wordpress.com/2015/08/19/greve-ufpr-a-luta-dos-de-baixo-por-educacao-de-qualidade-e-para-todos-e-todas/

Não é de hoje que presenciamos inúmeros ataques dos de cima a nossos direitos básicos, conquistados pela luta dos movimentos sociais ao longo dos anos. Para piorar, em tempos de crise, são esses mesmos direitos que tentam nos tirar, demonstrando que o papel do Estado é o de legitimar e garantir os interesses da burguesia. Assim, em Agosto de 2015, os cortes de verbas sobre a educação já superam os 10 bilhões de reais, ameaçando concretamente a vida nas universidades, as condições de trabalho dos técnicos, docentes e a permanência de milhares de estudantes que necessitam de assistência para continuar seus estudos.

A resposta dos e das trabalhadores/as e estudantes a esse cenário não poderia ser diferente: é tempo de se mobilizar e resistir! Por isso, desde maio, servidores e docentes das instituições públicas federais de todo o país entraram em greve. Na UFPR, os servidores técnico-administrativos aderiram à greve desde o seu início; os professores, aderiram no último dia 6 à greve nacional da categoria.

Mas não são somente essas categorias que sentem na pele a necessidade da luta! No HC, as trabalhadoras terceirizadas da cozinha e limpeza paralisaram pela terceira vez esse ano. Sabemos das péssimas condições de trabalho a que estão submetidos os e as trabalhadoras terceirizadas e do risco de intensificação desse modelo de contratação com a aprovação da PL 4330. Por isso, nos colocamos lado a lado, em solidariedade de classe a todos os tercerizados que desempenham serviços tão necessários para a manutenção da universidade!

Entendemos que esses movimentos de luta são uma resposta dos trabalhadores e estudantes à precarização das condições de trabalho e estudo e ao sucateamento da educação. Com a história aprendemos que só a mobilização combativa traz conquistas e muda a vida! Aprendemos também que os estudantes muitas vezes tiveram papel fundamental em processos de luta por direitos e mudanças.

Sem título

Foi com a força da greve dos estudantes, unidos aos professores e servidores, que garantimos a gratuidade da universidade, barrando a cobrança de taxas como matrículas e protocolos, como no movimento de 2001. as políticas de permanência também são resultado da luta estudantil, que garantiu o aumento das bolsas, RU 7 dias por semana e três vezes ao dia, wi-fi, ampliação na frota do intercampi, incluindo o transporte para o litoral, auxílio-creche, ampliação na casa 3, entre tantas outras conquistas.

Nesse sentido, é que os estudantes da UFPR – reunidos na Frente de Mobilização Estudantil do Paraná – também já estão organizados e em luta desde o semestre passado, elencando pautas desde a base dos cursos até as reuniões gerais da FMEP . Hoje, diversos cursos já deflagraram greve estudantil, indicando que nossa luta vai se intensificar ainda mais.

Precisamos muito da união dos estudantes, servidores e professores para defender a educação pública. Para isso, o movimento precisa ser coletivo e construído desde a base dos cursos, através de assembleias de cursos e gerais. Precisamos demonstrar nossa força pela ação direta do movimento, ser criativo e ir para além dos atos e manifestações. a greve precisa ser forte e pressionar a Reitoria e o Governo Federal para conseguirmos conquistas reais!

Sem título

TODO APOIO À GREVE DOS TÉCNICOS, TERCEIRIZADOS E DOCENTES!

TODA APOIO À GREVE ESTUDANTIL!

PELA UNIFICAÇÃO DAS LUTAS!

[FAG] NOTA DO SECRETARIADO DA FAG – 08/08/2015

Retirado de:  https://www.facebook.com/FederacaoAnarquistaGaucha/photos/a.376527272358837.94284.302156596462572/1052228838122007/?type=1&theater

De baixo que a luta cria poder popular e rebeldia!

Vivemos mais uma semana de intensos ataques aos direitos dos trabalhadores estaduais e de desmonte do serviço público. O recente pacote de medidas do governador Sartori (PMDB) reafirma sua política privatista que corta na carne do povo oprimido em benefício da manutenção dos privilégios e lucros de governos e patrões.

Nesse contexto, uma série de setores sociais dão fôlego a seus processos de mobilização e indicam a disposição de luta para dar combate a lógica imposta pelos de cima que precariza a vida do povo.

A semana que passou foi palco de diversas mobilizações e ações de rua que no nosso entendimento contribuem para o fortalecimento da organização, capacidade de enfrentamento e acúmulo de forças dos de baixo para o próximo período. Experiências como as greves em curso, os piquetes, as manifestações de rua, o diálogo com a população e os cortes da via pública em todo o Estado são ensaios de um processo que não termina aqui.

Nessa conjuntura, a criminalização veio forte. Por lutar, rodoviários da Carris em solidariedade a paralisação estadual do dia 03/08 foram demitidos, e os servidores municipais da Assistência Social e da Saúde de São Leopoldo-RS, que seguem em greve, sofrem processo de criminalização judicial. Esses são nítidos exemplos de perseguição política e sindical e é emblemático o caso da Carris em que os demitidos são militantes sindicais que tiveram seu direito ao trabalho anulado.

Contra criminalização e as demissões só a luta e a solidariedade dos de baixos são capazes de enfrentar essas medidas repressivas. Pela readmissão dos rodoviários e pelo arquivamento do processo contra os trabalhadores municipais de São Leopoldo!

A próxima semana será de intensa mobilização. Dia 11 de Agosto é dia de somar esforços no Ato Nacional em defesa da Educação Pública. Nas escolas estaduais, dar continuidade a construção de uma greve desde os locais de trabalho, em conjunto com a comunidade e estudantes. Nas Universidades Públicas, dar solidariedade aos trabalhadores da Educação Federal em greve e a luta dos estudantes contra os cortes de verbas do Ensino Superior. É hora de cerrar um só punho contra a perversidade de governos e patrões, além das burocracias sindicais que emperram a luta. Nosso lado é o dos trabalhadores e oprimidos.

Nem com os que mandam por cima, nem com os que reprimem os de baixo.

Federação Anarquista Gaúcha – FAG

[FARJ] Pelo fim de toda polícia!

Retirado de:  https://www.facebook.com/anarquismorj/photos/a.163241370531736.1073741826.161858530670020/409333189255885/?type=1&theater

Os Estados Unidos têm vivido nos últimos anos um acirramento nas tensões raciais, especialmente pelos casos constantes de violência policial envolvendo mortes contra negros e negras. Para vermos quão grave é a situação aqui no Brasil da violência policial, fizemos um pequeno levantamento envolvendo as mortes provocadas pela polícia no brasil e nos EUA.

Segundo estatísticas divulgadas mensalmente pela Secretária de Segurança Pública do Estado de São Paulo e do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, a Polícia Militar dos dois Estados juntas matou até junho deste ano 690 pessoas (autos de resistência). Considerando a média nos seis primeiros meses do ano, podemos estimar pra julho um total de 805 pessoas mortas pela PM nesses dois Estados de janeiro até julho de 2015. Considerando a população somada dos dois Estados de 60.985.895 pessoas, a PM matou em média 1,32 pessoas a cada 100 mil habitantes em 2015.

O jornal norte-americano The Guardian possui um projeto chamado The Counted onde mantém a conta de quantas pessoas a polícia norte-americana matou, considerando todos os níveis de polícia (Federal, Estadual, Municipal etc.) e somando todos os Estados. Segundo eles, a polícia de lá matou até hoje 690 pessoas em 2015. Considerando a população dos Estados Unidos de 321.362.789, a polícia norte-americana matou em média 0,215 pessoas a cada 100 mil habitantes.

Isso significa que, em média, a PM dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo matam 6,14 mais que a polícia dos Estados Unidos. Além disso, considerando somente a PM desses dois Estados, ela matou mais pessoas em 2015 do que todos os níveis de polícia norte-americana e somando todos os Estados.

Com isso, não queremos dizer que a polícia de lá é melhor ou “mais preparada” do que a da aqui, porque sabemos que a polícia é PREPARADA para fazer exatamente o que ela faz (e com ela não há diálogo possível ou disputa de consciência): reprimir a população pobre .

Estamos tentnado mostrar apenas o quão grave é a situação que estamos vivendo no Brasil, em especial a de negros/negras e moradores e moradoras de favela.

Pelo fim de toda polícia!
Tem que acabar!

Fontes: São Paulo – http://www.ssp.sp.gov.br/; Rio de Janeiro – http://www.isp.rj.gov.br/; The Counted (Guardian) – http://www.theguardian.com/us-news/ng-interactive/2015/jun/01/the-counted-police-killings-us-database

[CABN] Boletim jul/2015

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/boletim-jul2015/

Salve companheirada!

Neste boletim de julho: Jornal Socialismo Libertário #30; Greve IFC – Araquari; Solidariedade ao povo curdo em Joinville; Amanhecer Contra a Redução – Floripa; III Encontro Sul da CAB; Relato do Arraial da Ponta do Coral

Jornal Socialismo Libertário #30

A Coordenação Anarquista Brasileira lançou nova edição de seu jornal com uma análise do atual momento político e econômico, apontando as tarefas para a militância no próximo período. O jornal pode ser lido aqui:
http://www.cabn.libertar.org/cab-jornal-socialismo-libertario-30-julho2015/

Greve IFC – Araquari

O CABN apoia a greve de servidoras e servidores técnicos do IFC em Araquari, que vem demonstrando força e grande mobilização em suas atividades. Em defesa da educação pública! Só a luta muda a vida! Confira o relato de importante atividade de greve na semana passada:
http://greveifc.wix.com/blog#!ENCONTRO-PARA-DEFINI%C3%87%C3%95ES-E-TROCA-DE-EXPERI%C3%8ANCIAS/c218b/55b95dfc0cf27acb2d8c3fa9

Solidariedade ao povo curdo em Joinville

O CABN convida todas e todos para uma Roda de Solidariedade ao Povo Curdo no domingo, 16 de agosto, no Centro de Direitos Humanos de Joinville. “A proposta da atividade é contrapor o discurso dominante na grande mídia mundial, inclusive a brasileira, que trata a resistência popular curda como “terrorismo”, escamoteando o novo ar que o povo curdo apresenta à esquerda mundial.” Mais informações aqui:
http://www.cabn.libertar.org/joinville-roda-de-solidariedade-ao-povo-curdo/

Amanhecer Contra a Redução Floripa

A campanha Amanhecer Contra a Redução está mobilizada em Florianópolis para disputar a opinião pública e mobilizar a sociedade contra a redução da maioridade penal. A próxima ação é organizar o Festival Amanhecer, usando da arte e cultura para agregar a juventude e debater sobre por que a “redução não é solução”! O momento é de conseguir apoio e contribuição para realizar o festival. Confira o vídeo e apoie:
https://www.youtube.com/watch?v=V6AXXiZpUUw
https://www.facebook.com/AmanhecerFloripa

III Encontro Sul da CAB

“Nos dias 4 e 5 de julho, reunimos em Curitiba delegações do Coletivo Anarquista Luta de Classe (Paraná), Coletivo Anarquista Bandeira Negra (Santa Catarina) e Federação Anarquista Gaúcha (Rio Grande do Sul) para tratar da conjuntura atual, a coordenação de nossas frentes de atuação sindical, estudantil e comunitária, e também as campanhas da CAB para o próximo período.” Leia a declaração completa do III CAB-Sul aqui:
http://www.cabn.libertar.org/declaracao-do-iii-encontro-regional-sul-da-coordenacao-anarquista-brasileira-2015/

Relato do Arraial da Ponta do Coral – Florianópolis

O Movimento Ponta do Coral 100% Pública organizou, no sábado passado, um arraial comunitário na área, onde luta pela mudança de zoneamento para Área Verde de Lazer e a constituição do Parque Cultural das 3 Pontas, uma área pública, de lazer, de preservação ambiental e cultural. Leia mais:
https://parqueculturaldas3pontas.wordpress.com/2015/08/02/relato-do-arraial-na-ponta-do-coral/

Encerramos o boletim com o trabalho de muralismo do Coletivo Pintelute de Joinville, realizado durante o evento Ocupa Rock, na Cidadela Cultural de Joinville. Não à violência de gênero!

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Cursinho Popular preparatório para ENEM

Cursinho gratuito preparatório para ENEM, concurso público e vestibulares

Biblioteca Social Fábio Luz

Conhecimento liberta!

Juventude Libertaria

Dedicado a Difusão do Anarquismo na Bahia.

Coletivo QUEBRANDO MUROS

"Onde há muros, há o que esconder"

Movimento de Organização de Base (MOB)

Lutar, Criar, Poder Popular!

COLETIVO TARIFA ZERO - CURITIBA

POR UMA VIDA SEM CATRACAS!

COMPA

Organização parte da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

Federação Anarquista Gaúcha

Organização parte da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

Ateneu Libertário A Batalha da Várzea

Organização parte da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

OASL

Organização Anarquista Socialismo Libertário - São Paulo

fAu | federación Anarquista uruguaya

Organização parte da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

Anarkismo

Organização parte da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

Início

Organização parte da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

CAZP - CAB

Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares - Alagoas: Fundado em 2002. Organização integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

FARJ

Federação Anarquista do Rio de Janeiro - Organização Integrante da Coordenação Anarquista Brasileira

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