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[CURITIBA] LANÇAMENTO DO LIVRO GREVE DE INQUILINOS, DE NENO VASCO

No dia 16/08, o Coletivo Anarquista Luta de Classe promove o lançamento do livro “Greve de Inquilinos”, de Neno Vasco. A atividade contará com a presença de Maikon Duarte, editor da Ambiente Arejado Publicações, para uma conversa sobre a relação entre teatro e sindicalismo e sobre o anarquismo na Primeira República.

SOBRE A PEÇA GREVE DE INQUILINOS, DE NENO VASCO.
Esta farsa conta a história de seis companheiros libertários que se encontram em dificuldade para pagar o aluguel dos quartos, onde moram. Com a iminente cobrança do proprietário, o senhor Anastácio, e o risco de despejo, o grupo passa a pensar uma série de alternativas à cobranças, desde o não pagamento do aluguel até a fuga do imóvel A chegada de companheiros anarquistas da Argentina dá novas perspectivas ao grupo de inquilinos.
A presente edição consta o manuscrito da peça que foi digitalizado pelo Arquivo Histórico-Social / Projeto MOSCA, de Portugal, e se encontra disponível para download na página do projeto. Publicamos o documento na íntegra para que o público leitor possa comparar, afim de satisfazer a curiosidade frente ao processo criativo. A edição finalizada com o artigo Neno Vasco: um amante apaixonado da cultura operária, escrito por Thiago Lemos Silva, e uma breve nota sobre a peça e os diálogos entre o anarquismo e o teatro, escrito pelos editores.

SOBRE NENO VASCO
Neno Vasco, pseudônimo de Gregório Nazianzeno de Moreira Queiroz e Vasconcelos, nasceu em Penafiel em 1878. Entre idas e vindas, suas atividades militantes junto ao movimento anarquista e operário transcorreram entre Brasil (1901-1911) e Portugal (1911-1920). Esteve à frente dos principais periódicos de São Paulo, O Amigo do Povo (1902-1904), e de Lisboa, A Sementeira (1908-1919). Pouco inclinado à ação pública, Neno Vasco contribui mais como um propagandista do que como um ativista. Por meio da palavra escrita, destacou-se por suas crônicas, ensaios, contos, poesias e peças de teatro, nas quais se evidencia seu ativismo em prol da criação de uma estratégia sindical de ação direta. Tais ações colaboraram para conferir o “tom anarquista” que caracterizou o movimento operário dos dois lados do Atlântico. Vitimado por uma tuberculose, Neno Vasco faleceu em 1920, com apenas 43 anos, na cidade de São Romão do Coronado.

QUANDO: 16 de agosto (quinta-feira) às 18 e 30.
ONDE: APP Curitiba Norte- Avenida Marechal Floriano Peixoto 306, 8º andar, Centro.

Contamos com a presença de todas e todos!

[CAB] 5 ANOS DA PRISÃO DE RAFAEL BRAGA

No dia 20 de junho de 2013, na dispersão do ato que ocorria no Centro do Rio de Janeiro contra o aumento das passagens, Rafael Braga Vieira foi detido e encarcerado acusado de porte de material explosivo. As vitoriosas mobilizações de 2013 (Eduardo Paes, prefeito na época, havia declarado a suspensão do aumento no dia anterior) deixaram, entre mortos e feridos, diversas pessoas com processos que perduram até os dias hoje. Porém, Rafael Braga é o único que continua preso até hoje (pra saber a história, acesse: https://libertemrafaelbraga.wordpress.com/about/).

Rafael Braga é hoje o símbolo da seletividade penal e do racismo do judiciário no Brasil e seu caso se tornou conhecido internacionalmente com a ajuda da Campanha pela Liberdade de Rafael Braga, agrupamento que se formou no final de 2013. Entre mobilizações nacionais, internacionais e locais, a Campanha conseguiu levar o caso do Rafael a milhares de pessoas. A amplitude que o caso tomou e a pressão popular fizeram com que o Rafael conseguisse cumprir a pena em prisão domiciliar pra tratar da tuberculose, adquirida nas péssimas condições do cárcere. Além disso, a mobilização coletiva também conseguiu dar uma casa nova para a sua família e ajuda-los com doações recebidos por todo o país.

Enquanto anarquistas organizados nacionalmente, modestamente ajudamos a construir mobilizações em diversos estados em todas as chamadas feitas pela Campanha como no Rio Grande do Sul, Paraná, Alagoas, Santa Catarina e outros, além de organizar solidariedade internacional desde o Uruguai, Estados Unidos, Itália etc. e ajudar na construção da Campanha no Rio de Janeiro.

Consideramos essencial não deixarmos o caso do Rafael Braga cair no esquecimento. Rafael colhe as consequências de 2013 no corpo e na mente até hoje e seu sofrimento não pode ser esquecido. O genocídio do povo Negro é construído sob diversos pilares e o projeto de Estado de encarceramento em massa é um deles. É preciso nos organizarmos nos bairros, favelas, locais de trabalho e estudo para lutarmos contra o terrorismo do Estado brasileiro.

Contra o genocídio do Povo Negro!
Contra o encarceramento em massa!
Libertem Rafael Braga!

[CAB] CONTRA O AUMENTO DOS COMBUSTÍVEIS E DO CUSTO DE VIDA DE TODA A CLASSE TRABALHADORA: TOMAR AS RUAS CONTRA O AJUSTE E A REPRESSÃO!

Nós da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) nos solidarizamos e apoiamos a luta dos caminhoneiros e caminhoneiras que desde a segunda-feira, 21 de maio, estão em greve em diversos locais do país, realizando trancamentos de rodovias federais, estaduais e manifestações de rua.
Os diversos interesses em jogo nessa luta, a tentativa por parte do empresariado de tentar capturar a pauta dos trabalhadores e agenciá-la a seu favor, não pode ofuscar a justa luta da categoria e obstruir a solidariedade de classe. É necessário que os trabalhadores e trabalhadoras pressionem seus sindicatos para se manifestar ativamente em solidariedade à luta dos caminhoneiros e contra a política de preços da Petrobrás, criada pelo tucano Pedro Parente sob encomenda do Governo Temer. Uma política subordinada à agiotagem do sistema financeiro internacional, que faz com que a Petrobrás não trabalhe visando os interesses do povo, mas a serviço de especuladores e empresas internacionais, praticando preços que não são aplicados em nenhum país produtor de petróleo. Essa política de preços impacta toda a classe trabalhadora, pois sua consequência é o aumento do custo de vida para todos nós. A mão invisível do mercado bem sabe onde fica bolso do trabalhador, assim como sabe se usar do cassetete e armas para reprimir quando nos colocamos de pé para lutar contra os ajustes e as políticas anti-povo dos governos que só defendem seus interesses.
A categoria dos caminhoneiro/as segue pressionando o Governo Federal para que atenda as reivindicações contidas no documento protocolado(http://www.unicam.org.br/paralisacao-do-setor-e-decorrente-de-descaso-do-governo/) dia 16 de maio, em Brasília, e entregue a todos os ministérios competentes.
No documento, a categoria exige melhores condições de trabalho e o cumprimento de acordos feitos anteriormente, como a criação de pontos de paradas de descanso nas rodovias, isenção de impostos para caminhoneiros autônomos, vale-pedágio, entre outras. Duas pautas são centrais: a redução no preço do óleo diesel e a isenção do pagamento de eixo suspenso no pedágio para os caminhõess vazios. 
Diante da forte mobilização, o governo fez o que bem sabe fazer quando é colocado em xeque. Chamou uma mesa de negociação com “representantes” que não falam em nome do movimento e fez um simulacro de acordo para legitimar a repressão militar daqueles que chamou de “pequena minoria”. Fato é que, após o suposto acordo do governo com os “representantes” da categoria, os bloqueios nas estradas aumentaram e manifestações espontâneas em solidariedade aos caminhoneiros e contra o governo Temer começaram a surgir por todo o país.
As centrais sindicais CUT, CTB, UGT, Força Sindical, CSB, NCST, diante da truculência do governo em convocar as Forças Armadas para arrancar os caminhoneiros de seus locais de trabalho, as estradas, se colocaram de joelhos diante do governo Temer para mediar um acordo com os caminhoneiros, ao invés de convocar uma mobilização que prepare a Greve Geral. Nada podemos esperar dessas centrais que pensam suas ações sob a sombra das urnas. Fazer política confiando no pleno funcionamento das instituições é não compreender que, em um Estado Policial de Ajuste, talvez ao fim do ano não exista uma urna aguardando o voto, mas sim o cano frio de um fuzil militar para reprimir a luta do povo.
Por isso, não vemos soluções mágicas, nem pela via eleitoral nem pela violência institucional de outra ditadura militar. Somente com a solidariedade e união entre os setores da população é que o povo vai conseguir resistir à ganância dos poderosos e exploradores nacionais e internacionais. A força do povo organizado, construindo o Poder Popular, que pode trazer alternativas a toda esta sangria do mercado financeiro e dos especuladores internacionais contra nós. Aqueles que apostam as fichas nas ilusões eleitorais ou saídas autoritárias ignoram que é na luta popular direta que podemos acumular e defender direitos sociais.
É fundamental que reforcemos os laços de solidariedade entre as categorias sindicais e populares para construir o germe de uma greve geral, que coloque o governo na parede e retome nossos direitos sociais perdidos.
TODO APOIO À LUTA DO/AS CAMINHONEIRO/AS!
POR UMA PETROBRÁS QUE NÃO SEJA SUBORDINADA AO MERCADO FINANCEIRO!
CONTRA A REPRESSÃO DAS FORÇAS ARMADAS/MILITARES E AS SAÍDAS SOLUÇÕES AUTORITÁRIAS!
CONTRA OS ATAQUES DO GOVERNO AOS DIREITOS DA CLASSE TRABALHADORA!
Coordenação Anarquista Brasileira

[CURITIBA] 3º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL)- NA TERÇA (26/06/2018)

Anarquismo, Gênero, Sexualidade e Feminismo

Na terça-feira, 26 de junho, o CALC articulará seu grupo de estudos em Curitiba. Faremos o CEL no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná, às 18:30, na sala 205 da Psicologia.

Assim como em outros anos, estaremos nos encontrando na última terça-feira de cada mês, discutindo vários temas relevantes para os movimentos sociais, para a esquerda e para o anarquismo. Neste encontro do CEL iremos debater a luta das mulheres e o anarquismo. Para isso discutiremos a intersecção entre gênero, raça e classe e a importância de os movimentos sociais defenderem pautas feministas e não reproduzirem qualquer tipo de opressão.

  • Não há Socialismo sem Feminismo! – Coletivo Quebrando Muros
  • O legado da escravatura: bases para uma nova natureza feminina – Capítulo I de Mulher, Raça e Classe – Angela Davis
  • Recusando Esperar: Anarquismo e Interseccionalidade – Deric Shannon e J. Rogue

Baixe aqui: CEL VI

Link: https://www.facebook.com/events/1823939294568500/

Para mais informações sobre os textos e temas que discutiremos durante o ano, visite: https://anarquismopr.org/grupos-de-estudos-libertarios/

Venha participar!

 

[CAB] Do luto a luta: Viva o 1° de Maio, dia de luta das trabalhadoras e trabalhadores!

Não é de hoje que Anarquistas se deparam com a encruzilhada que faz atravessar duas expressões que simbolizam – inclusive nas cores de nossa bandeira – a corrente Libertária do Socialismo: A Luta e o luto!

Na data de 1º de maio essas expressões ganham significado materializado nas lutas por direitos e no luto por aqueles que se tornaram os “Mártires de Chicago”. Nunca é demais fazer memória àqueles que entregaram suas vidas para uma luta que representava muito mais que “às 8 horas de trabalho diário”… Aquela era uma luta que carregava os anseios de socialismo e liberdade de toda uma classe, composta por mulheres e homens, das quais somos herdeiros e herdeiras. Esse é um fato que, muito antes de qualquer distinção, nos convoca a compromissos e responsabilidades que não podemos nos furtar.

Vivemos um momento de grandes e graves ataques dirigidos pelas elites econômica/empresarial, judiciária e militar à nossa classe, as e aos oprimidos, as trabalhadoras e aos trabalhadores. Ataques materializados nos cortes de direitos sociais, na destruição dos serviços públicos, no cerceamento de liberdades públicas, no aumento do custo de vida e, sobretudo, através do recrudescimento da repressão sobre toda e qualquer forma de oposição e resistência, seja sobre movimentos sociais ou, direcionada diretamente a lutadores e lutadoras do povo. Convencionamos que neste momento estamos atravessando um “Estado Policial de Ajuste” fortemente marcado pela ação reacionária do judiciário e seus aparatos! Um Estado-policial que caminha junto a ação paramilitar e reacionária no campo e na cidade, materializado no assassinato de militantes de movimentos populares rurais, defensores de direitos humanos (como Marielle) e lideranças camponesas, quilombolas e comunitárias.

Sofremos igualmente o ataque voraz do capital-imperialismo estadunidense e sua ação de pilhagem que se intensificou particularmente no último período em toda a região latino-americana.  Assim como, observamos os ensaios de controle militar dos de baixo, promovidos pelo exército brasileiro e sua intervenção militar-federal no Rio de Janeiro, que desde o seu início colocava-se como um “laboratório” que poderia se estender a outros estados do país.

Além das reformas trabalhista e previdenciária, enfrentamos um cenário de precarização sem precedentes nas relações e nas condições de trabalho, viabilizadas pelas medidas de terceirização e flexibilização dos contratos de trabalho. A grande maioria dessas trabalhadoras e trabalhadores terceirizados enfrenta uma realidade cruel de jornadas de trabalho estafantes, de ausência de equipamentos de proteção individual para evitar acidentes de trabalho e de salários extremamente baixos e muitas vezes pagos de forma parcelada, quando não atrasados por meses.

Tem direitos como férias e 13º salário relativizado e muitas vezes não pagos. Enfrentam subcontratações de empresas fantasmas e de “sindicatos caça-níqueis” que muitas vezes são geridos pelas mesmas contratantes.

Tudo isso conforma um cenário que dificulta sua organização enquanto trabalhadores e trabalhadoras e, por sua vez, praticamente inviabiliza mobilizações que possam confrontar essa situação. Em nossa opinião, a esperança liberal e republicana na democracia burguesa e em seu circuito viciado eleitoral não deve pautar a luta dos/as de baixo. Os palanques eleitorais não são instrumentos de mobilização nem de acúmulo de força social contra a reação dos projetos autoritários. Acreditamos que é apenas fortalecendo um polo de resistência que envolva o conjunto dos movimentos popular e sindical, que conseguiremos, nas bases e nas ruas, derrotar o avanço reacionário e os ataques aos nossos direitos.

A luta e a resistência a essa realidade de destruição de direitos e de precarização das relações de trabalho passa pelos Sindicatos, instrumentos históricos de organização da nossa classe, pelos movimentos camponeses e comunitários. Participar e disputar os espaços de organização sindical e popular para que voltem a estar a serviço dos e das trabalhadoras/es é um dever que nós, enquanto Anarquistas Organizados, não renunciamos!

Apesar do diagnóstico de que os sindicatos estão, em sua maioria, tutelados pelos interesses escusos de partidos eleitorais que se manifestam no modo de agir das grandes centrais sindicais, que mais dificultam e freiam os processos de luta do que os favorecem, defendemos que esses espaços são fundamentais e não podem ser abandonados.

Muitos apontam, então que o problema do sindicalismo seria de “direção”. Mas essa leitura não atinge uma questão central que é o fomento de uma Cultura de Participação Política. Quando falamos de cultura estamos falando de hábitos e costumes, crenças e valores. Das práticas e do universo simbólico que dá significado a essas práticas. De algo que precisa ser fomentado e experienciado, não desmobilizado ou travado como tem ocorrido recorrentemente. Podemos então falar de uma Cultura Política de Participação sindical. A questão central é que a cultura sindical que foi mobilizada durante muitos anos afasta a participação direta (ação direta) em detrimento da “eleição de dirigentes salvadores”, ou até mesmo de filiação a grandes “centrais sindicais” que supostamente teriam a “experiência necessária” para “conduzir e representar” os interesses dos e das trabalhadoras.

Portanto, a maneira mais lúcida de enfrentar a grave situação de retrocessos que vivemos passa pela construção cotidiana dessa Cultura de Participação Política desde os locais onde estamos inseridos que no caso dos e das trabalhadoras e trabalhadores, começa no local de trabalho e ganha expressão de classe no Sindicato. Em um cenário que aponta para o recrudescimento repressivo especialmente sobre a parcela “de baixo” da população, é fundamental retomar valores que estavam presentes naquele 1º de maio de 1886!

A luta e a resistência ao “Estado Policial de Ajuste” passam pelo reconhecimento, valorização e incorporação das experiências da classe trabalhadora tanto do passado quanto do presente. Nesse 1º de maio também é fundamental trazer para as lutas do presente o referencial das Organizações Operárias brasileiras do inicio do século XX, simbolizadas pelo sindicalismo de intenção revolucionária, na histórica Greve Geral de 1917 e pela insurreição geral com forte participação anarquista de 1918 que este ano completa 100 anos. Entre muitos exemplos exitosos, é fundamental reconhecer e aprender com as experiências recentes das greves de operários da construção, da educação, dos transportes, de municipários e municipárias de diferentes localidades do país. Fundamental reconhecer os recentes conflitos e greves envolvendo os setores de serviços onde há grande concentração de trabalhadores e trabalhadoras terceirizadas.

Nesse 1º de Maio saudamos e fazemos memória às experiências históricas de ontem e de hoje! Erguemos nossa voz para afirmar que é somente através da LUTA que garantiremos a manutenção e ampliação de direitos e liberdades que são fruto de anos de Luta e de Luto do conjunto dos e das trabalhadoras e trabalhadores!

1º de Maio é LUTA!

Contra o ajuste e a repressão!

Abaixo o Estado Policial de Ajuste!

Viva à memória dos Mártires de Chicago!

Viva à LUTA das trabalhadoras e dos trabalhadores!

BARRAR AS REFORMAS NAS RUAS E CONSTRUIR PODER POPULAR!

[MATINHOS] 2º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – NA PRÓXIMA SEXTA (04/05/2018)!

 

Anarquismo : Classes Sociais e Poder

Na próxima sexta-feira, 04 de maio, o CALC articulará seu grupo de estudos em Matinhos. Faremos o CEL na UFPR Litoral, às 19:30, na sala 25B.

Estaremos nos encontrando uma vez por mês, discutindo vários temas relevantes para os movimentos sociais, para a esquerda e para o anarquismo.

Este módulo tem como finalidade expor o entendimento que os anarquistas (da vertente de massas) têm dos sujeitos revolucionários, sendo a concepção destes distinta das demais correntes do socialismo por negar o exclusivismo “proletário”. Num segundo momento, buscaremos estabelecer a noção de poder para os anarquistas e a sua proposta de organização.

Os textos base são:

Da periferia para o centro sujeito revolucionário e transformação social – Felipe Corrêa

Nossa concepção de poder popular – Artigo teórico elaborado pela Coordenação Anarquista Brasileira para o primeiro número de sua revista Socialismo Libertário, publicado em junho de 2012.

Baixe aqui: CEL III

Evento no Facebook:    https://www.facebook.com/events/216261592468825/

Para mais informações sobre os textos e temas que discutiremos durante o ano, visite: https://anarquismopr.org/grupos-de-estudos-libertarios/

Venha participar!

[CURITIBA] 2º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – NA PRÓXIMA TERÇA (24/04/2018)!

Anarquismo : Classes Sociais e Poder

Na próxima terça-feira, 24 de abril, o CALC articulará seu grupo de estudos em Curitiba. Faremos o CEL no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná, às 18:30, na sala 205 da Psicologia.

Assim como nos anos anteriores, estaremos nos encontrando na última terça-feira de cada mês, discutindo vários temas relevantes para os movimentos sociais, para a esquerda e para o anarquismo.

Este módulo tem como finalidade expor o entendimento que os anarquistas (da vertente de massas) têm dos sujeitos revolucionários, sendo a concepção destes distinta das demais correntes do socialismo por negar o exclusivismo “proletário”. Num segundo momento, buscaremos estabelecer a noção de poder para os anarquistas e a sua proposta de organização.

Os textos base são:

Da periferia para o centro sujeito revolucionário e transformação social – Felipe Corrêa

Nossa concepção de poder popular – Artigo teórico elaborado pela Coordenação Anarquista Brasileira para o primeiro número de sua revista Socialismo Libertário, publicado em junho de 2012.

Baixe aqui: CEL III

Evento no Facebook:                                                                 https://www.facebook.com/events/2100606680216883/

Para mais informações sobre os textos e temas que discutiremos durante o ano, visite: https://anarquismopr.org/grupos-de-estudos-libertarios/

Venha participar!

[MATINHOS] 1º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – NA PRÓXIMA SEXTA (06/04/2018)!

O que é Anarquismo?

Na próxima sexta-feira, 06 de abril, o CALC articulará seu grupo de estudos em Matinhos. Faremos o CEL na UFPR Litoral, Sala 23 B às 15hrs.

Estaremos nos encontrando na uma vez por mês, discutindo vários temas relevantes para os movimentos sociais, para a esquerda e para o anarquismo.

Neste primeiro encontro buscamos apresentar qual são nossos objetivos e a dinâmica que pensamos para o grupo de estudos durante o ano. Além disso, a partir da discussão baseada no texto e nesta primeira temática, “O que é o Anarquismo?”,  pretendemos dar um panorama geral sobre quais princípios, ideias e conceitos são fundamentais ao anarquismo e discutir um pouco sobre como esta ideologia se formou e esteve presente na história.

– O que é Anarquismo? – Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), Revista Socialismo Libertário, nº 3.

Baixe aqui: CEL 01 – O que é anarquismo?

Evento no Facebook:                                                                         https://www.facebook.com/events/170288200449927

Para mais informações sobre os textos e temas que discutiremos durante o ano, visite:             https://coletivoanarquistalutadeclasse.wordpress.com/grupos-de-estudos-libertarios/

Venha participar!

[CURITIBA] 1º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – NA PRÓXIMA TERÇA (27/03/2018)!

O que é Anarquismo?

Na próxima terça-feira, 27 de março, o CALC articulará seu grupo de estudos em Curitiba. Faremos o CEL no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná, às 18:30, na sala 205 da Psicologia.

Assim como no ano de 2017, estaremos nos encontrando na última terça-feira de cada mês, discutindo vários temas relevantes para os movimentos sociais, para a esquerda e para o anarquismo.

Neste primeiro encontro buscamos apresentar qual são nossos objetivos e a dinâmica que pensamos para o grupo de estudos durante o ano. Além disso, a partir da discussão baseada no texto e nesta primeira temática, “O que é o Anarquismo?”,  pretendemos dar um panorama geral sobre quais princípios, ideias e conceitos são fundamentais ao anarquismo e discutir um pouco sobre como esta ideologia se formou e esteve presente na história.

– O que é Anarquismo? – Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), Revista Socialismo Libertário, nº 3.

Baixe aqui: CEL 01 – O que é anarquismo?

Evento no Facebook:                                                                         https://www.facebook.com/events/179540526015494

Para mais informações sobre os textos e temas que discutiremos durante o ano, visite:             https://coletivoanarquistalutadeclasse.wordpress.com/grupos-de-estudos-libertarios/

Venha participar!

[CAB] Assassinato Político, Terrorismo de Estado: Marielle Franco, Presente!

Na noite da última quarta-feira, 14 de março, após sair de um debate com outras mulheres negras, na Lapa, Marielle Franco foi brutalmente executada. O motorista do carro em que Marielle se encontrava, Anderson Pedro Gomes, também foi assassinado.

Executaram uma militante, mulher, negra, lésbica, nascida na Favela da Maré, defensora dos Direitos Humanos, vereadora pelo PSOL, e que havia recentemente se tornado relatora da comissão responsável por fiscalizar a Intervenção Militar no Rio de Janeiro.

Há anos Marielle vinha denunciando os abusos da PM do Estado, e estava acompanhando de perto os desdobramentos cruéis da recente intervenção federal-militar. Quatro dias antes de sua morte, Marielle havia denunciado uma ação truculenta do 41 batalhão da PM na Favela do Acari, onde policiais aterrorizaram moradores e moradoras, invadiram casas e jogaram jovens dentro de um valão.

Os assassinatos de Marielle e de Anderson representam uma ação orquestrada por um Estado Terrorista e Genocida, que não usa máscaras para dizimar o povo negro e para enviar um recado a todos e todas que se colocam contra o massacre desenfreado promovido nas periferias. Não é coincidência ou um erro da Política de Segurança Pública do Estado a morte da companheira em plena vigência da intervenção federal-militar. O avanço da repressão, através da medida, é que autoriza esse novo e profundo passo do terrorismo de estado. Trata-se de uma ação claramente bem arquitetada: nove tiros contra o veículo, um caso explícito de execução sumária de uma lutadora do povo.

O Estado, o capitalismo brasileiro e suas instituições seguem funcionando, com seu perfil histórico de manutenção das desigualdades estruturais e de perpetuação direta ou indireta da barbárie.

Neste momento de dor, tristeza e ódio nos cabe prestar toda solidariedade as famílias de Marielle e Anderson, as companheiras e companheiros do PSOL e a todos e todas que estão diariamente nas trincheiras contra o genocídio do povo negro.

ESTADO TERRORISTA!
PELO FIM DA INTERVENÇÃO FEDERAL-MILITAR!
POR MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA!!!

MARIELLE FRANCO: PRESENTE!