[Black Rose/EUA] Sobre justiceiro social e as necessidades dos movimentos sociais

Retirado de: https://anarquismorj.wordpress.com/2016/07/18/black-rose-eua-sobre-justiceiro-social-e-as-necessidades-dos-movimentos-sociais/

Traduzimos uma breve opinião da organização anarquista dos Estados Unidos, Black Rose Anarchist Federation/Federación Anarquista Rosa Negra, sobre os recentes casos de assassinatos de policiais nos EUA após a morte de homens Negros pela polícia
Original: http://www.blackrosefed.org/vigilante-justice-blm/

Alton Sterling, assassinado pela polícia de Baton Rouge a queima-roupa pelo crime de vender CDs para alimentar a sua família. Trabalhador da educação Philando Castile, assassinado pela polícia de Minesota em frente à sua namorada e sua filha de quatro anos de idade; alvo da polícia porque ele tinha um nariz “largo”[1]. Michael Brown, assassinado na rua pela polícia de St. Louis por andar fora da calçada, descrito pelos seus assassinos como tendo um rosto “como o do demônio.” Tamir Rice de doze anos de idade, assassinado pela polícia de Cleveland enquanto brincava com um brinquedo em um playground. Sandra Bland, assassinada pela polícia do Texas, morreu na prisão, pra onde a polícia a levou por não usar seta pra mudar de faixa. Freddie Gray, assassinado pela polícia de Baltimore, que bateu tanto nele que sua coluna foi danificada desde o pescoço. Todo dia outra pessoa morta pela polícia e justiceiros. Trayvon Martin de 17 anos de idade parecia suspeito. Emmet Till de 14 anos de idade não foi respeitoso o suficiente em seu comportamento. Esses assassinatos vêem de décadas atrás, desde os linchamentos e pogroms da época do Jim Crow[2], entrando na escravidão, quando os predecessores da polícia moderna, as Patrulhas de Escravos, caçavam as pessoas que fugiam da escravidão e violentamente exerciam sua autoridade para controlar o movimento do povo Negro.

E apesar de contínuos protestos em massa, oficiais do estado e da cidade acreditam que a polícia “agiu apropriadamente,” seguiu o procedimento,” e agiu com “restrição e profissionalismo.” Sem responsabilizar ninguém. Sem justiça. Nenhuma mudança mais profunda que a superficial. A violência diária, sistêmica contra pobres e comunidades raciais continua sem debate. Então, será realmente “aleatório” quando o veterano do Exército Micah Johnson, aparentemente atuando sozinho, matou cinco policiais (um deles tinha tatuagens supremacistas branca) em Dallas em um protesto contra a violência policial ou quando ainda mais recentemente, um atirador matou três oficiais em Baton Rouge, onde a polícia militar tem assediado as pessoas na última semana?

Essa violência suicida antipolícia é a consequência trágica inevitável de um sistema violento que é impermeável às preocupações do povo que é alvo. Dada a natureza cruel desse sistema e a alienação profunda sob a qual as pessoas trabalham e vivem, é impressionante que atos suicidas como esses não aconteçam com mais frequência. Se as coisas não mudarem significantemente, nós podemos ter certeza que tais atos irão acontecer mais frequentemente.

Nós não celebramos ou encorajamos tais atos, mas reconhecemos que a raiva é justificada. A impotência e desesperança da qual esses atos surgem são cultivadas por instituições penais violentas e, mais ainda, pela injustiça política e ecônomica sistêmica pras quais tais instituições funcionam para proteger. Nós apontamos nossa raiva e condenação para cima, nunca para baixo, a hierarquia social. Nós condenamos os empresários, políticos, a mídia corporativa e oficiais de estado cujas políticas criam situações nas quais as pessoas se sentem tão impotentes que não veem outro jeito a não ser violência antissocial.

Para aqueles de nós que querem viver numa sociedade mais justa e menos violenta, não existe um tiro mágico como solução. Nenhum homem armado sozinho, sem um movimento de massas emancipatório maior, pode atirar por aí e nos tornar lives e numa socidade igualitária. O tipo de mudança revolucionária que nós lutamos requer organizar um movimento de pessoas de massa por demandas claras para mudar as relações sociais injustas que estão na raiz da violência policial. Dentro do movimento maior antipolícia e do Black Lives Matter, a demanda pelo desarmamento, retirada de recursos e a quebra da polícia é um começo de esperança que nós apoiamos, mas é apenas o começo. Enquanto anarquistas, as questões às quais nos apegamos têm a ver com o que é preciso mudar na estrutura da sociedade – social, economica e politicamente – para que a polícia se torne obsoleta, e como nós construímos um movimento de massas forte e consciente o suficiente para lutar por essas mudanças.

Por Tariq Khan, BRRN

[1] O policial que matou Philando Castile disse no rádio antes de parar o carro que Philando possuia um nariz largo que o lembrava de um assaltante de banco.

[2] As Leis de Jim Crow foram leis vigentes nos estados do Sul dos EUA que reforçavam a segregação racial e acabaram apenas em 1965.

[OASL] 99 anos da Greve Geral de 1917

Retirado de: https://anarquismosp.org/2016/07/16/99-anos-da-greve-geral-de-1917/

Em 1917, a classe trabalhadora de todo o mundo sofria com os ecos da Primeira Guerra Mundial e com o progresso predatório do capitalismo, que tornava o trabalho nos campos e nas indústrias cada dia mais penoso. A insatisfação das trabalhadoras e trabalhadores reverberava na intensificação de suas lutas, em especial na forma do sindicalismo revolucionário, que se caracterizava como a força mais presente nas lutas da América Latina.

Na cidade de São Paulo, além da precarização do trabalho, dos baixos salários e da ameaça constante do desemprego, também veio a somar uma crise de alimentos que multiplicou o preço do pão sem alterar um centavo no salário. Como resposta, a partir do mês de maio, os sindicalistas tomaram as ruas se manifestando por melhores condições de trabalho e de vida.

José Ineguez Martinez, um jovem sapateiro e anarquista de 21 anos, foi assassinado pela polícia de São Paulo no dia 09 de julho. Com um tiro no estômago, foi levado para a Santa Casa, onde faleceu no mesmo dia. Os sindicatos e jornais operários de toda a cidade espalharam a notícia no dia seguinte, chamando a adesão da classe à greve. Na manhã do dia 11, cerca de 10 mil pessoas acompanharam o seu enterro.

A organização dos trabalhadores, que já vinha sendo construída pelos anos, mostrou resultado no fortalecimento da greve. Estima-se que a greve chegou a ter a adesão de 100 mil trabalhadores. O fim da greve, que hoje completa 99 anos, ocorreu no dia 16 de Julho. Em uma semana conseguiram do poder público, dentre outras conquistas, o compromisso em reduzir os preços dos alimentos e em tirar medidas pela defesa de trabalhadores menores de 18 anos e das trabalhadoras de período noturno. Foi o início de um processo revolucionário: boa parte de São Paulo ficou sobre controle dos trabalhadores e a patronal, temerosa, foi colocada contra a parede.

A Coordenação Anarquista Brasileira vem reconstruindo, desde baixo, o vetor social do anarquismo. No contexto que vivemos hoje, com o crescente corte nos direitos trabalhistas, tão arduamente conquistados pela organização popular, é urgente resgatar a história de luta das e dos anarquistas e sindicalistas de 1917. Vemos hoje a utilização das ferramentas históricas dos trabalhadores, como as ocupações, utilizadas atualmente nas lutas dos povos oprimidos. É o caso dos estudantes e educadores da cultura que atualmente sustentam as ocupações das fábricas de cultura do governo do estado. Mantendo viva sua memória e continuando o seu trabalho, pelas reivindicações, mobilizações e ocupações, é que poderemos construir um mundo novo.

Não nos esqueceremos!

 

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[Black Rose/EUA] O golpe na Turquia: tirania contra tirania não leva à liberdade

Retirado de: https://anarquismorj.wordpress.com/2016/07/16/black-roseeua-o-golpe-na-turquia-tirania-contra-tirania-nao-leva-a-liberdade/

Por Morgan Presta da Comissão de Solidariedade a Rojava da Federação Anarquista Rosa Negra Black Rose/Rosa Negra)

Está em curso um golpe militar na Turquia. Não é certo qual será seu resultado, mas tanques estão nas ruas, soldados tomaram a televisão estatal, aeroportos foram fechados, e tiros de arma de fogo e explosões foram ouvidas em Instanbul e na Turquia. Parece claro que uma substantiva seção militar liderou essa ação contra o governo e está no controle de partes do país. Até o momento há informes de soldados matando manifestantes. Dada a fraqueza histórica do exército turco como um poder político relativo aos períodos em que se realizaram os golpes anteriores, há uma forte chance que o governo irá prevalecer. Mas esta tentativa de golpe é claramente bem organizada e pode ser capaz de derrubar o governo.

A seção rebelde dos militares anunciou na televisão que a lei marcial vai ser decretada e que o país será administrado por um “conselho de paz” – um eufemismo para uma junta militar, mais provavelmente. Este setor militar diz que sua justificativa é a restauração do regime democrático e secular de direito, depois de anos de governo do presidente Erdogan e o AKP que resultaram de fato numa ditadura.

Nós apoiamos diversas lutas contra o governo do AKP. O governo de Erdogan prendeu nossos amigos, começou uma guerra com o movimento Curdo, jogou cidades inteiras no lixo, deslocou milhares de pessoas, patrocinou o crescimento do ISIS, permitiu que nossos amigos e companheiros fossem mortos na Turquia pelo ISIS, e um sem número de outros crimes. Erdogan tem tentado criar uma ditadura de partido único na Turquia.

O contexto dos golpes na Turquia

Muitas pessoas, especialmente aqueles que apoiam o movimento Curdo, podem estar entusiasmadas com a expectativa do golpe militar ser bem sucedido, porque Erdogan poderia ser removido, e ainda poderia haver uma chance para o fim da guerra e a possibilidade de reorganizar os movimentos sociais e de massa revolucionários. Esse é um entusiasmo equivocado. Embora ninguém possa prever exatamente o que irá acontecer, não há razão para acreditar que um golpe militar significará progresso para as classes populares na Turquia. Substituir uma ditadura por outra ditadura não significa libedade para o povo. Os generais não nos darão a liberdade. Apenas as lutas dos oprimidos pode conquistar a liberdade.

O golpe militar no Egito em 2013 demonstrou isto. Instigado pela ação de protestos populares massivos, os militares depuseram o presidente Morsi e instalaram um governo militar. Alguns setores da esquerda apoiaram o golpe militar, porque sentiam que ele realizou a vontade popular para derrubar Morsi. Mas desde então o governo militar tem sido mais destrutivo e repressivo, e não deu nenhum passo em direção a democracia. O golpe militar tem caminhado ao contrário aos desejos da população egípcia, mesmo que tenha sido removido um inimigo das classes populares.

A Turquia tem uma longa história de golpes militares – em 1960, 1971, 1980, e 1998. O país está atualmente operando sob controle de uma constituição desenhada em 1980 por uma junta de governo militar. Esses golpes tem sempre, por sua própria natureza, atuado como um teatro para a democracia. Os militares em si mesmo já são ideologicamente opostos a democracia e a esquerda – possivelmente muito mais que Erdogan. Eles são o centro político do nacionalismo étnico na Turquia, e continuamente convidaram Erdogan a ser mais agressivo em sua guerra contra o PKK e o povo Curdo. Dada a ideologia e a política dos militares turcos, nós podemos esperar um governo golpista ainda mais agressivo na repressão as minorias e a esquerda.

O que nós precisamos fazer

Nós precisamos ficar ao lado de nossos companheiros na Turquia neste momento. Se o golpe for bem sucedido, nós podemos esperar uma forte repressão e até mesmo a suspensão do processo democrático. Se o golpe falhar, nós podemos esperar retaliação do AKP e uma cruel repressão sobre qualquer oposição ao governo. Devemos apoiar a oposição de esquerda ao golpe que já está se manifestando. Não devemos apoiar as vozes que tentam justificar um golpe militar que só irá substituir um inimigo da nossa classe com o outro, mas em uma base ainda mais antidemocrática.

O único caminho é a luta de massas revolucionária!

Texto Original

Tradução: FARJ

[CURITIBA] A Outra Campanha – II Assembleia (PRÓXIMA QUARTA – 06/07/2016)

A OUTRA CAMPANHA

Dia 06/07/2016, quarta-feira, às 18hrs, no Prédio Histórico da UFPR – Santos Andrade, sala 201 da Psicologia.

Evento: https://www.facebook.com/events/1632139430447721/

Via MOB-PR

No dia 23 de Junho realizamos a I Assembleia para a construção de uma Outra Campanha no Paraná.
Diversas propostas e ideias foram colocadas para debate, e nessa segunda assembleia serão organizadas.

Convidamos todas e todos, coletivos, entidades e indivíduos, que se interessem por uma outra forma de fazer política para além das urnas, para construir A Outra Campanha.

Pauta:
I. Breve apresentação da AOC
II. Bandeiras
III. Calendário de ações
IV. Estrutura

Arriba las que luchan!
Lutar! Criar Poder Popular!
Nossas urgências não cabem nas urnas!

[CURITIBA] CineDebate – Requiem for the American Dream, Noam Chomsky (próximo sábado)

No próximo sábado, 02 de julho, o Coletivo Anarquista Luta de Classe irá coordenar um cinedebate sobre o documentário “Requiem for the American Dream” de Noam Chomsky, na Livraria Cerejeira.

Evento no Facebook:                                                                      https://www.facebook.com/events/1602935633369906/

Quando: Sábado, 02 de Julho, 17:00.
Onde: Livraria Cerejeira. Rua Duque de Caxias, 119 – esquina com Treze de Maio, São Francisco, Curitiba.

Sinopse: “Com uma série de entrevistas com um dos maiores intelectuais vivos, Noam Chomsky, o documentário questiona a concentração de riquezas por um grupo seleto de pessoas, revisitando o ideial do American Dream. Durante quatro anos de conversas, Chomsky faz um panorama histórico e político da desigualdade que destina a favorecer os mais ricos em detrimento da maioria.”
Retirado de: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-236537/

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[CURITIBA] 4º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – NA PRÓXIMA TERÇA (28/06/2016)!

cel 4 - classes sociais e poder

Anarquismo : Classes Sociais e Poder

Na próxima terça-feira, 31 de maio, o CALC articulará seu grupo de estudos em Curitiba. Faremos o CEL no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná, às 18:30, na sala 205 da Psicologia.

Assim como no ano de 2015, estaremos nos encontrando na última terça-feira de cada mês, discutindo vários temas relevantes para os movimentos sociais, para a esquerda e para o anarquismo.

Este módulo tem como finalidade expor o entendimento que os anarquistas (da vertente de massas) têm dos sujeitos revolucionários, sendo a concepção destes distinta das demais correntes do socialismo por negar o exclusivismo “proletário”. Num segundo momento, buscaremos estabelecer a noção de poder para os anarquistas e a sua proposta de organização.

 

Os textos base são:

Da periferia para o centro sujeito revolucionário e transformação social – Felipe Corrêa

Nossa concepção de poder popular – Artigo teórico elaborado pela Coordenação Anarquista Brasileira para o primeiro número de sua revista Socialismo Libertário, publicado em junho de 2012.

Baixe aqui: CEL IV

Evento no Facebook:                                                                 https://www.facebook.com/events/998020566961304/

Para mais informações sobre os textos e temas que discutiremos durante o ano, visite: https://anarquismopr.org/grupos-de-estudos-libertarios/

Venha participar!

 

[CQM – CURITIBA] A Revolução Curda Hoje (PRÓXIMO SÁBADO)

Retirado de: https://www.facebook.com/events/1745196022385273/

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Na região do Oriente Médio, mais especificamente nas fronteiras da Síria, Turquia, Irã e Iraque, há um cinturão denominado Rojava onde um processo revolucionário está ocorrendo. Nessa região, o povo curdo – que há tempos luta por sua autodeterminação e independência – está construindo uma nova forma de organização social pautada pela democracia de base, anticapitalista, antiestatal e pela libertação das mulheres.

Nesse processo as mulheres são protagonistas do movimento, e além de pegarem em fuzis para combater os ataques do Estado Islâmico, organizam-se em uma brigada própria (Unidade de Proteção das Mulheres – YPJ) para influenciarem na organização dessa sociedade e combaterem os regimes opressivos da região e de seu próprio povo.

O espaço contará com a presença de um militante que esteve em regiões curdas e trará elementos e relatos desse processo revolucionário que consideramos dos mais importantes no contexto atual. Pretendemos relacioná-lo a outros processos de luta e entender o que isso tem a ver com a nossa realidade, na prática.

QUANDO: Sábado (25/06), às 14:30
ONDE: Reitoria UFPR – Dom Pedro I, Sala 613

[MATINHOS] 3º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – NA PRÓXIMA SEGUNDA (27/06/2016)!

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Anarquismo X Capitalismo e Estado

Na próxima segunda-feira, 27 de junho, o CALC articulará seu grupo de estudos em Matinhos. Faremos o CEL na Universidade Federal do Paraná-Litoral, às 19:00, na sala 23B (Sala Temática de Agroecologia), 2º andar.

Começamos o CEL-Matinhos em 2016, discutindo vários temas relevantes para os movimentos sociais, para a esquerda e para o anarquismo.

Neste terceiro módulo buscaremos introduzir as análises que os anarquistas têm do capitalismo e do Estado, ambos “inimigos” na luta contra a dominação. O objetivo é compreendermos o que fundamenta a necessidade da destruição do capitalismo e do Estado para instauração da sociedade socialista libertária.

O texto base é:

– A Sociedade de Dominação e Exploração: Capitalismo e Estado – Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ)

Baixe aqui: CEL – Encontro III 

Evento no Facebook:                                                                                     https://www.facebook.com/events/191179527951094/

Para mais informações sobre os textos e temas que discutiremos durante o ano, visite: https://anarquismopr.org/grupos-de-estudos-libertarios/

Venha participar!

[CURITIBA] A Outra Campanha – Assembleia de Construção (PRÓXIMA QUINTA – 23/06/2016)

A OUTRA CAMPANHA

Dia 23/06/2016, quinta-feira, às 18h30, no Prédio Histórico da UFPR – Santos Andrade, sala 201 da Psicologia.

Via MOB-PR

CARTA CONVITE PARA CONSTRUÇÃO DA OUTRA CAMPANHA EM CURITIBA E REGIÃO

O Movimento de Organização de Base – PR, movimento comunitário de periferia, convida a todas e todos, coletivos, entidades e indivíduos, para uma Assembleia de Construção d’A Outra Campanha.

Em ano de eleições municipais, vemos a importância de construir uma Campanha que traga as pessoas para discutirem política para além das urnas. Isso porque nossa proposta de política não passa pelo modelo da democracia representativa, nos cansamos das promessas, mentiras e golpes que não atendem nem de perto a demanda da classe oprimida.
É somente em período de eleições que nos convocam para “participar da política”, a partir do comparecimento às urnas. Como se votando nos candidatos e em seus partidos institucionalizados nossas demandas pudessem ser atendidas. Por isso, estamos mais do que convencidos de que as nossas urgências não cabem nas urnas.
Propomos algo que demanda mais e não apenas a simples escolha de representantes, pois o que queremos é uma mudança de fato, profunda, e isso só é possível com organização e luta popular. Por isso falamos de uma “outra campanha”.

Uma Outra Campanha centrada no diálogo; respeito às particularidades de cada região; na autonomia de cada organização que adere à proposta, mas firme nos propósitos e princípios que norteiam nossa caminhada. Também é parte fundamental deste projeto a união, a solidariedade, a humildade, o compromisso coletivo, a organização e a luta conjunta.

A Outra Campanha (La Otra Campaña) é uma campanha lançada pelos Zapatistas do México (EZLN) em junho de 2005, como forma de contrapor e questionar a efetividade da participação eleitoral na democracia representativa e propagandear a importância e potencial da organização de base, desde baixo.

Nos convencemos dessa proposta que vai de encontro com nossos princípios de independência de classe, protagonismo popular e com a construção do Poder Popular.
Portanto, em período de crise política e golpes aos nossos direitos, é essencial a participação da esquerda não eleitoreira para mostrar que outras formas de política e luta são possíveis, sem enganação, burocracia ou dominação.

Então, convocamos uma Assembleia para pensarmos coletivamente a construção de uma Outra Campanha em Curitiba e região.

Dia 23/06/2016, quinta-feira, às 18h30, no Prédio Histórico da UFPR – Santos Andrade, sala 201 da Psicologia.

Arriba las que luchan!
Lutar! Criar Poder Popular!
Nossas urgências não cabem nas urnas!

[MATINHOS] 2º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – SEXTA-FEIRA (10/06/2016)!

cel 2 - anarquismo social e estilo de vida (matinhos)

Anarquismo Social x Anarquismo como Estilo de Vida

Na sexta-feira, 10 de junho, o CALC articulará seu grupo de estudos em Matinhos. Faremos o CEL na Universidade Federal do Paraná-Litoral, às 14:00, na sala 23B (Sala Temática de Agroecologia), 2º andar.

Começamos o CEL-Matinhos em 2016, discutindo vários temas relevantes para os movimentos sociais, para a esquerda e para o anarquismo.

Neste segundo encontro a ideia é discutirmos o anarquismo nos marcos dos movimentos classistas/massas, em contraposição a uma expressão “cultural” do anarquismo no presente, o “anarquismo como estilo de vida”. O objetivo é recuperar o anarquismo como ideologia e “fermento” das classes exploradas nos processos de transformação social.

– Anarquismo Social – Federação Anarquista do Rio de Janeiro

– Anarquismo Social ou Anarquismo de Estilo de Vida – Murray Bookchin

Baixe aqui: CEL – Encontro II

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/188011994932472/

Para mais informações sobre os textos e temas que discutiremos durante o ano, visite:            https://coletivoanarquistalutadeclasse.wordpress.com/grupos-de-estudos-libertarios/

Venha participar!

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