Arquivo da tag: Arriba los que luchan!

Comunicado em apoio e solidariedade a luta do DAF na Turquia

Companheiras/os da DAF (Devrimci Anarşist Faaliyet / Ação Revolucionária Anarquista):

11427177_814975615223960_8812376936822750883_n

Queremos em primeiro lugar deixar chegar até vocês, de maneira conjunta, nosso abraço fraterno de solidariedade com a causa do anarquismo turco comprometido com as lutas sociais e causas revolucionárias, que são as mesmas nossas causas. Em segundo lugar comemoramos e expressamos a nossa alegria que esses dois companheiros da DAF, que foram cruelmente presos pelo Estado turco, foram colocados finalmente em liberdade, sendo isso resultado da luta de rua de cada companheiro / a.

Queremos dizer-lhes que as nossas organizações seguem atentas e a postos para espalhar por todos os meios possíveis, os acontecimentos revolucionários no Curdistão ocidental e no quadro de solidariedade regional que eles criaram e, que estes enxergam vocês como protagonistas também neste processo, juntamente com outras organizações irmãs. Com profundo respeito, e sabendo que muitas vezes as distâncias impõem limites quando precisamos lançar ações de apoio a nossa causa como anarquistas, no entanto queremos fazer chegar até vocês toda a força e o apoio militante a seus esforços, não apenas por realçar a vizinha Rojava revolucionária, mas também pela tentativa cotidiana de construir uma alternativa anarquista na Turquia.

Desde já afirmamos toda a solidariedade a seus esforços, desde onde nos toca viver e atuar, aqui no sul do continente Latino Americano.

Viva a revolução de Rojava!
Viva a DAF!!!
Liberdade para Zeynep Celaliyan!
Arriba lxs que luchán!

CALC – Coletivo Anarquista Luta de Classe (Paraná, Brasil)                     FAU – Federación Anarquista Uruguaya (Uruguay)
FAG – Federação Anarquista Gaúcha (Río Grande do Sul, Brasil)
FAR – Federación Anarquista de Rosario (Rosario, Argentina)

[CAB] Protesto não é Crime! Toda solidariedade ao Coletivo Quebrando Muros!

Retirado de: http://anarquismo.noblogs.org/?p=150

cab

No dia 29 de Abril de 2015, o governador Beto Richa instaurou um verdadeiro estado de exceção no Paraná, sendo o responsável pelo massacre cometido pela polícia contra o movimento dos servidores e servidoras públicas, que contava com o apoio de estudantes e outros setores na luta contra o ataque à previdência.

Os lamentáveis acontecimentos daquele dia escancaram o verdadeiro caráter do Estado e seu papel na manutenção da “ordem”, entendendo-se aqui como a ordem da classe dominante, que utiliza-se do aparato estatal para manter os seus privilégios e garantir a execução de seus interesses. Quem pagou pela crise, mais uma vez, foram as classes exploradas. Porém, sabemos que os verdadeiros responsáveis são aqueles que estão no poder e que tentam forçar o povo a arcar com o ônus da ruína que eles mesmos criaram.

Desta vez, no entanto, os setores oprimidos pagaram não apenas com o seu bolso, mas também com o seu sangue. A repressão ocorrida no Centro Cívico viola todas as garantias constitucionais “democráticas” em matéria de direitos humanos e liberdade de manifestação. O que apenas nos revela, mais uma vez, aquilo que os anarquistas já sabem desde sempre: quando se trata de garantir os interesses da burguesia, não há lei que não possa ser violada pelo Estado. O reforço da lei vale apenas para as classes dominadas; os abusos ilícitos da polícia e do Estado que a comanda raramente são punidos, ainda que venham a ser muito mais graves e criminosos.

Mas os ataques do governo do Paraná àqueles que lutam e resistem não se encerram por aí. Nesta semana, foram veiculadas reportagens em dois meios de comunicação do estado, a CBN e a RPC (filiada à Rede Globo), nas quais a Secretaria de Segurança Pública tecia acusações infundadas ao Coletivo Quebrando Muros, acusando-o de ser um grupo criminoso que teria se “infiltrado” nas manifestações para promover ações violentas contra a polícia. Ora, sabemos muito bem que a responsável pelas ações violentas daquele dia foi a própria polícia e que o Coletivo Quebrando Muros tem militantes ativos no movimento dos professores e professoras do Paraná.

Nas mesmas reportagens, a polícia e os jornalistas acusam os “supostos black blocks”, antifascistas e o Coletivo Quebrando Muros de “pregarem a anarquia”, como se o anarquismo fosse contrário à organização social. Porém, se o Estado acha que isto vai intimidar os libertários e anarquistas, ele está muito enganado. A luta vai continuar e os libertários continuarão ativos!

Este ataque calunioso tem interesses claros: desviar o foco do massacre cometido pela polícia no dia 29 de abril e criminalizar os movimentos e organizações políticas que lutam e defendem os interesses da classe oprimida. A liberdade de organização foi conquistada com o sangue e a vida de centenas de militantes durante a ditadura, apenas para sofrer um novo ataque do governo Beto Richa. Um governo que busca sair impune das graves violações aos direitos humanos cometidas no dia 29, e ainda assim conserva cinismo o suficiente para acusar organizações políticas que apoiavam os protestos de serem criminosas. Tal é o papel do Estado: reprimir os movimentos sociais, perseguir organizações políticas, massacrar manifestações que buscam lutar contra a perda de direitos dos trabalhadores. Tudo para manter os privilégios das classes dominantes intactos.

As mentiras de Beto Richa não intimidarão o povo em luta. Chega de perseguição! Calúnias não intimidarão as organizações em luta!

Protesto não é crime!

Arriba lxs que luchán!

As bandeiras rubro-negras continuarão erguidas!

Toda solidariedade ao Coletivo Quebrando Muros!

11150645_942824429118089_117802241550862872_n

 

[fAu – espanhol] Solidaridad con el pueblo Venezolano – Contra todas las formas imperiales, y más los yankis!

Retirado de:                               http://federacionanarquistauruguaya.com.uy/2015/03/25/solidaridad-con-el-pueblo-venezolano-contra-todas-las-formas-imperiales-y-mas-los-yankis/

No ha bastado un premio nobel de la paz ni las más artificiales aristas populistas para tapar o apenas maquillar el rostro aguerrido e incesante del imperialismo norteamericano. Obama, el hombre de la paz, no deja puerta entre abierta ni deja de prestar atención en América. La multifocalidad de control y atención de Estados Unidos sobre lo que acontece en el mundo no permite escape aparente a gran escala, aún con la concentrada dedicación político militar en medio oriente, Rusia, China.

Ha sido declarada Venezuela como enemiga de Estados Unidos mediante un decreto del propio Obama. Muchas preguntas surgirán buscando la retórica sobre cómo ese gobierno que ha incrustado su historia en guerras contra pueblos en todas partes del mundo, pueda cuestionar y salir como garante de un proceso de diálogo y todavía con el gobierno colombiano de aliado.

Claro que interesa el petróleo y la cuenca del Orinoco, claro que interesa mucho para norte américa controlar las nuevas alianzas que se tejen en el caribe con subsidios para países que el gobierno venezolano quiere promover como nuevos aliados comerciales. Claro que interesa todo lo que pueda significar un agotamiento de los recursos energéticos de China. Pero para llegar a eso se deben de nutrir de varias acciones. Acciones que van a orientarse hacia donde tienen los peores problemas: el campo de lo ideológico.

Lo han hecho con sabotajes de todo tipo y conspiraciones de cualquier alcance. Poco asombraría cuando hablamos de la presencia norte americana en América del Sur este hecho con la gravedad que reviste, y aún menos en Venezuela que mantiene en memoria no sólo el secuestro al ex presidente Hugo Chávez de entintada huella yankee, sino todo un largo recorrido de intromisión mediante agregados diplomáticos, culturales y militares de todo tipo, fundaciones y ONG truchas bancando la oposición, y los etcéteras más conspirativos y asesinos que estas historias ameritan.

Todo pareciera indicar que en esta etapa se han enriquecido mucho más las relaciones y acciones entre la derecha latinoamericana y EEUU. Hablamos de la derecha rancia latifundista y apoderada de los medios de comunicación; la derecha que no tolera ni permite el avance en materia de derechos humanos, la que inviste de impunidad todos los territorios en pasado y presente. Los aterrizadores de lo que fuera el neoliberalismo de comienzos de los años 90, son ellos los que crítican y buscan exterminar las asistencias sociales, las ínfimas políticas de atención en salud, la continuidad ultranza de las privatizaciones en su versión más radical. A ellos los ha tocado bastante la ley de medios en Argentina y la detención de los torturadores y genocidas del plan cóndor. A ellos les molesta y muchísimo las detracciones en la producción agropecuaria, que les toquen un solo centésimo aunque acumulen millones por día.

Y allí como si nada y sin recoger piolines sobre su pasado reciente y bien recordado Obama, el ejecutivo norte americano, no solo declara enemigo a Venezuela sino que se ofrece como garante a las negociaciones. Esas negociaciones entre partes del gobierno y la derecha de ribetes golpista y con observadores como EEUU y Colombia. No buscarán otra cosa que adelantar las elecciones nacionales o habilitar algún mecanismo desestabilizador, coleteo mediante y constante de los servicios de inteligencia CIA. Nada le vendrá mejor que intervenir desde allí, desde su propio seno donde la confrontación popular también sale a las calles.

Y hay algo que EEUU no quiere, y no es menor, hasta podríamos decir que es lo neurálgico del asunto en cuestión. ¿Sólo le interesa al poder de Obama una administración distinta del petróleo del Orinoco?, ¿Contra qué y quiénes deberá dar la batalla última y definitiva?. La preocupación sin duda desde el ángulo ideológico es la resistencia a la total dependencia yanqui que significan los diferentes bloques políticos formados en esta área. Bloques que aún desde una misma estructura capitalista quieren más independencia respecto a los yanquis. Eso es lo que precisamente molesta al gobierno de la Casa Blanca de Washington. Quieren disponer de su patio trasero a su antojo y en coherencia con su estrategia de gendarme mundial y de disponer de las riquezas de estos lugares sin resistencia de sus subordinados.

No podrán mientras el pueblo reivindique su soberanía y autodeterminación. Soberanía que no admite espacio para la ingerencia asesina de la historia negra de la CIA y las políticas imperiales norteamericanas. No hay lugar para ello con un pueblo fuerte, empoderado, con memoria. No hay sitio para la conformidad y sí para la resistencia. Así lo indican los medidores de opinión que hasta los que más se corresponden con CNN, New York, y Washington indican que existiría un rechazo casi total, unánime, en la población venezolana a una intervención colonialista norteamericana. Algo hay allí, algo se ha producido que se puede ver, algo ha dado contenido a tanto tiempo de opresión y saqueo.

Porque es un enemigo claro el imperialismo norteamericano, el que recuerdan nuestros pueblos desde la memoria inmediata hasta las anteriores. Y es bastante lo que en estos momentos se sale a defender en Venezuela, aunque las más rotundas críticas puedan decir que se trata de un puñado, un manojo de conquistas populares, a fuerza sí del movimiento popular. Ellas también en clave de empoderamiento de los de abajo y en los barrios obreros.

Basta de intervención norteamericana en América!.

Contra todo imperialismo, y más el norteamericano!.

Por procesos populares que apunten desde abajo a la construcción de un pueblo fuerte!.

Arriba los que luchan!!

federación Anarquista uruguaya

[FAG] 1º de abril de 1964, a data que não podemos esquecer e a ideologia que seguimos combatendo

Retirado de: http://www.federacaoanarquistagaucha.org/?p=1093


Logo Opinião

Fazer memória ao golpe militar levado a efeito em 1º de abril de 1964 com o amplo apoio das elites e do empresariado nacional e internacional é dever de todo campo da esquerda que se reivindica combativa e, especialmente, do Anarquismo organizado que desde os primórdios tem estampado no alto da sua bandeira a luta contra todas as formas de opressão representadas pelo Estado, pelo capital e pelos lacaios de farda que lhes dão sustentação. Para além de fazer a denúncia e trazer a tona à memória da barbárie sem escrúpulos materializada nos sequestros, desaparecimentos forçados, torturas e assassinatos que se tornaram lugar comum durante os longos 21 anos de chumbo é fundamental que se aponte as heranças desse período. Heranças essas evidenciadas objetivamente no judiciário e nas ações militares das polícias que seguem fazendo da história fato presente através da criminalização da pobreza, do protesto, das perseguições às e aos que lutam, das torturas, dos assassinatos, dos indiciamentos sem provas, das condenações políticas, entre tantos outros fatos que fazem da memória histórica subsídio para pensar e atuar no presente.

Para nós é fundamental fazer memória as e aos que tombaram lutando contra o arbítrio e a opressão do Estado ditatorial, não apenas pela necessária lembrança e reconhecimento, mas também pela força que o elemento de luta e de resistência carrega em si. Se ontem foram eles que através da organização resistiam e lutavam contra a ditadura escancarada, hoje segue posto para nós seguir combatendo o Estado e suas heranças ditatoriais que mantém a gênese autoritária e opressora muito viva, mesmo escondida sob mal camuflada democracia. O Estado continua servindo como aparelho de classe para manutenção dos interesses dos “de cima”, da mesma elite podre que apoiou a ditadura. Longe de querer comparar o período ditatorial e a exceção permanente tornada regra com o cenário que vivemos hoje, é fundamental que a memória daqueles tempos tome lugar nos nossos debates e nas nossas lutas cotidianas. Essa atitude tem potencial efetivo para garantir acúmulo de forças para a luta dos “de baixo” e para que opressão – em todas as suas formas – tenha fim.

ditaduraw1181h827

É muito difundido entre amplos setores sociais o entendimento sobre o que representa e o que representou a ditadura empresarial-militar para a história do Brasil, bem como para a história dos países do cone sul. Contudo, muito devido à timidez de parte da esquerda em fazer essa denúncia, da dificuldade de criar espaços de difusão das memórias do período ditatorial e, principalmente, pela ausência de punição aos agentes da ditadura e aos seus cúmplices, que ainda pairam muitas dúvidas e desconhecimentos entre o grosso da população. As disputas que atravessam o tema da ditadura bem como as heranças daquele período que seguem presentes nos dias de hoje estão intimamente ligadas às práticas de esquecimento e à ausência do elemento de justiça na tríade composta por memória e verdade.

Se torna ineficiente tocar nesse tema apenas em datas pontuais. Os exemplos dos demais países que passaram por ditaduras nos ensinam desde há muito tempo que é a organização desde as ruas, sindicatos, escolas, locais de trabalho que impulsiona o debate social e que pode garantir a punição aos crimes cometidos pelos agentes e apoiadores da ditadura. Que em nossos atos e em nossas lutas se façam sempre presentes àquelas e àqueles que lutaram e em muitos casos entregaram suas vidas para que hoje pudéssemos falar, distribuir, ler e opinar sobre a covardia que é uma ditadura.

Ontem e hoje, seguir organizando, resistindo e lutando com os “de baixo”!

Arriba todas e todos os que lutaram e todas e todos que seguem lutando!

Pelo socialismo e pela liberdade!

Federação Anarquista Gaúcha – Integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

2014 acabou, mas em 2015 a luta continua!

Neste ano de 2014 tivemos muita luta no Paraná e no Brasil! Os movimentos sociais combativos e o anarquismo organizado se fortalecem cada vez mais, com ação e democracia direta avançamos rumo a uma sociedade mais justa e igualitária.

tn_658_645_Protesto_Tarifa_Curitiba_1

A luta por um transporte público de qualidade e pela tarifa zero continuam! Com organização e ação direta fizemos com que o Projeto de Lei pelo Passe Livre para estudantes e desempregados tramitasse e vamos fazer ele sair do papel com muita luta em 2015.

Suplicy arrancado

Não esquecemos e não perdoamos os 50 anos do Golpe Militar. Na UFPR, durante a ditadura, o ex-Reitor Flávio Suplicy de Lacerda tentou instaurar mensalidades nas universidades públicas, foi o Ministro da Educação responsável pelo acordo MEC-Usaid e perseguiu muitos estudantes. No pátio da Reitoria existia um busto representando esse senhor, que foi arrancado em um ato simbólico dos estudantes, professores e servidores da UFPR.

barramos de novo

Teve muita luta contra a privatização Hospital de Clínicas (HC-UFPR)! Porém, com golpe do Reitor, criminalização e repressão do Estado e Polícia, a classe dominante conseguiu privatizar o maior hospital público do Paraná – mas a luta vai continuar!

mobpr

Foi lançado o Movimento de Organização de Base – Paraná – movimento combativo de luta comunitária!

A organização e luta por moradia digna, água, luz e regularização fundiária aconteceu durante o ano inteiro, mas, ainda sem estas conquistas, aconteceu uma grande tragédia na Portelinha – incêndio que levou o menino Eduardo Domenique à morte. O luto levou à luta e a revolta aconteceu pela ação direta. Para nunca mais acontecerem tragédias com o nosso povo como esta, a luta vai continuar. A CULPA É DO ESTADO! EDUARDO PRESENTE!

eduardo1

gel

Em 2014 também tivemos nossos grupos de estudos acontecendo em 3 cidades do Paraná (Curitiba, Maringá e Campo Mourão). Lançamos o Círculos de Estudos Libertários (CEL) em Maringá, fizemos mais um ciclo do CEL em Curitiba e começamos o primeiro ciclo do Grupo de Estudos Libertários (GEL) na UTFPR – Campo Mourão.

CEL

bak 200 anos

Durante este 2014, ano do bicentenário de nascimento de Mikhail Bakunin, apresentamos o seminário “200 anos Bakunin: O Anarquismo Organizado nas Revoltas do Presente” em Curitiba, Maringá, Campo Mourão, Londrina e Foz do Iguaçu!

nobatente3

Lançamos duas edições do nosso periódico No Batente, que passou a ser semestral. A primeira em maio sobre os 200 anos de Bakunin e a segunda em outubro sobre as eleições burguesas e como votam os anarquistas.

ou se vota com os de cima ou se luta com os de baixo jornal

Continuamos com a venda de livros na banquinha do CALC – e em 2015 vai ter muita novidade!

opinic3a3o-anarquista-5-2014_page_1Lançamos 2 Opiniões Anarquistas este ano – um sobre a luta contra a EBSERH e o outro sobre a Copa do Mundo no Brasil.

opinic3a3o-anarquista-06-2014-c3a9-ano-de-luta-rumo-c3a0-conquista-de-direitos

Foi lançado o site da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) – da qual o CALC faz parte – anarquismo.noblogs.org, assim como novas edições da Revista Socialismo Libertário e do Jornal Socialismo Libertário – ambos da CAB.

capa_peq_2

E no final do ano, dia 7 de dezembro, se foi um grande companheiro de luta:

10333403_696736320433840_2937268669435749537_o

‘Descanse em paz, companheiro.

Sua revolta e determinação para construirmos uma sociedade justa, igualitária e libertária nunca serão esquecidas.

Grande colaborador com os encontros do CEL em Curitiba, com a venda dos nossos livros anarquistas, com a luta pelo transporte na capital paranaense.

Um anarquista que defendia organização, um antifascista que viveu e lutou para vivermos em um mundo sem dominação.

DIEGO PRESENTE! PRESENTE! PRESENTE!’

988439_696736340433838_1836235641672297232_nnopass

Em 2015 a luta dos oprimidos e a propaganda anarquista continuam! Você é do Paraná e se interessa pela luta e pelo anarquismo organizado? Entre em contato conosco!

Lutar! Criar Poder Popular!

Arriba lxs que luchan!

[FAG] MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA | 50 do golpe civil-militar, 46 anos do AI-5

Para os(as) que tombaram lutando… Nem um dia sem memória!…
Para os torturadores e mandantes… Nem um minuto de sossego!
Não esquecemos e nem perdoamos!

O ano de 1968 foi um dos mais agitados e combativos da década de 1960 no Brasil e no mundo. Protestos, passeatas, greves, mobilizações, manifestações, etc. tomavam as ruas das grandes cidades brasileiras levando grandes massas da população para protestar nas Boulevard tupiniquins. De forma distinta dos europeus, os latino-americanos situados no Brasil denunciavam as prisões, seqüestros, desaparições, torturas e mortes que se acumulavam após o golpe de Estado civil-militar de 1º de abril de 1964.

O núcleo das manifestações de 1968 teve origem especialmente no Movimento Estudantil que estava posto na ilegalidade desde o golpe (onde a sede da União Nacional dos Estudantes (UNE) foi incendiada) e devido ao assassinato – cometido por agentes da ditadura – do estudante Edson Luís de Lima Souto, em março de 1968, no Restaurante Universitário Calabouço, centro do Rio de Janeiro. A morte de Edson Luís causou grande comoção nacional e desencadeou uma série de manifestações por todo o país que exigiam o fim da ditadura.

Esses movimentos serviram de desculpa para que em uma fatídica sexta feira, 13 de dezembro de 1968, o general ditador gaúcho, Arthur da Costa e Silva, chamasse uma reunião do Conselho de Segurança Nacional para “dar um basta a contra-revolução que tomava conta do país”. É neste dia, “mortalizado” na história brasileira, que é decretado o Ato Institucional número 5 (AI-5), que ficou conhecido como “o golpe dentro do golpe”.

Costa e Silva é o segundo ditador do ciclo militar a assumir o controle do Estado brasileiro. Seu nome é aceito pela cúpula militar para suceder o general conspirador e golpista, Humberto de Alencar Castelo Branco. Costa e Silva foi ministro da guerra de Castelo Branco e representava a “linha dura” das forças armadas, ou seja, a vertente mais conservadora, reacionária, ultra-direitista e fascista dos já conservadores, reacionários, direitistas e fascistas, militares.

O AI-5 contava com 12 artigos, dentre os quais garantia a ditadura o fechamento do congresso nacional (o que de fato ocorreu, ficando fechado por quase um ano), das assembléias legislativas e câmaras de vereadores; decretava o recesso parlamentar, ficando todas as atribuições a cargo do executivo; o ditador-presidente poderia intervir em estados e municípios sem qualquer limitação constitucional; previa a suspensão de direitos políticos de qualquer pessoa por 10 anos e a cassação de quaisquer mandatos, seja na esfera municipal, estadual ou federal.

Ficavam suspensas as garantias constitucionais; previa a demissão, remoção ou aposentadoria de forma compulsória; o ditador-presidente poderia decretar estado de sítio e prorrogá-lo indefinidamente; ficava suspensa a garantia de habeas corpus para “crimes políticos” ou contra a “segurança nacional”; e, por fim, todos os atos praticados pelo Estado ou seus agentes sob a “cobertura” do AI-5 não eram passíveis de apreciação judicial, ou seja, a partir de então não haveria qualquer forma de contestação. A ditadura se tornava oficialmente uma autocracia da barbárie.

Na prática o AI-5 representava o recrudescimento da ditadura e a institucionalização da barbárie por meio dos seqüestros, dos desaparecimentos, das torturas e dos assassinatos. O AI-5 foi também o “meio” que possibilitou a criação e legalização de órgãos destinados exclusivamente a coordenar e integrar as ações de repressão dos diferentes órgãos de “segurança” (DOPS e Forças Armadas) contra “subversivos” e qualquer ameaça a “segurança nacional”. Um exemplo foi a “legalização” do grupo de extermínio conhecido como “Operação Bandeirantes (OBAN)”, que após a consolidação do AI-5 passa a ser comandada pelo exército e recebe o nome de DOI-CODI (Destacamento de operações de informação – Centro de operações de defesa interna).

Passados 46 anos da instituição desse infame mecanismo jurídico, ainda vivemos sob o jugo da violência estatal sob diferentes formas, sejam elas repressivas, de deslegitimação e criminalização das lutas sociais recentes, de extermínio da população negra e pobre das favelas, da violação e vexação dos corpos femininos, etc. A luta contra a herança da ditadura e contra a natureza criminal do sistema de dominação capitalista que continua fazendo vítimas é uma luta mais que atual, pois nossa memória quer justiça!

Possibilidades e limites da Comissão Nacional da Verdade (CNV)

Criada em 2012 com o objetivo de apurar e esclarecer as graves violações de direitos humanos cometidas entre 1946 e 1988 (representando o intervalo entre as duas últimas “constituições democráticas”), a Comissão Nacional da Verdade (CNV) apresentou o seu relatório final no dia 10 de dezembro de 2014. Passados dois anos e sete meses do início dos seus trabalhos, o avanço no sentido de alguma revelação inédita sobre o período ditatorial foram praticamente nulas.

Conduzida por um grupo principal de sete representantes indicados pela presidência, assessorado por uma dezena de técnicos e pesquisadores, a CNV teve tempo razoável para realizar suas pesquisas, averiguações, audiências, etc., porém um quadro de profissionais restrito e pouquíssimo apoio logístico e institucional. É importante destacar que as Forças Armadas negaram, negligenciaram e ocultaram o acesso à documentos que poderiam auxiliar nos trabalhos da Comissão e causaram constrangimento ao ministro da defesa quando sindicâncias realizadas pelas três forças concluíram que não houve desvio de finalidade no uso das instalações militares e omitiram a ocorrência de tortura e morte nas dependências das forças armadas.

Os limites da CNV estavam postos desde o momento de sua criação, pois a possibilidade de “justiça” como elemento de “transição” e de “conciliação” nem mesmo era citada. O mais próximo do viés punitivo para com os que cometeram arbitrariedades e abusos é a “recomendação” ao Ministério Público para que apresente queixa crime contra alguns algozes que ainda vivem. A possibilidade mais concreta do relatório é a de que o seu anúncio traga o tema da ditadura civil-militar para o debate público e esse debate possa vir a gerar um movimento amplo de contestação à lei de Anistia que até hoje serve de “salvo conduto” para os ditadores, torturadores, mandantes e executores.

Enquanto Anarquistas não seremos ingênuos com relação ao que venha do Estado, muito menos no que tange aos direitos humanos como ferramenta de libertação e emancipação e continuamos acreditando que o tom deve ser dado pelo conjunto das forças populares e de esquerda nas ruas pela ação direta popular. Não acreditamos na sua (in)justiça parcial e seguiremos firmes e convictos fazendo memória as e aos que lutaram seguindo com a nossa luta. Pois memória também se faz na luta cotidiana, com o povo, lado a lado, ombro a ombro com os oprimidos.

Seguiremos denunciando os crimes cometidos pelo Estado, os de ontem e os de hoje, nenhum passará desapercebido!
Nem um dia sem memória!
Nem um minuto de sossego para os algozes!
Memória, Verdade e Justiça se constrói na Luta!
Arriba los e las que luchan!!!!

Federação Anarquista Gaúcha – FAG

Foto: Reunião do Conselho de Segurança Nacional que aprovou o AI-5

[fAu – ESPANHOL] Con los 43 estudiantes que nos faltan. Siempre contra la impunidad!!!

Retirado de: http://federacionanarquistauruguaya.com.uy/2014/11/21/con-los-43-estudiantes-que-nos-faltan-siempre-contra-la-impunidad/

images

 Con los 43 estudiantes que nos faltan. Siempre contra la impunidad

Nuevas marcas, más tenebrosas historias de impunidad continúa sufriendo nuestra América Latina. Impunidad de los poderosos de nuestros suelos. Con asistencia, obsecuencia, y consecuencia, con participación arreglada y entramada en su terrorismo de estado. Su facial violenta, rancia e intolerante; sus estrategias y formas para dominar y someter las rebeldías y rebeliones de los de abajo.

Allí en Iguala y Ayotzinapa, en el estado de Guerrero, Méjico

Sin mayores correlatos los artículos periodísticos de análisis y opinión internacional que refieren a América Latina están dedicando su trabajo a la masacre del estado de Guerrero, y a las movilizaciones que ya en todo el mundo se están produciendo. El eje es la impunidad que opera tan evidentemente con el Estado en medio de una tormenta de acusaciones, por entramar un gran arreglo con fuerzas paramilitares del narcotráfico (en este caso Guerreros Unidos), con la policía y más organismos represivos que viene cobrando muertes y desapariciones desde ya décadas.

Hoy esa impunidad, ese arreglo, ese orden sanguinario de los de arriba rompe la escena y la barrera de los grandes medios de comunicación, quienes enjuagándose la cara buscan también arreglar y dar fin a lo que estalló luego de la brutal represión desatada contra estudiantes y sindicalistas de la educación el 26 de setiembre en la ciudad de Iguala. Allí las fuerzas del orden, del estado – narcotráfico, desplegaron su brutalidad represiva torturando y asesinando a 6 personas y secuestrando 43 estudiantes de la Escuela Normal Rural de Ayotzinapa que hasta hoy siguen desaparecidos.

Inmediatamente todas las autoridades negaron conocer datos de asesinatos o desapariciones. Estando los estudiantes desaparecidos, secuestrados allí en alguna parte, en el entorno, en la zona de los hechos nadie ve, nadie dice, nadie olle… cuando inmediatamente comienza a gritar todo aquel país de Magones y Zapatas. Todos los organismos estatales dicen no saber, o podemos pensar que no dan importancia al asunto, en un país de varios miles de asesinados y desaparecidos en los últimos años. No les asombrará a ellos, no les importará, ya que eso es parte del “Estado” de las cosas. Pero el grito es fuerte y amplio, y al poco tiempo y ya ante lo flagrante de lo sucedido y todo un país en marcha se pide el procesamiento de 22 policías implicados en la brutal represión.

Así como complejas son las estructuras de poder, mediante las que opera el sistema en todas sus facetas, es igual de complejo identificar “él” responsable, en su carácter de singular. Y aunque está claro que las investigaciones dentro de la administración del propio estado exponen que quien dio la orden de reprimir a como fuera fue el alcalde de Iguala José Luis Abarca, debemos sumarle que en la operativa concreta y cotidiana durante los últimos años ha operado tanto las diferentes fuerzas policiales como el ejército, con la colaboración del grupo narco paramilitar Guerreros Unidos. El líder de este grupo se llama Salomón Pineda Villa, cuñado del Alcalde de Iguala.

También existe la más clara evidencia que es la policía responsable por la desaparición de los 43 estudiantes, ya que son los que dan la captura al ómnibus donde viajaban, son los que dirigen el operativo, y son quienes los ocultan. El alcalde Abarca y su mujer, quienes dieron la orden y elaboraron la masacre dispusieron de una fácil cortina de humo solicitando licencias políticas para garantizar la mejor investigación y proceso. Apenas unos días pasaron y desaparecieron del mapa ante lo que les señalaba. Prófugos de los aparatos de la justicia quedaron, hasta que hace unos días fueran encontrados y detenidos en Méjico DF. Ante la movilización ya mundial y el señalamiento al estado mejicano y su impunidad era muy costoso

Entonces la masacre de Igula denuncia a los más altos niveles de opinión y análisis del orbe hasta donde es capaz de llegar esta bestialidad de corrupción. Más cuando la impunidad es la pauta jurídica para definir los alcances de lo que se hace. Ya no le alcanzan sus armas y herramientas legales a los poderosos para sostenerse o continuar avanzando, entonces crean otros mecanismos que en su cerno, en su medula de motivaciones alberga lo mismo, el mismo motor despedazador. ¿Quién opera en legalidad y quién lo hace en semi legalidad? pero con los mismos beneficios y garantías. En Uruguay se llamó Juventud Uruguaya de Pié, o la siniestra Triple A en Argentina, en Aquellos tiempos, en los 60 y los 70 de la mano del Plan Cóndor y las administraciones de los estados. Todos compleja y ordenadamente arquitecturados, para cumplir los fines y la “paz” mandada por los de arriba.

Lo que no podrá hacer la policía y el ejército en la legalidad lo harán los Guerreros Unidos en la ilegalidad que a manos de los poderosos se justifican, se encubren. ¿Y quien protege eso?, ¿porqué Guerreros unidos se solidariza con los 22 policías presos y exige su liberación?, ¿Por qué este grupo narco para militar asume la responsabilidad de los asesinatos a estudiantes y más y más?. El estado mandó la represión, el estado los detuvo y secuestró, y el estado mantiene el silencio del destino y sostiene a los responsables (halla sido legal con la policía y el ejército, o ilegal con los Guerreros Unidos).

Buena parte de esa complejidad de terrorismo e impunidad estatal se muestra en la manipulación de la atención pública. El mismo gobierno aparece lanzando a la noticia sobre la captura de tres miembros de Guerreros unidos quienes confirmaron recibir a los rehenes, asesinarlos y reducirlos a cenizas. Sin evidencias firmes se buscó poner otro fin a esta tragedia dejándolo como episodio e incluso dejando exenta a la policía de desaparecer a los estudiantes, y sí al grupo narco – paramilitar. Previamente se anunció también el hallazgo de fosas comunes con restos de personas que podrían ser los estudiantes. En todos los casos el Equipo Argentino de Antropología Forense mediante sus estudios rechazó que fueran ellos los estudiantes desaparecidos.

Es responsabilidad de todo ese conjunto. De la policía y el ejército, de los narcos y sus paramilitares, no de cada uno de ellos, sino de todos, y son el peso de sus relaciones lo que distribuye sus poderes de un sector al otro. Toda la operativa mediática no es ajena a esta despreciable represión, así como los resortes administrativos del estado que a sabiendas o no de lo que ha sucedido también operan en sentido de la confusión y las infundadas hipótesis y conjeturas.

Lo han sido ayer y seguirán intentando sostenerse mañana. Sin lugar a dudas que esto no es un hecho aislado, y con la misma certeza es que observamos, con datos oficiales, que esta operativa sucede desde hace un buen tiempo atrás y legitimado por los mismos procederes y mecanismos administrativos. Con el mismo brazo gordo de los grupos para militares, el ejército y la policía.

Y sin ir muy lejos en la historia, y allí mismo, ¿Qué explicación tienen entonces las muertes de los cuerpos hallados en fosas comunes, o en bolsas que no son de los estudiantes desaparecidos?, son cientos en el estado de Guerrero, y no se ha abordado antes la existencia de fosas clandestinas de los diferentes carteles de las drogas. Así encubre el estado y la narco burguesía, alimentado ideológicamente por un motor con lo peor del desprecio a la vida misma, el acumular a cualquier precio, el egoísmo a todo nivel, y la impunidad como tutela.

¿Que podrán pensar los jefes de los carteles de droga sobre el campesinado organizado, sobre los sindicatos y el movimiento estudiantil?. ¿Qué ideas formaran las cabezas de los dueños del sistema cuando los movimientos reclaman sus derechos, o salen a la calle buscando nuevas conquistas?. Podrán pensar lo mismo si son narcos en el estado de Guerrero, o industriales en China, o dueños de las cuentas más pesadas del casino financiero de Wall Street. Podrán pensar lo mismo si los que rigen son los patrones dominantes a la escala que sea, tanto a nivel sistema mundo como a niveles locales. Esos están cargados con las armas más egoístas y temerarias que ha conocido la humanidad. Ellos tienen los ejércitos para las guerras, las cárceles, las mil formas represivas exclusivas o asociadas con sus sicarios de turno.

Hay una alternativa, la resistencia de un pueblo fuerte

Pero hay un cerco que se rompió. Las leyes que dictaban que allí se controlaba todo han sido quebradas. Aún con toques de queda, y en al menos 14 de los 80 municipios de Guerrero con intervención de fuerzas federales la movilización ha sido la constante, con paros de 48 horas en más de 70 escuelas y en las facultades de la UNAM, la Ibero, la UAM, Chapingo, las universidades de Tlaxcala, Guanajuato, Michoacán, Zacatecas, la Universidad Pedagógica, varias normales de Guerrero, por mencionar sólo algunas. El descontento popular ante tanta injusticia dio fuego a edificios estatales como el de Chilapancingo y otros edificios del poder ejecutivo.

Ha sido la lucha la que ha puesto en la opinión de la región y el mundo este bestial atropello contra los estudiantes de la Escuela Normal. Ha sido la resistencia la que ha puesto su poder de sobreponerse y establecerse firme cuando ese poderoso enemigo más fuerte se creyó, y terminó tastabillando.

Allí están también sus límites, por poderosa que sea la maquinaria asesina. Están en la fuerza que se sea capaz de sobreponerle el pueblo. La firmeza del pueblo mejicano, y todos los países donde se está solidarizando es clave en esta pelea. Porque no podrán con un pueblo fuerte entramado, organizado en los tiempos que sean dando pelea con todo el poder de sus aspiraciones de igualdad y solidaridad entre los de abajo, y el desprecio contra esa bestia opresiva, violenta y sangrienta como lo son estos crímenes de terrorismo de estado.

Será en Méjico pero también aquí y en todas partes, “de todas partes vienen” dice la poeta Idea Vilariño. Estamos pisando las calles con los 43 estudiantes. Estamos con nuestras fuerzas en los movimientos estudiantiles, sindicales, de derechos humanos, ambientales y emergentes. Estamos en las formas políticas que nos damos y creamos. Somos un mismo puño, somos del mismo hilo que hilvana la lucha y resistencia de nuestra América Latina, nos unen las pérdidas, el sufrimiento pero también los levantamientos y las rebeldías, las conquistas de nuestra gente, de nuestra clase. Nos unen los anhelos por un mundo más justo, proyecto de nueva sociedad que elimine las desigualdades y que barra con toda la escoria nauseabunda de este sistema asesino.

Son ellos parte de las historias estudiantiles que han dado lo mejor para nuestro pueblo y sus sistemas educativos. Son ellos y somos nosotros en todos los tiempos porque esta es una historia de lucha y resistencia, desde abajo contra la impunidad, la desigualdad. Allí está la tarea junto a los 43 estudiantes que nos faltan a todo el continente.

Arriba la lucha del pueblo de Guerrero y todo Méjico.

Ya los 43 son millones!.

Ni olvido ni perdón!.

Arriba los que luchan!!.

federación Anarquista uruguaya.

Federación Anarquista Gaúcha.

Coordinación Anarquista Brasilera.

Quatro anos do Coletivo Anarquista Luta de Classe! Nenhum passo atrás! Firmes na Organização por uma sociedade Socialista Libertária!

Há exatos quatro anos atrás, 31 de outubro de 2010, o Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC) se apresenta publicamente por meio de seu documento de lançamento: Carta de Apresentação do CALC.

cropped-calc_cmyk_01.jpg

O CALC, mesmo em pouco tempo história até agora, busca formar um espaço de militância e organização para os anarquistas do Paraná com o objetivo de inseri-los de forma organizada nas lutas que acontecem no nosso estado. Desde sua fundação, o CALC é formado por militantes engajados na luta comunitária e estudantil.

Surgindo na capital paranaense, Curitiba, a militância de nossa organização buscou se integrar às mais diversas lutas protagonizadas pela classe dominada na capital, como a luta por um transporte público de qualidade (compondo a Frente de Luta pelo Transporte) e pela saúde (compondo Frente de Luta para Não Perder o HC). Deste modo, podemos afirmar que o CALC é uma organização de trabalhadores, estudantes, militantes da periferia, que faz parte da classe dominada e luta para transformar esta dura realidade.

Imagem2 ocupacao da camara barramos de novo

Neste ano de 2014 temos tentado articular nossa militância também em torno das lutas sindicais (além de compormos as lutas estudantis e comunitárias), em especial no campo da educação pública, assim afiando nossos instrumentos de luta e ampliando nossa influência em meio aos explorados. Em um ano de aumento da repressão e criminalização dos movimentos sociais, não negligenciamos também a luta pelos Direitos Humanos, colocando peso na denúncia dos crimes da ditadura, fazendo parte da campanha “Protesto não é Crime” da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) e somando esforços no Comitê “Lutar Não é Crime” – que foi fundado para defender o lutador e agora processado político Nicolas Pacheco.

protesto não é crime

Buscamos também afirmar a política dos anarquistas, mesmo em períodos tão difíceis de marcar uma posição como estes “tempos de eleições”. Buscamos esclarecer que os anarquistas não se abstêm da política, mas sim “votam” nas lutas, nas organizações da classe trabalhadora, pois entendem que este é o lugar para se construir um projeto de emancipação social (nosso projeto é o Poder Popular) e não as urnas e a disputa do Estado Burguês. Leia mais em: Como Votam os Anarquistas?, Elementos da Conjuntura Eleitoral 2014, Breve Análise Socialista Libertária sobre o resultados das urnas em 2014 No Batente 4.

ou se vota com os de cima ou se luta com os de baixo cabeleicoeis2

Não podemos deixar de citar o esforço de nossa militância na busca pela ampliação do espaço que ocupa o Anarquismo Organizado na terra das araucárias, em especial pela proposta de levar o Seminário 200 anos Bakunin: O Anarquismo Organizado nas Revoltas do Presente para várias cidades de todas as partes do Paraná. Os espaços dos 200 anos de Bakunin estão gerando novos Grupos de Estudos Libertários articulados pelo CALC em várias cidades do estado. Tais grupos de estudo tem o intuito de fomentar a discussão sobre a importância, concepções e prática dos anarquistas organizados, em especial dos especifistas. Já existem Círculos de Estudos Libertários e Grupos de Estudos Libertários articulados pela nossa organização em Curitiba, Campo Mourão e Maringá!

276550_123035694515025_1843060859_ngel

Cabe ainda ressaltar que nossa militância é parte da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB). A coordenação articula um projeto de militância nacional do Anarquismo Especifista, sendo composta por organizações de 9 estados do Brasil. Deste modo, mesmo que de forma modesta colaboramos para a difusão e organização de nossa corrente. Na medida do possível, buscamos ainda ampliar nossa militância para além das fronteiras do Brasil, assim nos articulamos por meio da CAB com a fAu (Federação Anarquista Uruguaia) e o ZACF (Zabalaza Anarchist Communist Front da África do Sul), afirmando o internacionalismo que aponta que a pátria dos explorados é o mundo do trabalho.

55-años-comienzo ZACF_Logo cab

Não podemos esquecer do também modesto, mas válido esforço do CALC, de rearticular a imprensa anarquista, com a circulação de o No Batente que já está em seu quarto número e de o Opinião Anarquista que já conta com 6 edições. Sempre fizemos também por divulgar o Socialismo Libertário, órgão de informação da CAB. Temos feito um crescente trabalho de difusão e comunicação das lutas e organização dos especifistas no Paraná e no Brasil a partir de nosso site: anarquismopr.org e da nossa página no Facebook.

ou se vota com os de cima ou se luta com os de baixo jornal nobatente3

Já demos alguns passos nesta caminhada, afinal, quando começamos contávamos apenas com uma jovem, mas disciplinada militância. O anarquismo organizado no Paraná se encontrava disperso e muito a margem das lutas sociais, no entanto, atualmente ocupamos um modesto posto nas lutas, justamente porque não exigimos nada a mais que “um lugar na luta”! Deste modo, já inscrevemos nossa militância na História do Anarquismo do Paraná, mas muito ainda temos a caminhar, pois não podemos afirmar nada diferente do que consta nas nossas palavras iniciais, de quando nos lançamos a quatro anos:

“Por isso buscamos um retorno organizado às lutas sociais, esperando que outros companheiros e companheiras da cidade de Curitiba e do Paraná venham se juntar a nós. Assim, acreditamos que será possível retomarmos o caráter social e classista que o anarquismo sempre portou, pois se continuarmos desorganizados ideologicamente não constituiremos uma força política capaz de intervir na dinâmica das lutas sociais, o que só interessa aos nossos adversários e inimigos de classe.” (CALC, 2010)

Humildemente conseguimos criar este espaço de organização para a luta, seguiremos firmes em nosso propósito, ombro a ombro com as exploradas e os explorados, buscando ampliar nossa influência e organização com os de baixo! Se foram quatro anos. Virão mais muitos de luta em busca do Socialismo e da Liberdade!

 Vida longa ao CALC!

Vida longa a CAB!

Lutar! Criar Poder Popular!

Arriba lxs que luchan!

calc_cmyk_01cab

[FAG] Ato político da FAG – Como votam os Anarquistas?

Retirado de: http://www.federacaoanarquistagaucha.org/?p=731

Realizamos no dia 20 de setembro Ato Político Anarquista em que compartilhamos com a companheirada presente alguns elementos de análise da conjuntura eleitoral que a nossa Organização tem discutido e apontado. Da mesma forma, foi um momento de fazermos pública a nossa linha política para a conjuntura eleitoral e para além dela. Abaixo é possível ver algumas fotos do ato e o discurso realizado sobre o tema.

Ou se vota com os de cima, ou se luta e se organiza com os de baixo!

De baixo pra cima se luta e se cria um povo forte.

Lutar e Vencer fora das urnas.

As mobilizações de massa da juventude que escreverem um pedaço da história recente do Brasil com as Jornadas de Junho ainda não tiveram um final. A explosão das ruas anunciada pelos estudantes-trabalhadores do regime flexível, sujeitos da rotina neurótica e estafante das grandes cidades, agravada pela deterioração dos serviços e dos bens públicos, não foi satisfeita. As urgências populares pela ampliação dos seus direitos continuarão em cena. São dramas brasileiros cotidianos, e ainda vão latejar muito. Terão que ganhar potência em organizações de base e com um federalismo que una as rebeldias e não se deixe capturar pelas instituições. Não serão as eleições e a oferta dos partidos da democracia burguesa que confortarão o mal-estar que provoca o sistema.

Os candidatos que lideram as pesquisas para presidente – Dilma, Marina e Aécio – não tem projeto pra fazer a mudança social que pode dar soluções definitivas e sem retrocessos às classes oprimidas. Por outro lado, o reformismo eleitoral não tem a menor adesão dos votos. E tampouco teria a liberdade de cumprir seu programa, nas regras do jogo institucional, se chegasse a representar algum perigo ao poder. A via eleitoral é bloqueada pelos poderes econômicos e pelos mecanismos conservadores do Estado quando se trata de fazer reformas que atinjam as estruturas dominantes. As legendas de esquerda são coadjuvantes que emprestam verniz liberal-democrático ao Estado de direito das oligarquias e dos proprietários.

As eleições não possibilitam tomada de decisão estratégica sobre as pautas que motivaram os conflitos socais que tem vazão nesta etapa aberta da luta de classes. Os fatores conservadores do sistema deixam uma margem muito pequena para as manobras dos governos de turno. Pela formação histórica do Brasil e pela sua liderança no continente eles pesam ainda mais. O que está em disputa são gradações do modelo de gestão de um sistema dominado globalmente pelo capitalismo financeiro. O reformismo está fora de causa. Governar é, em primeiro lugar, fazer arranjos com as estruturas de poder que não obedecem ao voto.

O Estado não é uma máquina neutra que põe em funcionamento suas instituições ao gosto dos pilotos da vez. Na concepção liberal burguesa a representação sempre foi um mecanismo legitimador da usurpação das forças coletivas e bens comuns pela vontade das minorias. O Estado é o poder político das classes dominantes, o Estado oligárquico de direito, onde “manda quem pode e obedece quem tem juízo”, como diz o ditado popular.

No sistema político brasileiro, quem não pactua com as oligarquias não governa. Quem não joga na moeda corrente das barganhas, dos lobbies corporativos, dos loteamentos de cargos e dos mensalões não faz base de apoio. O PMDB, maior partido do país que desde a nova república “sempre foi governo”, cobra fatura da estabilidade política dos pretendentes ao trono. Os gordos investimentos das corporações privadas formam uma bancada poderosa de industriais e ruralistas no congresso. A bancada evangélica faz vigília reacionária sobre os movimentos por liberdade e direitos civis.

O congresso nacional tem alto instinto de conservação, de impunidade, de causa própria. Nenhuma vocação pra mudanças de fundo, para a participação popular, para perder privilégios sobre a política nacional através de mecanismos de democracia direta.

A justiça e as forças armadas tampouco fogem da regra. São aparelhos da ordem que investem sobre a sociedade os juízos do direito burguês da propriedade e o monopólio da violência sobre os desajustados. A justiça que anistia os golpistas e os torturadores do regime de 64 é a mesma que manda prender negros e pobres e os espreme nas jaulas do sistema carcerário. Os milicos guardam o artigo 142 na constituição federal que lhes autorizam a suspensão da ordem legal. São, em última instância, o comando das polícias militares que são desaquarteladas e postas na rua durante os anos da ditadura civil-militar a reprimir, torturar e matar até os nossos dias. As forças armadas dobraram a república, fazendo recuar as demandas de memória, verdade e justiça contra os operadores do golpe de Estado. A Comissão Nacional da Verdade nasceu no governo Dilma com os pés amarrados, com os movimentos cercados, pra que nenhum carrasco do povo seja julgado.

As liberdades constitucionais de pensamento e de expressão são aparelhadas pelo poder oligopolizado dos donos dos meios de comunicação: cerca de 11 famílias. Elas tem o controle da produção das mídias de massa que pautam o cotidiano brasileiro, selecionam e hierarquizam o que acontece, regulam a qualidade da informação e fazem vetor privilegiado do sentido, do juízo público e dos valores que circulam. A concentração da mídia brasileira é patrocinada com verbas publicitárias do governo. Em 2012 a secretaria de comunicação da presidente Dilma deu R$ 1,7 bilhões para os oligopólios.

Os bancos e o sistema financeiro que dominam de fato ou de direito as autoridades monetárias mandam cortar gastos públicos para pagar a agiotagem da dívida pública, subir juros e deixar porteira aberta para os capitais especulativos. O grupo Itaú Unibanco que tem a herdeira Neca Setúbal como fiel escudeira de Marina Silva festejou lucros de mais de R$ 15 bilhões em 2013 durante o governo Dilma. Os lucros dos banqueiros não param de crescer.

Os grandes capitais produtivos são desonerados de impostos e recebem ajudas generosas do Estado. O petróleo do pré-sal é partilhado no leilão com as grandes empresas transnacionais do setor. O BNDES ajuda montadoras como Volks, Fiat, GM, patrocina fusão de corporações como Sadia e Perdigão, Oi e Brasil Telecom, alavanca as empreiteiras com as mega-obras, financia o pacote privatista de concessão de portos, aeroportos, ferrovias e rodovias aos grupos privados. Tudo subsidiado com recursos do Fundo de Garantia dos trabalhadores e por endividamento do tesouro nacional.

A via eleitoral é bloqueada pelos poderes econômicos corporativos, pelo discurso de verdade dos oligopólios da mídia e pelos mecanismos conservadores do Estado quando se trata de fazer reformas que atinjam as estruturas dominantes.

No modelo atual, o governo dirige o Estado como financiador público do desenvolvimento capitalista privado, tomando dinheiro a altos juros da banca financeira. É uma política que leva a concepção ideológica do neodesenvolvimentismo, que procura ajustar com fundos públicos o crescimento de setores do capital ao lado de certo nível de emprego, programas sociais e crédito pro consumo de massas. Faz idéia de remediar as brutas desigualdades sociais que tem o Brasil com um pacto social, onde a classe capitalista puxa o carro e os setores populares tem uma participação residual e incerta. As ações sociais como o Bolsa Família, que atendeu 14 milhões de famílias em 2013, tem um orçamento dez vezes menor que o patrimônio das 15 famílias mais ricas do país, quem tem na sua lista seleta sonegadores de imposto como as organizações Globo e o grupo Itaú Unibanco. A expansão do ensino superior é feita a base de compra pública de vagas no mercado das universidades particulares, e de um evidente “pioramento” da qualidade da educação. A geração de empregos que o governo central estimula com generosas ajudas aos patrões está ligada a baixos salários e trabalho precário.

Pra conquistar soluções reais para o andar de baixo, que tenham direção inequívoca de uma mudança social, sem meias voltas, só com combate as estruturas de concentração do poder e das riquezas. Essa peleia não pode pedir bexiga pras oligarquias políticas, nem socorro dos milicos, nem edição honrosa do Jornal Nacional, nem tampouco colaboradores na Camargo Correa, no Bradesco ou na JBS.

O discurso do crescimento e do Brasil de classe média que foi a tônica do governismo está perdendo o embalo, não produz mais o mesmo encanto. De 2011 pra cá a roda da economia já não gira mais como antes. O crédito fácil que ativou durante um período o sonho do consumo de massas vai virando pesadelo da dívida. O ganho real dos salários é muito pequeno e os empregos precários e mal pagos. O custo de vida pega preço e os alimentos baratos perdem lugar pra pauta de exportações do agronegócio. Os serviços públicos não melhoram de qualidade. A integração relativa da base da sociedade de classes, como sujeito flexível dos controles do mercado, já não faz mais sentido em alguns setores.

Da conjuntura internacional não sopra nenhum vento a favor. A Europa, pra tomar um exemplo, enfrenta amargamente e sem prazo de vencimento a recessão, o desemprego e a pobreza. O alto mundo das finanças, onde nenhuma corporação capitalista foge do esquema, fez a farra e passou a conta para os setores médios e para a classe trabalhadora.

E o que dizer do RS, em que parece haver uma feroz disputa em torno de 2 projetos de sociedade? Só parece! O imaginário de tipo plebiscitário que as candidaturas de Ana Amélia Lemos/PP e Tarso Genro/PT vem suscitando e a representação que eles se fazem de modelos mais puros, fazem com que passe desapercebido o fato de que ambos projetos jogam conforme as regras do jogo e de que ambos nem de perto serão capazes de alterar as estruturas de poder do RS. Dívida pública que sangra os fundos públicos pra pagar o capital rentista; o poder do agronegócio na economia gaúcha, no desmonte das normas ambientais e sobre a agenda de investimentos em infraestrutura (portos, geradoras de energia) e a guerra fiscal da indústria para se apropriar de recursos do estado (fundopem) estão fora de causa nessas eleições.

Mas não precisamos ir tão longe. Com relação ao governo Tarso, basta lembrarmos de toda a repressão, criminalização e perseguição dos lutadores sociais do Bloco de Lutas, por exemplo. Das balas de borracha, dos mil gaseificados na esquina democrática, da cavalaria que corria a trotes de cavalo enquanto arrastava pelos cabelos jovens manifestantes. Das detenções arbitrárias após as manifestações. Da prisão e exposição na mídia de massa de professores do magistério estadual que participaram dos protestos. Das invasões e apreensões de sedes públicas e de casas de militantes socialistas. Dos discursos intelectualizados do governador relacionando anarquismo com fascismo.

E não só isso! Não podemos esquecer a paralisação das demarcações das terras indígenas e o descaso do governo Tarso com relação a esses povos e os conflitos que se acirraram entre indígenas e pequenos agricultores.

Por outro lado, há um possível governo Ana Amélia. Se é impossível não associarmos sua imagem com a administração da ex-governadora, a Yeda Crusius/PSDB, são condições diferentes as de agora. O PP (nacionalmente alinhado ao PT) é um partido que tem base forte pelo interior, que representa historicamente as oligarquias rurais e que provavelmente terá relações de força mais favoráveis na barganha que monta a base do legislativo. Trata-se de uma candidatura que conta com a preferência do grupo RBS onde foi funcionária de longa data. Além disso, a truculência com as lutas sociais tende a se intensificar ainda mais. A ascensão da candidata do PP é proporcional as baixas expectativas com reformas sociais e políticas públicas que resultam do “desencanto com o PT”, de uma sensação de ‘menos pior’ que é cada vez mais fraca de sentido.

Não se trata, portanto, de um projeto burguês contra outro das classes trabalhadoras. Ambos são projetos funcionais a lógica de dominação do capitalismo. Em ambos, prevalece a lógica do Estado como lócus privilegiado da política e das classes dominadas como sujeito passivo. Para o PT, as mobilizações de 2013 se bem expressam um descontentamento com o que ai está, não representam a possibilidade da gestação de algo positivo e construtivo e que aponte mudanças de fundo desde seu seio. Elas não fariam política verdadeira!

Aquilo que reclamaram as massas em junho de 2013 não ficarão por aí, mofando no expediente burocrático das autoridades, simulando pauta nos tramites e conchavos dos gabinetes, insuflando discurso pop na tribuna de um congresso picareta. Por um ou outro lado vão ganhar vazão de novo, não se acomodarão porque acusam demandas que não podem ser reprimidas o tempo todo pela polícia, tampouco esvaziadas por eleições que passam ao largo de mudanças estruturais enquanto que a vida precária e endividada dos de baixo continua.

Assim também serão as lutas que deram os setores populares atingidos pelas obras da Copa, 250 mil pessoas ameaçadas ou atingidas por despejo das suas casas, os populares das ruas que foram varridos pra longe do centro da cidade.

As greves rebeldes de base que atropelaram a burocracia sindical, a brava luta sem pelego e sem bombeiro dos operários dos canteiros de obras, dos transportes, dos garis. Dos trabalhadores que se defendem com empregos de baixos salários e péssimas condições de trabalho, terceirizações, regimes flexíveis de exploração do trabalho. A linha dos sindicatos combativos que não se curvam ao governismo e não fazem pacto com os patrões.

A dignidade das favelas que não se calam e exprimem a criminalização da pobreza, o genocídio do povo negro, a impunidade da polícia assassina.

A resistência dos pobres do campo ao saque do agronegócio, das mineradoras e o impacto das mega-obras que são tocadas pelas empreiteiras, o trabalho escravo, a violação dos territórios indígenas e quilombolas e a não reforma agrária.

O cenário de indeterminação aberto pelas jornadas de 2013 está longe de se definir. Ele pode esfriar por um momento, em conjunturas pontuais que jogam forte seus mecanismos de fantasia, como a corrida eleitoral. Mas não temos dúvidas que ele não acaba aqui.

Esse processo de lutas rebeldes produziram, entre tanta riqueza de valores e sentidos que gestam a experiência de um povo que abre caminho novo, vetores ideológicos de mudança que não se dissipam tão fácil. Dão passagem a uma geração que não se reconhece nas formas tradicionais de fazer política burguesa, que desconfiam da representação dos governos e parlamentos, do burocratismo sindical e dos partidos eleitoreiros. Que buscam formas de participação sem intermediários e se apropriam das redes sociais como fator de socialização em grupos. Que faz da forças das ruas e da ação direta de massas a sua expressão de potência. Está em processo uma nova cultura política, que excede os rótulos e as formas instituídas, que carrega sonhos e rebeldias que não tem mais referência com a construção de esquerda dos anos 80, o “Lula Lá”. Nós pensamos com muita humildade que a corrente libertária do socialismo tem muito a aportar, a ajudar a superar a insuficiência das ruas com sua sensibilidade anti-autoritária. A lutar e organizar com cabeça coletiva, democracia de base e com sentido revolucionário de povo.

Os anarquistas da FAG votarão nulo nas eleições de 5 de outubro. Como já afirmamos em outra oportunidade: pra mudar a sociedade, enfrentar o poder e suas classes dominantes, os atalhos do menos pior, do possibilismo, nunca conduzirão até outras relações de força para os oprimidos mudarem de vida. Não cremos tampouco que pedir votos, seja qual for a legenda, seja a atitude política mais adequada para produzir ideologia de transformação. Somos partidários do poder popular, de uma construção pela base com os processos de luta e organização popular, de mecanismos de democracia direta e federalismo, de um trabalho militante decidido a gerar capacidades políticas que gestam formas de autogoverno das massas em antagonismo ao poder constituído. Nem apolíticos, nem adeptos das velhas estruturas de representação burguesa, outra forma de fazer política. É essa nossa postura militante e é nesse sentido que empenharemos nossos esforços.

Ou se vota com os de cima ou se luta e se organiza com os de baixo!

Nossas urgências não cabem nas urnas!

Arriba lxs que luchan! Sempre!

 Federação Anarquista Gaúcha!

20 de setembro de 2014

[fAu] Saudações da Federação Anarquista Uruguaia ao Ato Público da CAB realizado no dia 23/01/2014

Salu Compañeros y Compañeras de la CAB.

Un año y medio va corriendo desde la formación de la CAB que venía tejiendo 10 años del FAO. Un pasaje, una transformación que tuvo que ver con el crecimiento del Anarquismo en Brasil en varios sentidos. Uno de ellos tiene que ver con el crecimiento en cantidad de las organizaciones que componían el FAO más las que se estaban conformando en otros estados del país. Otro de ellos tiene relación con la necesidad de funcionar más orgánicamente, con más fuerza y nivel de acuerdos estratégicos generales para dar una operativa más organizada y con estilos y criterios comunes. También los acuerdos generales teóricos sobre qué Anarquismo impulsamos y qué tareas tenemos en estos momentos han sido elementos generales en las organizaciones componentes de la CAB. Elementos que no se han producido de la nada y tiene todo un andar de casi 20 años en Brasil. Con orgullo, con buen orgullo podemos decir desde estas tierras: Presente!! (en todos esos 20 años).

Aún sin estar allí somos Presentes, porque allí hay queridas organizaciones hermanas y amigas, compañeros y compañeras que con quienes compartimos un andar y andamos en una cotidiana bastante frecuente de intercambios y discusiones.

En esta jornada de apertura de las actividades que vienen en la CAB se discutirá una temática de relevancia hoy día y más aún con los tiempos que se vienen: La CAB como herramienta, la CAB como alternativa. Han sido largas y duras las luchas del 2013, con expresiones en casi todo el territorio, han roto el cerco mediático y se han instalado en todo el mundo. Así se esperan para el 2014… y si es que se esperan deberá ser la CAB, sin duda, una alternativa para la lucha. Una herramienta con claridad, fresca, vigorizada por la militancia codo a codo en la calle y en los barrios, en los sindicatos, en los movimientos campesinos, en el ámbito estudiantil, en la defensa de los derechos humanos. Pero más que nada deberá ser una alternativa para los anarquistas.

Pero como Coordinación, como Coordinadora, no será fuerte sin la fuerza de las Organizaciones Específicas. Deben ser ellas las fuertes, deben ser ellas fuertes las que apuesten a crecer y fortalecer la CAB. Así será una alternativa, así podrá mostrar su cara, su identidad en cada ciudad, región, o estado. Comprendiendo siempre con respeto y fraternidad las situaciones o etapas específicas que puedan estar viviendo cada colectivo, federación o núcleo. En definitiva sosteniendo un estilo propio del anarquismo que venimos impulsando y seguiremos impulsando.

Aún así la CAB es hoy una alternativa, una buena herramienta de coordinación, de intercambio del anarquismo en Brasil. Adherida fuertemente a una corriente específica que es lo que la hace en estos tiempos ser una alternativa con vitalidad.

Irán los partidos por lo suyo, irán las ONG en estos momentos también por lo suyo. Y nuestro anarquismo irá también por lo suyo, pero no cada tantos años sino con la constancia de todos los tiempos y todos los lugares. Sabiendo que siendo más o siendo menos no hay lugar para el confort político – ideológico. Siendo genuinos testigos de lo que estas políticas producen en nuestro pueblo. Viendo con criminalmente los poderosos acumulan más y más poder y riqueza con sus gobiernos, justicias, policías y guerras.

Nuestra alternativa es no dar la espalda a ello, todos los días, como moral, como vida. Nuestra alternativa es una opción que no es fácil, pero es Alta y Cara, por eso es constante, por eso no se entrega, por eso no encuentra en los llamados “caminos rápidos” respuesta a lo que vemos. Ha si lo demuestran muchos y muchos años de planteos ya caídos, ya destrozados por el peso de las historias del Socialismo. Hay una alternativa, hay una ruta, hay otro surco para sembrar, y eso se llama SOCIALISMO LIBERTARIO, Anarquismo, esa alternativa se llama tenacidad y entrega para Resistir en esta etapa y creando y dotando de mecanismos de poder a los de abajo.

Sí, nuestra alternativa se llama Socialismo Libertario, y cómo nos organizamos se corresponde con el Especifismo que venimos construyendo desde que comenzó a instalarse en nuestro continente, y una estrategia en esta etapa, de resistencia a los planes del capitalismo se llama PODER POPULAR. Esa es nuestra alternativa, ese es nuestro planteo. Con democracia directa, con participación, con acción directa y con la certeza de que es contra los de arriba nuestra fuerza. Porque es contra toda una estructura de poder burgués e impunidad que se enfrentará nuestro Poder Popular. Poder de los de abajo, Poder de un Pueblo Fuerte, Poder que no lo decretaremos desde una retórica triunfalista sino de las prácticas concretas y los métodos que logremos producir en el seno de nuestras organizaciones populares. Con cabeza abierta, compartiendo con más compañeros de lucha nuestro vector de resistencia.

Será entonces la CAB una alternativa. Será entonces el Anarquismo una alternativa. Y el Socialismo será Libertario, o no será!.

Arriba  la CAB!!!.

Con toda la fuerza y unidad en este encuentro que comienza!!!.

A crear un Pueblo Fuerte!!!!.

Arriba los que luchan!!!.

Federación Anarquista Uruguaya – FAU

 

FAU