[FARJ] Sectarismo e vanguardismo – Debatendo um problema na esquerda

Retirado de:                                               https://anarquismorj.wordpress.com/2015/01/17/sectarismo-e-vanguardismo-debatendo-um-problema-na-esquerda/

FARJ – Publicado em Libera 163 (Julho a outubro de 2014)

O sectarismo é a intolerância com as posições, opiniões, ideologias ou práticas diferentes das suas ou de seu movimento, organização, grupo etc. Vem acompanhada da arrogância, vaidade e oportunismo, colocados acima da luta pela transformação social. Assim, uma prática sectária vai pautar a política pela diferença, afirmando-se pela negação e denuncismo do outro, buscando o conflito em vez do consenso coletivo e do debate fraterno.

Quando se manifesta entre os setores da esquerda, o sectarismo é ainda mais danoso, pois muitas vezes a luta conjunta contra os inimigos de classe é prejudicada por uma visão de mundo inflexível, fanática e pouco atrativa que acaba mais por espantar o povo do que atraí-lo à causa revolucionária. O sectário preocupa-se mais com o que outros grupos políticos estão fazendo do que com os inimigos de classe dos trabalhadores.

As diferenças políticas, ideológicas e estratégicas de fato existem na esquerda, mas nenhum movimento social ou ideologia avançará sozinha no processo de transformação social. Faz parte da luta saber construir alianças, composições e articulações, com ética e sem que seja necessário deixar de lado os princípios e o programa estratégico, mas buscando o consenso coletivo pelos pontos e demandas que se tem em comum e que ajudem a fortalecer o povo e a alcançar os objetivos revolucionários. Uma prática política ética que respeite as diferenças políticas e procure sempre o fortalecimento da classe trabalhadora é o que diferencia uma proposta libertadora de um processo autoritário; uma meta democrática de um método impositivo. Práticas informais de articulação e grupos mal estruturados também prejudicam o caminho para o poder popular. Podem reproduzir por outras vias o vanguardismo, criando “lideranças ocultas” e desestimulando espaços de construção coletiva.

É preciso ter atenção, pois as relações de opressão também podem estar encarnadas na militância e essa prática deve ser combatida. Deve-se evitar todo doutrinamento, enfiando na cabeça do povo sistemas de ideias ou esquemas de ação já montados que não dialogam com sua realidade. O processo de construção do poder popular não é a doutrinação. Nem formas autoritárias de se fazer política que supõem que uma “vanguarda iluminada” saiba, fale e ensine, enquanto uma outra, o povo, ignore, escute, aprenda e obedeça.

Não são apenas belos discursos que convencerão o povo de sua força e capacidade de luta. Será sua participação concreta e efetiva na organização dos trabalhos de base, de uma greve, manifestação de rua, mutirão etc, em práticas coletivas que vão gerar acúmulos e poder popular. Tampouco é com uma bela retórica que iremos dar cabo das demandas populares, ao contrário, é por intermédio da participação política direta, com o povo organizado deliberando sobre seu cotidiano; no exercício prático com suporte de uma teoria voltada para a realidade e nutrida por esta. Trata-se assim de promover um avanço com o povo sem “idealizações” ou “ideologizações”, ou simplesmente ficar soltando “programas máximos” de maneira a não estabelecer um diálogo com o cotidiano das pessoas. Mas sim traçar objetivos, construir um programa mínimo e planos de ação proporcionais às exigências da realidade e da prática.

Pois, quando há uma vontade de acelerar artificialmente este processo de organização, mesmo em nome das causas mais “revolucionárias”, cria-se um descompasso perigoso que leva a formas estéreis de radicalismo. É querer mais do que o povo e “dar o passo maior que a perna”. É projetar um ponto de vista ideológico sobre uma realidade, de cima para baixo, enxergando apenas o que se gostaria de ver e forçando o povo a fazer aquilo que se acha que ele deveria fazer. E muitas vezes isso vem acompanhado da exaltação de um “martírio militante” ou de uma “autoridade teórica revolucionária”, promovendo determinadas vanguardas políticas.

Outra prática sectária é fazer uma ação descolada da realidade ou que não foi construída coletivamente e acusar de “reformistas”, ou algo semelhante, os que dela não participaram. Ao fim, a ação visa fortalecer as vanguardas políticas e não a luta popular. Essa prática autoritária de forçar uma “radicalização” ou impor uma pauta externa que não foi construída coletivamente pode ser contraproducente e resultar em recuo. E o que parece “revolucionário” tem um efeito reacionário pois não tem sensibilidade com o povo e não quer caminhar junto com ele.

Contribui para isso a arrogância de não se analisar corretamente as possibilidades da conjuntura e as condições concretas da luta. Querer dogmaticamente “empurrar” o povo sempre para uma correlação de forças desigual é agir de forma irresponsável que causa prejuízos sempre para os setores menos privilegiados. Forçar o passo só leva a iniciativas sectárias e à divisão no meio das massas. Uma ação é revolucionária não por sua “estética radical”, mas pelos objetivos que busca e pelo método com que foi construída e encaminhada. Querer que, de uma hora para outra, haja comprometimento imediato do povo em um processo político é colocar o trabalho de base a perder. “É melhor dar um passo com mil do que mil passos com um”.

Todos os verdadeiros processos de poder popular começam com modéstia. Pois a luta dos de baixo cresce a partir dos pequenos problemas sentidos e nas possibilidades de solução, onde toda ação deve ser assumida pelo povo enquanto sujeito ativo. Assim, o lugar das organizações políticas não é atrás nem à frente, mas como são formadas pelo povo, estar em seu meio, para estimular, propor políticas e organicidade e colocar combustível na luta. É necessária uma grande sensibilidade para acompanhar e respeitar a dinâmica viva da ação popular no momento em que ela se processa no dia a dia, numa manifestação ou numa mobilização, por exemplo.

Vontade de lutar para a transformação social sim! Mas uma determinada concepção de trabalho e de prática política cotidiana são o diferencial que vão determinar o caráter do novo mundo que se busca construir. Existem outros métodos que ajudam a acelerar efetivamente e de maneira consequente essa caminhada do povo, como a avaliação da conjuntura, a promoção da articulação, o avanço na organização interna e contato com outros grupos e experiências, o estímulo à (auto)formação política, e a criação de um ambiente social e político ético e favorável a isso, com participação direta e respeito ao povo. Métodos e práticas dotados de princípios populares como a ação direta, autogestão, ética, apoio mútuo e classismo. Valores que devem estar presentes no agora para a construção do poder popular e da transformação social.

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[CTZ – Curitiba] Ato nacional de luta contra o aumento da tarifa, MPL

Retirado de:                                             https://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2015/01/25/ato-nacional-de-luta-contra-o-aumento-da-tarifa-mpl/

Dia 23 de janeiro foi estipulado pela federação do Movimento Passe Livre o dia nacional de luta contra o aumento da tarifa. No começo desse ano de 2015 varias cidades do país tiveram aumento na tarifa de ônibus, como em São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Joinville e Curitiba não ficou fora dessa onda, tivemos um aumento na tarifa em novembro de 2014, que era de 2,70 e passou a ser 2,85 e como se não bastasse junto com esse aumento veio o anuncio de mais um aumento para o inicio de 2015, por volta de fevereiro/março, período esse de reajuste salarial da categoria dos trabalhadores do transporte coletivo e também coincide com o carnaval, o que faz a mafia do transporte aproveitar esse momento para fazer um jogo sujo e jogar a culpa do aumento em cima dos trabalhadores do transporte enquanto a população esta festando o carnaval. Mas sabemos da mentira desse discurso, sabemos que o aumento não vem para melhorar as condições de trabalho da categoria mas sim para aumentar ainda mais os exorbitante lucros dos empresários.

Sabemos disso porque existem provas concretas que apontam para o superfaturamento da tarifa, a formação de carteis, irregularidades nos itens da planilha de custo.. que são o relatório do TCE-Tribunal de Contas do estado do Paraná ( http://www1.tce.pr.gov.br/noticias/tce-recomenda-em-relatorio-queda-de-167-na-tarifa-do-onibus-em-curitiba/2104/N ), o relatório da própria URBS, empresa reguladora do transporte coletivo na cidade, relatório da CPI do Transporte (http://www.cmc.pr.gov.br/docs/RELATORIO_final_CPI_TRANSP_CTBA_26-11-2013.pdf ), que ocorreu na Câmara dos Vereadores, fruto da luta pelo transporte de junho de 2013. Portanto sabemos que mais um aumento na tarifa só beneficiária os empresários do transporte e que a população mais uma vez pagará a conta e o luxo dos ricos. E para impedir isso somente o poder das ruas fara a o poder público retroceder nesse aumento e cancelar o próximo!

Por isso realizamos uma aula publica com o professor Lafaiete Neves, doutor em Economia pela UFPR e antigo militante na luta pelo transporte na cidade de Curitiba, para esclarecer melhor a população sobre o aumento na tarifa e convidamos também a todos a se juntarem a nós nas mobilizações que faremos nesse inicio de ano, contra o aumento da tarifa e por um transporte de qualidade! No final do ato realizamos uma caminhada até a Estação Central, onde realizamos um catracaço no tubo de ônibus, liberamos as catracas para a população ir embora de graça por pelo menos uma hora, a população teve a oportunidade de ver na pratica a tarifa zero acontecer, a ação direta mexendo com o imaginário da população, isso nunca havia acontecido na historia de luta pelo transporte público da cidade, realizamos um ato histórico!

NENHUM CENTAVO A MAIS PARA A MAFIA DO TRANSPORTE!

2,85 É ROUBO! MAIS QUE 3 REAIS É ABSURDO!

POR UMA VIDA SEM CATRACAS!

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[FARJ] Libera #163

Retirado de: https://anarquismorj.wordpress.com/2015/01/17/libera-163/

Acabou de ser impresso o exemplar mais recente do Libera, nosso jornal. O Libera #163, referente aos meses de julho a outubro de 2014, tem como editorial um texto analisando as eleições de 2014 e nossa posição sobre. Além disso, há um texto nosso sobre “Sectarismo e Vanguardismo – Debatendo um problema da esquerda”, notas sobre um ato ocorrido no Rio de Janeiro em solidariedade à Revolta Curda, sobre o massacra de estudantes no México, atividade de sarau ocorrida no CEAT, atividade de 150 anos da AIT realizada no Rio de Janeiro, o caso do Rafael Braga, o II Gritinho dos Excluídos ocorrido em Vila Isabel e 140 anos de Ricardo Flores Magón.

Você pode conseguir o Libera fisicamente com nossos militantes e apoiadores e na Biblioteca Social Fábio Luz. Caso deseje receber um número grande para distribuir, entre em contato conosco.

O Libera #163 pode ser baixado aqui ou clicando na figura abaixo.

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[Cursinho Ação Direta – CQM] Dois estudantes aprovados no vestibular UFPR: conquista da organização coletiva!

Mais um resultado do vestibular UFPR chegou, e é com muito alegria que anunciamos a aprovação de dois dos nossos estudantes mais antigos do Cursinho.

Parabéns Romilene Lora e Mateus Moraes, aprovados no vestibular UFPR 2014/2015 nos cursos de Terapia Ocupacional (Curitiba) e Agroecologia (Matinhos).

Presentes e ativos desde o início da construção do Cursinho Ação Direta, como estudantes e como organizadores, se tornam hoje símbolos desse primeiro ciclo de aprendizados e experiências do primeiro projeto de Educação Popular que organizamos.

Tais resultados não vem exclusivamente da ação individual, mas sim do acúmulo organizativo de um trabalho coletivo que fizemos ao longo de 2013 e em parte de 2014. Continuaremos juntos, na luta por uma sociedade mais justa e igualitária. Por isso, agradecemos e parabenizamos também todas as pessoas que estiveram presentes de alguma maneira na história da construção do Cursinho.

Em 2015, o Cursinho Popular Ação Direta voltará às atividades, com novidades e energias renovadas!

“A história são os pobres que a fazem
A vitória está na mão de quem peleia”

(Hino da Ação Direta)

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(foto tirada em 3 de agosto de 2013)

[Espanhol] La “herencia del estado islámico”

Retirado de:                                        http://federacionanarquistauruguaya.com.uy/2015/01/14/la-herencia-del-estado-islamico/

HERENCIA DEL ESTADO ISLÁMICO

Por Luca Pistone

Rojava, Siria, 10 Ene (Notimex).- Los más inhumanos fueron, sin duda, los europeos, dicen en las tierras liberadas. Los yihadistas lo saqueaban todo, desde la comida hasta los objetos de poco valor. Así es cómo los kurdos sirios lidian con el legado del autoproclamado Estado Islámico y se preparan para el nuevo conflicto.

“Si Kobane* cae todo habrá terminado, pero si la salvamos nada volverá a ser como antes”, dice Gavan, un joven estudiante universitario de literatura inglesa y compañero de viaje en la carretera que nos lleva a Derik, en Rojava**.

En el puente que atraviesa el río Tigris en la frontera entre Siria e Iraq, que antes era provisional, fluyen ininterrumpidamente los camiones, mientras que las barcas rojas para el transporte de personas han aumentado de dos a cuatro.

A bordo son numerosos los diplomáticos y los trabajadores humanitarios, mientras que, respecto a hace unos meses, han disminuido los prófugos que buscan refugio en el Kurdistán iraquí.

En Semalka, en el lado sirio, los obreros trabajan incansablemente para construir las oficinas que reemplazarán los contenedores donde se gestionan los pasajes.

“Estoy seguro de que pronto empezarán a poner hasta los visados en los pasaportes”, bromea Gavan.

Cerca de cuatro millones de kurdos, árabes, sirios, yazidíes y turcomanos viven en Rojava. Hace un año los dos partidos kurdos, el Consejo Nacional Kurdo (KNC) y el Partido de la Unión Democrática (PYD), declararon la autonomía del territorio respecto a Damasco.

“Cuando atacaron Kobane, los de Daesh (el acrónimo árabe de Dawlat al-Islâmiyya fî al-Irâq wa s-Shâm, como también se llama el Estado Islámico) pensaban que iban a luchar sólo en la ciudad y sus alrededores. Pero ahora tiene que vérselas con todo Rojava.

“A lo largo de los 200 kilómetros de la línea que nos separa de ellos, tenemos decenas de frentes abiertos”, dice un funcionario de las Unidades de Protección Popular (YPG), el brazo militar del PYD, que pide permanecer en el anonimato.

En su pequeña oficina en Derik tiene una televisión, conexión a internet y un pequeño generador de electricidad, aunque la luz se va continuamente.

En Derik, como también en Qamishlo, la capital de Rojava, los retratos del presidente sirio, Bashar al-Asad, y su padre, Hafez, continúan volando sobre las cabezas de los policías que regulan el tráfico.

“La presencia del régimen se limita a cargos públicos. Entre nosotros y Damasco no hay frentes abiertos. Lo que no está claro es la relación entre el régimen y Daesh”, asegura.

“Entre ellos nunca ha habido grandes batallas. Si el régimen quiere abrir un frente también en contra nuestra cuando hayamos derrotado a Daesh, estamos dispuestos a luchar contra él”, continúa el funcionario.

Se pueden ver por todas partes retratos de Abdullah Öcalan, el padre de la causa kurda, y también banderas pintadas que alaban a las YPG, fotos de los mártires. Las televisiones locales alternan las noticias del frente con vídeos de cantantes vestidos de militares y documentales sobre el heroísmo de los combatientes kurdos.

“Vinieron por ese camino. Nos atacaron durante un par de meses, pero las YPG vinieron a socorrernos y finalmente nos liberaron”, cuenta Jino, de 58 años, de Yarmouk, un pequeño pueblo en la primera línea de frente que hasta hace unas semanas estaba bajo el control del Estado Islámico.

“Eran unos 30. Llegaron por la noche, disparando al azar y con sonrisas burlonas. Después siguieron los enfrentamientos durante 60 días”, continúa.

Silona, de 43 años, alimenta a las gallinas que corretean por el jardín: “Daesh robó todo lo que se podía robar. Los que no pudieron escapar temían ser secuestrados. Las mujeres teníamos miedo de lo que nos podían hacer. Mi marido fue el único ejecutado”.

Su suegra, Lende, de 69 años, irrumpe en la conversación: “Estábamos en casa y vinieron a por él. Sin dar ninguna explicación, se lo llevaron a la plaza y le dispararon en la cabeza. Todavía no sabemos por qué”.

“Antes de Daesh aquí vivían más de mil personas, y ahora sólo quedamos un par de familias. Todos huyeron. Nosotros no lo hicimos porque somos pobres y no sabíamos dónde ir. Y además tenemos mucho miedo, porque si te escapas y luego los de Daesh te atrapan te cortan la cabeza”, reanuda Silona.

Los milicianos de las YPG patrullan día y noche Yarmouk y otros pueblos de los alrededores de los emplazamientos del Estado Islámico. Desde las colinas llegan granadas, que recuerdan que los yihadistas no tienen intención de dejar ir la presa.

“Entre los que luchan con Daesh los hay que realmente creen en la causa, los que lo hacen por el dinero y los que, aunque son pocos, se ven obligados a unirse a ellos”, dice el comandante -quien también prefiere no ser identificado- de la sección YPG desplegada en la zona.

“He visto miembros de Daesh de todas partes del mundo, incluso de China. Pero los europeos son los más peligrosos y sanguinarios”, sostiene.

El pequeño centro de Tel Kocer alberga la única aduana entre Siria e Iraq que está en manos de los kurdos. A finales de 2013 una larga batalla entre el Estado Islámico y las YPG devolvió la aduana a manos de estos últimos, que han montado un cuartel y una prisión.

En las paredes siguen presentes unos escritos en negro de los extremistas, como advertencia para no bajar la guardia.

El comandante ordena a sus subordinados que le traigan a dos chicos esposados y con los ojos vendados. Son dos ex milicianos del Estado Islámico.

El primero, Erselan, de 23 años, dice que proviene de un pueblo de Rojava: “Hace un año los de Daesh me capturaron y me obligaron a alistarme, de lo contrario me hubiesen matado. Las YPG me atraparon antes de que pudiera llevar a cabo mi martirio”.

Erselan lleva casi dos meses en esta pequeña prisión, tiempo suficiente -asegura- para haberse arrepentido: “Me convencieron de que haciéndome volar en pedazos iba a entrar en el paraíso. No pensaba en mis familiares. Para inculcarnos estas cosas nos daban lecciones y drogas duras”.

También Nebez, el otro preso, asegura que se ha arrepentido: “Si me hubieran liberado hubiese vuelto inmediatamente a luchar con Daesh. Pero las YPG me han tratado de una manera humana, y me han hecho darme cuenta de que estaba haciendo cosas horribles”.

Nebez, de 22 años, capturado hace cuatro meses, insiste en el lavado de cerebro al que el Estado Islámico somete a sus miembros:

“Nos decían continuamente cómo nos deberíamos comportar en la yihad (guerra santa). Antes de alistarme conocía a gente de todas las religiones. Después de las lecciones empecé a creer que tendríamos que matarlos si no se convertían”.

*Ciudad siria de mayoría kurda que desde el 16 de septiembre está bajo el asedio del Estado Islámico.

**Juntos, los cantones de Al-Jazeera, Kobane y Efrin constituyen Rojava (en kurdo, “Occidente”), también llamado Kurdistán sirio o Kurdistán occidental. Es una región autónoma, independiente de facto, en el norte de Siria, y está habitada principalmente por kurdos.

[FACC – espanhol] El anarquismo actual en la República Dominicana. Aporte al debate pre-congresual FACC

Por otro lado, en República Dominicana, a principios del siglo XX se hizo una especie de congreso entre estados a nivel mundial, para tratar de combatir al anarquismo. De todos modos esas “memorias históricas” serán objeto de otra exposición.

Recientemente el anarquismo ha “resurgido” alrededor del 2002-2003. Esta situación se dio principalmente con el contacto entre algunos grupos punks dominicanos de aquellos años -cuyas canciones a menudo tenían una critica radical afín a las ideas acratas (antimilitarismo, antiseximo, y en general con letras abiertamente antiautoritarias)- y que habían creado una pagina (punkdominicano.com) que profundizaba, a través de debates, las mismas temáticas de sus canciones junto a militantes anarquistas provenientes de otros países.

Se establecen sobre todo contactos con la banda de rock -punk pesado llamado La Armada Roja (y que actualmente se llama La Armada) y algunos de sus allegados.

Sucesivamente, se imprime una versión de “La bitácora de la utopía libertaria” de Nelson Méndez y Alfredo Vallota, desde Venezuela. Luego se forma un grupo de limitada duración llamado “Vía Ácrata”, compuesto por reconocidos intelectuales libertarios de la Republica Dominicana. Este grupo elabora un breve documento con los lineamientos y las finalidades que lo identificaban. Después de estas iniciativas se van sumando más personas con un compromiso especial, entre finales del 2008 e inicios del 2009.

En el 2009 otras personas interesados en el anarquismo (algunos provenientes del exterior) comienzan a reunirse, en iniciativas que van más allá de la metrópolis central de República Dominicana, en Santiago de los Caballeros, en la cual se organizo la 1era Feria Anarquista de República Dominicana en el 2012.

En este contexto se va formando una “comuna urbana” y centro social en Santiago, llamada Cibao Libertario. Un espacio desde el cual se va articulando la interacción en base a la afinidad, experimentando una forma de vida colectiva basada en la autogestión. Experiencia que se repite en la metrópolis de Santo Domingo de una manera en que los participantes tratan de interiorizar en sus vidas personales e inter-personales las ideas y practicas libertarias. Sucesivamente, desde ambos espacios, desde los diversos grupos e individualidades de Santo Domingo, y el grupo de Santiago, Cibao Libertario crearon la Federación Kiskeya Libertaria.

Entre las iniciativas libertarias y/o anarquistas expresadas por la federación podríamos mencionar:

1) Discusiones grupales en busca de afinidad, cada cierto tiempo.
2) Reuniones asamblearias, cada tantos meses.
3) Taller de Pensamiento Crítico, entre grupos afines y explorando afinidades a través de otros grupos como el Confederación Nacional de la Mujer Campesina y Articulación Nacional Campesina.
4) Participación en marchas.
5) Talleres de teatro; literatura y cine forum.
6) Bibliotecas de intercambio de libros gratuitos, llamado Biblioteca Libre. Y la organización de una biblioteca fija en el local de Cibao Libertario con aproximadamente mil libros. Con varios textos anarquistas y libertarios.
7) Huertos hogareños.
8) Café filosófico semanal.
9) Cooperativas informales.
10) Organización del 1er Congreso para una Federación Anarquista Centroamericana y Caribeña (FACC) junto con el Taller Libertario “Alfredo Lopez” (Cuba).

Además, herramientas como el Internet han sido y son de vital importancia para la construcción del anarquismo en República Dominicana, ya que muchas personas llegan a aceptar al anarquismo tratando de buscar, a través de la red, algo más allá de las perspectivas revolucionarias más conocidas en República Dominicana. Por ejemplo, la perspectiva marxista cada vez más desgastada, por las frustradas experiencias de la izquierda dominicana y del marxismo a nivel internacional.

Algunas personas llegaron a conocer al anarquismo mediante figuras como las de Noam Chomsky y Paul K. Feyerabend. Otras personas llegaron a conocer al anarquismo gracias a la cultura hacker del software libre, otras gracias a herramientas de redes sociales como el Facebook, otras gracias a portales libertarios y/o anarquistas, otras gracias a listas de correos, y varias vías mas.

Hasta ahora en República Dominicana se conocen alrededor de 40 anarquistas y más de esta cantidad de personas que más o menos llevan cierta afinidad cercana al anarquismo, y que participan en las iniciativas mencionadas anteriormente.

Varios anarquistas dominicanos regularmente tratan de llevar su práctica bajo los límites que disponen. El Internet ha servido mucho para que estos mantengan una interacción más fluida con otros fuera de su contexto dominicano y de esa manera afianzar su identidad con otros afines. Ellos tratan de vincular su actividad cotidiana tratando de acercarse al anarquismo lo más que les parezca posible, ya sea promoviendo bienes comunes como el software libre, o transportándose mediante el uso de la bicicleta, o conviviendo con otros afines a través de pequeñas iniciativas en intento de convertirse en comunas urbanas, o promoviendo talleres como el de Pensamiento Crítico, para ayudarse mutuamente a disponer de una perspectiva más crítica de la sociedad que les tocó vivir.

Lamentablemente, hasta ahora el movimiento anarquista dominicano carece de presencia y participación relevante en las luchas populares ante las injusticias sociales, no por falta de empatía, sino por circunstancias temporales, que esperamos ir cambiando lo antes posible.”

Comité de correspondencia para un primer congreso F.A.C.C.-

Diego “Xarope”, seu exemplo está vivo em nós!

Há um mês, no dia 07 de dezembro de 2014, faleceu um grande companheiro de luta, Diego Batista, conhecido nas lutas como “Xarope”. Diego era um trabalhador, anarquista antifascista, participante ativo do Círculo de Estudos Libertários (CEL) e das lutas pelo transporte em Curitiba, pai de uma menina que nem completou um ano e um grande revoltado contra todos os tipos de dominação. Participou da ocupação da Câmara dos Vereadores em 2013 e foi também um dos mais ativos membros da luta contra o fascismo na terra das Araucárias, por meio do Coletivo Antifa 16, luta que no começo de 2014 o vitimou com três facadas por parte de um fascista. 

Curitiba, cidade fria, cinzenta e com um conservadorismo pairando pelo ar, teve durante muito tempo suas ruas dominadas pelos neonazistas, que perseguiram, espancaram e até esfaquearam negros, homossexuais, travestis e punks. Em 2010, Diego, em conjunto com outros companheiros, cansados de viverem sob a ameaça de ataques fascistas nas ruas, se organizaram e começaram a construir a luta antifascista na cidade. Diego foi um dos fundadores desse movimento e sempre se manteve ativo na luta desde então, apesar dos problemas e responsabilidades pessoais, como trabalho, contas para pagar, família, etc. Infelizmente pagou o preço de ser um dos mais ativos na luta, ao ser um quadro do movimento antifascista na cidade, também se tornou conhecido entre seus inimigos. Os fascistas possuíam muitas informações sobre ele, começaram rondar o bairro em que morava, tirando o seu sossego. Diego teve a dor de ver seus amigos diversas vezes no hospital depois de serem atacados por fascistas, a dor de enterrar um de seus melhores amigos, Lagarto, também vitima dos ataques covardes promovidos por essa corja fascista. Todas essas feridas nunca cicatrizaram em Diego e contribuíram com sua decisão de partir.                        

O que fica em nós é uma cicatriz que não cicatrizará. Porém, levaremos sempre os companheiros que já se foram em nossos corações, memórias e sempre os manteremos vivos nas lutas do presente, nas lutas que eles ajudaram a construir, e não esqueceremos nunca de Lagarto e Diego.

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A LUTA CONTINUA!

DIEGO PRESENTE!

Fascistas NÃO PASSARÃO!

Vá em Paz Companheiro Diego, que a terra lhe seja leve.

 

[CABN] Boletim CABN dez/2014

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/boletim-cabn-dez2014-2/

Salve companheirada!

Neste boletim de dezembro: lutas contra o aumento das tarifas, fim de ano, luta dos povos indígenas, especifismo na região Norte-Nordeste.

Lutas contra o aumento das tarifas

No início de 2015, quem está fazendo a festa são os empresários do transporte e as prefeituras que os defendem. Aumentos nas tarifas dos ônibus aconteceram em várias grandes cidades, enquanto outros estão programados. Frente a mais essa exploração, jornadas de lutas estão sendo articuladas em diversas cidades (ver panorama aqui).

Em Joinville, a primeira manifestação foi convocada pelo Movimento Passe Livre – Joinville para o dia 7 de janeiro (quarta-feira), às 18h, na Praça da Bandeira:
https://www.facebook.com/events/629687913804395/

Em Florianópolis, o primeiro ato da jornada contra o aumento das tarifas interurbanas e a proposta de aumento nas tarifas municipais foi chamado para o dia 13 de janeiro (terça), concentração 17h30, em frente ao TICEN:
https://www.facebook.com/events/631746526934741/

Nessa segunda (05/01), a Frente de Luta pelo Transporte Público se reúne na sede do SINTRATURB, às 19h, para articular os trabalhos e a jornada de lutas nesse início de ano.Todas e todos nas ruas! Se as tarifas aumentarem, as cidades vão parar!

Fim de ano

O CALC, organização anarquista especifista do Paraná, publicou um balanço das lutas em que estiveram envolvidos em 2014, junto a um chamado para um 2015 de mais organização, resistência e luta. Leia aqui:
https://anarquismopr.org/2014/12/31/2014-acabou-mas-em-2015-a-luta-continua/

Além disso, a Rusga Libertária, nossa organização-irmã da Coordenação Anarquista Brasileira em Mato Grosso, publicou também uma crônica sobre a passagem de ano e o contexto repressivo em que vive o Brasil:
http://rusgalibertaria.wordpress.com/2014/12/31/cronica-para-2014-bye-bye-2014-a-ultima-ficha-caiu/

Por um 2015 com mais organização popular, luta social, solidariedade e autogestão!

Luta dos povos indígenas

Compartilhamos por aqui o texto de análise da Federação Anarquista Gaúcha sobre a atual conjuntura para as lutas dos povos indígenas e quilombolas, frente à bancada ruralista e conservadora no Congresso e das alianças entre os DE CIMA (digam-se de direita ou esquerda) contra nossos direitos. Leia aqui:
http://www.cabn.libertar.org/fag-aos-povos-do-campo-da-cidade-e-da-floresta-nossa-solidariedade/

Especifismo na região Norte-Nordeste

Republicamos também a declaração do V Encontro do Norte e Nordeste de Organizações Anarquistas Especifistas, realizado no fim de novembro. Segue a construção do anarquismo especifista no Brasil! Pela construção do Poder Popular!
http://www.cabn.libertar.org/declaracao-do-v-encontro-do-norte-e-nordeste-das-organizacoes-anarquistas-especifistas-2014/

Saudações libertárias!
Coletivo Anarquista Bandeira Negra, integrante da Coordenação Anarquista Brasileira
ca-bn@riseup.net | http://cabn.libertar.org
Para entrar em nossa lista de notícias, envie um e-mail para ca-bn@riseup.net.

[FARJ] CELIP convida: A Revolução de Rojava e a Guerra Civil na Síria

Retirado de:                                   https://anarquismorj.wordpress.com/2015/01/07/celip-convida-a-revolucao-de-rojava-e-a-guerra-civil-siria/

celip - rojava normal

Círculo de Estudos Libertários Ideal Peres convida

A Revolução de Rojava e a Guerra Civil Síria: uma nova sociedade nascendo em meio ao caos.

Bruno Lima Rocha – cientista político, professor de relações internacionais e especialista em Geopolítica do Oriente Médio e Ásia Central.

Nesta atividade convidamos o cientista político e companheiro Bruno Lima Rocha a debater a questão da luta de Rojava!

Viva a resistência popular curda!
Viva a resistência de Rojava!

Dia – 10/01 – sabado
Hora: 20:00 H
Local: Biblioteca Social Fábio Luz
Rua Torres Homem, 790 – Vila Isabel
Centro de Cultura Social – 2º andar

Evento: https://www.facebook.com/events/333079013553901/?ref=22

[RL] CRÔNICA PARA 2014: BYE BYE 2014, A ÚLTIMA FICHA CAIU!

Bye bye 2014. Em verdade, saudades saudades não é bem o que vamos sentir. Por outro lado, bem vindo 2015, O POVO VAI CONTINUAR LUTANDO! Vai ter luta, como, provavelmente, assim disseram muitos em 1964.

2014 marcou 50 anos do Golpe Militar. Cinquenta anos depois de pessoas serem estupradas, torturadas, assediadas, perseguidas e ASSASSINADAS, desaparecidas até hoje, 2014, cinquenta anos depois. Em 1964, as pessoas não tinham possibilidades de se reunir para discutir política ou qualquer livro que fosse considerado ameaça à ditadura. Simplesmente, aglomeração de pessoas não poderia nunca ser uma confraternização de gente amiga. Não, só poderia ser ameaça à ditadura, muitos foram perseguidos por isso!

Pois bem, 2014, vimos bilhões serem gastos em obras que ainda não terminaram, obras da Copa do “Mundo”. Vimos bilhões serem emprestados para pagarmos até 2025. Vimos muitas pessoas serem arrancadas de suas casas! Comunidades inteiras serem arrancadas de onde viviam há mais de 50 anos! E, hoje, 2014, há projeção de mais famílias serem removidas em 2015, como em Cuiabá por exemplo, onde as obras estão longe de acabar. Vimos tentativas de coligações partidárias e depósitos de crenças em partidos “diferentes”, nas eleições. Todas elas, 2014, já há pouco de seu fim, se mostram totalmente infrutíferas, errôneas e uma traição ao povo!

Além de tudo, 2014, lembrando teu amigo próximo, 1964, o que ainda dói muito é que vimos, 50 anos depois, pessoas serem perseguidas, espionadas, torturadas, serem acusadas por coisas que não cometeram. Por que? 1964 responde! Pessoas foram presas até esses fins de 2014 porque saíram às ruas para dizer que gastar bilhões em jogos, que geraram mais bilhões ainda para a FIFA, nada brasileira, não vale famílias serem arrancadas de suas casas, não vale a educação e a saúde continuarem a morte lenta em que se encontram. Vimos pessoas lutarem e serem agredidas, estupriadas, presas por acusações forjadas. Terrorismo? 1964 explica! Séculos de perseguição aos que lutam explicam! Os mártires de Chicago explicam! Os anarquistas fuzilados na Rússia de 1917 até a Espanha de 1936 explicam! Sacco e Vanzetti explicam! Sempre que ousamos desafiar, lutar e mostrar que o estado e o sistema estão errados, a repressão explica a perseguição, a prisão, a tortura, a morte!

Bye bye 2014, a última ficha caiu, ela deu tempo de dizer que a DEMOCRACIA FORJADA, porque é ditadura, NÃO É LIBERDADE! E ela deixa, já em seu fim, a mensagem concreta e inextinguível de que ESTAREMOS SEMPRE, A CADA ANO, DISPOSTOS À LUTA!

2015, 2016, 2017… 2020. NOSSO SANGUE PULSA A LUTA PELO COLETIVO E COM OS DEBAIXO! ELA NÃO SE CALA, ELA NÃO DORME, ELA NÃO MORRE!

Seja 1964, seja 2013, seja 2014, seja 2020, SEJA SEMPRE! A LUTA NÃO MORRE PORQUE NÃO ESTÁ MORTO QUEM PELEIA!

VIVA HOJE E SEMPRE A MEMÓRIA DOS MORTOS DA DITADURA! SEJA HOJE E SEMPRE A LUTA PELOS PRESOS POLÍTICOS E CONTRA A PERSEGUIÇÃO AOS QUE LUTAM!

Para 2014, PARA SEMPRE,

RUSGA LIBERTÁRIA-MT

Integrante da Coordenação Anarquista Brasileira – CAB

Respeitem nossas bandeiras Rubro Negra!