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[FAR] Santiago Maldonado Presente!

Divulgamos a recente nota da companheirada da Federação Anarquista de Rosário (FAR), Argentina sobre a confirmação da morte do militante anarquista Santiago Maldonado

SANTIAGO MALDONADO PRESENTE!

Nestes últimos dias se cumpriram 3 anos da aparição do corpo de Luciano Arruga, 7 anos do assassinato de Mariano Ferreira e hoje 20 de outubro se confirma o que todos/as intuíamos o corpo encontrado, rio acima, é de Santiago Maldonado.

Um jovem de bairro desaparece por não querer roubar para a polícia, um morre nas mãos de uma patota por lutar contra a precarização laboral, e outro é desaparecido por lutar pela autonomia do povo mapuche. Em todos eles há elementos em comum, a repressão do estado aponta para aqueles que resultam perigosos por se parte de uma juventude que não se submete, que não abaixa a cabeça, e que não assume os mandatos do sistema.

Contra a repressão nos bairros, contra a precarização laboral e pela autodeterminação dos povos, por todas essas reivindicações tão urgentes seguiremos lutando.

O estado mostrou sua cara mais terrível e voraz, o mecanismo da desaparição forçada é uma metodologia que as classes dominantes sustentam, com suas particularidades, nas distintas conjunturas. E aparecem também as operações midiáticas, desesperadas por instalar na sociedade um discurso que desmobilize, e busque nos de baixo a responsabilidade do que vem acontecendo.

Ainda assim, não puderam freiar as gigantescas mobilizações populares de variados setores em todo este tempo, e temem pela magnitude do fastio e da indignação de nosso povo, que ante semelhante ofensa a sua dignidade, se manifestará mais cedo ou mais tarde nas ruas de todo país.

O QUE MORREU LUTANDO VIVE EM CADA COMPANHEIRO

SANTIAGO MALDONADO PRESENTE!

Federación Anarquista de Rosário

Tradução: Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

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[CAB] Marco Temporal Não! Contra os Ataques do Estado e dos Latifundiários!

SOLIDARIEDADE, LUTA E RESISTÊNCIA COM OS POVOS ORIGINÁRIOS E QUILOMBOLAS!

É na carne do povo que o andar de cima corta para garantir seus privilégios. Assim foi com a reforma trabalhista, com a PEC que congelou investimentos públicos por 20 anos e assim é com as demarcações das terras indígenas e quilombolas, agravado agora com a pressão da bancada ruralista sobre o STF para o uso do Marco Temporal para as demarcações de Terras Tradicionais.

A situação se agrava nesse momento porque para garantir a permanência na cadeira presidencial, Temer jogou com a vida dos Povos Originários e Quilombolas. Para acobertar seus crimes de corrupção, ele barganhou o apoio da bancada ruralista no congresso com a assinatura do parecer da AGU que limita as demarcações de terras indígenas e quilombolas apenas para áreas ocupadas antes a promulgação da Constituição Federal de 1988. Este parecer se referencia nas diretrizes estabelecidas pelo STF no julgamento da Terra Indígena Raposa Terra do Sol onde os ministros fizeram uso do Marco Temporal, ignorando assim todos os crimes genocidas cometidos pelo Estado brasileiro, permanecendo ainda hoje sem a devida reparação, independente do partido que esteja no governo.

Hoje foram a julgamento no STF três processos de Terras Indígenas, T.I Ventarra, do povo Kaingang no Rio Grande do Sul, a T.I. dos povos Nambikwara e Pareci, e T.I. do Parque do Xingu, ambas no Mato Grosso. Por esse motivo os Povos Originários e Quilombolas estão mobilizados, desde o começo desta semana, em Brasília e em várias regiões do Brasil para barrar qualquer retrocesso na política de demarcação de terras. Por causa da mobilização e pressão popular, o resultado foi favorável e a tese do Marco Temporal não foi considerada pelo STF para julgar as três TI citadas. Mas a luta e a organização popular devem continuar, pois não há garantias de que esta pauta seja retomada pela bancada ruralista e os interesses do capital.

Uma parcela do povo viu os poucos direitos, historicamente conquistados com muita luta, serem atacados após as disputas entre os poderosos, que teve um golpe parlamentar como desfecho. Mas a maior parte do povo nunca teve acesso aos direitos mais básicos, e está é a realidade dos Povos Originários e Quilombolas que resistem há mais de 500 anos, seja contra a dominação colonial ou hoje, sob um Estado de Exceção Permanente, que tende a se tornar mais grave. O Marco Temporal é a anistia para todos os crimes do latifúndio e a licença que os latifundiários precisam para expulsar os Povos Originários e Quilombolas de suas terras tradicionais.

Por isso dizemos Não ao Marco Temporal!

A história dos Povos Originários e Quilombolas Não começou em 1988 e não pode ser interrompida!

Pelo fim do genocídio!

Todo o apoio às ocupações das escolas no Paraná! A Resistência é a Vida!

Em um momento em que mais de 200 escolas estão ocupadas no estado do Paraná, em várias cidades do estado, os estudantes secundaristas mostram como a luta autônoma e de base afeta o Estado.

O governador Beto Richa (PSDB) mais uma vez afirmou que os/as estudantes são manipulados por sindicatos do PT, que eles não sabem o que fazem, e pressiona o Poder Judiciário para reintegrar as posses das escolas. Porém, os/as estudantes têm demonstrado que sabem muito bem o que estão fazendo e estão muito organizados, lutando contra a Medida Provisória 746, que reforma o Ensino Médio, e contra a PEC 241, que faz uma verdadeira sangria na educação e na saúde para os próximos 20 anos.

A partir de assembleias horizontais, comissões bem organizadas e inúmeras atividades de formação, os/as estudantes secundaristas têm dado aula de como se organizar e lutar de forma independente de oportunistas e com a ação direta combativa sendo o meio para conquistarem seus objetivos.

O Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC) vem demonstrar todo o seu apoio e solidariedade à luta dos/das estudantes secundaristas, afirmando que solidariedade é mais do que palavra escrita. Fazemos um chamado para que as pessoas que têm acordo com a luta contribuam efetivamente com as ocupações de escolas no Paraná, levando doações, propondo oficinas e etc. Também é extremamente necessário que a companheirada de luta dos outros estados do Brasil se organize de forma independente e faça luta direta (manifestações de ruas, ocupações, etc.) para aumentar nossa força social e conseguirmos barrar estes ataques!

A perspectiva é que o Estado continue a tentar desmobilizar os/as secundaristas, porém, este processo de lutas ainda tem muito a avançar e a resistência é marca característica destas jovens pessoas lutadoras!

TODO O APOIO ÀS OCUPAÇÕES DAS ESCOLAS!

LUTAR! CRIAR PODER POPULAR!

NEM GOVERNO E NEM PATRÃO! SOMOS NÓS POR NÓS, DEFENDENDO A EDUCAÇÃO!

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[FARJ] Terroristas do Estado brasileiro fazem mais cinco vítimas

Retirado de:                https://www.facebook.com/anarquismorj/photos/a.163241370531736.1073741826.161858530670020/440969509425586/?type=3&theater

terror

Cinco jovens negros foram fuzilados pela polícia na noite de sábado, no bairro de Costa Barros, Rio de Janeiro. Não satisfeitos, os policiais que fuzilaram os jovens, numa prática comum e rotineira da PMERJ, tentaram armar um “flagrante”, colocando uma pistola de plástico próximo ao carro (como se isso justificasse a chacina).

Não foi “acidente”, não foi “erro operacional”. É apenas o racismo estrutural da polícia e do Estado brasileiro em curso, tendo sempre como alvo a população negra e pobre.

Enquanto a lei anti-terrorismo é aprovada, o Estado continua seu genocídio. Pela nova lei, um/a manifestante poderá ser enquadrado/a como terrorista por quebrar uma vidraça de um banco. Enquanto isso, o mesmo Estado que aprova esta lei, assassina sistematicamente a juventude negra das favelas.

Não foi acidente.
Chega de massacre. Chega de extermínio.
Terrorista é o Estado!

A “justiça” do Estado tem um lado. E não é o do povo.

Não é de hoje que o Poder Judiciário deixa de servir a quem ele teoricamente deve, aos “cidadãos e cidadãs da nação”, às “pessoas de bem”. O direito, tal como é organizado hoje, tem o papel de garantir a propriedade de quem já a tem e marginalizar quem não se encaixa nos padrões do sistema capitalista de dominação.

Enquanto protege os interesses dos grandes, do capital e de todos aqueles que têm condições de pagar um bom advogado, mercantiliza o direito à liberdade e à defesa na atual “democracia”, criminaliza a pobreza e os movimento sociais.

O dito “Estado Democrático de Direito” da Constituição Federal é o Estado Oligárquico de Direito na prática – direitos para os ricos, para os brancos; migalhas, chacinas e prisões para os pobres, pretos e marginalizados.

Não é preciso uma pesquisa minuciosa para que encontremos casos em que fica explícito qual o lado das autoridades judiciárias. Num conflito judiciário em que uma parte tem residência fixa, estuda ou estudou na universidade, é branca e pode bancar um advogado renomado contra um pobre, desempregado e que necessita da Defensoria Pública; a dita igualdade só existe no papel.

Trazendo para um caso da realidade paranaense atual, é importante fazermos um breve histórico. Curitiba até alguns anos atrás era marcada pela grande presença e ação de gangues nazi-fascistas nas ruas da cidade, como podemos destacar nas seguintes manchetes tiradas de canais de comunicação:

Neonazistas atacam em Curitiba depois de protesto deste domingo e geram pânico
http://revistaladoa.com.br/2015/03/noticias/neonazistas-atacam-em-curitiba-depois-protesto-deste-domingo-geram-panico”;

Grupo de skinheads causa terror no Largo da Ordem de Curitiba
http://pr.ricmais.com.br/cidade-alerta-parana/videos/grupo-de-skinheads-causa-terror-no-largo-da-ordem-de-curitiba/”;

Jovem assassinado por skinheads foi confundido com punk, diz a polícia – http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/jovem-assassinado-por-skinheads-foi-confundido-com-punk-diz-a-policia-f5los39ezvfoh25cjgkw2i6ha”;

Estudante sofre ataque homofóbico
http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/estudante-sofre-ataque-homofobico-eijxzdx1pz9p59lrolj1cipu6;

Polícia identifica estudante skinhead que matou punk em Curitiba
http://pr.ricmais.com.br/seguranca/noticias/policia-identifica-estudante-skinhead-que-matou-punk-em-curitiba/;

Quatro são esfaqueados após briga no Curitiba Rock Carnival, diz polícia –
http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2014/03/quatro-sao-esfaqueados-apos-briga-no-curitiba-rock-carnival-diz-policia.html;

Guarda Municipal é preso após atirar contra rapaz no Largo da Ordem
http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/guarda-municipal-e-preso-apos-atirar-contra-rapaz-no-largo-da-ordem-77cw3c42ek0i0sp4ljj5po026

Dentre os casos listados, queremos listar um, o de Adriano de Souza Martins, conhecido com Pararaio. Três meses atrás, dia 31 de julho de 2015, Pararaio retornou à liberdade após estar preso desde março de 2014.

Pararaio é um lutador antifascista da cidade de Curitiba que foi acusado por 4 tentativas de homicídio depois de ter se envolvido numa briga para defender seu amigo Diego (conhecido com Xarope) que estava sendo espancado e esfaqueado no chão por um grupo de nazi-fascistas durante o evento do Curitiba Rock Carnival. Pararaio foi inclusive acusado de ter esfaqueado o próprio amigo Xarope, para ilustrar a “justiça” do Estado e sua falta de sensibilidade perante os acontecimentos.

Pararaio foi levado pela polícia sob a acusação de ter esfaqueado 3 nazi-fascistas e Diego, enquanto foram os fascistas que deram 6 facadas em Diego – que ficou gravemente ferido. Nenhum nazi-fascista foi detido e foram considerados vítimas; levando o aval para continuarem cometendo as atrocidades que costumam fazer.

Mais uma amostra de que a “justiça do Estado” tem um lado e que obviamente não é a dos que lutam contra o racismo, machismo, homofobia e o fascismo. Não é nem necessário dizer qual a origem social de Pararaio e Diego em contraponto com a dos nazi-fascistas, que estavam em maioria e tiveram advogados, promotores e juízes ao seu lado.

Quem acabou sofrendo com isso? Pararaio ficou encarcerado por 1 ANO E 5 MESES A MAIS do que “deveria”, de acordo com a própria “justiça” burguesa. O julgamento levou 1 ano e 5 meses para acontecer e lá Pararaio foi condenado a 1 ano, sendo que não deveria ser em regime fechado – mas é claro que se o “criminoso” tivesse muito dinheiro e família conhecida não passaria uma noite na cadeia superlotada.

O Estado não recua em suas decisões, ele é a materialização da intransigência e violência – seja pela polícia, seja pelas prisões ou por outras instituições. Quanto mais quando se trata dos pobres e dos movimentos sociais organizados, porque quando você é pobre, é excluído sistematicamente das discussões e decisões políticas da sociedade; quando você é pobre e se organiza com outros pobres para exigir o direito de participar da vida política do seu bairro, da sua cidade, do seu país você representa uma ameaça aos interesses dos poderosos – e o Estado está aí para isso, defender os interesses dos de cima.

O caráter do Estado reverbera em todos os campos da sociedade, desde as crianças pobres e negras que serão as primeiras a sofrer com a redução da maioridade penal até os idosos que tem suas aposentadorias saqueadas quando o Estado “quebra” o seu caixa. O pobre pode morrer na fila do SUS, pode ficar desempregado e sem uma educação de qualidade, mas os lucros milionários sempre são garantidos. O Estado está nas mãos de quem manda e nós não queremos que só alguns possam decidir sobre o futuro de todos e todas – por isso lutamos pelo socialismo libertário.

Não vamos nos esquecer da mídia de massas, que cumpre um papel essencial na formação ideológica conservadora da sociedade e que muito contribui para que o Estado e o direito sirvam sempre aos poderosos. Pegando mais um exemplo do nazi-fascismo na atualidade, vejamos como a mídia reage quando o réu é um branco fascista:  http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/08/me-sinto-um-lixo-diz-assassino-confesso-que-esquartejou-propria-tia.html; na própria manchete, nem citada é a palavra “skinhead”, comumente designada para se dirigir a esse grupos neonazistas, e muito menos as palavras “nazi” ou “fascista”.

Fica claro que tudo isso é uma questão de CLASSE. Os anarquistas, os antifascistas, lutam contra a dominação de classe – que os grandes capitalistas, latifundiários e burocratas do Estado impõem sobre o povo; contra dominação de gênero, etnia, etc. Enquanto os fascistas defendem essa dominação e ainda agem para que ela seja maior e mais violenta. É por isso que jovens como Pararaio sofrem todos os dias as retaliações, não por cometerem crimes, mas por pertencerem à classe dominada, por serem pobres, por morarem na periferia. Mas a nossa luta não vai parar!

SOLIDARIEDADE A PARARAIO!

DIEGO PRESENTE! LAGARTO PRESENTE!

VIOLENTO É O ESTADO!

NÃO VAMOS ESQUECER, NEM PERDOAR!

SOLIDARIEDADE AO COLETIVO ANTIFA 16 E À LUTA ANTI-FASCISTA

fascismo não se discute

Nota de repúdio à criminalização do Coletivo Quebrando Muros, estudantes da UEL e Antifa 16

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Após o massacre do movimento de luta pela educação pública no dia 29 de abril, o governo de Beto Richa (PSDB), através da Secretaria de Segurança Pública do Paraná, tentou criminalizar “grupos radicais” por terem iniciado o confronto com a polícia.

Em coletiva de imprensa, o ex-Secretário de Segurança Pública do Paraná (Fernando Francischini) e um delegado da polícia federal “divulgaram as informações coletadas pelo departamento da inteligência da SESP” colocando estudantes da UEL, o Coletivo Quebrando Muros e Antifa 16 como sendo “baderneiros, black blocks” responsáveis pela tentativa de invasão da ALEP. MENTIRAS NÃO PASSARÃO!

O movimento de luta se esforçou para impedir a votação do PL da Previdência a partir da ação direta, da pressão popular, assim como em fevereiro quando o Estado tentou passar o “pacotaço de maldades”. Inúmeras categorias, estudantes e outros movimentos sociais fizeram parte do processo de decisão das ações tanto em fevereiro como no 29 de abril.

O que houve foi um massacre, o braço armado do Estado – a polícia, apenas utilizou de todo seu aparato militar para reprimir o movimento de luta pelos direitos trabalhistas. E ainda ousam criminalizar os libertários.

Ainda por cima, nas reportagens que divulgaram a coletiva de imprensa da SESP, especialmente na CBN e RPC (filiada à Rede Globo), colocaram os grupos como “pregadores da anarquia”, de forma a tentar criminalizar a ideologia anarquista.

NÃO VAMOS ACEITAR ESTE TIPO DE INTIMIDAÇÃO!

Toda solidariedade aos criminalizados e criminalizadas! É inaceitável este tipo de intimidação, com destaque no que foi feito a estudantes da UEL que sofreram humilhações absurdas pela polícia, tendo quatro detidos no dia 29, além de fortíssimos abusos e ameaças. Como na maioria das universidades estaduais, a de Londrina está muito sucateada e o movimento estudantil e sindical cada vez mais mobilizado. TODO APOIO À LUTA DOS TRABALHADORES, TRABALHADORAS E ESTUDANTES DA UEL!

O agrupamento de tendência Coletivo Quebrando Muros tem destacada atuação estudantil e sindical, leia mais em Protestar não é Crime: Quebrando Muros e o Antifa 16 compõe a luta por transporte público a anos e está lado a lado na luta dos servidores e servidoras. FASCISTAS NÃO PASSARÃO!

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PROTESTO NÃO É CRIME!

CRIMINOSO É O ESTADO!

RESPEITEM AS BANDEIRAS RUBRO NEGRAS!

RODEAR DE SOLIDARIEDADE OS QUE LUTAM!

TODA SOLIDARIEDADE AO COLETIVO QUEBRANDO MUROS, ESTUDANTES DA UEL, ANTIFA 16 E TODXS CRIMINALIZADXS!

Leiam:

NOTA DO COLETIVO QUEBRANDO MUROS https://quebrandomuros.wordpress.com/2015/05/05/protestar-nao-e-crime-criminoso-e-o-estado/

NOTA DE SOLIDARIEDADE DA CAB: http://anarquismo.noblogs.org/?p=150

PUBLICAÇÃO DO CALC SOBRE O MASSACRE DE 29/04/2015: https://anarquismopr.org/2015/04/30/o-estado-e-29-de-abril-de-2015/

[CAB] Toda solidariedade à luta das funcionárias e funcionários públicos do Paraná!

Retirado de: http://anarquismo.noblogs.org/?p=148

A Coordenação Anarquista Brasileira se solidariza com a luta do funcionalismo público do Paraná contra o confisco de seu fundo previdenciário e a precarização dos serviços públicos. Repudiamos a ação da polícia e do governo do estado, mais uma vez criminalizando e reprimindo a luta justa dos trabalhadores e trabalhadoras.

No dia 29 de abril, o Estado do Paraná, governado por Beto Richa (PSDB), colocou todo o seu aparato repressivo para atacar trabalhadoras, trabalhadores e estudantes. Essa foi uma das maiores operações de repressão já realizadas no estado, a maior de todas contra o funcionalismo público. O governador mobilizou policiais militares e tropas de choque de todas as partes do estado. Como resultado, mais de 400 feridos, com alguns ferimentos graves (perda de audição e visão, por exemplo), dezenas de detenções e uma mancha de sangue de luta na história da classe oprimida. Mesmo contra todo esse aparato, as trabalhadoras e trabalhadores do Paraná não recuaram, resistindo e lutando na defesa dos seus direitos.

Graças à essa resistência, o Estado teve que mostrar de qual lado está: o dos patrões, dos ricos e poderosos, em suma, da classe dominante. Quando não encontra alternativas através da conciliação de classes, aciona todo o seu aparato repressor para impor através da força os interesses dos de cima. Essa resistência só foi possível graças à organização. A repressão foi uma resposta à ação direta das pessoas, que buscavam impedir a votação, única forma de proteger seus direitos. Os deputados, agentes diretos da classe dominante, votaram e aprovaram o projeto à revelia do conflito que ocorria no lado de fora.

Essa luta se insere em um contexto mais amplo, em que a classe dominante ataca e pauta diversos retrocessos às conquistas da classe oprimida, como o Projeto de Lei da Terceirização (PL 4330) e a redução da maioridade penal. Em meio a tudo isso, a classe trabalhadora paranaense nos ensina que não devemos confiar na disputa política que se dá dentro das instituições burguesas. Somente a luta e a organização vindas desde baixo podem servir como armas para defendermos nossos direitos!

 Todo apoio à luta dos funcionários e funcionárias públicas do Paraná!

 Protesto não é crime!

 Lutar! Criar! Poder Popular!

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O Estado e o massacre do funcionalismo público no dia 29 de abril de 2015

O Estado é uma ferramenta dos ricos e poderosos, para concretizar seus interesses, em detrimento da vontade do povo. Uma de suas principais ferramentas é o seu braço armado, a polícia.

Os governantes falam, cotidianamente, sobre “democracia”. Mas que democracia é essa? “Iremos avaliar suas propostas”, “vamos levar em conta o que vocês estão falando”. Mas, na prática, a voz do povo é ignorada. Não há vias efetivas para a participação popular. Há vias que tem uma aparência de democráticas, mas na prática não o são.

Quando o povo se dá conta disso, se revolta. Manifesta-se. Milhares de pessoas colocam-se nas ruas, para gritar em conjunto. E então, milhares de pessoas em uníssono gritando conseguem se fazer ouvir. Quando essas pessoas se dão conta que são elas que produzem tudo nessa sociedade: a comida, as roupas, as casas, a educação, a saúde, o transporte, notam que se elas param de trabalhar, então, os ricos e poderosos param de lucrar.

A classe dominante não precisa trabalhar, enquanto conseguir obrigar a classe trabalhadora a trabalhar por eles. Porém, há momentos que os interesses são tão antagônicos que o Estado não consegue manter sua aparência de democrático. Há vezes em que o Estado decide que precisa fazer algo, independente do que aconteça. Nesses momentos, ele aciona sua principal ferramenta. Não importa que pessoas morram. Não importa que pessoas sejam feridas. Não importa que pessoas tenham suas vidas destruídas. A ambição por poder e lucro dos de cima é maior do que a ética, do que a moral que eles próprios pregam.

O dia 29 de Abril é mais uma demonstração do que é o Estado. É um lembrete para nós, classe trabalhadora, que não há outro caminho para fazer valer nossa voz se não a luta. O Estado está aí para nos obrigar a servir aos ricos e poderosos. Quando recusamos, eles nos agridem, nos torturam, nos matam. Nossa única opção é resistir. É lutar. É criar poder popular.

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A luta do funcionalismo público do Paraná continua. Resistiremos! A greve continua! Vamos à luta companheirada, pois contra tal sistema de exploração e opressão, não nos resta alternativa se não enfrentá-lo diretamente!

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Lutar! Criar! Poder Popular!

É melhor morrer de pé do que viver de joelhos!

[MOB-PR – CURITIBA] EDUARDO PRESENTE! O Estado tem 15 dias para marcar data da regularização de água e luz.

O menino Eduardo morreu pela falta de condições dignas de moradia na Portelinha/Nova Santa Quitéria. O povo se organizou, fez barricadas e a Prefeitura de Curitiba e COHAB já marcaram reunião para negociar nossas exigências. (Entenda em: http://organizacaodebase.wordpress.com/2014/11/13/parana-eduardo-presente-nosso-luto-e-na-luta/)

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Ontem, 13 de novembro, Eduardo Domenique de Oliveira foi enterrado durante o período da tarde. Nesta mesma tarde, uma comissão dos moradores da Portelinha/Nova Santa Quitéria foi à reunião marcada com a Prefeitura de Curitiba, enquanto outros moradores e apoiadores faziam um ato do lado de fora.

As exigências do movimento são:

Pautas Prioritárias

1 – Regularização da água (1 relógio por casa)

2 – Saneamento básico

3 – Regularização da energia elétrica

4 – Regularização fundiária (realocação das famílias que moram em área de risco e regularização do restante das casas)

 Pauta Secundária

1 – Apuração da negligência por parte do Corpo de Bombeiros

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Na reunião ficou definido que dentro de 15 dias nosso movimento terá uma reunião com a Prefeitura de Curitiba, COHAB, SANEPAR e COPEL, para definirmos a data em que cada família passará a ter ÁGUA E LUZ REGULARIZADAS. Nesta mesma reunião, o Estado nos apresentará um projeto de regularização.

A COHAB ofereceu um apartamento para a família de Eduardo para que fiquem até a regularização da Portelinha/Nova Santa Quitéria.

MAS SE O ESTADO NÃO CORRESPONDER COM NOSSAS EXIGÊNCIAS, OS PODEROSOS VERÃO DO QUE O POVO UNIDO É CAPAZ!

[MOB-PR – CURITIBA] EDUARDO PRESENTE! NOSSO LUTO É NA LUTA!

Retirado de:                              http://organizacaodebase.wordpress.com/2014/11/13/parana-eduardo-presente-nosso-luto-e-na-luta/

No dia 12 de novembro de 2014 perdemos mais um menino por falta de condições dignas de moradia. Perdemos uma criança em mais um incêndio ocorrido na Nova Santa Quitéria.

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Na noite de terça-feira, 11 de novembro, as chamas do fogão se alastraram pela casa de Eduardo Domenique de Oliveira, menino de 8 anos. Ele tentou se proteger no banheiro da casa, mas ficou preso pelo fogo. A Policia Militar chegou em 10 minutos, porém os bombeiros, que estão a menos de 8 km de distância (15 minutos) demoraram mais de uma hora e meia! Neste tempo, os moradores já haviam levado a criança quase sem vida ao hospital, mesmo com a policia tentando impedir que os moradores se aproximassem.

Em mutirão os moradores apagaram o incêndio, mas a dificuldade de apagar o fogo foi ainda maior porque a água na comunidade é escassa, tendo um relógio d’água para 75 famílias. A pauta da regularização da água é histórica na ocupação e vem sendo ignorada pelo Estado há 8 anos, desde o inicio da ocupação.

Eduardo faleceu às 6 da manhã e foi velado no Clube da Mães da comunidade. Ao mesmo tempo, centenas de moradores da Nova Santa Quitéria e Portelinha se manifestavam para que tragédias como esta não voltem a acontecer. Exigimos moradia digna! Exigimos regularização de água, luz e do terreno em caráter de urgência!

Hoje, quinta-feira, o enterro será no Cemitério Parque Senhor do Bonfim em São José dos Pinhais, às 11 horas. E após a cerimonia os moradores irão em luto para a luta. Haverá mais uma manifestação em frente à Prefeitura de Curitiba para recebermos uma resposta a nossas exigências. 

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EDUARDO PRESENTE! PRESENTE! PRESENTE!

NEM ESQUECER! NEM PERDOAR!

A CULPA É DO ESTADO!

REGULARIZAÇÃO JÁ!