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[CAB] Declaração do III Encontro Regional Sul da Coordenação Anarquista Brasileira – 2015

Nos dias 4 e 5 de julho, reunimos em Curitiba delegações do Coletivo Anarquista Luta de Classe (Paraná), Coletivo Anarquista Bandeira Negra (Santa Catarina) e Federação Anarquista Gaúcha (Rio Grande do Sul) para tratar da conjuntura atual, a coordenação de nossas frentes de atuação sindical, estudantil e comunitária, e também as campanhas da CAB para o próximo período.

Conforme indicado na análise do último jornal Socialismo Libertário, o momento é de crescente retirada de direitos sociais, com ajuste fiscal e aumento do custo de vida para os de baixo, que vem junto ao projeto de expandir as terceirizações que implicam mais precarização e insegurança à classe trabalhadora. O neodesenvolvimentismo do PT chegou a um limite e as tímidas políticas sociais dão lugar a novas políticas de desmonte e corte de verbas nos serviços públicos. Pautas conservadoras ganham força no debate nacional, acarretando em mais criminalização da pobreza e também fomentando o preconceito racial, de classe e a desigualdade de gênero, como são o caso da proposta de redução da maioridade penal e as terceirizações.

Neste contexto, é fundamental resgatar princípios e práticas que são patrimônio da esquerda e muito caros para nossa corrente libertária, como as formas combativas de luta através de greves, piquetes e ação direta, sempre com o protagonismo e mobilização das bases. Apesar da conjuntura de ataques, há importantes lutas de resistência em curso, que precisam de força e apoio. O momento exige a superação das direções pelegas e burocratas que tomam sindicatos e movimentos propondo soluções de gabinete e o fortalecimento de suas candidaturas ao invés da ação direta popular. Resgatar as práticas e princípios de luta da esquerda é também romper com o afastamento da política, vista como mercado de negócios e cartas marcadas que abrem espaço para o conservadorismo.

É momento de seguir com a organização e mobilização em nossos locais de trabalho, estudo e moradia, acumulando forças e fomentando a luta e a solidariedade no seio de nossa classe, além de promover o intercâmbio de experiências e acúmulos de nossas frentes de trabalho. O anarquismo especifista no sul do Brasil, através da Coordenação Anarquista Brasileira, não exige nem mais nem menos que seu posto na luta, sempre junto aos setores oprimidos, construindo um povo forte.

Não tá morto quem peleia!

Lutar, Criar Poder Popular!

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[CABN] Boletim jun/2015

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/boletim-jun2015/

Salve companheirada!

Neste boletim de junho: Ponta do Coral – AVL JÁ; CEL-Joinville “Anarquismo e sindicalismo”; Resiste Izidora; Não à redução da maioridade penal

Ponta do Coral – AVL JÁ

O Movimento Ponta do Coral 100% Pública convoca todas e todos às ruas nessa quarta (08), às 17h, em frente à Catedral do Centro de Florianópolis. O movimento reivindica o retorno do zoneamento da Ponta do Coral para Área Verde de Lazer (AVL), que evite qualquer construção no local e possibilite criar o Parque Cultural das 3 Pontas. Prefeito, AVL JÁ!
https://parqueculturaldas3pontas.wordpress.com/2015/06/30/manifestacao-no-dia-080715-ponta-do-coral-avl-ja/

CEL-Joinville “Anarquismo e Sindicalismo

O Círculo de Estudos Libertários de Joinville retorna nessa quinta (09), às 19h, com o tema “Anarquismo e Sindicalismo”. Todas e todos estão convidados. Os textos recomendados, com mais informações sobre o CEL, estão aqui:
http://www.cabn.libertar.org/cel-joinville-anarquismo-e-sindicalismo/

Resiste Izidora

As ocupações da Izidora, em Belo Horizonte, agregam hoje 8 mil famílias na luta por moradia e vida dignas. No entanto, em defesa dos lucros de uma construtura, o governo Pimentel (PT) ameaça todas elas com um despejo que pode vir a qualquer momento. A Coordenação Anarquista Brasileira se soma à rede de solidariedade Resiste Izidora. Despejo zero! Com luta, com garra, a casa sai na marra!
https://anarquismo.noblogs.org/?p=235

Não à redução da maioridade penal

A Coordenação Anarquista Brasileira está de punhos cerrados contra a redução da maioridade penal! Confira e compartilhe a imagem de mobilização:
http://www.cabn.libertar.org/cab-nao-a-reducao-da-maioridade-penal/

Coletivo Anarquista Bandeira Negra, integrante da Coordenação Anarquista Brasileira.

Para entrar em nossa lista de notícias, envie um e-mail para ca-bn@riseup.net.

[CABN] CEL – Joinville: Anarquismo e Sindicalismo

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/cel-joinville-anarquismo-e-sindicalismo/

No atual cenário político e social, o Estado e o capitalismo promovem ataques contra os direitos do/as trabalhadores/as empregados/as e desempregados/as. Em diferentes cidades brasileiras greves tomaram as ruas, muitas vezes longe da burocracia sindical, inclusive pautando nas ruas a ação direta.

Frente ao cenário, como as organizações políticas anarquistas podem se envolver na luta? Quais as contribuições que o anarquismo tem a oferecer a resistência dos/as trabalhadores/as? Como adotar um método diferente da esquerda autoritária e vanguardista? Em torno das perguntas que o Coletivo Anarquista Bandeira Negra, integrante da Coordenação Anarquista Brasileira, chama o Círculo de Estudos Libertários com o tema “Anarquismo e sindicalismo”.

Os textos sugeridos para o debate são:

“Sindicalismo e Ação Direta”, da Coordenação Anarquista Brasileira, disponível aqui:http://anarquismo.noblogs.org/?p=110.

“O lugar das greves na experiência histórica da classe trabalhadora”, por Edgard Silva, militante da Federação Anarquista Gaúcha, disponível aqui: http://www.federacaoanarquistagaucha.org/?p=1139.

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O CEL acontece no dia 09 de julho (qui), às 19h, no Centro de Direitos Humanos Maria da Graça Bráz, na Rua Dr. Plácido Olímpio de Oliveira, 660, Anita Garibaldi, Joinville.

Todas e todos convidados!

[CABN] Boletim mai/2015

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/boletim-mai2015/

Salve companheirada!

Neste boletim de maio: Paraná em luta, Sarau 1º de Maio (Joinville), Ponta do Coral (Florianópolis), Livraria 36 (Joinville), 1º Encontro de Teatro Social e Comunitário (Joinville)

Paraná em luta

Frente à aguerrida luta realizada pelo funcionalismo público no Paraná, com grande participação da categoria de professores, que sofreu brutal violência do governo Beto Richa, a Coordenação Anarquista Brasileira publicou duas notas.
“Toda solidariedade à luta das funcionárias e funcionários públicos do Paraná”
http://anarquismo.noblogs.org/?p=148

“Protesto não é crime! Toda solidariedade ao Coletivo Quebrando Muros”:
http://anarquismo.noblogs.org/?p=150

Sarau 1º de Maio

Junto a outras companheiras e companheiros de Joinville, o CABN organizou no 1º de maio um sarau de arte popular e classista, buscando abrir espaço pra produção artística “desde baixo e à esquerda” na cidade. Leia a crônica do evento:
http://www.cabn.libertar.org/cronica-sarau-de-1o-de-maio/

Nota do Movimento Ponta do Coral 100% Pública

O Movimento Ponta do Coral 100% Pública lançou nota recente a respeito das últimas alegações da Prefeitura, indicando os próximos passos para a luta em defesa da área e pela criação do Parque Cultural das 3 Pontas: retonar o zoneamento da área para Área Verde de Lazer (AVL) e repudiar qualquer permuta do terreno com áreas públicas, pois sua venda foi ilegal. Não vai ter hotel, vai ter parque!

https://parqueculturaldas3pontas.wordpress.com/2015/06/05/projeto-do-parque-cultural-das-3-pontas-e-resultado-de-anos-de-luta-do-movimento-ponta-do-coral-100-publica-e-da-cidade-nao-deixaremos-o-prefeito-e-a-fatma-voltarem-atras-e-reivindicamos-retorno-imed/

1º Encontro de Teatro Social e Comunitário – Joinville/SC

Entre os dias 16 a 17 de maio, o Espaço Cultural Casa Iririú promoveu o 1º Encontro de Teatro Social e Comunitário. A programação contou atividades diversas sobre o fazer teatral com temática social e comunitária. Entre as atividades, estava o Teatro Jornal realizado com jovens atores e atrizes com coordenação de Augusto Boal no contexto da ditadura, o teatro independente estimulado por diferentes grupos nos anos de 1970 na capital de São Paulo, o teatro de vizinho organizado no interior da Argentina e uma palestra sobre a relação entre o teatro e anarquismo no contexto do movimento operário brasileiro nas primeiras décadas do século passado. A Livraria 36 marcou presença com uma banca de literatura anarquista, questionadora e instigante. Viva o teatro social! Viva o teatro comunitário!

Estante da L36 – Joinville/SC

A Livraria 36 continua itinerante. Porém, agora é possível encontrar títulos da L36 num ponto fixo, é no Estúdio Rosa Negra Tatuagens, localizado na Rua Itajaí, número 270, Centro.  É uma iniciativa modesta com intuído de propaganda anarquista.  Mais informações da L36 via facebook:
https://www.facebook.com/Livraria36

Encerramos este boletim com um inspirado texto de Gerardo Gatti, militante fundador da Federação Anarquista Uruguaia, escrito em exílio no ano de 1975, “Definições de um Companheiro”:
http://www.anarkismo.net/article/13369

Saudações libertárias!
Coletivo Anarquista Bandeira Negra, integrante da Coordenação Anarquista Brasileira.

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[CABN] Crônica do Sarau de 1º de Maio

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/cronica-sarau-de-1o-de-maio/

O 1º de maio é uma data importante no calendário da luta popular. É momento de lembrar os seis mártires de Chicago, quando em 1866 lutaram contra o capitalismo e o Estado para conquistar 8 horas de trabalho, 8 horas de lazer e 8 horas de descanso. Os mártires foram condenados e mortos. Os mártires eram anarquistas, mas a data não é uma data do anarquismo, é uma data da classe trabalhadora. Às pessoas interessadas na história da data, deixamos a animação “Maio, Nosso Maio” que sintetiza a inspiradora luta dos nossos irmãos e nossas irmãs de classe.

https://player.vimeo.com/video/23105830

Em Joinville, apesar de ter a sua história ligada ao processo de industrialização, imigração/migração e especulação, a classe trabalhadora pouco se lembra da data com um marco de combate. O projeto dominante capitalista pauta a data como dia do trabalho, como foi feito em outros períodos. É neste contexto que a atividade Sarau 1º de Maio, realizada pelo Coletivo Anarquista Bandeira Negra, é importante para construir uma identidade de luta por meio de uma ação política organizada fora das instituições do Estado. Se a classe dominante tenta promover a inversão do nosso calendário, inclusive utilizando do lazer e do entretenimento, cabe a nossa força organizada realizar o combate por baixo e à esquerda por meio das diferentes manifestações artísticas.

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O Sarau não teve por objetivo fazer “arte anarquista”, o intuito foi envolver companheiros e companheiras que lutam no cotidiano opressivo da cidade. Irmãos e irmãs que dialogam ou que estão inseridos até a carne nos combates contra todas as formas de opressões. Compas que nos brindaram com exposição de seus desenhos, pinturas, seu muralismo. Compas que compartilharam sua poesia, sua leitura, seu teatro. Pela arte, socializamos nossa experiência, nossa luta e nossos sonhos.

Agradecemos as mais de 80 pessoas que compareceram, trouxeram comida, encamparam a ideia e fizeram desse um belo dia. Seguimos, companheirada!

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As fotos são do Coletivo Metranca, há mais fotos aqui.

O texto de abertura à atividade pode ser lido aqui.

[CABN – Joinville] Sarau 1º de Maio

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/joinville-sarau-1o-de-maio/

O 1º de maio é uma data histórica importante na luta da classe oprimida, é o único feriado que representa o sangue e o suor de homens e mulheres que lutaram e lutam pela emancipação dos/as oprimidos/as.

Em Joinville, as empresas de comunicação, como os canais de televisão e os jornais, consideram o 1º de maio como um dia para cultuar o trabalho, não a luta e organização dos/as oprimidos/as. Os sindicatos burocratizados e pelegos sorteiam brindes e retiram toda pauta de reivindicação do dia. Todas estas medidas tentam enganar o povo em luta.

O Coletivo Anarquista Bandeira Negra realiza o Sarau 1º de Maio com intuito de combater as ações e mentiras do capitalismo e do Estado. Por isso, convidamos os companheiros e as companheiras que lutam ombro a ombro contra as opressões para trazer a sua manifestação artística, como música, contação de história e poesia. Além da arte, o evento será um momento para lembrarmos os nossos irmãos e as nossas irmãs que tombaram na luta de resistência ao capital.

Companheiros e companheiras, convidamos para participar do evento como público, mas também trazer uma torta doce ou salgada para compartilhar na mesa solidária. E, caso você tenha um poema ou arte na gaveta, traga a sua manifestação de luta por meio da arte.

A atividade acontece no dia 1º de maio, às 17h, no Centro de Direitos Humanos de Joinville “Maria da Graça Bráz”, rua Plácido Olímpio de Oliveira, 660, Bucarein.

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[CABN] Boletim CABN mar/2015

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/boletim-cabn-mar2015/

Salve companheirada!

Neste boletim de março: Ponta do Coral 100% Pública,  campanha Protesto não é crime, educação estadual em greve, luta estudantil e o 26M, conjuntura nacional, revolução em Rojava

Ponta do Coral 100% pública

Segue a disputa pela Ponta do Coral, uma área verde próximo ao Centro de Florianópolis fortemente visada pelo capital turístico e imobiliário de luxo. Nesse ano, o Movimento Ponta do Coral 100% Pública voltou a atuar com força na defesa de uma área pública, de preservação e manutenção da cultura local; e tem acumulado forças desde a Maratona do Coral, ocupação cultural da área no aniversário da cidade que agregou milhares de pessoas. Novas atividades e ações estão programadas para as próximas semanas. Mais informações:

https://parqueculturaldas3pontas.wordpress.com/
https://www.facebook.com/pontadocoralpublica

Campanha “Protesto não é crime”

A campanha “Protesto não é crime!” continua mobilizada em Joinville, onde 6 compas sofrem processos e perseguição por sua militância nas lutas pelo transporte público e no setor da educação. Convidamos todas as pessoas a acompanhar e contribuir com a campanha de solidariedade e agitação “E se fosse você?”, que pode ser vista aqui: https://www.facebook.com/protestosim

Além disso, hoje tem show na cidade para levantar dinheiro e apoio à Campanha. Confira aqui: http://www.portaljoinville.com.br/agenda/view/1375

Educação estadual em greve

Trabalhadores(as) da educação pública estadual estão em greve em Santa Catarina, assim como em vários Estados pelo país, enfrentando cortes de verba e perda de direitos às categorias. Em SC, o governo Colombo e o secretário Deschamps já enfrentam algumas semanas de greve e pressão contra a MP198 e a deterioração de condições da categoria, em especial os ACTs (contratos temporários). Toda força à luta da categoria! GREVE SEM MEDO!
Mais informações: http://sintejoinville.blogspot.com.br/

Luta estudantil e o 26M

O Grupo de Trabalho Estudantil da Coordenação Anarquista Brasileira, que reúne a militância estudantil anarquista de vários Estados do país, lançou documento de análise sobre o 26M, Dia Nacional em Defesa da Educação, apontando a necessidade de luta e organização pela base para poder demonstrar força e enfrentar os cortes de verba e políticas privatizantes no setor. Leia aqui:
http://www.cabn.libertar.org/cab-nota-da-frente-estudantil-da-cab-sobre-o-dia-26-de-marco-dia-nacional-em-defesa-da-educacao/

Conjuntura nacional

A situação política nacional vive dias de ebulição com cortes de direitos e medidas antipopulares do Governo Federal, marchas da direita nas ruas e também mobilização dos movimentos sociais e populares. Recomendamos aqui duas recentes análises da conjuntura brasileira produzidas por organizações da Coordenação Anarquista Brasileira.

“Nem dia 13, nem dia 15: organizar a luta pelas bases nos próximos meses!”, da Federação Anarquista do Rio de Janeiro:
https://anarquismorj.wordpress.com/2015/03/13/nem-dia-13-nem-dia-15-organizar-a-luta-pelas-bases-nos-proximos-meses/

“Contra a trapaça político burguesa e o arrocho da vida dos trabalhadores”, da Federação Anarquista Gaúcha:
http://www.federacaoanarquistagaucha.org/?p=1082

Revolução em Rojava

Importantes relatos e notícias vem das regiões autônomas conquistadas pelo povo curdo em luta, buscando implementar o modelo libertário do Conferederalismo Democrático. A resistência curda se destaca pelo grande protagonismo das mulheres no levante, que questionam os pilares patriarcais e conservadores na região. Além disso, uma ampla rede de organismos de base funciona como modelo de gestão autônoma do território e um modelo de economia comunitária, anti-capitalista, avança em sua implementação. Divulgamos em nossa página um relato sobre a luta das mulheres na região de Rojava:
http://www.cabn.libertar.org/reescrevendo-a-historia-das-mulheres-em-rojava-parte-2/

Saudações libertárias!
Coletivo Anarquista Bandeira Negra, integrante da Coordenação Anarquista Brasileira
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[FARJ] Nem dia 13, nem dia 15: organizar a luta pelas bases nos próximos meses!

Retirado de:                                        https://anarquismorj.wordpress.com/2015/03/13/nem-dia-13-nem-dia-15-organizar-a-luta-pelas-bases-nos-proximos-meses/

Federação Anarquista do Rio de Janeiro

Os recentes acontecimentos políticos no Brasil trouxeram o debate em torno do possível impeachment e do golpismo de setores da direita declarada. Duas manifestações estão marcadas, uma para o dia 13, composta de movimentos sociais, partidos e organizações em sua maioria ligadas ao governo e outra dia 15, organizadas por agrupamentos de direita e extrema-direita.

A direita se organiza: dentro e fora do governo

É inegável certa organização e crescimento de organizações de direita, algumas financiadas pelo imperialismo ou por organismos internacionais que estão se mobilizando para combater agendas progressistas. Se os agrupamentos conservadores e da direita sangram o governo com a ideia do impeachment, não há como negar também a presença da política da direita e da burguesia no interior do próprio governo. Os ajustes fiscais neoliberais de Joaquim Levy, a repressão às lutas sociais (processo dos 23 no Rio de Janeiro, mais companheiros da Coordenação Anarquista Brasileira em SC e RS), a política de militarização tocada pelo PT nas favelas (UPP’s e exército), o congresso totalmente conservador, a expansão do plano IIRSA no Brasil e o menor índice de famílias assentadas na história da reforma agrária no país; todos esses elementos indicam o óbvio que com impeachment ou não, o programa da direita já está no poder. Seu trabalho agora é apenas acabar de reorganizar um novo ciclo de sua hegemonia dentro do organismo político da classe dominante: o Estado.

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Soluções dentro do sistema não mudam nada para os trabalhadores

Como resposta a mobilização golpista, estimulada por agrupamentos de extrema-direita e setores do imperialismo, o PT vem mobilizar suas bases. Centrais sindicais, movimentos sociais, dentro ou fora da órbita do PT são incentivados a mobilizar-se para defender o governo ou tentar fazer “reforma política” dentro do sistema. Por mais que digam que a luta é por direitos, o sentido dado por essa mobilização é bem claro: defesa do governo Dilma. O mesmo governo que tanto beneficiou a burguesia e arrancou direitos dos trabalhadores. Com a ameaça de impeachment, o PT faz-se de vítima e reforça sua presença nos movimentos sociais que ele utilizou para promover seu pacto de classes e quanto ao PSDB e aos agrupamentos de direita, conseguem surfar na onda do golpismo, fazendo avançar sua política conservadora.

Independente do que aconteça, a política de austeridade, precariedade e repressão aos movimentos autônomos vai continuar, seja com Dilma (PT) ou Michel Temer (PMDB) no poder. O ciclo do PT, que montou uma estratégia desde os anos 80 de fazer as mudanças sociais pelo Estado parece chegar ao fim, e com esse fim, caem as ilusões de que é possível dentro desse aparelho, fazer avançar qualquer tipo de pauta de esquerda.

Abaixo e à esquerda: as lutas de hoje apontam um caminho para o amanhã

A saída para derrotar a direita (dentro e fora do governo) e o golpismo não passa por soluções dentro do sistema político burguês, tampouco atrelando as lutas às pautas do PT. Devemos apoiar os germes de ação direta e poder popular que se anunciam nesse período. Mesmo que sejam tímidas, eles existem e estão aí no horizonte. Lutas sindicais, iniciativas camponesas de trancamento de rodovias, ocupações de terra, prédios públicos e ações populares pela base (Professores, Garis, Estudantes, Sem-tetos, Operários do COMPERJ, Petroleiros, Camponeses/as), contrariam em muitos casos a burocracia/pelegos e se mobilizam contra o cortes de direitos e precariedade desse novo governo.

Assembleia dos garis dá indicativo de greve.

Nossos esforços devem estar focados em fortalecermos essas lutas à esquerda e pela base, para derrotar tanto as mobilizações golpistas quanto o governismo. Toda luta por direitos sociais e econômicos ameaça as políticas de direita e só assim conseguiremos impor de fato uma pauta classista. Mas para tocar as lutas por direitos sociais, precisamos reforçar movimentos populares autônomos e vencer o governismo pelo método correto. Agir sem sectarismo, com política de construção pelas bases, sem reproduzir os mesmos vícios da esquerda autoritária e o vanguardismo.

Derrotar as posições de direita e o governismo passa por enraizamento e capilaridade social. Organizar a luta de classes nos locais de moradia, trabalho e estudo! Essa é a tarefa daquelas/es que lutam para os próximos meses: unir o disperso e organizar o desorganizado. A resistência contra o fascismo e o governismo vem do poder da classe trabalhadora de se mobilizar de maneira independente.

Trabalhadores do COMPERJ em ação direta fecharam uma das vias da ponte Rio-Niterói.

Por isso, nem dia 13, nem dia 15!

Organizar as categorias e os sujeitos sociais!

Lutar, criar, poder popular!

[CABN] Boletim CABN fev/2015

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/boletim-cabn-fev2015/

Salve companheirada!

Neste boletim de fevereiro: repressão à luta pela educação, professores estaduais em luta, atividades feministas do 8 de março, Ponta do Coral 100% pública, criminalização em Porto Alegre

Repressão à luta pela educação em Joinville

A educação pública estadual tem sofrido diversos ataques no governo Colombo. Em Joinville, um dos exemplos de luta e resistência contra a destruição da educação pública, a EEB João Martins Veras, tem sido atacada pelo Estado e a companheira Viviane, trabalhadora da escola e lutadora social, sofre processo administrativo e corre o risco de perder o emprego. Leia em:http://www.cabn.libertar.org/estado-presente-a-repressao-atua-fortemente/

Professores estaduais em luta

No dia 3 de março, em Florianópolis, houve ato e assembleia da categoria dos professores estaduais, que lutam por salário, condições de trabalho e em defesa da educação pública. A categoria enfrentou dentro da Assembleia a proposta da MP 198, que retira direitos dos ACTs, e aprovou indicativo de greve para a semana que vem. Força ao professorado em luta!

Atividades feministas do 8 de março em Florianópolis

Um calendário de atividades feministas está sendo construído para o 8 de março, Dia Internacional da Luta das Mulheres, culminando em um ato no dia 13 de março, às 18h, em frente ao TICEN. Além disso, a programação conta com oficinas, debates, picnic, etc. Confira aqui:https://www.facebook.com/events/1424726647824851/

Ponta do Coral 100% pública

A área da Ponta do Coral, em Florianópolis, é alvo de uma disputa em que se apresentam dois modelos de cidade. Um modelo elitista e excludente, representado pelo empreendimento da Hantei, um hotel de 18 andares com graves impactos sociais, ambientais, paisagísticos e de infraestrutura. Por outro lado, um movimento popular em luta por uma área de parque público e cultural, de uso aberto, garantindo a cultura e espaço dos pescadores da região e mantendo verde a área que é de amortecimento ambiental.

A área tem sido ocupada com atividades, debates e cultura para reivindicar o espaço. Nessa quinta e no fim de semana (7 e 8 de março), todo mundo está convidado para se juntar no local e defendê-lo. Mais informações:
https://parqueculturaldas3pontas.wordpress.com/
https://www.facebook.com/pontadocoralpublica

Criminalização em Porto Alegre

O companheiro Vicente, lutador social e militante da Federação Anarquista Gaúcha, foi condenado por processos das lutas de Junho de 2013. A ação é uma ameaça clara à luta pelo transporte, que voltaria a ganhar força na cidade na semana em que houve a condenação. O companheiro e a FAG se posicionaram denunciando a medida de repressão à luta social e garantindo que não sairão das ruas. Leia mais: http://www.cabn.libertar.org/fag-nao-se-intimidar-nao-desmobilizar-toda-nossa-solidariedade-ao-companheiro-vicente/

Saudações libertárias!
Coletivo Anarquista Bandeira Negra, integrante da Coordenação Anarquista Brasileira
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[CABN] Estado presente? A repressão atua fortemente

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/estado-presente-a-repressao-atua-fortemente/

O governo do Raimundo Colombo tem agido diretamente na destruição da educação pública em Santa Catarina. Em Joinville, temos exemplos para citar sobre essa operação de desmonte: o abandono sistemático da centenária Escola Estadual Conselheiro Mafra, o fechamento da Escola Estadual Ruy Barbosa e da Escola Estadual Monsenhor Scarzello – no primeiro caso, o prédio foi repassado para o governo federal instalar o IFSC, no segundo foi instalada a Companhia de Patrulhamento Tático, ligada ao 8ª Batalhão de Polícia Militar, e a última escola tem o indicativo de ser encaminhada para Ajorpeme, Associação de Joinville e Região da Pequena, Micro e Média Empresa. Este cenário tem sido denunciado pelo movimento estudantil e sindical.

O ano letivo de 2015 começou com a denúncia de trabalhadores e trabalhadoras da educação, junto com pais, mães e estudantes, sobre a falta de condições necessárias para começar as aulas na EEB Prof. João Martins Veras. No período marcado por forte calor, era péssimo lecionar e estudar nos ambientes das salas de aula sem ar-condicionado. Em Assembleia os/as trabalhadores/as com familiares e estudantes votaram contra o retorno das aulas.

A Gerente da Educação Regional, Dalila Rosa Leal, cargo de confiança do governador Colombo, foi pessoalmente esfriar a reivindicação. Inclusive, contou com a intervenção do Ministério Público Estadual de Santa Catarina para iniciar o ano letivo com a força da lei.

Já no dia 13 de fevereiro, a Gerência Regional de Educação deu início ao processo administrativo contra a companheira Viviane Souza Miranda, dirigente sindical do SINTE – Regional Joinville. A companheira Viviane é uma militante em defesa da educação pública e na valorização dos/as trabalhadores/as da área. No cenário de destruição do setor, companheiras e companheiros dedicados/as como Viviane são fundamentais para conter o abandono realizado pelo governador Colombo.

A educação pública é uma conquista das lutas populares organizadas. Por isso, o Coletivo Anarquista Bandeira Negra se dispõe a lutar junto a companheira sindicalista e presta solidariedade além das palavras, mas com combatividade, organização e luta. Afinal, onde existe Estado, a repressão atua fortemente. Com os/as de baixo, ontem, hoje e sempre!

Protesto não é crime!

Por um sindicalismo classista, de base e combativo!

Lutar, Criar, Poder Popular!

Março de 2015,

Coletivo Anarquista Bandeira Negra

Mural na escola feito por alunos, com apoio do Coletivo Pinte e Lute de muralismo, e que foi apagado como represália à mobilização desse ano.