A “justiça” do Estado tem um lado. E não é o do povo.

Não é de hoje que o Poder Judiciário deixa de servir a quem ele teoricamente deve, aos “cidadãos e cidadãs da nação”, às “pessoas de bem”. O direito, tal como é organizado hoje, tem o papel de garantir a propriedade de quem já a tem e marginalizar quem não se encaixa nos padrões do sistema capitalista de dominação.

Enquanto protege os interesses dos grandes, do capital e de todos aqueles que têm condições de pagar um bom advogado, mercantiliza o direito à liberdade e à defesa na atual “democracia”, criminaliza a pobreza e os movimento sociais.

O dito “Estado Democrático de Direito” da Constituição Federal é o Estado Oligárquico de Direito na prática – direitos para os ricos, para os brancos; migalhas, chacinas e prisões para os pobres, pretos e marginalizados.

Não é preciso uma pesquisa minuciosa para que encontremos casos em que fica explícito qual o lado das autoridades judiciárias. Num conflito judiciário em que uma parte tem residência fixa, estuda ou estudou na universidade, é branca e pode bancar um advogado renomado contra um pobre, desempregado e que necessita da Defensoria Pública; a dita igualdade só existe no papel.

Trazendo para um caso da realidade paranaense atual, é importante fazermos um breve histórico. Curitiba até alguns anos atrás era marcada pela grande presença e ação de gangues nazi-fascistas nas ruas da cidade, como podemos destacar nas seguintes manchetes tiradas de canais de comunicação:

Neonazistas atacam em Curitiba depois de protesto deste domingo e geram pânico
http://revistaladoa.com.br/2015/03/noticias/neonazistas-atacam-em-curitiba-depois-protesto-deste-domingo-geram-panico”;

Grupo de skinheads causa terror no Largo da Ordem de Curitiba
http://pr.ricmais.com.br/cidade-alerta-parana/videos/grupo-de-skinheads-causa-terror-no-largo-da-ordem-de-curitiba/”;

Jovem assassinado por skinheads foi confundido com punk, diz a polícia – http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/jovem-assassinado-por-skinheads-foi-confundido-com-punk-diz-a-policia-f5los39ezvfoh25cjgkw2i6ha”;

Estudante sofre ataque homofóbico
http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/estudante-sofre-ataque-homofobico-eijxzdx1pz9p59lrolj1cipu6;

Polícia identifica estudante skinhead que matou punk em Curitiba
http://pr.ricmais.com.br/seguranca/noticias/policia-identifica-estudante-skinhead-que-matou-punk-em-curitiba/;

Quatro são esfaqueados após briga no Curitiba Rock Carnival, diz polícia –
http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2014/03/quatro-sao-esfaqueados-apos-briga-no-curitiba-rock-carnival-diz-policia.html;

Guarda Municipal é preso após atirar contra rapaz no Largo da Ordem
http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/guarda-municipal-e-preso-apos-atirar-contra-rapaz-no-largo-da-ordem-77cw3c42ek0i0sp4ljj5po026

Dentre os casos listados, queremos listar um, o de Adriano de Souza Martins, conhecido com Pararaio. Três meses atrás, dia 31 de julho de 2015, Pararaio retornou à liberdade após estar preso desde março de 2014.

Pararaio é um lutador antifascista da cidade de Curitiba que foi acusado por 4 tentativas de homicídio depois de ter se envolvido numa briga para defender seu amigo Diego (conhecido com Xarope) que estava sendo espancado e esfaqueado no chão por um grupo de nazi-fascistas durante o evento do Curitiba Rock Carnival. Pararaio foi inclusive acusado de ter esfaqueado o próprio amigo Xarope, para ilustrar a “justiça” do Estado e sua falta de sensibilidade perante os acontecimentos.

Pararaio foi levado pela polícia sob a acusação de ter esfaqueado 3 nazi-fascistas e Diego, enquanto foram os fascistas que deram 6 facadas em Diego – que ficou gravemente ferido. Nenhum nazi-fascista foi detido e foram considerados vítimas; levando o aval para continuarem cometendo as atrocidades que costumam fazer.

Mais uma amostra de que a “justiça do Estado” tem um lado e que obviamente não é a dos que lutam contra o racismo, machismo, homofobia e o fascismo. Não é nem necessário dizer qual a origem social de Pararaio e Diego em contraponto com a dos nazi-fascistas, que estavam em maioria e tiveram advogados, promotores e juízes ao seu lado.

Quem acabou sofrendo com isso? Pararaio ficou encarcerado por 1 ANO E 5 MESES A MAIS do que “deveria”, de acordo com a própria “justiça” burguesa. O julgamento levou 1 ano e 5 meses para acontecer e lá Pararaio foi condenado a 1 ano, sendo que não deveria ser em regime fechado – mas é claro que se o “criminoso” tivesse muito dinheiro e família conhecida não passaria uma noite na cadeia superlotada.

O Estado não recua em suas decisões, ele é a materialização da intransigência e violência – seja pela polícia, seja pelas prisões ou por outras instituições. Quanto mais quando se trata dos pobres e dos movimentos sociais organizados, porque quando você é pobre, é excluído sistematicamente das discussões e decisões políticas da sociedade; quando você é pobre e se organiza com outros pobres para exigir o direito de participar da vida política do seu bairro, da sua cidade, do seu país você representa uma ameaça aos interesses dos poderosos – e o Estado está aí para isso, defender os interesses dos de cima.

O caráter do Estado reverbera em todos os campos da sociedade, desde as crianças pobres e negras que serão as primeiras a sofrer com a redução da maioridade penal até os idosos que tem suas aposentadorias saqueadas quando o Estado “quebra” o seu caixa. O pobre pode morrer na fila do SUS, pode ficar desempregado e sem uma educação de qualidade, mas os lucros milionários sempre são garantidos. O Estado está nas mãos de quem manda e nós não queremos que só alguns possam decidir sobre o futuro de todos e todas – por isso lutamos pelo socialismo libertário.

Não vamos nos esquecer da mídia de massas, que cumpre um papel essencial na formação ideológica conservadora da sociedade e que muito contribui para que o Estado e o direito sirvam sempre aos poderosos. Pegando mais um exemplo do nazi-fascismo na atualidade, vejamos como a mídia reage quando o réu é um branco fascista:  http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/08/me-sinto-um-lixo-diz-assassino-confesso-que-esquartejou-propria-tia.html; na própria manchete, nem citada é a palavra “skinhead”, comumente designada para se dirigir a esse grupos neonazistas, e muito menos as palavras “nazi” ou “fascista”.

Fica claro que tudo isso é uma questão de CLASSE. Os anarquistas, os antifascistas, lutam contra a dominação de classe – que os grandes capitalistas, latifundiários e burocratas do Estado impõem sobre o povo; contra dominação de gênero, etnia, etc. Enquanto os fascistas defendem essa dominação e ainda agem para que ela seja maior e mais violenta. É por isso que jovens como Pararaio sofrem todos os dias as retaliações, não por cometerem crimes, mas por pertencerem à classe dominada, por serem pobres, por morarem na periferia. Mas a nossa luta não vai parar!

SOLIDARIEDADE A PARARAIO!

DIEGO PRESENTE! LAGARTO PRESENTE!

VIOLENTO É O ESTADO!

NÃO VAMOS ESQUECER, NEM PERDOAR!

SOLIDARIEDADE AO COLETIVO ANTIFA 16 E À LUTA ANTI-FASCISTA

fascismo não se discute

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[CAB] Declaração do IV Encontro Regional Sul da Coordenação Anarquista Brasileira – 2015

Retirado de: http://anarquismo.noblogs.org/?p=334

Nos dias 24 e 25 de outubro, em Curitiba/PR, o Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC) do Paraná, o Coletivo Anarquista Bandeira Negra (CABN) de Santa Catarina e a Federação Anarquista Gaúcha (FAG) do Rio Grande do Sul, organizações do sul do país que compõem a Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), estiveram presentes em seu IV Encontro Regional. O encontro serviu para discutir a conjuntura econômica, política e ideológica do Brasil, de modo a fortalecer o anarquismo organizado e nossa incidência no seio da luta dos de baixo.

Vivemos em uma etapa de resistência na luta de classes no Brasil e é necessário entendermos nosso momento histórico e o papel que as organização revolucionárias devem cumprir para o acirramento da luta e avanço da classe oprimida. É hora de construirmos e consolidarmos os movimentos sociais de base, independentes e combativos. As Jornadas de Junho de 2013 nos serviram para mostrar a força social e a capacidade de influência que hoje a esquerda possui, uma esquerda que possui dificuldades de compreender a conjuntura e que precisa construir os movimentos desde baixo para conseguir conquistas permanentes e que acumulem para um projeto de transformação.

Em um momento de recessão econômica, aumento da carestia de vida e ajuste fiscal; com o esgotamento do pacto de classes governista, imposição de pautas conservadoras na política nacional, criminalização da pobreza e da luta popular, é só semeando a rebeldia nos locais de moradia, trabalho e estudo, independentes dos controles burocráticos, que vamos conseguir imprimir uma alternativa radicalmente transformadora – socialista e libertária.

É necessário que consigamos espalhar as greves contra o ajuste, com ação direta dos trabalhadores, democracia de base e organismos de união territorial; ativando uma cultura de solidariedade das lutas, de apoio mútuo, de construção intersetorial e antirepressiva; lutando e criando poder popular com um plano de unir as rebeldias que querem uma mudança social.

O anarquismo especifista surge como alternativa de projeto a longo prazo; frente aos projetos tradicionalmente pautados pela esquerda da disputa do Estado, de direções deslocadas das bases da classe e pela direita conservadora que vem ascendendo. Temos de seguir com a organização e mobilização em nossos locais de atuação, acumulando forças, fomentando a luta, organização e a solidariedade no seio de nossa classe, promovendo também o intercâmbio de acúmulos de nossas lutas. O anarquismo especifista no sul do Brasil se fortalece, organizado na Coordenação Anarquista Brasileira, sempre junto aos setores oprimidos, construindo um povo forte desde abaixo e à esquerda.

POR UM ANARQUISMO ESPECIFISTA ENRAIZADO NAS LUTAS POPULARES!

CONTRA O AJUSTE FISCAL E A CRIMINALIZAÇÃO DOS POBRES E MOVIMENTOS SOCIAIS!

NÃO TÁ MORTO QUEM PELEIA!

LIUTAR! CRIAR! PODER POPULAR!

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No Batente #5 – Retomada do Anarquismo Organizado no Paraná

Este é o quinto número do jornal No Batente, órgão de informação e análise do Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC). Ficamos felizes por mais uma edição poder chegar aos companheiros e companheiras de luta!

no batente 5 anos

Meia década de construção do Anarquismo Especifista no Paraná
Neste mês de outubro de 2015, o Coletivo Anarquista Luta de Classe completa 5 anos de existência pública. No dia 31 de outubro de 2010, o CALC lançou sua carta de apresentação e desde lá continua firme em defesa da organização, ação direta e autogestão da classe oprimida. Uma organização política anarquista que nasceu na cidade de Curitiba e que vai expandindo sua influência para outras regiões do Paraná, buscando ser um espaço para articular anarquistas especifistas e inseri-los de forma organizada nas lutas que são construídas neste estado.

Leia o no BATENTE #5 clicando no link – NO BATENTE – ou na imagem acima.

[CURITIBA] 6º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – NA PRÓXIMA TERÇA (27/10/2015)!

Autogestão, Federalismo e Socialismo Libertário

cel 6 - autogestado, federalismo e socialismo libertario

Na próxima terça-feira, 27 de outubro, o CALC articulará seu grupo de estudos em Curitiba. Faremos o CEL no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná, às 18:30, na sala 205 da Psicologia.

Buscaremos neste estudo compreendermos as bases da sociedade socialista libertária, bem como de que forma tais perspectivas estratégicas regulam as organizações anarquistas no presente.

Os textos base são:

– A concepção anarco-sindicalista de autogestão – René Berthier

– Objetivos finalistas: Revolução social e socialismo libertário, capitulo 5 do livro Anarquismo Social e Organização – Federação Anarquista do Rio de Janeiro

Baixe aqui: Módulo VI CEL

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/540672359422736/

Para mais informações sobre os textos e temas que discutiremos durante o ano, visite:https://coletivoanarquistalutadeclasse.wordpress.com/grupos-de-estudos-libertarios/

E a Livraria Alberto “Pocho” Mechoso estará presente também! Com dezenas de livros  e  uma grande rifa a sua espera! Quer conhecer nossos títulos: https://anarquismopr.org/livrariapocho/

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Venha participar!

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[ZACF] Liberdade para todos? Membros da Zabalaza Anarchist Communist Front ameaçados, atividades interrompidas, forçados a se esconder

 

 

Retirado de:                                         https://anarquismorj.wordpress.com/2015/10/17/zacf-liberdade-para-todos-membros-da-zabalaza-anarchist-communist-front-ameacados-atividades-interrompidas-forcados-a-se-esconder/
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Traduzimos abaixo o comunicado da Frente Anarquista-Comunista Zabalaza, organização anarquista da África do Sul.

Original: http://zabalaza.net/2015/10/16/freedom-for-all-members-of-zabalaza-anarchist-communist-front-threatened-activities-disrupted-forced-into-hiding/

Liberdade para todos? Membros da Zabalaza Anarchist Communist Front ameaçados, atividades interrompidas, forçados a se esconder

Condenem a violência e terror político

África do Sul, 16 de outubro de 2015: Na noite de sexta-feira, 9 de outubro de 2015, um militante da Zabalaza Anarchist Communist Front (Frente Anarquista-Comunista Zabalaza) do pobre município de Khutsong (oeste de Johannesburg), foi ameaçado com violência pelo seu trabalho político por um grupo de jovens. Na manhã seguinte, uma escola política que ele e outro membro organizam na área foi forçada a interromper suas atividades por um grupo ainda maior.

Na sexta-feira de noite, o companheiro “Tebogo” (nome real escondido por medidas de segurança) foi confrontado por oito homens. Ele foi instruído a “parar de promover o anarquismo” e de resistir ao governo porque “o Congresso Nacional Africano (ANC) deve controlar o município” ou encarar severas consequências. Na manhã de sábado, os companheiros “Tebogo” e “Boitumelo” (nome verdadeiro ocultado) foram confrontados por cerca de 15 pessoas enquanto se preparavam para realizar a sessão mensal de formação política da ZACF/Zabalaza. Pedras foram jogadas e ameaças foram feitas.

Ambos os companheiros da Zabalaza conseguiram, felizmente, escapar, mas tiveram que fugir para um município vizinho onde eles estão no momento se escondendo. Enquanto isso, o bando voltou à casa onde “Tebogo” mora, procurando-o. Nós temos feito tudo ao nosso alcance para ajudar aos companheiros nesse momento difícil.

Nós agora apelamos para todas as estruturas progressivas a se unir a nós em oposição e condenação desse óbvio ato de intimidação e terror contra a classe trabalhadora negra. Os evento em Khutsong não são, infelizmente, atos isolados. Eles devem ser vistos como extremamente sérios e potencialmente fatais.

É comum partidos políticos municipais contratarem bandidos para fazer trabalhos sujos de intimidação e ataque à ativistas. Este ano, por exemplo, uma reunião comunitária organizada por ativistas do Freedom Park, em Abahlali, sul de Johannesburg, foi atacada por bandidos supostamente contratados por um conselheiro local da ANC e seus comparsas. Diversos membros da comunidade foram hospitalizados, sendo um deles posto em cuidados especiais. Ataques à direitos humanos básicos e à liberdade são comuns.

Estamos aliviados que nossos companheiros de Khutsong não tiveram o mesmo destino e que estes companheiros com quem trabalhamos juntos em Freedom Park continuam a resistir.

Porém também temos consciência que ninguém está fora de perigo, que fatos similares aguardam por ativistas que se atrevem a falar e se erguer contra a exploração, governo, corrupção, descriminação e lucro que oprime a classe trabalhadora negra – e que beneficia as elites.

Nós pedimos que ativistas que lutam por uma África do Sul melhor, um mundo e futuro melhor, a se levantar e recusar a se deixarem ser intimidados e forçados à inatividade por seguidores da classe dominante. Com certeza nós podemos esperar que o terror aumente conforme a classe trabalhadora se revolte.

Por isso nós pedimos às organizações e indivíduos que:

1 – assinem esta declaração mandando e-mail para zacf@riseup.net ou usando os comentários abaixo;
2 – circulem esta notícia largamente;
3 – exponham todas as instâncias do terror político ao povo e mídia.

Parem intimidação política nos nossos municípios!
Defendam o direito à liberdade de expressão e liberdade de associação!
Ninguém é livre até que todas as pessoas sejam livres!

Tradução: FARJ

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[CURITIBA] 5 anos do CALC, Retomada do Anarquismo Organizado no Paraná

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Neste mês de outubro de 2015, o Coletivo Anarquista Luta de Classe completa 5 anos de existência pública. No dia 31 de outubro de 2010, o CALC lançou sua carta de apresentação e desde lá continua firme em defesa da organização, ação direta e autogestão da classe oprimida. Uma organização política anarquista que nasceu na cidade de Curitiba e que vai expandindo sua influência para outras regiões do Paraná, buscando ser um espaço para articular anarquistas especifistas e inseri-los de forma organizada nas lutas que são construídas neste estado.

Faremos um evento especial de aniversário na cidade de Curitiba; com os temas Poder Popular e Teoria e Ideologia – temas das duas primeiras revistas Socialismo Libertário, publicação da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB).

Quando: 21 de outubro, quarta-feira, às 19 horas.

Onde: Prédio Histórico da UFPR, Santos Andrade, sala 205 da Psicologia.

 

E tem novidade: faremos o Lançamento da Livraria Alberto “Pocho” Mechoso! Dezenas de títulos anarquistas estão a sua espera!

Evento no Facebook:  https://www.facebook.com/events/587692368047527/

Alberto Mechoso Presente!

Viva o Anarquismo Organizado!

Viva a CAB!

Viva o CALC!

[fAu] Contra el garrote y la represión! A nutrir la Resistencia con Solidaridad

Retirado de: http://federacionanarquistauruguaya.com.uy/2015/10/07/contra-el-garrote-y-la-represion-a-nutrir-la-resistencia-con-solidaridad/

Contra el garrote y la represión! A nutrir la Resistencia con Solidaridad

La lucha por la educación y la constante solidaridad de todos los tiempos.

Se ha perpetuado por mucho tiempo ya, en la tolerancia del Poder Ejecutivo, la lucha por la educación en Uruguay. No esperaban esta respuesta en todo el Uruguay, y menos que salieran a la calle y sostuvieran las medidas de luchas los sindicatos de la Educación, un creciente movimiento estudiantil, muchos (todos) los sindicatos en solidaridad con Paros y Huelgas en solidaridad con la lucha para que la enseñanza crezca como inversión del país. Se suma en esto un vasto recorrido de organizaciones sociales, más una novedosa red de apoyo de padres y madres y organizaciones de los barrios junto a las zonales de los sindicatos han asumido los contra cursos que en todas las huelgas de esta rama del trabajo se imparten.

Es justo afirmar que una gran salida a la calle y a la lucha ha sido en respuesta a las medidas de embate contra los trabajadores y estudiantes que impartiera el poder ejecutivo colocándolos como servicios que debe cumplir con la esencialidad. Les había funcionado para destrabar y someter varias huelgas grandes como en la Salud y en los Municipales por asuntos de limpieza,  pero en este caso, contra esta lucha una importantísima parte de la población tomó esto como una gravísima agresión, incluso, a la democracia del propio modelo republicano. Fueron de a 5, 10, 20 miles, 50 miles,  una grandísima expresión de rumbo y horizonte que nuevamente a oídos y posturas de los gobernante parece no llegar a importar, ni mover un pelo.

Centrar en todos estos episodios de lucha por la educación la solidaridad brindada por todo el movimiento popular no sería algo desmedido. Porque fue una muchedumbre gigante en las movilizaciones con la presencia de los sindicatos con sus banderas y también con sus reclamos teniendo eco en el conjunto. Llegarían y están las ocupaciones de los liceos, están apoyando en la organización, y se suman con la solidaridad que más llena y más se puede comprender cuando se está peleando.

Esta solidaridad desde las raíces del movimiento obrero y popular ha sido la unión, ha sido la fuerza. ¿Qué sería de aquella categórica leyenda que reza que “la unión hace la fuerza”, o las de “el pueblo unido jamás será vencido”, y de la de “Obreros y estudiantes, unidos y adelante?. ¿Qué es lo que alimentó a centenas y millones de personas a movilizarse contra las guerras, por la revolución cubana, por los vascos rehenes del gobierno “máximo neoliberal” de Lacalle?. Sin ser cubanos, ni vascos, ni iraquíes, sin sentir nación alguna que no separe y sin calculadora política mediante a la hora de dar la entrega por ideales de justicia y libertad, allí la Solidaridad ha sido el motor de las resistencias de los de abajo, de los obreros, “de los pobres del mundo”.

Cuando la soberbia del “no te escucho” no alcanza.

Luego de una obscena soberbia, oído sordo, y autoritarismo por parte del poder ejecutivo, la Coordinadora de Estudiantes de la Enseñanza Media (CEEM) resuelve ocupar el edificio donde se encuentra ocupado el Consejo Directivo Central de la Administración Nacional de la Educación Pública (CODICEN). La organización del gremio reclamaba dialogo y el mismo mensaje complementario que todo el movimiento por la educación exigía. Desde el pasado viernes 18 se venía desarrollando esta medida que desde el día domingo fue comenzando a ser amedrentada por el grupo de coraceros  y la policía. El poder ejecutivo asumió una estrategia de diálogo que supuso dejar a los manifestantes sin alimentación ni recursos elementales tanto para sostener la medida como para la vida en sí. Éste es el lenguaje del gobierno, así es que él habla. El mismo lugar duro y frío que ocuparon sus peores anteriores sin capacidad de diálogo y buscando que sus emisarios de turno de las históricas castas burocraciales hicieran el trabajo sucio.

El día lunes 22 ya sería distinto. Durante la tarde ya comenzó un nuevo cordón represivo a instalarse conformado por el grupo de reserva táctica (GRT) de la guardia republicana dispuestos a desalojar el edificio a como fuera. En ese edificio funcionan además del CODICEN otras oficinas de organismos públicos como el Banco de Seguros del Estado y el Ministerio de Economía y Finanzas. Esto lleva a que mediante una misiva confusa del ministerio de trabajo y las fuerzas represivas, y en diálogo con su abogado los estudiantes acceden a desocupar las áreas que no tenían que ver directamente con el organismo de la enseñanza, y así  evitar un desalojo represivo en ese momento.

No importo nada, y así y con todas las demandas y señales de diálogos se comenzó firme y fuertemente a amedrentar a los ocupantes mediante gritos e insultos, sí, por parte de las fuerzas del orden y la seguridad. A pocas cuadras se estaba realizando una movilización por salarios de los sindicatos del transporte y allí acudieron militantes del sindicato del taxímetro, entre otros más de sindicatos de Profesores y Maestros, y más y más organizaciones y militantes que agotaron también su tolerancia al ver un brutal despliegue represivo contra la ocupación de muchachos y muchachas estudiantes de 16, 17 años, el gremio de la enseñanza media. Habían dicho que no desalojarían y de repente en un abrir y cerrar de ojos comenzó la represión, herramienta que bien le viene al gobierno en varios sentidos, entre otros para buscar culpables y comenzar la caza.

Y la solidaridad que es más que tinta en un papel puso firme su fuerza contra ese atropello. Si no hubieran estado allí estos sindicatos y gremios estudiantiles el resultado sería más lamentable aún. Si allí no se hubiera agolpado aquella muchedumbre que son más miradas y brazos, dispuestas a ver y controlar con otra cosa que no es más que Poder y Popular la represión que estaba el gobierno dispuesto a llevar adelante, si eso no hubiera ocurrido el campo estaría amplio y ancho, enteramente disponible para las bestias.

¿Quiénes son el GRT?, Una fuerza especial de choque, habrán varias y con cada gobierno inventarán otra más ética y más moral, y más republicana para enjuagar la imagen que el pueblo tiene de la policía y colocarla como incorruptible, democrática y leal. Pero popularmente son conocidos como coraceros. Nosotros que somos trabajadoras y trabajadores sabemos lo que son. Se conoce en toda la historia, pero particularmente a estos los conocemos levantando a los gurises y gurisas del barrio y dando palo en las comisarías. A esta fuerza la conocemos en los mega operativos que con las excusa de atacar al narco tráfico reprimen y apalean en los barrios donde vivimos, para encontrar 40 gr de marihuana. A estos los conocemos en las tribunas populares de los estadios dando palo y sable, gas y bala de goma contra las tribunas populares cuando la televisión no apunta. Y esos muchachos que ocuparon el CODICEN saben quiénes son estos también porque son muchachos de la educación pública y la lucha por su defensa.

El saldo de los forcejeos y apaleadas, de las pocas defensas que se pudieron ejercer para salir de esa bestialidad policial – coracera, fue de 12 compañeros presos con fuertes heridas, teniendo que ser intervenido uno de ellos por quebraduras en cráneo, más otras de piernas y brazos en otros compañeros. Tristísimo es que haya un disparate tan grande de diferencia de lenguas y lenguajes, por escribir de alguna manera, que desde un lado se reclama un justo diálogo y por el otro la respuesta es garrote y disciplina. Así hacen su democracia y su poder los de arriba, para eso están esos sillones, la policía y las cárceles.

La prensa amarilla, relamida por su status burgués, la misma que simboliza la lamentable periodista húngara Petra Lazslo que zancadilleara a un padre con su hijo, sirios y refugiados los dos, esa prensa colaboraría con otros garrotes. Son lo mismo acá y allá. Petra Lazslo, el diario El País y sus hijos devenidos en diferentes corsetes. Ellos salieron a atacar más que a la ocupación a la solidaridad. La culpa de las graves heridas, la represión, el terror infundido luego en todo el edificio contra la muchachada adolescente, los presos, y hasta el estado de la educación… de todo ello tendrían la culpa los sindicatos y sus militantes que concurrieron con sus fuerzas a trabar, a poner justa fuerza popular de solidaridad contra el evidente atropello represivo.

“La verdad”, la pura y exclusiva verdad sobre los hechos estaba encajada entre las opiniones de los diarios de la derecha y las férreas y tercas afirmaciones del ministro del interior quién se justificaba en filmaciones cortadas y manejadas, presentadas por los propios palo en mano. Sin abusos y dentro de lo normal fue el eje de la descripción, con todo lo viciado del asunto y justificando que no se golpeó a nadie porque las filmaciones de la policía no se lo mostraban, pero tampoco un mar de videos, fotografías y foto reportajes que han acompañado en buenísima parte las denuncias presentadas por maltrato. Eso no sirve como dato y como síntoma de sordera se arremete con leyendas anunciando que nada detendrá a la policía, que si se la agrede estará liberada a hacer los que sea “justo”. Esa luz verde como señal de confianza y buenos cimientos.

El corrugado camino de dimes y diretes del presidente de la Institución de Derechos Humanos y ex ministro de Interior Juan Faropa ha sido un entuerto en sí. La comunicación inmediata supuso una afirmación entera a lo sucedido y la forma de impartir el orden. Que todo sucedió con normalidad, que no existieron abusos con tan gigante miopía para ocultar lo flagrante. Ya existen hoy, a unos pocos días de esas palizas, producciones de video en redes y artículos en semanarios que confirmarían que Faropa reconoce ya en el lugar y momento de la represión los apaleos al abogado de los estudiantes y los abusos en general.

No tuvo en cuenta el ministro Bonomi, jamás, la voz de los sindicatos. Cerca de diez sindicatos y gremios estudiantil, todos los de la enseñanza más varios de otras ramas del trabajo que se fueron acercando manifestaron su total repudio a la represión desatada contra una justa lucha y colocando a la policía y al ministerio del interior como responsables de lo que allí sucedió. Las nuevas voces que se venían sumando no acumulaban la potencia necesaria para alcanzar el límite auditivo del poder ejecutivo, mientras éste continuaba arremetiendo contra los manifestantes.

Fue una constante agarrar el diario cada mañana o ver en el informativo las nuevas teorías y esquema de cómo las fuerzas del mal de los “ultra radicales” se organizaban y operaban. Una y otra teoría, todas las imágenes y videos se cortaban cuando comenzaba la guardia de coraceros a dar palo, más las producciones de recorte y pegue para decir la “verdad” del “gran hermano”.

Las listas y la luz verde para las detenciones ilegales.

Porque no solo con el tupé de detener y golpear compañeros, difamar y manosear lo sucedido, respaldar y felicitar el normal actuar de las fuerzas del orden, le bastó a esa arremetida tremenda contra la solidaridad mostrada por gente y compañeros y compañeras de abajo, trabajadores y trabajadoras, estudiantes, jubilados. No, no alcanzó, y comenzaron las citaciones a juez de los heridos de las palizas, de las personas que están denunciando que no se les prestó asistencia médica, a jóvenes con brazos quebrados, a compañeros y compañeras que se prestaron a sacar de aquel mar de palos, con los mecanismos que el impulso del momento les permitió, a varios jóvenes y adolescentes que eran reprimidos y perseguidos dentro del edificio del CODICEN.

En medio de las 3 citaciones legales se nucleó un buen número de compañeros y compañeras a las puertas del juzgado. Todo sería una jornada de solidaridad para con lo que se creía ya una alevosía. Pero no alcanzó con eso, la bestia iría por más.

Tal cual brigadas anti terrorismo, con pasamontañas, con vestimenta de particular y en autos comunes comenzaron las detenciones sin ningún papel ni orden oficial. Primero detuvieron a un compañero del  Sindicato del Taxi cuando con su compañera se dirigía a comprar algo para comer. Fue llevado a los servicios de inteligencia y de allí al juzgado, prácticas comunes luego que denotan la existencia de un plan, una lista y una impunidad tremenda para hacer a diestra y siniestra lo que entendiera necesaria.

Durante ese día también se intentó llevar detenido a un estudiante de la universidad frente a la concentración solidaria que se formó pero fue evitada por parte de los mismos manifestantes. Para el día siguiente son capturados de la misma forma dos militantes del sindicato del taxímetro también, uno de ellos cuando iba a trabajar y el otro compañero cuando se dirigía a la audición radial de su sindicato. Ya habían estado averiguando en los barrios, estaban buscando llevar de a goteo a militantes para procesar y mostrar así de forma más que autoritaria y arbitraria cuáles son los culpables.

Se llevan a más compañeros, y al finalizar la semana con un gran despliegue de cierre del paso con autos, pasamontañas, requisas de vehículos y más acciones propias de Hollywood que de un procedimiento contra gente desarmada que se dirigía a una asamblea, se llevan detenido al secretario general del Sindicato del Taxímetro.  Más de una decena de militantes, de la educación, del taxímetro, el abogado que hubiera sido apaleado, todos ellos procesados por Atentado Agravado, sin prisión y con un cumplimiento de 200 horas de trabajo.

Sin considerar la agresión sufrida, la desesperación al asistir a un escenario donde una bestialidad policíaca y represora asonaría contra una gremial estudiantil de secundaria, de adolescentes y jóvenes dispuestos a desalojar pacíficamente. Contra ellos y sin tener en cuenta las lastimaduras y heridas sufridas que no fueron provocadas por ángeles de las tinieblas sino por la guardia de coraceros a diestra y siniestra, contra la resistencia inmediata al ver que lo peor que pudiera ocurrir realmente iba acontecer, contra ese mecanismo hasta humanista se descargaron los fusiles del “atentado agravado”. ¿No será una legítima defensa?. Pero para ello habría que culpar a la policía, al agresor que agredió y lastimó, que quebró brazos y costillas y cabezas.

Pero nadie está solo, crecerá la solidaridad y a retomar la lucha por la educación.

La Institución de Derechos Humanos ya afirma que lo expresado por Faropa no es oficial y es personal, que no se harán cargo de ello ya que es evidente lo falaz de su contenido. El inmediato cerco de solidaridad prestado por varios sindicatos, y las movilizaciones, mítines, y escraches que se le han hecho a embajadas y consulados de Uruguay en la región y el mundo es una muestra.

Todo el tiempo un grueso número de compañeros y compañeras rodeó los juzgados por donde la justicia desfilaba a la compañerada. Las grandes movilizaciones por la educación y el cese a la persecución han tomado y crecerán en las calles. No son momentos para descarrilar el eje sabiendo que más solidaridad y lucha será necesaria para la educación que merece nuestro pueblo. También para continuar denunciando el apaleo y la represión de ese 22 de setiembre así como el desprocesamiento de los compañeros y compañeras. Hay un grueso caudal que ya ha salido a la calle y con represión más todas las trabas que quieran poner será necesario salir más y más en estas justas peleas.

La carestía cada vez campea más, los sueldos bajos son para sostener las ostentosas ganancias de los estancieros, industriales y transnacionales que están haciendo del Uruguay un churrasco para los buitres. Y si bien la mano dura está presente y firme debemos destacarnos la imbatibilidad de un pueblo fuerte. Un pueblo fuerte resistió el embate de la esencialidad, salió a las calles siendo 50 mil por la principal avenida. Un pueblo fuerte llevó a bambalinas al gobierno a repensar sus métodos y replantearse las formas de torcer la resistencia.

Será necesario seguir creciendo así, en solidaridad y prácticas que promuevan nuevas aspiraciones y abran nuevos caminos hacia una nueva cultura que pueda sobreponerse a la fragmentación de nuestras fuerzas. Un pueblo entero en las calles, en solidaridad en los barrios y haciendo una sola la lucha y los golpes hacia los de arriba. Porque nuestra resistencia sí serán golpes, sí serán embates a su status y bienestar.

No podrán con una fuerza popular que se nutra en sus semejanzas de clase y sus perspectivas de mundo nuevo, más aún en las luchas inmediatas que los colocan en un mismo surco. No se detendrá la resistencia ni se doblegarán las estrategias de expresión y emanación del Poder Popular, con independencia de clase en las asambleas y en el conjunto de las organizaciones del pueblo.

Porque nada será en vano con solidaridad y resistencia, de eso nos hablan miles de episodios en la historia desde Corea a Chicago, desde la Patagonia a la Siberia.

Por la lucha, la resistencia y la producción de Poder Popular.

Arriba los que luchan!

federación Anarquista uruguaya

[Rusga Libertária] CARTILHA BAKUNIN, MALATESTA E O DEBATE DA PLATAFORMA: A QUESTÃO DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICA ANARQUISTA

Retirado de:                                              http://rusgalibertaria.noblogs.org/post/2015/10/06/cartilha-bakunin-malatesta-e-o-debate-da-plataforma-a-questao-da-organizacao-politica-anarquista/
Capa Impressão
A intenção de produzir este material em formato de cartilha é a de trazer para discussão a necessidade da organização anarquista. Apresentamos, assim, alguns importantes referenciais teóricos que realizaram esse debate durante o próprio desenvolver histórico/prático do anarquismo.

Para nós da Rusga Libertária, a organização deve ter “por base comum um regulamento interno e um programa estratégico; os quais estabelecem, respectivamente, seu funcionamento orgânico, suas bases político-ideológicas e programático-estratégicas, forjando um eixo comum para a atuação anarquista”.

Trazendo as reflexões de Bakunin, Malatesta e o Grupo Dielo Truda – também os debates realizados entre os dois últimos. É exposto, neste material, um pouco do referencial que tomamos para a própria formação da nossa organização política. Jamais tomando como “deuses” ou “dogmas irrefutáveis”, mas, tendo-os como ferramenta importante para a própria compreensão dos debates traçados sobre a forma e o papel da organização política anarquista.

Estudar, Organizar e Lutar – unindo sempre teoria e prática – tendo como norte a Construção do Poder Popular!!!

[CABN] Boletim CABN ago/set/2015

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/boletim-agoset-2015/

Salve companheirada!

Neste boletim de agosto e setembro: Repressão no Uruguai; Ponta do Coral (FLN); 10 anos de MPL (Jlle); fundação da Federação Anarquista dos Palmares – FARPA/Alagoas; Jornal Libera #165

Repressão no Uruguai

Socializamos nota da Coordenação Anarquista Brasileira em solidariedade aos lutadores e lutadoras taxistas e educadores no Uruguai, que estão sofrendo perseguição e prisões ilegais por conta da participação na luta em defesa da educação pública. Chamamos toda a esquerda a se posicionar em solidariedade com esses compas e debater o papel que tem cumprido os governos da Frente Ampla no Uruguai, que atacam e criminalizam os setores independentes em luta:
https://anarquismo.noblogs.org/?p=325

https://www.facebook.com/notes/federacion-estudiantes-universitarios-uruguay/declaraci%C3%B3n-codicen/412323148967913

Ponta do Coral

Em Florianópolis, segue a luta em defesa da Ponta do Coral apesar das tentativas de criminalização e cooptação. O Movimento Ponta do Coral 100% Pública responde a processo por supostos “danos morais” à Construtora Hantei, no valor de 100 mil reais.

Além disso, o prefeito Cesar Souza tenta convocar um Conselho da Cidade para seguir as discussões do Plano Diretor sem a participação comunitária. O movimento rejeitou a participação oferecida no Conselho e, junto ao movimento comunitário da cidade, entrou com representações no Ministério Público contra o golpe:
https://parqueculturaldas3pontas.wordpress.com/2015/09/29/o-golpe-do-prefeito-cesar-souza-no-plano-diretor-participativo/

Convocamos movimentos, entidades e coletivos para somar assinaturas na Carta Aberta pela mudança de zoneamento da Ponta do Coral e na Moção Pública contra a criminalização do movimento, encaminhando email para pontadocoralpublica@gmail.com:

https://parqueculturaldas3pontas.files.wordpress.com/2015/09/carta-aberta-avl1.pdf

https://parqueculturaldas3pontas.files.wordpress.com/2015/09/mocao-publica-contra-criminalizacao-mov-pta-coral.pdf

10 anos de MPL – Joinville

O Movimento Passe Livre celebrou os 10 anos de luta contra as catracas em Joinville com um festival de rap e mobilização, junto ao Coletivo PinteLute, o Ocupa Passe Livre. Leia a declaração do MPL, resgatando a história de luta e denunciando a repressão policial que se fez presente:

https://www.facebook.com/MovimentoPasseLivreJoinville/posts/953974241326312

Fundação da Federação Anarquista dos Palmares – FARPA/Alagoas

“A fundação da Federação Anarquista dos Palmares – FARPA representa um acumulo de 13 anos de militância do CAZP e de 7 do COLIDE. Representa histórias, lutas, encontros e desencontros, entre aquelas e aqueles que buscam construir ferramentas de luta para os oprimidos. Representa um processo em permanente construção e que hoje ganha nova musculatura para enfrentar novos desafios.”
https://www.facebook.com/cazpalmares/posts/465095153673373

Nota de saudação da CAB:

http://anarquismo.noblogs.org/?p=321

Jornal Libera #165

“Está disponível o mais recente número do Libera, de número 165. Nesta edição, o editorial traz um texto recentemente publicado em nosso endereço eletrônico com o título “O que restou de Junho – Uma reflexão sobre o pós-2013“. Além disso, há trechos de “Entre Camponeses” do militante aanrquista italiano Errico Malatesta, XII Congresso da organização francesa Alternative Libertaire, Solidariedade à Sâmia Bonfim, duas traduções de textos da organização anarquista dos Estados Unidos Black Rose Anarchist Federationsobre a Revolução em curso em Rojava e o ataque do Estado Islâmico à militantes que estão lá, relato de atividade sobre o caso do Rafael Braga, palestra sobre a situação curda realizada em Campos, além de poesia e outras coisas.”

https://anarquismorj.wordpress.com/2015/09/09/libera-165/

Coletivo Anarquista Bandeira Negra, integrante da Coordenação Anarquista Brasileira.

Para entrar em nossa lista de notícias, envie um e-mail para ca-bn@riseup.net.

[Rusga Libertária] AOS DE BAIXO, TODA NOSSA SOLIDARIEDADE! AOS DE CIMA, PUNHOS FECHADOS SEMPRE!

Retirado de:
http://rusgalibertaria.noblogs.org/post/2015/10/01/aos-de-baixo-toda-nossa-solidariedade-aos-de-cima-punhos-fechados-sempre/

NOTA DE SOLIDARIEDADE À COMPANHEIRADA URUGUAIA!

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Organizando-nos com os de baixo, vemos historicamente as diversas tentativas do Estado e do Sistema que nos explora de ceifar nossas lutas e violentar aquelas e aqueles que lutam por um outro mundo possível. Nesse momento, vivenciamos mais um ataque, a lutadores que se organizam e vão para as ruas no Uruguai, em luta por melhorias na educação. Criminalizações e brutalidades foram desfechadas contra estudantes, organizações sociais e sindicais; a força repressiva que serve aos de cima foi acionada contra a luta legítima e necessária no Uruguai.  No dia 28 de setembro, após conflitos que resultaram da ocupação do Codicen (orgão da educação pública), agentes da inteligência perseguiram e prenderam lutadores que lutam e resistem – como a detenção do companheiro e militante Ary do Suatt e de outros dois companheiros que foram presos recentemente.

Em cada canto, a força e a voz dos de baixo se fazem uma e se encontram na resistência contra as investidas do poder capitalista e do Estado. Por essa razão, em cada canto, palpita também um sentimento único de solidariedade dos que lutam ombro a ombro para construir as bases de um mundo novo. Nossa luta é a mesma, e nossa ideologia permanece forte nas trincheiras de batalhas, daqui ou do Uruguai. E é por revelarmos a violência do poder e do Estado que usam essa mesma violência contra nossa luta; uma vez que, para os de cima, tal é a única via de manutenção da sociedade que deve se prender às suas regras e poder.

Manifestamos toda nossa solidariedade aos lutadores violentamente perseguidos e presos no Uruguai por lutar e defender a transformação social do povo e para o povo. Às forças repressivas, lembramos que a resistência marcou e marcará sempre nossa memória de luta com os de baixo; e a liberdade será forjada dessas batalhas contra o Estado que oprime e explora.

Daqui, de Mato Grosso / Brasil, estendemos nossa solidariedade e nos colocamos na luta pela liberdade das/os lutadoras/es do Uruguai. Certos de que resistiremos e caminharemos ombro a ombro na luta por todos os cantos.

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Não tá Morto Quem Peleia, Arriba Lxs Que Luchan!

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Organização Integrante da Coordenação Anarquista Brasileira