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10 anos da Biblioteca Social Fábio Luz

Retirado:

http://farj.org/

No próximo sábado (19/11), vamos comemorar uma data que consideramos muito especial ao anarquismo no Rio de Janeiro: os DEZ ANOS da Biblioteca Social Fábio Luz (BSFL), fundada em 18 de Novembro de 2001 em Vila Isabel. Junto com este aniversário, será lançado também o livro “Luta Social em Vila Isabel” de autoria do jornalista e integrante da BSFL, Milton Lopes.

A biblioteca, um antigo sonho dos anarquistas cariocas, nasceu com a reunião de acervos de Ideal Peres, do antigo Grupo Anarquista José Oiticica e do acervo do Círculo de Estudos Libertários Ideal Peres. A temática básica dos cerca de 900 livros é o anarquismo, entretanto, pode-se encontrar outros temas como literatura, poesia, educação, livros didáticos, teatro e marxismo. Hoje contamos também com uma videoteca, bastante procurada pelos freqüentadores do Centro de Cultura Social. O nome da biblioteca foi dado em homenagem ao militante Fábio Luz. Este nasceu na Bahia e formado em medicina, se aproximou do anarquismo ao chegar ao Rio de Janeiro no final do século XIX. Escritor, pioneiro do romance social no Brasil, durante toda sua trajetória esteve próximo a luta sindical e junto aos operários.

Foi também a partir da biblioteca e do acúmulo militante dos anos anteriores, que foi criada a primeira frente de militância da Federação Anarquista do Rio de Janeiro (fundada em 2003): nossa frente comunitária, que existe até hoje. A biblioteca foi o primeiro trabalho no que viria a se tornar o Centro de Cultura Social, em 2003.

Hoje, a biblioteca cumpre um papel silencioso, mas fundamental para a militância política e social. Por suas estantes, passam todos os sábados, estudantes, desempregados, professores, moradores do bairro, pesquisadores e militantes dos movimentos sociais mais variados. Por isso, comemorar os 10 anos da Biblioteca Social Fábio Luz de certa forma é comemorar também parte da história mais recente do anarquismo no Rio de Janeiro. É comemorar a luta, a organização e o avanço da militância popular e libertária neste estado, do qual, modestamente, acreditamos fazer parte e ter contribuído. É comemorar uma trajetória que se inspira no passado não para reproduzir sem crítica o que já foi, mas para recriar com dedicação e compromisso, as condições de fortalecimento do poder popular, rumo ao socialismo libertário!

Federação Anarquista do Rio de Janeiro

Resposta da Organização Resistência Libertária (ORL) à sociedade, aos lutadores anarquistas por todo o Brasil e à intitulada “Carta Aberta de Desligamento do Camarada Macarrão…”, ex-militante da ORL.

NOTA DE RESPOSTA

Qui, 03 de Novembro de 2011 12:22

“A REVOLUÇÃO É IMENSA… MAS OS HOMENS SÃO                                                                 INFINITAMENTE PEQUENOS.”

Resposta da Organização Resistência Libertária (ORL) à sociedade, aos lutadores anarquistas por todo o Brasil e à intitulada “Carta Aberta de Desligamento do Camarada Macarrão…”, ex-militante da ORL.

A Organização Resistência Libertária (ORL)[1] é uma organização política anarquista que teve seu início no ano de 2008 e se insere no panorama da luta de classes no Brasil, ao lado de organizações parceiras reunidas em torno do Fórum do Anarquismo Organizado (FAO). Ao longo deste período, estivemos inseridos em diversas lutas nos setores popular, sindical e estudantil, contribuindo com nossa militância no sentido de impulsionar os movimentos sociais com os quais tivemos e temos relações, visando alavancar a luta organizada e autônoma do nosso povo. Nossa organização tem como perspectiva ser uma ferramenta inserida nos movimentos sociais, atuando no sentido de contribuir, através de nossa militância, por meio do diálogo, da troca de experiências e da participação ativa, para que as lutas e os movimentos sociais possam ultrapassar o caráter meramente reivindicativo e desenvolver a combatividade, a autonomia, a capacidade de auto-organização e a democracia direta.

É importante fazer esta introdução na medida em que temos uma recente trajetória de organização e alguns setores nos conhecem há pouco tempo, ou ainda não conhecem nossa Organização Política. Ainda, na medida em que pesam sobre o Anarquismo várias definições preconcebidas e preconceituosas, utilizadas ao longo da história para detratar nosso movimento e a organização libertária dos oprimidos e explorados deste mundo. A Anarquia nada mais é do que uma sociedade onde inexiste o privilégio e a exploração do homem pelo homem. Uma proposta de organização social na qual reside a igualdade política e econômica de todas e todos organizados sobre novas bases sociais de existência humana. Uma sociedade cujo poder do povo é efetivamente autônomo e soberano, na qual a autogestão o princípio fundador do modelo de organização e a democracia de base e a ação direta se contrapõem à representatividade burguesa. É rearranjando, assim, a sociedade de “baixo para cima” e não de “cima para baixo” como na atual ordem do Capital e do Estado, cujas funções se resumem a manter a desordem atual, a exploração e o estado de miséria organizada no sistema que denominamos capitalismo.

Ressaltamos ainda que, apesar de sermos uma organização política, nos diferenciamos da prática ligada historicamente aos grupos políticos que conhecemos como “partidos” – uma das formas possíveis de organização política –, inseridos nas correntes de direita e de esquerda, adeptas de um discurso revolucionário ou não. É imprescindível esse prelúdio, tendo em vista que em todos os setores em luta aparecem múltiplos atores em cena, e, dentro destes, um emaranhado de Partidos Políticos organizados para defender seus interesses no seio de cada categoria e cada movimento organizado. Alguns o fazem com vieses mais democráticos, outros com posturas mais vanguardistas e autoritárias. Nesse ponto, nossa prática política se diferencia: a ORL se pauta pela democracia direta e horizontalidade das relações como forma de debate e deliberação, seja no interior da organização, seja em nossas relações políticas com os movimentos sociais.

Tentamos nos guiar, em todos os movimentos, com postura política condizente com nossos princípios libertários, inspirados na tradição e na matriz de pensamento e prática do Anarquismo. Defendemos nos movimentos com os quais atuamos que quem deve decidir os rumos das lutas sociais são os reais interessados e afetados diretos, e não agentes externos. Nossa atuação distancia-se da prática de vanguarda porque acreditamos que nossa contribuição é dialética e, sobretudo, ética. Não entendemos que estamos à frente do povo em luta, nem na retaguarda, mas sim ao lado, ombro a ombro. Enfatizamos que esta é uma de nossas diferenças essenciais, que faz com que, na medida em que atuamos no seio de qualquer luta, estamos também sempre aprendendo, influenciando e sendo influenciados pelos próprios movimentos sociais com os quais nos relacionamos.

Estamos firmemente convictos da importância de nosso difícil e ao mesmo tempo modesto trabalho em todos os setores que atuamos nestes últimos anos. Em todos eles defendemos os nossos princípios (classismo, ação direta, horizontalidade, autonomia, democracia direta e solidariedade) de forma honesta. Por isso, sempre fomos bem recebidos e entendidos como aliados de luta. Isso só faz crescer a solidariedade entre nós, companheiros e companheiras, irmãos na exploração e reação a este estado de desorganização e opressão completa no qual vivemos.

É claro que, como as demais organizações políticas, guardadas suas devidas diferenças, não estamos isentos de tomar caminhos equivocados. A ORL contou com erros e acertos ao longo de toda sua trajetória. Não nos cabe aqui, a exemplo de outras organizações políticas, fazer um discurso triunfante. Cabe destacar que, para nós, as melhores avaliações e aprendizados são construídos com aqueles que estão em luta conosco, nos movimentos sociais, fraternos na luta que travamos cotidianamente.

“A Revolução é imensa, os acontecimentos gigantes, mas os homens são infinitamente pequenos. Eis o caráter de nosso tempo.”

Mikhail Bakunin (Carta a Pierre J. Proudhon)

Infelizmente, após a saída de um companheiro que esteve ao nosso lado nos últimos anos, temos de vir relembrar nossas aspirações publicamente e reafirmar nossa perspectiva enquanto organização. Para nós, não é trabalho demasiado responder, e tornou-se necessário fazê-lo, uma vez que nos sentimos desrespeitados e caluniados com as palavras divulgadas em alguns círculos de luta, por meio da “Carta aberta de desligamento do camarada Macarrão da Organização Resistência Libertária [ORL]”. Não somos em nada contra a escrita de uma carta de desligamento de um militante que decidiu por se desvincular de nossa organização, pelo contrário, somos favoráveis a essa prática. Contudo, esperávamos algo que construísse a luta política e social, de avanço do Anarquismo e dos movimentos sociais no Brasil. Esperávamos o mínimo de análise e reflexão teórica, já que foi este o debate que o companheiro tentou travar antes de sua saída. Ao longo da citada carta, o ex-militante da ORL buscou expor falhas e questões de caráter interno da nossa Organização, compartilhando uma série de avaliações pessoais sobre as mesmas que, na nossa visão, são em sua grande maioria equivocadas e irresponsáveis. Consideramos isso porque o referido ex-militante mentiu e dissimulou partes do nosso referencial teórico e da nossa prática política, substituindo-os por análises, conceitos, idéias e noções que ele próprio defende, relacionados diretamente com outros meios políticos externos e distintos da ORL.

É lamentável que tenhamos que escrever um longo texto para desmentir falsas interpretações, sabendo que todo o discurso da Carta está marcado por um “espezinhamento” e por um “denuncismo” aberto e indiscriminado, numa tentativa de deslegitimar-nos sem, contudo, apresentar fundamentação consistente. Uma prática corrente há anos em setores da esquerda mais autoritária, que tem por objetivo a pura destruição do oponente político.

Iremos, então, responder a carta de modo diferente, com respostas políticas, da maneira como pensamos que deve ser todo debate que participamos. Abaixo descreveremos a análise, de forma mais detalhada e explicativa, de alguns pontos centrais contidos na referida carta, conforme nossa concepção política:

  1. 1. A primeira falha que percebemos nas idéias expostas foi o discurso a-histórico. São feitas avaliações da luta a partir do hoje, não compreendendo o passado em seu contexto e suas particularidades, numa maneira de ver e analisar deveras anacrônica, que projeta no passado noções que o autor da carta tem hoje como se já as tivesse. Aponta erros pretéritos que o próprio autor avaliava diferente à época. Inclusive se isenta de todos os erros que diz ter a Organização cometido, como se não devesse responsabilidades pelo agrupamento que construía e não tivesse relação nenhuma com os equívocos cometidos coletivamente. De modo oportunista, tenta se sobressair escondendo erros e posturas que assumiu ao longo de sua militância conosco. Em nossa Organização, discordamos veementemente de tal conduta, já que todos os militantes da ORL são responsáveis por nossas táticas e estratégias políticas, devendo assumir coletivamente nossos erros e acertos.
  2. 2. Cai na prática do “denuncismo”, com um longo texto que em nada contribui para os movimentos sociais ou para o Anarquismo e sua construção a nível nacional. Reconhecemos que o companheiro pode ter conhecimento e mesmo o debate sobre o campo do Anarquismo no Brasil (ainda que não esteja de acordo com o que pensamos), mas este perdeu uma ótima oportunidade para qualificar e elevar seu discurso. Compreendemos também como equivocada e frustrada o envio de sua carta para círculos de luta variados sem nenhuma relação embriológica com o Anarquismo, demonstrando uma clara confusão de ambientes e desvio de objetivos.
  3. 3. O militante, diferente do que quer fazer transparecer na Carta, se orienta sem norte estratégico. Atua onde explode a luta de forma voluntarista, espontaneísta e individual. Enquanto nossa Organização planeja, coletivamente, a atuação em qualquer espaço de atuação política, o companheiro decidiu eximir-se desta tarefa, uma vez que passou a agir e “fechar” com grupos externos à ORL nos espaços de luta, sem nosso conhecimento, faltando com respeito e responsabilidade perante a Organização. Um exemplo disso foi sua defesa aberta do Voto estratégico em Dilma Rousseff nas últimas eleições, compactuando com o fortalecimento do Estado e do parlamentarismo, negligenciando a nossa conduta e o referencial do Anarquismo frente às eleições e à representatividade burguesas.
  4. 4. Os conceitos utilizados pelo companheiro já não condiziam com nosso referencial teórico, com nossa Declaração de Princípios[2] e com nossa prática política. Conceitos como “vanguarda”, “centralismo”, “massa”, dentre outros, e noções como “material humano” e “pára-governismo” não fazem parte das nossas referências e da linguagem que usamos para comunicar nosso pensamento e nossa ação. Essas noções acabaram por revelar um alinhamento teórico distinto do que temos acumulado. No lugar da prática e do conceito de vanguarda, por exemplo, nos pautamos pelo conceito de “minoria ativa”, ou seja, defendemos a inserção de nossos militantes nos movimentos sem a busca frenética por aparelhos de “direção” da luta ou a conquista dos espaços de decisão. Nossa perspectiva é de construção da luta de base dos setores em luta, defendendo que a organização se dê “de baixo para cima” e da “circunferência para o centro”, e não o inverso. Contrapomos ainda à “centralização”, defendida pelo camarada, a horizontalidade e o federalismo como princípios e formas de organização descentralizada e libertária – tão caros ao Anarquismo internacional e de luta.
  5. 5. Aproximamo-nos do Fórum do Anarquismo Organizado (FAO) porque este representa uma proposta de construção do Anarquismo organicista no Brasil. Discordamos veementemente da análise feita pelo camarada com relação ao Fórum, sobretudo se pensarmos na construção do Anarquismo de maneira séria, com enraizamento nas lutas e respeito às localidades. Para nós, a postura mais acertada é iniciar a discussão com o referido Fórum, que nos oferece uma construção mais atenta e dialética do anarquismo a nível nacional. Contudo, reafirmamos que não fazemos parte organicamente do FAO, mesmo mantendo relações de proximidade política. Na carta do companheiro é oferecida como alternativa para os anarquistas no Brasil a organização em torno da UNIPA, um “partido anarquista”, organizado e centralizado em escala nacional, tendo por base uma teoria engessada a qual não se constrói, apenas se adere. Discordamos que exista uma “expressão acabada do Anarquismo”, como a referida organização defende, um sistema teórico supostamente “científico” e dogmático, que nos isolaria em abstrações, negando a constante dialética entre a teoria e a ação. Para nós, os teóricos são referências para o pensar e o agir de nossa organização em nossa experiência contemporânea. Devem ser lidos, interpretados e apropriados a luz das preocupações atuais.
  6. 6. O companheiro faz confusão e trata com frouxidão a análise do conceito de especifismo, pondo um sinal de “igual” com os de ecletismo e sintetismo. Especifismo, em apertado resumo, traduz a ideia da Organização formada especificamente e unicamente de anarquistas, com unidade teórica e prática, em nível político para atuar no social. A Federação Anarquista Uruguaia (FAU) desenvolve o termo e o difunde para a América Latina. Em outras partes do mundo a organização só de anarquistas é conhecida por outros termos. Na organização especifista não cabe todo tipo de anarquistas, ou todos aqueles e aquelas que se dizem anarquistas. Não é, portanto, uma “colcha de retalhos”, conforme argumentado, pois nesta forma organizacional não cabem os anarquistas reprodutores de uma política autoritária e antiética presentes no seio da organização, ou mesmo individualistas, primitivistas e/ou anti-organizacionistas. Explicando ao companheiro, sintetismo é quando dentro de um mesmo agrupamento anarquista se encontram diferentes concepções do anarquismo distintas no âmbito teórico e que podem, mas não sempre, conflitar na prática, como já fora defendido pelo anarquista Sebastian Faure. Este não é o caso da ORL, que é, como explícito em nossos documentos, expresso em nossas ações planejadas e em nossa prática política, uma organização que busca constante unidade teórica e prática. Contudo, aparenta ser o caso do companheiro ao reivindicar o arcabouço teórico-conceitual e lingüístico do leninismo e do trotskismo, aliado a teóricos do anarquismo. Esta sim é, portanto, uma manifestação “ecletistista” e “sintetista”, uma vez que se arvora no Anarquismo, mas tem por base a fusão de teorias e conceitos completamente distintos e antagônicos.
  7. 7. O camarada tentou no último ano fraturar ou “rachar”, como preferem alguns militantes adeptos do trotskismo e do maoísmo, a organização assumidamente, fazendo, inclusive, a disputa de militantes para construir outro agrupamento. Nos últimos meses em que esteve na organização chegou a propor uma formação política interna com marcada linha teórica de outra organização. Isso demonstra que o companheiro já estava tendo contato direto e/ou íntimo com o grupo a quem solicita ingresso, mesmo se não tivesse ainda ingressado. O mesmo só saiu da ORL quando percebeu que seus objetivos não seriam concretizados.
  8. 8. Por fim, diz na carta que a ORL não tem uma teoria definida, nem aponta possibilidades de debate e formulação teórica, por não darmos importância à teoria para a luta social. A esta crítica resta respondermos e reiterarmos que, na realidade, apenas não nos interessa copiar ou aderir a algum programa político de outra organização, previamente formatado e distante das particularidades do nosso lugar e tempo de atuação. A construção da teoria se dá na prática de luta diária e não sentado em um divã, em busca da teoria perfeita para “aplicar” onde quer que seja.

Nesse sentido, com tantas divergências, entendemos que já era mais que chegada a hora da saída do companheiro da nossa organização. A Organização Política existe para potencializar a luta e, na medida em que nós, na avaliação do companheiro, estávamos seguindo o caminho errado e em que o mesmo atrapalhava, uma vez que não mais construía a Organização, sua saída era questão de tempo. Talvez o nosso maior erro neste processo tenha sido o de não tê-lo expulsado ao percebermos que seu alinhamento teórico e prático estava em confronto direto com o que defendemos. Agimos de modo igual com aqueles militantes que, por motivos vários, optaram por se desligar ou se afastar da ORL, esperando honestidade e fraternidade, quando na verdade deveríamos ter tido uma atitude mais correta e firme. Assumimos publicamente nosso erro.

Por fim, compreendemos que o companheiro não enfatizou o real motivo de sua saída da Organização, tal seja o seu alinhamento teórico e prático com uma organização política que tem seu arsenal teórico vinculado direta e explicitamente com matrizes de pensamento e prática no comunismo autoritário internacional.

Mentiras e dissimulações não toleramos, por isso perdemos nosso escasso tempo, respondendo tais leviandades que aqueles e aquelas que conhecem nossa militância sabem e já vieram discordar, de maneira solidária, entrando em contato e conversando conosco pessoalmente. Desejamos ao companheiro uma bela trajetória de luta e que, independente da organização que venha fazer parte, desenvolva uma militância séria e honesta, baseada na ética, no compromisso militante e na solidariedade. É o que esperamos de todo militante, independente da sua ideologia.

Esperamos sinceramente que esta resposta não seja tomada como mais uma briga de egos das quais o referido militante já tomou corpo historicamente, mas sim uma resposta clara e direta da nossa Organização. Caso este texto abra margem a outros questionamentos ou documentos dirigidos a nossa organização em torno desse assunto, seja pelo ex-militante ou pela organização que o companheiro pleiteia ingresso, desejamos prioritariamente responder-lhes de forma concreta, nos campos de luta em que atuamos, com nossa prática política.

Ao que importa, seguiremos firmes na luta cotidiana ao lado dos nossos companheiros e companheiras de luta do nosso povo, empenhados na construção do Anarquismo como ferramenta de transformação social, mais fundamentalmente na construção de um Povo Forte e cientes da grande tarefa revolucionária que devemos perseguir.

Saudações Libertárias, Fraternas e Solidárias.

Organização Resistência Libertária – ORL.

Fortaleza/CE, 03 de novembro de 2011.

Ata do Lançamento dos livros “Negras Tormentas…” e “Além de Partidos e Sindicatos” – dia 27/08/11

Retirado de:

http://www.cabn.libertar.org/?p=39

Florianópolis, 28/08/11

SEEB – Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários, 17:00 horas

Nos dias 26, 27 e 28 de agosto foi realizado nas cidades de Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre respectivamente, o lançamento do livro de Alexandre Samis, “Negras Tormentas: o Federalismo e o Internacionalismo na Comuna de Paris”, editado pela Hedra. Tivemos a satisfação de realizar a primeira atividade oficial do Coletivo Anarquista Bandeira Negra que contou com aproximadamente 50 pessoas. O debate dos autores foi mediado pelo compa Khaled que também apresentou o CABN e sua Carta de Princípios.

O livro de Samis traz de volta à luz uma das maiores experiências de organização da classe trabalhadora que pela autogestão formaram durante dias “o último levante de massas” e o primeiro episódio da luta pelo internacionalismo proletário. Segundo o Professor Wallace dos Santos, na apresentação de sua orelha, este livro “deve ser saudado com uma grande festa, tanto pela comunidade acadêmica como pelos leitores em geral.” Em sua apresentação, Alexandre Samis explica como o episódio da Comuna foi reconhecida como um processo de acumulação das reivindicações revolucionárias naquele período do século XIX. Sistematicamente ele analisa, clara e objetiva, como se dão os conceitos de internacionalismo e federalismo, destacando assim, a definição da autogestão com propósito de transformação social radicalizada. Este livro marca os 140 anos da Comuna de Paris, bem prefaciado por René Berthier, francês e pesquisador da Comuna. Alexandre Samis é doutor em História pela Universidade Federal Fluminense e professor do Colégio Pedro II. Também escreveu os livros Clevelândia: anarquismo, sindicalismo e repressão política no Brasil (Imaginário/Achaimé, 2002) e Minha pátria é o mundo inteiro: Neno Vasco, o anarquismo e o sindicalismo revolucionário em dois mundos (Letra Livre, 2009).

Como evento misto, tivemos a participação especial do nosso companheiro José Carlos Mendonça, pesquisador e técnico do Laboratório de Sociologia do Trabalho (LASTRO-UFSC) que também está lançando o livro “Alem de Partidos e Sindicatos: Organização Política em Anton Pannekoek”, editado pela Achiamé também este ano.

A duração do debate teve em quase 3 horas participações de estudantes, militantes de movimentos sociais e interessados em geral. Para a primeira apresentação do Coletivo Anarquista Bandeira Negra, esta atividade buscou contemplar e amplificar a divulgação de autores que seguem a linha pela transformação social na medida em que se discuta abertamente os contextos sociais e políticos, passado e presente, para novos núcleos formadores. O objetivo do CABN é a longo prazo a confluência, a nível social e político, catalização das frentes de luta junto aos movimentos sociais. Nascendo assim de forma minoritária mas solidificante, para construir a nossa prática e estratégica dentro dos preceitos do anarquismo especifista.Uma lista de presenças foi passada com o intuito das pessoas interessadas nas futuras atividades desenvolvidas pelo CABN estarem informadas. Também estavam à disposição de venda a preços módicos os exemplares de ambos livros.

Com o fim desta atividade que não seja considerada um fato isolado propomos que um novo encontro seja organizado pelo CABN a fim de ampliar novos debates para uma formação mais concreta da pró-organização específica anarquista em Florianópolis, para que se somem e contribuam junto ao FAO – Fórum do Anarquismo Organizado. Desta forma, fica agendada um próximo encontro para o dia 24/09.

Longa Vida ao Coletivo Anarquista Bandeira Negra!

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[CURITIBA] Solidariedade aos estudantes de medicina UFPR

O Coletivo Anarquista Luta de Classe é solidário a luta dos
estudantes de medicina da UFPR que se organizaram para
manter da posse do prédio do DANC, o Diretória Acadêmico
Nilo Cairo. O DANC, que já abrigou encontros, seminários,
debates e festas,que é reconhecidamente fruto de conquista
da militância estudantil, vem sendo ameaçado de despejo
pela Reitoria da UFPR. Enquanto esperam um desfecho
positivo @s compas ocupam e cuidam do mesmo, um espaço que já
faz parte da história da cidade e do movimento estudantil
local.

Sabe-se que hoje a repressão aos setores dos movimentos
sociais que apresentam formas de resistência e luta
contra a sociedade capitalista aumentou, tanto da parte
dos governos, quanto do capital privado. Tal iniciativa
da Reitoria, “de despejar o espaço”, parece então se
inscrever no esforço da elite em crimilizar e reprimir
as iniciativas populares de organização e luta, sejam
elas de estudantes, sem tetos, trabalhadores ou
desempregados, enquanto tentam impor seus próprios
interesses(PRIVATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO e ESPECULAÇÂO
IMOBILIÁRIA).
Nota-se que, a posse coletiva de um espaço – DANC –,
representa hoje uma forma de luta contra a propriedade
privada, mas ainda,que a luta pela posse coletiva do
espaço público em nome d@s estudantes é também parte
da resistência popular ao projeto de privatização
dos serviços públicos orquestrado pelo Governo Federal,
nesse caso, as Universidades.

Assim, declaramos nosso apoio aos companheir@s que buscam
garantir a posse do DANC para a luta e organização estudantil.
Pois: "quando os de baixo se movem, os de cima caem!"

Liberdade! Socialismo!

Desde Brasil ustedes tienen nuestro apoyo: Viva la FACA!

Desde Brasil ustedes tienen nuestro apoyo: Viva la FACA!

La Federacion Anarquista Gaucha (FAG) y las organizaciones que
componenel Foro del Anarquismo Organizado (FAO) en Brasil
saludan la Federación Anarco-Comunista de Argentina (FACA).

Quedamos contentos con lo desarrollo del anarquismo
especifista en Argentina y vuestras intenciones de
construcción federal y nacional.No e suna tarea fácil
la consolidación de una estructura orgánica en
país, pero compartimos con vosotros este mismo camino,
con lucidez y madurez,respectando las características
regionales y construyendo desde cada lugar una
organización sólida.

Nuestro esfuerzo en Brasil através del Foro del
Anarquismo Organizado (FAO) es parte de un proceso
de casi una década coordinando y buscando firmar lo
consenso sin perder de vista la construcción desde
abajo hace arriba.

En America Latina existe hoy un desarrollo importante
de nuestra corriente dentro del anarquismo y las
Jornadas Anarquistas 2011 representaran un paso muy
importante en este proceso. Juntamentecon las
organizaciones especificas anarquistas latino americanas,
buscamos una construcción teórica, política concreta,
para confluir esto en un ámbito de comunión.

Estamos juntos y asi seguiremos con mas fuerza, hermanos!
Por la construcción del Poder Popular! Por el socialismo
y la liberdad!
Viva la FACA!

Federação Anarquista Gaúcha – secretaria de relações
Fórum do Anarquismo Organizado – secretaria nacional

Nova Sessão Biblioteca Libertária ativada!

Acabamos de criar uma nova sessão em nosso blog. A sessão Biblioteca Libertária trará textos lidos e debatidos pelo grupo, que de alguma forma servem de referência para discussão interna e formulação política de nossa organização. São textos públicos e já publicados, históricos, clássicos ou elaborações da militância anarquista contemporânea, que trarão sempre um resumo ou sinopse, no intuito de despertar o interesse para a leitura. Como são retirados de outros sites buscaremos manter a sinopse do autor, caso o texto já tenha uma, ou escrever um pequeno resumo com objetivo de introduzir a questão desenvolvida em cada texto. Assim, além de democratizarmos importantes reflexões libertárias, divulgamos o trabalho de companheir@s e sites que divulgam a história, a memória e a atualidade das lutas sociais protagonizadas pelos explorados.

Reinauguração da loja virtual da Cooperativa Faísca

Reinauguração da loja virtual da Cooperativa Faísca

http://www.lojamais.com.br/faisca

A cooperativa faísca tem o prazer de anunciar o retorno de suas vendas
virtuais. Ano passado tivemos um problema com o suporte técnico que
hospedava nossa loja virtual e resolvemos mudar de servidor. Tal processo
praticamente paralisou todas as nossas vendas pela internet, mas agora
estamos de volta!

Além dos livros das editoras Faísca, Imaginário e Achiamé, teremos outros
tipos de materiais que serão disponibilizados aos interessados.

Efetuar a compra neste sistema é muito mais rápido, prático e seguro! Você
só precisa cadastrar seus dados uma vez e o livro é enviado rapidamente ao
endereço registrado!

Ao comprar na cooperativa faísca você também apoia um projeto de geração
de renda autogestionário e reforça uma iniciativa de economia solidária.

Não vendemos livros, compartilhamos idéias!

Cooperativa Faísca
http://www.lojamais.com.br/faisca

[CURITIBA] Concentração Nacional do Fórum do Anarquismo Organizado

Foi realizado o ato da Concentração Nacional do Fórum do Anarquismo Organizado na quinta, véspera do Natal (24.12.2010), voltado a distribuição do SOLI 25, que trouxe uma análise das últimas eleições e do futuro Governo PT-Dilma.

Distribuímos o jornal Socialismo Libertário no Terminal Guadalupe (Curitiba – PR) sem maiores contratempos e com boa recepção do povo trabalhador da nossa cidade.

Liberdade! Socialismo!
Coletivo Anarquista Luta de Classe.

Adesões Nacionais e Internacionais aos 15 anos da FAG

Adesões Nacionais e Internacionais aos 15 anos da FAG

CALC – Coletivo Anarquista Luta de Classe (PR)

 

Aos companheiros e companheiras de luta da FAG.

 

 

É com alegria que parabenizamos os companheiros e companheiras da FAG por esses 15 anos de VIDA. Com sua prática política reescrevem o Anarquismo nas lutas sociais contemporâneas, a partir de uma perspectiva de classe, sempre comprometida com o interesse d@s explorad@s, com a construção de um povo forte e com a organização popular.

 

 

Aqui em Curitiba, ao lançarmos o Coletivo Anarquista Luta de Classe, sempre tivemos como referência o trabalho das organizações anarquistas que hoje articulam o FAO, como a FAG a FARJ, sem esquecermos o trabalho da Federação Anarquista Uruguaia, há mais de 5 décadas expressando a resistência do povo uruguaio e, mais recentemente, apoiando a organização dos anarquistas no Brasil.

 

 

Esse trabalho político social, que hoje almejamos no CALC, já vem sendo realizado com muita determinação pelos noss@s compas gaúchos nesses 15 anos de “estrada”. Isso fica claro ao percebermos a sua presença e influência na luta e resistência do povo gaúcho, com sua participação nas lutas sindicais, estudantis, comunitárias, por reforma agrária e emprego, e também, em sua capacidade de articulação com as demais organizações anarquistas no Brasil e no exterior .

 

 

Se hoje a nossa classe ainda não tem nada a comemorar, nesses tristes

 

tempos de Lulismo, o exemplo de luta da FAG deve ser seguido, pois como falam @s compas: Não tá morto quem peleja!

 

 

Saúde e Anarquia! Liberdade e Socialismo!