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[RL] 10 ANOS DE RUSGA LIBERTÁRIA: 10 ANOS CONSTRUINDO O ANARQUISMO ORGANIZADO EM MATO GROSSO

As reticências, as meias-verdades, os pensamentos castrados, as complacentes atenuações e concessões de uma diplomacia covarde não são os elementos dos quais se formam as grandes coisas: elas fazem-se, apenas, com corações elevados, um espírito justo e firme, um objetivo claramente determinado e uma grande coragem. Empreendemos uma grande coisa, […], elevemo-nos à altura de nossa empreitada: grande ou ridícula, não existe meio-termo, e para que ela seja grande é preciso, pelo menos, que por nossa audácia e por nossa sinceridade tornemo-nos também grandes.

Em 18 de novembro de 1918, os anarquistas realizaram uma insurreição no Rio de Janeiro; as primeiras três décadas do século XX, no Brasil, o anarquismo esteve vivo e combativo conjuntamente às lutas operárias, educacionais e campesinas – do campo à cidade, envolvidos na intenção de construção do Socialismo Libertário, da Revolução Social. São 98 anos desde a Insurreição Anarquista, noventa e oito anos que não deixa ser apagado nossa memória de luta, organização, rebeldia, solidariedade, apoio mútuo, fraternidade, internacionalismo e Ação Direta! Mesmo não sendo a data de nossa fundação, é uma data que faz parte da nossa história, da história de mulheres e homens que se colocaram em sagacidade nas lutas por um mundo melhor, uma nova sociedade; da Rússia ao México, dos Estados Unidos à Espanha, do Japão à Coreia… do Uruguai ao Brasil. O anarquismo esteve presente em todos os continentes, sendo na construção do sindicalismo revolucionário, da luta camponesa, da luta pela libertação e emancipação das/os oprimidas/os – Na Luta Contra o Estado!

E foi através dessas experiências prática e teórica, em mais de 150 anos de anarquismo militante, que se deu as primeiras intenções de construção de uma organização especificamente de anarquistas, em terras mato-grossenses. Construção iniciada através de companheiros e companheiras que já se articulavam com outras organizações do Brasil, em meados da década de noventa, até a concretização do Fórum do Anarquismo Organizado (FAO) – instância organizativa que foi destinada para o amadurecimento de linhas táticas e estratégicas, teóricas e práticas, de intervenção nos movimentos sociais e construção de ferramentas que possibilitasse o avanço das lutas populares com corte de classe libertário – que percorreu 10 anos de existência, até a fundação da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB).

Pelo Grupo de Estudos e Ações Libertárias (GEAL), foram aplicados os primeiros germes formativos, em Mato Grosso, para se avançar na perspectiva de construção de uma organização especificamente anarquista; ali foi possível trocar reflexões, afinar nortes programáticos e chegar no ponto X da concretização da Rusga Libertária – entre os últimos meses de 2005 e 2006. Hoje, dez anos depois, também optamos por percorrer com tranquilidade/firmeza/ética/estilo militante/compromisso e humildade os passos para o enraizamento da crença em nosso projeto político ideológico, um projeto enraizado ao nosso próprio projeto de vida: Organizativo, Libertário, Solidário, Internacionalista e Revolucionário! Dez anos percorridos através de avanços, estagnações, embates, amadurecimentos, crítica, autocrítica, humildade – para chegar na nossa maturidade ideológica e programática.

10 anos caminhando com passos firmes, humilde, porém convicto do que queremos!

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E foi com imensa satisfação que recebemos saudações de organizações irmãs do Brasil, da América Latina e da África do Sul. Essas saudações foram lidas e introjetadas em toda nossa militância como um adicional de ânimo e determinação para que possamos comemorar mais 10 anos de existência…

Agradecemos a todas e todos que se fizeram presentes nesse momento de alegria e reafirmação do nosso projeto de luta por uma nova sociedade!

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América Latina

Federacion Anarquista de Rosario (FAR)

Companheiros/as da Rusga Libertaria:
Orgulha-nos tremendamente este importante evento para o anarquismo brasileiro. Este é um passo-chave nesta etapa da construção da CAB e tambem na consolidação das praticas libertarias no histórico Caa Guazú guaraní, hoje mais conhecido como Mato Grosso.
Sem dúvida, isto contribui para as bases da sustentabilidade regional do anarquismo especifista. Como mostram eles é vital a premissa organizacional aos níveis sociais e político-ideológico, marcando um caminho a seguir para a militancia matogrossense e deixando à vista a capacidade, compromisso e necessidade do momento de envolver-nos em as lutas sociais do nosso povo, ombro a ombro com os nossos irmãos de classe.
Os 2500 km que nos separam não são em absoluta distância para pensar em conjunto a estratégia regional de resistência contra o avanço das classes opresoras da região, que via eleições ou golpes institucionais vieram para completar o programa de ajuste selvagem para os de baixo.
Nos só desejamos longa vida ao anarquismo organizado no Mato Grosso.
Contra la clase dominante, anarquismo militante!
Viva la Rusga!!!
Arriba lxs que luchan!!!
FAR – Federación Anarquista de Rosario (Argentina)

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Federacion Anarquista Uruguaya (fAu)

Salu compañeras y compañeros de Rusga Libertaria.

Desde Uruguay queremos saludar y celebrar a la distancia los 10 años de organizacion y lucha anarquista en Mato Grosso.

Ha sido un buen tiempo de construccion anarquista de la organización en sus diferentes etapas que debe ser capital de una mirada profunda para arraigar aun mas nuestra perspectiva libertaria y alternativa de lucha de clase.

Recordamos los primeros años cuando nuestros hermanos y hermanas de la FAG nos informaban sobre el trabajo alli y las potencialidades concretas. Hoy con cierto orgullo tambien les damos nuestro saludo.

Vamos a dar la lucha desde abajo, sin caer ni meternos solos en los
corrales de rama del sistema y los juegos electorales.

Por una alternativa de lucha de los de abajo!

Por el socialismo libertario! // Arriba los 10 años del FAO! // Arriba la CAB! // Arriba los que luchan!

federacion Anarquista uruguaya

África do Sul

Frente Anarco-comunista Zabalaza (ZACF)

Companheiros e companheiras,

Em nome da Frente Anarco-comunista Zabalaza (ZACF) da África do Sul lhes mandamos saudações solidários aos/às companheiros/as da Rusga Libertária no seu decimo aniversario.

Sabemos que dever ter sido um largo e difícil caminho a construir sua organização e desenvolver sua prática política para chegar em este ponto histórico num país e contexto bastante desigual aonde o anarquismo, mesmo que tendo uma história larga e de nobreza no Brasil, ainda não voltou a ser muito bem conhecido nem recebido por as classes oprimidas desde a perda do seu vector social no século anterior.

Sabemos também que o Brasil, como muitos países incluso o nosso, está voltando cada vez mais num país autoritário aonde o governo e a classe dominante pouco se toleram ideologias, grupos políticos ou movimentos sociais que defendem a igualdade e transformação social e aonde o espaço democrático para fazer crítica do sistema, levantar as nossas propostas, lutar e desenvolver alternativas libertárias se fica cada vez menor.

Mesmo assim, temos visto de longe como o trabalho de base consistente e paciente das organizações especifistas brasileiras, organizados na Coordenação Anarquista Brasileira, há começado a dar frutinhas, e nos parece que o anarquismo está começando a surgir mais uma vez como uma referência e ferramenta de luta nas lutas populares e sociais que nos parece que estão explorando no Brasil – das lutas de 2013 contra o aumento da tarefa e contra a absurdidade da Copa do Mundo até a onda de ocupações escolares do ano passado até agora.

Da Turquia aos Estados Unidos, da Argentina ao Brasil, a extrema direita, o fascismo e o autoritarismo discriminador, de uma forma ou outra, estão crescendo. Mais de trinta anos do neoliberalismo há enfraquecida as organizações populares da resistência e há f eito que as classes oprimidas se quedam divididos e confusos, sem confiança e esperança na luta nem solidariedade de classe. A esquerda autoritária, pragmática e oportunista não tem nada pra oferecer as classes oprimidas. Só a luta de classe, desde abaixo e por fora do estado, nos salvará. Só o anarquismo nos mostra uma saída deste sistema tão deplorável. Se as classes oprimidas não se organizam e levantam para dar fim à esse mundo capitalista, ou as bombas de guerra imperialista ou as alterações climáticas o fará.

Agora, mais que nunca, o mundo e os povos se necessitam o anarquismo. Agora, mais que nunca, nós temos que organizar, temos que defender as nossas ideias, demostrar que a nossa alternativa libertaria tem valor e nos oferece uma chama de esperança num mundo escuro e absurdo.

Respeitamos e apreciamos o compromisso e trabalho, tanto social e de base quanto político, de cada um/a de vocês em construir um anarquismo organizado e um povo forte no Mato Grosso e no Brasil mesmo. Em construir um mundo novo e libertário.

Nós lhes desejamos mais uma década de resistência libertária e organização especifista.

Viva Rusga Libertaria!! Viva CAB!! // Arriba lxs que luchan!!

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Brasil

Coletivo Anarquista Bandeira Negra (CABN) – SC

Saudação do Coletivo Anarquista Bandeira Negra aos 10 anos da Rusga Libertária

Desde que a militância anarquista se organizou em Santa Catarina, fazendo do CABN nossa ferramenta de construção de um novo mundo nos idos de 2011, contamos com um forte laço de rebeldias, sonhos e muita luta em Mato Grosso, laço que não se afrouxa pela longa distância que nos separa. Maior que a distância é nossa convicção na importância de derrubar esse sistema injusto. Convicção também de que a mais ampla solidariedade entre os povos oprimidos será decisiva para essa tarefa!

Saudamos o momento em que a Rusga Libertária alcança seus dez anos e desejamos muito debate solidário, acúmulo e ainda mais força para as lutas que virão. Quando a labuta cotidiana na resistência ficar pesada, lembrem que aqui no Sul também estamos dedicando os mais honestos esforços pela revolução.

Pelo socialismo e a liberdade!

Coletivo Anarquista Bandeira Negra,

novembro de 2016

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Coletivo Mineiro Popular Anarquista (COMPA) – MG

Belo Horizonte, Minas Gerais, 18 de novembro de 2016.

Estimadas e estimados companheiras e companheiros da organização Rusga Libertária,

O Coletivo Mineiro Popular Anarquista, organização integrante da Coordenação Anarquista Brasileira, saúda os 10 anos da Rusga Libertária, irmã de coordenação nacional e peleja anarquista na região mato-grossense.

Fundada em 18 de novembro de 2006, propositalmente neste dia para prestar justa homenagem à tentativa de insurreição anarquista realizada no Rio de Janeiro em 1918 (homenagem que endossamos e fazemos questão de ressaltar, a propósito), desde então a Rusga Libertária exerceu papel destacado na consolidação de nossa ideologia em âmbito nacional, vivenciando, construindo e fortalecendo os espaços de construção de nossa militância no país, como o antigo Fórum do Anarquismo Organizado, fundado em 2002, e a atual Coordenação Anarquista Brasileira, fundada em 2012.

Foi resultado dos esforços militantes das e dos companheiros da Rusga Libertária (junto a companheiros gaúchos, cariocas, alagoanos e outros), que o anarquismo especifista se expandiu para todas as regiões do país, de norte ao sul, com organizações anarquistas especifistas consolidadas em 12 estados, sendo o COMPA um exemplo direto disso.

Por sua determinação, por sua história de luta, firmeza, postura e de fazer valer a nossa bandeira nos espaços onde estamos presentes, prestigiamos essa organização irmã com a qual pactuamos as tarefas maiores de construir a nossa organização nacional, de trazer o anarquismo à luz da classe trabalhadora como uma alternativa real de luta e de nova sociedade, e também de fazer a revolução social.

Forte abraço, companheiras e companheiros, não tá morto quem peleia! Seguimos juntas e juntos a enraizar anarquismo em nossas lutas e em nossa classe!

Viva a Rusga Libertária!
Viva a CAB!
Viva o anarquismo!

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Coletivo Anarquista Luta de Classes (CALC) – PR

Saudações do CALC aos dez anos da Rusga Libertária/CAB!

O Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC), organização anarquista especifista localizada no estado do Paraná, saúda e comemora uma década de construção da Rusga Libertária em terras mato-grossenses! Compomos desde 2012 a Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) em conjunto com a organização-irmã Rusga Libertária e, neste momento, contamos com outras 10 organizações anarquistas especifistas espalhadas pelo Brasil.

Alegramo-nos em saber que os/as companheiros/as mato-grossenses têm se empenhado na tarefa árdua e cotidiana de construção de uma alternativa política frente as burocracias dos movimentos sociais, num contexto estadual em que reina o poderio dos latifundiários da soja e do agronegócio em geral.

Numa conjuntura nacional de lutas cada vez mais acirradas, com destaque neste momento para a luta contra a MP 746 (Reforma do Ensino Médio) e PEC 241 (55) – com direito a muita ação direta (ocupações, atos de rua e mais), é necessário continuarmos a construção de novos referenciais políticos. Somente nessa intensa peleia, com muito esforço organizativo nas escolas, bairros, favelas campos, florestas e locais de trabalho, conseguiremos construir um outro horizonte que rompa com as estruturas do capitalismo, do Estado e de qualquer dominação.

Ao mesmo tempo, passamos por um momento de aumento da repressão e criminalização à pobreza e aos movimentos sociais. Com os marcantes casos de Rafael Braga e da invasão à Escola Nacional Florestan Fernandes, destacando também o contínuo genocídio do povo negro e dos povos originários. Só nos resta a solidariedade entre a classe oprimida para resistirmos e avançarmos.

A cada modesto passo que damos, a cada ano que completamos de luta e organização, ficamos mais fortalecidos. Com muita convicção e firmeza, a partir de raízes históricas bem sólidas, seguimos na construção de uma matriz ideológica anarquista latino-americana, ampliando nossa atuação e amadurecendo nossas organizações.

Continuamos juntos, lado a lado. Partilhamos das mesmas concepções, princípios, estratégias, táticas, leituras da realidade. Nossa convicção e sentimento de pertencimento a algo maior aumenta nossas chances de vitória sobre os vários tipos de dominação. Seguimos construindo uma outra sociedade, fundada em outros valores, uma sociedade de socialismo e liberdade!

Saudações aos/às anarquistas especifistas do Mato Grosso! Seguimos sabendo que só a luta popular decide! Toda força para o nosso projeto de construção de uma sociedade justa e igualitária!

Lutar! Criar Poder Popular!

Viva o Anarquismo no Centro-Oeste!

Viva a Rusga Libertária! Viva a CAB!

CALC, Novembro de 2016.

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Federação Anarquista Cabana (FACA) – PA

Companheiros e companheiras da Rusga Libertária!

A Federação Anarquista Cabana – FACA saúda com grande entusiasmo e profundo respeito o aniversário de 10 anos da Rusga Libertária – CAB. Organização coirmã que tanto inspira nossa prática militante. Falamos isto não como simples palavra ou mero devaneio.  Nossos parabéns se pautam na construção teórica e prática de um socialismo libertário com nossa face. Com a cara negra e índia. Na sua relação profunda com a natureza de nosso continente latino americano e também de nossa grande região Amazônica.

Nossa realidade comum, marcada pela lógica perversa de uma colonialidade do ser, do saber e do poder nos colocou no mesmo campo de batalha. E mais do que isso. Apresentou o grande desafio da construção de um anarquismo militante, inserido e atuante nas lutas de nosso povo. Da grande, emancipada e autônoma Abya Yala até a realidade Centro Oeste brasileiro. Na tarefa de construção da resistência cabocla, negra e indígena contra a escravidão e a invasão de nossas terras.

Nosso espírito cabano, desde as partes mais setentrionais do Brasil, deseja que estes dez anos se multipliquem. Que se ampliem. Que nosso esforço comum de construção de uma organização em nível nacional se efetive e que nossas forças se enraízem onde se tenha uma luta contra a exploração econômica e a opressão de todas as ordens. No alvorecer de um dia onde celebraremos a autodeterminação, a auto-organização e a autogestão material e simbólica do viver. Isto tudo acompanhado de uma solidariedade plena e orgânica.

 Em nossa concepção libertária de socialismo, não existe “lutar para o povo” e sim lutar com o povo, como militantes populares. Justamente por sermos filhas e filhos do povo brasileiro, queremos participar da nossa libertação, caso contrário, não existe luta libertária possível. Não acreditamos em benevolência da classe dominante, por isso, sabemos que a nova sociedade somente nascerá das entranhas da classe trabalhadora. Este é o grande o exemplo e legado que a Rusga nos dá neste seu aniversário.

Hoje, como ontem, a nossa luta é no campo e na cidade, na floresta e no cerrado, na caatinga e nos pampas. A construção de nossa corrente é internacional. Mas, sobretudo, latino americana. Que viva o anarquismo especifista. E que viva a RUSGA LIBERTÁRIA!                                               @ Secretariado da FACA

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Federação Anarquista Gaúcha (FAG) – RS

Desde o sul do Brasil enviamos a toda Rusga Libertária nosso grande abraço de comemoração pelos seus 10 anos de luta. São 10 anos construindo o anarquismo no país. Que todas e todos saibam que nos sentimos parte desta construção, nos sentimos comemorando com vocês também este momento.

É importante que se diga que vivemos momentos difíceis para os de baixo, não que já tenha sido fácil algum dia, mas temos vários desafios à mais nesta infeliz conjuntura de retiradas de direitos e de repressão. Reafirmar nossa convicção libertária está na ordem do dia. Demarcar nosso campo ideológico, dar batalha de ideias, se enraizar mais e mais no trabalho de base são ações compartilhadas entre nós e servem de ânimo para a árdua jornada de luta que não termina amanhã e tampouco começou hoje.

Hoje, dia 18 de Novembro também vamos comemorar nossos 21 anos de FAG, mas o punho erguido e o grito de Arriba los que luchán é para Rusga Libertária!!!

Vida longa a Rusga Libertária!

Vida longa a CAB!

Viva a Anarquia!

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Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ) – RJ

Nós, da Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ) saudamos os dez anos de nossa organização-irmã Rusga Libertária (RL), integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) e com presença no estado de Mato Grosso. Nosso país de extensões continentais nos impõe uma tarefa árdua que recebemos com toda dignidade: fincar raízes de luta e rebeldia em todo território brasileiro. Retomar e fazer crescer a influência do anarquismo organizado, modestamente é um trabalho que vem sendo feito por nossa coordenação e com ela, a organização Rusga Libertária, com afinco e determinação.

São 10 anos de luta e construção da proposta anarquista no estado de Mato Grosso, mas a história de resistência é muito mais antiga, o levante do rusguentos, resgatado pela organização especifica local, surgiu de um contexto de indignação dos explorados que responderam com ação direta abrindo caminho para na sequência de outras revoltas como a Farroupilha (RS), Cabanagem (PA), Sabinada (BA), Balaiada (MA) dentre tantos capítulos do poder popular e se mistura com as lutas indígenas tocadas contra a implantação do criminosos Estado-nacional brasileiro. Temos em nossas veias as memórias e as lições de resistência indígena, a luta popular de base e a federação das que lutam cotidianamente contra os desmandos do capital em todas as regiões desse país chamado Brasil. Temos em Rusga Libertária, uma aliada fiel da revolta popular e do anarquismo de nossa corrente.

Organização que se dedicou com afinco na construção anarquista brasileira que tem seu salto qualitativo no Fórum do Anarquismo Organizado (FAO) e depois Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), saudamos os esforços da militância anarquista organizada no estado de Mato Grosso.

Que cresça a revolta e a luta popular! Que cresça a força das e dos de baixo contra os desmandos dos latifundiários e capitalistas!

Viva a Rusga Libertária (RL)!
Viva a Coordenação Anarquista Brasileira!

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Organização Anarquista Socialismo Libertário (OASL) – SP

Saudação OASL

É com grande entusiasmo que saudamos e comemoramos os 10 anos de organização da Rusga Libertária, organização que sempre andou ombro a ombro com os de baixo no Estado do Mato Grosso.

Nessa década a Rusga fez parte do bom combate contra as classes dominantes e tem contribuído com modéstia mas decisivamente para o fortalecimento do Anarquismo no Brasil e para a construção do Poder Popular nesse país e no mundo.

Por isso nesse dia tão importante aos anarquistas brasileiros, que não atoa também é aniversário de nossa organização, saudamos esses 10 anos que nossas e nossos companheiros tem dedicado ao socialismo e a liberdade, que venham muitos mais!

Viva a Rusga Libertária!
Viva a Anarquia!
Via a CAB!
Lutar! Criar! Poder Popular!

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Organização Resistência Libertária (ORL) – CE

É com imensa alegria e satisfação que nós da Organização Resistência Libertária [ORL/CE], integrante da Coordenação Anarquista Brasileira, viemos saudar aos 10 anos da Rusga Libertária. Em Mato Grosso, Estado em que o capitalismo finca as cercas do agronegócio e o Estado impõe os Bandeirantes como identidade colonial, acreditamos na firmeza e na resistência da nossa organização irmã na luta contra o latifúndio, contra o genocídio dos povos originários e do povo preto, contra a precarização da vida urbana e pelo fim da violência contra a mulher, da homofobia e da transfobia. Mais que isso, acreditamos na Rusga Libertária como semente da anarquia no Centro-Oeste do Brasil. Em tempos de avanço do conservadorismo, retrocessos dos direitos sociais e de expansão do projeto neoliberal, ter uma organização irmã resistindo e lutando ombro a ombro desde baixo nos dá fortalecimento para também continuarmos na luta contra o capitalismo e construindo o socialismo libertário. Desde a CAB, marchamos com o preto do luto e o vermelho da luta, contra a dominação supremacista e a exploração sangrenta que atinge o povo oprimido. Viva os 10 anos da Rusga, Viva a organização anarquista cuiabana e uma veia da luta internacionalista!!

Enraizar o Anarquismo no Centro-Oeste do Brasil!!!

Viva a Rusga Libertária!

Viva a Coordenação Anarquista Brasileira!

10 anos Rusga Libertária e 3° Encontro Regional Centro-oeste/Sudeste da CAB
10 anos Rusga Libertária e 3° Encontro Regional Centro-oeste/Sudeste da CAB
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Saudações do CALC aos dez anos da Rusga Libertária/CAB!

O Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC), organização anarquista especifista localizada no estado do Paraná, saúda e comemora uma década de construção da Rusga Libertária em terras mato-grossenses! Compomos desde 2012 a Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) em conjunto com a organização-irmã Rusga Libertária e, neste momento, contamos com outras 10 organizações anarquistas especifistas espalhadas pelo Brasil.

Alegramo-nos em saber que os/as companheiros/as mato-grossenses têm se empenhado na tarefa árdua e cotidiana de construção de uma alternativa política frente as burocracias dos movimentos sociais, num contexto estadual em que reina o poderio dos latifundiários da soja e do agronegócio em geral.

Numa conjuntura nacional de lutas cada vez mais acirradas, com destaque neste momento para a luta contra a MP 746 (Reforma do Ensino Médio) e PEC 241 (55) – com direito a muita ação direta (ocupações, atos de rua e mais), é necessário continuarmos a construção de novos referenciais políticos. Somente nessa intensa peleia, com muito esforço organizativo nas escolas, bairros, favelas campos, florestas e locais de trabalho, conseguiremos construir um outro horizonte que rompa com as estruturas do capitalismo, do Estado e de qualquer dominação.

Ao mesmo tempo, passamos por um momento de aumento da repressão e criminalização à pobreza e aos movimentos sociais. Com os marcantes casos de Rafael Braga e da invasão à Escola Nacional Florestan Fernandes, destacando também o contínuo genocídio do povo negro e dos povos originários. Só nos resta a solidariedade entre a classe oprimida para resistirmos e avançarmos.

A cada modesto passo que damos, a cada ano que completamos de luta e organização, ficamos mais fortalecidos. Com muita convicção e firmeza, a partir de raízes históricas bem sólidas, seguimos na construção de uma matriz ideológica anarquista latino-americana, ampliando nossa atuação e amadurecendo nossas organizações.

Continuamos juntos, lado a lado. Partilhamos das mesmas concepções, princípios, estratégias, táticas, leituras da realidade. Nossa convicção e sentimento de pertencimento a algo maior aumenta nossas chances de vitória sobre os vários tipos de dominação. Seguimos construindo uma outra sociedade, fundada em outros valores, uma sociedade de socialismo e liberdade!

Saudações aos/às anarquistas especifistas do Mato Grosso! Seguimos sabendo que só a luta popular decide! Toda força para o nosso projeto de construção de uma sociedade justa e igualitária!

Lutar! Criar Poder Popular!
Viva o Anarquismo no Centro-Oeste!
Viva a Rusga Libertária! Viva a CAB!

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CALC, Novembro de 2016.

 

[CAB] 10 anos da FARJ e o Anarquismo e sua contribuição aos movimentos populares!

Retirado de: http://anarquismorj.wordpress.com/2013/11/13/evento-cab-farj/

A Coordenação Anarquista Brasileira [CAB] convida para a comemoração dos “10 Anos da Federação Anarquista do Rio de Janeiro” e para a mesa-debate “O Anarquismo e sua contribuição para os Movimentos Sociais”. No debate estarão presentes além da Coordenação Anarquista Brasileira, a Federação Anarquista do Rio de Janeiro.

É fortalecer o Anarquismo no Brasil!

Crescer nossa Bandeira!

[FARJ]10 anos da Federação Anarquista do Rio de Janeiro

Retirado de : http://anarquismorj.wordpress.com/2013/09/05/aniversario-de-10-anos-da-farj/ e http://anarquismorj.wordpress.com/2013/09/05/saudacoes-aos-10-anos-da-farj/

 

No dia 30 de agosto de 2013, a FARJ comemorou seus 10 anos de existência e de luta. Uma pequena e modesta atividade/comemoração foi realizada com a participação de nossa militância, compas próximos/as e convidados/as para marcar este importante dia para nossa organização. Saudações foram enviadas por diversas organizações e lidas no evento, juntamente com a poesia “A Volta”, de Gigi Damiani.

Durante o evento, a FARJ também homenageou o anarquista Adélcio Copelli, de 85 anos, remanescente da geração de anarquistas da década de 50 no Rio e que mantém sua coerência com a ideologia até os dias de hoje. Copelli contribuiu com a luta anarquista militando ao lado de José Oiticica e contribuindo com o periódico Ação Direta.

Seguimos na luta, com o punho alto na construção do poder popular rumo a uma sociedade socialista libertária.

Viva a anarquia!
Viva a CAB!
Viva a FARJ!

bandeira

Discurso da Federação Anarquista do Rio de Janeiro por ocasião de seus 10 anos

Irmãs e Irmãos de ideal. Companheiros e companheiras de luta.

Hoje nos reunimos para comemorar uma data importante para nossa organização e em grande medida, também para o anarquismo no Rio de Janeiro. Com a certeza de que há muito mais a se fazer e alimentando a persistência necessária para as batalhas do futuro. Há exatos dez anos fundávamos a Federação Anarquista do Rio de Janeiro, filha de parte do acúmulo histórico que o anarquismo colheu no seio da luta dos trabalhadores desde a sua chegada e trajetória nessa terra que chamam Brasil. Herdeira de uma tradição libertária de socialismo, nossa organização não poderia ignorar aqueles que nos precederam e que hoje tomamos como inspiração. Fazemos isso para reconhecer com a humildade devida, que as pedras que hoje pisamos foram esculpidas com o suor, o esforço e a persistência dos/as militantes que em outros períodos choraram, sorriram e lutaram, assim como nós. Fazemos esta justa homenagem e começamos por lembrar aqueles que já se foram, não para alimentar uma simples nostalgia, mas por reafirmar em nossos corações, que essas pedras que hoje parecem naturais e suportam o peso de nossa trajetória, são para nós parte integrante da nossa história.

Foi nesta terra quente e cheia de desigualdades que nossa ideologia floresceu. O terreno já tinha sido preparado muitos e muitos anos atrás, pela luta negra e livre dos quilombos, pela resistência indígena aos opressores, pela luta do povo pobre e de todos aqueles que ousaram sonhar; e assim o caminho, sempre cheio de armadilhas e desvios, era aberto com a vontade de transformar radicalmente essa sociedade. E não esqueceremos o esforço abnegado de centenas de anônimos e anônimas, de militantes e sindicalistas revolucionários abnegados, tal como Domingos Passos, operário da construção civil, anarquista, negro. Deportado inúmeras vezes, mandando para morrer nas terras mais ermas, perseguido e preso pelos opressores de ontem, Passos jamais deixou de sonhar, como nós, aqui, seguindo seu exemplo, fazemos. E não nos esquecemos de Ideal Peres, que se hoje estivesse vivo, comemoraria conosco os 10 anos da federação. Membro da Juventude Anarquista do Rio de Janeiro (JARJ) na década de 40, filho de um sapateiro anarquista, militou nas décadas seguintes, de 50, 60, 70, 80 e 90, Ideal Peres jamais esmoreceu. A FARJ saúda seu esforço e exemplo, assim como agradece imensamente seu trabalho paciente e silencioso que pavimentou o caminho até aqui.

Não nos esquecemos também dos milhares de rebeldes e libertários/as anônimos e anônimas, assassinados lenta ou dolorosamente pelo capitalismo e seus cúmplices, que se hoje estivessem conosco, também reafirmariam seu compromisso com a luta popular e a revolução social libertária.

Nossos sonhos e corações são movidos pela esperança de construir uma sociedade socialista e libertária. Uma sociedade sem opressores e oprimidos/as e um mundo onde caibam vários mundos. E construímos este mundo desde já. No campo e na cidade, modestamente damos nossa parte às lutas. Não esperamos a utopia chegar a cavalo, porque a utopia precisa ser alcançada e sem organização e luta, o horizonte fica cada vez mais distante. Lutar é vencer, já dizia o poeta.

Foi do esforço de muitos companheiros e companheiras, não apenas nós, anarquistas, que construímos essas ferramentas de luta, imprescindíveis para a caminhada até o socialismo e a liberdade. É preciso falar delas, pois são apenas com essas ferramentas, com esses organismos populares que uma sociedade libertária será possível. E nos esforçamos desde a nossa fundação a construí-las coletivamente com outros companheiros/as.

Em 2003 construímos e continuamos a construir, nessa casa que ocupamos aqui, o Centro de Cultura Social. Em 2003, na época da fundação da FARJ e nos anos que se seguiram, cerramos fileiras também nas ocupações urbanas Vila da Conquista, Nelson Faria Marinho, Poeta Xynaíba, Guerreiros do 510 entre muitas outras onde militamos ativamente. Construímos nesse mesmo período nas ocupações e com outros companheiros/as de luta, a Frente Internacionalista dos Sem-Teto (FIST), movimento social de luta pela moradia e pela reforma urbana. Das sementes da luta no campo, estivemos e estamos ombro a ombro com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) contra o agronegócio, o latifúndio e o capitalismo rural. E hoje, atuamos construindo com outros companheiros e companheiras a luta comunitária e popular com o Movimento dos Trabalhadores Desempregados Pela Base (MTD Pela Base). Ainda caberia ressaltar a presença de nossa militância na tendência de luta Organização Popular (OP), representada por irmãos de ideal presentes aqui hoje, que tocam luta sindical, agrária, estudantil e comunitária e na Associação dos Produtores Autônomos do Campo e da Cidade (APAC).

Hoje, nesses dez anos da FARJ sabemos que há muitas pedras para serem colocadas no edifício libertário. Sabemos que não há fórmulas mágicas, nem receitas de bolo aplicáveis a qualquer lugar e período, mas que a certeza do ideal é feita nas práticas de luta e organização popular, enraizadas no nosso cotidiano.

Seguimos, com um posto na luta e reafirmando nosso compromisso com o socialismo libertário e a revolução social. Com a memória dos que já se foram e a experiência de luta iluminando nosso caminho, seguimos com o punho cerrado.

Viva a FARJ!
Viva a CAB!
Viva a Anarquia!

A Volta – Gigi Damiani (tradução de Valerio Salvio)

Velhos, mas duros de morrer, voltamos
como partimos. – Não mudamos nada –
diremos aos que vimos pela estrada.
E ajuntaremos: Meu irmão, cá estamos junto
a ti e para o bom trabalho;
nossa fé temperada pelo malho
do exílio duro, descansar desdenha.

O mundo escravo despertou agora
depois de fundo sôno, e, à nova aurora,
o interrompido afã recomeçamos.

O velho amigo, abaixando a fronte
responderá que o furacão sem brida
por vinte anos rugiu na Europa mesta,
que toda a nossa obra foi perdida
e de quanto fizemos nada resta.

Replicaremos: – Não temer, passada
é para nós a trágica jornada,
a tirania céga já não reina.

Tudo tombou? Ergamos novamente.
Vê o caipira: a terra devastada,
queimado o milharal, morta a semente,
que importa? Assim que o furacão amaina,
êle volta depressa para a faina.
Ajunta as pedras sôltas, como se elas fossem de ouro e,
tomando-as uma a uma, põe-se a reconstruir tôda a tápera.
Afôfa a terra com as mãos, apruma
as cercas, cava o poço, destorroa
o chão vidrado, planta, trata, espera.
Recompõe a tarimba, os filhos cria,
sabendo embora, que outra guerra, um dia,
uma noite, há-de vir para levá-los…

Não desesperes, não demonstres ira.
Nós passaremos todos, mas o povo
renasce. Faze, pois como o caipira
sábio, que sabe começar de novo.

Companheiros! Enxadas sôbres os ombros,
voltemos, que aí vem a primavera.
Nossa missão é remover escombros,
é destocar, é arar, é semear,
que a mocidade nosso exemplo espera!

Durante o furacão, a bicharada
dispersa-se: o termita no cupim,
a saúva no olheiro. Céssa a lida.
Mas quando o sol ressurge e a luz dourada
bate na terra, volta a bicharada;
por entre os mortos recomeça A Vida.

A Vida não deserta, não descura
sua obra de eterna construção,
seja nos picos de perene alvura,
ou entre as coisas ínfimas do chão.

Plantações e consciências abrem flôres
para quem as cultiva com trabalho,
não há parto que não conheça dôres;
não há treva que não fuja de espanto
ao sol, nem gota trêmula de orvalho
que não seja, também gota de pranto…

Tudo é luta; nada se perde, nada;
o êrro na experiência se compraz.

Refaçamos a terra devastada;
Olhando só pra frente, não prá traz.

– A cruz da servidão seja partida –
diga-se a quem ela curvou a espinha;
e a quem a vã espera em si amarra
uma vontade, diga-se: Ergue-te e caminha…

Mas não se diga nunca: A estrada é incerta
a quem de moço ardores já não sente.
Ferido, o veterano vai prá frente,
tomba no campo, morre. E não deserta!

Saudações aos 10 Anos da FARJ

Há dez anos, em 30 de agosto de 2003, a Federação Anarquista do Rio de Janeiro foi fundada por militantes que tinham um mesmo objetivo: multiplicar forças na construção da revolução social e do socialismo libertário. Abaixo, uma compilação das mensagens de saudação recebidas para a comemoração do aniversário de 10 anos da FARJ, enviadas por diversas organizações anarquistas nacionais e internacionais.

Saudação Campista aos 10 anos da FARJ

A Aurora Anarquista já pode ser notada nas terras Goytacaz. Resgatemos nesse solo o fruto cultivado na luta de Amaro, irmãs Marthis, Zenon, Djalma e os “carteiros livres”. Somos signatários de Ideal! Somos “Cabruncos Libertários”, sonhadores e de garra, combatentes do populismo dos políticos, e da violência contra os camponeses. Militantes que mantém firme a memória de nossos mártires.

Viva o Poder Popular!
Vida longa a FARJ!

Que o vôo do Tiê-sangue se amplie além do território de Guanabara, pois seu canto já ecoa, alcançando a restinga, serras e brejos!

Fazemos votos de futuras ninhadas!
Saudações do Norte Fluminense! Tremem os Tabuleiros!!!
Saúde e Anarquia!

CELIP – Campos dos Goytacazes

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Saudação da Organização Anarquista Socialismo Libertário (OASL)

Companheiras e companheiros da Federação Anarquista do Rio de Janeiro!

Gostaríamos de saudar essa data tão importante com uma mensagem de nossa organização.

Esse aniversário de 10 anos é, para nós, da maior importância. Como vocês bem sabem, a FARJ está nas próprias origens da OASL e seu aporte foi fundamental para a consolidação de nossa organização em São Paulo. Contamos com a participação da FARJ nos dois encontros que precederam a fundação da da OASL, em 2008 e 2009, e foi fundamental para a militância paulista ter esse contato mais próximo com o que a experiência da FARJ no Rio de Janeiro.

Nesses 10 anos, sabemos que tudo foi construído com muito esforço e bastante dedicação. A nosso ver, foi imprescindível que a FARJ se consolidasse no Rio de Janeiro, como resultado do processo organizativo precedente iniciado por compas de outras gerações. A proposta do especifismo, aprofundada ao longo dos anos, em meio aos muitos trabalhos que a FARJ veio desenvolvendo, tornou-se um referencial central e inspirou a criação de organização com a mesma proposta no Ceará, em Pernambuco, em Santa Catarina e em Curitiba. E, em São Paulo, isso não foi diferente.

Temos aprendido muito com a militância da FARJ e com as experiências que têm sido levadas a cabo pela militância carioca. Se há um aspecto que deve ser destacado nesse aprendizado é a ética anarquista, bandeira de primeira ordem que está nas próprias raízes da FARJ e que subsidia uma construção orgânica responsável e coerente com nossa proposta política. Num momento em que a esquerda hipoteca princípios em torno do pragmatismo, que o socialismo autoritário continua a repetir as mesmas propostas sem qualquer impacto relevante, são os anarquistas que têm levantado bandeiras coerentes e adequadas ao mundo presente. Têm buscado conciliar as lutas de curto prazo com a perspectiva revolucionária, os princípios com a estratégia, a organização política com o movimento popular no seio das lutas contemporâneas.

Um elemento apropriado pela nossa militância tem relação com o que disse Ideal Peres, quando afirmou: “Um sujeito que tem uma Ética Libertária sabe por que está lutando e consegue explicar os motivos ideológicos da luta, tem compromissos e autodisciplina para levar a cabo as tarefas assumidas”. Isso, compas, pelo que temos presenciado, é um valor que tem sido incorporado por toda a militância farjiana. Temos impressão de que os compromissos estabelecidos em 2003 vêm sendo cumpridos de maneira exemplar.

Se o anarquismo especifista está onde está em 2013, com presença em praticamente 10 estados brasileiros na Coordenação Anarquista Brasileira, se ele possui força relevante nas lutas sociais, isso se deve, em muitos aspectos, ao trabalho empreendido pela FARJ e pela inspiração que ela motivou em inúmeras companheiras e companheiros de ideal.

Que venham mais 10, mais 20, mais 50, mais 100!
Ética, compromisso, liberdade!

Organização Anarquista Socialismo Libertário (OASL)

São Paulo, 2013

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Saudações aos companheiros da Federação Anarquista do Rio de Janeiro pelos 10 anos de Luta, Resistência, Anarquismo Organizado e Social! – Rusga Libertária

“…O caminho da vida social leva à maneira mais racional organizá-la, de acordo com indicações, condições, necessidades, exigências mais ou menos apaixonadas da própria vida. Este é o amplo caminho do povo, o caminho da emancipação real, mais completa e acessível a todos, e, portanto, popular. O caminho da revolução anarquista é traçado pelo próprio povo.”

Bakunin

30 de agosto de 2003, estava chegando há 1 ano da existência do Fórum do Anarquismo Organizado e junto o surgimento da Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ). Dez anos se passaram, uma década de existência carregada de compromisso com a luta social e a construção de um povo forte. Companheiras e Companheiros que temos ombro a ombro na peleia federalista, especifista, classista e combativa.

Nós, militantes da Rusga Libertária, queremos demonstrar com essa saudação nossa alegria pelo empenho e esforço de cada companheiro e companheira que anima a nossa luta em terras mato-grossenses, tocando no importante papel da internacionalização, no rompimento das fronteiras, na união, no apoio mútuo e na solidariedade de classe buscando construir, com honestidade e responsabilidade, o Poder Popular e o Socialismo Libertário! Mesmo que por vezes tentem nos calar, seja em qual canto que atuamos juntamente através da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), sabemos que seremos sempre fortes e unidos.

Com isso saudamos as companheiras e companheiros, homens e mulheres que se organizam naFederação Anarquista do Rio de Janeiro, por se colocarem na luta e resistência impressa em 10 ano de organização. Herdeiros dos lutadores que morreram durante todo desenrolar do século XX, lutando, organizando e demonstrando que o Anarquismo é Organizado, Social, Combativo e Classista!

Essa é a pequena e sincera saudação dos companheiros aqui de Cuiabá.

Pelo Anarquismo Organizado e Combativo!
Pela Construção de um Povo Forte!
Pela Luta Popular e Organizada: Lutar, Criar, Poder Popular!
Federação Anarquista do Rio de Janeiro? PRESENTE, PRESENTE, PRESENTE. SEMPRE!
Arriba Lxs Que Luchan Carajo!

Rusga Libertária – MT
CAB – Coordenação Anarquista Brasileira
Cuiabá/MT, 30 de agosto de 2013.

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Saudação aos 10 anos da FARJ – Organização Resistência Libertária

A Organização Resistência Libertária saúda e comemora no dia de hoje os 10 anos da Federação Anarquista do Rio de Janeiro. Durante todos esses anos, a FARJ tem contribuído decisivamente para o fortalecimento do Anarquismo no Brasil e no mundo. Nós mesmos, somos frutos dos esforços dos vossos companheiros. Neste momento, a ORL reitera a irmandade construída ao longo de todos esses anos, e dá vivas pela comemoração dessa grande caminhada, cientes da importância de vossa militância para a construção de um mundo novo, do socialismo libertário. Viva a FARJ! Viva a Anarquia!

Organização Resistência Libertária,
Fortaleza, 30 de agosto de 2013.

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Saudação 10 anos da FARJ – Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC)

É com muita satisfação e alegria que o Coletivo Anarquista Luta de Classe saúda os 10 anos da Federação Anarquista do Rio de Janeiro. Primeiramente esperamos que tal organização irmã, possa seguir em sua luta por uma sociedade justa, socialista e libertária, afinal como os próprios compas da FARJ afirmam não exigem mais que um posto na luta dos explorad@s! Cabe destacar que para nós do CALC, tal evento tem especial significado, podemos afirmar que somos parte desta história de luta e organização, pois sem o esforço, apoio e confiança da FARJ e seus militantes o especifismo nunca teria germinado no Estado do Paraná. Foram a FARJ e seus militantes que apostaram na militância local e que deram todo o apoio para a formação de nosso coletivo (organização especifica local que atualmente compõem a CAB).

Nesse sentido não somente nos espelhamos e inspiramos na vigorosa militância da FARJ, como somos frutos de seu labor militante. Vida longa a FARJ, afinal sabemos que serão mais muitos de enfrentamento ao capital, seu Estado e suas mazelas, fica a certeza que nos encontraremos nas trincheiras da luta junto aos compas da FARJ!

Viva a FARJ!
Viva a CAB!

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Saudações do Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares (CAZP) à Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ) em comemoração aos seus 10 anos de existência

“Organizar as forças do povo para realizar tal revolução social, é o único fim daqueles que desejam sinceramente a liberdade”

(Bakunin).

Fundada em 30 de agosto de 2003, a Federação Anarquista do Rio de Janeiro completa 10 anos de existência e lutas no cenário carioca. Nós, os irmãos alagoanos do Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares, vimos saudá-los nesta data histórica.

Compreendemos que as lutas sempre são mais duras, as vitórias mais sofridas para os que defendem o socialismo libertário. Mais que isso, fazer com que o socialismo libertário se mantenha como uma opção de militância classista, que se pauta na ação direta e no poder popular, dentre as concepções políticas existentes em nossa sociedade não é tarefa fácil.

Mas temos plena consciência que a FARJ trilha um caminho de defesa ininterrupta do anarquismo especifista, mostrando que a prática militante deve ser feita em nossos locais de moradia, de trabalho e de estudo e que essa prática deve ser coerente com nossos princípios ideológicos.

Parabenizamos pela manutenção do espírito anarquista sempre vivo e combativo, ao longo destes 10 anos. Espírito esse que se transforma em militância social organizada, na busca por uma sociedade equânime, justa e livre. Desejamos que os herdeiros de Ideal Perez se mantenham retos e perenes no caminho do socialismo libertário e que possamos comemorar diversos outros aniversários em luta e solidariedade.

Pelo Socialismo Libertário!
Que a noite escura passe e o amanhecer surja transformado!
Viva a Federação Anarquista do Rio de Janeiro!

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À Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ) – Federação Anarquista Gaúcha (FAG)

É com muito orgulho que nós da Federação Anarquista Gaúcha saudamos os 10 anos da FARJ. Sabemos também que essa data corresponde a uma construção que envolveu anarquistas cariocas e gaúchos muito antes deste novo século.

Afinal, vem desde os anos 80 as relações dessa geração de militantes que peleavam no Brasil pela necessidade de organização dos anarquistas. E foi no curso dessa articulação que foi fundada a FAG em 18 de novembro de 1995, justamente na mesma data da insurreição anarquista ocorrida no Rio de Janeiro em 1918.

Esses fatos não são somente uma coincidência histórica. Pertencemos à corrente libertária do socialismo e a nossa ideologia atravessa o tempo histórico ganhando materialidade nas distintas gerações de militantes anarquistas que lutam por um mundo novo. Nossos vínculos com os fundadores se dão por uma tradição de organização que é incorporada nas práticas políticas cotidianas de nossa militância. Aprendemos com os erros e acertos na dedicação e entrega às lutas das classes oprimidas. Somos parte também do povo brasileiro e latino-americano que busca formas de resistência aos mais de 500 anos de dominação em nosso continente.

As nossas organizações políticas específicas anarquistas foram se constituindo e consolidando também pelas relações de carne e osso com aqueles companheiros e organizações que são um importante referente nessa trajetória. Queremos fazer referência aqui ao companheiro Ideal Peres e à Federação Anarquista Uruguaia. No Brasil e na América Latina, respectivamente, o convívio com ambos é o elo da atual geração de militantes com o anarquismo que enfrentou à ditadura militar, que contribuiu com a formação do movimento operário, que conviveu com os velhos combatentes que lutaram na Revolução Espanhola e compuseram as lutas na Bacia do Prata, sendo essas últimas o resultado da experiência da Internacional dos Trabalhadores e vinculadas a tradição de organização concebida por Bakunin e Malatesta.

Esses são os referentes que trazemos até os dias de hoje e não é com diferente empenho que a nossa geração de militantes fundou a Coordenação Anarquista Brasileira em julho de 2012 no Rio de Janeiro. Para além dos nove estados coordenados, contamos com a solidariedade de organizações anarquistas de outros lugares do Brasil e do mundo.

Reconhecemos também que foi de suma importância a retomada das relações entre FAG e FARJ num processo de reaproximação que ocorreu há cerca de 5 anos. Como sinal de maturidade política, devemos reconhecer os erros e acertos para fortalecer acima de tudo a organização política anarquista como um fermento e motor na construção de um povo forte.

Na atual conjuntura nacional, é com modéstia, mas com incansável esforço que a Coordenação Anarquista Brasileira tem se somado às mobilizações nesse país para potencializar a força das ruas ombro a ombro com aqueles que lutam por uma vida digna. É nas lutas em defesa de um transporte 100% público. É nos piquetes, paralisações e greves do sindicalismo independente dos governos, partidos e patrões. É na resistência dos pobres

do campo e da floresta pelos direitos dos indígenas, quilombolas e camponeses. É com a ação direta e organização de base que avança o Poder Popular capaz de mudar a injusta realidade e colocar em xeque o pacto social neodesenvolvimentista que engorda as classes dominantes à custa de migalhas e da opressão cotidiana do povo brasileiro.

Fazemos a memória aos nossos irmãos e irmãs de classe que foram assassinados brutalmente nesse período: Amarildo, Elton Brum e Tati, presentes! Quem morre lutando vive e nasce em cada companheiro (a)!

– Viva a Federação Anarquista do Rio de Janeiro!
– Viva a Coordenação Anarquista Brasileira!
– Não tá morto quem peleia!

Federação Anarquista Gaúcha
30 de Agosto de 2013

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Saudação aos 10 anos da Federação Anarquista do Rio de Janeiro – Coletivo Mineiro Popular Anarquista (COMPA)

Belo Horizonte, Minas Gerais
29 de agosto de 2013

Camaradas de luta anarquista,

É com muito entusiasmo e alegria que o COMPA saúda os 10 anos de vida e luta da Federação Anarquista do Rio de Janeiro.

Em verdade foram décadas de acúmulo, esforço e dedicação de uma militância anarquista na capital fluminense que se resultaram em sua fundação no dia 20 de agosto de 2003. Fruto de um resgate fundamental do anarquismo de luta de classes de Ideal Peres, Fábio Luz, José Oiticica e outr@s companheir@s, a FARJ hoje tem uma importância elementar na história do anarquismo do Brasil, desde seus primeiros passos nos primeiros anos de sua fundação, passando por seu constante amadurecimento político e estratégico que se consolidaram em seu Primeiro Congresso, até os atuais avanços históricos para o anarquismo em seu estado e no Brasil, com o fortalecimento do Fórum do Anarquismo Organizado e a fundação da Coordenação Anarquista Brasileira.

Sem o comprometimento e a responsabilidade histórica com o anarquismo nos quais sua militância se estabelece, muitas dessas conquistas talvez estariam mais distantes de serem alcançadas. A FARJ carrega em sua identidade a seriedade, ética e humildade que traduzem primorosamente os princípios do anarquismo e que lhe dão a coerência necessária para caminhar punho ao alto no caminho da luta popular, braços dados às demais lutadoras e lutadores do povo, entre os quais ela se constrói, se fundamenta e se faz legítima, sempre pela base, em direção ao Socialismo Libertário.

A FARJ ocupa ainda uma posição mais importante para o COMPA. O surgimento do debate em Belo Horizonte em torno da organização anarquista e do especifismo se deu por uma admiração, proximidade e inspiração política na FARJ e em sua rica contribuição teórica para o anarquismo. Além de sua militância social e de sua influência anarquista nas lutas da cidade do Rio de Janeiro, sua importância para o anarquismo a nível nacional se faz na construção do anarquismo organizado na CAB e no que ela representa para as demais organizações que estão começando a se construir.

Portanto, saudamos com muita estima o décimo aniversário da FARJ, prestando estas humildes homenagens à nossa companheira de luta e à sua dedicação ímpar em construir o anarquismo e lutar pelo Socialismo Libertário.

Liberdade, Vida e muita Garra ao Tiê-Sangue do Anarquismo!
Que ele alce voos altos e gloriosos rumo ao horizonte que se desmancha na Alvorada da Revolução Social!
Anarquismo é Luta!

COMPA – Coletivo Mineiro Popular Anarquista

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Saudação do Coletivo Anarquista Bandeira Negra ao aniversário de 10 anos da Federação Anarquista do Rio de Janeiro

(…) o que existe é o aqui e agora, a luta constante de indivíduos e grupos para crescer e serem livres. O anarquismo está além do bem-querer ao próximo e fazer as coisas com tesão, e é a atitude e o compromisso, tudo feito com ética e vontade.”
(Ideal Peres)

Companheiras e companheiros,

É com enorme satisfação e entusiasmo que enviamos nossas saudações às/aos camaradas de luta e ideologia da Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ), em razão do décimo aniversário da organização, comemorado no dia 30 de Agosto de 2003.

Reconhecemos na FARJ um exemplo de organização baseada na ética, no compromisso e na disciplina libertárias, cuja trajetória histórica e política nos tem sido valiosa desde antes da fundação de nosso coletivo, constituindo influência fundamental à nossa militância.

Não foram pequenos os desafios enfrentados pelos companheiros nestes intensos dez anos de organização e dedicação ao anarquismo, decisivos no grande esforço de recolocar nossa ideologia no seio das classes oprimidas em combate contra a exploração e a dominação, na construção “aqui e agora” da “luta constante de indivíduos e grupos para crescer e serem livres”, rumo a uma sociedade socialista e libertária.

Somos conscientes que temos ainda um longo e tortuoso caminho a trilhar nesta batalha que nos impõe sacrifícios, mas é inegável que temos humildemente avançado em nossos objetivos, calcados na ação direta e na construção do poder popular. Renovamos nossa disposição de estar, ombro a ombro, junto aos camaradas da FARJ, solidários enquanto irmãos de classe na luta contra o capitalismo.

 Ética! Compromisso! Liberdade!
 Pelo Socialismo Libertário!
 Vida longa à Federação Anarquista do Rio de Janeiro!
 Coletivo Anarquista Bandeira Negra

 Santa Catarina, 30 de Agosto de 2013.

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Saudação da federação Anarquista uruguaia (fAu)

Compañeros y Compañeras de la FARJ.

Desde Uruguay queremos dejarles un abrazo fuerte y libertario en el marco de estos primeros 10 años de su organización, con quienes venimos transitando un buen tiempo en este camino de prácticas libertarias. Son años compartidos de antes del FAO y la CAB aunque allí se halla materializado buena parte de las propuestas que nos han integrado.

Pero han sido también tiempos de luchas y en las luchas. Y es porque el anarquismo no puede estar ajeno a ellas, tanto participando como produciendolas. Practicándolas y poniéndolas en el seno de sus debates e intercambios. Sería alejarnos, negar nuestra rica historia como corriente de pensamiento y en tanto ello acción. Estamos en la búsqueda que practica, en la resistencia que crea, y en el pensamiento que es pulso de nuestras

motivaciones. Somos de aquella historia que se escribe con los puños y dientes apretados.

Arriba la FARJ.
Arriba la CAB.
Arriba el Anarquismo Organizado.
Arriba los que luchan!!!!

federación Anarquista uruguaya.

 zabalaza

À Federação Anarquista do Rio de Janeiro – Saudações do Aniversário da FARJ (10 anos) – Frente Anarquista Comunista Zabalaza

Caros companheiros e companheiras da FARJ

É com grande honra que nós os saudamos em seu décimo aniversário e em comemoração de dez anos de compromisso militante na árdua tarefa da construção do poder popular rumo ao socialismo libertário, à anarquia.

Como uma organização que também recentemente completou seu décimo aniversário, conhecemos bem o quanto sacrifício e esforço deve ter sido não só em manter a FARJ viva, mas no crescimento tanto dos seus números quanto no trabalho e inserção social. Sabemos que, mesmo em uma democracia, a construção e manutenção de uma organização política anarquista do calibre da FARJ não é fácil, e por isso este aniversário, não só para a FARJ, mas sim pelo anarquismo carioca, deve ser visto pelo que ele é – um ocasião histórica em que se prova o compromisso, a responsabilidade e a autodisciplina que tanto define a FARJ como uma organização e inspira outros a elevar-se a esse exemplo.

Desde a primera vez que um dos nossos militantes teve o prazer de conhecer os militantes da FARJ, que nada mais é do que os militantes que o compõem, ela tem se destacado por sua ética e a humanidade humilde com que os militantes da FARJ compõe-se. Isto, também, serve como incentivo e inspiração para aqueles que têm a oportunidade de conhecer e trabalhar com a FARJ .

Não só a FARJ tem sido uma inspiração para nós em termos de qualidade de seus militantes e seu trabalho social, mas também em termos de sua produção e contribuições teóricos. O conceito dos círculos concêntricos, em particular, como se explica no programa da FARJ, Anarquismo Social e Organização, foi de especial importância para a ZACF, ajudando-nos a encontrar soluções para questões que há anos tinham nos assolado.

É uma honra para a ZACF acompanhar a FARJ sobre a difícil, mas necessária tarefa de construir a força social capaz de iniciar a revolução social e dar o golpe final decisivo para o Estado e o capitalismo, e todas as formas de dominação e opressão que o alimentam e os reforçam.

Que a Tiê-Sangue do anarquismo carioca voe alta por mais dez anos, apontando o caminho para a nossa emancipação coletiva e a reivindicação do homem por meio do socialismo libertário e a revolução social.

Estamos orgulhosos de levantar a bandeira vermelha e preta da revolução social ombro a ombro com os nossos companheiros da FARJ, “sentimos muito que temos que fazê-lo, e estamos ansiosos para o dia em que tal símbolo não será mais necessário”.

Sua, na luta,

Frente Anarquista Comunista Zabalaza, África do Sul

[CABN] Saudação do Coletivo Anarquista Bandeira Negra ao aniversário de 10 anos da Federação Anarquista do Rio de Janeiro

Retirado: http://www.cabn.libertar.org/?p=1197

(…) o que existe é o aqui e agora, a luta constante de indivíduos e grupos para crescer e serem livres. O anarquismo está além do bem-querer ao próximo e fazer as coisas com tesão, e é a atitude e o compromisso, tudo feito com ética e vontade.” (Ideal Peres)

Companheiras e companheiros,

É com enorme satisfação e entusiasmo que enviamos nossas saudações às/aos camaradas de luta e ideologia da Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ), em razão do décimo aniversário da organização, comemorado no dia 30 de Agosto de 2003.

Reconhecemos na FARJ um exemplo de organização baseada na ética, no compromisso e na disciplina libertárias, cuja trajetória histórica e política nos tem sido valiosa desde antes da fundação de nosso coletivo, constituindo influência fundamental à nossa militância.

Não foram pequenos os desafios enfrentados pelos companheiros nestes intensos dez anos de organização e dedicação ao anarquismo, decisivos no grande esforço de recolocar nossa ideologia no seio das classes oprimidas em combate contra a exploração e a dominação, na construção “aqui e agora” da “luta constante de indivíduos e grupos para crescer e serem livres”, rumo a uma sociedade socialista e libertária.

Somos conscientes que temos ainda um longo e tortuoso caminho a trilhar nesta batalha que nos impõe sacrifícios, mas é inegável que temos humildemente avançado em nossos objetivos, calcados na ação direta e na construção do poder popular. Renovamos nossa disposição de estar, ombro a ombro, junto aos camaradas da FARJ, solidários enquanto irmãos de classe na luta contra o capitalismo.

 Ética! Compromisso! Liberdade!

 Pelo Socialismo Libertário!

 Vida longa à Federação Anarquista do Rio de Janeiro!

 Coletivo Anarquista Bandeira Negra

 Santa Catarina, 30 de Agosto de 2013.

[CAZP] Saudação aos 10 anos da Federação Anarquista do Rio de Janeiro

Retirado de: http://cazp.wordpress.com/2013/08/30/saudacao-aos-10-anos-da-federacao-anarquista-do-rio-de-janeiro/

Saudações do Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares (CAZP) à Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ) em comemoração aos seus 10 anos de existência

“Organizar as forças do povo para realizar tal
revolução social, é o único fim daqueles que
desejam sinceramente a liberdade”
(Bakunin).

Fundada em 30 de agosto de 2003, a Federação Anarquista do Rio de Janeiro completa 10 anos de existência e lutas no cenário carioca. Nós, os irmãos alagoanos do Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares, vimos saudá-los nesta data histórica.

Compreendemos que as lutas sempre são mais duras, as vitórias mais sofridas para os que defendem o socialismo libertário. Mais que isso, fazer com que o socialismo libertário se mantenha como uma opção de militância classista, que se pauta na ação direta e no poder popular, dentre as concepções políticas existentes em nossa sociedade não é tarefa fácil.

Mas temos plena consciência que a FARJ trilha um caminho de defesa ininterrupta do anarquismo especifista, mostrando que a prática militante deve ser feita em nossos locais de moradia, de trabalho e de estudo e que essa prática deve ser coerente com nossos princípios ideológicos.

Parabenizamos pela manutenção do espírito anarquista sempre vivo e combativo, ao longo destes 10 anos. Espírito esse que se transforma em militância social organizada, na busca por uma sociedade equânime, justa e livre. Desejamos que os herdeiros de Ideal Perez se mantenham retos e perenes no caminho do socialismo libertário e que possamos comemorar diversos outros aniversários em luta e solidariedade.

 

Pelo Socialismo Libertário!
Que a noite escura passe e o amanhecer surja transformado!
Viva a Federação Anarquista do Rio de Janeiro!

 

Maceió, 30 de Agosto de 2013

Saudação aos 10 anos da Federação Anarquista do Rio de Janeiro

É com muita satisfação e alegria que o Coletivo Anarquista Luta de Classe saúda os 10 anos da Federação Anarquista do Rio de Janeiro. Primeiramente esperamos que tal organização irmã, possa seguir em sua luta por uma sociedade justa, socialista e libertária, afinal como os próprios compas da FARJ afirmam não exigem mais que um posto na luta dos explorad@s!

Cabe destacar que para nós do CALC, tal evento tem especial significado, podemos afirmar que somos parte desta história de luta e organização, pois sem o esforço, apoio e confiança da FARJ e seus militantes o especifismo nunca teria germinado no Estado do Paraná. Foram a FARJ e seus militantes que apostaram na militância local e que deram todo o apoio para a formação de nosso coletivo (organização especifica local que atualmente compõem a CAB). Nesse sentido não somente nos espelhamos e inspiramos na vigorosa militância da FARJ, como somos frutos de seu labor militante.

Vida longa a FARJ, afinal sabemos que serão mais muitos de enfrentamento ao capital, seu Estado e suas mazelas, fica a certeza que nos encontraremos nas trincheiras da luta junto aos compas da FARJ!

Viva a FARJ!

Viva a CAB!

30 de agosto de 2013.

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[COMPA] Saudação aos 10 anos da Federação Anarquista do Rio de Janeiro

Camaradas de luta anarquista,
É com muito entusiasmo e alegria que o COMPA saúda os 10 anos de vida e luta da Federação Anarquista do Rio de Janeiro.
Em verdade foram décadas de acúmulo, esforço e dedicação de uma militância anarquista na capital fluminense que se resultaram em sua fundação no dia 20 de agosto de 2003. Fruto de um resgate fundamental do anarquismo de luta de classes de Ideal Peres, Fábio Luz, José Oiticica e outr@s companheir@s, a FARJ hoje tem uma importância elementar na história do anarquismo do Brasil, desde seus primeiros passos nos primeiros anos de sua fundação, passando por seu constante amadurecimento político e estratégico que se consolidaram em seu Primeiro Congresso, até os atuais avanços históricos para o anarquismo em seu estado e no Brasil, com o fortalecimento do Fórum do Anarquismo Organizado e a fundação da Coordenação Anarquista Brasileira.
Sem o comprometimento e a responsabilidade histórica com o anarquismo nos quais sua militância se estabelece, muitas dessas conquistas talvez estariam mais distantes de serem alcançadas. A FARJ carrega em sua identidade a seriedade, ética e humildade que traduzem primorosamente os princípios do anarquismo e que lhe dão a coerência necessária para caminhar punho ao alto no caminho da luta popular, braços dados às demais lutadoras e lutadores do povo, entre os quais ela se constrói, se fundamenta e se faz legítima, sempre pela base, em direção ao Socialismo Libertário.
A FARJ ocupa ainda uma posição mais importante para o COMPA. O surgimento do debate em Belo Horizonte em torno da organização anarquista e do especifismo se deu por uma admiração, proximidade e inspiração política na FARJ e em sua rica contribuição teórica para o anarquismo. Além de sua militância social e de sua influência anarquista nas lutas da cidade do Rio de Janeiro, sua importância para o anarquismo a nível nacional se faz na construção do anarquismo organizado na CAB e no que ela representa para as demais organizações que estão começando a se construir.
Portanto, saudamos com muita estima o décimo aniversário da FARJ, prestando estas humildes homenagens à nossa companheira de luta e à sua dedicação ímpar em construir o anarquismo e lutar pelo Socialismo Libertário.
Liberdade, Vida e muita Garra ao Tiê-Sangue do Anarquismo!
Que ele alce voos altos e gloriosos rumo ao horizonte que se desmancha na Alvorada da Revolução Social!
Anarquismo é Luta!

[FAG] 3ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre

A Federação Anarquista Gaúcha participará novamente de mais uma Feira do Livro Anarquista em Porto Alegre. Iniciativa de diversos grupo e coletivos da cidade que já vai para sua 3ª edição, a Feira pretende ser um espaço de integração, troca de experiêcias e difusão de livros, publicações e de idéias.

Nesta edição faremos o lançamento de uma publicação que reune os documentos do 1º Congresso da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) realizado em Junho deste ano no marco dos 10 anos do Fórum do Anarquismo Organizado (FAO), mais as mensagens de algumas das Organizações que fazem parte da CAB.

Também estará disponível mais exemplares do documento Wellington Galarza e Malvina Tavares, fruto do esforço conjunto entre a FAG e a FAU na construção de ferramentas teóricas que nos ajudem a pensar a sociedade com cabeça própria.

Além de nossas publicações, a FAG participará no Domingo, 18 de Novembro, às 14:00 no PIER da Usina do Gasômetro de debate sobre os 10 anos do Anarquismo Especifista. Desde já convidamos todos e todas para participarem desse debate!

Não tá morto quem peleia!
E Viva a Anarquia!!!

Programação da 3ª FEIRA DO LIVRO ANARQUISTA DE PORTO ALEGRE

[CAB] Declaração de Princípios da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

Retirado de: http://www.anarkismo.net/article/23024

O que é a CAB?

A Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) é um espaço organizativo fundado em 2012 que articula nacionalmente organizações e grupos anarquistas que trabalham com base nos princípios e na estratégia do anarquismo especifista. A CAB surge como resultado dos dez anos do processo de organização, iniciado em 2002, com o Fórum do Anarquismo Organizado (FAO). Durante essa década, avança em termos político-ideológicos e em relação aos trabalhos nos movimentos populares. A fundação da CAB marca a passagem de um fórum para uma coordenação nacional, evidenciando um aumento de organicidade e fundamentando as bases para o avanço rumo a uma organização anarquista brasileira.

Nossa concepção organizativa do anarquismo

Todos os grupos e organizações da CAB, assim como aqueles interessados em ser seus membros, devem concordar, defender e aplicar esta concepção de anarquismo, que consideramos o mínimo necessário para o início dos trabalhos conjuntos. O anarquismo defendido pela CAB é compreendido a partir dos princípios político-ideológicos e pela sua estratégia geral colocados a seguir.

Princípios políticos e ideológicos

A compreensão, a defesa e a aplicação dos seguintes pontos:

a) Do anarquismo como ideologia e, assim, como um sistema de idéias, motivações e aspirações que possuem necessariamente uma conexão com a ação no sentido de transformação social, a prática política.

b) De um anarquismo em permanente contato com a luta de classes dos movimentos populares de nosso tempo e funcionando como ferramenta de luta e não como pura filosofia ou em pequenos grupos isolados e sectários.

c) De um conceito de classe que inclui todas as parcelas de explorados, dominados e oprimidos da nossa sociedade.

d) Da necessidade do anarquismo retomar seu protagonismo social e de buscar os melhores espaços de trabalho.

e) Da revolução social e do socialismo libertário como objetivos finalistas de longo prazo.

f) Da organização como algo imprescindível e contrária ao individualismo e ao espontaneísmo.

g) Da organização específica anarquista como fator imprescindível para a atuação nas mais diversas manifestações da luta de classes. Ou seja, a separação entre os níveis político (da organização específica anarquista) e social (dos movimentos sociais, sindicatos, etc.).

h) Da organização anarquista como uma organização de minoria ativa, diferindo-se esta da vanguarda autoritária por não se considerar superior às organizações do nível social. O nível político é complementar ao nível social e vice-versa.

i) De que a principal atividade da organização anarquista é o trabalho/inserção social em meio às manifestações de luta do povo.

j) De que a ética é um pilar fundamental da organização anarquista e que ela norteia toda a sua prática.

k) Da necessidade de propaganda e de ela ter de ser realizada nos terrenos férteis.

l) Da lógica dos círculos concêntricos de funcionamento, dando corpo a uma forma de organização em que o compromisso está diretamente associado com o poder de deliberação. Da mesma maneira, uma organização que proporcione uma interação eficiente com os movimentos populares.

m) De que a organização deve possuir critérios claros de entrada e posições bem determinadas para todos que queiram ajudar (níveis de apoio /colaborador).

n) Da autogestão e do federalismo para a tomada de decisões e articulações necessárias, utilizando a democracia direta.

o) A busca permanente do consenso, mas, não sendo possível, a adoção da votação como método decisório.

p) Do trabalho com unidade teórica, ideológica e programática (estratégica / de ação). A organização constrói coletivamente uma linha teórica e ideológica e da mesma forma, determina e segue com rigor os caminhos definidos, todos remando o barco no mesmo sentido, rumo aos objetivos estabelecidos.

q) Do compromisso militante e da responsabilidade coletiva. Uma organização com membros responsáveis, que não é complacente com a falta de compromisso e a irresponsabilidade. Da mesma forma, a defesa de um modelo em que os militantes sejam responsáveis pela organização, assim como a organização seja responsável pelos militantes.

r) Os militantes que compõem a organização têm, necessariamente, de estar inseridos em um trabalho social, bem como se ocupar de atividades internas da organização (secretarias, etc.)

Estratégia geral

A estratégia geral do anarquismo que defendemos baseia-se nos movimentos populares, em sua organização, acúmulo de força, e na aplicação de formas de luta avançada, visando chegar à revolução e ao socialismo libertário. Processo este que se dá conjuntamente com a organização específica anarquista que, funcionando como fermento/motor, atua conjuntamente com os movimentos populares e proporciona as condições de transformação. Estes dois níveis (dos movimentos populares e da organização anarquista) podem ainda ser complementados por um terceiro, o da tendência, que agrega um setor afim dos movimentos populares.

Essa estratégia, portanto, tem por objetivo criar e participar de movimentos populares defendendo determinadas concepções metodológicas e programáticas em seu seio, de forma que possam apontar para um objetivo de tipo finalista, que se consolida na construção da nova sociedade.

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