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[FAG] QUARTA INVESTIDA REPRESSIVA SOBRE A FAG EM MENOS DE 10 ANOS

A Organização está solidária com os espaços e grupos que também foram atingidos pela ação repressiva – Parrhesia e Ocupa Pandorga – e toma uma postura resoluta pelo direito de associação e livre pensamento.

29 de outubro de 2009 a sede da organização política foi invadida por agentes da civil e teve equipamentos, arquivos e suportes de propaganda apreendidos pela polícia. Era reação oficial a campanha de agitação desatada pela FAG que reclamava justiça pelo caso do Sem Terra Elton Brum da Silva, assassinado pela Brigada Militar a mando da governadora Yeda Crusius. Sede invadida, material apreendido e 6 militantes processados, o que mais tarde caducou por fragilidade do processo.

20 de junho de 2013, na luz do dia em que se anunciava uma mega-marcha da épica jornada do Bloco de Lutas o Ateneu Libertário Batalha da Várzea é arrombado e invadido sem indicação de mandado judicial por uma força repressiva a soldo do governador Tarso Genro. Em coletiva de imprensa da secretaria de segurança, após o sucedido, o chefe da polícia civil se consagrou pela pérola de que a ação encontrou provas contundentes em “vasta literatura anarquista”. Tarso Genro disparando sandices e disparates contra a revolta popular que não podia controlar usou o selo de “anarco-fascista” pros desafetos e autorizou sua polícia a fazer a imprudência de sequestrar livros da biblioteca do Ateneu, entre eles de um destacado e notório anarquista e antifascista italiano. O Estado do RS logo calou sobre essa infâmia e devolveu na calada parte dos livros depois da vergonha pública de uma piada sem graça que ganhou o país.

1° de outubro de 2013 o Ateneu é novamente visitado com violência pela polícia durante uma operação de caça as bruxas sobre militantes e organizações que formavam o Bloco de Lutas. O mandado faz buscas em locais coletivos e domicílios. O plano buscava elementos pra provar a teoria do domínio do fato sobre o setor mais ativo das jornadas de junho. A ideia tão simples como estúpida que estava embutida na peça era de que tudo que se produzia ao interior da revolta de massas que foi desatada pelas ruas da capital, em onda com o país, passava pelo comando dos compas e locais investigados. Resulta dessa operação 6 militantes do Bloco, de diferentes filiações ideológicas, processados pela figura penal de quadrilha e “formação de milícias privadas”, com tramite até os dias atuais.

25 de outubro de 2017 vem novo factoide associado com nossa Organização e que atinge também outros espaços e concepções libertárias. A polícia civil diz ter cerca de 10 locais e 30 pessoas investigadas e criminalizadas pelo seu factóide. Nossa solidariedade com a Ocupa Pandorga da Azenha e o Parrhesia na Cidade Baixa, que foram invadidos e tiveram publicações e equipamentos de trabalho sequestrados pela operação policial durante o dia. São locais públicos e conhecidos por seus projetos sociais junto a vizinhança ou a comunidade de interesses que reúnem.

O discurso criminal e individualizador sobre os radicais é um artifício antigo pra assustar e desmobilizar, plantar confusão e desconfiança, neutralizar a atração de um sindicalismo de ação direta ou os marcadores combativos que pode subir o tom do movimento popular. Querem cabrestear a rebeldia levando pro juízo fácil do noticiário uma fantasia de quadrilha de propósitos confusos. Justo no meio de lutas sociais duras contra o ajuste, no estado com a greve da educação, e no município pela mão dos servidores de Porto Alegre. Greves com participação forte e indignada das categorias e com determinação de criar resistência a todo pano ao projeto de arrocho e desmonte dos serviços públicos, onde a FAG toma parte modestamente com seu grupo de militantes, como trabalhadores que somos, como tendência libertária que marca sua mirada própria sobre as coisas, entre os muitos outros colegas que formam o campo de luta que ganha expressão unida no sindicato.

O anarquismo que tem voz em nosso projeto é uma luta estratégica contra o poder que se apoia em estruturas de desigualdade social, de violência colonial, de genero e raça, de dominação de classe. Anarquismo que abraça um programa de socialismo na economia e no poder político, com autogestão da produção pelos trabalhadores e democracia direta e federalismo no regime da vida pública. A nossa é uma organização política pra atuar pela tática nas lutas sociais e políticas e cavar mundo novo pela ação das organizações de base do movimento social. Lutar e criar PODER POPULAR com ação direta de classe e independência dos governos e patrões.

A memória de Elton Brum grita e acusa o policial assassino que a mesma justiça que criminaliza os anarquistas tenta soltar.

Basta de impunidade da quadrilha dirigente do Estado brasileiro, o empresariado da propina e da sonegação e os parasitas do sistema financeiro.

FORA TEMER E TODOS OS DEMOLIDORES DE DIREITOS.

TODO APOIO A GREVE DA EDUCAÇÃO DO RS E DOS MUNICIPÁRIOS DE POA.

CHEGA DE FARSA JUDICIAL-REPRESIVA SOBRE OS LUTADORES/AS.

NÃO SE AJUSTA QUEM PELEIA!

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[FAG] Reinauguração da Biblioteca A Conquista do Pão

Retirado de: http://www.federacaoanarquistagaucha.org/?p=421

Neste sábado às 17:30 a Biblioteca ‘A Conquista do Pão’ será reinaugurada!

A biblioteca pública A Conquista do Pão tem como foco na literatura libertária e abrange diversos temas, como América Latina, Brasil, educação, política, entre outros e diversas raridades. São centenas de itens literários a disposição para empréstimo e consulta local.
A biblioteca A Conquista do Pão se localiza no Ateneu Libertário A Batalha da Várzea, que é um centro de cultura social que envolve debates políticos, vídeos, debates, grupos de estudo, etc.

Participe!

Evento no facebook:

https://www.facebook.com/events/543550195757326/

Reabertura biblioteca

[FAG] Tarso, o PT e a lógica do absurdo!

Retirado: http://batalhadavarzea.blogspot.com.br/2013/10/tarso-o-pt-e-logica-do-absurdo.html

Nota: A análise que divulgamos agora foi concluída na manhã do dia de hoje (1º/10). Pouco após ser concluída, acompanhamos a grande operação da Polícia Política do governo Tarso/PT que encaminhou o processo dos 05 companheiros presos ilegalmente no último ato do Bloco de Lutas e invadiu residências de militantes do PSOL e PSTU, o Moinho Negro/Centro de Cultura Libertária da Azenha, o alojamento do MST, a sede da Via Campesina, o assentamento urbano Utopia e Luta e nosso espaço público, o Ateneu Libertário Batalha da Várzea.

Tarso, o PT e a lógica do absurdo!

Nas últimas semanas acontecimentos como a expulsão da militância organizada do PT do Bloco de Lutas e a greve dos trabalhadores da educação, tem novamente colocado a tona o debate sobre o caráter do PT e do governo Tarso. Esse debate não raras vezes da margem para “discussões” rasas e por vezes mais emotivas, onde a criatividade e o trapezismo retórico predominam em detrimento de um balanço político em torno de fatos que se intensificaram nos últimos meses.

Desde a ocupação da câmara de vereadores temos presenciado uma ofensiva por parte do PT e de sua militância em se apresentar com um discurso “de esquerda”, discurso esse sempre visando justificar as medidas empreendidas pelo partido e o governo, silenciando as vezes, caluniando abertamente em outras, esse discurso também opera no intuito de sabotar e isolar todos aqueles que lutam com independência do governo estadual e federal, colidindo com os mesmos em não raras ocasiões.

Um episódio que define bem essa ofensiva por parte do PT foi a realização de um tal “Seminário Crise da representação e renovação da democracia no século XXI” que ocorreu nos dias 05 e 06 de setembro em Porto Alegre. O tal seminário sugeria promover um “amplo debate sobre as perspectivas de renovação das instituições democráticas no Brasil e no mundo, na esteira das manifestações do último mês, e seus desdobramentos no cenário nacional”. Nas palavras de João Pedro Stédile, um dos conferencistas, um espaço de “dialogo com a sociedade gaúcha, com a sociedade brasileira. Em todas as suas representações, seja de intelectuais e pesquisadores, de mídia independente e dos movimentos sociais”.

Entre a realização desta operação com o intuito de se lançar o PT e o governo Tarso enquanto referentes para a esquerda e as lutas sociais, tivemos dois casos que elucidam o verdadeiro caráter deste partido e governo de uma forma mais nítida que qualquer análise dos “ilustres dirigentes” que, com imunidade de ferro, se mostraram livres de todas as “doenças infantis do esquerdismo” ao irem de encontro com o governo no dito seminário. Falamos aqui da repressão durante as mobilizações da jornada nacional de paralisações no 30 de agosto e a conduta em relação a greve dos trabalhadores da educação.

No 30 de agosto presenciamos o governo Tarso enviar a tropa de choque para as garagens das empresas de ônibus de forma a impedir a paralisação no setor além da repressão com bombas de gás lacrimogêneo na praça da Matriz durante a Assembléia dos Povos, quando indígenas e quilombolas aguardavam por uma audiência com a qual o governador havia se comprometido. No local, além da presença de diversos lutadores em solidariedade a esses povos, incluindo uma delegação de trabalhadores do CPERS-Sindicato, naquele momento já em greve, havia uma quantidade considerável de crianças e idosos que foram feridos por mais este ataque covarde da brigada militar.

A ausência de Tarso no compromisso por ele mesmo firmado, se deu em função de uma agenda muito mais nobre para a acumulação de forças para a “esquerda”, que foi a sua presença na EXPOINTER, tradicional evento ruralista no estado, o qual envolve de forma direta transnacionais e lideranças do setor.

A “pegadinha” de Tarso no 30 de agosto e os resultados da reunião ocorrida logo em seguida, no dia 04 de setembro, no Ministério Público, a qual Tarso não compareceu e seus representantes não apresentaram medidas concretas para a titulação das terras indígenas e quilombolas, evidenciou o claro matrimonio entre o governo Tarso e a FARSUL na condução de uma política agrária que paralisa a reforma agrária, atira famílias a sua própria sorte em regiões sem a mínima infra estrutura, sem créditos, auxílio técnico, etc. além de violar sistematicamente os povos indígenas e quilombolas ao barrar a titulação de suas terras.

É lamentável identificarmos aqui que entre os responsáveis pela nefasta política de violação aos povos indígenas e quilombolas temos a presença da Consulta Popular, organização com incidência em movimentos populares do campo e na juventude. Miltom Viário, destacada liderança desta organização é hoje um dos assessores diretos do governador e um dos responsáveis pela condução das “negociações” com indígenas e quilombolas por parte do governo, como apontado no relatório redigido pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Grupo de Apoio aos Povos Indígenas (GAPIN) e Conselho de Articulação Indígena Kaigang (CAIK) no dia 02 de setembro.

Se no dia 04 Tarso delegou a seus assessores a tarefa de dar a negativa da titulação de terras indígenas e quilombolas, no dia seguinte, pouco antes de se dirigir ao tal seminário sobre “crise de representações”, Tarso não vacilou e parou para um café da manhã com a Brigada Militar em seu clube de oficiais Farrapos. O objetivo do encontro era elogiar, novamente, a conduta da Brigada nas jornadas de junho e se comprometer com suas reivindicações salariais.

Assim como os povos indígenas e quilombolas, os trabalhadores da educação do estado também estiveram em luta com o governo. Professores e demais funcionários da comunidade escolar foram à greve pela aprovação do piso nacional do magistério e pelo fim da reforma do ensino médio a partir do modelo politécnico, ou como bem ficou conhecido em função de sua intenção em formar mão de obra barata para a patronal gaúcha, o politreco.

Após ser o responsável pela elaboração da lei nacional do piso do magistério, quando ministro da educação, e de a ter defendido veementemente durante sua campanha eleitoral foi Tarso quem a ignorou de forma sistemática, se prestando inclusive ao patife papel de se articular com outros governadores para rebaixar seus valores, por si só já bem questionáveis.

Assim como os trabalhadores rodoviários, indígenas e quilombolas o diálogo encontrado pelos educadores em greve não foi aquele tão defendido no tal seminário ou tão comemorado por agentes do partido em textos publicados na rede e outros espaços. O “diálogo” encontrado pelos educadores foi a repressão direta quando, no dia 09 receberam bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta ao realizarem um ato em frente a casa do governador, que assim que logrou dissipar o ato se apressou a pedir desculpas pelo incomodo aos vizinhos. Nunca é demais lembrar que cada bomba de gás lacrimogêneo custa em torno de R$800,00, ou seja, mais do que o salário de muitos dos trabalhadores da educação.

Para além da repressão covarde em frente a casa de Tarso, no melhor estilo de sua antecessora Yeda Crusius, tivemos uma vez mais a completa intransigência do governo e da secretaria de educação através do secretário José Clovis Azevedo que chegou a cortar o ponto dos trabalhadores da educação em greve, decisão que posteriormente foi revertida por medida judicial. Ao abordar a greve, o “progressista” secretário de educação e ex dirigente do CPERS-Sindicato disparou uma pérola que poderia muito bem ser atribuída a “analistas” da claque de Reinaldo Azevedo, ao afirmar que “A posição do CPERS é política, de embate permanente com o governo. Essa é a orientação dos grupos ideológicos que hegemonizam a entidade e não representam a maioria dos professores”.

Tais lutas, que estiveram em curso em nosso Estado nestes dois últimos meses, contaram com uma ativa participação do Bloco de Lutas a partir de suas mais diversas comissões. Seja no ombro a ombro com companheiros do movimento indígena e quilombola, seja na contundente intervenção de sua comissão de educação, que foi capaz de dinamizar a agenda da greve, mobilizando professores, funcionários e secundaristas, e protagonizando atos importantes como a ocupação da assembléia legislativa. Em todas estas lutas brilhou a ausência de solidariedade por parte da militância organizada do PT que, até a ocupação da câmara de vereadores, estava voltada a si e suas disputas nos clássicos aparatos institucionais, contando com escassa, quase nula presença nas lutas que a antecederam.

Em meio a esse processo o partido desatou uma de suas operações de marketing político, rigorosamente elaboradas em agências publicitárias, lançando um comercial como campanha de filiação ao partido. De forma oportunista e demagoga, a peça busca apresentar o PT enquanto um grande agente organizador das jornadas de luta que vivemos ao longo deste ano, inserindo uma imagem de companheiros de organizações que são publicamente conhecidas como oposição de esquerda ao governo em uma reunião com Tarso onde lhe foi entregue a pauta de reivindicações do Bloco. É sempre bom recordar que enquanto esse grupo de companheiros se encontrava no interior do Piratini para entrega da pauta, acontecia um ato em frente ao palácio, ato esse que pouco após a saída dos companheiros foi dispersado pelas bombas da brigada que pouco depois foi elogiada pelo mesmo Tarso por sua conduta.

Para além dos referidos acontecimentos envolvendo o governo Tarso, tivemos, a poucos dias a reunião em caráter de urgência de Dilma com representantes do Itaú e AMBEV, patrocinadores da Copa que, preocupados com a possibilidade de uma nova onda de manifestações durante o mundial, exigiram que a presidente interviesse de forma a impedi-las, solicitação prontamente atendida.

O conjunto destes eventos, aliada a intervenção de uma militância que se desdobrou para fazer o possível e o impossível para que o Bloco de Lutas fosse uma correia de transmissão do partido e governo levaram, de forma inevitável, a opção em assembléia, pela expulsão da militância organizada do partido das instâncias do movimento. Não se trata, portanto, como querem fazer crer muitos que reduziram o acontecimento a um problema de fundo emocional, de uma expulsão pelo fato de certas pessoas terem determinada concepção política. Em nossa militância cotidiana lidamos diariamente com gente do povo com as mais diversas idéias e convicções políticas e religiosas. Esse contato cotidiano, fruto do trabalho militante, com gente que acredita seja em Tarso, Dilma, Lula, Serra, FHC ou quem quer que seja é algo muito distinto da atuação meticulosa de uma corrente, ou uma composição de correntes, determinada em transformar um legítimo movimento popular em correia de transmissão de um partido e governo que atacam ostensivamente os que ousam lutar com independência política e de classe.

A tese de uma possível disputa dos governos petistas e do próprio partido já não podem mais ser defendidas se não pela lógica do absurdo. A ardilosa engenharia do pacto social, meticulosamente costurado entre o governo, a patronal e burocracias sindicais e do campo popular, caminha, invariavelmente para uma colaboração com os de cima, ao passo que trabalha na fragmentação e cooptação de setores dos de baixo por um lado e o progressivo isolamento e repressão daqueles setores que não se submetem a tais acordos espúrios por outro.

Enquanto “crises de representações” e “renovação da democracia” são discutidas em algum fantástico mundo de gente livre de “doenças infantis”, de forma sórdida e já não mais as escuras, este mesmo governo e partido reafirma e intensifica o domínio estrutural dos cima no cenário político e econômico do país e do estado, ainda que para tanto tenha que recorrer de forma sistemática ao aparato repressivo.

O faz, é bom frisar, em um cenário de fragmentação e cooptação de instrumentos de luta dos de baixo, muitos dos quais já paralisados pela burocratização. Esse processo tem afirmado cada vez mais o personalismo e por vezes o culto a personalidade de certos dirigentes, assim como a conversão de muitos dos então instrumentos de luta dos de baixo em instrumentos agentes dos de cima, cenário propício para um avanço do conservadorismo, seja no senso comum, seja em estruturas organizativas dada a ausência de força social para disputar uma agenda a esquerda.

Ao nosso ver os eventos que sucederam nos últimos 02 meses só fazem reafirmar que certas representações não tenham crise alguma; são claras, evidentes e politicamente convictas. Haja trapezismo retórico e demagogia para justificá-los.

Resta a todos nós, militantes de base dos mais distintos setores não nos dobrarmos frente a tais desmandos, fortalecendo nossos instrumentos organizativos a partir de uma sólida independência política e de classe.

Não passarão!
Não ta morto quem peleia!

Porto Alegre, 01 de Outubro de 2013.
Federação Anarquista Gaúcha – FAG.
Organização integrante da Coordenação Anarquista Brasileira – CAB.

Toda Solidariedade aos Lutadores Gaúchos

Nós do Coletivo Anarquista Luta de Classe não poderíamos deixar de vir a público demonstrar nossa solidariedade aos lutadores do Rio Grande do Sul. Os atos de repressão do dia 1 de Outubro, encabeçados pelo Estado e seu respectivo Governo (Tarso Genro-PT ) e sua policia militar remontam episódios vividos na ditadura, onde todo o aparelho coercitivo do Estado era apontado para os lutadores. Foram presos militantes e seus materiais (PCs, panfletos e etc.) e invadidos pela PM espaços como o espaço político-social da Federação Anarquista Gaúcha (o Ateneu Batalha da Várzea), o assentamento urbano Utopia e Luta, o espaço cultural Moinho Negro, dentre outros pontos militantes da cidade.

Tais fatos mostram que o Estado sendo em ditadura ou “democracia”, dirigido pelo partido burguês ou do “trabalho”, este sempre é burguês e oprime os movimentos sociais que ousam questionar tal ordem. Sabemos que tais eventos são represálias aos movimentos de junho, que em Porto Alegre enfrentaram o cartel do transporte, e que vem imprimindo um estilo combativo as lutas da cidade.

Não Passarão!

Lutar!Criar! Poder Popular!

CALC 04 de Outubro, de 2013.

[CAZP] NOTA DE SOLIDARIEDADE AOS LUTADORES GAÚCHOS

Retirado de : http://cazp.wordpress.com/2013/10/04/nota-de-solidariedade-aos-lutadores-gauchos/

O Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares vem através desta se solidarizar com os companheiros gaúchos que estão sofrendo duramente com as invasões e perseguições da polícia militar e do governo Tarso (PT), culminando na invasão dos espaços Moinho Negro, Utopia e Luta e do Ateneu Libertário Batalha da Várzea, espaço social e político da nossa organização irmã Federação Anarquista Gaúcha (FAG), já invadido em junho.

Desde as manifestações de junho anarquistas e demais movimentos políticos e sociais organizados de todo o Brasil tem sido alvos de diversos bombardeios militares e midiáticos fascistas, que tentam a todo custo criminalizar nossas ações.  Ainda que distantes, somamos força à luta dos companheiros gaúchos certos de que atitudes persecutórias só reafirmam que ainda vivemos num país em que os políticos ainda usam artifícios ditatoriais, como perseguição, apreensão de materiais, invasão de espaços particulares e públicos. A democracia é um engodo.

Não permitiremos que tais condutas sejam mantidas e perpetuadas. As denúncias serão feitas, nos manteremos firmes na luta em repúdio às ações do Estado e seus desmandos.

Rodear de solidariedade os que lutam! 
Protesto não é crime!

[FAG] Invasão policial do Ateneu Libertário e uma justiça ao gosto da Yeda

Em 20 de setembro deste ano completaram-se três meses da operação repressiva do governo tarso sobre nossa organização. Entre 15:30 e 16hs daquela sinistra quinta-feira a polícia civil arrombou o local do Ateneu Libertário A Batalha da Várzea, sem identificação e se fazendo passar por “federais”. Levaram livros e materiais para produção de faixas e cartazes. O apoio jurídico do Bloco de Lutas, que desde a primeira hora esteve solidário conosco, até nossos dias não achou nem sombra de um mandato judicial pra tal atropelo. Desde aqueles protestos de massa que ganharam as ruas de Porto Alegre a partir de abril já se vão mais de 70 processos de indiciamentos que correm em segredo. Não temos dúvidas de que a invasão de nosso local público foi parte de esquema pra criminalizar lutadores sociais e criar espantalhos pra desencorajar a luta contra os patrões e a burocracia por um transporte coletivo público, pelo direito a cidade pra juventude e os trabalhadores.
O Ateneu é um centro de cultura social que já leva mais de três anos de atividade, que promove debates políticos diversos, vídeos, cantores populares, grupos de estudo sobre socialismo e a corrente libertária, serviços de biblioteca, projetos de apoio a reforma agrária, solidariedade as lutas sindicais e populares da cidade, um longo etc.. É um espaço político-social de matriz libertária que tem impulso da Federação Anarquista Gaúcha, mas onde se reúnem e participam companheiros de distintos graus de afinidade. Ao longo dos protestos convocados pelo Bloco de Lutas pelo Transporte Público os companheiros/as do Ateneu se engajaram na primeira linha e aportaram desde o princípio do ano na formação deste movimento social. Nosso endereço público e notório na Travessa dos Venezianos foi lugar de debates e de produção de materiais de propaganda, faixas e cartazes.
De que delito nos acusava a cúpula de segurança do estado: delito de pensamento ou opinião? Que substâncias explosivas acharam: gás de cozinha pra esquentar a aguá pro chimarrão, material pra fazer o grude dos cartazes ou limpar os pincéis de tinta? O chefe da Polícia Civil do RS declarou triunfante durante a coletiva de imprensa do dia 21 de junho que havia sido encontrada em um local suspeito a confirmação de suas investigações: “vasta literatura anarquista”. A provocação foi longe a ponto de apreender livros da biblioteca e levar o fichário de sócios. Uma parte dos materiais roubados foram devolvidos em circunstâncias muito duvidosas, depois de nossa agitação e da solidariedade de companheiros e organizações sindicais, populares e de esquerda do mundo inteiro.
Com ordens do governo Tarso a polícia vandalizou o lugar público de uma organização de esquerda. Repetiram os expedientes da direita conservadora que haviam sido consagrados pela administração tucana da Yeda.
Em 29 de outubro de 2009 a sede da FAG, que então tinha endereço em outro local, foi invadida por forças da polícia civil, com mandados de busca e apreensão de equipamentos e materiais de agitação política. 6 companheiros foram processados por crime de calúnia e difamação a mando da então chefe do governo do estado. O detonante de tal medida: a campanha solidária com a luta dos Sem Terra em São Gabriel e a acusação da responsabilidade do governo pelo assassinato de Eltom Brum, com um tiro pelas costas da polícia durante despejo de uma ocupação.
Na segunda semana de setembro deste ano companheiros foram notificados pelo oficial de justiça sobre a sentença de pena de 8 meses de detenção revertidas em serviços comunitários pelo processo movido pela ex-governadora.
Protesto não é crime! O protesto não se cala! Basta de processos aos lutadores/as sociais.
Contra o medo e a opressão: Luta e Organização.

[CAB] Chamada de solidariedade à Federação Anarquista Gaúcha

No dia 20 de Junho, cerca de 15 agentes da Polícia Civil arrombaram e invadiram o Ateneu Libertário Batalha da Várzea, espaço político social da Federação Anarquista Gaúcha localizado na cidade de Porto Alegre, e levaram diversos materiais. Os agentes não apresentaram mandato de busca e apreensão aos vizinhos que buscaram se informar do que se passava. Além disso, agentes à paisana buscaram prender uma companheira em sua casa nesse mesmo dia pela manhã.

Essa perseguição político-repressiva à FAG, ocorre justamente quando no Brasil acontecem diversas e massivas mobilizações por todo o país pela redução do preço da tarifa do transporte público. Ao mesmo tempo, temos enfrentado a mídia monopolista e os governos estaduais que tem tentado criminalizar os que lutam.

A FAG é uma organização política com 18 anos de existência pública. Ao longo destes anos nunca se escondeu, sempre manteve os espaços públicos com a realização de inúmeras atividades de ordem política e cultural assim como a atuação no campo popular e da esquerda gaúcha e nacional.

Desde nossa origem enquanto corrente política temos sido alvo da sanha repressiva dos patrões em conluio com o Estado. Há mais de um século temos resistido a todas essas investidas covardes, com o punho e a cabeça erguida e não será este episódio que irá afrouxar nossa combativa militância.

Responsabilizamos, por fim, os governos municipal, estadual e federal por mais este ataque covarde a nossa organização. Não nos intimidaremos e seguiremos empregando todos nossos esforços na construção de um povo forte, de um campo popular combativo que organize os oprimidos deste país e suas legítimas demandas.

Fazemos um chamado de solidariedade para que todas as organizações e movimentos sociais manifestem o seu apoio à FAG, colocando em coro o repúdio contra a criminalização das lutas populares e combativas que vem crescendo pelo Brasil.

Avante os que lutam/Arriba los que luchan!

Coordenação Anarquista Brasileira

Federação Anarquista Gaúcha responde ao Governador Tarso

http://www.youtube.com/watch?v=AnVmxtk4drI

Outras notas de solidariedade (nacionais)

Outras notas de solidariedade (internacionais)

  • Em breve

Assinam esta nota de Solidariedade (atualizado continuamente):

Coordenação Anarquista Brasileira

Movimento dos Trabalhadores Desempregados Pela Base – RJ

Organização Popular

[FAG] O enredo de uma farsa! A tentativa de criminalização da Federação Anarquista Gaúcha

Retirado de: http://batalhadavarzea.blogspot.com.br/2013/06/o-enredo-de-uma-farsa-tentativa-de.html

Na tarde de quinta feira (20/06/2013), antecedendo o protesto que já se previa multitudinário na capital gaúcha, ocorreu a invasão mediante arrombamento do Ateneu Libertário A Batalha da Várzea, executado por agentes policiais sem identificação. Devido a isto, no comunicado da madrugada de sexta-feira, dia 21 de junho, informamos que a invasão havia sido realizada pela Polícia Federal, afinal de contas assim se apresentaram os agentes da repressão.

Através da coletiva concedida pela cúpula da Segurança Pública do governo do RS, na tarde da sexta-feira, dia 21 de junho tivemos a informação que tal operação foi realizada de fato por agentes da Polícia Civil, omitindo-se o fato de que a operação se deu de forma ilegal, sem o correspondente mandato judicial, conforme o apurado pela assessoria jurídica que nos apóia nesse momento, de forma solidária.

Esta coletiva de imprensa portanto não poderia anunciar outra coisa se não uma farsa,na busca de um bode expiatório para responsabilizar pelas manifestações de violência ocorridas nos protestos de forma generalizante, acusando que todos os atos de depredações e “vandalismos” fossem de responsabilidade dos anarquistas presentes nos protestos e especificamente dessa organização política, como já dito anarquista.

O fantasma atemorizante criado nas redações da RBS: a presença de bandeiras anarquistas, grupos e indivíduos punks e o já folclórico devaneio do âncora da RBS Lasier Martins “mascarados anarquistas” deram a tônica da conspiração em curso. Apresentaram-se “provas”, segundo a polícia nessa operação ilegal, de materiais para confecções de coqueteis molotovs e um mapa com a identificação de órgãos de segurança do Estado, com o quê buscam afirmar que planejávamos desatar ataques.

Além de tais objetos plantados, a coletiva para a mídia corporativa retira a sua máscara e demonstra a farsa em curso, o real objetivo da operação. Segundo o próprio chefe da Polícia Civil, o delegado Ranolfo Vieira Jr. “é importante dizer que nesse local também foi apreendido vasta literatura, eu diria assim, a respeito de movimentos anarquistas.” Considerando que os geniais homens da “inteligência” invadiram uma biblioteca libertária, é natural que achem livros senhores Ranolfo e Tarso Genro. Não sabíamos que uma literatura anarquista, tanto atual como histórica, constitui prova de crime. Desde quando livros estão proibidos em nosso estado? Sim, isto é verdade, levaram muitos livros e o fichário dos usuários da biblioteca do Ateneo, dos quais exigimos a restituição em nossas prateleiras.

Dentre os “perigosos” livros apreendidos, consta a obra Os Anarquistas no Rio Grande do Sul, de João Batista Marçal. O livro foi editado com apoio da Secretaria de Cultura de Porto Alegre no ano de 1995, justo no período em que Tarso Genro era prefeito! Quem faz a introdução é Luiz Pilla Vares e a apresentação é de Olívio Dutra. Ou seja, se publicar livros anarquistas é crime ou ato suspeito, o atual governador já ajudou nesta ação “perigosa”.

Voltou a Censura no Brasil? Ou só no Rio Grande do Sul? O Ateneo Libertário A Batalha da Várzea localizado na Travessa dos Venezianos é um espaço público, de fato uma biblioteca, como já dito, na qual se organizam várias atividades políticas e culturais, em muitas delas inclusive com a participação da vizinhança local. Usamos também instrumentos musicais, teatro, tintas, pincéis, sprays para expressar através das artes nossas críticas e nossos anseios, enfim nossa ideologia. Quando nos apropriamos de palavras, as usamos para expressar idéias, estas armas perigosíssimas!. Quando tornaram-se criminosas as idéias dissonantes do status quo?

Além dos “perigosos” livros, a repressão política do RS afirma ter encontrado material inflamável. Sabemos que qualquer objeto além de um botijão de gás foi plantado com o objetivo de incriminar e isolar, a partir da repressão e da guerra psicológica, nossa corrente libertária e combativa, do atual cenário político. Começou com os factóides plantados pela RBS, onde aparecíamos como elementos “sociopatas” que planejam desatar inúmeras operações de guerrilha na cidade. Ora, precisamos de gás para aquecer a água pro mate.

Quanto ao mapa citado pelos chefes do aparato repressivo do estado, sob responsabilidade do governador, afirmamos aqui com veemência que não sabemos do que se trata, considerando ser essa operação ilegal, não há dificuldades em supor que seja algo “implantado” numa tentativa clara de nos criminalizar.

Reconhecemos sim e muito bem outro mapa, o da cidade de Porto Alegre, sua periferia e centro, porquê é aqui que vivemos e lutamos junto aos diversos setores das classes oprimidas, organizados ou não, socialistas ou não, enfim, o povo organizado contra a dominação e por melhorias nos serviços públicos e contra as retiradas de direitos conquistados pela luta popular em curso, com suas vitórias e derrotas há mais de um século. Aqui estamos há 18 anos, de forma pública, com bandeira, endereço e publicações tanto impressas como virtuais.

Participamos dos movimentos populares, estudantil, sindical, comunitário, nas rádios comunitárias, no bloco de lutas pelo transporte público, enfim, nas lutas sociais que somos chamados a pelear ou solidarizarmos. Já somos conhecidos sim, pelas policias, pelos movimentos sociais também pelos partidos políticos, inclusive por vários setores do PT e demais que compõem a base do atual governo de turno no RS porque de fato existimos e nunca nos furtamos a pelear.

Logo após a divulgação da operação da Polícia Civil o governador Tarso Genro se apressou a nos atacar da forma mais vil e covarde possível. Ansioso por nos golpear, Tarso nos associou ao fascismo, conclamando as organizações da esquerda a reverem suas políticas de aliança de forma a nos isolar. “— Todos os partidos e pessoas, inclusive os de ultra-esquerda, tem de ajudar a combater isso. Ninguém sobrevive a isso. Todos sucumbem. O caminho é aquele que nós já conhecemos e causou a Segunda Guerra Mundial” Assim se pronunciou o histórico dirigente do PT e governador do Estado Tarso Genro. Aliás, assim se pronunciou o ex-dirigente do Partido Revolucionário Comunista (PRC), irmão de um dos maiores teóricos marxistas do Brasil (Adelmo Genro Filho) e ele mesmo um ex-militante com dezenas de conflitos contra a repressão. Mas isso foi no século passado, não é governador?

Diante da absurda acusação de que somos fascistas, sugerimos aos assessores do palácio e aos agentes dos serviços de inteligência uma rápida pesquisa sobre as inconformidades ideológicas e históricas do que afirma o governador, pois historicamente combatemos o fascismo, existem correntes libertárias que dedicam-se exclusivamente a isto, sobretudo na Europa. Aos senhores jornalistas, lhes sugerimos ainda uma pesquisa sobre a resistência ao fascismo na Espanha e França no contexto da ascenção de Hittler e Mussolini sobre a Europa assim como sobre o episodio de 07 outubro de 1934, na Praça da Sé, em São Paulo, quando a épica coluna operária, formada sobretudo por anarquistas deu combate aos integralistas de Plínio Salgado da AIB (Ação Integralista Brasileira), no fato conhecido como “ a revoada das galinhas verdes”. Fomos e seremos sempre os primeiros nas fileiras de combate a qualquer forma de totalitarismo, sejam eles stalinistas, fascistas ou de qualquer outra natureza. Ser anarquista não é crime.

Já que o senhor Tarso se demonstra tão preocupado com o avanço do fascismo, lhe indagamos: Organizar uma biblioteca pública com foco em literatura anarquista e obras diversas é um crime? Se nossos livros estão sendo apresentados como provas de crime segundo as declarações da cúpula de segurança pública, o que pretendem o senhor Tarso e demais autoridades do estado com isso? Vão fazer como os fascistas e queimar nossos livros em praça pública? Proibir a impressão e venda de títulos relacionados ao anarquismo? Realizar incursões em residências a busca destes títulos, dado o caráter “inflamável” de tal literatura?

Reconsidere suas palavras senhor Tarso, pois são estas operações policiais, sob sua responsabilidade, que afinal se mostram vinculadas a uma prática de perseguição de idéias libertárias, portanto terminam por apoiar práticas que cheiram fascismo. Lembramos ainda que há sim grupos nazistas em Porto Alegre, os quais estavam armados com facas no último protesto do dia 20 de Junho, circulando livremente sem a correspondente repressão que nos dedicam, procurando os anarquistas da FAG. O que lhes parece que queriam, seguramente não era pra debater a conjuntura não é? Quanto a isto o que farão os responsáveis pela segurança pública. Livros não são crime!

Sabemos que a meta do governo estadual é política. O objetivo de toda essa guerra psicológica é semear pânico, isolar-nos do cenário e assim pavimentar o caminho para a sanha repressiva em direção de nossa organização e seus militantes.

Por fim, reafirmamos que não iremos nos dobrar a mais essa investida. Desde o início do ano estamos sendo alvejados pela repressão, ainda que até então ela não tenha nos atingido com tamanha intensidade. No início de abril, logo após um massivo ato contra o criminoso aumento das passagens de ônibus, que reuniu mais de 10 mil pessoas nas ruas de Porto Alegre, tivemos nosso site retirado do ar. Na verdade, o domínio http://www.vermelhoenegro.org simplesmente sumiu, assim como seus domínios espelhos. Esta censura que segue vigente, fazendo com que encontremos espaços alternativos para divulgar nossas opiniões.

Situação semelhante também ocorreu em novembro de 2009, quando nossa antiga sede foi invadida pela mesma Polícia Civil, a mando do então governo Yeda Crusius (PSDB) em função de um cartaz onde responsabilizávamos politicamente a governadora e o oficial da Brigada Militar no comando do campo de operações pelo assassinato do colono Elton Brum da Silva, em 21/08/2009. O militante sem terra foi morto a sangue frio e a queima roupa por um tiro de calibre 12, enquanto protegia as crianças em uma desocupação de terra na campanha de São Gabriel. Naquela ocasião, por fazermos a denuncia e darmos solidariedade também tivemos nosso site censurado e ainda hoje 06 companheiros/as de nossa organização seguem respondendo processo judicial, no qual seguimos reafirmando que Yeda e o comando da BM foram os responsáveis diretos pelo assassinato de Elthon Brum!

Assim como não nos dobramos a repressão vil do governo Yeda, tampouco iremos nos dobrar a repressão do governo Tarso, que busca isolar a esquerda combativa de forma a atacá-la com maior contundência sob os aplausos e gargalhadas dos setores mais reacionários de nosso Estado e país. Tarso, ex-comunista, ex-dirigente revolucionário, mudou de lado e hoje é uma caricatura torta do militante que pretendia ser nos anos ’70 do século passado. Hoje se porta de maneira servil diante da RBS. Para “defender” o papel simbólico da empresa líder na comunicação social, orienta a Brigada Militar a atacar os manifestantes quando passam do outro lado do Arroio Dilúvio, em uma avenida de seis pistas! Não foram os anarquistas que lideraram a linha de frente da marcha da ultima quinta feira em direção a ZH. Choveu bombas de gás e balas de borrachas sobre as cabeças com caras pintadas de verde e amarelo e flores nas mãos. A imagens dos protestos da última semana em Porto Alegre têm a marca das bombas da BM lançadas contra o povo ordeiramente em marcha na direção da Zero Hora.

Enfim, esse é o caminho pelo qual trilham, invariavelmente, as políticas de pacto social. A história já nos demonstrou de forma clara, basta olharmos a social democracia alemã e sua caça aos conselhos operários sob influência dos então spartarkistas, delegados revolucionários e também de muitos anarquistas. Caçada essa que levou a ostensiva perseguição de valorosos militantes da classe trabalhadora alemã, como Rosa Luxemburgo, Karl Liebknecht e Gustav Landauer, este último militante de nossa corrente anarquista. Todos eles presos e assassinados a coronhadas pelas forças de repressão da social democracia. Todos estes militantes serviram de bode expiatório para as políticas de conciliação de classe, que, somadas com a inércia decisória, levaram ao caos e ao nazi-fascismo. Governador, conforme foi dito, se nós estivéssemos à beira da 2ª Guerra Mundial, seríamos milicianos espanhóis, resistentes franceses ou partigianos italianos. Já o senhor, de que lado estaria? De que lado está agora?

A FAG, com 18 anos de história e vida pública e permanente atuação em diversas das lutas sociais em nosso estado e país, é parte de um legado histórico de uma corrente que há quase dois séculos levou às últimas conseqüências o combate a reação, as classes dominantes e seu Estado lacaio. Sim temos relações internacionais e estas surgiram em 1864, na 1ª Associação Internacional dos Trabalhadores, AIT. Todas as correntes do socialismo têm relações com agrupações afins em diversos países. Todas as vertentes do socialismo são internacionalistas, ou o ex-dirigente do PRC também considera isso um crime? Se hoje no país os trabalhadores têm assegurados alguns direitos, estes são fruto de 40 anos de luta sindical antes de 1932. Esta luta era mobilizada por sindicatos livres, desvinculados de partidos políticos, e os organizadores eram militantes anarquistas. O anarquismo é parte da luta popular no Brasil e no Rio Grande do Sul e continuará sendo. Nossa organização ajuda a organizar a luta pelo direito à mobilidade urbana, pelo passe livre e redução dos preços das passagens. Somos parte integrante do Bloco de Luta pelo Transporte Público desde sua fundação, assim como militamos e participamos em diversas frentes de lutas sociais, como Movimento Sem Terra, Rádios Comunitárias, Sindicatos, Movimentos Estudantis, de Luta pela Moradia, Comunitário, somos linha de frente na luta pela diversidade e desde o começo nos Comitês Populares da Copa.

A nossa história, “excelentíssimas autoridades” é escrita com o sangue e suor das barricadas dos oprimidos e assim sempre será. Vossa sanha repressiva nunca será capaz de nos calar. Não tememos as hienas e nem a fábrica de mentiras da RBS! A verdade fala mais alto entre os militantes do povo. Somos militantes de esquerda não parlamentar, militantes populares e não terroristas. Terrorista é quem joga bombas contra dezenas de milhares de pessoas caminhando desarmadas. Tarso Genro, RBS e oligarquia gaúcha, sua campanha difamatória tem pernas curtas e a mentira não passará.

Não tá morto quem peleia!
Federação Anarquista Gaúcha, 22 de junho de 2013

[FAG] Polícia Federal invade a sede da Federação Anarquista Gaúcha

Retirado de: http://batalhadavarzea.blogspot.com.br/

Polícia Federal invade a sede da Federação Anarquista Gaúcha – FAG

Na tarde desta quarta feira, 20/062013, entre 12 a 15 agentes a paisana, em blazers e utilizando coletes pretos, dizendo ser da Polícia Federal arrombaram e invadiram o Ateneu Batalha da Várzea, espaço político social da Federação Anarquista Gaúcha localizado na Travessa dos Venezianos, e levaram diversos de nossos materiais. Os agentes não apresentaram mandato de busca e apreensão aos vizinhos que buscaram se informar do que se passava. Além disso, agentes, também a paisana, buscaram prender uma companheira em sua casa nessa manhã.

A FAG é uma organização política com 18 anos de existência pública. Ao longo destes anos nunca nos escondemos, sempre mantivemos nossos espaços públicos onde realizamos inúmeras atividades de ordem política e cultural assim como nossa atuação no campo popular e da esquerda gaúcha e nacional. O Ateneu é um espaço onde ao longo de 03 anos temos dado sequência a essas atividades, mantendo uma biblioteca pública e realizando periódicas atividades.

Recordamos também que em Outubro de 2009 tivemos nossa antiga sede, à época localizada na Lopo Gonçalves, invadida pela Polícia Civil por ordens da então governadora Yeda Crusius em função de um cartaz onde a responsabilizávamos, e seguimos responsabilizando, pelo assassinato do militante do MST Elthon Brum em São Gabriel. Na ocasião tivemos todos os materiais da sede apreendidos, levaram inclusive nossas lixeiras.

Desta vez, após inúmeros factóides publicados na RBS, acusando-nos de sociopatas e fantasiando que estaríamos tramando em conjunto com militantes de outros países o emprego de táticas de guerrilha na cidade, com o nítido motivo de semear pânico e instigar a repressão a nossa militância.

Assim como as provocações e factóides plantados pela imprensa reacionária, a repressão empregada pelos aparelhos de repressão do Estado burguês não é nenhuma novidade à nós. Desde nossa origem enquanto corrente política temos sido alvo da sanha repressiva dos patrões em conluio com o Estado. Há mais de um século temos resistido a todas essas investidas covardes, com o punho e a cabeça erguida e não será este episódio que irá afrouxar nossa combativa militância.

Responsabilizamos, por fim, os governos municipal, estadual e federal por mais este ataque covarde a nossa organização. Não nos intimidaremos e seguiremos empregando todos nossos esforços na construção de um povo forte, de um campo popular combativo que organize os oprimidos deste país e suas legítimas demandas.

Não passarão!
Abaixo a repressão aos que lutam!

Federação Anarquista Gaúcha – FAG

20 de Junho de 2013

[CAB] Jornal Socialismo Libertário número 28

Retirado: http://anarkismo.net/article/23467

À todos(as) uma boa leitura!

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Já está na rua a 28ª edição do Jornal Socialismo Libertário, órgão da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB).

Esta edição traz o Programa Mínimo da CAB, aprovado em seu recente Congresso realizado em Julho de 2012 no Rio de Janeiro. Este Programa apresenta os elementos reivindicativos em torno dos quais pretendemos atuar no presente, de maneira a permitir um avanço rumo a nosso projeto revolucionário.

Essa nova edição pode ser adquirida através da militância da FAG, em nossa sede (Ateneu Libertário A Batalha da Várzea) ou fazendo o download em PDF: