[FARJ] Semana de mobilizações e atos pelos presos e presas políticos/as

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No dia 22 a militância da FARJ esteve presente no ato cultural pela libertação dos presos e presas políticos(as) que teve início em frente ao Tribunal de Justiça (TJ) e depois seguiu até a Cinelândia. Ali diversos grupos musicais se apresentaram, cercados pela Polícia Militar, que a todo momento seguiu de perto os manifestantes.

O ato reuniu diversas organizações e movimentos sociais do Rio de Janeiro. Houve um momento em que se lavou a entrada do Tribunal de Justiça com Pinho Sol, para não esquecermos da injusta prisão e condenação do morador de rua Rafael Braga, cujo flagrante absurdo apresentado pelas forças de repressão foi que ele possuía uma garrafa do citado produto.

Estivemos também na terceira plenária do Comitê Popular contra o Estado de Exceção, que definiu um ato unificado para o dia 30/07. Essas plenárias tem sido importantes para reunir forças e solidariedade para enfrentar os ataques que os movimentos sociais, sindicatos e militantes estão sofrendo por parte do Governo Federal, dos grandes empresários e da mídia corporativa.

Cercar de solidariedade todos/as aqueles que lutam e apoiar, sem sectarismo nos atos unificados!!!

O Estado de exceção não é novidade

Cabe lembrar que este Estado de exceção operado pelo governo do PT com base nos interesses econômicos da burguesia nacional já atua há algum tempo. A implementação das UPP’s, o desaparecimento de Amarildo, a chacina de 13 moradores no Conjunto de Favelas da Maré, as mortes e execuções frequentes já afetam os setores mais oprimidos da classe trabalhadora já faz longa data. Pode-se dizer que para esses setores oprimidos, esta política nefasta nunca deixou de existir, esteve sempre atuante, nos territórios das favelas, periferias e do campo.

Do mesmo modo o Governo Federal foi o grande responsável por articular os interesses burgueses e tipificar a forma jurídica com que os manifestantes seriam enquadrados. Não podemos aceitar facilmente as notas de repúdio vindas do Partido dos Trabalhadores. Foi esse partido, que por meio de Dilma Roussef, organizou o ataque jurídico aos manifestantes. Cabe ressaltar que os militantes e intelectuais ligados ao PT fizeram uma campanha política para desqualificar as mobilizações e os manifestantes, usando a mídia burguesa e suas ferramentas, como a internet e a tv, de dentro dos movimentos sociais, nos sindicatos e nas universidades que se encontram presentes, algumas vezes se calando, outras tanto caracterizando toda luta popular como um movimento de direita. E por fim, foi esse partido, que além de comandar a repressão durante a Copa, montou um sistema de segurança unificado, que irá reprimir os mais pobres e também a organizações de esquerda para além desse calendário.

O ataque da mídia corporativa é um ataque à classe trabalhadora

As recentes matérias acusando sindicatos e movimentos sociais, antecipando as farsas jurídicas contra os manifestantes, demonstram como a mídia corporativa está sempre alinhada com os interesses da classe dominante. Diante do sistema fortemente organizado, é fundamental fortalecermos os espaços unitários, com plataformas políticas mínimas que possam reagir a estes ataques e armadilhas.

Não devemos subestimar nossos adversários. É o momento de realizar a crítica e a auto-crítica para conseguirmos escolher os caminhos mais efetivos para a nossa vitória. O momento de euforia, pós-junho de 2013, deve ser lido com precaução. Organizar e fortalecer os movimentos populares é a única saída para massificarmos a presença nas ruas e reverter o placar negativo do jogo.

Protestar não é crime!

FARJ

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[CURITIBA] 4º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – NA PRÓXIMA TERÇA (29/07/2014)!

Na próxima terça-feira, 29 de julho, retornaremos com o grupo de estudos articulado pelo CALC na cidade de Curitiba. Faremos o CEL no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná, às 18:30, na sala 205 da Psicologia.

Neste módulo buscaremos introduzir as análises que os anarquistas têm do capitalismo e do Estado, ambos “inimigos” na luta contra a dominação. O objetivo é compreendermos o que fundamenta a necessidade da destruição do capitalismo e do Estado para instauração da sociedade socialista libertária.

Os textos base são:

– O sistema capitalista – Mikhail Bakunin

– Capitalismo contemporâneo – Fábio López López

– O Estado: alienação e natureza – Mikhail Bakunin

– Uma análise libertária do papel do Estado e da luta por direitos no capitalismo contemporâneo – Bruno Lima Rocha

Baixe aqui: https://coletivoanarquistalutadeclasse.files.wordpress.com/2013/04/cel-iv.pdf

Para mais informações sobre os textos e temas que discutiremos durante o ano, visite: https://coletivoanarquistalutadeclasse.wordpress.com/grupos-de-estudos-libertarios/

Esperamos vocês!

[CAMPO MOURÃO] 9° ENCONTRO DO GRUPO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (GEL)

No próximo domingo, 27 de julho, o Coletivo Anarquista Luta de Classe articulará o 9° GEL-Campo Mourão.

O tema do grupo deste domingo será: “O especifismo: a organização política anarquista na América do Sul”

Buscaremos a compreensão desta expressão política própria dos anarquistas na América do Sul, que representa grande parte do esforço político organizativo anarquista no presente, do qual o CALC se filia.

– A organização política anarquista – Federação Anarquista Uruguaia (FAU)

– O que é o especifismo e como ele se desenvolveu nos primeiros tempos da Federação Anarquista Uruguaia (FAU)? – Juan Carlos Mechoso, militante fundador da FAU, Trechos da entrevista A Estratégia do Especifismo, a ser publicada em livro em 2012.

– Especifismo – Verbete do “Dicionário da Anarkia”.

– Especifismo organização anarquista – Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ)

– Elementos para uma reconstituição histórica de nossa corrente –Organização Anarquista Socialismo Libertário (OASL) / Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ)

Link dos textos:  https://coletivoanarquistalutadeclasse.files.wordpress.com/2013/04/cel-viii.pdf

Venha debater conosco!

[CAB] Prisões e mais criminalização marcam o final da Copa do Mundo no Brasil.

http://anarquismo.noblogs.org/?p=103

Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

protesto não é crime

Desde seu início, a Copa do Mundo foi desastrosa para os setores oprimidos do país. Sua elaboração já indicava a forte censura que sofreriam todos aqueles e aquelas que estão no caminho contrário de suas ações. A Copa, com suas leis e regimentos colocou em situação de risco os precários direitos dos povos do Brasil. A lista de situações de opressões é gigantesca e o desfecho de sua estadia aqui, deixa um “legado assombroso” em termos de criminalização e perseguição política que demonstra a verdadeira face do Estado e do capital.

Sabemos que as críticas que foram feitas a este megaevento surgem com as insatisfações da população em geral e certamente estas insatisfações encontram abrigo maior no seio dos mais oprimidos. A violência contra a pobreza, que já era prática constante dos governos e suas polícias se intensifica neste período e as comunidades padecem nas mãos de uma aparato repressivo e assassino, a população de rua se torna muito mais vulnerável à agressões daqueles que “defendem a ordem”, os ambulantes, os trabalhadores informais são atacados e roubados pela “fiscalização Estatal” para que não possam macular as grandes patrocinadoras e as grandes marcas, as 250 mil famílias que perderam suas casas por contras das obras da Copa também estão sofrendo fortes consequências por parte desta política desenvolvimentista.

É importante destacar que quem mais lucrou com a Copa do Mundo no Brasil foram as empreiteiras, já milionárias e a própria FIFA. Estima-se que faturaram 26 Milhões de R$ (o orçamento previsto em 2014 para Ciência, Tecnologia e Inovação era R$ 6,9 bilhões) somente dos cofres do governo Federal, sendo a Odebrecht participante de quatro estádios. Os empresários lucram, e os governos se beneficiam do “caixa 2” sempre utilizado pelos partidos da ordem, como por exemplo na obra do Maracanã onde o TCE constatou o superfaturamento de 67,3 milhões de reais. Sem falar que tais estádios servem ao entretenimento somente a elite branca do país, como demonstrado em pesquisa do Datafolha no dia do jogo do Chile: 67% dos que frequentaram o jogo se declararam brancos e 90% pertencentes a classe A, contrastando com uma população cuja 49% (9% dos que assistiram o jogo) da população faz parte da classe C, e que tem em sua população mais 56% de negros e pardos (autodeclarados). Tais dados não deixam dúvidas sobre, para quem foram feitos tais jogos.

Os movimentos populares que desde de 2013, desenham um novo cenário de mobilizações no país sofreram uma crescente perseguição brutal que tenta intimidar e levar até as ultimas consequências as estratégias de criminalização dos anseios populares. As polícias receberam grandes investimentos para melhor agredir a população indignada com as injustiças sociais. A marca constante de todos os governos, desde o início de 2014, no cenário das mobilizações e greves foi a intensa repressão, fazendo das suas investigações e acusações um passo largo para um Estado mais duro no âmbito jurídico e militar. Esse foi o caso das prisões realizadas em Goiânia por um processo de investigação da Policia Civil e em Fortaleza, assim como as prisões de manifestantes em Joinville (SC), realizadas nas manifestações contra o aumento da passagem, onde os detidos (alguns da Coordenação Anarquista Brasileira) agora começam a responder judicialmente tendo que comparecer a diversas audiências. Todo este sistema repressivo encontra o apoio das grandes mídias, com seus monopólios espalhados pelo país, cujos pilares, são importantes instrumentos para essa “caça as bruxas”. Ferramentas potentes de criminalizar e deturpar as lutas que os movimentos sociais fizeram.

Os inquéritos que foram montados são provas cabais da vocação que a justiça e os governos tem para acossar os militantes e seus movimentos políticos. Todas as medidas utilizadas pelas polícias com o aval da justiça são infames. Em 2013 a grande repressão que sofreu as ruas já deixaria muita gente lesada de suas garantias de manifestações, assim como, colocou na cadeia sem prova reais algumas pessoas. Neste ano, com o início da Copa vários estados do país são violados com buscas e apreensões e na última semana apresentam uma lista gigante de mandados de “prisões temporárias” para o Rio de janeiro.

Dezenas de militantes e ativistas são presos e levados para o presídio de Bangu, onde estão detidos. Os argumentos para esta absurda ação são profundamente ideológicos, onde os governos fazem utilização da violência de Estado, como a velha e conhecida política por outros meios. Uma operação que tem como objetivo a privação da liberdade de se manifestar e opinar sobre as questões sociais no país. Uma operação policial que mancha com resquícios de estado de exceção o momento que vivemos. Não é novidade que as polícias apresentam como “provas” contra os manifestantes as opções de classe dos mesmos, com apreensões absurdas de materiais políticos como livros, cartilhas, bandeiras (como na invasão da sede da FAG e nos atuais processos). Montam a partir desta grande FARSA acusações como formação de quadrilha ou mesmo milícia privada para atacar quem se manifesta contra as injustiças sociais praticadas cotidianamente contra os setores mais oprimidos da sociedade.

As medidas tomadas pela (in)justiça brasileira que acata e ordena as prisões é vergonhosa e sabemos que não podemos esperar nada de diferente vindo destas instituições; nossa tarefa é denunciar amplamente o desmanche que esta ocorrendo com os precários direitos dos povos deste país. A escalada de violência policial e a criminalização dos pobres atinge diversos setores da luta sindical e popular, como a demissão de 60 Metroviários em SP e a multa de R$ 355 milhões contra seu Sindicato. Some-se a isso, as recentes 169 demissões dos trabalhadores temporários do IBGE, que estavam em greve e os inúmeros mandados de prisões emitidos no Rio de Janeiro e São Paulo.

Esses inúmeros casos que não param de crescer, nos exigem muita atenção e uma forte campanha de solidariedade entre os setores da classe oprimida. No contexto de prisões e perseguição a esquerda combativa e independente de patrões e governos precisa atuar conjuntamente em denúncia sobre estas tremendas violações.

Precisamos cercar de solidariedade quem esta tendo sua liberdade privada, abrir fortes campanhas para denunciar que hoje, o direito de manifestação e organização que está sendo atacado com fortes golpes de cassetes, balas e gás lacrimogêneo. Precisamos continuar construir alternativas e uma estratégia de massas nesse momento de ataque das classes dominantes. Para isso, é necessário empoderar organismos sindicais de base, movimentos populares e movimentos rurais, independentes de patrões, burocracias e governos.

Que as milhares de pessoas agredidas e assassinadas pelo Estado não sejam esquecidas, para que os grevistas não se sintam sozinhos, para que todos os manifestantes e militantes não sejam mais criminalizados e para que as prisões não fiquem impunes, colocamos nossa modesta, mas convicta SOLIDARIEDADE DE CLASSE e nosso compromisso de denunciar ao mundo estas aberrações cometidas pelos governantes do Brasil, hoje comandados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) que acomoda o interesse dos ricos com a forte repressão aos pobres e lutadores.

Continuaremos a luta companheiras e companheiros!

Pela liberdade imediata de todos os presos políticos!

Protestar não é crime!

Não Passarão!

[FARJ] Solidariedade aos companheiros e companheiras perseguidos pelo terrorismo de Estado

Retirado de: http://farj.org/

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Nós da FARJ nos solidarizamos com todos(as) os(as) militantes perseguidos(as) pelo terrorismo de Estado implementado pelo Governo Federal com apoio dos governos do estaduais, municipais e da mídia burguesa. Nos solidarizamos especialmente com os 19 companheiros perseguidos que foram arbitrariamente presos sob prisão preventiva por cinco dias, no último sábado, dia 12. Lutar não pode e nunca será um crime.

Denunciamos como covarde e autoritária a atuação terrorista do governo federal e estadual, que utilizando as polícias militares e civis tenta transformar militantes, movimentos sociais e organizações políticas em “criminosos”!

Nos solidarizamos (e estivemos em suas fileiras), com todos(as) aqueles(as) que sofreram a repressão covarde e o cárcere coletivo imposto pela polícia militar no ato “A festa nos estádios não vale a lágrima das favelas”, no último domingo, dia 13, mantendo centenas de pessoas presas dentro do perímetro da praça Saens Pena sem poderem sair. Sem contar as covardes agressões e uso irracional da violência por parte do Choque e Polícia Militar contra manifestantes e mídia-ativistas.

Não esperemos nenhum respeito pelas leis do Estado de direito. São nesses momentos de confronto e luta de classes que o Estado mostra a sua verdadeira face.

O mesmo Estado que faz as leis não tarda em assassiná-las e passar por cima dos direitos do povo quando o que importa é a defesa da propriedade privada e dos interesses dos poderosos.

O Estado é a violência do capital, da burguesia e dos setores políticos dominantes contra nós, trabalhadores e trabalhadoras. Mas não nos esconderemos das ruas nem dos trabalhos de base. Não deixaremos de fazer o que sempre fizemos: lutar, criar, poder popular!

Protestar não é crime!
Liberdade aos presos/as políticos/as!

[ORL] INFO 4. PROTESTAR NÃO É CRIME LIBERDADE A ERIC!

Retirado de: http://www.resistencialibertaria.org/index.php?option=com_content&view=article&id=135%3A2014-07-07-23-12-23&catid=83%3Ainfoemacao&Itemid=77

PROTESTAR NÃO É CRIME

LIBERDADE A ERIC!

 

[…] só sou verdadeiramente livre quando todos os seres humanos que me cercam, homens e mulheres, são igualmente livres […] apenas a liberdade  dos outros me torna verdadeiramente livre […]” Mikhail Bakunin

Nós, da Organização Resistência Libertária [ORL], integrante da Coordenação Anarquista Brasileira [CAB], estamos solidários e clamamos pela liberdade do estudante Eric, preso na manifestação da última sexta, dia 4 de julho. Essa prisão foi apenas mais uma tentativa de calar os movimentos sociais combativos de Fortaleza e de silenciar o grito que vem das ruas.

A manifestação do dia 4 foi puxada contra as injustiças da copa, mas abarcava também outras questões, como por exemplo, o passe livre. A caminhada teve início horas antes do jogo entre Brasil x Colômbia e tinha como destino final as imediações do Estádio Castelão. O braço armado do Estado (COTAM) forçou o fim do ato detendo mais de 30 militantes. Um ônibus da PM foi chamado para levar os manifestantes até a delegacia, que estava com o sistema fora do ar, e por conta disso, os comp@s foram liberados, sendo primeiro os adolescentes e posteriormente os adultos. Mas, Eric acabou ficando preso injustamente, sem direito a fiança, sendo acusado de dano ao patrimônio “público”, desacato a autoridade e a um artigo do estatuto do torcedor.

A violência estatal é sistemática contra aqueles que se levantam contra esse sistema repressivo, patriarcal, injusto e desigual. Tão logo, aqueles oprimidos que estão de pé na luta contra o regime vigente serão vistos como uma ameaça a (des)ordem política e econômica estabelecida pelo Estado e pelo Capital. Dessa forma, a prisão de Eric se configura como uma prisão política, assim como, muitas outras que foram feitas arbitrariamente nos últimos meses.

Desde Junho de 2013 diversas foram as invasões sem mandado judicial e vários foram os presos/as políticos. A onda repressiva de um ano pra cá tem início com a invasão na sede da Federação Anarquista Gaúcha (FAG) em Porto Alegre, mas precisamente no dia 20 de junho de 2013. Agentes da polícia federal invadiram e apreenderam sem ordem judicial vários materiais de propaganda da organização política.  No segundo semestre de 2013, uma marca que ficou nas manifestações foi à repressão desproporcional, um aparato fortemente armado nas ruas para barrar qualquer forma de protesto.

O governo federal depois de junho de 2013 resolveu municiar as forças policiais e militares para conter qualquer forma de manifestação durante a Copa do Mundo FIFA. Paralelo a isso, vários mandados de busca e apreensão foram expedidos pela esfera jurídica/Estatal.

No início de 2014 os movimentos sociais combativos das principais cidades brasileiras, principalmente nas cidades que sediariam os jogos da copa, começaram a puxar atos contra a realização da copa. Fortaleza, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e outras cidades, ascenderam às chamas das mobilizações de rua, que tinha como temática central: copa, remoções, transporte coletivo e etc.

Outro ponto que mobilizou as manifestações em 2014 foi à tarifa e os problemas que envolvem a concepção mercadológica do transporte coletivo, como: o valor altíssimo da passagem, o aumento da tarifa em determinadas cidades e à máfia do transporte.

No dia 22 de janeiro de 2014 a luta permanente contra a máfia das concessões e pela implantação da tarifa zero em Joinville ganhou uma nova página, três militantes que encampavam as respectivas lutas foram presos após retornarem de uma manifestação. Dos três militantes, dois eram do MPL [Joinville] e integravam também o Coletivo Anarquista Bandeira Negra [CABN]. O outro militante integrava a frente de luta pelo transporte Público. Os militantes já foram chamados para uma primeira audiência e aguardam serem convocados para um segundo momento na esfera jurídica.

A Frente de Luta Pelo Transporte Público de Goiânia também foi fortemente atacada pelos órgãos repressivos do Estado. A luta por um transporte verdadeiramente público em Goiânia ganhou força no mês de maio com fortes manifestações, tendo a juventude periférica e a frente de luta como os protagonistas das mobilizações contra o aumento da tarifa, que passou de R$ 2,70 para R$ 2,80. Os monopólios do transporte coletivo com seu lobby junto ao Estado pressionaram para que fosse instaurado um inquérito policial e em caráter de urgência fosse decretado prisão preventiva para diversos manifestantes que estavam em luta. Três militantes foram presos no dia 23 de maio, só sendo libertados dias depois.

O caso mais emblemático é o do morador de rua Rafael Braga do Rio de Janeiro, que foi preso durante uma manifestação sem nenhuma prova real contra ele. No Rio, além da prisão de Rafael, tivemos a comunidade da Maré privada da liberdade. O terrorismo de Estado, que cercou e invadiu o complexo da maré com o claro desejo de prender em seu território a população pobre e negra da Maré, faz parte do “legado” da Copa, que buscou e está buscando controlar as classes oprimidas antes e durante a copa da FIFA. Além disso, a copa também deixou milhares de famílias removidas, 14 mortos nas obras da copa, rios de dinheiro com alta lucratividade para a FIFA e uma imobilidade urbana que favorece o lucro das empreiteiras.

Em Fortaleza, as fortes e intensas manifestações de abril e maio por conta do bloqueio das carteirinhas de estudante levaram centenas de jovens às ruas. As mobilizações agregaram os estudantes secundaristas, a juventude periférica e os movimentos que lutam pelo passe livre. As batalhas entre a pressão popular e as forças repressivas (guarda municipal, batalhão de choque da PM e policia civil) criou em Fortaleza um verdadeiro Estado de exceção e sítio, em que esse contexto e a desproporcionalidade entre os sujeitos antagônicos (movimentos sociais combativos versus repressão) levaram nos últimos três meses mais de cento e vinte militantes as delegacias da cidade para assinarem TCO (termo circunstancial de ocorrência). Inclusive militantes da ORL, do MPL (Fortaleza), da Assembleia Anticapitalista, e outros independentes entre outros, assinaram e aos poucos estão sendo intimados a comparecer ao juizado criminal ou a determinadas delegacias da cidade.

Muitos militantes que foram presos ou estão sendo investigados já foram intimados para depor. Mas, o caso de Eric é diferente, o estudante continua preso pela repressão, preso pela criminalização dos protestos e das classes oprimidas. A prisão do companheiro é um duro golpe para todas e todos que lutam, pois, todos aqueles que buscam a transformação social, logo serão caçados e reprimidos pelo terrorismo do Estado. Não esqueçamos, a prisão de Eric é uma prisão política! A forma de expressar politicamente sua insatisfação com o status quo foi protestando e PROTESTAR NÃO É CRIME!!!

Liberdade para ERIC e para todos os presos políticos!

Pelo fim da polícia militar!

Protestar não é crime!

Organização Resistência Libertária [ORL/CAB] – 07.07.2014

[CABN – Joinville] Campanha “Protesto não é crime!”

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/joinville-campanha-protesto-nao-e-crime/

As conquistas sociais do povo são realizações de muita organização, luta e combate. Os direitos como Educação e Saúde Pública são partes das conquistas sociais. Você já imaginou como seria a sua vida sem saúde e educação pública? Agora, como seria a sua vida se o transporte fosse público e com Tarifa Zero? É na busca por essa conquista que movimentos sociais, entidades de classe e organizações políticas tomam as ruas para reivindicar melhorias. Porém, setores políticos e econômicos tentam tornar a luta um ato de crime.

Nos últimos nove anos, em Joinville/SC, a luta por um transporte coletivo realmente público e com tarifa zero é um tema que ganhou as ruas da cidade. E o assunto é pauta na cidade, assim como no país.

A luta por um transporte público e com tarifa zero, organizado nas ruas e com força popular encontra inimigos de cima, organizados em diferentes partidos políticos, nos governos, nas empresas privadas de transporte e na Polícia Militar. Em Joinville, as empresas de ônibus Gidion e Transtusa, a Polícia Militar, a Prefeitura e as Entidades Empresariais ACIJ e CDL articulam diferentes ações repressivas contra a luta por um transporte de qualidade e acessível a todos, sem a tarifa.

Em 2014, infelizmente pessoas que participam dos movimentos sociais contra o aumento da tarifa, e debatendo um transporte público e com tarifa zero são perseguidos, presos e processados criminalmente pelos de cima. Acusam os/as lutadores/as do povo de cometerem crimes.

Contudo, à luz da verdade, os crimes são cometidos pelos mesmos que nos reprimem. Quando comercializam nosso direito de ir e vir, o acesso à cidade e a todos os serviços básicos assegurados por lei estão à mercê do lucro de algumas famílias poderosas da cidade, com o apoio do monopólio estatal da violência. Cometem crimes quando nos agridem, perseguem, insultam, violentam, torturam e ameaçam de morte!

Por isso, preste solidariedade a luta organizada nas ruas, conteste as empresas e políticos que criminalizam a luta. Agora é a hora de ir ombro a ombro à luta por uma cidade sem catracas e sem criminalizações. Organizar e lutar!

POR TARIFA ZERO E UMA EMPRESA PÚBLICA!

PELO FIM DA POLÍCIA MILITAR!

PROTESTO NÃO É CRIME!

Assinam esta nota:
Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi (CALHEV)
Coletivo Anarquista Bandeira Negra (CABN)
Coletivo Mulher na Madrugada (CMM)
Coletivo Pinte e Lute
DCE Florestan Fernandes Ielusc
Movimento Passe Livre – Joinville
Partido Socialismo e Liberdade – PSOL Joinville
Sindicato dos Trabalhadores em Educação de SC (SINTE-Regional Joinville)

Você pretende colaborar com a campanha “Protesto não é crime”?

O panfleto escrito e assinado por diferentes entidades de Joinville/SC está disponível para baixar e imprimir aqui. O cartaz também está disponível para impressão  aqui.

Faça a impressão e cole o cartaz no mural da sua escola, do seu trabalho, do comércio próximo da sua casa, na Unidade Básica de Saúde, nos postes e outros locais de acordo com sua criatividade. O panfleto é possível imprimir e divulgar. Faça o debate, tome o hábito da ação direta, não deixe a política para a classe política dominante.

Abaixo, estão as notas lançadas por movimentos e organizações da cidade. Incluiremos as notas à medida que forem lançadas.

Nota do Movimento Passe Livre – Joinville:
http://mpljoinville.blogspot.com.br/2014/06/nota-protesto-nao-e-crime.html

Nota do PSOL – Joinville:
http://psoljoinville.blogspot.com.br/2014/06/lutar-nao-e-crime.html

Nota do Coletivo Mulher na Madrugada:
http://mulhernamadrugada.wordpress.com/2014/06/29/nota-protesto-nao-e-crime/

Nota do SINTE – Regional Joinville:
http://sintejoinville.blogspot.com.br/2014/06/nota-protesto-nao-e-crime.html

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Todo apoio ao Movimento de Organização de Base – Paraná!

O Coletivo Anarquista Luta de Classe saúda a criação do Movimento de Organização de Base – Paraná!

Só com a organização de base, com a luta autônoma e solidária da classe oprimida vamos conseguir avançar nos nossos direitos e transformar essa realidade tão injusta e desigual!

Vida longa ao MOB-PR!

Viva a Portelinha!

Viva a Vila das Torres!

Viva o Campo Comprido!

Lutar! Criar Poder Popular!

Retirado de: http://organizacaodebase.wordpress.com/2014/07/01/nota-publica-de-criacao-do-movimento-de-organizacao-de-base-parana/

“A história são os pobres que a fazem
A vitória esta na mão de quem peleia,
Nossa gente tão cansada de sofrer
Vamos juntos decidir o que fazer,
Se o governo e os patrões só nos oprimem
Acumulando riqueza e poder
Ação direta é a arma que nós temos
Pra fazer justiça pra viver.”

Hino da Ação Direta

No dia 06 de abril de 2014 um passo muito importante foi dado para a luta autônoma e de base das comunidades do Paraná, o Movimento de Organização de Base foi criado no nosso estado. Moradores da PortelinhaVila das Torres e do Campo Comprido, em conjunto com companheiros e companheiras do Coletivo Quebrando Muros, Coletivo Tarifa Zero e um militante do MOB-RJ participaram do seminário de criação do MOB-PR.

Durante todo este dia foi discutida a conjuntura política e social de cada comunidade, assim como da cidade de Curitiba. Foram levantados os principais problemas que teremos que lutar para resolver e esboçados alguns caminhos que devemos seguir para chegarmos aonde queremos.

A partir da análise e discussão sobre três eixos fundamentais: Educação e Cultura PopularMoradia Digna Economia Coletiva conseguimos traçar alguns objetivos e formas de alcançá-los.

Com as contribuições do companheiro do MOB-RJ enxergamos vários pontos relacionados à organização que podemos nos espelhar e ainda aprendemos muito sobre os processos de resistência e luta que os companheiros e companheiras do Rio de Janeiro têm participado.

Nossos princípios, assim como os dos companheiros do MOB-RJ, ficaram claros desde o início. Sabemos que só com o ClassismoSolidariedade de ClasseInternacionalismoIndependência de ClasseAção Direta Democracia de Base vamos conseguir construir uma sociedade mais justa e igualitária!

A luta dos oprimidos nas periferias de Curitiba e do Paraná agora tem um novo movimento combativo e independente! O Movimento de Organização de Base que já se organiza na Vila das Torres, Portelinha e Campo Comprido!

Viva a Portelinha!

Viva a Vila das Torres!

Viva o Campo Comprido!

Viva o Movimento de Organização de Base!

contato: mob-pr@riseup.net

O Movimento de Organização de Base – RJ saúda as comunidades Portelinha, Vila Torres e Campo Comprido, o Coletivo Quebrando Muros e todos os colaboradores por promoverem esse grande passo na construção do poder popular. Termos como objetivo a organização local das lutas comunitárias a partir da base, do protagonismo de quem sofre na pele o dia a dia dos problemas sociais, nos despejos criminosos realizados pelos governos, que sofre com a falta de saneamento básico e necessidades essenciais (luz, água, gás…), na falta de acesso à educação etc. é a maneira que encontramos de resistirmos nessa sociedade de opressões. Por isso acreditamos que na luta do cotidiano, resistindo ombro a ombro,unidos pela mesma causa de forma solidária, somos muito mais fortes. Por uma vida com igualdade e liberdade social!

Viva o MOB-PR! Viva a solidariedade de classe! Viva o Poder Popular!
Lutar, Criar, Poder Popular!”