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[CAB] 5 ANOS DA PRISÃO DE RAFAEL BRAGA

No dia 20 de junho de 2013, na dispersão do ato que ocorria no Centro do Rio de Janeiro contra o aumento das passagens, Rafael Braga Vieira foi detido e encarcerado acusado de porte de material explosivo. As vitoriosas mobilizações de 2013 (Eduardo Paes, prefeito na época, havia declarado a suspensão do aumento no dia anterior) deixaram, entre mortos e feridos, diversas pessoas com processos que perduram até os dias hoje. Porém, Rafael Braga é o único que continua preso até hoje (pra saber a história, acesse: https://libertemrafaelbraga.wordpress.com/about/).

Rafael Braga é hoje o símbolo da seletividade penal e do racismo do judiciário no Brasil e seu caso se tornou conhecido internacionalmente com a ajuda da Campanha pela Liberdade de Rafael Braga, agrupamento que se formou no final de 2013. Entre mobilizações nacionais, internacionais e locais, a Campanha conseguiu levar o caso do Rafael a milhares de pessoas. A amplitude que o caso tomou e a pressão popular fizeram com que o Rafael conseguisse cumprir a pena em prisão domiciliar pra tratar da tuberculose, adquirida nas péssimas condições do cárcere. Além disso, a mobilização coletiva também conseguiu dar uma casa nova para a sua família e ajuda-los com doações recebidos por todo o país.

Enquanto anarquistas organizados nacionalmente, modestamente ajudamos a construir mobilizações em diversos estados em todas as chamadas feitas pela Campanha como no Rio Grande do Sul, Paraná, Alagoas, Santa Catarina e outros, além de organizar solidariedade internacional desde o Uruguai, Estados Unidos, Itália etc. e ajudar na construção da Campanha no Rio de Janeiro.

Consideramos essencial não deixarmos o caso do Rafael Braga cair no esquecimento. Rafael colhe as consequências de 2013 no corpo e na mente até hoje e seu sofrimento não pode ser esquecido. O genocídio do povo Negro é construído sob diversos pilares e o projeto de Estado de encarceramento em massa é um deles. É preciso nos organizarmos nos bairros, favelas, locais de trabalho e estudo para lutarmos contra o terrorismo do Estado brasileiro.

Contra o genocídio do Povo Negro!
Contra o encarceramento em massa!
Libertem Rafael Braga!

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[CAB] CONTRA O AUMENTO DOS COMBUSTÍVEIS E DO CUSTO DE VIDA DE TODA A CLASSE TRABALHADORA: TOMAR AS RUAS CONTRA O AJUSTE E A REPRESSÃO!

Nós da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) nos solidarizamos e apoiamos a luta dos caminhoneiros e caminhoneiras que desde a segunda-feira, 21 de maio, estão em greve em diversos locais do país, realizando trancamentos de rodovias federais, estaduais e manifestações de rua.
Os diversos interesses em jogo nessa luta, a tentativa por parte do empresariado de tentar capturar a pauta dos trabalhadores e agenciá-la a seu favor, não pode ofuscar a justa luta da categoria e obstruir a solidariedade de classe. É necessário que os trabalhadores e trabalhadoras pressionem seus sindicatos para se manifestar ativamente em solidariedade à luta dos caminhoneiros e contra a política de preços da Petrobrás, criada pelo tucano Pedro Parente sob encomenda do Governo Temer. Uma política subordinada à agiotagem do sistema financeiro internacional, que faz com que a Petrobrás não trabalhe visando os interesses do povo, mas a serviço de especuladores e empresas internacionais, praticando preços que não são aplicados em nenhum país produtor de petróleo. Essa política de preços impacta toda a classe trabalhadora, pois sua consequência é o aumento do custo de vida para todos nós. A mão invisível do mercado bem sabe onde fica bolso do trabalhador, assim como sabe se usar do cassetete e armas para reprimir quando nos colocamos de pé para lutar contra os ajustes e as políticas anti-povo dos governos que só defendem seus interesses.
A categoria dos caminhoneiro/as segue pressionando o Governo Federal para que atenda as reivindicações contidas no documento protocolado(http://www.unicam.org.br/paralisacao-do-setor-e-decorrente-de-descaso-do-governo/) dia 16 de maio, em Brasília, e entregue a todos os ministérios competentes.
No documento, a categoria exige melhores condições de trabalho e o cumprimento de acordos feitos anteriormente, como a criação de pontos de paradas de descanso nas rodovias, isenção de impostos para caminhoneiros autônomos, vale-pedágio, entre outras. Duas pautas são centrais: a redução no preço do óleo diesel e a isenção do pagamento de eixo suspenso no pedágio para os caminhõess vazios. 
Diante da forte mobilização, o governo fez o que bem sabe fazer quando é colocado em xeque. Chamou uma mesa de negociação com “representantes” que não falam em nome do movimento e fez um simulacro de acordo para legitimar a repressão militar daqueles que chamou de “pequena minoria”. Fato é que, após o suposto acordo do governo com os “representantes” da categoria, os bloqueios nas estradas aumentaram e manifestações espontâneas em solidariedade aos caminhoneiros e contra o governo Temer começaram a surgir por todo o país.
As centrais sindicais CUT, CTB, UGT, Força Sindical, CSB, NCST, diante da truculência do governo em convocar as Forças Armadas para arrancar os caminhoneiros de seus locais de trabalho, as estradas, se colocaram de joelhos diante do governo Temer para mediar um acordo com os caminhoneiros, ao invés de convocar uma mobilização que prepare a Greve Geral. Nada podemos esperar dessas centrais que pensam suas ações sob a sombra das urnas. Fazer política confiando no pleno funcionamento das instituições é não compreender que, em um Estado Policial de Ajuste, talvez ao fim do ano não exista uma urna aguardando o voto, mas sim o cano frio de um fuzil militar para reprimir a luta do povo.
Por isso, não vemos soluções mágicas, nem pela via eleitoral nem pela violência institucional de outra ditadura militar. Somente com a solidariedade e união entre os setores da população é que o povo vai conseguir resistir à ganância dos poderosos e exploradores nacionais e internacionais. A força do povo organizado, construindo o Poder Popular, que pode trazer alternativas a toda esta sangria do mercado financeiro e dos especuladores internacionais contra nós. Aqueles que apostam as fichas nas ilusões eleitorais ou saídas autoritárias ignoram que é na luta popular direta que podemos acumular e defender direitos sociais.
É fundamental que reforcemos os laços de solidariedade entre as categorias sindicais e populares para construir o germe de uma greve geral, que coloque o governo na parede e retome nossos direitos sociais perdidos.
TODO APOIO À LUTA DO/AS CAMINHONEIRO/AS!
POR UMA PETROBRÁS QUE NÃO SEJA SUBORDINADA AO MERCADO FINANCEIRO!
CONTRA A REPRESSÃO DAS FORÇAS ARMADAS/MILITARES E AS SAÍDAS SOLUÇÕES AUTORITÁRIAS!
CONTRA OS ATAQUES DO GOVERNO AOS DIREITOS DA CLASSE TRABALHADORA!
Coordenação Anarquista Brasileira

[CURITIBA] 3º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL)- NA TERÇA (26/06/2018)

Anarquismo, Gênero, Sexualidade e Feminismo

Na terça-feira, 26 de junho, o CALC articulará seu grupo de estudos em Curitiba. Faremos o CEL no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná, às 18:30, na sala 205 da Psicologia.

Assim como em outros anos, estaremos nos encontrando na última terça-feira de cada mês, discutindo vários temas relevantes para os movimentos sociais, para a esquerda e para o anarquismo. Neste encontro do CEL iremos debater a luta das mulheres e o anarquismo. Para isso discutiremos a intersecção entre gênero, raça e classe e a importância de os movimentos sociais defenderem pautas feministas e não reproduzirem qualquer tipo de opressão.

  • Não há Socialismo sem Feminismo! – Coletivo Quebrando Muros
  • O legado da escravatura: bases para uma nova natureza feminina – Capítulo I de Mulher, Raça e Classe – Angela Davis
  • Recusando Esperar: Anarquismo e Interseccionalidade – Deric Shannon e J. Rogue

Baixe aqui: CEL VI

Link: https://www.facebook.com/events/1823939294568500/

Para mais informações sobre os textos e temas que discutiremos durante o ano, visite: https://anarquismopr.org/grupos-de-estudos-libertarios/

Venha participar!

 

[CAB] Do luto a luta: Viva o 1° de Maio, dia de luta das trabalhadoras e trabalhadores!

Não é de hoje que Anarquistas se deparam com a encruzilhada que faz atravessar duas expressões que simbolizam – inclusive nas cores de nossa bandeira – a corrente Libertária do Socialismo: A Luta e o luto!

Na data de 1º de maio essas expressões ganham significado materializado nas lutas por direitos e no luto por aqueles que se tornaram os “Mártires de Chicago”. Nunca é demais fazer memória àqueles que entregaram suas vidas para uma luta que representava muito mais que “às 8 horas de trabalho diário”… Aquela era uma luta que carregava os anseios de socialismo e liberdade de toda uma classe, composta por mulheres e homens, das quais somos herdeiros e herdeiras. Esse é um fato que, muito antes de qualquer distinção, nos convoca a compromissos e responsabilidades que não podemos nos furtar.

Vivemos um momento de grandes e graves ataques dirigidos pelas elites econômica/empresarial, judiciária e militar à nossa classe, as e aos oprimidos, as trabalhadoras e aos trabalhadores. Ataques materializados nos cortes de direitos sociais, na destruição dos serviços públicos, no cerceamento de liberdades públicas, no aumento do custo de vida e, sobretudo, através do recrudescimento da repressão sobre toda e qualquer forma de oposição e resistência, seja sobre movimentos sociais ou, direcionada diretamente a lutadores e lutadoras do povo. Convencionamos que neste momento estamos atravessando um “Estado Policial de Ajuste” fortemente marcado pela ação reacionária do judiciário e seus aparatos! Um Estado-policial que caminha junto a ação paramilitar e reacionária no campo e na cidade, materializado no assassinato de militantes de movimentos populares rurais, defensores de direitos humanos (como Marielle) e lideranças camponesas, quilombolas e comunitárias.

Sofremos igualmente o ataque voraz do capital-imperialismo estadunidense e sua ação de pilhagem que se intensificou particularmente no último período em toda a região latino-americana.  Assim como, observamos os ensaios de controle militar dos de baixo, promovidos pelo exército brasileiro e sua intervenção militar-federal no Rio de Janeiro, que desde o seu início colocava-se como um “laboratório” que poderia se estender a outros estados do país.

Além das reformas trabalhista e previdenciária, enfrentamos um cenário de precarização sem precedentes nas relações e nas condições de trabalho, viabilizadas pelas medidas de terceirização e flexibilização dos contratos de trabalho. A grande maioria dessas trabalhadoras e trabalhadores terceirizados enfrenta uma realidade cruel de jornadas de trabalho estafantes, de ausência de equipamentos de proteção individual para evitar acidentes de trabalho e de salários extremamente baixos e muitas vezes pagos de forma parcelada, quando não atrasados por meses.

Tem direitos como férias e 13º salário relativizado e muitas vezes não pagos. Enfrentam subcontratações de empresas fantasmas e de “sindicatos caça-níqueis” que muitas vezes são geridos pelas mesmas contratantes.

Tudo isso conforma um cenário que dificulta sua organização enquanto trabalhadores e trabalhadoras e, por sua vez, praticamente inviabiliza mobilizações que possam confrontar essa situação. Em nossa opinião, a esperança liberal e republicana na democracia burguesa e em seu circuito viciado eleitoral não deve pautar a luta dos/as de baixo. Os palanques eleitorais não são instrumentos de mobilização nem de acúmulo de força social contra a reação dos projetos autoritários. Acreditamos que é apenas fortalecendo um polo de resistência que envolva o conjunto dos movimentos popular e sindical, que conseguiremos, nas bases e nas ruas, derrotar o avanço reacionário e os ataques aos nossos direitos.

A luta e a resistência a essa realidade de destruição de direitos e de precarização das relações de trabalho passa pelos Sindicatos, instrumentos históricos de organização da nossa classe, pelos movimentos camponeses e comunitários. Participar e disputar os espaços de organização sindical e popular para que voltem a estar a serviço dos e das trabalhadoras/es é um dever que nós, enquanto Anarquistas Organizados, não renunciamos!

Apesar do diagnóstico de que os sindicatos estão, em sua maioria, tutelados pelos interesses escusos de partidos eleitorais que se manifestam no modo de agir das grandes centrais sindicais, que mais dificultam e freiam os processos de luta do que os favorecem, defendemos que esses espaços são fundamentais e não podem ser abandonados.

Muitos apontam, então que o problema do sindicalismo seria de “direção”. Mas essa leitura não atinge uma questão central que é o fomento de uma Cultura de Participação Política. Quando falamos de cultura estamos falando de hábitos e costumes, crenças e valores. Das práticas e do universo simbólico que dá significado a essas práticas. De algo que precisa ser fomentado e experienciado, não desmobilizado ou travado como tem ocorrido recorrentemente. Podemos então falar de uma Cultura Política de Participação sindical. A questão central é que a cultura sindical que foi mobilizada durante muitos anos afasta a participação direta (ação direta) em detrimento da “eleição de dirigentes salvadores”, ou até mesmo de filiação a grandes “centrais sindicais” que supostamente teriam a “experiência necessária” para “conduzir e representar” os interesses dos e das trabalhadoras.

Portanto, a maneira mais lúcida de enfrentar a grave situação de retrocessos que vivemos passa pela construção cotidiana dessa Cultura de Participação Política desde os locais onde estamos inseridos que no caso dos e das trabalhadoras e trabalhadores, começa no local de trabalho e ganha expressão de classe no Sindicato. Em um cenário que aponta para o recrudescimento repressivo especialmente sobre a parcela “de baixo” da população, é fundamental retomar valores que estavam presentes naquele 1º de maio de 1886!

A luta e a resistência ao “Estado Policial de Ajuste” passam pelo reconhecimento, valorização e incorporação das experiências da classe trabalhadora tanto do passado quanto do presente. Nesse 1º de maio também é fundamental trazer para as lutas do presente o referencial das Organizações Operárias brasileiras do inicio do século XX, simbolizadas pelo sindicalismo de intenção revolucionária, na histórica Greve Geral de 1917 e pela insurreição geral com forte participação anarquista de 1918 que este ano completa 100 anos. Entre muitos exemplos exitosos, é fundamental reconhecer e aprender com as experiências recentes das greves de operários da construção, da educação, dos transportes, de municipários e municipárias de diferentes localidades do país. Fundamental reconhecer os recentes conflitos e greves envolvendo os setores de serviços onde há grande concentração de trabalhadores e trabalhadoras terceirizadas.

Nesse 1º de Maio saudamos e fazemos memória às experiências históricas de ontem e de hoje! Erguemos nossa voz para afirmar que é somente através da LUTA que garantiremos a manutenção e ampliação de direitos e liberdades que são fruto de anos de Luta e de Luto do conjunto dos e das trabalhadoras e trabalhadores!

1º de Maio é LUTA!

Contra o ajuste e a repressão!

Abaixo o Estado Policial de Ajuste!

Viva à memória dos Mártires de Chicago!

Viva à LUTA das trabalhadoras e dos trabalhadores!

BARRAR AS REFORMAS NAS RUAS E CONSTRUIR PODER POPULAR!

[MATINHOS] 1º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – NA PRÓXIMA SEXTA (06/04/2018)!

O que é Anarquismo?

Na próxima sexta-feira, 06 de abril, o CALC articulará seu grupo de estudos em Matinhos. Faremos o CEL na UFPR Litoral, Sala 23 B às 15hrs.

Estaremos nos encontrando na uma vez por mês, discutindo vários temas relevantes para os movimentos sociais, para a esquerda e para o anarquismo.

Neste primeiro encontro buscamos apresentar qual são nossos objetivos e a dinâmica que pensamos para o grupo de estudos durante o ano. Além disso, a partir da discussão baseada no texto e nesta primeira temática, “O que é o Anarquismo?”,  pretendemos dar um panorama geral sobre quais princípios, ideias e conceitos são fundamentais ao anarquismo e discutir um pouco sobre como esta ideologia se formou e esteve presente na história.

– O que é Anarquismo? – Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), Revista Socialismo Libertário, nº 3.

Baixe aqui: CEL 01 – O que é anarquismo?

Evento no Facebook:                                                                         https://www.facebook.com/events/170288200449927

Para mais informações sobre os textos e temas que discutiremos durante o ano, visite:             https://coletivoanarquistalutadeclasse.wordpress.com/grupos-de-estudos-libertarios/

Venha participar!

[CURITIBA] 1º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – NA PRÓXIMA TERÇA (27/03/2018)!

O que é Anarquismo?

Na próxima terça-feira, 27 de março, o CALC articulará seu grupo de estudos em Curitiba. Faremos o CEL no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná, às 18:30, na sala 205 da Psicologia.

Assim como no ano de 2017, estaremos nos encontrando na última terça-feira de cada mês, discutindo vários temas relevantes para os movimentos sociais, para a esquerda e para o anarquismo.

Neste primeiro encontro buscamos apresentar qual são nossos objetivos e a dinâmica que pensamos para o grupo de estudos durante o ano. Além disso, a partir da discussão baseada no texto e nesta primeira temática, “O que é o Anarquismo?”,  pretendemos dar um panorama geral sobre quais princípios, ideias e conceitos são fundamentais ao anarquismo e discutir um pouco sobre como esta ideologia se formou e esteve presente na história.

– O que é Anarquismo? – Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), Revista Socialismo Libertário, nº 3.

Baixe aqui: CEL 01 – O que é anarquismo?

Evento no Facebook:                                                                         https://www.facebook.com/events/179540526015494

Para mais informações sobre os textos e temas que discutiremos durante o ano, visite:             https://coletivoanarquistalutadeclasse.wordpress.com/grupos-de-estudos-libertarios/

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[CURITIBA] 8º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – TERÇA (28/11/2017)

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O Especifismo: a organização política anarquista na América do Sul

O CEL-Curitiba é um dos grupos de estudos articulados pelo Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC) no estado do Paraná. Os encontros ocorrem nas últimas terças-feiras do mês, sempre às 18:30, no Campus Santos Andrade da UFPR.

Buscaremos estudar neste módulo as distintas formas de organização política que os anarquistas adotaram ao longo da história. Daremos destaque para o especifismo – expressão política própria dos anarquistas na América do Sul, que representa grande parte do esforço político organizativo anarquista no presente, e do qual o CALC faz parte.

Os textos base são:

  • Tática e disciplina do partido revolucionário – Mikhail Bakunin
  • A plataforma organizacional dos comunistas libertários – Dielo Trouda
  • A organização política anarquista – Federação Anarquista Uruguaia (FAU)
  • O que é o especifismo e como ele se desenvolveu nos primeiros tempos da Federação Anarquista Uruguaia (FAU)? – Juan Carlos Mechoso, militante fundador da FAU, Trechos da entrevista A Estratégia do Especifismo.
  • Especifismo – Verbete do “Dicionário da Anarkia”.
  • Especifismo organização anarquista – Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ)
  • Elementos para uma reconstituição histórica de nossa corrente – Organização Anarquista Socialismo Libertário (OASL) / Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ)

Baixe aqui: CEL VIII

Evento no Facebook:                                                                 https://www.facebook.com/events/128775954471439

Para mais informações sobre os textos e temas que discutimos durante o ano, visite:             https://coletivoanarquistalutadeclasse.wordpress.com/grupos-de-estudos-libertarios/

E a Livraria Alberto “Pocho” Mechoso estará presente também! https://anarquismopr.org/livrariapocho/ e facebook.com/livrariapocho/

livrariapochologo

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[CURITIBA] 7º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – TERÇA (07/11/2017)!

Teoria e Ideologia

Na próxima terça-feira, 07 de novembro, o CALC articulará seu grupo de estudos em Curitiba. Faremos o CEL no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná, às 18:30, na sala 205 da Psicologia.

Este encontro tem como objetivo inicial diferenciar os conceitos de teoria e ideologia, que para nossa corrente são distintos. Após essa distinção, introduziremos a noção de ideologia anarquista, bem como a(s) teoria(s) anarquistas. Então, estabeleceremos a relação direta entre teoria e ideologia.

O texto base é:

Teoria e Ideologia – Revista Socialismo Libertário nº2 da CAB

Baixe aqui: CEL VI

Evento no Facebook:                                             https://www.facebook.com/events/1911876782411363

EXCEPCIONALMENTE FAREMOS DOIS EVENTOS EM NOVEMBRO, UM NA PRIMEIRA SEMANA (07/11) E OUTRO NA ÚLTIMA (28/11).

Para mais informações sobre os textos e temas que discutiremos durante o ano, visite: https://anarquismopr.org/grupos-de-estudos-libertarios/

E a Livraria Alberto “Pocho” Mechoso estará presente também! Quer conhecer nossos títulos:                                                              https://anarquismopr.org/livrariapocho/

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Venha participar!

[FAG] Urgente! Contra a criminalização, rodear de solidariedade aos que lutam!

Ficamos sabendo há poucas horas de uma operação da polícia civil contra um suposto grupo responsável por diversos ataques contra viaturas policiais, banco, concessionárias de veículos, delegacias e sedes de partidos políticos. Segundo notícia divulgada no G1, serão atribuídos a este suposto grupo os crimes de formação de quadrilha, uso de explosivos e tentativas de homicídio. O endereço da nossa antiga sede pública, localizada na Travessa dos Venezianos, foi invadido pela polícia que apreendeu computadores, telefones, livros e outros pertences do grupo cultural que mantinha o espaço. Ficamos sabendo que o mandado era endereçado à nossa Organização. Outros locais político-culturais também receberam “visita” da polícia civil.

Trata-se de mais um FACTÓIDE que pretende criar um espantalho, um bode expiatório, para criminalizar e reprimir o conjunto dos movimentos sociais e da esquerda não-eleitoral e em específico a nossa ideologia. Em uma conjuntura de retirada de direitos, de ajuste fiscal, de intensificação da exploração e da dominação sobre o conjunto das classes oprimidas, a mão pesada da criminalização contra os e as anarquistas entra em cena.

Ainda não tivemos nosso local público invadido, mas acreditamos que pode ser só questão de tempo. Alertamos o conjunto dos e das lutadoras sociais sobre isso e sobre a necessidade de SOLIDARIEDADE a todos e todas que lutam!

NÃO SE INTIMIDAR!
CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DOS QUE LUTAM!
RESISTÊNCIA E SOLIDARIEDADE!

Federação Anarquista Gaúcha – FAG
25 de Outubro de 2017

A História sendo construída: Ocupações de Escolas no Paraná

Texto retirado do Jornal NO BATENTE 7

As mais de 850 escolas estaduais ocupadas no Paraná em 2016 foram um marco na história da luta estudantil mundial. Este processo, que não era previsível nem pelos estudantes, professores e pesquisadores, tampouco pelos movimentos sociais e organizações políticas, se deve em grande medida pela influência de outros processos de luta na América Latina.

Ocupações secundaristas anteriores

No ano de 2006 houve, no Chile, uma onda de ocupações de escolas chamada A Revolta dos Pinguins. Esta experiência de luta com protagonismo estudantil seguiu inspirando estudantes e foi talvez a maior influência para o processo brasileiro do final de 2015 e início de 2016. Em São Paulo mais de 200 escolas foram ocupadas contra o fechamento de escolas proposto por Alckmin (PSDB) e ao redor do país houve também ocupações contra o projeto Escola sem Partido, por merenda de qualidade e contra a privatização, terceirização e precarização da educação. Neste período, o Rio Grande do Sul ocupou mais de 100 escolas, o Rio de Janeiro e o Ceará tiveram mais de 50 e Goiás mais de 20.

Histórico de Lutas no Paraná

O estado do Paraná conta ainda com importante história de lutas e conquistas do povo, seja na cidade, no campo ou floresta. Neste estado houve expressiva luta estudantil contra a ditadura militar e aqui surgiu o maior movimento social organizado do mundo, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra), além de dezenas de ocupações urbanas que marcaram os anos 80 e 90.

A tática de ocupar prédios públicos para reivindicar direitos é comum a muitos movimentos sociais e bastante utilizada por estudantes nas universidades públicas brasileiras. Estudantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Maringá (UEM), utilizaram esta tática diversas vezes, tomando o prédio da Reitoria e impedindo o funcionamento normal da instituição até que as pautas fossem negociadas. Desde os anos 2000 a UFPR, por exemplo, teve sua Reitoria e campus ocupados por quatro vezes, na UEL, foram três ocupações até agora; e na UEM duas. Ou seja, esta prática marcou a história das universidades, escolas e escolas técnicas por todo o Paraná e pelo Brasil.

Além das lutas estudantis propriamente ditas, outros processos de luta influenciaram os secundaristas paranaenses. Recentemente, em 2015, houve um episódio conhecido como Massacre do Centro Cívico, que aconteceu em 29 de abril em Curitiba. Neste dia milhares de trabalhadoras e trabalhadores de diversas categorias do funcionalismo público municipal foram atacados com bala de borracha, spray de pimenta e bombas de gás lacrimogênio. Neste período ocorreram duas ocupações da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (ALEP), protagonizadas por educadores, estudantes e outros trabalhadores indignados contra o Pacotaço de Maldades proposto por Beto Richa (PSDB). Vários dos estudantes presentes em solidariedade aos seus professores ocuparam suas escolas cerca um ano e meio depois para, mais uma vez, defender a educação publica e nossos direitos.

Jornadas de Junho de 2013

As Jornadas de Junho de 2013 foi também um processo de lutas importantíssimo, conhecido no Brasil e no mundo. Foram milhões de pessoas nas ruas lutando inicialmente contra os aumentos nas tarifas do transporte público e depois estendendo para várias outras pautas, reivindicando, sobretudo, serviços públicos de qualidade. O movimento foi construído independente de partidos políticos e empresas e conquistou redução no valor da passagem de ônibus em mais de 100 cidades brasileiras. Este período marcou a história da luta do povo oprimido no Brasil, demonstrando que é nas ruas que o povo irá forjar seu próprio caminho e que só assim é possível barrar os ataques dos poderosos.

Lições com estas lutas

Todas estas experiências foram marcadas pela intensa defesa de autonomia dos movimentos. Os protagonistas foram as próprias pessoas afetadas pelos diferentes ataques dos de cima. Muitas contribuições foram feitas e muito apoio foi dado por diversas pessoas, coletivos e organizações políticas, mas palavra de ordem entoada pelos estudantes deixava claro seu caráter: “Autonomia, autogestão, é nós por nós defendendo a educação!”. Apareceram também organizações políticas e pessoas contrarias ao movimento tentando desconstruí-lo, mas os estudantes resistiram e quem discutiu e deliberou os rumos das ocupações foram as pessoas diretamente envolvidas.

A combatividade dos movimentos sociais tem estado cada vez mais presente no cenário brasileiro, com aumento no número e na força das ocupações, trancamentos de ruas e marchas que param as cidades. Não foi por meio de conchavos e conversas de gabinete que garantimos nossos direitos, mas sim com a luta combativa das massas. Ainda assim, para combater os ataques com efetividade e coerência foi e é necessário um processo de aprendizagem e auto-organização. Assembleias permitiram que estudantes e trabalhadores entendessem de que modo cada ataque afetaria o futuro e decidissem os rumos que o movimento deveria tomar, disseminando a democracia de base e se distanciando da autoridade de dirigentes.

Contudo, não ganhamos todas as batalhas e muitas ainda estão por vir. O desafio é fazer com que os acúmulos destes processos não se percam e caminhar para o fortalecimento das organizações na base. Muitas destas lutas, entretanto, demonstram fragilidades de organização no campo tático/estratégico. É só com a prática concreta e o acumulo histórico da classe oprimida que podemos avançar e fortalecer a luta do povo. As ocupações de escolas e as lutas que as antecederam nos dão valiosas lições que permitem acertarmos mais no futuro para garantirmos mais direitos!