[CAZP] Bakunin, mais de 200 anos, contemporâneo como nunca

Retirado de: https://www.facebook.com/cazpalmares/photos/a.280261412156749.1073741828.280250265491197/430032173846338/?type=1&theater

Em andamento a desocupação da Vila dos Pescadores do Jaraguá, na imagem Terreiros e pontos de cultura e memória, casa de trabalhadores sendo destruídos enquanto o ARMAZÉM DE AÇÚCAR segue e seguirá em pé.

Segue um depoimento que resume bem a atual situação dos moradores da Vila:

Mariana tem quatro anos e não sabe porque o pai anda de um canto a outro do barraco de um só vão, espremido entre tantos outros na favela em frente “à praça da moça de ferro”, como ela costuma chamar a réplica da Estátua da Liberdade fincada diante do mar de Jaraguá. Ainda não amanheceu, e Mariana se protege do frio no colo da mãe, que a segura nos braços e parece tão preocupada quanto o marido. Em dias normais, àquela hora, o pai de Mariana costuma já estar de pé. Em vez do ar preocupado, porém, a serenidade é embalada pela música assoviada baixinho, para que a criança não acorde nem atrapalhe o sono da mulher – companheira há 7 anos. Em dias normais, o homem sai para enfrentar o mar, na esperança de trazer de volta o alimento que suprirá a necessidade da família. Hoje, no entanto, o pescador não saiu para ver o mar. Em vez disso, ouviu falar, na noite anterior, que um mar invadiria o seu barraco. Um mar fardado, de arma em punho, quiçá violento. Então se lembra de quantos mares bravios já enfrentou na vida. É da natureza do mar ser bravo e ele sabia. Mas era da natureza do homem? “Eu sou a corda, seu moço, não sou a âncora”, responde à minha pergunta. “A corda é quem sempre arrebenta”, diz com pesar. Mariana não sabe o que está acontecendo. Provavelmente, não verá mais a moça de ferro com a mesma frequência com que via até hoje. E nem entendeu aquele mar de gente fardada que chegou afugentando um cardume de seres indefesos.

DEPOIMENTO DE CARLOS NEALDO

Pra que(m) serve a polícia?
Pra que(m) serve o estado?

Estivemos e estaremos sempre presentes na luta dos moradores da Vila!

Lutar, criar, Poder Popular!

[CABN] Boletim mai/2015

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/boletim-mai2015/

Salve companheirada!

Neste boletim de maio: Paraná em luta, Sarau 1º de Maio (Joinville), Ponta do Coral (Florianópolis), Livraria 36 (Joinville), 1º Encontro de Teatro Social e Comunitário (Joinville)

Paraná em luta

Frente à aguerrida luta realizada pelo funcionalismo público no Paraná, com grande participação da categoria de professores, que sofreu brutal violência do governo Beto Richa, a Coordenação Anarquista Brasileira publicou duas notas.
“Toda solidariedade à luta das funcionárias e funcionários públicos do Paraná”
http://anarquismo.noblogs.org/?p=148

“Protesto não é crime! Toda solidariedade ao Coletivo Quebrando Muros”:
http://anarquismo.noblogs.org/?p=150

Sarau 1º de Maio

Junto a outras companheiras e companheiros de Joinville, o CABN organizou no 1º de maio um sarau de arte popular e classista, buscando abrir espaço pra produção artística “desde baixo e à esquerda” na cidade. Leia a crônica do evento:
http://www.cabn.libertar.org/cronica-sarau-de-1o-de-maio/

Nota do Movimento Ponta do Coral 100% Pública

O Movimento Ponta do Coral 100% Pública lançou nota recente a respeito das últimas alegações da Prefeitura, indicando os próximos passos para a luta em defesa da área e pela criação do Parque Cultural das 3 Pontas: retonar o zoneamento da área para Área Verde de Lazer (AVL) e repudiar qualquer permuta do terreno com áreas públicas, pois sua venda foi ilegal. Não vai ter hotel, vai ter parque!

https://parqueculturaldas3pontas.wordpress.com/2015/06/05/projeto-do-parque-cultural-das-3-pontas-e-resultado-de-anos-de-luta-do-movimento-ponta-do-coral-100-publica-e-da-cidade-nao-deixaremos-o-prefeito-e-a-fatma-voltarem-atras-e-reivindicamos-retorno-imed/

1º Encontro de Teatro Social e Comunitário – Joinville/SC

Entre os dias 16 a 17 de maio, o Espaço Cultural Casa Iririú promoveu o 1º Encontro de Teatro Social e Comunitário. A programação contou atividades diversas sobre o fazer teatral com temática social e comunitária. Entre as atividades, estava o Teatro Jornal realizado com jovens atores e atrizes com coordenação de Augusto Boal no contexto da ditadura, o teatro independente estimulado por diferentes grupos nos anos de 1970 na capital de São Paulo, o teatro de vizinho organizado no interior da Argentina e uma palestra sobre a relação entre o teatro e anarquismo no contexto do movimento operário brasileiro nas primeiras décadas do século passado. A Livraria 36 marcou presença com uma banca de literatura anarquista, questionadora e instigante. Viva o teatro social! Viva o teatro comunitário!

Estante da L36 – Joinville/SC

A Livraria 36 continua itinerante. Porém, agora é possível encontrar títulos da L36 num ponto fixo, é no Estúdio Rosa Negra Tatuagens, localizado na Rua Itajaí, número 270, Centro.  É uma iniciativa modesta com intuído de propaganda anarquista.  Mais informações da L36 via facebook:
https://www.facebook.com/Livraria36

Encerramos este boletim com um inspirado texto de Gerardo Gatti, militante fundador da Federação Anarquista Uruguaia, escrito em exílio no ano de 1975, “Definições de um Companheiro”:
http://www.anarkismo.net/article/13369

Saudações libertárias!
Coletivo Anarquista Bandeira Negra, integrante da Coordenação Anarquista Brasileira.

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