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[FAR] Santiago Maldonado Presente!

Divulgamos a recente nota da companheirada da Federação Anarquista de Rosário (FAR), Argentina sobre a confirmação da morte do militante anarquista Santiago Maldonado

SANTIAGO MALDONADO PRESENTE!

Nestes últimos dias se cumpriram 3 anos da aparição do corpo de Luciano Arruga, 7 anos do assassinato de Mariano Ferreira e hoje 20 de outubro se confirma o que todos/as intuíamos o corpo encontrado, rio acima, é de Santiago Maldonado.

Um jovem de bairro desaparece por não querer roubar para a polícia, um morre nas mãos de uma patota por lutar contra a precarização laboral, e outro é desaparecido por lutar pela autonomia do povo mapuche. Em todos eles há elementos em comum, a repressão do estado aponta para aqueles que resultam perigosos por se parte de uma juventude que não se submete, que não abaixa a cabeça, e que não assume os mandatos do sistema.

Contra a repressão nos bairros, contra a precarização laboral e pela autodeterminação dos povos, por todas essas reivindicações tão urgentes seguiremos lutando.

O estado mostrou sua cara mais terrível e voraz, o mecanismo da desaparição forçada é uma metodologia que as classes dominantes sustentam, com suas particularidades, nas distintas conjunturas. E aparecem também as operações midiáticas, desesperadas por instalar na sociedade um discurso que desmobilize, e busque nos de baixo a responsabilidade do que vem acontecendo.

Ainda assim, não puderam freiar as gigantescas mobilizações populares de variados setores em todo este tempo, e temem pela magnitude do fastio e da indignação de nosso povo, que ante semelhante ofensa a sua dignidade, se manifestará mais cedo ou mais tarde nas ruas de todo país.

O QUE MORREU LUTANDO VIVE EM CADA COMPANHEIRO

SANTIAGO MALDONADO PRESENTE!

Federación Anarquista de Rosário

Tradução: Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

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[CAB] CONTRA A REPRESSÃO DO ESTADO ARGENTINO

NOSSA SOLIDARIEDADE AOS LUTADORES/AS

Santiago Maldonado está desaparecido desde o dia 1º de agosto deste ano. Em apoio à luta dos povos originários, o jovem artesão participava de um trancamento da “Ruta 40”, rodovia que liga a Argentina ao Chile. O local é próximo a Cushamen, na província de Chubut, onde os Mapuche¹ realizaram uma retomada de terras que estão sob o domínio da empresa multinacional Benetton. O protesto pedia a liberdade de Facundo Jones Huala, liderança indígena, atualmente preso na Argentina, e contestava o pedido de extradição realizado pelo governo chileno que deseja julgá-lo e condená-lo como terrorista. O trancamento da rodovia foi duramente reprimido pela “Gendarmería Nacional” (Força Militar argentina), que chegou disparando contra a manifestação; Santiago foi visto pela última vez sendo levado pelas mãos violentas do Estado enquanto tentavam fugir do ataque.

Desde então as mobilizações em apoio ao povo Mapuche e pela aparição de Santiago se intensificaram por todo o país, chegando a ter movimentações de solidariedade também no Chile. Somada a elas também a mobilização contra o “Gatilho Fácil”, expressão utilizada pelos argentinos para denotar o abuso recorrente de força policial; outras expressões que marcam a luta popular, como a “Primeiro Atiram, Depois Perguntam”, demonstram como o governo argentino investe contra a população pobre enquanto faz a segurança dos de cima.

Ontem pela manhã, no dia 31 de agosto, um dia antes de completar um mês de seu desaparecimento e um dia antes da marcha nacional convocada pela aparição com vida de Santiago, diversas organizações foram perseguidas e tiveram seus espaços invadidos pela polícia argentina, em Córdoba e Buenos Aires. Foram diferentes espaços e centros culturais de organizações políticas e sociais, sendo: a Biblioteca Popular de Villa la Maternidad, Casa 1234, Espaço Social e Cultural Ateneo Anarquista no Bairro Guemes, Kasa Karacol da Federação de Organizações de Base (FOB), a sala de jantar da Frente de Organizações em Luta (FOL), sede do Partido Obrero e Movimiento Socialista de los Trabajadores (MST). Todas essas organizações têm em comum o fato de terem participado da 3ª Marcha Nacional Contra o Gatilho Fácil na segunda-feira passada. A perseguição política deixou seu objetivo bem evidente ao confiscar, entre outros materiais, bandeiras, faixas e instrumentos para prejudicar a marcha de hoje (01 de setembro) pela aparição de Santiago com vida, que ocorreu e com maiores ações repressivas do Estado Argentino. Reforçamos o pedido de liberdade para os detidos unicamente por lutar!

Onde está Santiago Maldonado? Onde está o Amarildo?

Na Argentina ou no Brasil a força policial e militar faz a segurança de empresários e latifundiários, já habituados em carregar as mãos sujas de sangue dos de baixo. O Estado argentino dispara sem hesitar contra os indígenas e a população pobre tal como o Estado brasileiro e tantos outros. São diversos desaparecidos políticos na Argentina e em toda América Latina. São incontáveis desaparecidos nas favelas brasileiras, no campo e nas florestas. A polícia – lá, aqui e em toda parte – “nunca sabe” o que aconteceu. Mesmo quando há provas das cenas forjadas, os policiais são absolvidos ou tem os processos arquivados, pois saíram para executar o seu trabalho: a política violenta do Estado, o Estado não conhece fronteiras para seu genocídio.

Não podemos mais ignorar que, em meio a luta de classes, há uma guerra étnica e racial travada ao redor do mundo. Ao olhar para nossa realidade e para o que ocorre na Argentina, e mesmo para os EUA, nos deparamos com a imperativa classificação racial da população e a continuidade de um projeto que iniciou antes do capitalismo, se agregou a ele e hoje é consolidado à sua estrutura. As elites nacionais cumprem ainda hoje seu papel de intermediadores entre a colônia e a metrópole e, embebidas pela mentalidade neocolonial, eurocêntrica e etnocêntrica², aplicam tais processos internamente e perpetuam a eliminação das diferenças. Por que somos todos iguais é que temos direito a diferença, nos ensinaram os zapatistas.

Recentemente completou-se um ano de impunidade do massacre dos Guarani em Caraapó, onde Clodiodi foi brutalmente assassinado. Trata-se da mesma cidade onde, no dia 5 de janeiro, o Guarani-Kaiowa Alexandre Claro foi alvejado com duas balas pela Policia Militar. A polícia alega que Alexandre, já diagnosticado com esquizofrenia, teria sofrido um suposto surto e atacado a viatura. Baleado, Alexandre Claro foi injustamente preso e libertado apenas recentemente, com o apoio de campanhas de solidariedade.

Mas o povo que é oprimido há 500 anos vem também resistindo há 500 anos. Em abril deste ano o movimento indígena brasileiro reuniu-se em seu histórico Acampamento Terra Livre, em Brasília.  Mais de 5.000 indígenas estiveram presentes na luta pela demarcação de terra, saúde, educação e assistência técnica. O Estado, seja brasileiro ou argentino, vem avançando cada vez mais sob os territórios dos povos originários em benefício da exploração do agro-hidro-mineral-negócio. Mas esses povos não aceitam passivamente o destino que o Estado lhes confere em seu projeto político-ideológico de nação. O etnocídio, assassinato da cultura milenar e ancestral, vem sendo combatido com muita luta e mobilização. O povo Guarani do T.I. Jaraguá realizou ocupação da Secretaria da Presidência da República em São Paulo, reivindicando a revogação da portaria anti-indígena 683/17 que anula o reconhecimento da posse permanente dos guaranis em seu território. As mobilizações contra o marco-temporal tiveram belíssima e parcial vitória no STF no dia 16 de agosto, quando as ações movidas pelo governo ruralista do Mato Grosso foram derrotadas. Se aprovadas, dariam legalidade à tese anti-indígena do marco temporal, que limita os territórios indígenas apenas aos existentes em 1988. São muitos exemplos de luta que nos inspiram e mostram que o Estado enfrentará muita resistência para passar por cima destes territórios sagrados.

Nas cidades, a brutalidade policial define seu alvo pela cor. Rafael Braga, preso no Rio de Janeiro em 2013 e condenado injustamente, agora tem o habeas corpus negado para tratar a tuberculose adquirida no cárcere. Em Salvador, os PMs que assassinaram doze jovens negros na Chacina da Cambuia foram absolvidos, ação já antecipada pelo comentário do governador da Bahia que comparou a polícia assassina à “artilheiros diante do gol”. São inúmeros os casos de mortes e encarceramento negro, bem como de exemplos do racismo institucionalizado.

A guerra racial escamoteada pela guerra às drogas e a guerra contra os indígenas que se perpetua desde a colonização está presente em diversos países. Apesar dos diferentes contextos históricos que a conformação dos Estados nacionais trouxe, há muito mais semelhanças entre nossas lutas. A atual radicalização repressiva do Estado Argentino encontra eco em nossa realidade brasileira e precisa ser denunciada e combatida. Barrar a repressão e construir solidariedade e laços firmes entre o povo oprimido é o caminho para nossa libertação!

O povo oprimido não se cala diante da repressão política. Chegamos até aqui lutando e seguiremos em luta!

Coordenação Anarquista Brasileira – CAB

¹Os Mapuches (“Mapu” terra e “che” gente) habitam a região centro-sul do Chile e do sudoeste da Argentina (o território original se estendia a Bolívia). Possuem um bravo histórico de luta, sua resistência contra os colonizadores espanhóis durou três séculos de batalhas!
²visão de mundo característica de quem considera o seu grupo étnico, nação ou nacionalidade socialmente mais importante do que os demais

[CAB] Saudações ao ato do Primeiro de Maio Anarquista da Federación Anarquista de Rosario – FAR

http://anarquismo.noblogs.org/?p=470

A Coordenação Anarquista Brasileira saúda o ato anarquista do Primeiro de Maio, organizado pela nossa organização irmã, a Federação Anarquista de Rosário. O primeiro de maio é uma data histórica da luta internacional das trabalhadoras e trabalhadores do mundo. Uma data que encontra na luta dos Mártires de Chicago sua necessária lembrança.

Reconhecemos como nossas e nossos, as/os mártires da luta da classe trabalhadora e do anarquismo argentino. Anarquismo este que forneceu exemplos heroicos de luta e dedicação. A história da luta anarquista na Argentina é a história da luta internacionalista. É a história de mártires como Joaquín Penina, Kurt Wilckens, Virginia Bolten e Simon Radowitzky. É a história de mártires e combatentes como Rita Artabe, Rafael Tello e muitas outras e outros que sempre estarão (como se diz aqui): presentes, presentes, presentes! É a história de Errico Malatesta, de August Spies, de Lucy Parsons e de Domingos Passos!

Não esqueceremos os massacres históricos promovidos pela classe dominante argentina contra nossos irmãos de luta, nos governos e nas ditaduras civis ou militares. Nossa memória não se subordina a governos de turno. A semana vermelha, a repressão da ditadura militar argentina e o massacre patagônico ainda ardem em nossos corações como o exemplo do ódio da classe dominante contra nós trabalhadoras/es.

Saudamos os históricos exemplos de greves e insurreições promovidas por nossos irmãos de luta, a greve dos portuários de 1956, a mais longa da história da Argentina e a experiência do Cordobazo e do Rosariazo. Nossa inspiração se alimenta do passado e do presente, de greves e lutas históricas.

Nesse momento histórico de avanço do neoliberalismo e crise do modelo reformista e de pacto de classes, nossa ideologia tem um importante papel a cumprir. Com modéstia, precisamos seguir e consolidar um anarquismo latino-americano que se alimente das tradições do nosso povo aguerrido para constituir uma fisionomia libertária de luta e enfrentamento.

Nossa opção é com as/os de baixo! Nossa estratégia é a de fortalecimento dos movimentos populares e sindicatos combativos. Nosso horizonte é o horizonte da anarquia.

Lutar, criar, poder popular!

Viva o Primeiro de Maio internacionalista!

Viva a luta popular argentina!

Viva a FAR!

Viva o anarquismo latino-americano! Viva o especifismo!

cab

Saludos al Primero de Mayo anarquista de la FAR

Coordinación Anarquista Brasileña

La Coordinación Anarquista Brasileña saluda el acto anarquista del Primero del Mayo, organizado por nuestra organización hermana, la Federación Anarquista del Rosário. El Primero de Mayo és una fecha histórica de lucha internacional de las trabalhajadoras y trabajadores del mundo. Una fecha que encuentra la lucha de los Mártires de Chicago y su recuerdo esencial.

Reconocemos como nuestras y nuestros, las / los mártires de la lucha de la clase obrera y el anarquismo argentino. El anarquismo que proporcionó ejemplos heroicos de lucha y dedicación. La historia de la lucha anarquista en la Argentina es la historia de una lucha internacionalista. Es la historia de los mártires como Joaquín Penina, Kurt Wilckens, Virginia Bolten y Simon Radowitzky. Es la historia de los mártires y combatientes como Rita Artabe, Rafael Tello y muchos otros y otras que serán siempre (como dicen aquí): presente, presente, presente! Es la historia de Errico Malatesta, de August Spies, Lucy Parsons y Domingos Passos!

No olvidamos los masacres históricos promovidos por la clase dominante argentina contra nuestros hermanos de lucha, en los gobiernos y las dictaduras civiles o militares. Nuestro recuerdo no    está sujeto a pasar de los gobiernos. La semana roja, la represión de la cobarde dictadura militar argentina e lo masacre patagonico aún arde en nuestros corazones como el ejemplo de odio de la clase dominante contra los trabajadores.

Recordamos las huelgas y insurreciones de nuestros hermanos de lucha: la huelga de los marítimos de 1956, la más larga de história de Argentina, la experiencia de Cordobazo y Rosariazo. Nuestra inspiración és el pasado y el presente, de huelgas y luchas históricas.

En este momento histórico de avance del neoliberalismo y crisis del pacto de clases y el reformismo, nuestra ideología tiene un rol importante a cumprir. Con modestia, hay que seguir y consolidar un anarquismo latinoamericano que  alimentase de las tradiciones de nuestro pueblo peleador para tener una fisionomia libertária de lucha e enfrentamiento.

Nuestra opción és con las/los de abajo! Nuestra estrategia és fortalecer los movimientos populares e grêmios combativos! Nuestro horizonte és de la anarquia!

Luchar, crear, poder popular!

Viva el Primero de Mayo internacionalista!

Viva la lucha popular argentina y brasileña!

Viva la FAR!

Viva el anarquismo latino-americano! Viva el especifismo!

cab

[FARJ] 85 anos do Fuzilamento de Severino Di Giovanni

Retirado de: https://anarquismorj.wordpress.com/2016/02/12/85-anos-do-fuzilamento-de-severino-di-giovanni/

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Em homenagem aos 85 anos do fuzilamento do militante anarquista italino Severino Di Giovanni, publicamos aqui um texto escrito por Osvaldo Bayer sobre Severino. Di Giovanni passou parte de sua vida na Argentina, onde participou, por exemplo, nas greves retratadas no filme Patagonia Rebelde, baseado em um livro de Osvaldo Bayer, mais conhecido pelo livro Anarquistas Expropriadores.

Texto retirado de: http://www.pagina12.com.ar/diario/contratapa/13-291415-2016-01-30.html


Por Osvaldo Bayer

Este 1º de febrero se cumplen 85 años del fusilamiento de Severino Di Giovanni, anarquista expropiador. Fue fusilado por la dictadura de Uriburu.

La condena llegó a través de un juicio militar. Di Giovanni se encargaba de hacer asaltos para conseguir dinero e imprimir sus publicaciones, para la edición de libros anarquistas y para mantener a familias pobres de presos políticos de ideología libertaria. En una de sus salidas “expropiadoras” fue descubierto en el centro. Perseguido, herido y apresado, se le hizo un juicio militar y fue condenado a muerte. Murió gritando “¡Viva la anarquía!” en la Penitenciaría Nacional. Reuní todos los datos de los archivos y expedientes y hablé con testigos de la época. El diario Crítica describió su muerte:

“Dos hombres uniformados pasan por el pasillo llevando un pesado juego de grillos y los elementos necesarios para remacharlo. En la celda, la escena es terriblemente dramática. Los hombres colocan los hierros en los pies de Di Giovanni y durante un rato se sienten los golpes de martillo hasta que el condenado queda casi imposibilitado por completo para moverse. La tropa comienza a preparar sus armas. Con aparente tranquilidad los guardianes colocan en el patio el banquillo y miden cinco pasos hasta el sitio donde se hará la descarga. Cuando Di Giovanni emprende la marcha en dirección al lugar del fusilamiento, se oye desde lejos el ruido de los grillos al golpear en el suelo. Todos guardan el más completo silencio alterado solamente por las voces de mando del oficial que ha de dirigir la ejecución.

Mientras tanto, el patio de la prisión ofrece un aspecto desusado, verdaderos racimos humanos se apretujan en el estrecho espacio para no perder detalle. El techo de la carpintería –de dónde se domina el patio– también está colmado. Afuera, hay miles de personas que aguardan el privilegio de oír las detonaciones.

Al fondo del patio, una pared alta en cuya parte superior se encuentran las garitas de los centinelas. Hasta una distancia de cinco metros por delante de la pared, un cantero de un metro de altura cubierto de césped y cayendo en suave declive hacia uno de los caminos frente al taller de carpintería. Sobre ese cantero y a una distancia aproximada de tres metros de la pared, se había colocado la silla trágica.

A esa hora –las cinco– la madrugada recién comienza a insinuarse. El banquillo para la ejecución estaba colocado en la parte más elevada de la pendiente verde. Podía advertirse el respaldo exageradamente alto y sus patas, que de tan tiesas parecían incrustarse con fuerza, en el terreno.

Una marcha de soldados hizo volver las cabezas. Era el pelotón de guardiacárceles encargado de ejecutar las sentencias. Los soldados evolucionaron hasta formar cuadro dónde se encontraba el banquillo. Las voces de mando parecían ecos extraños.

Rodeado por guardianes, Di Giovanni se encontraba dentro del taller que es un galpón abierto hacia la pared de enfrente. Para evitar al reo la visión prematura del lugar de la ejecución se había cerrado el galpón con cobijas a manera de telones de un teatro grotesco. Por debajo de esas colchas se alcanzaban a ver los pies de Severino separados entre sí por la barra de hierro de los grillos. Una orden dicha en tono seco por el secretario del tribunal militar hizo que se condujera al reo a su presencia.

Durante las horas que permaneció en capilla parece que Di Giovanni había recuperado esa famosa serenidad que fue la norma de su vida. Apareció debajo de los telones marchando lentamente. Vestía un traje azul de mecánico, nuevo. Los grillos le separaban los pies hasta permitirle apenas un paso cortísimo. Una soga atada entre los grillos y las esposas le facilitaba los movimientos al andar. Llevaba las manos cruzadas hacia adelante.

Lo llevaron ante el secretario del tribunal. Parado frente al funcionario repitió el gesto de indiferencia con que la madrugada anterior recibiera la lectura de la sentencia. Solo que esta vez apenas si podía dominar la intensa agitación de que era objeto.

Levantaba bien alta la cabeza como si deseara aspirar de un golpe todo el aire que lo rodeaba. La mandíbula estaba extendida hacia adelante. El rostro congestionado sudaba copiosamente. La mirada estaba fija no ya en el secretario, sino en el cielo estrellado que podía verse sobre los almenares de la prisión.

La lectura de la sentencia fue mucho más larga no obstante ser el mismo documento. Mientras escuchaba la lengua humedecía constantemente sus labios resecos. Parecía que estaba a punto de hablar pero que dominaba el deseo. Silenciosamente escuchó la lectura de la sentencia.

Continuó andando. Al llegar al pie del cantero en dónde se hallaba el banquillo, necesitó la ayuda de dos oficiales para subirlo. Resbalaba en los pastos humedecidos del cantero. Subió luego efectuando unos pequeños saltos cuya contemplación acentuaba lo trágico del espectáculo.

Los dos oficiales lo sujetaban de los brazos levantándolo en peso para evitar una caída. Con un ademán algo brusco se soltó de los oficiales que lo conducían efectuando los últimos pasos hacia al banquillo. Luego con cierta displicencia tomó asiento en el mismo. Apoyó la espalda contra el alto respaldo del sillón. Y luego se quedó contemplando los preparativos con el cuerpo en descanso un poco inclinado hacia adelante.

Una vez sentado y el pelotón a su frente se acercó a él un soldado con la venda en las manos. Llegó hasta él por la espalda. Le puso la venda sobre sus ojos pero Di Giovanni le dijo:

–No quiero que me pongan la venda.

Cómo el soldado insistiera, hizo un gesto brusco con la cabeza. Entonces el soldado se retiró después de haberlo atado al banquillo con una soga que le cruzaba el pecho.

Cuando el pelotón estaba listo para apuntar y el sargento dio por señas la orden de apuntar, Di Giovanni se afirmó fuertemente contra el respaldo del banquillo. Levantó la cabeza. Puso todos los músculos en tensión y luego, irguiéndose todo lo que fue posible concretó en un grito su último pensamiento

–¡Evviva l’anarchia!

Segundos después, el jefe del pelotón bajaba la espada y el cuerpo de Di Giovanni era atravesado por 8 balazos. Al recibir la descarga un poco de humo que salió de su pecho marcó el sitio de los impactos. Su cara se contrajo en una mueca violenta de dolor. Una reacción muscular lo hizo levantarse del banquillo para caer pesadamente hacia al costado izquierdo. El respaldo del banquillo hecho astillas. Un gran charco de sangre inundó el asiento cayendo al suelo.

Un aullido atroz desgarra el silencio: son los presos de la cárcel que se despiden de su compañero.

Sobre el césped, él se mueve todavía. Aunque tenía el pecho atravesado de proyectiles no murió instantáneamente. Se acerca el sargento y le da el tiro de gracia. Preciso y eficaz. Un estremecimiento del cuerpo que queda inmóvil. Son las 5.10.

El doctor Cirio, médico de la prisión, el director de la penitenciaría y otras personas se aproximan. El médico constata la muerte y extiende el certificado. El cadáver es llevado hasta una ambulancia dónde hay un féretro de pino blanco.

Ha terminado todo. Rostros pálidos abandonan la prisión y cuando salen a la calle Las Heras respiran a pulmón pleno. Severino Di Giovanni ha pagado su deuda.

La valentía del reo hasta el último momento llamó la atención de todos y hay rostros pálidos y semblantes descompuestos por la ruda impresión.”

“La descarga terminó con el más hermoso de los que estaban presentes”, escribirá el cronista del Buenos Aires Herald.

[Espanhol] Cuando Galeano entrevistó a un preso anarquista recién fugado…

Retirado de:                                                                 https://ccsubversion.wordpress.com/2015/04/17/cuando-galeano-entrevisto-a-un-preso-anarquista-recien-fugado/

Sin título 3

A raíz de la muerte de Eduardo Galeano se nos viene muchas imágenes de él, de sus palabras, de sus versos, a nuestra mente. Hoy queremos recordarlo con esta entrevista que le realizó al compañero Alberto “Pocho” Mechoso, militante de la Federación Anarquista Uruguaya y de su brazo armado Organización Popular Revolucionaria 33 Orientales, quién se encontraba preso en los años 70 y logro escapar de la cárcel después de varias torturas hechas por los servicios de inteligencia, lo que demuestra una vez más que la pluma de Galeano siempre estuvo dispuesta como una espada para las luchas de los pueblos, así, la tarea de entrevistar a Pocho Mechoso la asumió Eduardo con la altura que se requiere, con el dolor de ver la represión expandirse en Uruguay y con la convicción de que una salida revolucionaria y antiautoritaria era necesaria.

Teniendo las precauciones de seguridad debidas a la cruel represión del gobierno, Galeano se cambia el nombre y afirma realizar la entrevista en España, aún cuando fue realizada en Uruguay, para que la policía pensará que Pocho Mechoso había ya salido del país y así poder descansar un poco frente a ello.

No sobra recordar también al compañero Alberto Mechoso, quién posteriormente huyó a Argentina, cuyo paradero sería hallado por la dictadura del país gaucho el 26 de septiembre de 1976, quienes le desaparecieron. Sus restos fueron encontrados en diciembre del 2012.

*****

El reportaje después de la fuga:

El reportaje de Eduardo Galeano  a Pocho Mechoso comienza diciendo:  “El Pastor Georges Casalis, profesor  de la Facultad de Teología Protestante  de París, acaba de denunciar “la evolución fascista de los países del Río de  la Plata…Refiriéndose al Uruguay…  es el horror austral. Parece que se ha  alcanzado el fondo del abismo.  Nos dice después Galeano: “Hemos entrevistado a un hombre que  emergió del fondo del abismo y relata  lo que sufrió y vio… Huyó del cuartel el 21 de noviembre, en una acción  espectacular… Aún orina sangre, no  ha recuperado la sensibilidad de la  mano derecha y dos de sus costillas  han quedado hundidas por los puntapiés que le propinaron los oficiales.  Tiene prisa sin embargo por retornar  al Uruguay. “Vuelvo para incorporarme a la lucha”, nos dice. “La pelea se  da tanto dentro del cuartel, en la tortura, como fuera, en la calle…”.

Pregunta Galeano: ¿Fuiste torturado desde el principio?.

Pocho: Sí… querían que les dijera donde estaba la Bandera de los 33 (una bandera insignia en Uruguay, recuperada por la guerrilla anarquista), que la  OPR se llevó del Museo Histórico Nacional. También querían que les hablara del secuestro de Molaguero…”.

Pregunta Galeano: “¿Pero si no  habías hablado, era preciso que te  fugaras?.

P. No me iban a dejar salir en libertad. Yo lo sabía. Ponerme en libertad era como dejar clara su impotencia, el fracaso de sus métodos.

G. ¿Que viste?.

P. Bueno, más que ver escuché. Porque estuve encapuchado todo el tiempo. Pero no hay peor tortura que sentir como torturan a los demás. En el  Quinto de Artillería tenían a un niño  de seis años encerrado junto a su padre y a su madre. El niño escuchaba  los alaridos de la madre cuando la  estaban torturando. A una mujer embarazada de siete meses, le torturaban a su marido delante de ella en el  2 y 3 de Infantería… varios casos de  violaciones…

G. ¿Y ahora qué?.
P. Cuando uno ve  bien claro cómo son los  enemigos, ¿Qué otra cosa  puede hacer que volver y  ocupar su puesto?. Si algo  se siente bien adentro en  el submundo de los cuarteles de mi país, en medio  de la picana, del caballete,  del submarino, es de qué  lado de la trinchera siempre hay que estar. Yo voy a  estar de nuevo metido entre la gente  Un referente de Lucha  de mi clase. Peleando. Allí me voy a  reencontrar con mis hijos, junto con  mi hermano. Ahora perseguidos los  dos.

G. ¿Pero después de la fuga, te  andarán buscando por todos lados, te  será muy difícil estar en Uruguay?.

P. Eso está claro. El momento  es muy difícil para todos los que luchan. Sé que para mí es cosa de “Libertad o Muerte” como dice la Bandera de los 33”.

[FAR – Argentina] 1º Congreso de la Federación Anarquista de Rosario (FAR)

Federación Anarquista de Rosario (ex Columna Libertaria Joaquín Penina - Rosario, Argentina)

Retirado de: http://federacionanarquistaderosario.blogspot.com.br/

Rosario – Marzo/Abril 2015

Durante los meses de marzo y abril realizamos nuestro primer congreso como organización política. Abrimos una nueva etapa para nuestra organización y es por eso que hemos decidido reflejarlo cambiando el nombre de la misma, por uno que dé cuenta de forma más cabal nuestras formas organizativas y nuestros horizontes de construcción. Es así que la Federación Anarquista de Rosario es la continuación de la Columna Libertaria Joaquín Penina.
Son 7 años los que llevamos organizados como anarquistas, en los cuales hemos tratado de dar nuestro aporte libertario a las resistencias y luchas de nuestra clase oprimida, este recorrido, que aunque con idas y venidas, fruto de aciertos y errores,  muestra una marcada tendencia a consolidarnos como organización política, referencia del anarquismo organizado en la ciudad de Rosario  y es así que creemos que podemos (y debemos) dar un paso más en el fortalecimiento de nuestra organización política anarquista.
Las sistematizaciones y conclusiones del congreso han sido en gran parte fruto de la discusión colectiva, de la revisión de nuestra práctica política, la utilización y la búsqueda de herramientas de análisis propias y coherentes con la practica anarquista, y del aporte de compañeros/as de otras organizaciones especifistas de la región, que han empezado a luchar antes que nosotros/as y de cuyas experiencias nos hemos nutrido.  En este sentido nos sentimos parte de un esfuerzo colectivo por construir un anarquismo de lucha, clasista, organizado y con capacidad de interpelación social, el cual si bien sus raíces históricas son de larga data, no podemos dejar de hacer mención al gran aporte que la Federación Anarquista Uruguaya hizo a nuestra corriente y que viene sosteniendo desde hace más de medio siglo.
A su vez el anarquismo como praxis revolucionaria de los oprimidos ha sido protagonista de grandes procesos de transformación, como la  Ucrania Libertaria Maknovista, el aporte anarquista en la revolución mexicana, la revolución social española, la comuna de Manchuria entre otras. En nuestra región, y nuestro país, el anarquismo ha sido también un gran promotor de luchas y resistencias como han sido las luchas obreras de la FORA de principios de siglo XX o las protagonizadas por la Alianza Obrera Spartacus y la FACA (Federación Anarco-Comunista de Argentina) durante la década del 30. Si bien a partir de allí el anarquismo fue perdiendo la gran influencia que había tenido, rescatamos todas las experiencias que han intentado seguir  interviniendo activamente en la realidad social. En este sentido, creemos –a partir de nuestra humilde experiencia militante- que la vigencia de las ideas y objetivos anarquistas encuentra sentido en el campo popular, pero que requiere de un esfuerzo creativo para multiplicar, transmitir, sistematizar y visibilizar la fuerza de estas ideas y prácticas y de su potencial revolucionario. Consideramos que esto sólo se logra luchando codo a codo allí, en cada lugar, donde la opresión se manifiesta; buscando combatir la desorganización y la fragmentación existente entre la clase oprimida.
Hemos podido compartir y desarrollar este congreso con compañeros/as de la Federación Anarquista Uruguaya (FAU), también con compañeros/as de la Coordinación Anarquista Brasilera (CAB), compañeros/as de Chile, de otras partes del país, y notables compañeros/as de lucha de nuestra ciudad.
A continuación compartimos un resumen de algunas de las temáticas abordadas en el congreso, en relación a Etapa Histórica, Programa y estrategia.

POR LA DESTRUCCION DEL SISTEMA DE DOMINACION CAPITALISTA!!!

POR LA CONSTRUCCION DE UNA SOCIEDAD AUTOGESTIONARIA!!!

CONTRA LA CLASE DOMINANTE, ANARQUISMO MILITANTE!!!!
VIVA LA ANARQUIA!!!

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F.A.R (Federación Anarquista de Rosario)

Solidaridad internacional con la FAG

En Porto Alegre, el pasado 20 de junio, cerca de 15 agentes de la Policía Civil sin orden de allanamiento irrumpieron en el Ateneo Batalha da Varzea, local social y político que es sede de la Federación Anarquista Gaúcha.

En esa ciudad, donde desde de comienzo de año se han producido masivas movilizaciones reivindicando causas populares que tienen que ver con el transporte público, la salud, educación, contra la corrupción, y con una gran intensión de cambio social para su localidad como para su país.

En un país donde millares de personas salen a la calle a denunciar que está todo podrido y es necesario y urgente cambiarlo. Ante tanta opulencia de los poderosos, de los estadios construidos para la copa de las confederaciones y el mundial de FIFA. Ante tanta represión sostenida, desplazamiento y militarización de los barrios populares, desatención casi total de la salud pública, la educación, y una usura y robo que como corolario es el precio del transporte y la calidad del mismo.

Y se pretende criminalizar a la FAG, y hacerla responsable de toda la bronca y furia que tiene la población de todo el país. Se pretende acusar a la FAG diciendo que es su local se encontró literatura anarquista, ¿y qué se piensa encontrar en un local anarquista?. Se acusa a la FAG de negociar con la ultra derecha, cuando la tarea la misma ha sido en lugares que la derecha rechaza, como son los comité de Resistencia Popular, el movimiento de Catadores, el Sindicalismo, el movimiento campesino, la lucha Estudiantil, las actividades de involucrar a más compañeros en prácticas de cultura liberadora.

Y más, y más cosas que separan a la FAG de lo que sí ha sido su enemigo en una constante histórica, como el allanamiento que ocurriera en el año 2009 por orden de la gobernadora Yeda Crusius, cuando la organización anarquista la señaló como la responsable del asesinato del militante del MST Elthon Brum.

Entonces es que se ha estado sí contra los poderosos, los de arriba y sus aliados de turno. Este allanamiento es ante todo ideológico, porque es la persecución de nuestras ideas lo que está primero. Es eso lo que quieren borrar: todos los significados de rebeldía y liberación que puedan adoptar nuestras luchas, la independencia de clase, la democracia directa, la construcción del poder popular.

Manifestamos entonces nuestra mayor preocupación y alerta sobre el tema y daremos seguimiento al asunto dando respuesta donde nos encuentre las historias de nuestras luchas!!.

Basta de represión al movimiento popular brasilero!!.

Basta de criminalizar a la FAG!!.

Arriba los que luchan!!!.

 

federación Anarquista uruguaya (Uruguay).

Columna Libertaria Joaquín Penina (Rosario – Argentina).

Columna Libertaria Malatesta (Buenos Aires – Argentina).

Zabalaza Anarchist Comunist Front (Sudáfrica).

Organización Anarquista Socialismo Libertario (San Pablo – Brasil).

Unión Socialista Libertaria (Perú).

Federación Anarco Comunista (Argentina).

Autogestión Oscar Barrios (Buenos Aires – Argentina).

Federación Comunista Libertaria (Chile).

Convergencia Libertaria (Valparaíso – Chile).

Gisela Gaeta – actriz – (Buenos Aires – Argentina).

Red Libertaria Estudiantil (Valparaíso – Chile).

Dr Alejandro Horowicz, titular de “Los cambios en el sistema políticomundial”, Sociologia, Universidad de Buenos Aires (Argentina).

Osvaldo Bayer (Buenos Aires – Argentina).

Sala Alberdi (Buenos Aires – Argentina).

Pueblos, Barrios y Colonias en Defensa de Atzcapotzalco (Mejico).

Luciano Andrés Valencia, Escritor e historiador (Rio Negro – Patogonia Argentina).

Mb12 de Agosto (Claypole – Glew – Argentina).

Salvemos al Iberá (Corrientes – Argentina).

Martín Jaime (Argentina).

Analia Casafu, Ruben Saboulard, Angela Morin, Comision de Coordinacion de las ASAMBLEAS DEL PUEBLO (Argentina).

Sociedad de Resistencia Oficios Varios San Martín adherida a la FORA – AIT (Argentina).

FOB – Federación de Organizaciones de Base, Córdoba, Rosario , Buenos Aires , José C. Paz, Berazategui, Almirante Brown, Florencio Varela, Valentin Alsina, Lanus, Lugano, La Matanza, Lomas de Zamora (Argentina).

Federación Anarquista del Rio de Janeiro (Rio de Janeiro – Brasil)

[CURITIBA] Círculo de Estudos Libertários 4° Encontro + Lancamento No Batente n° 2 (Jornal do CALC) 27.05.2012

O Círculo de Estudos Libertários (CEL) surgiu como espaço de estudo em janeiro de 2011, com o objetivo de debater “a atuação política, a teoria clássica e contemporânea do Anarquismo, (…) fortalecendo a perspectiva classista, autônoma, socialista e combativa das classes exploradas, em sua formação cultural e intelectual”. Com dois encontros por mês e textos lidos previamente por seus participantes, o grupo teve relativo sucesso no que se propunha a fazer, se tornando ainda “por tabela”, uma referência
para os novos companheiros e companheiras interessados nas propostas do anarquismo organizado. A partir de 2012 o CEL tornou-se um espaço ligado ao Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC), continuando dessa forma, aberto a participação dos trabalhadores e trabalhadoras que queiram se debruçar sobre o estudo das lutas sociais e a participação dos socialistas libertários nas mesmas. Seguindo agora um programa definido de textos
pretendemos melhorar a qualidade de nossos encontros, contribuindo também, para auxiliar a formação teórica da militância anarquista aqui na cidade de Curitiba (PR).

Onde? Rua Presidente Faria, 515.

Quando? 27.05.2012

Que horas? 10:00hs

Organização: Coletivo Anarquista Luta de Classe

LANÇAMENTO NO BATENTE:

Neste dia antes do estudo teremos o Lançamento do segundo número do jornal do Coletivo Anarquista Luta de Classe.

No Batente, saiba mais:
https://coletivoanarquistalutadeclasse.wordpress.com/no-batente/
http://anarkismo.wsm.ie/article/20487?userlanguage=es&save_prefs=true

baixe aqui:
http://www.sendspace.com/file/8o9orf

ESTUDO:

Próxima Discussão: ATENÇÃO, SOMENTE O ULTIMO TEXTO DO Módulo 2 Anarquismo Búlgaro em Armas- Michael Schimid, E O CURSO 9 DO: Anarquismo na América Latina (Uruguai, Cuba, Argentina e México)-MÓDULO 3 . Ambos do programa de Formação FARJ/OASL

Baixe aqui:

Módulo2:
http://www.anarquismosp.org/portal/images/stories/ArquivoFasp/docs/programa_de_formacao/modulo_02.pdf

Módulo3:
http://www.anarquismosp.org/portal/images/stories/ArquivoFasp/docs/programa_de_formacao/modulo_03.pdf

ou Fotocopie aqui: Amintas de Barros, 297. O texto esta na pasta do CEL.

“A 10 años del levantamiento de diciembre de 2001 los y las Anarquistas nucleados en FACA seguimos organizados y luchando para Que se vayan todos!”

Retirado: http://www.vermelhoenegro.co.cc/2011/12/10-anos-del-levantamiento-de-diciembre.html

“Debemos trabajar activando entre los no organizados y quizás imposibles de organizar, para despertar en ellos el espíritu de rebelión y el deseo y la esperanza de una vida libre y feliz.”

Errico Malatesta


Se cumple ya una década de una de las más importantes rebeliones populares de la región. Nos referimos a la situación vivida en el año 2001 donde la gente en las calles coreaba el “que se vayan todos, que no quede ni uno solo”. Aquel fue un momento bisagra tomando en cuenta la historia de resistencia previa –que ya llevaba más de 5 años de visibilidad- y el desenlace de las luchas sociales que continuaron hasta la actualidad. La importancia del 19 y 20 de diciembre en si, no se debe solo al quiebre que se hizo de la institucionalidad argentina sacando a un gobierno que, con poca legitimidad, se intentaba mostrar como cambio a la par que practicaba una profunda continuidad de las políticas neoliberales del menemismo. Tampoco la importancia de esta explosión popular en las calles tuvo que ver exclusivamente con haber forzado la renuncia de 4 presidentes en una semana. Sin embargo todo esto no fue menor.

Que se vayan todos ayer y hoy!!

Nos acordamos mucho de aquel 2001 en estos momentos en que el capitalismo y el Estado no solo no han podido darle respuesta a las necesidades de la humanidad en su conjunto sino que se las han ingeniado para hundirla cada vez mas y sumirla en una miseria sin precedentes. Sectores de la población movilizado en Europa y EEUU han tomado las calles para protestar y enfrentarse a los responsables de la crisis, entre ellos banqueros, políticos, empresarios y gurúes de la economía. Todos ellos claros funcionarios de los diferentes estados y poderes económicos asociados para el vaciamiento. En estos casos se ha llegado a invocar el espíritu del 2001 argentino con el fin de enfrentar a un “modelo” caduco. En medio oriente y norte de África la protesta popular apuntó a echar regímenes dictatoriales aunque todavía todas estas movilizaciones populares, no han podido presentar al momento, propuestas organizativas de base que atenten contra el orden establecido.

Se puede visualizar, tanto hoy como ayer, una tendencia general que se viene dando con distintas variantes, pero con ciertos lineamientos comunes como clave de época, y que tiene que ver con la crisis de instituciones en general y de la ruptura del imaginario social con respecto a estas.

Crisis y ruptura que abarca al estado, a los sindicatos corrompidos, a los partidos y políticos del sistema, inclusive a los de la izquierda tradicional, y a sus distintos criterios políticos y organizacionales.

Y si bien ponemos la lupa sobre las consecuencias de la rebelión del 2001 por su magnitud, estas devienen del análisis, como decíamos mas arriba, de todo un cúmulo de procesos anteriores y por tendencias, que si bien con diferencias, se pueden ver en otros procesos de la región. Y esto se demuestra, de un tiempo a esta parte, en que toda vez que parte de la población se inclina hacia los asuntos públicos o de su interés, lo hace autoorganizada y/o movilizada, con desprecio hacia la clase política, aunque se trate del que vaya primero en las encuestas… Lo hace con el imaginario social del 19/20.

Hace 10 años, en este país estábamos la mayoría de la clase oprimida enfrentándonos a los mismos sectores dominantes que hoy oprimen con sus políticas de manera casi calcada en otros lugares del mundo. Estábamos en un contexto latinoamericano de levantamientos como el de Chiapas, luchas por la defensa de recursos como en Bolivia, expropiación de tierras como las de los Sin Tierra en Brasil y puebladas indígenas como las de Ecuador. En ese momento las asambleas vecinales, las tomas de fábrica y el movimiento piquetero entre otros sectores, nos incluíamos en esta gesta latinoamericana combativa y pudimos decir basta en las calles. Sin embargo la falta de un mayor entramado entre los movimientos sociales y una falta de unidad de los mismos, la mezquindad y la nublada visión política de algunos, como la falta de prefiguración concreta de alternativas de sostenimiento de la vida social desde otros paradigmas, hicieron eclosión en el instante en que hubo que improvisar el enfrentamiento y la suplantación de la vieja sociedad. Si por un lado era bienvenida la idea de acabar por completo con las instituciones vigentes no hubo prácticas ni experiencias que hayan dado la posibilidad de tirar abajo el aparato del estado y el capitalismo.

Tensión abierta entre lo viejo y lo nuevo

Lamentablemente la tensión entre lo viejo que no termina de morir y lo nuevo que no termina de nacer, no ha producido por el momento una síntesis favorable para los de abajo. Pero la tensión sigue…

Con la apresurada salida de Eduardo Duhalde del gobierno luego de la masacre de Avellaneda en donde bajo su responsabilidad fueron asesinados dos hijos de nuestro pueblo como Maximiliano Kosteki y Darío Santillán y el advenimiento del Kirchnerismo como proceso, podemos decir que se cierra una de las situaciones mas extraordinarias de efervescencia popular pos dictadura. El reordenamiento institucional y económico, operado por los K, seguido de una retórica antineoliberal en sintonía con otros procesos latinoamericanos, vino a romper con algunas lógicas derivadas de procesos anteriores aunque mantiene en esencia, determinadas características del régimen de dominación más general.

El estado y la clase dominante pudieron en pocos años darse una lavada de cara con un modelo económico extractivo-exportador que minimizaría las consecuencias de la crisis local y la actual crisis internacional, que todavía sigue latente y promete dar nuevos coletazos. Las prácticas de políticas clientelares y prebendarias del duhaldismo y el menemismo fueron reapropiadas por los K posibilitándoles armar una duradera alianza con sectores poderosos de la economía, gobernadores de provincias feudales, “barones” del conurbano bonaerense y burócratas sindicales.

Las políticas llevadas a cabo por el kirchnerismo hicieron estructural la exclusión de sectores populares como los desocupados cada vez más marginados en los barrios, trabajadores tercerizados y precarizados siempre en riesgo a ser despedidos, campesinos del norte corridos por la policía de los grandes terratenientes, y pueblos originarios aun sin tierra entre otros.

A su vez, combinando inteligentemente cooptación de parte de referentes y sectores en lucha y disciplinamiento y deslegitimación de aquellos que seguimos en la pelea, fue configurando un nuevo escenario hegemónico, donde la fragmentación (de la cual los que luchamos por una transformación radical de la sociedad también tenemos que hacernos responsables) es la constante en estos tiempos que corren.

Pero donde hay dominación hay resistencia y por eso, a pesar del aparente avasallamiento de toda la parafernalia efectista de este ultimo proceso, por lo bajo y desde abajo se siguen tejiendo experiencias de construcción y lucha autónomas que recrean y profundizan el espíritu del 19/20 y de la cual los y las anarquistas y con cada vez mas ímpetu vamos formando parte. Y aquí, aparece nuevamente la clave de la ruptura del imaginario social, que si bien hoy se podría ver un tanto desdibujada por la situación de normalidad institucional y de relación de fuerzas desfavorable para la clase oprimida, esta ahí latente y sigue marcando el contexto. Y esto es así porque no es un dato que pueda verse en términos estrictamente políticos, es decir en tiempos de resolución cortos, sino mas bien culturales, de largo alcance y mayor profundidad y consecuencia social.

Así las cosas, podemos ver el vacío que se abre todavía inmenso entre la vieja institucionalidad todavía viva y nuestras construcciones sociales todavía embrionarias. Unas y otras responden a una misma situación y tironean dentro de una brecha que todavía sigue abierta…

El pueblo organizado puede solo!!

Hoy más que nunca al igual que hace 10 años la organización de base y asamblearia se muestra como un camino posible para ir construyendo un poder propio de la clase oprimida y explotada que redunde en una ruptura revolucionaria con desenlace popular y en la posibilidad de sostenimiento de otra forma de coordinación de la vida social. Hoy cuando ya pasó una década de aquel levantamiento aún estamos disputándonos con los de arriba proyectos de sociedad antagónicos.

Los y las anarquistas organizados en FACA, creemos que tenemos que sostener este proyecto de ruptura revolucionaria a través de un arduo trabajo de base participando e impulsando organizaciones populares democráticas y combativas dando todos los días esa disputa con el poder dominante en los escenarios y con los métodos acordes a nuestra estrategia de lucha y construcción de nuevas realidades sociales. Sin jefes ni partidos dirigentes y con independencia de clase y autonomía, reafirmamos que el camino consiste en la destrucción del Estado en tanto especial ámbito institucional de dominación, que produce y reproduce éstas relaciones, y en la supresión de las formas gubernamentales que constituyen un poder que expropia y aliena la capacidad de decisión de la vida social del conjunto de la población. Desde nuestra posición de un anarquismo de intensión social y revolucionaria pensamos que las prácticas organizativas de base actuales, son el embrión de un poder propio de la clase oprimida. Representan la puesta en práctica de una praxis prefigurativa libertaria que combatiendo al Estado pueda ser alternativa de organización social desde abajo.

La lección de hace diez años nos muestra el lugar donde tenemos que estar los y las anarquistas cuando el pueblo diga basta! Esos lugares no son otros que el barrio, los espacios de estudio y trabajo, el campo y cualquier lugar en donde se padezca la injusticia de un sistema de dominación estatal y capitalista, aportando propuestas, proyección, capacidad organizativa, de articulación y lucha con horizonte transformador. Solo así podremos darle características libertarias a un nuevo proceso que intente en un próximo capítulo de nuestra historia que el “Que se vayan todos” sea acompañado por nuestra experiencia como pueblo de hacernos cargo del futuro de nuestras vidas.

Abajo el Estado!

Arriba lxs que luchan!

Viva la Anarquía!

Desde Brasil ustedes tienen nuestro apoyo: Viva la FACA!

Desde Brasil ustedes tienen nuestro apoyo: Viva la FACA!

La Federacion Anarquista Gaucha (FAG) y las organizaciones que
componenel Foro del Anarquismo Organizado (FAO) en Brasil
saludan la Federación Anarco-Comunista de Argentina (FACA).

Quedamos contentos con lo desarrollo del anarquismo
especifista en Argentina y vuestras intenciones de
construcción federal y nacional.No e suna tarea fácil
la consolidación de una estructura orgánica en
país, pero compartimos con vosotros este mismo camino,
con lucidez y madurez,respectando las características
regionales y construyendo desde cada lugar una
organización sólida.

Nuestro esfuerzo en Brasil através del Foro del
Anarquismo Organizado (FAO) es parte de un proceso
de casi una década coordinando y buscando firmar lo
consenso sin perder de vista la construcción desde
abajo hace arriba.

En America Latina existe hoy un desarrollo importante
de nuestra corriente dentro del anarquismo y las
Jornadas Anarquistas 2011 representaran un paso muy
importante en este proceso. Juntamentecon las
organizaciones especificas anarquistas latino americanas,
buscamos una construcción teórica, política concreta,
para confluir esto en un ámbito de comunión.

Estamos juntos y asi seguiremos con mas fuerza, hermanos!
Por la construcción del Poder Popular! Por el socialismo
y la liberdad!
Viva la FACA!

Federação Anarquista Gaúcha – secretaria de relações
Fórum do Anarquismo Organizado – secretaria nacional