[CTZ – CURITIBA] Ato Contra o Aumento da Tarifa é reprimido pela Prefeitura de Curitiba

Retirado de: http://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2014/02/14/ato-contra-o-aumento-da-tarifa-e-reprimido-pela-prefeitura-de-curitiba/

Hoje, 13 de fevereiro, foi realizado em frente à Prefeitura Municipal de Curitiba, o primeiro ato do ano pela redução imediata da tarifa do transporte público, articulado pelo Coletivo Tarifa Zero e pela Frente de Luta Pelo Transporte – Curitiba.

Tínhamos como pauta o não aumento da tarifa de ônibus, anunciado para o dia 26 de fevereiro, e o cumprimento imediato das medidas colocadas pelo relatório do TCE (Tribunal de Contas do Estado) – a diminuição de R$0,43 na tarifa técnica e anulação dos contratos fraudulentos com as empresas de transporte coletivo.

No início fomos recebidos por um secretário do prefeito Fruet. O secretário, além de chamar o relatório do TCE de “fajuto”, sem nenhum argumento plausível, ainda afirmou ser mentira a notícia de que o prefeito teria anunciado aumento da tarifa. Porém, não negou a possibilidade de aumento, que é provável pois em fevereiro vence o subsídio do último aumento da tarifa. Além de continuar com a mesma ladainha de que a prefeitura não poderia romper o contrato com as empresas de ônibus por não haver verba para arcar com a multa.

Não recuamos e seguimos com o ato, exigindo reunião imediata com Gustavo Fruet, com fins de obter um posicionamento da prefeitura sobre nossas pautas, mas o prefeito se recusou a nos atender. Portanto, em assembleia feita com os presentes, decidimos por manter um estado de vígilia em frente a prefeitura, até que fosse marcada uma reunião imediata conosco, que tentamos há meses obter.

Nos preparamos com alguns suprimentos, e quando chegaram barracas para nos abrigar, a repressão não tardou a aparecer. Fomos impedidos de ficar no gramado em frente a prefeitura, e ao tentarmos montar as barracas na calçada, a tropa de choque da Guarda Municipal foi imediatamente acionada, nos dando apenas dois minutos para levantarmos acampamento. Tentamos negociar sem sucesso, recebendo ordem para retirar os equipamentos ou eles mesmos nos tirariam à força. E ainda nos obrigaram a ser submetidos à uma revista de nossos pertences, pois éramos “suspeitos”. Em seguida, entregamos nossos panfletos e deixamos o local.

Os acontecidos e as palavras do secretário, que utilizava de falsos argumentos técnicos para nos convencer que não era possível reduzir a tarifa, só torna mais claro a questão política em jogo: a prefeitura não está, e nunca esteve, do lado do povo e suas demandas. Está à serviço dos de cima, dos empresários burgueses, e do lucro acima de qualquer custo. E somente com a força do povo nas ruas obteremos as reais conquistas, pois os poderosos não têm interesse e não nos recebem pela boa vontade.

Mas não recuaremos! Se a tarifa não baixar, Curitiba vai parar!
Pela redução imediata da tarifa e anulação dos contratos, seguiremos lutando!

Dia 20 estaremos de volta às ruas, às 18h, na Boca Maldita, pressionando o governo com a vontade popular!

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