[FAG] Invasão policial do Ateneu Libertário e uma justiça ao gosto da Yeda

Em 20 de setembro deste ano completaram-se três meses da operação repressiva do governo tarso sobre nossa organização. Entre 15:30 e 16hs daquela sinistra quinta-feira a polícia civil arrombou o local do Ateneu Libertário A Batalha da Várzea, sem identificação e se fazendo passar por “federais”. Levaram livros e materiais para produção de faixas e cartazes. O apoio jurídico do Bloco de Lutas, que desde a primeira hora esteve solidário conosco, até nossos dias não achou nem sombra de um mandato judicial pra tal atropelo. Desde aqueles protestos de massa que ganharam as ruas de Porto Alegre a partir de abril já se vão mais de 70 processos de indiciamentos que correm em segredo. Não temos dúvidas de que a invasão de nosso local público foi parte de esquema pra criminalizar lutadores sociais e criar espantalhos pra desencorajar a luta contra os patrões e a burocracia por um transporte coletivo público, pelo direito a cidade pra juventude e os trabalhadores.
O Ateneu é um centro de cultura social que já leva mais de três anos de atividade, que promove debates políticos diversos, vídeos, cantores populares, grupos de estudo sobre socialismo e a corrente libertária, serviços de biblioteca, projetos de apoio a reforma agrária, solidariedade as lutas sindicais e populares da cidade, um longo etc.. É um espaço político-social de matriz libertária que tem impulso da Federação Anarquista Gaúcha, mas onde se reúnem e participam companheiros de distintos graus de afinidade. Ao longo dos protestos convocados pelo Bloco de Lutas pelo Transporte Público os companheiros/as do Ateneu se engajaram na primeira linha e aportaram desde o princípio do ano na formação deste movimento social. Nosso endereço público e notório na Travessa dos Venezianos foi lugar de debates e de produção de materiais de propaganda, faixas e cartazes.
De que delito nos acusava a cúpula de segurança do estado: delito de pensamento ou opinião? Que substâncias explosivas acharam: gás de cozinha pra esquentar a aguá pro chimarrão, material pra fazer o grude dos cartazes ou limpar os pincéis de tinta? O chefe da Polícia Civil do RS declarou triunfante durante a coletiva de imprensa do dia 21 de junho que havia sido encontrada em um local suspeito a confirmação de suas investigações: “vasta literatura anarquista”. A provocação foi longe a ponto de apreender livros da biblioteca e levar o fichário de sócios. Uma parte dos materiais roubados foram devolvidos em circunstâncias muito duvidosas, depois de nossa agitação e da solidariedade de companheiros e organizações sindicais, populares e de esquerda do mundo inteiro.
Com ordens do governo Tarso a polícia vandalizou o lugar público de uma organização de esquerda. Repetiram os expedientes da direita conservadora que haviam sido consagrados pela administração tucana da Yeda.
Em 29 de outubro de 2009 a sede da FAG, que então tinha endereço em outro local, foi invadida por forças da polícia civil, com mandados de busca e apreensão de equipamentos e materiais de agitação política. 6 companheiros foram processados por crime de calúnia e difamação a mando da então chefe do governo do estado. O detonante de tal medida: a campanha solidária com a luta dos Sem Terra em São Gabriel e a acusação da responsabilidade do governo pelo assassinato de Eltom Brum, com um tiro pelas costas da polícia durante despejo de uma ocupação.
Na segunda semana de setembro deste ano companheiros foram notificados pelo oficial de justiça sobre a sentença de pena de 8 meses de detenção revertidas em serviços comunitários pelo processo movido pela ex-governadora.
Protesto não é crime! O protesto não se cala! Basta de processos aos lutadores/as sociais.
Contra o medo e a opressão: Luta e Organização.
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[FAG] Nova publicação – Pensamento e Batalha

Retirado de: http://batalhadavarzea.blogspot.com.br/2013/09/nova-publicacao-da-fag-pensamento-e.html

É com satisfação que a FAG lança seu mais novo material, de caráter teórico-ideológico que pretende trazer para discussão elementos que constituem nossa concepção de Anarquismo, situando-os no debate histórico e atual.

PENSAMENTO E BATALHA é seu nome, e nesse primeiro número falamos da ORGANIZAÇÃO POLÍTICA do Anarquismo e do FEDERALISMO LIBERTÁRIO.

Nossa contribuição ao debate!
Porque não tá morto quem peleia!!!

Download: Pensamento-e-Batalha-1- FAG 2013

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[CURITIBA] Círculo de Estudos Libertários – Anarquismo: Classes Sociais e Poder

Em mais um encontro mensal do CEL, nas já tradicionais ultimas terças feiras do mês, temos em debate: Anarquismo: classes sociais e poder

Tem como finalidade este módulo o entendimento que os anarquistas tem dos sujeito(s) revolucionário(s) para os anarquistas (da vertente de massas) distinta das demais correntes do socialismo por negar o exclusivismo “proletário”. Num segundo momento buscaremos estabelecer a noção de poder para os anarquistas, e a sua proposta de organização do poder.

-Da periferia para o centro sujeito revolucionário e transformação social

Felipe Corrêa

– Nossa concepção de poder popular

Artigo teórico elaborado pela Coordenação Anarquista Brasileira para o primeiro número de sua revista Socialismo Libertário, publicado em junho de 2012.

Baixe em : https://coletivoanarquistalutadeclasse.files.wordpress.com/2013/04/cel-v.pdf

ou fotocopie na Rua Amintas de Barros, 192 – Centro, pasta Círculo de Estudos Libertários

QUANDO: 24 de setembro (terça feira)
ONDE: Sala 205 do departamento de Psicologia na Stos. Andrade (Prédio Histórico da UFPR)

Saiba mais sobre o CEL:
O Círculo de Estudos Libertários (CEL) surgiu como espaço de estudo em janeiro de 2011, com o objetivo de debater “a atuação política, a teoria clássica e contemporânea do Anarquismo, (…) fortalecendo a perspectiva classista, autônoma, socialista e combativa das classes exploradas, em sua formação cultural e intelectual”. Com dois encontros por mês e textos lidos previamente por seus participantes, o grupo teve relativo sucesso no que se propunha a fazer, se tornando ainda “por tabela”, uma referência para os novos companheiros e companheiras interessados nas propostas do anarquismo organizado. A partir de 2012 o CEL tornou-se um espaço ligado ao Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC), continuando dessa forma, aberto a participação dos trabalhadores e trabalhadoras que queiram se debruçar sobre o estudo das lutas sociais e a participação dos socialistas libertários nas mesmas. Seguindo agora em 2013 um programa definido de textos pretendemos melhorar a qualidade de nossos encontros, contribuindo também, para auxiliar a formação teórica da militância anarquista aqui na cidade de Curitiba (PR).

[fAu] Opinión Anarquista – Asesinos imperialistas y lacayos, No toquen al pueblo de Siria

Retirado de: http://federacionanarquistauruguaya.com.uy/2013/09/10/opinion-anarquista-asesinos-imperialistas-y-lacayos-no-toquen-al-pueblo-de-siria/

Asesinos imperialistas y lacayos, No toquen al pueblo de Siria

 

Contra toda intervención imperialista

Por la autodeterminación de los pueblos

Esta línea política ha sido una constante en nuestra Organización. El  repudio militante a toda intervención imperial y la reivindicación del derecho a la autodeterminación de los pueblos. Ha sido una línea teórico-política de nuestra organización en todo su recorrido histórico. Todavía sonaban los ecos de una intervención más del imperio yanqui, esta vez en Guatemala instrumentado a Castillo Armas, cuando se preparaba el nacimiento de la FAU.  Nació la FAU apoyando los movimientos populares anticolonialistas que se daban en el mundo en ese momento histórico.

Las coyunturas han cambiado, otras formas van tomando los nuevos acontecimientos que aparecen, nuevas adecuaciones realiza el sistema, pero permanecen semejantes elementos claves que hacen a la opresión, explotación y miseria de los pueblos.  Igualmente políticas imperiales que sojuzgan a poblaciones en continentes enteros.

No es novedad que todos esos procesos de lucha, los de ayer y los de hoy, se encuentran revestidos de mucha complejidad, que nada es blanco y negro, que líneas transversales aparecen por aquí y por allá. Eso no hace imposible el análisis, exige sí más herramientas y tomar distancias de esquemones que no ayudan a la comprensión y la acción consiguiente.

¿Que los hechos pueden ser leídos de diferente manera? Por supuesto. Todo ha dependido y depende del cristal con se mire. ¿Que se bombardea con información desinformante que contiene un miserable trasfondo?  Sí, esto hoy más que nunca,  no ofrece dudas.

Y conviene afirmar, no queda al margen ni es menor la importancia la sensibilidad política, la identificación con los de abajo, en los análisis que se realicen. Los hay donde están jerarquizadas las superestructuras, todo lo de arriba, toda la combinación que realizan entre ellos. Igualmente  las elites tanto intelectuales como burocráticas vinculadas al poder. Hay un mundo “subalterno” que apenas es mirado como de relleno.  Claro está son los de abajo, ellos quedan excluidos y altamente disminuidos en ciertos análisis y discursos.

Un componente teórico-político del cuerpo conceptual de análisis es esa sensibilidad que se funda principalmente estando una organización en la inserción, viviendo los problemas populares desde adentro, siendo uno más en ese proceso de futuras esperanzas.  Es esa percepción que comunica angustias, sufrimientos y anhelos de un pueblo. Para nuestra organización esos dolores y esperanzas han sido siempre parte de la visión y el sentimiento con que se ve una lucha popular. Son parte del cuerpo categorial en que se asientan las reflexiones. Como dijo alguien de manera sencilla: ¿Qué estás haciendo dentro del socialismo si no querés a la gente?.

 

El imperialismo yanqui y su secuela de invasiones criminales.

Toda una historia de atropello, horror y sangre cubren el cuerpo entero del imperio. EE.UU. sólo o dentro de la estructura imperial que constituye en occidente ha estado sembrando muerte y miseria durante todo un largo periodo histórico.  Esto ha sido tanto a nivel mundial como en nuestra América Latina. Las intervenciones militares fueron una forma desembozada y criminal, pero en todo momento otros mecanismos imperiales regulares circularon por el interior de países enteros logrando los mezquinos propósitos de succión de sudor y riqueza de estos pueblos.  Es una cruel e implacable pesadilla que se reitera una y otra vez, resultando ya familiar y “natural” su práctica. La experiencia directa en América Latina habla por sí sola. Invasiones, fabricación de golpes de estado, desestabilizaciones programadas, políticas diseñadas cínica y brutalmente para llevarse todo, organismos internacionales digitados para que esta estructura imperial tenga su cobertura o lo que se supone que puede serlo. Pues ya nadie que haya observado los problemas históricos cree en los cuentos grotescos que arma y  que atentan contra lo que hay de experiencia y saber. Cuentos que ya no los puede creer ni la hija de caperucita roja.

Van desfilando los episodios de intervención de ayer y hoy que sería largo enumerar. Recordemos nomás los de los últimos tiempos: Afganistán, Irak, Libia,  mezclado con trabajo previo y apoyo  a golpes de estado como en Honduras. No subestimamos ni dejamos de lado toda la trama tejida por la política imperial en su desarrollo histórico y que actúa en el día a día. Las instituciones y organismos, como el FMI, el Banco Mundial y tantos otros,  que le son funcionales, a gran escala y a niveles  regionales. Constituyen el conjunto de mecanismos y dispositivos que hacen que hace que esta realidad brutal sea el pan de todos los días a nivel mundial. Pero hoy nos centramos en la intervención directa y descarada  acción que  anuncia contra Siria.

 

El pretexto de un gas venenoso que poco o nada les importa

Aparece el gassadín y se lo transforma en lo diabólico sin nombre. Se exclama: ¡No, esto sí que no se puede tolerar, es inhumano y perverso hasta lo monstruoso!  Claro que lo es. Pero estole importa un rábano al gobierno de EE.UU. y sus aliados de turno.  Ya hace rato que el drama sirio está en escena. Se estima en alrededor de 150 mil los muertos y en más de 2 millones los desplazados que padecen hambre y penurias de todo tipo. A esto hay que agregar los cientos de miles de heridos.  Dramática y siniestra situación.  Más la destrucción de zonas enteras, en escombros pedazos de ciudades producto del enfrentamiento interno.  Desesperación de la gente que vive a diario el terror y los baños de sangre.

Medios de comunicación, de hecho oficiosos, amplían constantemente a nivel mundial  la importancia central del gas sarín que dicen arrojó el gobierno Sirio y que produjo 1.400 muertes, muchos de ellos niños.  Kerry recorre el mundo manifestando que tiene pruebas de que esto fue así, pero las pruebas que aparecen no son convincentes ni siquiera para gobiernos amigos de EE.UU. La misma tarea hace el Presidente Obama sentenciando que la decisión está tomada. Por su parte el gobierno sirio niega rotundamente haber sido quien ejecutó tal acción. Por otro lado aparecen versiones periodísticas, por ejemplo la de Dale Gavlak que es corresponsal de la agencia norteamericana AssociatedPress que da la versión de un entrevistado no oficialista que da detalles de quien suministro el gas y quienes lo tiraron. Lo habría proporcionado  El Jefe de aparato de inteligencia de Arabia Saudí, Príncipe Bandar binSultan al-Saud, sería el responsable de suministrar las armas químicas  a los “rebeldes”.  Un error en la manipulación habría producido la catástrofe. Abu Abdel-Moneim, residente en Ghouta  es padre de un rebelde, y señaló que su hijo murió junto a otros 12 combatientes en el interior de un túnel, utilizado como almacén de armas recibidas de manos de un yihadista saudí, Abu Ayesha, comandante de un batallón insurgente. Por otro lado una combatiente rebelde agrega: “No nos dijeron qué tipo de armas eran, ni cómo usarlas… “No sabíamos ni nos podíamos imaginar que eran armas químicas. Otro líder rebelde, según la periodista le dice que: “desgraciadamente algunos de nuestros combatientes manipularon erróneamente esas armas, y dieron lugar a las explosiones”. Dado el carácter especial del tema, otras versiones existen y otras aparecerán. Dada la ferocidad de los combates de uno y otro lado, demostrado en los hechos, nadie puede decir, por razones ni éticas ni humanitaria, este no puede haber sido. Sería absurdo. Pero aquí lo que está en juego es otra cosa y este drama está usado inescrupulosamente para seguir adelante con una política de avasallamiento y de aumentar influencia estratégica en un área estimada de mucho valor. Un juego a varias puntas que no deja de apuntar hasta a los “amigos” que el imperio tiene en la zona.

 

Aquella “Primavera Arabe” y los llamados “rebeldes” de hoy.

El gobierno “Resistente” y su historia terrorífica.

Lo hemos dicho al comienzo, no estamos ante una situación que puede describirse como de blanco y negro. Cualquier análisis de este tipo deja por el camino la verdad de ciertos componentes en cuestión y no nos permitiría ubicar con un mínimo rigor el contexto. No conviene dejar campo a suposiciones y equívocos. Enfrentar y repudiar firmemente la intervención imperialista no significa el apoyo automáticamente al gobierno sirio nidejar de denunciar las atrocidades cometidas por un gobierno dictatorial como el de Bachar Al-Assad que por otra parte de antimperialista no tiene credenciales. Un gobierno que cuenta con el rechazo de su pueblo, por lo opresivo, represivo y corrupto. Un gobierno que llevó adelante una línea política económica de tipo neoliberal que servía, como en todos lados, para enriquecer más a los ricos y empobrecer o mantener en la pobreza a la gran mayoría de la población. Que en su momento fue amigo de EE.UU. contra Irak. Tiene una larga trayectoria de guardián de la ocupación sionista delGolan sirio. Al tiempo de que ha permanecido indiferente y servil desde la guerra de octubre de 1973 ante ataques israelíes contra su territorio. A este gobierno de tipo dictatorial no le interesa la situación de los de abajo y estará siempre dispuesto a masacrar aquellos reclamos de libertad y justicia que se manifiesten. Eso está claro.

Pero tampoco nos confundamos con otro aspecto del problema. Lo que hoy aparece como la oposición rebelde y en armas no guarda relación con aquella expresión inicial, en el marco de la llamada Primavera Arabe,  de pueblo en búsqueda de un destino propio y mejor. Los “rebeldes” de hoy conforman un espectro no homogéneo, donde no faltan mercenarios y agentes de los servicios extranjeros, a través de los cuales se expresan distintos intereses, geopolíticos, económicos, culturales y que son en general armados por la estructura imperial occidental , Turquía y países árabes como Arabia Saudí, Qatar Paises árabes que acaban de ofrecer a Kerry correr con todos los gastos si intervienen a Siria. En esta jugada estratégica de ajedrez los reales intereses de los de abajo están ausentes. Es de agregar que la composición y los diversos intereses en juego en el bando “rebelde” hace que muchos de los propulsores de su acción hoy tengan dudas de que convenga un triunfo de ellos.

 

Estrategia Imperial con el siniestro Estado israelí empujando.

Desarticular países para ejercer control de sus riquezas.

Desde hace varios años la estructura imperialista lleva adelante el propósito de controlar a su gusto el Medio Oriente. Diseñó una estrategia para irlo logrando. Para ello ha ido contando con apoyos regionales: Turquía, países del golfo y la despiadada y brutal acción regular del Estado israelí, de ese verdugo del pueblo palestino. Hay en juego elementos geopolíticos y de poder que vienen de la mano de petróleo, gas, oleoductos, agua y otras riquezas. Al mismo tiempo que pretende limitar la acción de otros proyectos, imperiales también ellos, como el de Rusia y China que tiene muchos intereses económicos y políticos que dependen de lo que ocurra en esta región. Rusia tiene hasta una base instalada aquí.

El autodesignado gendarme y espía del mundo, EE.UU., se encuentra con problemas después del desgaste sufrido en las intervenciones en Afganistán e Irak, además la crisis por la que atraviesa después que el capital financiero hiciera tierra arrasada. No faltan fuerzas que igualmente piden fuertes intervenciones, la industria armamentista en lo económico por ejemplo y expresiones políticas vinculadas a multinacionales que sacan provecho de cada guerra. La situación interna no la tiene sencilla, surgen problemas sociales y políticos diversos que se manifiestan con más fuerza que en otros momentos. E incluso un par de Estados se han declarado en Bancarrota, el más impactante fue el viejo productor de automóviles para el mundo: Detroit. La opinión pública dentro de EE.UU. se manifiesta en contra de medidas de guerra, un 60% así lo ha manifestado. Esto obliga a cálculos a los Partidos políticos, especialmente al demócrata de Obama. Finalmente por este y otras manifestaciones o decisiones en el exterior de no apoyo a la medida intervencionista, Obama decide remitir la decisión al Congreso.

Una intervención clásica, tipo Irak, no está dentro de su conveniencia actual. Jugar al desgaste, la destrucción interna de países de esa región parece ser el objetivo. Una estrategia sostenida que no dejó parcialmente de realizar en otros momentos.

Ya han quedado con grandes destrozos los países antes invadidos. Desgastados, más empobrecidos, sin fuerza interna para ser por el momento un obstáculo para sus planes.

En Libia ya operó con la OTAN y ahora juega, armando todo lo que pueda, pero de manera medida y con cautela, a los “rebeldes” para  conseguir el desgaste e importante destrucción de Siria. La intervención limitada parece apuntar a asegurar que ese enfrentamiento destructivo siga su curso, que se proyecte a lo largo del tiempo. Todo lo que se pueda. Sí acaso, llegada la ocasión, en el marco del destrozo, un acuerdo con el régimen existente pero sin Assad.

Hay declaraciones que parecen claras en este sentido. En un artículo publicado en The New York Times,  Edward Luttwak, del Center forStrategic and International Studies, nos dice:  “Un resultado decisivo para cualquier bando sería inaceptable para Estados Unidos. Una restauración del régimen de Assad respaldado por Irán aumentaría el poder y el estatus de Irán en todo Oriente Medio, mientras que una victoria de los rebeldes, dominados por las facciones extremistas, inaguraría otra oleada de terrorismo de Al Qaeda. Solo hay un resultado que puede favorecer posiblemente a Estados Unidos: el escenario indefinido. Manteniendo al Ejército de Assad y a sus aliados, Irán y Hezbolá, en una guerra contra luchadores extremistas alineados a Al Qaeda, cuatro enemigos de Washington estarán envueltos en una guerra entre sí mismos…”.Por este lado, o aproximadamente, está la cínicamente enunciada guerra “humanitaria”, “democrática” que el imperialismo quiere profundizar bombardeando zonas de Siria. Asesinando una vez a parte del pueblo que allí vive. Para esta población de 20 millones de personas, producir más “colaterales” como los que constantemente producen los aviones no tripulados.

Sin duda que es una obviedad tremenda decir a esta altura que lo que interesa al imperio y sus aliados son sus distintos y mezquinos intereses y nada más. En este caso con más de un interés en la vuelta entre los “aliados”. Con toda una historia que rompe los ojos está afirmación no parece necesaria. Pero hemos visto que existen aún quienes creen que hay algún grado de buenos propósitos en la acción asesina que declara el imperio que llevara adelante en breve. Se trata de: ¿Ingenuos?, ¿interesados?, ¿crédulo de las mentiras? Vaya uno a saber. De todo hay en la viña del señor, sin faltar el Papa orando por la paz. Cree lo que quieras pero cuando el imperio y la burguesía en general hablan de paz, Derechos Humanos, democracia,buscá rápido con que protegerte.

 

La humanidad del imperio y su sensible historia

Armas de destrucción masiva, armas químicas, son términos que han estado, especialmente, en boca de quienes detentan el poder mundial. Parecen defensores históricos de cualquier cosa grosera que afecte al ser humano. Pero siempre habrá que recordarles quienes son. Ni olvido ni perdón una vez más. Hiroshima y Nagasaki los saludan.

Se estima que hacia finales de 1945, las bombas habían matado a 140.000 personas en Hiroshima y 80.000 en Nagasaki,Desde entonces, algunas otras personas han fallecido de leucemia y distintos cánceres[, ] la gran mayoría de las muertes fueron de civiles

 

Memoriales en Hiroshima y Nagasaki contienen listas de los hibakusha (afectados por las bombas) que se sabe han muerto desde los bombardeos. Actualizadas anualmente durante el aniversario de los bombardeos, al 2008 los memoriales contenían los nombres de más de 400.000.

Así como ayer hoy asesinan y torturan en los más diversos lugares. Torturan y matan en tantas cárceles clandestinas y Guantánamo. Apoyaron los golpes de estado sangrientos en América Latina. Apuntalaron el siniestro Plan Condor. Lanzoáron 12 millones de galones  de Gas Naranja sobre Vietnan del Sur causando la muerte de 500 mil personas.

Con todo lo que han hecho y siguen haciendo no podemos hacer una lista, pues sería casi interminable: Demás está decir, nadie puede tomar en serio que venga de ahí ningún sentimiento generoso para con los pueblos. El único pueblo que les interesa es ese 1% que posee las riquezas del mundo y  de todos los que son funcionales a que este ordenamiento se mantenga y reproduzca. Un sistema que ya está claro que no puede producir, por los elementos constitutivos que posee, otra cosa que privilegios y poder dominante para cada vez menos y miseria cruda y creciente para las grandes multitudes. Con toda su gran secuela de muerte.

De otro lugar tendrá que venir la justicia verdadera, la relación solidaria, nuevos valores, nuevo ordenamiento social sobre bases opuestas a las existentes. La resistencia y la rebeldía siempre ha estado presente en la historia. Ellas han producido conquistas, nociones ideológicas distintas, búsquedas en pos de verdaderas salidas, han sembrado esperanzas y practicado cuando ha podido otra forma de vida. Los de abajo están siguen presente en este momento histórico, quizás con más peso que en otros. Muchas veces han ganado las calles en distintos lugares del mundo, han sido masacrados y han seguido. Tienen claro lo que no quieren y bosquejan rumbos. Confusiones no faltan, y el manipuleo desde filas enemigas tampoco. Pero esto, en esta etapa, recién comienza. Es de ahí desde abajo que está la única posibilidad del cambio. De frenar a este sistema genocida y destructor de la naturaleza y comenzar otro tránsito. Nada será rectilíneo ni sencillo, espinosa la ruta a transitar, pero es esa y no otra.

La historia no termina aquí y finalmente la historia la harán los pueblos.

 

federación Anarquista uruguaya

9 de setiembre de 2013

[FAG] Uma narrativa acerca do posicionamento do Governo do Rio Grande do Sul sobre a questão indígena

Retirado de: http://batalhadavarzea.blogspot.com.br/2013/09/uma-narrativa-acerca-do-posicionamento.html

Divulgamos aqui uma análise do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), GAPIN (Grupo de Apoio aos Povos Indígenas) e CAIK (Conselho de Articulação Indígena Kaingang) a respeito das políticas do Governo Tarso/PT em relação as demarcações deterras indígenas e quilombolas e sua relação com o agronegócio.

A análise é a “crônica de uma morte anunciada”, ao demonstrar claramente o como o governo Tarso/PT, com o apoio organizações com expressiva incidência em setores populares, como a Consulta Popular que, através de seu dirigente Milton Viário (assessor direto do governador) vem desenvolvendo uma nefasta política de priorização do agronegócio, ao passo que atira os povos indígenas e quilombolas na miséria, negando-lhes as respectivas demarcações de terras e reprimindo sua luta como foi o caso da agressão na Assembléia dos Povos no dia 30, em frente ao Piratini, quando a Brigada Militar, de forma covarde atirou de forma ostensiva bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha contra centenas de quilombolas, indígenas e militantes sociais, muitos dos quais crianças e idosos, que aguardavam por uma simples resposta a sua pauta de reivindicações que o mesmo governo havia se comprometido em entregar naquele dia.

Como bom lacaio dos de cima que é, o Sr. Tarso faltou com sua dignidade, há muito já atirada na lata do lixo (episódios não nos faltam para afirmar isso: piso do magistério negado, corte de ponto dos trabalhadores da educação em greve, repressão ostensiva nas jornadas de junho, a invasão e pilhagem de nossa sede, dentre outras) e não compareceu ao compromisso acordado anteriormente com as lideranças indígenas, para aparecer bem na foto dos grandes oligopólios de mídia ao lado dos ruralistas na Expointer, deixando-os nas mãos de sua Brigada Militar.

Não ta morto quem peleia!
Federação Anarquista Gaúcha – FAG

[FARJ]10 anos da Federação Anarquista do Rio de Janeiro

Retirado de : http://anarquismorj.wordpress.com/2013/09/05/aniversario-de-10-anos-da-farj/ e http://anarquismorj.wordpress.com/2013/09/05/saudacoes-aos-10-anos-da-farj/

 

No dia 30 de agosto de 2013, a FARJ comemorou seus 10 anos de existência e de luta. Uma pequena e modesta atividade/comemoração foi realizada com a participação de nossa militância, compas próximos/as e convidados/as para marcar este importante dia para nossa organização. Saudações foram enviadas por diversas organizações e lidas no evento, juntamente com a poesia “A Volta”, de Gigi Damiani.

Durante o evento, a FARJ também homenageou o anarquista Adélcio Copelli, de 85 anos, remanescente da geração de anarquistas da década de 50 no Rio e que mantém sua coerência com a ideologia até os dias de hoje. Copelli contribuiu com a luta anarquista militando ao lado de José Oiticica e contribuindo com o periódico Ação Direta.

Seguimos na luta, com o punho alto na construção do poder popular rumo a uma sociedade socialista libertária.

Viva a anarquia!
Viva a CAB!
Viva a FARJ!

bandeira

Discurso da Federação Anarquista do Rio de Janeiro por ocasião de seus 10 anos

Irmãs e Irmãos de ideal. Companheiros e companheiras de luta.

Hoje nos reunimos para comemorar uma data importante para nossa organização e em grande medida, também para o anarquismo no Rio de Janeiro. Com a certeza de que há muito mais a se fazer e alimentando a persistência necessária para as batalhas do futuro. Há exatos dez anos fundávamos a Federação Anarquista do Rio de Janeiro, filha de parte do acúmulo histórico que o anarquismo colheu no seio da luta dos trabalhadores desde a sua chegada e trajetória nessa terra que chamam Brasil. Herdeira de uma tradição libertária de socialismo, nossa organização não poderia ignorar aqueles que nos precederam e que hoje tomamos como inspiração. Fazemos isso para reconhecer com a humildade devida, que as pedras que hoje pisamos foram esculpidas com o suor, o esforço e a persistência dos/as militantes que em outros períodos choraram, sorriram e lutaram, assim como nós. Fazemos esta justa homenagem e começamos por lembrar aqueles que já se foram, não para alimentar uma simples nostalgia, mas por reafirmar em nossos corações, que essas pedras que hoje parecem naturais e suportam o peso de nossa trajetória, são para nós parte integrante da nossa história.

Foi nesta terra quente e cheia de desigualdades que nossa ideologia floresceu. O terreno já tinha sido preparado muitos e muitos anos atrás, pela luta negra e livre dos quilombos, pela resistência indígena aos opressores, pela luta do povo pobre e de todos aqueles que ousaram sonhar; e assim o caminho, sempre cheio de armadilhas e desvios, era aberto com a vontade de transformar radicalmente essa sociedade. E não esqueceremos o esforço abnegado de centenas de anônimos e anônimas, de militantes e sindicalistas revolucionários abnegados, tal como Domingos Passos, operário da construção civil, anarquista, negro. Deportado inúmeras vezes, mandando para morrer nas terras mais ermas, perseguido e preso pelos opressores de ontem, Passos jamais deixou de sonhar, como nós, aqui, seguindo seu exemplo, fazemos. E não nos esquecemos de Ideal Peres, que se hoje estivesse vivo, comemoraria conosco os 10 anos da federação. Membro da Juventude Anarquista do Rio de Janeiro (JARJ) na década de 40, filho de um sapateiro anarquista, militou nas décadas seguintes, de 50, 60, 70, 80 e 90, Ideal Peres jamais esmoreceu. A FARJ saúda seu esforço e exemplo, assim como agradece imensamente seu trabalho paciente e silencioso que pavimentou o caminho até aqui.

Não nos esquecemos também dos milhares de rebeldes e libertários/as anônimos e anônimas, assassinados lenta ou dolorosamente pelo capitalismo e seus cúmplices, que se hoje estivessem conosco, também reafirmariam seu compromisso com a luta popular e a revolução social libertária.

Nossos sonhos e corações são movidos pela esperança de construir uma sociedade socialista e libertária. Uma sociedade sem opressores e oprimidos/as e um mundo onde caibam vários mundos. E construímos este mundo desde já. No campo e na cidade, modestamente damos nossa parte às lutas. Não esperamos a utopia chegar a cavalo, porque a utopia precisa ser alcançada e sem organização e luta, o horizonte fica cada vez mais distante. Lutar é vencer, já dizia o poeta.

Foi do esforço de muitos companheiros e companheiras, não apenas nós, anarquistas, que construímos essas ferramentas de luta, imprescindíveis para a caminhada até o socialismo e a liberdade. É preciso falar delas, pois são apenas com essas ferramentas, com esses organismos populares que uma sociedade libertária será possível. E nos esforçamos desde a nossa fundação a construí-las coletivamente com outros companheiros/as.

Em 2003 construímos e continuamos a construir, nessa casa que ocupamos aqui, o Centro de Cultura Social. Em 2003, na época da fundação da FARJ e nos anos que se seguiram, cerramos fileiras também nas ocupações urbanas Vila da Conquista, Nelson Faria Marinho, Poeta Xynaíba, Guerreiros do 510 entre muitas outras onde militamos ativamente. Construímos nesse mesmo período nas ocupações e com outros companheiros/as de luta, a Frente Internacionalista dos Sem-Teto (FIST), movimento social de luta pela moradia e pela reforma urbana. Das sementes da luta no campo, estivemos e estamos ombro a ombro com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) contra o agronegócio, o latifúndio e o capitalismo rural. E hoje, atuamos construindo com outros companheiros e companheiras a luta comunitária e popular com o Movimento dos Trabalhadores Desempregados Pela Base (MTD Pela Base). Ainda caberia ressaltar a presença de nossa militância na tendência de luta Organização Popular (OP), representada por irmãos de ideal presentes aqui hoje, que tocam luta sindical, agrária, estudantil e comunitária e na Associação dos Produtores Autônomos do Campo e da Cidade (APAC).

Hoje, nesses dez anos da FARJ sabemos que há muitas pedras para serem colocadas no edifício libertário. Sabemos que não há fórmulas mágicas, nem receitas de bolo aplicáveis a qualquer lugar e período, mas que a certeza do ideal é feita nas práticas de luta e organização popular, enraizadas no nosso cotidiano.

Seguimos, com um posto na luta e reafirmando nosso compromisso com o socialismo libertário e a revolução social. Com a memória dos que já se foram e a experiência de luta iluminando nosso caminho, seguimos com o punho cerrado.

Viva a FARJ!
Viva a CAB!
Viva a Anarquia!

A Volta – Gigi Damiani (tradução de Valerio Salvio)

Velhos, mas duros de morrer, voltamos
como partimos. – Não mudamos nada –
diremos aos que vimos pela estrada.
E ajuntaremos: Meu irmão, cá estamos junto
a ti e para o bom trabalho;
nossa fé temperada pelo malho
do exílio duro, descansar desdenha.

O mundo escravo despertou agora
depois de fundo sôno, e, à nova aurora,
o interrompido afã recomeçamos.

O velho amigo, abaixando a fronte
responderá que o furacão sem brida
por vinte anos rugiu na Europa mesta,
que toda a nossa obra foi perdida
e de quanto fizemos nada resta.

Replicaremos: – Não temer, passada
é para nós a trágica jornada,
a tirania céga já não reina.

Tudo tombou? Ergamos novamente.
Vê o caipira: a terra devastada,
queimado o milharal, morta a semente,
que importa? Assim que o furacão amaina,
êle volta depressa para a faina.
Ajunta as pedras sôltas, como se elas fossem de ouro e,
tomando-as uma a uma, põe-se a reconstruir tôda a tápera.
Afôfa a terra com as mãos, apruma
as cercas, cava o poço, destorroa
o chão vidrado, planta, trata, espera.
Recompõe a tarimba, os filhos cria,
sabendo embora, que outra guerra, um dia,
uma noite, há-de vir para levá-los…

Não desesperes, não demonstres ira.
Nós passaremos todos, mas o povo
renasce. Faze, pois como o caipira
sábio, que sabe começar de novo.

Companheiros! Enxadas sôbres os ombros,
voltemos, que aí vem a primavera.
Nossa missão é remover escombros,
é destocar, é arar, é semear,
que a mocidade nosso exemplo espera!

Durante o furacão, a bicharada
dispersa-se: o termita no cupim,
a saúva no olheiro. Céssa a lida.
Mas quando o sol ressurge e a luz dourada
bate na terra, volta a bicharada;
por entre os mortos recomeça A Vida.

A Vida não deserta, não descura
sua obra de eterna construção,
seja nos picos de perene alvura,
ou entre as coisas ínfimas do chão.

Plantações e consciências abrem flôres
para quem as cultiva com trabalho,
não há parto que não conheça dôres;
não há treva que não fuja de espanto
ao sol, nem gota trêmula de orvalho
que não seja, também gota de pranto…

Tudo é luta; nada se perde, nada;
o êrro na experiência se compraz.

Refaçamos a terra devastada;
Olhando só pra frente, não prá traz.

– A cruz da servidão seja partida –
diga-se a quem ela curvou a espinha;
e a quem a vã espera em si amarra
uma vontade, diga-se: Ergue-te e caminha…

Mas não se diga nunca: A estrada é incerta
a quem de moço ardores já não sente.
Ferido, o veterano vai prá frente,
tomba no campo, morre. E não deserta!

Saudações aos 10 Anos da FARJ

Há dez anos, em 30 de agosto de 2003, a Federação Anarquista do Rio de Janeiro foi fundada por militantes que tinham um mesmo objetivo: multiplicar forças na construção da revolução social e do socialismo libertário. Abaixo, uma compilação das mensagens de saudação recebidas para a comemoração do aniversário de 10 anos da FARJ, enviadas por diversas organizações anarquistas nacionais e internacionais.

Saudação Campista aos 10 anos da FARJ

A Aurora Anarquista já pode ser notada nas terras Goytacaz. Resgatemos nesse solo o fruto cultivado na luta de Amaro, irmãs Marthis, Zenon, Djalma e os “carteiros livres”. Somos signatários de Ideal! Somos “Cabruncos Libertários”, sonhadores e de garra, combatentes do populismo dos políticos, e da violência contra os camponeses. Militantes que mantém firme a memória de nossos mártires.

Viva o Poder Popular!
Vida longa a FARJ!

Que o vôo do Tiê-sangue se amplie além do território de Guanabara, pois seu canto já ecoa, alcançando a restinga, serras e brejos!

Fazemos votos de futuras ninhadas!
Saudações do Norte Fluminense! Tremem os Tabuleiros!!!
Saúde e Anarquia!

CELIP – Campos dos Goytacazes

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Saudação da Organização Anarquista Socialismo Libertário (OASL)

Companheiras e companheiros da Federação Anarquista do Rio de Janeiro!

Gostaríamos de saudar essa data tão importante com uma mensagem de nossa organização.

Esse aniversário de 10 anos é, para nós, da maior importância. Como vocês bem sabem, a FARJ está nas próprias origens da OASL e seu aporte foi fundamental para a consolidação de nossa organização em São Paulo. Contamos com a participação da FARJ nos dois encontros que precederam a fundação da da OASL, em 2008 e 2009, e foi fundamental para a militância paulista ter esse contato mais próximo com o que a experiência da FARJ no Rio de Janeiro.

Nesses 10 anos, sabemos que tudo foi construído com muito esforço e bastante dedicação. A nosso ver, foi imprescindível que a FARJ se consolidasse no Rio de Janeiro, como resultado do processo organizativo precedente iniciado por compas de outras gerações. A proposta do especifismo, aprofundada ao longo dos anos, em meio aos muitos trabalhos que a FARJ veio desenvolvendo, tornou-se um referencial central e inspirou a criação de organização com a mesma proposta no Ceará, em Pernambuco, em Santa Catarina e em Curitiba. E, em São Paulo, isso não foi diferente.

Temos aprendido muito com a militância da FARJ e com as experiências que têm sido levadas a cabo pela militância carioca. Se há um aspecto que deve ser destacado nesse aprendizado é a ética anarquista, bandeira de primeira ordem que está nas próprias raízes da FARJ e que subsidia uma construção orgânica responsável e coerente com nossa proposta política. Num momento em que a esquerda hipoteca princípios em torno do pragmatismo, que o socialismo autoritário continua a repetir as mesmas propostas sem qualquer impacto relevante, são os anarquistas que têm levantado bandeiras coerentes e adequadas ao mundo presente. Têm buscado conciliar as lutas de curto prazo com a perspectiva revolucionária, os princípios com a estratégia, a organização política com o movimento popular no seio das lutas contemporâneas.

Um elemento apropriado pela nossa militância tem relação com o que disse Ideal Peres, quando afirmou: “Um sujeito que tem uma Ética Libertária sabe por que está lutando e consegue explicar os motivos ideológicos da luta, tem compromissos e autodisciplina para levar a cabo as tarefas assumidas”. Isso, compas, pelo que temos presenciado, é um valor que tem sido incorporado por toda a militância farjiana. Temos impressão de que os compromissos estabelecidos em 2003 vêm sendo cumpridos de maneira exemplar.

Se o anarquismo especifista está onde está em 2013, com presença em praticamente 10 estados brasileiros na Coordenação Anarquista Brasileira, se ele possui força relevante nas lutas sociais, isso se deve, em muitos aspectos, ao trabalho empreendido pela FARJ e pela inspiração que ela motivou em inúmeras companheiras e companheiros de ideal.

Que venham mais 10, mais 20, mais 50, mais 100!
Ética, compromisso, liberdade!

Organização Anarquista Socialismo Libertário (OASL)

São Paulo, 2013

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Saudações aos companheiros da Federação Anarquista do Rio de Janeiro pelos 10 anos de Luta, Resistência, Anarquismo Organizado e Social! – Rusga Libertária

“…O caminho da vida social leva à maneira mais racional organizá-la, de acordo com indicações, condições, necessidades, exigências mais ou menos apaixonadas da própria vida. Este é o amplo caminho do povo, o caminho da emancipação real, mais completa e acessível a todos, e, portanto, popular. O caminho da revolução anarquista é traçado pelo próprio povo.”

Bakunin

30 de agosto de 2003, estava chegando há 1 ano da existência do Fórum do Anarquismo Organizado e junto o surgimento da Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ). Dez anos se passaram, uma década de existência carregada de compromisso com a luta social e a construção de um povo forte. Companheiras e Companheiros que temos ombro a ombro na peleia federalista, especifista, classista e combativa.

Nós, militantes da Rusga Libertária, queremos demonstrar com essa saudação nossa alegria pelo empenho e esforço de cada companheiro e companheira que anima a nossa luta em terras mato-grossenses, tocando no importante papel da internacionalização, no rompimento das fronteiras, na união, no apoio mútuo e na solidariedade de classe buscando construir, com honestidade e responsabilidade, o Poder Popular e o Socialismo Libertário! Mesmo que por vezes tentem nos calar, seja em qual canto que atuamos juntamente através da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), sabemos que seremos sempre fortes e unidos.

Com isso saudamos as companheiras e companheiros, homens e mulheres que se organizam naFederação Anarquista do Rio de Janeiro, por se colocarem na luta e resistência impressa em 10 ano de organização. Herdeiros dos lutadores que morreram durante todo desenrolar do século XX, lutando, organizando e demonstrando que o Anarquismo é Organizado, Social, Combativo e Classista!

Essa é a pequena e sincera saudação dos companheiros aqui de Cuiabá.

Pelo Anarquismo Organizado e Combativo!
Pela Construção de um Povo Forte!
Pela Luta Popular e Organizada: Lutar, Criar, Poder Popular!
Federação Anarquista do Rio de Janeiro? PRESENTE, PRESENTE, PRESENTE. SEMPRE!
Arriba Lxs Que Luchan Carajo!

Rusga Libertária – MT
CAB – Coordenação Anarquista Brasileira
Cuiabá/MT, 30 de agosto de 2013.

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Saudação aos 10 anos da FARJ – Organização Resistência Libertária

A Organização Resistência Libertária saúda e comemora no dia de hoje os 10 anos da Federação Anarquista do Rio de Janeiro. Durante todos esses anos, a FARJ tem contribuído decisivamente para o fortalecimento do Anarquismo no Brasil e no mundo. Nós mesmos, somos frutos dos esforços dos vossos companheiros. Neste momento, a ORL reitera a irmandade construída ao longo de todos esses anos, e dá vivas pela comemoração dessa grande caminhada, cientes da importância de vossa militância para a construção de um mundo novo, do socialismo libertário. Viva a FARJ! Viva a Anarquia!

Organização Resistência Libertária,
Fortaleza, 30 de agosto de 2013.

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Saudação 10 anos da FARJ – Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC)

É com muita satisfação e alegria que o Coletivo Anarquista Luta de Classe saúda os 10 anos da Federação Anarquista do Rio de Janeiro. Primeiramente esperamos que tal organização irmã, possa seguir em sua luta por uma sociedade justa, socialista e libertária, afinal como os próprios compas da FARJ afirmam não exigem mais que um posto na luta dos explorad@s! Cabe destacar que para nós do CALC, tal evento tem especial significado, podemos afirmar que somos parte desta história de luta e organização, pois sem o esforço, apoio e confiança da FARJ e seus militantes o especifismo nunca teria germinado no Estado do Paraná. Foram a FARJ e seus militantes que apostaram na militância local e que deram todo o apoio para a formação de nosso coletivo (organização especifica local que atualmente compõem a CAB).

Nesse sentido não somente nos espelhamos e inspiramos na vigorosa militância da FARJ, como somos frutos de seu labor militante. Vida longa a FARJ, afinal sabemos que serão mais muitos de enfrentamento ao capital, seu Estado e suas mazelas, fica a certeza que nos encontraremos nas trincheiras da luta junto aos compas da FARJ!

Viva a FARJ!
Viva a CAB!

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Saudações do Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares (CAZP) à Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ) em comemoração aos seus 10 anos de existência

“Organizar as forças do povo para realizar tal revolução social, é o único fim daqueles que desejam sinceramente a liberdade”

(Bakunin).

Fundada em 30 de agosto de 2003, a Federação Anarquista do Rio de Janeiro completa 10 anos de existência e lutas no cenário carioca. Nós, os irmãos alagoanos do Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares, vimos saudá-los nesta data histórica.

Compreendemos que as lutas sempre são mais duras, as vitórias mais sofridas para os que defendem o socialismo libertário. Mais que isso, fazer com que o socialismo libertário se mantenha como uma opção de militância classista, que se pauta na ação direta e no poder popular, dentre as concepções políticas existentes em nossa sociedade não é tarefa fácil.

Mas temos plena consciência que a FARJ trilha um caminho de defesa ininterrupta do anarquismo especifista, mostrando que a prática militante deve ser feita em nossos locais de moradia, de trabalho e de estudo e que essa prática deve ser coerente com nossos princípios ideológicos.

Parabenizamos pela manutenção do espírito anarquista sempre vivo e combativo, ao longo destes 10 anos. Espírito esse que se transforma em militância social organizada, na busca por uma sociedade equânime, justa e livre. Desejamos que os herdeiros de Ideal Perez se mantenham retos e perenes no caminho do socialismo libertário e que possamos comemorar diversos outros aniversários em luta e solidariedade.

Pelo Socialismo Libertário!
Que a noite escura passe e o amanhecer surja transformado!
Viva a Federação Anarquista do Rio de Janeiro!

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À Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ) – Federação Anarquista Gaúcha (FAG)

É com muito orgulho que nós da Federação Anarquista Gaúcha saudamos os 10 anos da FARJ. Sabemos também que essa data corresponde a uma construção que envolveu anarquistas cariocas e gaúchos muito antes deste novo século.

Afinal, vem desde os anos 80 as relações dessa geração de militantes que peleavam no Brasil pela necessidade de organização dos anarquistas. E foi no curso dessa articulação que foi fundada a FAG em 18 de novembro de 1995, justamente na mesma data da insurreição anarquista ocorrida no Rio de Janeiro em 1918.

Esses fatos não são somente uma coincidência histórica. Pertencemos à corrente libertária do socialismo e a nossa ideologia atravessa o tempo histórico ganhando materialidade nas distintas gerações de militantes anarquistas que lutam por um mundo novo. Nossos vínculos com os fundadores se dão por uma tradição de organização que é incorporada nas práticas políticas cotidianas de nossa militância. Aprendemos com os erros e acertos na dedicação e entrega às lutas das classes oprimidas. Somos parte também do povo brasileiro e latino-americano que busca formas de resistência aos mais de 500 anos de dominação em nosso continente.

As nossas organizações políticas específicas anarquistas foram se constituindo e consolidando também pelas relações de carne e osso com aqueles companheiros e organizações que são um importante referente nessa trajetória. Queremos fazer referência aqui ao companheiro Ideal Peres e à Federação Anarquista Uruguaia. No Brasil e na América Latina, respectivamente, o convívio com ambos é o elo da atual geração de militantes com o anarquismo que enfrentou à ditadura militar, que contribuiu com a formação do movimento operário, que conviveu com os velhos combatentes que lutaram na Revolução Espanhola e compuseram as lutas na Bacia do Prata, sendo essas últimas o resultado da experiência da Internacional dos Trabalhadores e vinculadas a tradição de organização concebida por Bakunin e Malatesta.

Esses são os referentes que trazemos até os dias de hoje e não é com diferente empenho que a nossa geração de militantes fundou a Coordenação Anarquista Brasileira em julho de 2012 no Rio de Janeiro. Para além dos nove estados coordenados, contamos com a solidariedade de organizações anarquistas de outros lugares do Brasil e do mundo.

Reconhecemos também que foi de suma importância a retomada das relações entre FAG e FARJ num processo de reaproximação que ocorreu há cerca de 5 anos. Como sinal de maturidade política, devemos reconhecer os erros e acertos para fortalecer acima de tudo a organização política anarquista como um fermento e motor na construção de um povo forte.

Na atual conjuntura nacional, é com modéstia, mas com incansável esforço que a Coordenação Anarquista Brasileira tem se somado às mobilizações nesse país para potencializar a força das ruas ombro a ombro com aqueles que lutam por uma vida digna. É nas lutas em defesa de um transporte 100% público. É nos piquetes, paralisações e greves do sindicalismo independente dos governos, partidos e patrões. É na resistência dos pobres

do campo e da floresta pelos direitos dos indígenas, quilombolas e camponeses. É com a ação direta e organização de base que avança o Poder Popular capaz de mudar a injusta realidade e colocar em xeque o pacto social neodesenvolvimentista que engorda as classes dominantes à custa de migalhas e da opressão cotidiana do povo brasileiro.

Fazemos a memória aos nossos irmãos e irmãs de classe que foram assassinados brutalmente nesse período: Amarildo, Elton Brum e Tati, presentes! Quem morre lutando vive e nasce em cada companheiro (a)!

– Viva a Federação Anarquista do Rio de Janeiro!
– Viva a Coordenação Anarquista Brasileira!
– Não tá morto quem peleia!

Federação Anarquista Gaúcha
30 de Agosto de 2013

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Saudação aos 10 anos da Federação Anarquista do Rio de Janeiro – Coletivo Mineiro Popular Anarquista (COMPA)

Belo Horizonte, Minas Gerais
29 de agosto de 2013

Camaradas de luta anarquista,

É com muito entusiasmo e alegria que o COMPA saúda os 10 anos de vida e luta da Federação Anarquista do Rio de Janeiro.

Em verdade foram décadas de acúmulo, esforço e dedicação de uma militância anarquista na capital fluminense que se resultaram em sua fundação no dia 20 de agosto de 2003. Fruto de um resgate fundamental do anarquismo de luta de classes de Ideal Peres, Fábio Luz, José Oiticica e outr@s companheir@s, a FARJ hoje tem uma importância elementar na história do anarquismo do Brasil, desde seus primeiros passos nos primeiros anos de sua fundação, passando por seu constante amadurecimento político e estratégico que se consolidaram em seu Primeiro Congresso, até os atuais avanços históricos para o anarquismo em seu estado e no Brasil, com o fortalecimento do Fórum do Anarquismo Organizado e a fundação da Coordenação Anarquista Brasileira.

Sem o comprometimento e a responsabilidade histórica com o anarquismo nos quais sua militância se estabelece, muitas dessas conquistas talvez estariam mais distantes de serem alcançadas. A FARJ carrega em sua identidade a seriedade, ética e humildade que traduzem primorosamente os princípios do anarquismo e que lhe dão a coerência necessária para caminhar punho ao alto no caminho da luta popular, braços dados às demais lutadoras e lutadores do povo, entre os quais ela se constrói, se fundamenta e se faz legítima, sempre pela base, em direção ao Socialismo Libertário.

A FARJ ocupa ainda uma posição mais importante para o COMPA. O surgimento do debate em Belo Horizonte em torno da organização anarquista e do especifismo se deu por uma admiração, proximidade e inspiração política na FARJ e em sua rica contribuição teórica para o anarquismo. Além de sua militância social e de sua influência anarquista nas lutas da cidade do Rio de Janeiro, sua importância para o anarquismo a nível nacional se faz na construção do anarquismo organizado na CAB e no que ela representa para as demais organizações que estão começando a se construir.

Portanto, saudamos com muita estima o décimo aniversário da FARJ, prestando estas humildes homenagens à nossa companheira de luta e à sua dedicação ímpar em construir o anarquismo e lutar pelo Socialismo Libertário.

Liberdade, Vida e muita Garra ao Tiê-Sangue do Anarquismo!
Que ele alce voos altos e gloriosos rumo ao horizonte que se desmancha na Alvorada da Revolução Social!
Anarquismo é Luta!

COMPA – Coletivo Mineiro Popular Anarquista

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Saudação do Coletivo Anarquista Bandeira Negra ao aniversário de 10 anos da Federação Anarquista do Rio de Janeiro

(…) o que existe é o aqui e agora, a luta constante de indivíduos e grupos para crescer e serem livres. O anarquismo está além do bem-querer ao próximo e fazer as coisas com tesão, e é a atitude e o compromisso, tudo feito com ética e vontade.”
(Ideal Peres)

Companheiras e companheiros,

É com enorme satisfação e entusiasmo que enviamos nossas saudações às/aos camaradas de luta e ideologia da Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ), em razão do décimo aniversário da organização, comemorado no dia 30 de Agosto de 2003.

Reconhecemos na FARJ um exemplo de organização baseada na ética, no compromisso e na disciplina libertárias, cuja trajetória histórica e política nos tem sido valiosa desde antes da fundação de nosso coletivo, constituindo influência fundamental à nossa militância.

Não foram pequenos os desafios enfrentados pelos companheiros nestes intensos dez anos de organização e dedicação ao anarquismo, decisivos no grande esforço de recolocar nossa ideologia no seio das classes oprimidas em combate contra a exploração e a dominação, na construção “aqui e agora” da “luta constante de indivíduos e grupos para crescer e serem livres”, rumo a uma sociedade socialista e libertária.

Somos conscientes que temos ainda um longo e tortuoso caminho a trilhar nesta batalha que nos impõe sacrifícios, mas é inegável que temos humildemente avançado em nossos objetivos, calcados na ação direta e na construção do poder popular. Renovamos nossa disposição de estar, ombro a ombro, junto aos camaradas da FARJ, solidários enquanto irmãos de classe na luta contra o capitalismo.

 Ética! Compromisso! Liberdade!
 Pelo Socialismo Libertário!
 Vida longa à Federação Anarquista do Rio de Janeiro!
 Coletivo Anarquista Bandeira Negra

 Santa Catarina, 30 de Agosto de 2013.

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Saudação da federação Anarquista uruguaia (fAu)

Compañeros y Compañeras de la FARJ.

Desde Uruguay queremos dejarles un abrazo fuerte y libertario en el marco de estos primeros 10 años de su organización, con quienes venimos transitando un buen tiempo en este camino de prácticas libertarias. Son años compartidos de antes del FAO y la CAB aunque allí se halla materializado buena parte de las propuestas que nos han integrado.

Pero han sido también tiempos de luchas y en las luchas. Y es porque el anarquismo no puede estar ajeno a ellas, tanto participando como produciendolas. Practicándolas y poniéndolas en el seno de sus debates e intercambios. Sería alejarnos, negar nuestra rica historia como corriente de pensamiento y en tanto ello acción. Estamos en la búsqueda que practica, en la resistencia que crea, y en el pensamiento que es pulso de nuestras

motivaciones. Somos de aquella historia que se escribe con los puños y dientes apretados.

Arriba la FARJ.
Arriba la CAB.
Arriba el Anarquismo Organizado.
Arriba los que luchan!!!!

federación Anarquista uruguaya.

 zabalaza

À Federação Anarquista do Rio de Janeiro – Saudações do Aniversário da FARJ (10 anos) – Frente Anarquista Comunista Zabalaza

Caros companheiros e companheiras da FARJ

É com grande honra que nós os saudamos em seu décimo aniversário e em comemoração de dez anos de compromisso militante na árdua tarefa da construção do poder popular rumo ao socialismo libertário, à anarquia.

Como uma organização que também recentemente completou seu décimo aniversário, conhecemos bem o quanto sacrifício e esforço deve ter sido não só em manter a FARJ viva, mas no crescimento tanto dos seus números quanto no trabalho e inserção social. Sabemos que, mesmo em uma democracia, a construção e manutenção de uma organização política anarquista do calibre da FARJ não é fácil, e por isso este aniversário, não só para a FARJ, mas sim pelo anarquismo carioca, deve ser visto pelo que ele é – um ocasião histórica em que se prova o compromisso, a responsabilidade e a autodisciplina que tanto define a FARJ como uma organização e inspira outros a elevar-se a esse exemplo.

Desde a primera vez que um dos nossos militantes teve o prazer de conhecer os militantes da FARJ, que nada mais é do que os militantes que o compõem, ela tem se destacado por sua ética e a humanidade humilde com que os militantes da FARJ compõe-se. Isto, também, serve como incentivo e inspiração para aqueles que têm a oportunidade de conhecer e trabalhar com a FARJ .

Não só a FARJ tem sido uma inspiração para nós em termos de qualidade de seus militantes e seu trabalho social, mas também em termos de sua produção e contribuições teóricos. O conceito dos círculos concêntricos, em particular, como se explica no programa da FARJ, Anarquismo Social e Organização, foi de especial importância para a ZACF, ajudando-nos a encontrar soluções para questões que há anos tinham nos assolado.

É uma honra para a ZACF acompanhar a FARJ sobre a difícil, mas necessária tarefa de construir a força social capaz de iniciar a revolução social e dar o golpe final decisivo para o Estado e o capitalismo, e todas as formas de dominação e opressão que o alimentam e os reforçam.

Que a Tiê-Sangue do anarquismo carioca voe alta por mais dez anos, apontando o caminho para a nossa emancipação coletiva e a reivindicação do homem por meio do socialismo libertário e a revolução social.

Estamos orgulhosos de levantar a bandeira vermelha e preta da revolução social ombro a ombro com os nossos companheiros da FARJ, “sentimos muito que temos que fazê-lo, e estamos ansiosos para o dia em que tal símbolo não será mais necessário”.

Sua, na luta,

Frente Anarquista Comunista Zabalaza, África do Sul

[ORL] NOTA DE SOLIDARIEDADE AOS LUTADORES E LUTADORAS DA COMUNIDADE DO CUMBE ARACATI – CEARÁ

Nós, da Organização Resistência Libertária [ORL], integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), prestamos nosso total apoio e solidariedade em virtude do despejo violento sofrido por vinte sete famílias pertencentes à Comunidade do Cumbe, localizada a 12km da cidade de Aracati, litoral leste do Ceará. A comunidade do Cumbe, formada por pescadoras/es, marisqueiras/os e trabalhadoras/es em geral, como prova de resistência da luta pela vida e da manutenção integral de seus territórios, ocupava desde o dia 10 de março de 2013 uma antiga fazenda/viveiro de camarão que se encontrava desativada desde 2004.

Durante os meses da ocupação da área abandonada, a comunidade se organizou localmente para realização de atividades como debates de conservação do ecossistema, discussões com os movimentos sociais e atividades de apoio ao acampamento. Diferente do suposto “dono” que apropriou-se da área para degradá-la, as famílias pertencentes à comunidade do Cumbe vinham autogerindo seu território com a perspectiva de trabalhar na recuperação da área degradada.

Infelizmente, no dia 20 de agosto, de forma violenta e covarde, as famílias foram despejadas pela Policia Militar em uma ação concedida pela justiça, que só tem olhos para defender o grande capital. Acompanhando a policia militar na ação estava um oficial de justiça e o empresário Rubens dos Santos Gomes, que afirma ser dono da terra. Assim, nos perguntamos:Dono? Como assim, Dono? Como o referido empresário, destruidor do meio ambiente, pode ser dono de uma imensa área de manguezal?

O que fica claro, em nosso ponto de vista, é que grande parte desta problemática se deve às relações de favorecimento do Estado com empresários do setor da carcinicultura na região. Essa relação estreita é entendida de forma clara quando o poder executivo concede vastas terras para a exploração e degradação e isto se confirma com as decisões do poder legislativo que cria leis para beneficiar os carcinicultores e quando vemos que sempre que “há problemas nas leis para instalação ou na propriedade”, a justiça julga em favor dos empresários em detrimento da comunidade. Assim como o caso do Cumbe, este conluio entre os agentes políticos e econômicos da região (Estado e o grande capital) há muito tempo vem oprimindo e exterminando as iniciativas coletivas em defesa do manguezal.

Entende-se carcinicultura como a prática do cultivo de camarão em viveiros. Esta tem sido, em parte do litoral cearense e nordestino, uma das atividades que, diretamente, mais afeta o meio ambiente costeiro. Com o objetivo da produção em larga escala, áreas de mangue são substituídas pela instalação de imensos tanques artificiais, impactando o habitat de inúmeras espécies de crustáceos, peixes, aves e insetos, que tem o mangue como verdadeiro berçário de biodiversidade, presentes nas zonas litorâneas. Oficialmente, uma questão que não podemos deixar de chamar atenção é que, de acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) o ambiente manguezal é uma Área de Proteção Permanente (APP), portanto, é ilegal a destruição da vegetação de mangue e apicum (vegetação nativa do ecossistema manguezal), assim como a promoção da degradação as espécies existentes.

Os povos que residem próximo ao mangue, tem toda uma cultura que foi construída a partir do contato com o ecossistema, que é o local de origem de sua fonte alimentar primária. Desta forma, o mangue se apresenta também como um local secular para os pescadores e marisqueiras da região, em que os costumes e práticas remontam longos períodos, segundo a memória coletiva da comunidade. Em contrapartida, o empresário é um dos devastadores do ecossistema manguezal em nosso Estado, que contribuiu e continuará contribuindo para a redução da área de manguezal do Ceará. A ocupação no viveiro abandonado foi legítima e visava denunciar a devastação ao ecossistema manguezal, assim como reivindicava a garantia de permanência e continuação de seus modos de vida e cultura em seu território.

Somos frontalmente contra a lógica capitalista de destruição do meio ambiente, de defesa do latifúndio, criminalização de lutadoras/es e extermínio de territórios das populações originárias. Somos amantes da igualdade, que só será alcançada através da organização horizontal de base, na construção do poder popular, do ombro a ombro na luta e nas sementes que são plantadas todos os dias pelos lutadores/as de uma outra sociedade, como é o caso dos moradores de luta do Cumbe. Enxergamos a iniciativa do acampamento como um grito que diz basta ao latifúndio, basta à desigualdade, basta à criminalização dos movimentos sociais, basta ao desmatamento dos mangues, basta à poluição das águas, basta à salinização do solo, basta às opressões que sofremos.

Por isso somos contrários a essa atividade, ao dito “progresso” capitalista que é pregado na região e ao Estado que faz uso de sua violência organizada, a polícia, para oprimir os povos lutadores da região litorânea. Somos solidários as famílias de lutadoras/es da comunidade do Cumbe, apoiamos suas resistências e lutas, chamando todas e todos que são contra essa injustiça social e a violência do Estado, a se solidarizarem às companheiras/os lutadoras/es da zona costeira.

 

 

TODA SOLIDARIEDADE DIRETA AOS LUTADORES E LUTADORAS DO CUMBE!

PELO FIM DA CARCINICULTURA E DA DEGRADAÇÃO DE NOSSA ZONA COSTEIRA!

CONTRA A “JUSTIÇA” DOS RICOS E A REPRESSÃO DA PM FASCISTA!

PELA CONSTRUÇÃO DO PODER POPULAR!

Organização Resistência Libertária [ORL-CAB]

30 de agosto de 2013

[CABN] Saudação do Coletivo Anarquista Bandeira Negra ao aniversário de 10 anos da Federação Anarquista do Rio de Janeiro

Retirado: http://www.cabn.libertar.org/?p=1197

(…) o que existe é o aqui e agora, a luta constante de indivíduos e grupos para crescer e serem livres. O anarquismo está além do bem-querer ao próximo e fazer as coisas com tesão, e é a atitude e o compromisso, tudo feito com ética e vontade.” (Ideal Peres)

Companheiras e companheiros,

É com enorme satisfação e entusiasmo que enviamos nossas saudações às/aos camaradas de luta e ideologia da Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ), em razão do décimo aniversário da organização, comemorado no dia 30 de Agosto de 2003.

Reconhecemos na FARJ um exemplo de organização baseada na ética, no compromisso e na disciplina libertárias, cuja trajetória histórica e política nos tem sido valiosa desde antes da fundação de nosso coletivo, constituindo influência fundamental à nossa militância.

Não foram pequenos os desafios enfrentados pelos companheiros nestes intensos dez anos de organização e dedicação ao anarquismo, decisivos no grande esforço de recolocar nossa ideologia no seio das classes oprimidas em combate contra a exploração e a dominação, na construção “aqui e agora” da “luta constante de indivíduos e grupos para crescer e serem livres”, rumo a uma sociedade socialista e libertária.

Somos conscientes que temos ainda um longo e tortuoso caminho a trilhar nesta batalha que nos impõe sacrifícios, mas é inegável que temos humildemente avançado em nossos objetivos, calcados na ação direta e na construção do poder popular. Renovamos nossa disposição de estar, ombro a ombro, junto aos camaradas da FARJ, solidários enquanto irmãos de classe na luta contra o capitalismo.

 Ética! Compromisso! Liberdade!

 Pelo Socialismo Libertário!

 Vida longa à Federação Anarquista do Rio de Janeiro!

 Coletivo Anarquista Bandeira Negra

 Santa Catarina, 30 de Agosto de 2013.

[CAZP] Saudação aos 10 anos da Federação Anarquista do Rio de Janeiro

Retirado de: http://cazp.wordpress.com/2013/08/30/saudacao-aos-10-anos-da-federacao-anarquista-do-rio-de-janeiro/

Saudações do Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares (CAZP) à Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ) em comemoração aos seus 10 anos de existência

“Organizar as forças do povo para realizar tal
revolução social, é o único fim daqueles que
desejam sinceramente a liberdade”
(Bakunin).

Fundada em 30 de agosto de 2003, a Federação Anarquista do Rio de Janeiro completa 10 anos de existência e lutas no cenário carioca. Nós, os irmãos alagoanos do Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares, vimos saudá-los nesta data histórica.

Compreendemos que as lutas sempre são mais duras, as vitórias mais sofridas para os que defendem o socialismo libertário. Mais que isso, fazer com que o socialismo libertário se mantenha como uma opção de militância classista, que se pauta na ação direta e no poder popular, dentre as concepções políticas existentes em nossa sociedade não é tarefa fácil.

Mas temos plena consciência que a FARJ trilha um caminho de defesa ininterrupta do anarquismo especifista, mostrando que a prática militante deve ser feita em nossos locais de moradia, de trabalho e de estudo e que essa prática deve ser coerente com nossos princípios ideológicos.

Parabenizamos pela manutenção do espírito anarquista sempre vivo e combativo, ao longo destes 10 anos. Espírito esse que se transforma em militância social organizada, na busca por uma sociedade equânime, justa e livre. Desejamos que os herdeiros de Ideal Perez se mantenham retos e perenes no caminho do socialismo libertário e que possamos comemorar diversos outros aniversários em luta e solidariedade.

 

Pelo Socialismo Libertário!
Que a noite escura passe e o amanhecer surja transformado!
Viva a Federação Anarquista do Rio de Janeiro!

 

Maceió, 30 de Agosto de 2013

[Rusga Libertária] Saudações aos companheiros da Federação Anarquista do Rio de Janeiro pelos 10 anos de Luta, Resistência, Anarquismo Organizado e Social!

Retirado de:http://rusgalibertaria.wordpress.com/2013/08/30/saudacoes-aos-companheiros-da-federacao-anarquista-do-rio-de-janeiro-pelos-10-anos-de-luta-resistencia-anarquismo-organizado-e-social/

“…O caminho da vida social leva à maneira mais racional organizá-la, de acordo com indicações, condições, necessidades, exigências mais ou menos apaixonadas da própria vida. Este é o amplo caminho do povo, o caminho da emancipação real, mais completa e acessível a todos, e, portanto, popular. O caminho da revolução anarquista é traçado pelo próprio povo.”

Bakunin

30 de agosto de 2003, estava chegando há 1 ano da existência do Fórum do Anarquismo Organizado e junto o surgimento da Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ). Dez anos se passaram, uma década de existência carregada de compromisso com a luta social e a construção de um povo forte. Companheiras e Companheiros que temos ombro a ombro na peleia federalista, especifista, classista e combativa.

Nós, militantes da Rusga Libertária, queremos demonstrar com essa saudação nossa alegria pelo empenho e esforço de cada companheiro e companheira que anima a nossa luta em terras mato-grossenses, tocando no importante papel da internacionalização, no rompimento das fronteiras, na união, no apoio mútuo e na solidariedade de classe buscando construir, com honestidade e responsabilidade, o Poder Popular e o Socialismo Libertário! Mesmo que por vezes tentem nos calar, seja em qual canto que atuamos juntamente através da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), sabemos que seremos sempre fortes e unidos.

Com isso saudamos as companheiras e companheiros, homens e mulheres que se organizam na Federação Anarquista do Rio de Janeiro, por se colocarem na luta e resistência impressa em 10 ano de organização. Herdeiros dos lutadores que morreram durante todo desenrolar do século XX, lutando, organizando e demonstrando que o Anarquismo é Organizado, Social, Combativo e Classista!

Essa é a pequena e sincera saudação dos companheiros aqui de Cuiabá.

Pelo Anarquismo Organizado e Combativo!

Pela Construção de um Povo Forte!

Pela Luta Popular e Organizada: Lutar, Criar, Poder Popular!

Federação Anarquista do Rio de Janeiro? PRESENTE, PRESENTE, PRESENTE. SEMPRE!

Arriba Lxs Que Luchan Carajo!