[FAG] Opinião da FAG sobre a conjuntura das lutas do movimento sindical e popular

Retirado de:
15 de maio de 2014

Mobilização nacional contra a Copa do mundo no Brasil preocupa os governos e coloca os de Baixo na ofensiva.

Desde 2013 o Brasil vive um cenário adverso com gigantescas mobilizações que pela força das ruas questionaram a ordem do sistema imposto pelos governos e seus aliados a nível nacional e internacional.

O país esta passando por um clima propício à organização dos oprimidos, gerando um sentimento de esperança para o movimento popular. Em 2013, os sindicatos saíram timidamente às ruas, muito por conta do sentimento de rechaço das massas, que não se viam representadas por estas estruturas de organizações dos trabalhadores, já que durante os últimos períodos, boa parte destas foram cooptadas pelos governos e seus dirigentes se converteram em burocratas de plantão, prontos para puxar freio das bases revoltadas por tanta conciliação de classe; sem falar da fragmentação do mundo do trabalho como elemento que caracteriza este período. Contudo, também é preciso dizer, que muitos resistiriam e seguiram combativos.

Porém, este ano, as lutas de uma série de categorias mobilizadas desde a base vem mostrando uma outra forma de fazer luta sindical. O protagonismo dos próprios trabalhadores, que tomam decisões à revelia dos dirigentes sindicais; assembleias massivas em que as decisões são referendadas longe dos gabinetes e das negociatas feitas de antemão. É a retomada de uma experiência própria do sindicalismo revolucionário desabrochando no seio dos setores dos oprimidos, em que o movimento popular toma a ferramenta da greve como ação direta contra os patrões e governos. Ferramenta histórica é verdade, mas que agora é tomada com outra intencionalidade, indo além de pautas meramente corporativas e ganhando expressões políticas. A maioria dessas greves têm questionado não só as condições de trabalho, mas de um modo geral, os rumos do país, tanto econômica quanto politicamente. Uma boa parcela das classes oprimidas demonstra que não está mais por aceitar decisões de cima para baixo, apesar das medidas de controle que os governos tenham em mãos. Há um amadurecimento precoce, porém vivo entre os setores dos de Baixo.

Já são diversas as cidades que se erguem em greves e manifestações que questionam o megaevento que está prestes a acontecer no país. Grandes ocupações urbanas, dezenas de categorias em greve e protesto por todos os lados saem às ruas para dizer que não querem mais opressão e repressão por conta de um evento que beneficia os grupos político-econômicos envolvidos neste mundial.

A força das ruas em 2013, contexto de grandes mobilizações com uma imensa variedade de pautas, muitas vezes dispersas, mostraram também as debilidades de um movimento sem organização de base. Se por um lado as jornadas de junho nos colocaram com força na cena política, também nos colocaram cara a cara com as insuficiências do movimento popular. A maioria das pessoas que participaram dos protestos em 2013 não estavam referenciadas por sindicatos ou movimentos populares, o que ajudou no esvaziamento das marchas e mobilizações. Depois do turbilhão, as massas sem referências políticas ou de organização de base saem das ruas; mas os efeitos dos grandes protestos seguem vivos e dão caldo para este ano, que pode, sem sombra de dúvidas, serem mais propícios a resultados de fundo. Essa nova configuração das lutas colocadas novamente nas ruas no país, que partem de sindicatos e movimentos populares, tem criado um cenário mais fecundo para que as demandas pautadas sejam projetadas pelo movimento dos de Baixo no marco de uma perspectiva de acumulação de forças e de construção do poder popular.

É notório o desespero dos governos em relação a uma possibilidade de descontrole durante os jogos da Copa. O que está em jogo é manter a ordem ou sucumbir a possibilidades de uma convergência do movimento sindical para um chamado de greve geral, o que pode sim colocar em risco a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Isso não quer dizer que os jogos não vão ocorrer, mas, como vai estar o clima para isso é a grande questão! Já é sabido que não existe apelo da população para o mundial, o apelo, ao contrário é para repudiar os gastos com jogos e estruturas que não beneficiam a população. Politicamente já se pode afirmar que a Copa no Brasil é um fracasso, no entanto as medidas do governo em conluio com a FIFA é conter, custe o que custar, os protestos e para isso, vão usar de força bruta para calar a voz de todos que estão se erguendo em luta. Já existe uma onda de criminalização forte desencadeada aos militantes políticos que estão organizados nas manifestações, assim como a forte criminalização da pobreza que segue firme no país e encontra neste momento um caminho aberto para colocar em prática seu plano de limpeza social.

É preciso fomentar a denúncia a nível internacional, as leis e portarias que estão entrando em vigor, todas elas para cercear a liberdade de expressão e manifestação, como é o caso da lei que esta para ser votada no Congresso Nacional que tipifica protesto como ato terrorista. Neste momento já temos cidades no país que estão sendo sitiadas pela Força de Segurança Nacional (FSN) como é o caso da cidade de Recife. O exército já está instalado nas cidades sedes da Copa e hoje, dia 15 de maio, é o dia que está autorizado sua intervenção, caso julguem necessário. Em algumas cidades o fato de trancar ruas já é proibido e sabemos que as greves que estão em vigor vão ser duramente atacadas para que voltem ao trabalho e a ordem estabelecida pelos mesmos sanguessugas de sempre (patrões e governos).

Se é momento de tensão para os de Cima é porque os de Baixo estão em ofensiva.

Precisamos articular cada vez mais uma unidade para os setores combativos do movimento popular e sindical, porque sabemos que ainda é grande a base aliada do governo dentro destes espaços, sempre pronta para blindar o avanço do movimento dos trabalhadores contra o governo em vigor, ainda mais em um ano eleitoral. Mas, é fundamental ir alavancando uma política independente de governos e patrões, com democracia direta, rompendo o centralismo, a burocracia, colocando em prática valores vitais para um movimento de cunho classista e combativo, com a ampla solidariedade de classe e autonomia, buscando sempre o trabalho de base como forma de organização, com formação política para preparar novos sujeitos capazes de serem protagonistas de suas demandas, ser agressivo na propaganda dos de baixo, seja para expor nossas ideias ou para contrapor as ideias das elites e governos.

Só há um caminho para a conquista dos oprimidos que é a luta sem trégua contra os nossos opressores, com ação direta e popular, sem recuar diante das inúmeras ofensivas que iremos sofrer, mantendo o vínculo direto com inserção social, buscando fortalecer organizações do campo social, traçando caminhos para avançar níveis de lutas no qual a conjuntura possa nos oferecer, sempre atentos e organizados.

Contra a repressão promovida pelos de Cima, a luta e a organização dos de Baixo!

Avançar nas lutas e greves!

Fortalecer o movimento sindical e popular com democracia direta,
independência de classe e governos!

Pela força das ruas e organizações de base!

Federação Anarquista Gaúcha – FAG

Foto: ::: Opinião da FAG sobre a conjuntura das lutas do movimento sindical e popular no país e o dia 15 de maio.

15 de maio de 2014

Mobilização nacional contra a Copa do mundo no Brasil preocupa os governos e coloca os de Baixo na ofensiva.

Desde 2013 o Brasil vive um cenário adverso com gigantescas mobilizações que pela força das ruas questionaram a ordem do sistema imposto pelos governos e seus aliados a nível nacional e internacional.

O país esta passando por um clima propício à organização dos oprimidos, gerando um sentimento de esperança para o movimento popular. Em 2013, os sindicatos saíram timidamente às ruas, muito por conta do sentimento de rechaço das massas, que não se viam representadas por estas estruturas de organizações dos trabalhadores, já que durante os últimos períodos, boa parte destas foram cooptadas pelos governos e seus dirigentes se converteram em burocratas de plantão, prontos para puxar freio das bases revoltadas por tanta conciliação de classe; sem falar da fragmentação do mundo do trabalho como elemento que caracteriza este período. Contudo, também é preciso dizer, que muitos resistiriam e seguiram combativos.

Porém, este ano, as lutas de uma série de categorias mobilizadas desde a base vem mostrando uma outra forma de fazer luta sindical. O protagonismo dos próprios trabalhadores, que tomam decisões à revelia dos dirigentes sindicais; assembleias massivas em que as decisões são referendadas longe dos gabinetes e das negociatas feitas de antemão. É a retomada de uma experiência própria do sindicalismo revolucionário desabrochando no seio dos setores dos oprimidos, em que o movimento popular toma a ferramenta da greve como ação direta contra os patrões e governos. Ferramenta histórica é verdade, mas que agora é tomada com outra intencionalidade, indo além de pautas meramente corporativas e ganhando expressões políticas. A maioria dessas greves têm questionado não só as condições de trabalho, mas de um modo geral, os rumos do país, tanto econômica quanto politicamente.  Uma boa parcela das classes oprimidas demonstra que não está mais por aceitar decisões de cima para baixo, apesar das medidas de controle que os governos tenham em mãos. Há um amadurecimento precoce, porém vivo entre os setores dos de Baixo.

Já são diversas as cidades que se erguem em greves e manifestações que questionam o megaevento que está prestes a acontecer no país. Grandes ocupações urbanas, dezenas de categorias em greve e protesto por todos os lados saem às ruas para dizer que não querem mais opressão e repressão por conta de um evento que beneficia os grupos político-econômicos envolvidos neste mundial.

A força das ruas em 2013, contexto de grandes mobilizações com uma imensa variedade de pautas, muitas vezes dispersas, mostraram também as debilidades de um movimento sem organização de base. Se por um lado as jornadas de junho nos colocaram com força na cena política, também nos colocaram cara a cara com as insuficiências do movimento popular. A maioria das pessoas que participaram dos protestos em 2013 não estavam referenciadas por sindicatos ou movimentos populares, o que ajudou no esvaziamento das marchas e mobilizações. Depois do turbilhão, as massas sem referências políticas ou de organização de base saem das ruas; mas os efeitos dos grandes protestos seguem vivos e dão caldo para este ano, que pode, sem sombra de dúvidas, serem mais propícios a resultados de fundo. Essa nova configuração das lutas colocadas novamente nas ruas no país, que partem de sindicatos e movimentos populares, tem criado um cenário mais fecundo para que as demandas pautadas sejam projetadas pelo movimento dos de Baixo no marco de uma perspectiva de acumulação de forças e de construção do poder popular.

É notório o desespero dos governos em relação a uma possibilidade de descontrole durante os jogos da Copa. O que está em jogo é manter a ordem ou sucumbir a possibilidades de uma convergência do movimento sindical para um chamado de greve geral, o que pode sim colocar em risco a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Isso não quer dizer que os jogos não vão ocorrer, mas, como vai estar o clima para isso é a grande questão! Já é sabido que não existe apelo da população para o mundial, o apelo, ao contrário é para repudiar os gastos com jogos e estruturas que não beneficiam a população. Politicamente já se pode afirmar que a Copa no Brasil é um fracasso, no entanto as medidas do governo em conluio com a FIFA é conter, custe o que custar, os protestos e para isso, vão usar de força bruta para calar a voz de todos que estão se erguendo em luta. Já existe uma onda de criminalização forte desencadeada aos militantes políticos que estão organizados nas manifestações, assim como a forte criminalização da pobreza que segue firme no país e encontra neste momento um caminho aberto para colocar em prática seu plano de limpeza social.

É preciso fomentar a denúncia a nível internacional, as leis e portarias que estão entrando em vigor, todas elas para cercear a liberdade de expressão e manifestação, como é o caso da lei que esta para ser votada no Congresso Nacional que tipifica protesto como ato terrorista. Neste momento já temos cidades no país que estão sendo sitiadas pela Força de Segurança Nacional (FSN) como é o caso da cidade de Recife. O exército já está instalado nas cidades sedes da Copa e hoje, dia 15 de maio, é o dia que está autorizado sua intervenção, caso julguem necessário. Em algumas cidades o fato de trancar ruas já é proibido e sabemos que as greves que estão em vigor vão ser duramente atacadas para que voltem ao trabalho e a ordem estabelecida pelos mesmos sanguessugas de sempre (patrões e governos).

Se é momento de tensão para os de Cima é porque os de Baixo estão em ofensiva.

Precisamos articular cada vez mais uma unidade para os setores combativos do movimento popular e sindical, porque sabemos que ainda é grande a base aliada do governo dentro destes espaços, sempre pronta para blindar o avanço do movimento dos trabalhadores contra o governo em vigor, ainda mais em um ano eleitoral. Mas, é fundamental ir alavancando uma política independente de governos e patrões, com democracia direta, rompendo o centralismo, a burocracia, colocando em prática valores vitais para um movimento de cunho classista e combativo, com a ampla solidariedade de classe e autonomia, buscando sempre o trabalho de base como forma de organização, com formação política para preparar novos sujeitos capazes de serem protagonistas de suas demandas, ser agressivo na propaganda dos de baixo, seja para expor nossas ideias ou para contrapor as ideias das elites e governos.

Só há um caminho para a conquista dos oprimidos que é a luta sem trégua contra os nossos opressores, com ação direta e popular, sem recuar diante das inúmeras ofensivas que iremos sofrer, mantendo o vínculo direto com inserção social, buscando fortalecer organizações do campo social, traçando caminhos para avançar níveis de lutas no qual a conjuntura possa nos oferecer, sempre atentos e organizados.

Contra a repressão promovida pelos de Cima, a luta e a organização dos de
Baixo!

Avançar nas lutas e greves!

Fortalecer o movimento sindical e popular com democracia direta,
independência de classe e governos!

Pela força das ruas e organizações de base!

Federação Anarquista Gaúcha - FAG

[CAMPO MOURÃO] 8° ENCONTRO DO GRUPO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (GEL)

No próximo domingo, 18 de maio, o Coletivo Anarquista Luta de Classe articulará o 8° GEL-Campo Mourão.

O tema do grupo deste domingo será: “A organização política anarquista”. Buscaremos estudar neste módulo as distintas formas de organização política que os anarquistas adotaram ao longo da história.

– Organização I e II – Errico Malatesta

– A Síntese Anarquista – Volin

– Rumo a um novo anarquismo – Andrej Grubacic

-Tática e disciplina do partido revolucionário – Mikhail Bakunin

– A plataforma organizacional dos comunistas libertários – Dielo Trouda

Link dos textoshttps://coletivoanarquistalutadeclasse.files.wordpress.com/2013/04/cel-mc3b3dulo-vii.pdf

Venha debater conosco!

[FARJ] Toda Solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras rodoviários/as!

greve não é crime

Retirado de: http://anarquismorj.wordpress.com/2014/05/14/toda-solidariedade-aos-trabalhadores-e-trabalhadoras-rodoviariosas/

Manifestamos nossa solidariedade com os trabalhadores e trabalhadoras rodoviários/as do Rio de Janeiro em greve! A greve desses companheiros e companheiras é justa e é resultado da exploração brutal dos empresários (capitalistas) do ramo do transporte!

A concentração brutal de capital favorece apenas poucas famílias que monopolizam e exploram economicamente o serviço de transporte público. São esses capitalistas que financiam campanhas políticas, elegem sua bancada de políticos na Assembleia Legislativa e fazem pressão para o aumento da exploração do trabalhador!

Trabalhadores são obrigados a cumprir extenuantes jornadas de trabalho, sem acesso a uma estrutura mínima de trabalho (faltam banheiros, faltam locais de alimentação, sofrem violência cotidiana, assédio moral etc.), são obrigados a exercer dupla função, de motorista-cobrador, e recebem um valor de alimentação que não cobre nem as necessidades mais básicas!

Ao contrário do que diz a mídia burguesa, sempre aliada aos patrões, a greve não PREJUDICA o trabalhador. A greve é o instrumento de DEFESA do trabalhador, contra patrões, policiais, políticos e todos aqueles que se colocam ao lado dos opressores! Muitas conquistas dos trabalhadores foram fruto das greves realizadas por diferentes categorias.

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A greve dos rodoviários, assim como a dos Garis, também mostrou como não podemos esperar nada dos pelegos sindicais, sempre atrelado aos patrões e políticos! Precisamos reconstruir uma alternativa sindical autônoma, que expulse, pela força da base, os pelegos dos sindicatos e acabe com a estrutura que atrela o sindicato ao Estado! O sindicalismo que defendemos é o sindicalismo de base, onde o sindicato é resultado das decisões do conjunto da categoria e não de burocratas!

Um sindicato atrelado ao Estado apenas favorece a repressão do governo e dos patrões. Com um sindicalismo de base, combativo e autônomo, os patrões não poderão exercer as pressões pela justiça burguesa e a luta chega a um outro nível de enfrentamento. Isso ficou nítido na atuação corajosa dos rodoviários e rodoviárias, que fizeram piquetes na porta das garagens, pararam ônibus dirigidos por fura-greves e estão realizando sucessivas manifestações para reivindicar seus direitos.

Porém, nesse possível ascenso grevista é ainda mais necessário articular as diferentes categorias dos trabalhadores (sindicais, do campo, das favelas etc), para conseguir superar o corporativismo e evitar que o governo e os patrões massacrem as categorias separadamente. Para reivindicar os direitos que a FIFA, o governo do PT e os capitalistas insistem em pisotear precisamos fortalecer a luta popular e sindical! E a greve dos rodoviários e rodoviárias é só o começo!

Protestar não é crime!
Greve não é crime! Greve é direito das trabalhadoras e dos trabalhadores!
Lutar, criar, poder popular!

[CQM – CURITIBA] Greve na UFPR: Reitoria fecha as portas na cara dos estudantes e técnicos!

Retirado de: http://quebrandomuros.wordpress.com/2014/05/14/greve-na-ufpr-reitoria-fecha-as-portas-na-cara-dos-estudantes-e-tecnicos/

Hoje ocorreu um ato unificado de estudantes e servidores, com cerca de 150 pessoas, para entregar as pautas tiradas nas assembleias das categorias para a Reitoria! Quando chegamos à porta do prédio da Reitoria, demos de cara com as portas fechadas por ordem da pró-reitora que parecia ser a única presente. Decidimos esperar – e fazer muito barulho – até que fossemos atendidos para protocolar nossas pautas e marcar uma reunião de negociação, tanto com servidores quanto com estudantes. A espera e o barulho insistente deram resultado: os pró-reitores resolveram nos receber no prédio D. Pedro II, para protocolar as pautas, com a promessa de que em 24 horas teremos uma resposta e uma data para a reunião de negociação!

Isso não nos surpreende. É a postura que a Reitoria vem utilizando com os servidores há muitos anos, a postura que sempre podemos esperar do Estado para com a classe trabalhadora. Se não tivéssemos insistido na nossa pressão, seríamos mandados embora sem sequer sermos ouvidos!

Isso nos lembra também a greve de 2012, e como corriam as negociações. Muita conversa sem resultado. A Reitoria simplesmente nos enrolava, negociação após negociação, dizendo que nenhuma de nossas pautas podia ser atendida. As negociações só mudaram depois da ocupação da Reitoria, e se conquistamos alguma coisa, foi graças à ação direta do movimento!

O ato de hoje foi muito importante: nos colocamos lado a lado com os servidores, na prática, e mostramos o apoio dos estudantes. Além disso, encaminhar as pautas e marcar a reunião de negociação é um primeiro passo importante, mas devemos ter claro que a luta não acaba aí!

Continuaremos lutando, ao lado dos servidores, em defesa da universidade pública e de qualidade!

                        Imagem

[NARC] JORNADA BAKUNIN

Retirado de: http://resistenciacabana.noblogs.org/post/2014/05/13/jornada-bakunin/

JORNADA BAKUNIN é uma atividade do Núcleo Anarquista Resistência Cabana(NARC) em memoria ao aniversário de 200 anos de Mikhail Aleksandrovitch Bakunin um dos principais teóricos do pensamento politico anarquista e uma de nossas inspirações ideológicas e práticas.

JORNADA BAKUNIN acontecerá em Marabá, em Belém e em Bragança com o objetivo maior debater, divulgação e propaganda do ideal anarquista, combater o senso comum acerca do que vem a ser o anarquismo e mostrar que pode ser uma ferramenta e alternativa na organização dos indivíduos frente ao sistema de dominação capitalista e estatal. A Jornada Bakunin em Marabá será no dia 17/05 no auditório da Universidade Federal do sul e sudeste do Pará (UNIFESSPA) às 17h.com palestras, exposições e vídeos. A Jornada Bakunin em Belém e Bragança mais informações nos proximos dias.

VIVA O ANARQUISMO, VIVA BAKUNIN!

JORNADA BAKUNIN
“Confiemos no eterno espírito que destrói e aniquila apenas porque é a inexplorada e imperecível criativa origem de toda vida, A ânsia de destruir é também uma ânsia criativa” – Bakunin.

[Uruguai] Comunicado público da Coluna Cerro-Teja a respeito do último 1º de Maio em Montevidéu

Retirado de: https://www.facebook.com/FederacaoAnarquistaGaucha?fref=ts

Difundimos a tradução do comunicado público da Coluna Cerro-Teja a respeito do último 1º de Maio em Montevidéu, ocasião que a Coluna queimou um boneco de policial em protesto contra a repressão nos bairros e o projeto de lei de redução da maioridade penal. Em função da ação, companheiros estão sendo intimados a depor judicialmente.
Toda solidariedade a Coluna Cerro-Teja.
Contra a repressão policial nos bairros e a redução da maioridade penal, aqui, no Uruguai e em qualquer canto do mundo!
Não ta morto quem peleia!
Federação Anarquista Gaúcha – FAG

Montevideo, 3 de maio de 2014.-

À Opinião Pública:

Por ocasião da queima de bonecos no 1º de Maio nossa Coluna tem sido mencionada e atacada em meios de comunicação e em declarações de representantes do governo. Nos vemos na obrigação de responder e esclarecer algumas questões.

A Coluna Cerro Teja marcha de forma interrupta em direção ao ato do 1° Maio convocado pela central dos trabalhadores há 31 anos.

Foi durante o ano de 1983 que trabalhadores nossos queridos bairros Cerro e La Teja, tomaram as ruas ainda na ditadura, exigindo liberdade para os presos políticos, denunciando o desaparecimento de lutadores sociais, o desaparecimento de crianças pela ditadura militar e repudiavam o regime então existente.

Desde então nossa Coluna tem se manifestado em reiteradas ocasiões sobre problemas que tocam a classe trabalhadora e nosso povo no marco da comemoração do 1° de Maio. Durante todo esse tempo estiveram participando da mesma um conjunto de sindicatos e organizações sociais. Nomearemos por hora algumas daquelas que nos traz a nossa memória com maior facilidade, sabemos que provavelmente algumas ficam no caminho…

Operários da COLAGEL, FOICA (Federação dos Operários da Indústria Frigorífica), ADEMU (Sindicato de Docentes), ADES (Sindicato de Profesores), FANCAP (Sindicato de ANCAP – Petroleiros), STIQ (sindicato dos Quimicos), UNTMRA(sindicato Metalúrgico), SUATT (Sindicato dos Taxistas), UTAA(Sindicato dos trabalhadores do corte de cana de açúcar de Bella Unión), SUNMA (Trabalhadores da Pesca), FFOSE (sindicato dos trabalhadores da OSE – Obras Sanitárias do Estado), UNOTT (Trabalhadores do Transporte), SAG (Sindicato dos Operários Gráficos), Mães e Familiares de Presos e Desaparecidos, Obreros de Niboplast(fábrica recuperada pelos trabajadores –ramo plástico), Plenaria Memoria y Justicia, Coordinadora de Estudiantes, CEIPA (Gremio dos estudantes do IPA), Gremio do liceo 11, Gremio do liceo 61, Gremio do liceo Bauzá, AFUTU (Sindicato dos Trabalhadores da UTU – Universidade Técnica do Uruguai), PROMOPEZ (indúsdria pesqueira), FUCVAM (Federação Uruguaia de Cooperativas de Moradia por Ajuda Mútua), ADEOM (Associação de Empregados e Operários Municipais), COVITEA (Cooperativa de moradia de la Teja), _COVIDE (Cooperativa de moradia do CERRO, UN LUGAR EN EL MUNDO (Cooperativa de moradia do Cerro), COVICENOVA(Cooperativa de moradia do Cerro), Movimiento de Moradores en contra o Chumbo e pela Vida, EL PUENTE FM (Radio Comunitaria de LA Teja), DE LA VILLA FM (Radio Comunitaria del Cerro), EN CONSTRUCCIÓN (Radio Comunitaria de Santa Catalina), LA KLASISTA (Radio Comunitaria de la Aguada), Bazar de trocas de Santa Catalina, Bazar de Trocas “Casa de la Amistad”, Bazar de Trocas “Santa Romero”, Refeitório Infantil do Cerro, Ateneo del Cerro, Ateneo Carlos Molina (La Teja), Ateneo Germinal (Villa Colón e Lezica), Ateneo Pocho Ríos(Santa Catalina), Movimiento de Moradores contra o Porto Militar do Cerro, Comissão em defensa da Agua e da Vida, Movimiento de Moradores contra impunidade, Comissão nacional contra a Impunidade, Comissão de defesa da educação pública, comissão de defesa de ANCAP.

Nossa marcha tem se mantido ano após ano encabeçada por distintos sindicatos em conflito, pela denúncia de distintas problemáticas sociais que afligem nossos bairros e o conjunto de nosso povo. Também, ano após ano várias quadras de moradores destes bairros operários, que conhecem o sacrifício e a luta tem marcado presença.

Aqui também nomearemos rapidamente algumas das pautas encabeçadas pela Coluna nestes 31 anos.

Apoio a sindicatos em conflito, pronunciamento e participação em Todos os plebiscitos populares, participação ativa e sustentada em todos os temas relacionados com a violação dos Direitos Humanos, a liberdade de expressão, rechaço à invasão norte-americana do Irak, entre outras.

Neste ano, como já mencionamos acima, a nossa Coluna esteve pautada por um tema demasiadamente sensível e preocupante para nossos bairros. Estamos nos referindo a violência e abuso policial que se vivencia de forma cotidiana nos bairros denominados de periferia. As qualificadas, com teor de discriminação social, zonas “vermelhas”.
Não é uma problemática nova, mas nestes últimos anos tem aumentado e estes casos tem sido de público conhecimento. Sem dúvida que o assassinado do jovem Sergio em Santa Catalina é uma exemplo, mas queremos dizer que este repugnante acontecimento não é, como se busca transparecer um caso isolado, afinal de contas há um responsável direto que o executou, mas tudo o que envolveu o operativo em seu conjunto, o espancamento aos familiares, a moradores em pleno Posto de Saúde do Cerro, toda a manipulação de provas no local do assassinato, os episódios anteriores de abuso contra jovens do bairro, com ameaças, agressões, detenções, perseguições não foram levadas não foram levadas em conta na ocasião do assassinato de Sergio. Situações não muito distintas rodearam os assassinatos policiais de Santiago Yerle e Guillermo Machado.

Podíamos destinas páginas inteiras referindo-nos a casos cotidianos de prepotência policial a que nossos bairros enfrentam cotidianamente. Essa situação é conhecimento de todos, sabem muito bem disso não só nós que vivenciamos, sabem muito bem todos os políticos, todos os ministros, meios de comunicação, etc.

Agora a investida pela redução da maioridade penal que repudiamos e a queima simbólica de um boneco. A mensagem é clara, é política, é também uma linguagem. Estamos ante uma política repressiva e seu braço executor contra infância e a juventude, a ânsia por aprisionar os que são quase crianças. Esse é o fato que simbolicamente repudiou e buscou pautar a Coluna. “Nossos guris não vão para as prisões, o melhor de nosso povo não dará nenhum voto pela redução da maioridade penal” manifestaram textualmente desde a tribuna do PIT-CNT. O Cerro e la Teja tampouco darão voto algum à redução.

Mas que não se equivoquem os sindicatos policiais, eles não são nossos companheiros, tampouco os consideramos trabalhadores. Sua função, dado o posto que ocupam na estrutura do sistema, é de repressão, de golpear e reprimir o povo sempre que o exijam. Sua instituição está educada, disciplinada, infestada de valores para garantir a tarefa de zelar pelos interesses dos ricos e poderosos, dos donos deste sistema. A ordem que lhes interessa que seja zelada a cassetadas e tiros é a de suas propriedades e de seu poder.

Esses bens e poder mais os mecanismos que os sustentam. Estes que volta e meia são questionados por aqueles que se cansam das injustiças e é quando vocês saem a intervir. Os temos visto ao longo de toda história, aqui nestes bairros, espancando e arrastando pelos cabelos, algemando, estrangulando e espancando as pessoas no chão nos estádios de futebol, aos trabalhadores frigoríficos constantemente. Para mencionarmos apenas alguns casos, o paralelo 38[1] e mais recentemente o massacre do filtro[2]. Sem contar os espancamentos a estudantes em inúmeras ocasiões, em alguns casos a estudantes, pais e professores como fizeram no Liceo 70 mais recentemente. Pelo visto ali também havia delinquentes que exigiam um banheiro para seus filhos. Mais recentemente presenciamos a polícia tomando conta de todo o bairro em uma patrulha que atropelou uma criança. Foram os vizinhos que tiveram de socorrer a criança enquanto os policiais eram atendidos primeiramente pelos médicos. O repúdio dos vizinhos se transformou nisso que agora chamam perversamente de delinqüência: fecharam a ponte do Pantanoso queimando pneus, marcharam à delegacia e fizeram diversas manifestações em nosso bairro. Não senhores, vocês não são nossos companheiros, se fizessem um consulta sindical que transcendesse os “dirigentes” burocratas, vocês não estariam em nosso PIT-CNT. Chegará a hora em que as coisas terão seu devido lugar.

Uma ideología do sistema para esta etapa é elevar a primeiro plano, sobredimencionar, o tema da segurança. Os meios de comunicação criam o ambiente para dar-lhe a dimensão que necessitam, recheando com horror e sangue o revestem adequadamente para que o medo se encarreguem do restante. Por que este tema esta pautado em nosso país da mesma forma que nos demais? Que coincidência, não? O chamado neo-liberalismo semeou o mundo de miséria, raiva, desesperança. Organizou esta etapa para que cada vez uma minoría tenha mais e para que a maioria tenha cada vez menos. Uma das respostas às rebeldias e descontentos que surgem e seguirão surgindo é a montagem de dispositivos ideológicos como o chamado: Segurança. Não falam de outra segurança que a deles.

Para os de baixo se expressa no que temos visto. O aumento da tecnificação da repressão, ao inundar as ruas de policiais em nossos bairros, o endurecimento das penas para os jovens, abrir prisões e abarrotá-las. Sabe-se muito bem e experiências nos sobram em tal sentido, que não é por ai que se vai solucionar a conjuntural problemática social que padecemos. Isso sem pautarmos o problema de fundo que é o mais transcendente.

O que aquí se busca é calar as legítimas denúncias, reclamações, reivindicações. Criar espantalhos em direção aos descontentos e rebeldias. Judicializar e criminalizar o protesto. Ficou muito claro que isso não passa para aqueles que assassinaram, seqüestraram, torturaram e violaram e que seguem contando com impunidade que quase todos cobrem e amparam. Que quando surge uma juíza como Motta que busca unicamente investigar rapidamente a retiram de seu posto, encaminhando-a aos últimos rincões. Isso sim, processos para aqueles que protestam pela tamanha artimanha da corte. Impunidades e prisões de luxo. Mas outras impunidades estão sendo somadas e não dizem outra coisa se não como tudo isso funciona.

O Sr. Ministro do Interior, Bonomi afirmou que somos delinqüentes. Velha novidade para nós! Assim o sistema e seus personagens catalogaram a todos os lutadores sociais através dos tempos. Classificaram assim, recentemente, a Jose Gervasio Artigas que também era um bandido; classificaram também estes Mártires de Chicago que nestes dias recordamos que eram delinqüentes e outras coisas. Também lhe recordamos que coisas parecidas disseram a Raúl Sendic e Pocho Mechoso, lutadores que são uma referência e exemplo para todos os que lutam. E poderíamos seguir. Sim, somos destes delinqüentes, claro que sim, e inclusive conseqüentes. Seremos destes delinqüentes enquanto haja opressão, injustiça, desigualdade. Prometemos nos portar bem quando haja um ambiente de liberdade, solidariedade, novos valores e a civilização existente esteja a serviço de todos os seres humanos.

Contra toda Impunidade, por Moradia, Saúde, Educação e Trabalho para nossos jovens.
Basta de repressão em nossos bairros.
No a redução da maioridade penal
Porque nosso 1° de maio é sempre um dia de luta, classista e combativo.

Columna Cerro-Teja

[1] Se refere as massivas greves dos “gremios solidários” que pararam o Uruguai nos anos 1951 e 1952. Na ocasião os bairros Cerro e La Teja foram sitiados pelas forças policiais e militares em função de ser nestes bairros operários onde a luta se desenvolvia com maior vigor e combatividade. Em função desse cerco, que isolava estes bairros do restante de Montevidéu, a região passou a ser chamada de “paralelo 38”, em alusão a linha divisória entre a Coreia do Norte e do Sul durante a Guerra da Coreia (1950-1953). [Nota da tradução.]

[2] O episódio conhecido como “masacre del Hospital Filtro” ocorreu na noite de 24 de Agosto de 1994 nas imediações do hospital Filtro em Montevidéu. Na ocasião milhares de pessoas faziam uma vigília no hospital contra a extradição dos cidadãos bascos Jesús Maria Goitia, Mikel Ibáñez Oteiza e Luiz Lizarride acusados pelo governo espanhol de serem vinculados ao ETA e que se encontravam internados no hospital em função de uma greve de fome. A brutal repressão promovida pelo então governo de Luis Lacalle resultou em centenas de feridos e dois mortos: Fernando Morrini e Roberto Facal. Hoje, 20 anos passados o massacre segue impune. [Nota da tradução.]

Tradução: Federação Anarquista Gaúcha – FAG

Wagner Presente!

É com pesar que recebemos a morte do camarada, amigo e grande ser humano Wagner. Infelizmente neste momento não há muito o que dizer, mas ao menos devemos preservar a memória do guerreiro Wagner.

Wagner foi um exemplo em toda sua trajetória, pois Wagner foi um lutador. Lutou por sua vida até o fim, nunca demonstrando fraqueza ou cansaço, muito menos desânimo, e quem o conheceu sabe muito bem, que Wagner era inabalável. Lutou por um mundo melhor, coisa digna, em tempos que tentam enterrar todas as utopias. Ser militante é resistir e lutar todos os dias, e Wagner mesmo frente a todas as dificuldades que enfrentou até o fim nunca abandonou a militância. A despeito de nossas diferenças, a experiência de Wagner foi importante para a formação e atuação de muitos de nossos militantes, e sua atuação nas greves universitárias foram importantes para as conquistas estudantis, foi um bravo militante do CAHIS, DCE e mais recentemente do Museu periférico. Não podemos esquecer que foi do PSOL, e que apesar de nossas diferenças, foi um honesto socialista, um legitimo lutador do povo.

Além disso, é importante recordar também a pessoa extremamente fraterna e sempre aberta ao dialogo que foi. Um exemplo de tolerância, firme em suas posições, mas sempre disposto a ceder uma palavra amiga. Na política, tais características o fizeram um camarada nada sectário, um exemplo a ser seguido, em dias em que muito se perde em disputas fratricidas.

Por essas e todas as características de Wagner, ele foi um exemplo e por isso continuará vivo em nós, em todos aqueles que lutam por um mundo melhor e não se rendem à barbárie capitalista.

Wagner Presente!

Coletivo Anarquista Luta de Classe, 08 de Maio de 2014.

[FARJ] Libera #161

Retirado de: http://anarquismorj.wordpress.com/2014/05/05/libera-161/

O Libera mais recente, #161, referente aos meses de janeiro, fevereiro e março de 2014 acabou de ser lançado. Neste número, há um editorial sobre a ocupação militar do Complexo da Maré no Rio de Janeiro, onde relaciona-se o que ocorre nas favelas hoje com o que ocorreu 50 anos durante o Golpe Militar. O Libera #161 traz também um texto sobre a vitoriosa greve dos garis, um texto introdutório sobre anarquismo e uma tradução de um texto lançado em 2010 pela Zalabaza Anarchist-Comunist Front, organização anarquista da África do Sul, sobre a Copa do Mundo ocorrida naquela país.

Além disso, há também alguns poemas e datas importantes a serem lembradas nos próximos dias.

Você pode conseguir o Libera fisicamente com nossos militantes e apoiadores e na Biblioteca Social Fábio Luz. Caso deseje receber um número grande para distribuir, entre em contato conosco.

O Libera #161 pode ser baixado aqui ou clicando na figura abaixo.

libera161

[CURITIBA] BANCA DO CALC – VENDA DE LIVROS ANARQUISTAS

Todo mês, o Coletivo Anarquista Luta de Classe expõe sua banca para a venda de vários títulos anarquistas, especialmente da nossa corrente – Anarquismo Especifista, para autofinanciamento. Nesta primeira semana do mês de maio, após atividades relacionadas ao dia de luto e luta dos trabalhadores – 1° de maio, estamos em frente à cantina da Reitoria da Universidade Federal do Paraná durante os períodos da manhã e tarde vendendo nossos livros.

Temos de livros clássicos de Bakunin e Kropotkin até  títulos contemporâneos como o “Anarquismo Social e Organização” da Federação Anarquista do Rio de Janeiro, “Problemas e Possibilidades do Anarquismo” de José Antonio Gutiérrez Danton e “Ideologia e Estratégia” de Felipe Corrêa! Além de títulos sobre a história dos movimentos operários e anarquistas.

Venha conferir, receber alguns materiais do CALC e da CAB e aproveitar para comprar um dos últimos exemplares da Revista nº 2 do Socialismo Libertário (SOLI), a revista da Coordenação Anarquista Brasileira, sobre Teoria e Ideologia!

[CAB] Saudações internacionalistas ao primeiro de maio, do luto à luta!

Saudações internacionalistas ao primeiro de maio, do luto à luta!

 Companheiras e companheiros da Federação Anarquista Uruguaia, a Coordenação Anarquista Brasileira vem, com esta mensagem, saudar o dia Internacional de Memória e Luta dos Trabalhadores e Trabalhadoras.

O ano que se passou foi particularmente importante para nós, anarquistas e trabalhadores e trabalhadoras da Coordenação Anarquista Brasileira. Com ele, ressurgiram manifestações massivas que tomaram as cidades brasileiras de norte a sul. Essas manifestações encheram de esperança a luta popular e apontaram os limites de um projeto de dominação e de expansão do capital que oprime e massacra as/os de baixo. Esse projeto se apresenta hoje de maneira cruel, com seus efeitos nefastos. Mata trabalhadoras e jovens negros nas favelas e periferias, impõe o terror dos latifundiários no campo e contra os povos indígenas e quilombolas, e, ainda, reprime brutalmente os que resistem. É esse projeto que também implementa as remoções de ocupações urbanas em várias cidades brasileiras, que aumenta a exploração do trabalho e tenta vender a imagem de que o “Brasil é um gigante que vai bem”.

Porém, nós, os e as de baixo, sabemos que para os trabalhadores e trabalhadoras nada vai bem! Sabemos que os lucros da Copa do Mundo de futebol e das Olímpiadas, que serão realizados no Brasil, estão sendo produzidos sobre a exploração e repressão. E que os grandes empresários estão sendo beneficiados com o suor dos verdadeiros produtores da riqueza.

Cabe lembrar, nesta data, que os projetos de dominação no nosso continente não são novos. Nesse mês e nesse ano, a ditadura empresarial-militar (apoiada por alguns setores civis) implementada no Brasil com o golpe de 1964 fez exatos 50 anos. 50 anos em que a classe dominante, com a ação decisiva dos militares, colocou o Brasil numa noite escura que durou vinte e um anos. Somos filhos dessa história, que, em seu fio condutor, encontra a luta de lutadores e lutadoras em diversos momentos históricos de resistência.

 Conscientes do papel do anarquismo na luta popular e em nossa América do Sul, nós da Coordenação Anarquista Brasileira reforçamos aqui a solidariedade e os laços de organicidade com nossas companheiras e companheiros da FAU. Porque sabemos que a globalização do capital encontrará punhos forte e fechado da internacionalização de nossa luta. Para que não se repitam mais tragédias do capital.

Para que a memória dos Mártires de Chicago seja lembrada para sempre como um dia de luta!

Aos Mártires de Chicago e a todos e todas que se foram combatendo as ditaduras do capital de ontem e de hoje, fica nosso recado: NENHUM MINUTO DE SILÊNCIO, MAS TODA UMA VIDA DE LUTA!

Viva o Primeiro de Maio!

Viva o Internacionalismo dos Trabalhadores e das Trabalhadoras!

Viva a FAU!

Vivam os Mártires de Chicago!

Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

Saludos internacionalistas al Primero de Mayo, del luto a la lucha!

Compañeras y compañeros de la Federación Anarquista Uruguaya, la Coordinación Anarquista Brasilera viene, a través de este mensaje, saludar el dia Internacional de La Memória y de Lucha de los Trabajadores y Trabajadoras.

El año que se pasó fué particularmente importante para nosotros, anarquistas y trabajadores y trabajadoras de la Coordinación Anarquista Brasilera. Con el, manifestaciones masivas ha resurgido que tomaron las ciudades brasileras de norte a sur. Estas manifestaciones llenaron de esperanza a la lucha popular y señalaron los límites de un proyecto de dominación y de expansión del capital que oprime y masacra a los/las de abajo. Este proyecto se presenta hoy de una manera cruel, con sus efectos adversos. Mata a las trabajadoras y jóvenes negros en las favelas y periferias, impone el terror de los terratenientes en el campo y en contra los pueblos indígenas y quilombolas (afrodescendientes), y no más, reprime brutalmente a los que aún resisten. Es este el proyecto que también lleva a cabo el translado de ocupaciones urbanas en varias ciudades brasileras, que solo aumentan la explotación del trabajo y intenta vender la imagen de que “Brasil es un gigante que va bien”.

Sin embargo, nosotros, los y las de abajo, sabemos que para los trabajadores y trabajadoras nada va bien! Sabemos que los lucros de la Copa del Mundo de fútbol y los Juegos Olímpicos, que se celebrará en Brasil, se están produciendo sobre la explotación y la represión. Y que los grandes empresários se benefician con el sudor de los verdaderos productores de la riqueza.

Vale a pena recordar, en esta fecha, que los proyectos de dominación en nuestro continente no son nuevos. En este mes y neste año, la dictadura empresarial-militar (con el apoyo de algunos sectores civiles) implementada en Brasil con el golpe de 1964 hizo exactamente 50 años. 50 años en que la clase dominante, con la acción decisiva de los militares, puso Brasil en una noche oscura que duró veintiún años. Somos hijos de esta historia, que en su hilo, encuentra la lucha de las/los que pelean en diversos momentos historicos de resistencia.

Concientes del papel del anarquismo en la lucha popular y en nuestra Sudamérica, nosotros de la Coordinación Anarquista Brasilera reforzamos acá la solidaridad y los lazos de organicidad con nuestras compañeras y compañeros de la FAU. Porque sabemos que la globalización del capital encontrará puños fuertes y cerrados de la internacionalización de nuestra lucha. Para que no se repitan más tragedias del capital.

Para que la memoria de los Mártires de Chicago sea recordada para siempre como un día de lucha!

A los Mártires de Chicago y a todos y todas que se fueron combatiendo las dictaduras del capital de ayer y de hoy, queda nuestro mensaje: NINGÚN MINUTO DE SILENCIO, PERO TODA UNA VIDA DE LUCHA!

¡Viva el Primero de Mayo!

¡Viva el Internacionalismo de los Trabajadores y de las Trabajadoras!

¡Viva la FAU!

¡Vivan los Mártires de Chicago!

Coordinación Anarquista Brasilera (CAB)