[FARJ] Faleceu Esther Redes

Retirado de: https://anarquismorj.wordpress.com/2014/08/13/faleceu-esther-redes/

No dia 2 de agosto de 2013, faleceu no Rio de Janeiro aos 90 anos a Professora Esther de Oliveira Redes. Graduada em Filosofia nos anos 1940, Esther integrou na década seguinte o Grupo Ação Libertária, filiado à União Anarquista do Rio de Janeiro, do qual o médico Ideal Peres, seu companheiro, foi um dos fundadores em 1952. Também com Ideal participou da fundação do Centro de Estudos Professor José Oiticica (CEPJO) em 1958. Bastante presente a todas as atividades do Centro, inclusive as de caráter administrativo, ali pronunciou diversas palestras basicamente sobre Psicologia e abordando autores como Jung e Albert Camus sob uma ótica libertária. Colaborou ainda na década de 1950 com o jornal anarquista Ação Direta (1946-1959). Em 1969, Esther viu-se envolvida no Inquérito Policial-Militar instaurado pela ditadura contra os associados do CEPJO. Ideal Peres permaneceu preso no temido quartel da Rua Barão de Mesquita por um mês e alguns companheir@s do Movimento Estudantil Libertário (MEL) foram detidos e torturados. Esther, juntamente com Edgar Rodrigues, atuou intensamente da defesa dos processados, até a absolvição de tod@s em 1972. Logo a seguir, Ideal e Ester passaram a reunir em seu próprio apartamento, no bairro do Leme, jovens que se interessavam pelo anarquismo, retomando assim sua militância dentro de condições possíveis na época. A passagem dos anos 1970 para os 1980 registram a militância de Esther e Ideal na Associação dos Moradores do Lemee no jornal do bairro. Em 1986, Esther teve participação decisiva no nascimento do Círculo de Estudos Libertários (CEL), da qual foi administradora até 1991. Entre 1988 e 1992, Esther integrou o corpo editorial da revista anarquista “Utopia”, editada no Rio de Janeiro. Posteriormente desligou-se do movimento anarquista. Em 2009 lançou o livro “Caminhos da Vida” (Edições Reate, Rio de Janeiro), contendo crônicas e ensaios. Sua atuação por mais de 5 décadas foi decisiva na manutenção das atividades libertárias no Rio de Janeiro no difícil período de 1945 a 1984, bem como na “passagem do bastão” a uma nova geração de anarquistas. Fica aqui a homenagem da FARJ. Que a terra lhe seja leve, companheira.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s