[FARJ] Solidariedade à resistência popular e feminina Curda

Retirado de: http://anarquismorj.wordpress.com/2014/10/14/solidariedade-a-resistencia-popular-curda/

curdistao

A guerra civil na Síria trouxe novos elementos para a conjuntura da região curda. Inspirados em diversas tradições populares de resistência, um setor significativo dos curdos participa de uma experiência que deve ser olhada com atenção por todos os setores revolucionários.

Os curdos tem uma história longa de revoltas contra a opressão realizada por diversos Estados-nação. O chamado Curdistão não é um Estado nacional, mas um território (“terra dos curdos”) que abrange partes do Iraque, Síria, Irã, Armênia e Arzeibajão, onde vivem aproximadamente 26 milhões de pessoas. A guerra civil na Síria propiciou a emergência do grupo de extrema-direita Estado Islâmico (ISIS) que pretende construir inicialmente um califado nas regiões do Iraque e da Síria. O grande problema é que o ISIS avança sobre amplos territórios, na perspectiva de construção de um Estado islâmico de extrema-direita que teria conseqüências funestas para o futuro da classe trabalhadora (e principalmente das mulheres) em toda região. O imperialismo protagonizado pela OTAN (que em grande medida é parte do problema) realiza seu “teatro” de guerra, aguardando o ISIS massacrar a resistência popular curda em Kobanê, para provavelmente fazer a intervenção no momento mais adequado e impor seus governos fantoches já com a derrota do protagonismo do povo curdo.

Nesse exato momento, setores populares e revolucionárias/os lutam com escassos recursos em áreas liberadas contra o Estado Islâmico. que incluem assembleias populares, conselhos (com equilíbrio étnico) e a formação de um braço armado feminino (ligado ao PKK), o YPJ. Nesse momento de crise a nossa solidariedade deve ser uma solidariedade de classe que ultrapasse as fronteiras políticas dos Estados-nacionais e as divisões no interior da classe trabalhadora. A luta popular curda decidirá em grande medida o destino daquela região, frente a extrema-direita fascista do ISIS, a omissão planejada da ONU e o imperialismo da OTAN. Por isso devemos apoiar ativamente a luta popular curda!

Todo apoio a resistência popular curda! Kobane vencerá!

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