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2014 acabou, mas em 2015 a luta continua!

Neste ano de 2014 tivemos muita luta no Paraná e no Brasil! Os movimentos sociais combativos e o anarquismo organizado se fortalecem cada vez mais, com ação e democracia direta avançamos rumo a uma sociedade mais justa e igualitária.

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A luta por um transporte público de qualidade e pela tarifa zero continuam! Com organização e ação direta fizemos com que o Projeto de Lei pelo Passe Livre para estudantes e desempregados tramitasse e vamos fazer ele sair do papel com muita luta em 2015.

Suplicy arrancado

Não esquecemos e não perdoamos os 50 anos do Golpe Militar. Na UFPR, durante a ditadura, o ex-Reitor Flávio Suplicy de Lacerda tentou instaurar mensalidades nas universidades públicas, foi o Ministro da Educação responsável pelo acordo MEC-Usaid e perseguiu muitos estudantes. No pátio da Reitoria existia um busto representando esse senhor, que foi arrancado em um ato simbólico dos estudantes, professores e servidores da UFPR.

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Teve muita luta contra a privatização Hospital de Clínicas (HC-UFPR)! Porém, com golpe do Reitor, criminalização e repressão do Estado e Polícia, a classe dominante conseguiu privatizar o maior hospital público do Paraná – mas a luta vai continuar!

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Foi lançado o Movimento de Organização de Base – Paraná – movimento combativo de luta comunitária!

A organização e luta por moradia digna, água, luz e regularização fundiária aconteceu durante o ano inteiro, mas, ainda sem estas conquistas, aconteceu uma grande tragédia na Portelinha – incêndio que levou o menino Eduardo Domenique à morte. O luto levou à luta e a revolta aconteceu pela ação direta. Para nunca mais acontecerem tragédias com o nosso povo como esta, a luta vai continuar. A CULPA É DO ESTADO! EDUARDO PRESENTE!

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Em 2014 também tivemos nossos grupos de estudos acontecendo em 3 cidades do Paraná (Curitiba, Maringá e Campo Mourão). Lançamos o Círculos de Estudos Libertários (CEL) em Maringá, fizemos mais um ciclo do CEL em Curitiba e começamos o primeiro ciclo do Grupo de Estudos Libertários (GEL) na UTFPR – Campo Mourão.

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Durante este 2014, ano do bicentenário de nascimento de Mikhail Bakunin, apresentamos o seminário “200 anos Bakunin: O Anarquismo Organizado nas Revoltas do Presente” em Curitiba, Maringá, Campo Mourão, Londrina e Foz do Iguaçu!

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Lançamos duas edições do nosso periódico No Batente, que passou a ser semestral. A primeira em maio sobre os 200 anos de Bakunin e a segunda em outubro sobre as eleições burguesas e como votam os anarquistas.

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Continuamos com a venda de livros na banquinha do CALC – e em 2015 vai ter muita novidade!

opinic3a3o-anarquista-5-2014_page_1Lançamos 2 Opiniões Anarquistas este ano – um sobre a luta contra a EBSERH e o outro sobre a Copa do Mundo no Brasil.

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Foi lançado o site da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) – da qual o CALC faz parte – anarquismo.noblogs.org, assim como novas edições da Revista Socialismo Libertário e do Jornal Socialismo Libertário – ambos da CAB.

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E no final do ano, dia 7 de dezembro, se foi um grande companheiro de luta:

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‘Descanse em paz, companheiro.

Sua revolta e determinação para construirmos uma sociedade justa, igualitária e libertária nunca serão esquecidas.

Grande colaborador com os encontros do CEL em Curitiba, com a venda dos nossos livros anarquistas, com a luta pelo transporte na capital paranaense.

Um anarquista que defendia organização, um antifascista que viveu e lutou para vivermos em um mundo sem dominação.

DIEGO PRESENTE! PRESENTE! PRESENTE!’

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Em 2015 a luta dos oprimidos e a propaganda anarquista continuam! Você é do Paraná e se interessa pela luta e pelo anarquismo organizado? Entre em contato conosco!

Lutar! Criar Poder Popular!

Arriba lxs que luchan!

[RL] 200 anos Mikhail Bakunin (1814-2014): Da Instrução Integral ao Anarquismo Organizado

Retirado de: https://rusgalibertaria.wordpress.com/2014/11/25/200-anos-mikhail-bakunin-1814-2014-da-instrucao-integral-ao-anarquismo-organizado/

Convidamos todas e todos para nossa atividade de apresentação e debate em memória dos 200 anos de nascimento do militante e teórico russo Mikhail Bakunin.

Da Instrução Integral ao Anarquismo Organizado!200mbf

“[…] um Estado forte, só pode ter uma base segura: a centralização militar e burocrática. Entre a monarquia e a república mais democrática, só há uma diferença notável: sob a primeira, o pessoal burocrático oprime e explora o povo, em nome do rei, para o maior proveito das classes proprietárias e privilegiadas, assim como em seu próprio interesse; sob a república, ele oprimi e explora o povo da mesma maneira, para os mesmos bolsos e as mesmas classes, mas, ao contrário, em nome da vontade do povo. […] a república, a pseudonoção, o país legal, por assim dizer, representado pelo Estado, sufoca e continuará a sufocar o povo vivo e real. O povo, contudo, não terá a vida mais fácil quando o porrete que o espancar se chamar POPULAR.
A questão social, a paixão pela revolução social…[…]. É preciso satisfazê-la ou reprimi-la; mas ela só poderá obter satisfação quando demolir a opressão governamental, este último bastião dos interesses burgueses. […] Nenhum Estado, por mais democráticas que sejam suas formas, mesmo a república política mais vermelha, popular apenas no sentido desta mentira conhecida sob o nome de representação do povo, está em condições de dar a este o que ele precisa, isto é, a livre organização de seus próprios interesses, de baixo para cima, sem nenhuma ingerência, tutela ou coerção de cima, porque todo Estado, mesmo o mais republicano e mais democrático, mesmo pseudopopular como o Estado imaginado pelo Sr.Marx, não é outra coisa, em sua essência, senão o governo das massas de cima para baixo, com uma minoria intelectual, e por isto mesmo privilegiada, dizendo compreender melhor os verdadeiros interesses do povo, mais do que o próprio povo.” (BAKUNIN, M.; A luta dos dois Partidos na Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) – Estatismo e Anarquia)

Quatro anos do Coletivo Anarquista Luta de Classe! Nenhum passo atrás! Firmes na Organização por uma sociedade Socialista Libertária!

Há exatos quatro anos atrás, 31 de outubro de 2010, o Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC) se apresenta publicamente por meio de seu documento de lançamento: Carta de Apresentação do CALC.

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O CALC, mesmo em pouco tempo história até agora, busca formar um espaço de militância e organização para os anarquistas do Paraná com o objetivo de inseri-los de forma organizada nas lutas que acontecem no nosso estado. Desde sua fundação, o CALC é formado por militantes engajados na luta comunitária e estudantil.

Surgindo na capital paranaense, Curitiba, a militância de nossa organização buscou se integrar às mais diversas lutas protagonizadas pela classe dominada na capital, como a luta por um transporte público de qualidade (compondo a Frente de Luta pelo Transporte) e pela saúde (compondo Frente de Luta para Não Perder o HC). Deste modo, podemos afirmar que o CALC é uma organização de trabalhadores, estudantes, militantes da periferia, que faz parte da classe dominada e luta para transformar esta dura realidade.

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Neste ano de 2014 temos tentado articular nossa militância também em torno das lutas sindicais (além de compormos as lutas estudantis e comunitárias), em especial no campo da educação pública, assim afiando nossos instrumentos de luta e ampliando nossa influência em meio aos explorados. Em um ano de aumento da repressão e criminalização dos movimentos sociais, não negligenciamos também a luta pelos Direitos Humanos, colocando peso na denúncia dos crimes da ditadura, fazendo parte da campanha “Protesto não é Crime” da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) e somando esforços no Comitê “Lutar Não é Crime” – que foi fundado para defender o lutador e agora processado político Nicolas Pacheco.

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Buscamos também afirmar a política dos anarquistas, mesmo em períodos tão difíceis de marcar uma posição como estes “tempos de eleições”. Buscamos esclarecer que os anarquistas não se abstêm da política, mas sim “votam” nas lutas, nas organizações da classe trabalhadora, pois entendem que este é o lugar para se construir um projeto de emancipação social (nosso projeto é o Poder Popular) e não as urnas e a disputa do Estado Burguês. Leia mais em: Como Votam os Anarquistas?, Elementos da Conjuntura Eleitoral 2014, Breve Análise Socialista Libertária sobre o resultados das urnas em 2014 No Batente 4.

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Não podemos deixar de citar o esforço de nossa militância na busca pela ampliação do espaço que ocupa o Anarquismo Organizado na terra das araucárias, em especial pela proposta de levar o Seminário 200 anos Bakunin: O Anarquismo Organizado nas Revoltas do Presente para várias cidades de todas as partes do Paraná. Os espaços dos 200 anos de Bakunin estão gerando novos Grupos de Estudos Libertários articulados pelo CALC em várias cidades do estado. Tais grupos de estudo tem o intuito de fomentar a discussão sobre a importância, concepções e prática dos anarquistas organizados, em especial dos especifistas. Já existem Círculos de Estudos Libertários e Grupos de Estudos Libertários articulados pela nossa organização em Curitiba, Campo Mourão e Maringá!

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Cabe ainda ressaltar que nossa militância é parte da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB). A coordenação articula um projeto de militância nacional do Anarquismo Especifista, sendo composta por organizações de 9 estados do Brasil. Deste modo, mesmo que de forma modesta colaboramos para a difusão e organização de nossa corrente. Na medida do possível, buscamos ainda ampliar nossa militância para além das fronteiras do Brasil, assim nos articulamos por meio da CAB com a fAu (Federação Anarquista Uruguaia) e o ZACF (Zabalaza Anarchist Communist Front da África do Sul), afirmando o internacionalismo que aponta que a pátria dos explorados é o mundo do trabalho.

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Não podemos esquecer do também modesto, mas válido esforço do CALC, de rearticular a imprensa anarquista, com a circulação de o No Batente que já está em seu quarto número e de o Opinião Anarquista que já conta com 6 edições. Sempre fizemos também por divulgar o Socialismo Libertário, órgão de informação da CAB. Temos feito um crescente trabalho de difusão e comunicação das lutas e organização dos especifistas no Paraná e no Brasil a partir de nosso site: anarquismopr.org e da nossa página no Facebook.

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Já demos alguns passos nesta caminhada, afinal, quando começamos contávamos apenas com uma jovem, mas disciplinada militância. O anarquismo organizado no Paraná se encontrava disperso e muito a margem das lutas sociais, no entanto, atualmente ocupamos um modesto posto nas lutas, justamente porque não exigimos nada a mais que “um lugar na luta”! Deste modo, já inscrevemos nossa militância na História do Anarquismo do Paraná, mas muito ainda temos a caminhar, pois não podemos afirmar nada diferente do que consta nas nossas palavras iniciais, de quando nos lançamos a quatro anos:

“Por isso buscamos um retorno organizado às lutas sociais, esperando que outros companheiros e companheiras da cidade de Curitiba e do Paraná venham se juntar a nós. Assim, acreditamos que será possível retomarmos o caráter social e classista que o anarquismo sempre portou, pois se continuarmos desorganizados ideologicamente não constituiremos uma força política capaz de intervir na dinâmica das lutas sociais, o que só interessa aos nossos adversários e inimigos de classe.” (CALC, 2010)

Humildemente conseguimos criar este espaço de organização para a luta, seguiremos firmes em nosso propósito, ombro a ombro com as exploradas e os explorados, buscando ampliar nossa influência e organização com os de baixo! Se foram quatro anos. Virão mais muitos de luta em busca do Socialismo e da Liberdade!

 Vida longa ao CALC!

Vida longa a CAB!

Lutar! Criar Poder Popular!

Arriba lxs que luchan!

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[Foz do Iguaçu] 200 ANOS BAKUNIN: O ANARQUISMO ORGANIZADO NAS REVOLTAS DO PRESENTE

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Em 2014 faz 200 anos que o militante e teórico anarquista Mikhail Bakunin nasceu.

Coletivo Anarquista Luta de Classe fará vários eventos no Estado do Paraná em meio a este momento de revoltas populares e urgência do anarquismo.

Quando: No dia 19 de outubro, domingo, faremos o evento na cidade de Foz do Iguaçu.

OndeBiblioteca Comunitária do Cidade Nova, Rua Eloi Armando Nedel, 1332.

Horário: 14:00.

No evento, vamos falar sobre a vida e militância deste grande anarquista, discutir sobre suas concepções táticas e estratégicas, além de colocarmos nossas posições em relação à importância do anarquismo nas atuais revoltas do povo.

Evento no Facebook:               https://www.facebook.com/events/634569723329359/

[LONDRINA] 200 ANOS BAKUNIN: O ANARQUISMO ORGANIZADO NAS REVOLTAS DO PRESENTE

Em 2014 faz 200 anos que o militante e teórico anarquista Mikhail Bakunin nasceu.

Coletivo Anarquista Luta de Classe fará vários eventos no Estado do Paraná em meio a este momento de revoltas populares e urgência do anarquismo.

Quando: No dia 27 de setembro, sábado, faremos o evento na cidade de Londrina.

Onde: No Centro de Ciências Humanas (CCH) da Universidade Estadual de Londrina – UELSALA 108.

Horário: 15:00

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/327748984064084/?context=create&source=49

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No evento, vamos falar sobre a vida e militância deste grande anarquista, discutir sobre suas concepções táticas e estratégicas, além de colocarmos nossas posições em relação à importância do anarquismo nas atuais revoltas do povo.

[CAB] SINDICALISMO E AÇÃO DIRETA

Trabalhadores (as) decidindo os rumos da luta

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No primeiro semestre de 2014, a luta de diversas categoriais de trabalhadores (as) ganharam as ruas para o desespero de patrões e governos. O contra-ataque dos poderosos teve a ajuda da grande mídia, que tentou criminalizar os protestos e desmobilizar os lutadores. Isso ocorreu antes, durante e depois da Copa do Mundo, momento em que os noticiários buscavam legitimar as ações violentas dos aparelhos repressivos do Estado e seus governantes. Na sequência, vieram também as perseguições políticas e prisões de dezenas de manifestantes de forma autoritária, violando os meios democráticos e direitos humanos.

Mas é inegável que as lutas destes/as trabalhadores/as tomaram grandes proporções, e pode-se identificar nelas uma prática comum, que tem sido bastante rara atualmente no sindicalismo brasileiro. Foram greves construídas nos locais de trabalho, independente das direções sindicais – por vezes tendo até mesmo que enfrentá-las. Conquistaram vitórias, totais ou parciais, que os antigos diretores sindicais, muitos deles fazendo o jogo dos governos e patrões, diziam não ser possível conquistar. Esses movimentos inspiraram diversos outros, em menores proporções e nem sempre com o mesmo grau de avanço, mas com uma importância enorme na tentativa de renovar a maneira de fazer a luta sindical no Brasil.

Essa prática pode ser identificada principalmente no protagonismo, na ação direta das bases decidindo sobre os rumos das greves frente à burocracia e à centralização das direções sindicais personalizadas e por correntes sindicais partidarizadas. Estas últimas, por outro lado, são práticas sindicais viciadas, que em geral não dão conta das urgências da classe trabalhadora, nem constroem espaços com autonomia política e participação direta dos/as trabalhadores/as.

Assim, experiências de autonomia, luta e solidariedade de classe emergem pelo país, seja no exemplo dos operários em protesto nas grandes obras de infra-estrutura do PAC (principalmente no norte e nordeste do país), os garis no Rio de Janeiro, os rodoviários em Porto Alegre, ou os metroviários de São Paulo. Demonstraram, na prática, que a luta começa desde baixo, e não raras vezes sem a tutela ou mesmo contra as direções sindicais. Em uma clara demonstração de que quem deve ter o controle das lutas é o conjunto da base e não um grupo de dirigentes “iluminados”.

Ações que também têm em comum a retomada de alguns importantes valores das várias lutas históricas das classes exploradas e oprimidas em todo mundo:

Ação Direta: os métodos de lutas para fazer avançar as reivindicações tiveram um repertório bastante diversificado desde as greves. São exemplos disso os piquetes, ocupações, sabotagens e mobilizações que paralisaram a circulação e o funcionamento de serviços essenciais. A Ação Direta é o uso de todos os meios necessários para potencializar as lutas protagonizadas pelos/as trabalhadores/as. Significa não entregar na mão de outros o poder de decisão sobre os assuntos do cotidiano. Ao contrario, é o coletivo a exercer esse poder de forma direta, sem intermediários ou representantes.

Protagonismo de Base: há uma disposição da base dos trabalhadores em fazer avançar a luta sindical e muitas vezes combatendo a postura burocrata da própria direção dos sindicatos. Assim foi o exemplo das lutas sindicais nesse período, impulsionadas pela base das categorias. Esse é o ingrediente de um sindicalismo forte, com controle dos/as trabalhadores/as através da democracia direta. Combatendo a cultura autoritária e anti-democrática presente nos sindicatos, inclusive em muitos daqueles dirigidos por agrupações que se colocam à esquerda na composição política.

Na medida em que os/as trabalhadores/as se organizam e avançam, a reação do Estado e governos têm sido a de criminalizar a greve e o protesto, reprimindo as lutas legítimas e propagando a mentira através da mídia burguesa, a grande aliada dos patrões e poderosos. Denunciamos aqui a cumplicidade entre essa hegemônica mídia capitalista, os governos e os fortes grupos econômicos que controlam o país.

É com entusiasmo que vemos as retomadas desta combatividade nas lutas sindicais pelo país, pois tomar o protagonismo de nossas lutas é fundamental. Os sindicatos são instrumentos importantes que podem potencializar a luta sindical. Contudo, quando estão tomados pela burocracia partidária, ou engessados pela patronal, deixam de ser um meio de luta e viram um meio de vida para os oportunistas. Pessoas que se dizem representantes dos/as trabalhadores/as, mas que se encastelam na estrutura sindical. Subordinam as urgências dos trabalhadores aos seus interesses, ou aos de seu partido, distanciando-se da realidade dos trabalhadores.

É no acúmulo das nossas forças e pelo nosso poder de mobilização que podemos enfrentar, inclusive, as injustas decisões judiciais a serviço de governos e patrões. É também pela nossa força coletiva que podemos alcançar as vitórias que almejamos. Que não percamos nossos desejos por mudanças! Que cada luta, cada piquete, cada greve, com suas derrotas e vitórias, possa fortalecer a ideia de que um novo mundo é possível.

Dentro desse processo de radicalização das lutas, é necessário ter como retomada de objetivo o Sindicalismo Revolucionário. Concepção de luta sindical defendida por Mikhail Bakunin, que o ano de 2014 comemoramos os 200 anos de seu nascimento, além de ter sido apontado como um “suspeito em potencial” de estimular as lutas e ter envolvimento com elas, na capital carioca.

Os 200 Anos de Bakunin

Em 2014, relembramos os 200 anos do nascimento do revolucionário e anarquista russo Mikhail Bakunin. Militante exemplar, sua vida se confundiu com a luta dos trabalhadores de sua época, principalmente dentro da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT). Junto com outros companheiros, também foi responsável pela constituição do anarquismo como força socialmente engajada na luta pela liberdade e igualdade. Em 1868, Bakunin ajudou a fundar a Aliança da Democracia Socialista, organização clandestina e a primeira especificamente anarquista da história, que atuou dentro da AIT.

Sendo a AIT o espaço que aglutinou e impulsionou as lutas dos trabalhadores nesse período, é importante pontuar que foram os acúmulos das correntes anti-autoritárias da Internacional que tiveram maior influência no movimento operário de nosso continente latino americano. Após o Congresso de Haya, da Primeira Internacional, as concepções estatista e federalista se separam em meio a fortes polêmicas e seguem caminhos distintos. E é a corrente libertária do socialismo (federalista e anarquista) que vai impulsionar a continuidade da AIT, e é em 1872, em Saint-Imier na Suíça, que Bakunin e os federalistas fundavam a Internacional conhecida mais tarde como anti-autoritária.

As seções e federações vinculadas à Internacional que foram se formando em toda a América Latina contavam com orientações gerais bastante precisas e com autonomia para o seu desenvolvimento, dando continuidade às propostas federalistas e de sindicalismo revolucionário de Bakunin. Ele entendia o sindicalismo como um meio e não um fim em si. E o papel dos anarquistas deveria ser colocar combustível nos processos de mobilização da classe e organizar as lutas junto com os/as trabalhadores/as. Fazendo a propaganda da causa onde quer que se encontrassem os operários. Foi de fato na ação, e a partir das táticas consagradas pela experiência, que os contornos de uma doutrina sindical mais radical foi tomando forma, tornando-se a expressão histórica deste período.

A genealogia da Greve Geral

A idéia de greve geral foi lançada pelo Congresso da Internacional realizado em Bruxelas, em setembro de 1868. Na ocasião, era uma ferramenta com o objetivo de lutar contra a guerra naquele período. Mas foi em 1869 que Bakunin, de forma pioneira, analisou todas as possíveis consequências e potencialidades da Greve Geral:

“Quando as greves ampliam-se, comunicam-se pouco a pouco, é que elas estão bem perto de se tornar uma greve geral; e uma greve geral, com as ideias de liberação que reinam hoje no proletariado, só pode resultar em um grande cataclismo que provocaria uma mudança radical na sociedade. Ainda não estamos nesse ponto, sem dúvida, mas tudo nos leva a isso.”

Bakunin traz assim importantes contribuições a esta concepção da greve como ferramenta de mobilização de força dos/as trabalhadores/as, e que “já indicam uma certa força coletiva, um certo entendimento entre os operários”. Como prática da luta reivindicativa e de formação na prática, a Greve Geral deve também encarnar a solidariedade entre os setores da classe oprimida, pois “as necessidades da luta levam os trabalhadores a apoiarem-se, de um país a outro, de uma profissão a outra”.

Coordenação Anarquista Brasileira – frente sindical

[ADIADO – Foz do Iguaçu] 200 anos Bakunin: O Anarquismo Organizado nas Revoltas do Presente

O evento “200 anos Bakunin: O Anarquismo Organizado nas Revoltas do Presente” em Foz do Iguaçu foi adiado devido ao pedido de companheiros e companheiras da cidade que não poderiam comparecer ao evento e pelo local da apresentação que não seria ideal nesta data (21/06). Ainda durante este ano faremos o evento em Foz do Iguaçu contando com a presença de mais compas que poderão ajudar no debate e será em local ideal!

Pedimos desculpas pelo transtorno e esperamos contar com vocês de Foz no evento!


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Em 2014 faz 200 anos que o militante e teórico anarquista Mikhail Bakunin nasceu.

Coletivo Anarquista Luta de Classe fará vários eventos no Estado do Paraná em meio a este momento de revoltas populares e urgência do anarquismo.

Quando: No dia 21 de junho, sábado, faremos o evento na cidade de Foz do Iguaçu.

Onde: Centro de Convivência Clóvis Cunha Viana – Junto ao ERECS. Rua Julio Brecher, 470 – Santa Rita/Lagoa Dourada.

Horário: 14:00.

No evento, vamos falar sobre a vida e militância deste grande anarquista, discutir sobre suas concepções táticas e estratégicas, além de colocarmos nossas posições em relação à importância do anarquismo nas atuais revoltas do povo.

[CAMPO MOURÃO] 200 ANOS BAKUNIN: O ANARQUISMO ORGANIZADO NAS REVOLTAS DO PRESENTE

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Em 2014 faz 200 anos que o militante e teórico anarquista Mikhail Bakunin nasceu.

Coletivo Anarquista Luta de Classe fará vários eventos no Estado do Paraná em meio a este momento de revoltas populares e urgência do anarquismo.

Quando: No dia 31 de maio faremos o evento na cidade de Campo Mourão.

Onde: Bloco B, Sala 107, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Campus Campo Mourão.

Horário: 10:00.

Apoio DCE UTFPR-CM

No evento, vamos falar sobre a vida e militância deste grande anarquista, discutir sobre suas concepções táticas e estratégicas, além de colocarmos nossas posições em relação à importância do anarquismo nas atuais revoltas do povo.

Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/393544347451472/?source=3&source_newsfeed_story_type=regular

[Maringá] 200 Anos Bakunin: O Anarquismo Organizado nas Revoltas do Presente

Em 2014 faz 200 anos que o militante e teórico anarquista Mikhail Bakunin nasceu.

Coletivo Anarquista Luta de Classe fará vários eventos no Estado do Paraná em meio a este momento de revoltas populares e urgência do anarquismo.

Quando: No dia 30 de maiodia em que Mikhail Bakunin nasceu, faremos o evento na cidade de Maringá.

OndeAuditório Bloco I 12 da Universidade Estadual de Maringá.

Horário15:00.

Apoio CAFF

No evento, vamos falar sobre a vida e militância deste grande anarquista, discutir sobre suas concepções táticas e estratégicas, além de colocarmos nossas posições em relação à importância do anarquismo nas atuais revoltas do povo.

Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/238460566352739/