MANIFESTO DA FRENTE DE MOBILIZAÇÃO ESTUDANTIL DO PARANÁ

Curta no Facebook:                                                   https://www.facebook.com/mobilizacaoestudantilpr

Nós, estudantes de universidades do Paraná, desde o início de 2015 estamos sentindo os efeitos das medidas de desmonte da educação pública, tanto nas universidades federais quanto nas estaduais. Já no início do ano, a sociedade recebeu a notícia do corte de verbas que o governo Dilma (PT) realizaria, principalmente, naquelas repassadas para a Educação. Estima-se um corte de R$ 7 bilhões do orçamento repassado para as universidades, o que tem impacto direto no pagamento de contas de luz e de água e dos contratos com empresas terceirizadas, e na assistência estudantil, tão necessária para nossa permanência. Na Universidade Federal do Paraná (UFPR), por exemplo, apesar de notas oficiais da reitoria “garantirem” as bolsas estudantis, o que se observa na prática são atrasos, redução no número de bolsas em projetos e até mesmo restrição do acesso à bolsa permanência.

No âmbito do estado do Paraná, temos também medidas de ajuste fiscal aplicados sobre os direitos trabalhistas. O governador Beto Richa (PSDB), em fevereiro, tentou aprovar seu “pacotaço”, em que figurava o projeto de alteração da previdência dos servidores públicos estaduais, a fim de cobrir o rombo que existe no orçamento paranaense. Os professores da rede estadual, tanto das universidades quanto do ensino secundário, e demais servidores estaduais não tardaram a realizar um movimento de greve em resposta a esse intitulado “pacote de austeridade”. Professores estaduais da Faculdade de Artes do Paraná (FAP) e da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap), que integram a Universidade Estadual do Paraná (Unespar), estão em mobilização.

Somado a isso, temos ainda a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 1.923, considerada válida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em abril, que considera constitucionais as normas que dispensam licitação em contratos entre o Poder Público e Organizações Sociais (OSs). Essa decisão implica, por exemplo, na possibilidade de contratação de professores de universidades públicas via OSs e sem concurso – é a terceirização aliada à privatização da Educação. Além disso, vale lembrar que isto vale para todos os serviços públicos, inclusive no ramo da Saúde, que agora serão passíveis de executar tais contratações.

A Frente de Mobilização Estudantil do Paraná entende que esse desmonte da educação pública não é um fenômeno isolado da realidade da classe trabalhadora brasileira. A crise que assola o país é, portanto, real e está sendo pesada para os trabalhadores e aqueles ainda em formação, isto é, nós estudantes. Não só a Educação vem sofrendo corte orçamentários e tentativas de privatização, mas também todos os trabalhadores correm o risco de terem seus trabalhos precarizados com vínculos trabalhistas mais frágeis. Atualmente, temos em trâmite no Senado Federal o Projeto de Lei (PL) 4.330/2004 que permite a terceirização de toda e qualquer atividade de uma empresa – claramente um atentado contra a classe trabalhadora, uma das maiores retiradas de direitos dos últimos tempos. Caso aprovado, o PL criará uma situação em que haverá menos direitos trabalhistas, exploração de mão de obra, maiores jornadas de trabalho, alta rotatividade, baixa remuneração e perda de qualidade dos serviços – tudo em prol das grandes corporações e da burguesia.

Diante desse cenário, entendemos como fundamental a mobilização de estudantes contra os cortes de verbas da educação, contra a retirada dos nossos direitos conquistados (como a assistência e permanência estudantil) e pela melhoria constante da educação pública. Assim como é essencial a articulação entre os estudantes das universidades do Paraná, bem como com dos servidores e professores dessas universidades. A crise nos afeta como classe trabalhadora que somos e necessitamos da unidade da classe contra a retirada dos nossos direitos. Não é a toa que já se gritava em 29 de abril, dia do massacre dos professores estaduais do Paraná pelo estado, a GREVE GERAL.

Por isso, convocamos estudantes, servidores e professores a mobilizarem seus cursos, estando nos Centros Acadêmicos ou não, setoriais de estudo, universidades e sindicatos, e a entrarem na luta a favor de nossos direitos e futuro. Somos uma frente formada inicialmente no Conselho de Entidade de Bases (CEB) da UFPR e com participação aberta aos estudantes da Universidade. Mas temos por objetivo a articulação com outras universidades do Paraná e com os trabalhadores para pautarmos a luta unificada! Contamos com a presença de todas e todos!

VAMOS À LUTA!
É pra unir! É pra lutar! Greve geral, greve geral no Paraná!

11012937_1592491591027751_59306291319987881_n

[CABN] Crônica do Sarau de 1º de Maio

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/cronica-sarau-de-1o-de-maio/

O 1º de maio é uma data importante no calendário da luta popular. É momento de lembrar os seis mártires de Chicago, quando em 1866 lutaram contra o capitalismo e o Estado para conquistar 8 horas de trabalho, 8 horas de lazer e 8 horas de descanso. Os mártires foram condenados e mortos. Os mártires eram anarquistas, mas a data não é uma data do anarquismo, é uma data da classe trabalhadora. Às pessoas interessadas na história da data, deixamos a animação “Maio, Nosso Maio” que sintetiza a inspiradora luta dos nossos irmãos e nossas irmãs de classe.

https://player.vimeo.com/video/23105830

Em Joinville, apesar de ter a sua história ligada ao processo de industrialização, imigração/migração e especulação, a classe trabalhadora pouco se lembra da data com um marco de combate. O projeto dominante capitalista pauta a data como dia do trabalho, como foi feito em outros períodos. É neste contexto que a atividade Sarau 1º de Maio, realizada pelo Coletivo Anarquista Bandeira Negra, é importante para construir uma identidade de luta por meio de uma ação política organizada fora das instituições do Estado. Se a classe dominante tenta promover a inversão do nosso calendário, inclusive utilizando do lazer e do entretenimento, cabe a nossa força organizada realizar o combate por baixo e à esquerda por meio das diferentes manifestações artísticas.

11049586_802498259828326_8852420230400446807_o11187321_802506929827459_8461427434106478157_o

O Sarau não teve por objetivo fazer “arte anarquista”, o intuito foi envolver companheiros e companheiras que lutam no cotidiano opressivo da cidade. Irmãos e irmãs que dialogam ou que estão inseridos até a carne nos combates contra todas as formas de opressões. Compas que nos brindaram com exposição de seus desenhos, pinturas, seu muralismo. Compas que compartilharam sua poesia, sua leitura, seu teatro. Pela arte, socializamos nossa experiência, nossa luta e nossos sonhos.

Agradecemos as mais de 80 pessoas que compareceram, trouxeram comida, encamparam a ideia e fizeram desse um belo dia. Seguimos, companheirada!

11187450_802145806530238_6607861340479118659_o]

11160026_802146169863535_2557694116940314541_o11174381_802145963196889_2028402341661351593_o

As fotos são do Coletivo Metranca, há mais fotos aqui.

O texto de abertura à atividade pode ser lido aqui.

[CAZP] Lançamento da cartilha “Ideologia Materialismo e Poder”

Retirado de:                                          https://www.facebook.com/cazpalmares/photos/a.280261412156749.1073741828.280250265491197/418381188344770/?type=1&fref=nf

Link do evento: https://www.facebook.com/events/815528981871623/

Nós do Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares, convidamos a todos para o evento de lançamento da cartilha “Ideologia Materialismo e Poder”. Daremos mais um passo em direção a formação de uma Federação Anarquista em Alagoas.

[CQM] ASSÉDIO SEXUAL NO MEIO LIBERTÁRIO: NOTA PUBLICA DO COLETIVO QUEBRANDO MUROS SOBRE AFASTAMENTO DE MILITANTE

Retirado de:                                                                                                                               https://quebrandomuros.wordpress.com/2015/05/18/assedio-sexual-no-meio-libertario-nota-publica-do-coletivo-quebrando-muros-sobre-afastamento-de-militante/

Companheiras e companheiros,

Nós, do Coletivo Quebrando Muros, gostaríamos de comunicar publicamente o afastamento de um de nossos militantes, além de reafirmar nosso compromisso enquanto organização libertária com o feminismo e o combate às opressões.

Apesar de ser algo bastante contraditório, não é novidade que haja entre nós, militantes de esquerda, pessoas com atitudes machistas e opressoras em geral. Alguns, inclusive, se utilizam do pretexto de participar dos movimentos sociais para justificar suas posturas opressoras e diminuir o sofrimento de mulheres, homossexuais, negras e negros, pessoas trans e pessoas pobres diante de suas atitudes. Quando se faz parte de uma categoria oprimida, apesar de sermos as diretamente afetadas por tais atitudes, costuma ser ainda mais difícil nos posicionarmos contra elas. Há um peso histórico que não nos permite falar, por estarmos acostumadas a sermos silenciadas ou não levadas em consideração, e há uma cobrança por sermos sempre racionais ao invés de falarmos sobre o que estamos sentindo.

Recentemente, recebemos uma denúncia grave em relação a um militante nosso, que imediatamente foi afastado do coletivo, bem como de todos os espaços políticos que participava. Gustavo Santos, também conhecido como Pollo (“Poio”), é estudante de ciências sociais na UFPR e compunha nossa Frente Estudantil. Chegou ao nosso conhecimento, no dia 8 de maio, que nos últimos meses ele manteve dois relacionamentos com mulheres estudantes da mesma instituição. Relações essas que, desde o princípio, foram extremamente abusivas moral, psicológica e sexualmente. As mulheres envolvidas, que vieram procurar algumas pessoas do coletivo para relatar o caso, estão sendo acolhidas e juntas estamos pensando em soluções para que opressões como essa não se repitam, buscando avançar em uma maneira eficiente de combater atitudes e posturas opressoras de nossos companheiros, para mantermos nossa Ética Militante dentro e fora do coletivo, e, assim, avançar em nosso projeto de uma sociedade mais justa e igualitária. Entendemos que atitudes machistas são inadmissíveis e que nós, organizações de esquerda, temos o dever de denunciá-las!

Salientamos que o foco do debate não é e nem deve ser a reação das pessoas oprimidas. Casos de relacionamentos abusivos como esse deixam feridas que nunca cicatrizarão. Somos a favor da denúncia pública de casos como esse, tanto como combate ao opressor quanto como um meio de criar uma rede de segurança entre nós, mulheres. Divulgar o nome de agressores, abusadores e estupradores não é exagero! Exagero é a forma abusiva com que os homens utilizam seus privilégios para nos oprimir e calar, em nome de suas satisfações pessoais.

Somos solidárias às estudantes que sofreram abuso. Não compactuamos com atitudes machistas, principalmente com violências tão sistemáticas como a sexual e psicológica, seja vindo de pessoas da direita ou da esquerda. Temos noção da gravidade da acusação e nos posicionamos ao lado das vítimas, privilegiamos a participação delas nos espaços de militância e movimento social em geral. Esperamos que o afastamento do Gustavo, assim como a exposição do caso, sirvam de exemplo para aqueles que militam conosco, tanto dentro da organização, como fora. E que fique claro que cobraremos o mesmo posicionamento de todos que se propõe a lutar do nosso lado.

Machistas, racistas, homofóbicos, transfóbicos: não passarão! Quer se reivindiquem libertários ou não!cqm

[CQM] Protestar não é crime – Criminoso é o Estado!

Retirado de: https://quebrandomuros.wordpress.com/2015/05/05/protestar-nao-e-crime-criminoso-e-o-estado/

Depois da maior repressão ao funcionalismo público da história do Paraná, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP) quer encontrar um bode expiatório para “justificar” o massacre ao movimento de luta que resiste ao desmonte da educação e da previdência dos servidores públicos do Paraná. No dia 29 de abril de 2015, no Centro Cívico de Curitiba, a polícia atacou e feriu centenas de trabalhadores, trabalhadoras e estudantes. Mas o Estado quer culpar alguém por ter começado o dito “confronto”.

Quem tentou impedir a votação desse projeto de lei absurdo, que acaba com a previdência dos funcionários públicos, foi o movimento de luta composto por professores, professoras, agentes penitenciários, funcionários da saúde e educação e estudantes. Não foram grupos ‘radicais’ que protagonizaram a luta direta contra os ataques do governo – como Francischini afirmou em coletiva de imprensa, foram os próprios trabalhadores, trabalhadoras e estudantes, afetados diretamente por tais ataques.

No mês de fevereiro quem impediu que o ‘pacotaço de maldades’ fosse votado a toque de caixa pela Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (ALEP) foi a ação direta dos trabalhadores e estudantes que, por meio da ocupação daquela casa, levou à retirada do projeto. Desta vez foram, novamente, os próprios trabalhadores e estudantes que resistiram até o fim contra o PL da Previdência.

Agora, querem acusar os ‘black blocs’, o movimento Antifascista e o Coletivo Quebrando Muros de serem grupos criminosos, mas os verdadeiros responsáveis por esse massacre são Beto Richa, Fernando Francischini e todo braço do Estado (PM, CHOQUE, BOPE, cachorros treinados, atiradores de elite, cavalaria, helicóptero) que nos atacaram com jatos d’água, spray de pimenta, cassetetes, balas de borracha, chutes, socos, bombas de gás lacrimogênio vindas de todos os lados, inclusive do helicóptero, não preservando sequer as crianças da creche que fica ali perto.

Quem começou o ataque foi o próprio Governador Beto Richa quando, por meio da PL 252/2015, atacou o direito à previdência dos servidores do Paraná, e os deputados que votaram favoráveis a esse projeto de lei. O governador se utilizou do maior contingente policial da história do Paraná para reprimir o movimento social.

Foram milhares de pessoas indefesas contra uma artilharia de guerra. Apenas um lado dessa ‘guerra’ tinha armas, o que houve não foi um confronto mas sim um massacre. Centenas de pessoas desmaiaram, ficaram feridas, perderam parte da audição, parte da visão e estão de cama até agora. Além dos milhares de trabalhadores e trabalhadoras que vão ter sua previdência destruída.

Entendemos que não foi por acaso que escolheram justo os libertários e anarquistas para serem bodes expiatórios. Há muito tempo na história da humanidade o anarquismo é erroneamente confundido como sinônimo de baderna e desordem. Entretanto, os libertários compõem um setor dos trabalhadores oprimidos que se organiza para combater toda forma de dominação e exploração. O governador Beto Richa e o seu secretário de segurança Fernando Francischini querem se aproveitar do erro banal do senso comum para colocar na cabeça do povo que a culpa do massacre não é deles, mas nossa! Eles querem usar desse jogo para tirar de foco o massacre do dia 29 de abril!

Hoje, mais de 90% da população paranaense apoia a luta dos professores e a popularidade do governo está em baixa. O governador não vai enganar o povo dizendo que usou de toda aquela força para reprimir ‘black blocs’. O povo sabe por meio da mídia alternativa e dos diversos vídeos que deixam claro que criminalizar “grupos radicais” não passa de mentiras e enganação.

Não nos deixaremos abater! Buscamos derrubar os muros que isolam e alienam todos e todas nós da realidade que nos cerca. Nós, do Coletivo Quebrando Muros, somos um coletivo libertário que atua no movimento estudantil de diversas faculdades e universidades paranaenses; somos professores estaduais do Paraná atuantes no movimento sindical; construímos um movimento comunitário por moradia digna para todas e todos e fazemos diversos trabalhos sociais como hortas agroecológicas, alfabetização de adultos, cursinhos pré-vestibulares e cirandas de educação infantil.

Somos estudantes e trabalhadores que lutam por movimentos construídos horizontalmente, com protagonismo do povo e sem líderes ou patrões. Estamos em defesa da educação, da saúde e do transporte públicos, estamos e vamos continuar na luta contra todas as formas de dominação e opressão que sofremos; nós, trabalhadores, estudantes, mulheres, homossexuais, negros, pobres da periferia.

Nenhum passo atrás!
Nenhum direito a menos!
Não à criminalização dos movimentos sociais!

naoacriminalizacaodosmovimentossociais

[FAG] Ato Anarquista de 1º de Maio

Retirado de: http://www.federacaoanarquistagaucha.org/?p=1111

20150503201618

Realizamos no dia 30/04 nosso Ato Anarquista de 1º de Maio no Centro de Cultura Libertária da Azenha, CCL. Um momento de socializar linhas de análise da conjuntura e das lutas sindicais atuais, de fazer memória a data e de confraternizar com companheiros e companheiras de luta.

Abaixo compartilhamos a adesão da nossa irmã Federação Anarquista Uruguaia – FAU, o discurso de nossa Organização lido no Ato e algumas fotos.

Viva o 1º de Maio!

Viva a FAG e seus 20 anos!

Viva a CAB!

Viva a Anarquia!

Compañeras y compañeros de la FAG

Nosotros que somos su organización Hermana, la federación Anarquista uruguaya queremos dejarles un fuerte abrazo libertario de cara a las jornadas de lucha para el 1° de mayo. Una data mas que importante para nosotros, por lo histórico y político de aquellos hechos y por la continuidad ideológica de nuestras luchas obreras y populares, y nuestra cultura anarquista, libertaria.

20150503201739 (1)Vinieron muchos después, muchos y muchas luchadoras y luchadores, todos humildes y modestos en su aporte que ha significado el sostenimiento de una ideología y cultura de práctica, acción, resistencia. Ha sido la lucha desde abajo, con los de abajo lo que nos ha caracterizado. Y no nos lo han contado como una novela, es porque somos de abajo y sabemos que las conquistas han sido con sangre y lucha, que decimos que el anarquismo, el socialismo, la cultura libertaria en sí ha sido obra y creación de los pueblos oprimidos. No ha sido obra de laboratorio ni creación científica. Y allí también lo es. Año 2013 que marcó y viene definiendo una nueva etapa para nuestros hermanos de la FAG y la CAB. Sostenido en 2014, y se viene el 2015, y el 2016. Con los 20 años de la FAG y los 60 de la FAU!

Entonces va nuestro saludo solidario, va nuestro abrazo de resistencia y va nuestro puño en alto, nuestro pulso furioso señalando los 10 años del asesinato del compañero Nicolas Neira Alvarez de Colombia a manos de la policía asesina y el aparato represivo del estado, y la brutal represión, masacre que están viviendo los trabajadores y pueblo movilizado en Curitiba. Toda nuestra solidaridad para resistir esa bestial masacre en aquel pueblo Paranaense, sin dudas, sin titubeos. Con los 200 heridos y con todo el pueblo que está creciendo en organización y resistencia.

 Por un 1° de mayo clasista!

Toda la solidaridad con las luchas de Curitiba!

Arriba los 20 años de nuestra Hermana Federación Anarquista Gaúcha!

Arriba el poder Popular!!

Arriba los que luchan!!

federación Anarquista urugaya

Contra a trapaça político burguesa e o arrocho da vida dos trabalhadores

20150503201600O mal estar corre solto nas ruas do país. A recessão econômica e as amargas medidas do governo Dilma/PT a nível federal e Sartori/PMDB a nível estadual buscam salvar os lucros de banqueiros e empresários, cortando direitos, investimentos sociais e aumentando o custo de vida sob o farsante argumento de que o momento é de “sacrifício para todos”. Aliado a isso tudo, o cheiro podre da corrupção sistêmica impregnado no ar, em que se articula uma complexa constelação de interesses e “escândalos” que envolvem desde os partidos da coalizão governista como aqueles da oposição de direita, grandes empresas e banqueiros e os grandes conglomerados de comunicação.

Vida cara e precária. Arrocho nos trabalhadores.

A promessa do capitalismo brasileiro, que vinha crescendo pela mão de uma desapropriação violenta dos bens comuns, pela dominação dos capitais do agronegócio, mineradoras e empreiteiras, quebra a cara com a queda do preço das “commodities” e da desaceleração do capitalismo chinês. As idéias triunfalistas de um país de classe média, puxado pelo consumo e o endividamento de massas, pelos empregos precários e a inclusão dos pobres como sujeito flexível do mercado, mostram sua fragilidade e já entram em desencanto em amplas camadas de trabalhadores do país.

A classe operária vive de novo as demissões na indústria e na construção civil. Só no ramo de autopeças a patronal prega mais uma chantagem, exigindo infinitos incentivos fiscais e flexibilização de direitos, ameaçando em caso contrário com 30 mil demissões ao longo do ano. A falta de água e luz cria calamidade nas periferias urbanas e o preço das contas de energia, da alimentação e dos serviços aumentam mais que a renda dos trabalhadores. A mudança de regras do seguro-desemprego e do acesso a benefícios previdenciários (MP´s 664 e 665) corta direitos e coloca sobretudo uma classe trabalhadora jovem e localizada em empregos precários em uma situação de maior vulnerabilidade e risco.

Os impostos castigam o consumo dos setores populares e médios, enquanto aliviam os ricos, donos de empresas e grandes fortunas. Em contrapartida a saúde e a educação pública seguem sucateadas, o transporte coletivo é péssimo, a justiça criminaliza a pobreza, a polícia é racista e mortal nas vilas, favelas e subúrbios e o encarceramento em massa de pobres e negros entra em uma nova fase com a aprovação da redução da maioridade penal.

Os precarizados, a massa dos trabalhadores brasileiros, alçados como modelo do regime de trabalho flexível e super-explorador, sujeitos de uma rotina de pesados sacrifícios, dão sinais de cansaço e irritação. A patronal, não satisfeita com os inúmeros incentivos vindos dos governos, quer mais trabalho precário e pressiona o governo pela lei de terceirizações.

A insatisfação cresce por todos os lados e chega a transbordar para além das velhas estruturas, normas e regras que o sistema oferece para sua canalização. Insatisfação representada por um sentimento difuso que, entre outras coisas, expressa rebeldias que vem de baixo.

Terceirização: o grande ápice de um processo que leva 12 anos.  

20150503201110A ofensiva patronal sobre nossa classe atingiu seu ápice nas últimas semanas com a aprovação do PL 4330, a lei das terceirizações, na Câmara de Deputados que agora se direciona para votação no Senado para então ser sancionada ou vetada pela presidente Dilma.

Ancorados no embuste de “regulamentação dos trabalhadores terceirizados” e “modernização das relações trabalhistas”, a patronal em aliança com a corrupta e mafiosa burocracia da Força Sindical desdobra uma ardilosa operação política que visa, em realidade, fazer das terceirizações o novo paradigma das relações de emprego no país, sepultando de uma vez por todas a garantia de pleno emprego com direitos. Ao liberar a terceirização das “atividades-fim” esse modelo de precarização do trabalho afirma sua vitória política que vem sendo construída ao longo dos últimos anos, afirmando-se por sua vez, enquanto a maior derrota dos de baixo desde o golpe de Estado de 1964.

Ainda em 2003, o início do primeiro mandato de Lula apontava o verdadeiro projeto político em curso com a aprovação da reforma da previdência, então uma das principais ambições tucanas. A mesma reforma não teria sido possível sem a velha cantilena da “modernização” a qual não deixou de lado o covarde jogo de desenvolver um discurso que buscava opor trabalhadores do funcionalismo público com trabalhadores do setor privado, apresentando a “inevitável necessidade de podar os privilégios” dos primeiros para que pudessem ser garantidos os direitos dos segundos.

Desde então, os 12 anos de pacto social petista antes de terem sido capazes de reduzir os índices de desemprego, foram os anos de uma discreta e eficaz construção de um consenso social em torno da necessidade de precarizar as relações de trabalho. A grande massa de novos trabalhadores formais, em sua grande maioria jovens, que deixaram a incerteza do desemprego dos odiosos anos tucanos foi também aquela que se formou em condições de trabalho precário e sem direitos. Telemarketing, construção civil e terceirizações diversas foram o grande pulmão que alavancou os empregos nestes anos, colocando essa nova geração de trabalhadores em condições deploráveis de exploração, repressão sindical, excesso de jornada e ritmo de trabalho, salários rebaixados, acidentes e mortes, dentre outras mazelas.

20150503201655A fragmentação da classe trabalhadora e seu contínuo enfraquecimento organizativo foi, por sua vez, a principal trilha percorrida pelo projeto democrático popular encabeçado pelo PT desde meados da década de 1980. Para alcançar o executivo foi necessário a “acumulação de forças” nas estruturas políticas do Estado enraizando ai uma cultura política em que antes da luta autônoma de classe se ambicionava a aquisição de cargos no legislativo e nos executivos estaduais e municipais. Com a chegada do PT ao executivo esse processo deu um salto de qualidade e levou as grandes organizações de classe a uma simbiose com o Estado, sendo fiéis escudeiros do governo de turno e afirmando-se enquanto um grande estorvo à organização dos de baixo. Vista grossa à reforma da previdência e assinatura de acordos que flexibilizam direitos, rebaixam salários e demitem, foram e seguem sendo recursos cotidianos por parte da CUT, para citar um dos mais importantes exemplos.

Após 12 anos à frente da gestão do Estado, aproximadamente 30 anos de progressivo alinhamento ao mesmo e enfraquecimento da capacidade organizativa dos de baixo por parte do projeto encabeçado pelo PT, a patronal se viu em uma situação favorável para convocar sua bancada e seus aparelhos ideológicos, os grandes oligopólios da comunicação e seu Instituto Millenium, para desengavetar o Pl 4330 de autoria do industrial da alimentação e ex deputado Carlos Mabel/PL.

Ainda que tenham se colocado contrários a lei das terceirizações, o PT e as centrais governistas (CUT e CTB), que em realidade brigam pela regulamentação da terceirização às atividades meio e não a sua extinção, condicionaram o essencial de suas medidas em discursos parlamentares, promovendo poucas e limitadas iniciativas de mobilização. Medidas como a vã perspectiva de sensibilizar deputados, autoridades e a presidente Dilma, tem dado o tom da pretensa resistência que este campo pretende oferecer ao monstro por ele gestado.

A lei das terceirizações chega ao senado com relativo enfraquecimento dado a repercussão negativa de seu verdadeiro teor, mas, por sua vez, com importante capacidade de se efetivar dada a ausência de uma real capacidade organizativa das organizações de base em dar uma resposta concreta no curto prazo. Em que pese esse fator, as muitas lutas que tem se desenvolvido mostram uma real capacidade de acumularmos forças e tencionar na perspectiva de virar o jogo. Da greve dos operários de Jirau à exemplar resistência dos trabalhadores em educação no Paraná, passando pelas jornadas de junho de 2013, fica à todos nós a mensagem de que é nas bases, buscando fomentar sua organização e radicalização que podemos acumular forças e reorganizar o tecido social para dar batalha nos locais de trabalho, moradia e estudo para resistir ao pacto social que hora se degenera a aberta austeridade.

É preciso cerrar o punho para dar batalha intransigente a ofensiva dos de cima, estimulando desde cada local de trabalho, estudo e moradia iniciativas para debater e se mobilizar contra a redução da maioridade penal, o ajuste fiscal do governo dos governos estaduais e federal e o projeto das terceirizações em curso, não alimentando nenhuma sorte de ilusões de que as grandes direções sindicais possam apresentar medidas que sejam capazes de frear essa onda. Só com uma forte explosão de descontentamento e fúria popular, que fuja do controle das burocracias sindicais pelegas, mas também de toda sorte de burocracia radical que reproduz os vícios burocráticos de condicionar ao seu próprio desenvolvimento político partidário, e só com protagonismo de base é que conseguiremos apresentar uma real resistência a voracidade patronal rumo à construção de uma greve geral.

Em memória aos mártires de Chicago, continuar a luta por direitos e pela transformação social!

Em solidariedade à resistência dos trabalhadores do Paraná.

Por um 1º de Maio contra as burocracias e de combate aos ataques dos governos e dos patrões!

Criar um Povo Forte!

Pelo Socialismo e pela Liberdade, Viva a Anarquia!

Federação Anarquista Gaúcha – FAG/CAB

20 anos!!!

[RL]1º DE MAIO: DIA DE MEMÓRIA DA REBELDIA, LUTA E RESISTÊNCIA DAS/DOS TRABALHADORAS/TRABALHADORES!!!

1mayrl

Os Mártires de Chicago – 1º de Maio é uma data simbólica para a luta!

No dia 1º de maio de 1886 – Chicago –, os principais centros industriais dos Estados Unidos foram paralisados. Os embates dessa época tiveram seu desfecho em um conflito envolvendo os trabalhadores e a polícia. No dia 4 de maio, o desenrolar desta contenda, foi a morte de sete agentes policiais ocasionadas pela explosão de uma bomba. A polícia, então, abriu fogo sobre a multidão de trabalhadores, matando vários e levando à prisão militantes do movimento, que foram acusados de serem os culpados pela explosão. O desfecho: trabalhadores foram condenados à morte em julgamentos vergonhosos que tinham como jurados patrões e pessoas diretamente ligadas a eles.

 

Em 2015, anos e lutas mais tarde! 129 anos do episódio dos Mártires de Chicago!

As condições vividas pelos trabalhadores daquela época não mudaram de maneira significativa. Continuamos a viver em uma sociedade com baixos salários, em que impera a pobreza e muitos passam por dificuldades em detrimento do luxo de poucos.

Os meios de comunicação controlados pela elite, junto com os que se venderam aos patrões, têm tornado o dia internacional do trabalhador mais um de seus “feriados oficiais”. Infringe, desse modo, uma violência simbólica que coloca em pauta uma data ao trabalho e não ao trabalhador; uma comemoração que não relembra a luta e sim um “culto ao trabalho”, com a pretensão de se passar por neutra e genérica, deixando de lado a dor e o sangue derramado nessas reivindicações.

Trazemos sempre em nossa memória essa data como dia de relembrar companheiras e companheiros que tombaram lutando por um ideal de libertação, rebeldia e foco na tática pela transformação estrutural da sociedade, que ainda não mudou da forma que tanto almejamos!

 

O ataque aos direitos dos trabalhadores!

Nesse momento, enfrentamos a ameaça de retirada de direitos conquistados com muito suor e sangue. Políticas neoliberais estão sendo aplicadas à conta gotas, aumentando a precarização do trabalho. Como exemplo, podemos citar aqui o projeto de lei que autoriza a ampliação da terceirização do trabalho (PL 4330).

Para nós trabalhadores, a terceirização significa um dos maiores retrocessos em anos! Além da precarização nas condições de trabalho, as empresas terceirizadas acabam retirando seu lucro dos salários dos trabalhadores que já ganham, em média, 20% a menos e, com a aprovação do projeto, essa redução será de 30% nos salários dos terceirizados; não tendo a possibilidade de reivindicação de direitos diretamente com o patrão, dificultando também a organização sindical; nossos direitos passam a correr riscos maiores. Em suma, com a terceirização ampla, o resultado será: aumento do desemprego, perda da estabilidade trabalhista, os trabalhadores poucos qualificados sofrerão mais ainda, haverá um significativo aumento da rotatividade dos trabalhadores.

Dentro desse bojo de assaltes aos direitos dos trabalhadores, também existem as medidas provisórias 664 e 665 – que reduzem e atacam direitos trabalhistas como: FGTS e Seguro Desemprego. Lembremos que esse ataque não é exclusividade de partido “X” ou “Y”. O governo do Partido dos Trabalhadores, que há muito traiu o povo, inaugurou essa nova fase de restrições aos direitos trabalhistas. Com isso, abriu caminho para partidos que historicamente estão alinhados com a elite, a exemplo do PMDB e do PSDB. O governo do PT concluiu o projeto iniciado no governo de Fernando Henrique Cardoso. Diga-se de passagem, nós trabalhadores devemos sempre lembrar que, na democracia dita representativa, os partidos acumulam para os partidos, e não para a luta do povo. Não há partido que represente a vontade dos trabalhadores, pois: Nenhuma de Nossas Urgências Cabe em Urnas!

A maioria dos sindicatos e suas centrais viraram departamentos do governo, com funções assistencialistas e recreativas. Em vez de greves e manifestações, os sindicatos se ocupam das maiores trivialidades. Os sindicatos, outrora combativos, dão lugar aos sindicatos pelegos, que defendem o interesse do governo e dos patrões ao invés das reivindicações dos trabalhadores.

Não tarda que algumas discussões voltem a ser pauta do dia, a exemplo: Previdência Complementar (baseado no PL 1.992/07), Fundações Públicas ou Privadas (baseado no PLP 92/07), Direito de greve (baseado no PL 4.497/01), Demissão por insuficiência de desempenho (baseado no PLP 248/98), entre outros. Com alvos claros, os que estão no poder – a serviço dos que exploram os trabalhadores – têm como objetivo enfraquecer a luta, impondo ao povo a ideia de conciliação de classe, valorização do trabalho (e não do trabalhador), subserviência e respeito à ordem opressora. Basta lembrar que a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), criada em 1943, foi baseada na Carta del Lavoro, legislação da Itália Fascista. Com muita luta, durante anos, temos tensionado para que as condições de trabalho tornem-se toleráveis porque longe estão de ser as ideais. O retrocesso que sofremos em direitos nos últimos anos não pode e não será tolerado!

É cada vez mais urgente nossa organização desde baixo! É cada vez mais urgente nosso enfrentamento nas greves, nas ocupações, nas ruas! Avançar em Novas Conquistas e Contra a Retirada dos Direitos já Conquistados!

Lutar de novo e sempre por nossos direitos! Ombro a ombro, com combatividade!

O caminho nos leva à memória de luta e rebeldia dos Mártires de Chicago!

Viva o 1° de Maio. Viva a luta dos trabalhadores!

[CAB] Todo apoio à luta dos educadores e educadoras do Paraná!

Quanto mais nos reprimem, mais nos mobilizamos!

A luta do funcionalismo público em conjunto com estudantes do Estado do Paraná já é histórica, conseguindo barrar medidas de austeridade do Governo Beto Richa (PSDB) a partir da ação direta, com mobilizações com mais de 50 mil pessoas e com duas ocupações da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (ALEP).

10922347_907611895972676_9014319458079653242_o (1)

O chamado “pacotaço”, pacote de medidas que afetava diretamente osdireitos trabalhistas conquistados com muita luta (especialmente aprevidência dos funcionários e funcionárias públicas), foi retirado em fevereiro devido à luta radicalizada da classe oprimida organizada. Porém, o Governo do Estado não desiste de atingir a previdência dos servidores e servidoras, colocando em pauta na ALEP o Projeto de Lei 252/2015, o PL da Previdência.

Com um contingente policial enorme, vindo de todo o Paraná, o Estado conseguiu passar a proposta de alteração da previdência na comissão de constitucionalidade, na segunda-feira (27/04), mas na quarta-feira (29), data em que o projeto vai ao plenário, a classe trabalhadora vai resistir até o fim para barrar mais uma vez este ataque aos direitos que foram conquistados com muito suor e sangue.

Como se não bastasse o Estado estar endividado até o limite de nãorepassar verbas para combustíveis e comida de seu braço armado, a polícia, o Governo Beto Richa ordenou dois ataques repressivos truculentos para cima dos trabalhadores, trabalhadoras e estudantes nesta terça (28). Um na madrugada, com direito a spray de pimenta, e outro no final da manhã, com muitas pancadas de cassetetes, balas de borracha, mais spray de pimenta e bombas de gás lacrimogênio.

Mas se o Estado tem seu braço armado e toda sua classe burocrata, as pessoas trabalhadoras e estudantes têm a solidariedade do resto da classe oprimida. Quem apanha não esquece e quem luta coletivamente até o fim conquista a vitória.

Toda solidariedade aos lutadores e lutadoras da educação do Paraná!

Todas as pessoas paranaenses presentes na batalha de amanhã!

Só a ação direta garante nossos direitos!

Quanto mais nos reprimem, mais nos mobilizamos!

logo_cab

Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

[CURITIBA] 2º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – NA PRÓXIMA TERÇA (28/04/2015)!

Anarquismo Social x Anarquismo como Estilo de Vida

Na próxima terça-feira, 28 de abril, o CALC articulará seu grupo de estudos em Curitiba. Faremos o CEL no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná, às 18:30, na sala 205 da Psicologia.

Assim como no ano de 2014, estaremos nos encontrando na última terça-feira de cada mês, discutindo vários temas relevantes para os movimentos sociais, para a esquerda e para o anarquismo.

Neste segundo encontro a ideia é discutirmos o anarquismo nos marcos dos movimentos classistas/massas, em contraposição a uma expressão “cultural” do anarquismo no presente, o “anarquismo como estilo de vida”. O objetivo é recuperar o anarquismo como ideologia e “fermento” das classes exploradas nos processos de transformação social.

– Anarquismo Social – Federação Anarquista do Rio de Janeiro

– Anarquismo Social ou Anarquismo de Estilo de Vida – Murray Bookchin

Baixe aqui: CEL – Encontro II

Evento no Facebook:                                       https://www.facebook.com/events/747502775349038/

Para mais informações sobre os textos e temas que discutiremos durante o ano, visite:             http://coletivoanarquistalutadeclasse.wordpress.com/grupos-de-estudos-libertarios/

Venha participar!

10553498_622800277827445_9146745832752451152_n

[fAu – espanhol] Solidaridad con el pueblo Venezolano – Contra todas las formas imperiales, y más los yankis!

Retirado de:                               http://federacionanarquistauruguaya.com.uy/2015/03/25/solidaridad-con-el-pueblo-venezolano-contra-todas-las-formas-imperiales-y-mas-los-yankis/

No ha bastado un premio nobel de la paz ni las más artificiales aristas populistas para tapar o apenas maquillar el rostro aguerrido e incesante del imperialismo norteamericano. Obama, el hombre de la paz, no deja puerta entre abierta ni deja de prestar atención en América. La multifocalidad de control y atención de Estados Unidos sobre lo que acontece en el mundo no permite escape aparente a gran escala, aún con la concentrada dedicación político militar en medio oriente, Rusia, China.

Ha sido declarada Venezuela como enemiga de Estados Unidos mediante un decreto del propio Obama. Muchas preguntas surgirán buscando la retórica sobre cómo ese gobierno que ha incrustado su historia en guerras contra pueblos en todas partes del mundo, pueda cuestionar y salir como garante de un proceso de diálogo y todavía con el gobierno colombiano de aliado.

Claro que interesa el petróleo y la cuenca del Orinoco, claro que interesa mucho para norte américa controlar las nuevas alianzas que se tejen en el caribe con subsidios para países que el gobierno venezolano quiere promover como nuevos aliados comerciales. Claro que interesa todo lo que pueda significar un agotamiento de los recursos energéticos de China. Pero para llegar a eso se deben de nutrir de varias acciones. Acciones que van a orientarse hacia donde tienen los peores problemas: el campo de lo ideológico.

Lo han hecho con sabotajes de todo tipo y conspiraciones de cualquier alcance. Poco asombraría cuando hablamos de la presencia norte americana en América del Sur este hecho con la gravedad que reviste, y aún menos en Venezuela que mantiene en memoria no sólo el secuestro al ex presidente Hugo Chávez de entintada huella yankee, sino todo un largo recorrido de intromisión mediante agregados diplomáticos, culturales y militares de todo tipo, fundaciones y ONG truchas bancando la oposición, y los etcéteras más conspirativos y asesinos que estas historias ameritan.

Todo pareciera indicar que en esta etapa se han enriquecido mucho más las relaciones y acciones entre la derecha latinoamericana y EEUU. Hablamos de la derecha rancia latifundista y apoderada de los medios de comunicación; la derecha que no tolera ni permite el avance en materia de derechos humanos, la que inviste de impunidad todos los territorios en pasado y presente. Los aterrizadores de lo que fuera el neoliberalismo de comienzos de los años 90, son ellos los que crítican y buscan exterminar las asistencias sociales, las ínfimas políticas de atención en salud, la continuidad ultranza de las privatizaciones en su versión más radical. A ellos los ha tocado bastante la ley de medios en Argentina y la detención de los torturadores y genocidas del plan cóndor. A ellos les molesta y muchísimo las detracciones en la producción agropecuaria, que les toquen un solo centésimo aunque acumulen millones por día.

Y allí como si nada y sin recoger piolines sobre su pasado reciente y bien recordado Obama, el ejecutivo norte americano, no solo declara enemigo a Venezuela sino que se ofrece como garante a las negociaciones. Esas negociaciones entre partes del gobierno y la derecha de ribetes golpista y con observadores como EEUU y Colombia. No buscarán otra cosa que adelantar las elecciones nacionales o habilitar algún mecanismo desestabilizador, coleteo mediante y constante de los servicios de inteligencia CIA. Nada le vendrá mejor que intervenir desde allí, desde su propio seno donde la confrontación popular también sale a las calles.

Y hay algo que EEUU no quiere, y no es menor, hasta podríamos decir que es lo neurálgico del asunto en cuestión. ¿Sólo le interesa al poder de Obama una administración distinta del petróleo del Orinoco?, ¿Contra qué y quiénes deberá dar la batalla última y definitiva?. La preocupación sin duda desde el ángulo ideológico es la resistencia a la total dependencia yanqui que significan los diferentes bloques políticos formados en esta área. Bloques que aún desde una misma estructura capitalista quieren más independencia respecto a los yanquis. Eso es lo que precisamente molesta al gobierno de la Casa Blanca de Washington. Quieren disponer de su patio trasero a su antojo y en coherencia con su estrategia de gendarme mundial y de disponer de las riquezas de estos lugares sin resistencia de sus subordinados.

No podrán mientras el pueblo reivindique su soberanía y autodeterminación. Soberanía que no admite espacio para la ingerencia asesina de la historia negra de la CIA y las políticas imperiales norteamericanas. No hay lugar para ello con un pueblo fuerte, empoderado, con memoria. No hay sitio para la conformidad y sí para la resistencia. Así lo indican los medidores de opinión que hasta los que más se corresponden con CNN, New York, y Washington indican que existiría un rechazo casi total, unánime, en la población venezolana a una intervención colonialista norteamericana. Algo hay allí, algo se ha producido que se puede ver, algo ha dado contenido a tanto tiempo de opresión y saqueo.

Porque es un enemigo claro el imperialismo norteamericano, el que recuerdan nuestros pueblos desde la memoria inmediata hasta las anteriores. Y es bastante lo que en estos momentos se sale a defender en Venezuela, aunque las más rotundas críticas puedan decir que se trata de un puñado, un manojo de conquistas populares, a fuerza sí del movimiento popular. Ellas también en clave de empoderamiento de los de abajo y en los barrios obreros.

Basta de intervención norteamericana en América!.

Contra todo imperialismo, y más el norteamericano!.

Por procesos populares que apunten desde abajo a la construcción de un pueblo fuerte!.

Arriba los que luchan!!

federación Anarquista uruguaya

Cursinho Popular preparatório para ENEM

Cursinho gratuito preparatório para ENEM, concurso público e vestibulares

Biblioteca Social Fábio Luz

Conhecimento liberta!

Juventude Libertaria

Dedicado a Difusão do Anarquismo na Bahia.

Coletivo QUEBRANDO MUROS

"Onde há muros, há o que esconder"

Movimento de Organização de Base (MOB)

Lutar, Criar, Poder Popular!

COLETIVO TARIFA ZERO - CURITIBA

POR UMA VIDA SEM CATRACAS!

COMPA

Organização parte da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

Federação Anarquista Gaúcha

Organização parte da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

Ateneu Libertário A Batalha da Várzea

Organização parte da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

OASL

Organização Anarquista Socialismo Libertário - São Paulo

fAu | federación Anarquista uruguaya

Organização parte da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

Anarkismo

Organização parte da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

Início

Organização parte da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

CAZP - CAB

Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares - Alagoas: Fundado em 2002. Organização integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

FARJ

Federação Anarquista do Rio de Janeiro - Organização Integrante da Coordenação Anarquista Brasileira

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 51 outros seguidores