[CAB] UNIVERSIDADES ARGENTINAS OCUPADAS EM DEFESA DA EDUCAÇÃO


Até o momento 13 Universidades já tiveram seus prédios ocupados na Argentina. O motivo? Nossos vizinhos enfrentam um cenário muito parecido com o que temos vivido desde 2015 -foram 10,5 bilhões de reais a menos naquele ano- na educação superior brasileira, onde sofremos cortes no financiamento de todos os gastos públicos essenciais como a educação e a saúde. Para o ano de 2018 foi anunciado um corte de 3 bilhões de pesos no financiamento universitário argentino. Os professores e servidores com o salário cada vez mais desvalorizado e para agravar ainda mais a situação o repasse financeiro está atrasado, e não há previsão para o dinheiro retroativo ou do segundo semestre ser pago. Com isso a educação se vê obrigada a parar.
As semelhanças que vivemos guardam dois agentes em comum: O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional. Quando estes dois irmãos entram em cena é para agir de acordo com os interesses imperialistas e defender, mesmo na pior ruína, o liberalismo econômico, ou seja, o bolso cheio de banqueiros e empresários. O BM, há muito tempo que com as suas ‘recomendações’ para a política educacional precariza a educação do povo ao redor do mundo, promovendo ano após ano a passagem da educação de um bem público para privado.
Assim também ocorre com o FMI. O endividamento da Argentina, como de tantos outros países, cresceu muito em seu período de ditadura militar. Como saldo da dívida hoje, o FMI promete conceder crédito (mais endividamento) para o país desde que este corte o que enxergam como oneração do Estado, os ‘gastos públicos’. Como órgão regulador do capitalismo internacional o FMI chega em Portugal, no Brasil e na Argentina com a mesma ‘cartilha de agiota’.
Mais uma vez os movimentos sociais latino-americanos tem um árduo caminho de resistência pela frente! Nas Universidades argentinas assembleias comunitárias têm sido convocadas, e os estudantes tomam a frente do processo ocupando os prédios e paralisando as aulas. As assembleias de base dão a linha garantindo o debate e decisão de todas e todos. Saudamos sua luta e lembramos a todos que a conjuntura internacional e local nos convida a estar em movimento!

Por um educação pública voltada ao povo!
Nossa luta e solidariedade não conhece fronteiras!
“Si quieres que el mundo cambie, empezá por tu próprio espacio.”

Universidades ocupadas até o momento:

ENCuyo-Medonza; Universidad de Buenos Aires; Universidad Nacional de Rosario; Universidad Nacional de La Pampa; Universidad de Rio Negro; Universidad Nacional de Comahue; Universidad Nacional de San Luis; Universidad Nacional de Entre Rios; Universidad Nacional de Córdoba; Universidad Nacional del Litoral; Universidad de Mar del Plata; Universidad Nacional de La Plata; Universidad Nacional del Sur.

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