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[RL] 10 ANOS DE RUSGA LIBERTÁRIA: 10 ANOS CONSTRUINDO O ANARQUISMO ORGANIZADO EM MATO GROSSO

As reticências, as meias-verdades, os pensamentos castrados, as complacentes atenuações e concessões de uma diplomacia covarde não são os elementos dos quais se formam as grandes coisas: elas fazem-se, apenas, com corações elevados, um espírito justo e firme, um objetivo claramente determinado e uma grande coragem. Empreendemos uma grande coisa, […], elevemo-nos à altura de nossa empreitada: grande ou ridícula, não existe meio-termo, e para que ela seja grande é preciso, pelo menos, que por nossa audácia e por nossa sinceridade tornemo-nos também grandes.

Em 18 de novembro de 1918, os anarquistas realizaram uma insurreição no Rio de Janeiro; as primeiras três décadas do século XX, no Brasil, o anarquismo esteve vivo e combativo conjuntamente às lutas operárias, educacionais e campesinas – do campo à cidade, envolvidos na intenção de construção do Socialismo Libertário, da Revolução Social. São 98 anos desde a Insurreição Anarquista, noventa e oito anos que não deixa ser apagado nossa memória de luta, organização, rebeldia, solidariedade, apoio mútuo, fraternidade, internacionalismo e Ação Direta! Mesmo não sendo a data de nossa fundação, é uma data que faz parte da nossa história, da história de mulheres e homens que se colocaram em sagacidade nas lutas por um mundo melhor, uma nova sociedade; da Rússia ao México, dos Estados Unidos à Espanha, do Japão à Coreia… do Uruguai ao Brasil. O anarquismo esteve presente em todos os continentes, sendo na construção do sindicalismo revolucionário, da luta camponesa, da luta pela libertação e emancipação das/os oprimidas/os – Na Luta Contra o Estado!

E foi através dessas experiências prática e teórica, em mais de 150 anos de anarquismo militante, que se deu as primeiras intenções de construção de uma organização especificamente de anarquistas, em terras mato-grossenses. Construção iniciada através de companheiros e companheiras que já se articulavam com outras organizações do Brasil, em meados da década de noventa, até a concretização do Fórum do Anarquismo Organizado (FAO) – instância organizativa que foi destinada para o amadurecimento de linhas táticas e estratégicas, teóricas e práticas, de intervenção nos movimentos sociais e construção de ferramentas que possibilitasse o avanço das lutas populares com corte de classe libertário – que percorreu 10 anos de existência, até a fundação da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB).

Pelo Grupo de Estudos e Ações Libertárias (GEAL), foram aplicados os primeiros germes formativos, em Mato Grosso, para se avançar na perspectiva de construção de uma organização especificamente anarquista; ali foi possível trocar reflexões, afinar nortes programáticos e chegar no ponto X da concretização da Rusga Libertária – entre os últimos meses de 2005 e 2006. Hoje, dez anos depois, também optamos por percorrer com tranquilidade/firmeza/ética/estilo militante/compromisso e humildade os passos para o enraizamento da crença em nosso projeto político ideológico, um projeto enraizado ao nosso próprio projeto de vida: Organizativo, Libertário, Solidário, Internacionalista e Revolucionário! Dez anos percorridos através de avanços, estagnações, embates, amadurecimentos, crítica, autocrítica, humildade – para chegar na nossa maturidade ideológica e programática.

10 anos caminhando com passos firmes, humilde, porém convicto do que queremos!

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E foi com imensa satisfação que recebemos saudações de organizações irmãs do Brasil, da América Latina e da África do Sul. Essas saudações foram lidas e introjetadas em toda nossa militância como um adicional de ânimo e determinação para que possamos comemorar mais 10 anos de existência…

Agradecemos a todas e todos que se fizeram presentes nesse momento de alegria e reafirmação do nosso projeto de luta por uma nova sociedade!

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América Latina

Federacion Anarquista de Rosario (FAR)

Companheiros/as da Rusga Libertaria:
Orgulha-nos tremendamente este importante evento para o anarquismo brasileiro. Este é um passo-chave nesta etapa da construção da CAB e tambem na consolidação das praticas libertarias no histórico Caa Guazú guaraní, hoje mais conhecido como Mato Grosso.
Sem dúvida, isto contribui para as bases da sustentabilidade regional do anarquismo especifista. Como mostram eles é vital a premissa organizacional aos níveis sociais e político-ideológico, marcando um caminho a seguir para a militancia matogrossense e deixando à vista a capacidade, compromisso e necessidade do momento de envolver-nos em as lutas sociais do nosso povo, ombro a ombro com os nossos irmãos de classe.
Os 2500 km que nos separam não são em absoluta distância para pensar em conjunto a estratégia regional de resistência contra o avanço das classes opresoras da região, que via eleições ou golpes institucionais vieram para completar o programa de ajuste selvagem para os de baixo.
Nos só desejamos longa vida ao anarquismo organizado no Mato Grosso.
Contra la clase dominante, anarquismo militante!
Viva la Rusga!!!
Arriba lxs que luchan!!!
FAR – Federación Anarquista de Rosario (Argentina)

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Federacion Anarquista Uruguaya (fAu)

Salu compañeras y compañeros de Rusga Libertaria.

Desde Uruguay queremos saludar y celebrar a la distancia los 10 años de organizacion y lucha anarquista en Mato Grosso.

Ha sido un buen tiempo de construccion anarquista de la organización en sus diferentes etapas que debe ser capital de una mirada profunda para arraigar aun mas nuestra perspectiva libertaria y alternativa de lucha de clase.

Recordamos los primeros años cuando nuestros hermanos y hermanas de la FAG nos informaban sobre el trabajo alli y las potencialidades concretas. Hoy con cierto orgullo tambien les damos nuestro saludo.

Vamos a dar la lucha desde abajo, sin caer ni meternos solos en los
corrales de rama del sistema y los juegos electorales.

Por una alternativa de lucha de los de abajo!

Por el socialismo libertario! // Arriba los 10 años del FAO! // Arriba la CAB! // Arriba los que luchan!

federacion Anarquista uruguaya

África do Sul

Frente Anarco-comunista Zabalaza (ZACF)

Companheiros e companheiras,

Em nome da Frente Anarco-comunista Zabalaza (ZACF) da África do Sul lhes mandamos saudações solidários aos/às companheiros/as da Rusga Libertária no seu decimo aniversario.

Sabemos que dever ter sido um largo e difícil caminho a construir sua organização e desenvolver sua prática política para chegar em este ponto histórico num país e contexto bastante desigual aonde o anarquismo, mesmo que tendo uma história larga e de nobreza no Brasil, ainda não voltou a ser muito bem conhecido nem recebido por as classes oprimidas desde a perda do seu vector social no século anterior.

Sabemos também que o Brasil, como muitos países incluso o nosso, está voltando cada vez mais num país autoritário aonde o governo e a classe dominante pouco se toleram ideologias, grupos políticos ou movimentos sociais que defendem a igualdade e transformação social e aonde o espaço democrático para fazer crítica do sistema, levantar as nossas propostas, lutar e desenvolver alternativas libertárias se fica cada vez menor.

Mesmo assim, temos visto de longe como o trabalho de base consistente e paciente das organizações especifistas brasileiras, organizados na Coordenação Anarquista Brasileira, há começado a dar frutinhas, e nos parece que o anarquismo está começando a surgir mais uma vez como uma referência e ferramenta de luta nas lutas populares e sociais que nos parece que estão explorando no Brasil – das lutas de 2013 contra o aumento da tarefa e contra a absurdidade da Copa do Mundo até a onda de ocupações escolares do ano passado até agora.

Da Turquia aos Estados Unidos, da Argentina ao Brasil, a extrema direita, o fascismo e o autoritarismo discriminador, de uma forma ou outra, estão crescendo. Mais de trinta anos do neoliberalismo há enfraquecida as organizações populares da resistência e há f eito que as classes oprimidas se quedam divididos e confusos, sem confiança e esperança na luta nem solidariedade de classe. A esquerda autoritária, pragmática e oportunista não tem nada pra oferecer as classes oprimidas. Só a luta de classe, desde abaixo e por fora do estado, nos salvará. Só o anarquismo nos mostra uma saída deste sistema tão deplorável. Se as classes oprimidas não se organizam e levantam para dar fim à esse mundo capitalista, ou as bombas de guerra imperialista ou as alterações climáticas o fará.

Agora, mais que nunca, o mundo e os povos se necessitam o anarquismo. Agora, mais que nunca, nós temos que organizar, temos que defender as nossas ideias, demostrar que a nossa alternativa libertaria tem valor e nos oferece uma chama de esperança num mundo escuro e absurdo.

Respeitamos e apreciamos o compromisso e trabalho, tanto social e de base quanto político, de cada um/a de vocês em construir um anarquismo organizado e um povo forte no Mato Grosso e no Brasil mesmo. Em construir um mundo novo e libertário.

Nós lhes desejamos mais uma década de resistência libertária e organização especifista.

Viva Rusga Libertaria!! Viva CAB!! // Arriba lxs que luchan!!

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Brasil

Coletivo Anarquista Bandeira Negra (CABN) – SC

Saudação do Coletivo Anarquista Bandeira Negra aos 10 anos da Rusga Libertária

Desde que a militância anarquista se organizou em Santa Catarina, fazendo do CABN nossa ferramenta de construção de um novo mundo nos idos de 2011, contamos com um forte laço de rebeldias, sonhos e muita luta em Mato Grosso, laço que não se afrouxa pela longa distância que nos separa. Maior que a distância é nossa convicção na importância de derrubar esse sistema injusto. Convicção também de que a mais ampla solidariedade entre os povos oprimidos será decisiva para essa tarefa!

Saudamos o momento em que a Rusga Libertária alcança seus dez anos e desejamos muito debate solidário, acúmulo e ainda mais força para as lutas que virão. Quando a labuta cotidiana na resistência ficar pesada, lembrem que aqui no Sul também estamos dedicando os mais honestos esforços pela revolução.

Pelo socialismo e a liberdade!

Coletivo Anarquista Bandeira Negra,

novembro de 2016

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Coletivo Mineiro Popular Anarquista (COMPA) – MG

Belo Horizonte, Minas Gerais, 18 de novembro de 2016.

Estimadas e estimados companheiras e companheiros da organização Rusga Libertária,

O Coletivo Mineiro Popular Anarquista, organização integrante da Coordenação Anarquista Brasileira, saúda os 10 anos da Rusga Libertária, irmã de coordenação nacional e peleja anarquista na região mato-grossense.

Fundada em 18 de novembro de 2006, propositalmente neste dia para prestar justa homenagem à tentativa de insurreição anarquista realizada no Rio de Janeiro em 1918 (homenagem que endossamos e fazemos questão de ressaltar, a propósito), desde então a Rusga Libertária exerceu papel destacado na consolidação de nossa ideologia em âmbito nacional, vivenciando, construindo e fortalecendo os espaços de construção de nossa militância no país, como o antigo Fórum do Anarquismo Organizado, fundado em 2002, e a atual Coordenação Anarquista Brasileira, fundada em 2012.

Foi resultado dos esforços militantes das e dos companheiros da Rusga Libertária (junto a companheiros gaúchos, cariocas, alagoanos e outros), que o anarquismo especifista se expandiu para todas as regiões do país, de norte ao sul, com organizações anarquistas especifistas consolidadas em 12 estados, sendo o COMPA um exemplo direto disso.

Por sua determinação, por sua história de luta, firmeza, postura e de fazer valer a nossa bandeira nos espaços onde estamos presentes, prestigiamos essa organização irmã com a qual pactuamos as tarefas maiores de construir a nossa organização nacional, de trazer o anarquismo à luz da classe trabalhadora como uma alternativa real de luta e de nova sociedade, e também de fazer a revolução social.

Forte abraço, companheiras e companheiros, não tá morto quem peleia! Seguimos juntas e juntos a enraizar anarquismo em nossas lutas e em nossa classe!

Viva a Rusga Libertária!
Viva a CAB!
Viva o anarquismo!

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Coletivo Anarquista Luta de Classes (CALC) – PR

Saudações do CALC aos dez anos da Rusga Libertária/CAB!

O Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC), organização anarquista especifista localizada no estado do Paraná, saúda e comemora uma década de construção da Rusga Libertária em terras mato-grossenses! Compomos desde 2012 a Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) em conjunto com a organização-irmã Rusga Libertária e, neste momento, contamos com outras 10 organizações anarquistas especifistas espalhadas pelo Brasil.

Alegramo-nos em saber que os/as companheiros/as mato-grossenses têm se empenhado na tarefa árdua e cotidiana de construção de uma alternativa política frente as burocracias dos movimentos sociais, num contexto estadual em que reina o poderio dos latifundiários da soja e do agronegócio em geral.

Numa conjuntura nacional de lutas cada vez mais acirradas, com destaque neste momento para a luta contra a MP 746 (Reforma do Ensino Médio) e PEC 241 (55) – com direito a muita ação direta (ocupações, atos de rua e mais), é necessário continuarmos a construção de novos referenciais políticos. Somente nessa intensa peleia, com muito esforço organizativo nas escolas, bairros, favelas campos, florestas e locais de trabalho, conseguiremos construir um outro horizonte que rompa com as estruturas do capitalismo, do Estado e de qualquer dominação.

Ao mesmo tempo, passamos por um momento de aumento da repressão e criminalização à pobreza e aos movimentos sociais. Com os marcantes casos de Rafael Braga e da invasão à Escola Nacional Florestan Fernandes, destacando também o contínuo genocídio do povo negro e dos povos originários. Só nos resta a solidariedade entre a classe oprimida para resistirmos e avançarmos.

A cada modesto passo que damos, a cada ano que completamos de luta e organização, ficamos mais fortalecidos. Com muita convicção e firmeza, a partir de raízes históricas bem sólidas, seguimos na construção de uma matriz ideológica anarquista latino-americana, ampliando nossa atuação e amadurecendo nossas organizações.

Continuamos juntos, lado a lado. Partilhamos das mesmas concepções, princípios, estratégias, táticas, leituras da realidade. Nossa convicção e sentimento de pertencimento a algo maior aumenta nossas chances de vitória sobre os vários tipos de dominação. Seguimos construindo uma outra sociedade, fundada em outros valores, uma sociedade de socialismo e liberdade!

Saudações aos/às anarquistas especifistas do Mato Grosso! Seguimos sabendo que só a luta popular decide! Toda força para o nosso projeto de construção de uma sociedade justa e igualitária!

Lutar! Criar Poder Popular!

Viva o Anarquismo no Centro-Oeste!

Viva a Rusga Libertária! Viva a CAB!

CALC, Novembro de 2016.

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Federação Anarquista Cabana (FACA) – PA

Companheiros e companheiras da Rusga Libertária!

A Federação Anarquista Cabana – FACA saúda com grande entusiasmo e profundo respeito o aniversário de 10 anos da Rusga Libertária – CAB. Organização coirmã que tanto inspira nossa prática militante. Falamos isto não como simples palavra ou mero devaneio.  Nossos parabéns se pautam na construção teórica e prática de um socialismo libertário com nossa face. Com a cara negra e índia. Na sua relação profunda com a natureza de nosso continente latino americano e também de nossa grande região Amazônica.

Nossa realidade comum, marcada pela lógica perversa de uma colonialidade do ser, do saber e do poder nos colocou no mesmo campo de batalha. E mais do que isso. Apresentou o grande desafio da construção de um anarquismo militante, inserido e atuante nas lutas de nosso povo. Da grande, emancipada e autônoma Abya Yala até a realidade Centro Oeste brasileiro. Na tarefa de construção da resistência cabocla, negra e indígena contra a escravidão e a invasão de nossas terras.

Nosso espírito cabano, desde as partes mais setentrionais do Brasil, deseja que estes dez anos se multipliquem. Que se ampliem. Que nosso esforço comum de construção de uma organização em nível nacional se efetive e que nossas forças se enraízem onde se tenha uma luta contra a exploração econômica e a opressão de todas as ordens. No alvorecer de um dia onde celebraremos a autodeterminação, a auto-organização e a autogestão material e simbólica do viver. Isto tudo acompanhado de uma solidariedade plena e orgânica.

 Em nossa concepção libertária de socialismo, não existe “lutar para o povo” e sim lutar com o povo, como militantes populares. Justamente por sermos filhas e filhos do povo brasileiro, queremos participar da nossa libertação, caso contrário, não existe luta libertária possível. Não acreditamos em benevolência da classe dominante, por isso, sabemos que a nova sociedade somente nascerá das entranhas da classe trabalhadora. Este é o grande o exemplo e legado que a Rusga nos dá neste seu aniversário.

Hoje, como ontem, a nossa luta é no campo e na cidade, na floresta e no cerrado, na caatinga e nos pampas. A construção de nossa corrente é internacional. Mas, sobretudo, latino americana. Que viva o anarquismo especifista. E que viva a RUSGA LIBERTÁRIA!                                               @ Secretariado da FACA

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Federação Anarquista Gaúcha (FAG) – RS

Desde o sul do Brasil enviamos a toda Rusga Libertária nosso grande abraço de comemoração pelos seus 10 anos de luta. São 10 anos construindo o anarquismo no país. Que todas e todos saibam que nos sentimos parte desta construção, nos sentimos comemorando com vocês também este momento.

É importante que se diga que vivemos momentos difíceis para os de baixo, não que já tenha sido fácil algum dia, mas temos vários desafios à mais nesta infeliz conjuntura de retiradas de direitos e de repressão. Reafirmar nossa convicção libertária está na ordem do dia. Demarcar nosso campo ideológico, dar batalha de ideias, se enraizar mais e mais no trabalho de base são ações compartilhadas entre nós e servem de ânimo para a árdua jornada de luta que não termina amanhã e tampouco começou hoje.

Hoje, dia 18 de Novembro também vamos comemorar nossos 21 anos de FAG, mas o punho erguido e o grito de Arriba los que luchán é para Rusga Libertária!!!

Vida longa a Rusga Libertária!

Vida longa a CAB!

Viva a Anarquia!

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Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ) – RJ

Nós, da Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ) saudamos os dez anos de nossa organização-irmã Rusga Libertária (RL), integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) e com presença no estado de Mato Grosso. Nosso país de extensões continentais nos impõe uma tarefa árdua que recebemos com toda dignidade: fincar raízes de luta e rebeldia em todo território brasileiro. Retomar e fazer crescer a influência do anarquismo organizado, modestamente é um trabalho que vem sendo feito por nossa coordenação e com ela, a organização Rusga Libertária, com afinco e determinação.

São 10 anos de luta e construção da proposta anarquista no estado de Mato Grosso, mas a história de resistência é muito mais antiga, o levante do rusguentos, resgatado pela organização especifica local, surgiu de um contexto de indignação dos explorados que responderam com ação direta abrindo caminho para na sequência de outras revoltas como a Farroupilha (RS), Cabanagem (PA), Sabinada (BA), Balaiada (MA) dentre tantos capítulos do poder popular e se mistura com as lutas indígenas tocadas contra a implantação do criminosos Estado-nacional brasileiro. Temos em nossas veias as memórias e as lições de resistência indígena, a luta popular de base e a federação das que lutam cotidianamente contra os desmandos do capital em todas as regiões desse país chamado Brasil. Temos em Rusga Libertária, uma aliada fiel da revolta popular e do anarquismo de nossa corrente.

Organização que se dedicou com afinco na construção anarquista brasileira que tem seu salto qualitativo no Fórum do Anarquismo Organizado (FAO) e depois Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), saudamos os esforços da militância anarquista organizada no estado de Mato Grosso.

Que cresça a revolta e a luta popular! Que cresça a força das e dos de baixo contra os desmandos dos latifundiários e capitalistas!

Viva a Rusga Libertária (RL)!
Viva a Coordenação Anarquista Brasileira!

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Organização Anarquista Socialismo Libertário (OASL) – SP

Saudação OASL

É com grande entusiasmo que saudamos e comemoramos os 10 anos de organização da Rusga Libertária, organização que sempre andou ombro a ombro com os de baixo no Estado do Mato Grosso.

Nessa década a Rusga fez parte do bom combate contra as classes dominantes e tem contribuído com modéstia mas decisivamente para o fortalecimento do Anarquismo no Brasil e para a construção do Poder Popular nesse país e no mundo.

Por isso nesse dia tão importante aos anarquistas brasileiros, que não atoa também é aniversário de nossa organização, saudamos esses 10 anos que nossas e nossos companheiros tem dedicado ao socialismo e a liberdade, que venham muitos mais!

Viva a Rusga Libertária!
Viva a Anarquia!
Via a CAB!
Lutar! Criar! Poder Popular!

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Organização Resistência Libertária (ORL) – CE

É com imensa alegria e satisfação que nós da Organização Resistência Libertária [ORL/CE], integrante da Coordenação Anarquista Brasileira, viemos saudar aos 10 anos da Rusga Libertária. Em Mato Grosso, Estado em que o capitalismo finca as cercas do agronegócio e o Estado impõe os Bandeirantes como identidade colonial, acreditamos na firmeza e na resistência da nossa organização irmã na luta contra o latifúndio, contra o genocídio dos povos originários e do povo preto, contra a precarização da vida urbana e pelo fim da violência contra a mulher, da homofobia e da transfobia. Mais que isso, acreditamos na Rusga Libertária como semente da anarquia no Centro-Oeste do Brasil. Em tempos de avanço do conservadorismo, retrocessos dos direitos sociais e de expansão do projeto neoliberal, ter uma organização irmã resistindo e lutando ombro a ombro desde baixo nos dá fortalecimento para também continuarmos na luta contra o capitalismo e construindo o socialismo libertário. Desde a CAB, marchamos com o preto do luto e o vermelho da luta, contra a dominação supremacista e a exploração sangrenta que atinge o povo oprimido. Viva os 10 anos da Rusga, Viva a organização anarquista cuiabana e uma veia da luta internacionalista!!

Enraizar o Anarquismo no Centro-Oeste do Brasil!!!

Viva a Rusga Libertária!

Viva a Coordenação Anarquista Brasileira!

10 anos Rusga Libertária e 3° Encontro Regional Centro-oeste/Sudeste da CAB
10 anos Rusga Libertária e 3° Encontro Regional Centro-oeste/Sudeste da CAB
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No Batente #6 – Só a Luta Popular Decide!

Este é o sexto número do jornal No Batente, órgão de informação e análise do Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC). Ficamos felizes por mais uma edição poder chegar aos companheiros e companheiras de luta!

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Nesta edição, lançada em setembro/outubro de 2016, colocamos elementos sobre a atual conjuntura de ataques à classe oprimida no Brasil, a farsa que são as eleições burguesas, um breve texto de homenagem aos 80 anos da Revolução Espanhola e mais.

Leia o no BATENTE #6 clicando no link – NO BATENTE – ou na imagem acima.

[CAB] Declaração do II Encontro Regional Centro Oeste/Sudeste da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

Retirado de: http://anarquismo.noblogs.org/?p=332

Nos dias 10, 11 e 12 de outubro, foi realizado, em Belo Horizonte (MG), o segundo encontro da Regional Centro-Sudeste da CAB, contando com a presença das organizações Rusga Libertária (Mato Grosso), Federação Anarquista do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro), Organização Anarquista Socialismo Libertário (São Paulo) e o Coletivo Mineiro Popular Anarquista (Minas Gerais).

O encontro teve como objetivo estreitar nossa relação regional, aprofundando em termos organizativos, formativos e práticos, servindo como um espaço de análise de conjuntura, de formação e levantamento de perspectivas para que as nossas lutas caminhem juntas em um mesmo rumo organizativo e combativo.

Estamos em uma conjuntura de maiores ataques aos oprimidos e oprimidas, ataques oriundos – historicamente – do Estado contra a classe trabalhadora, contra as mulheres e povos originários, ao mesmo passo em que amargamos uma crise econômica que, como todas as crises do sistema capitalista, gerida pelo governo de turno (PT/PMDB), atinge somente aos de baixo. A criminalização e perseguição aos movimentos sociais continuam em curso, com a tentativa do Estado de calar aquelas e aqueles que lutam.

Por esse momento exigir maior organização e determinação na luta, entendemos que nosso encontro teve um papel destacado na articulação e fortalecimento de nossas organizações, tanto em seus respectivos estados quanto em nível regional. A articulação de nossa militância em diversas frentes de luta (comunitária, estudantil e sindical), assim como o aprofundamento do debate de gênero e variadas formas de opressões, é fundamental para a ação anarquista.

Dessa forma, concluímos o encontro com a sensação de termos avançado em pontos fundamentais para a nossa militância, mas ainda com muito trabalho a ser feito. A tarefa é árdua e exige um trabalho prolongado, alinhado tanto regional quanto nacionalmente, que é o que a CAB vem humildemente construindo. Após o III encontro da Regional Sul no meio deste ano, a recente fundação da FARPA (Federação Anarquista do Palmares / AL) e a realização do I Encontro NO/NE da CAB no mesmo momento em que realizávamos nosso encontro regional CO/SE, visualizamos nosso encontro como mais um resultado positivo do trabalho que viemos realizando de forma coordenada no âmbito nacional.

É na firmeza de nossos princípios ideológicos que vamos caminhando com passos firmes, modestos e radicalizados nas trincheiras da luta popular em que estamos/estaremos inseridos, é na prática constante da crítica e autocrítica que avançamos na construção de um Povo Forte e com perspectivas reais da construção do Poder Popular e do Socialismo Libertário!

Desde Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, seguimos na luta.

Viva o Anarquismo Organizado!

Viva a Coordenação Anarquista Brasileira!

Não tá Morto Quem Peleia. Organizar, Lutar, Criar o Poder Popular!

Rusga Libertária
Federação Anarquista do Rio de Janeiro / FARJ
Organização Anarquista Socialismo Libertário / OASL
Coletivo Mineiro Popular Anarquista / COMPA

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[COMPA] Solidariedade ao povo mexicano na luta pel@s 43 estudantes sumid@s em 26 de setembro

Retirado de: http://www.coletivocompa.org/2014/11/solidariedade-ao-povo-mexicano-na-luta.html

Há mais de um mês estão desaparecid@s 43 estudantes de uma Escola Normal Rural, situada na cidade de Ayotzinapa, por parte de uma ação conjunta entre a Polícia mexicana e um cartel de drogas da região. O ataque das forças policiais e do cartel foi realizado em 26 de setembro, após uma atividade de estudantes que tinha como objetivo levantar recursos para a participação das manifestações na capital do país, Cidade do México, em memória ao aniversário do Massacre de Tlatelolco (quando, em 1968, foram assassinados quase 300 estudantes pela polícia após protestos populares)¹. Desde então, @s estudantes estão sumid@s e o governo mexicano tem sido pouco claro e conclusivo em suas declarações a respeito do sumiço e do que realmente ocorreu.
As escolas normais nasceram como fruto da Revolução Mexicana de 1914-1919. A partir dos anos 1920, a educação mexicana assumiu um caráter socialista/libertário que proporcionou nos anos seguintes aos 30, apesar de sua institucionalização nas décadas seguintes, grande participação popular envolvendo pais, alunos, professores e interessados na construção de um modelo educacional que proporcionasse a unificação da educação e da comunidade. Agregando aos métodos educacionais a tradição indígena que enraíza a cultura local, os conselhos de anciãos, de terras comunais e de autogoverno, as escolas normais potencializavam a luta local contra a dominação de reformas neoliberais do estado mexicano. Apesar de diversas tentativas de desarticulação das escolas normais, das 29 unidades da rede, 13 ainda sobrevivem de maneira horizontal e autogerida, dando continuidade às suas propostas originais, sendo a escola Normal Rural Raúl Isidro Burgos, em Ayotzinapa no estado de Guerrero, uma destas experiências; especificamente, onde se formavam os 43 estudantes sumidos pelo estado mexicano.
Fortes manifestações com milhares de pessoas se deflagaram por todo o país, na Cidade do México (capital do país), em Acapulco (capital do estado) e em diversas outras cidades mexicanas. Prefeituras e demais prédios e instalações do governo estão sendo ocupados ou incendiados durante os protestos, que se desdobram em grandes confrontos contra a repressão policial que segue. A participação de professores nos protestos tem sido decisiva: a Coordenação Estadual dos Trabalhadores da Educação em Guerrero (CETEG) tem se mobilizado nas ações mais radicais que estão em curso nas tantas cidades do estado. Na quarta-feira, 29 de outubro, dezenas de professores atacaram a residência oficial do governador do Estado, Rogelio Ortega, forçando-o a renunciar o cargo. O EZLN (Exército Zapatista de Liberação Nacional) também se integrou à mobilização de resistência, que já se faz global.
Diante desse cenário, também somamos, desde Minas Gerais, Brasil, à mobilização internacional de solidariedade a est@s estudant@s, seus familiares e ao povo mexicano, que exige o esclarecimento do ocorrido, a imediata apresentação com vida destes 43 estudantes sumidos e à responsabilização da polícia, do governo de Guerrero e do governo mexicano, que submeteram o povo mexicano a tal situação tão dolorosa e ao mesmo tempo inaceitável. Manifestamos publicamente, portanto, nosso repúdio a este ataque covarde e cruel por parte do conluio entre o governo mexicano e outros agrupamentos paramilitares.
É no povo mexicano e em sua história de luta que o nosso anarquismo tem uma de suas mais expressivas influências. O movimento anarquista operário e camponês desde o século XIX, os companheiros irmãos Ricardo Flores Magón e Henrique Magón, o periódico “Regeneración”, Emiliano Zapata, as mulheres organizadas no destacamento “Las soldaderas”, a grande combatente revolucionária Margarita Neri, @s Zapatistas contemporâneos organizad@s no EZLN… são várias as expressões, os traços e as fortíssimas contribuições ao movimento revolucionário mundial, sobretudo à nossa corrente do anarquismo, que o povo mexicano ofereceu e ainda oferece. Nossa identidade latinoamericana reforça ainda mais esse laço que por nós é de muita relevância e expressão. Não nos calaremos diante de ataques a irmãs e irmãos de classe, de América Latina, de luta revolucionária, por parte de nossos mais repugnantes inimigos; Não Passarão!
Os governos e os assassinos do povo Não Passarão!
Somos tod@s estudantes de Ayotzinapa! Somos tod@s estudantes de Tlatelolco!
Solidariedade é mais que palavra escrita!
Gigantes manifestações na Cidade do México, capital do país
Prédios públicos, como a prefeitura de Iguala, são atacados e incendiados
Professores enfrentam a repressão policial
Notas:
¹ Durante a tarde e a noite de 2 de Outubro de 1968 a Polícia mexicana executou quase 300 estudantes na Praça das Três Culturas, no bairro de Tlatelolco na Cidade do México, após manifestações estudantis que duraram vários meses na capital mexicana, eco das manifestações e revoltas estudantis ocorridas em várias cidades do mundo em 1968. Os estudantes mexicanos pretendiam explorar a atenção do mundo, focada na Cidade do México por ocasião dos Jogos Olímpicos de 1968, assim como ocorreu no Brasil, durante a Copa das Confederações em junho de 2013 e a Copa do Mundo, em junho de 2014.

[COMPA] Seminário Bakunin: Crítica Social e Estratégia Revolucionária

Seminário Bakunin: Crítica Social e Estratégia Revolucionária

Em ocasião do 200º aniversário de Mikhail Bakunin (30 de maio), o COMPA convida para o Seminário Bakunin: Crítica Social e Estratégia Revolucionária, que será realizado no dia 31 de maio em Belo Horizonte.

A mesa será composta pelo companheiro Felipe Corrêa, militante da OASL-CAB (Organização Anarquista Socialismo Libertário – Coordenação Anarquista Brasileira) e integrante do ITHA (Instituto de Teoria e História Anarquista), e será dividia em três eixos:

– Vida e Obra (trajetória de lutas e contribuição teórica)

– Crítica Social (análise do capitalismo, do Estado e das classes sociais)

– Estratégia Revolucionária (Dualismo organizacional, linha política de massas, processo revolucionário e sociedade futura)

O Seminário acontecerá das 14h às 20h, no Espaço Fôlego Cultural, que fica na Rua da Bahia 1176, Centro, no quarteirão do Ed. Maletta. A alimentação será garantida a preços populares por cooperativas veganas companheiras. O cultural comes e bebes será às 20:30, no Bar do Olympio, 2º andar do Ed. Maletta.

A entrada é franca, mas contribuições voluntárias são bem-vindas. Lotação para 50 pessoas.

Mais info: compabh@riseup.nethttp://www.coletivocompa.org

Arriba lxs que luchan!
Viva os 200 anos de Bakunin!
Viva a Anarquia!

Link do Evento:

https://www.facebook.com/events/840901879257282

[COMPA] Saudação aos 10 anos da Federação Anarquista do Rio de Janeiro

Camaradas de luta anarquista,
É com muito entusiasmo e alegria que o COMPA saúda os 10 anos de vida e luta da Federação Anarquista do Rio de Janeiro.
Em verdade foram décadas de acúmulo, esforço e dedicação de uma militância anarquista na capital fluminense que se resultaram em sua fundação no dia 20 de agosto de 2003. Fruto de um resgate fundamental do anarquismo de luta de classes de Ideal Peres, Fábio Luz, José Oiticica e outr@s companheir@s, a FARJ hoje tem uma importância elementar na história do anarquismo do Brasil, desde seus primeiros passos nos primeiros anos de sua fundação, passando por seu constante amadurecimento político e estratégico que se consolidaram em seu Primeiro Congresso, até os atuais avanços históricos para o anarquismo em seu estado e no Brasil, com o fortalecimento do Fórum do Anarquismo Organizado e a fundação da Coordenação Anarquista Brasileira.
Sem o comprometimento e a responsabilidade histórica com o anarquismo nos quais sua militância se estabelece, muitas dessas conquistas talvez estariam mais distantes de serem alcançadas. A FARJ carrega em sua identidade a seriedade, ética e humildade que traduzem primorosamente os princípios do anarquismo e que lhe dão a coerência necessária para caminhar punho ao alto no caminho da luta popular, braços dados às demais lutadoras e lutadores do povo, entre os quais ela se constrói, se fundamenta e se faz legítima, sempre pela base, em direção ao Socialismo Libertário.
A FARJ ocupa ainda uma posição mais importante para o COMPA. O surgimento do debate em Belo Horizonte em torno da organização anarquista e do especifismo se deu por uma admiração, proximidade e inspiração política na FARJ e em sua rica contribuição teórica para o anarquismo. Além de sua militância social e de sua influência anarquista nas lutas da cidade do Rio de Janeiro, sua importância para o anarquismo a nível nacional se faz na construção do anarquismo organizado na CAB e no que ela representa para as demais organizações que estão começando a se construir.
Portanto, saudamos com muita estima o décimo aniversário da FARJ, prestando estas humildes homenagens à nossa companheira de luta e à sua dedicação ímpar em construir o anarquismo e lutar pelo Socialismo Libertário.
Liberdade, Vida e muita Garra ao Tiê-Sangue do Anarquismo!
Que ele alce voos altos e gloriosos rumo ao horizonte que se desmancha na Alvorada da Revolução Social!
Anarquismo é Luta!

[COMPA] As ocupações da Câmara e da Prefeitura e a necessidade de Ação-Direta, Autonomia e Independência Política

Coletivo Mineiro Popular Anarquista
Agosto 2013

 

Manifestações mobilizaram mais de 100 mil na capital

Se junho foi o mês das gigantes manifestações de 100 mil em Belo Horizonte, julho foi o mês das combativas ocupações das sedes do governo municipal. Colocando frente a frente os meses de junho e de julho em um debate político, podemos extrair algumas reflexões importantes que evidenciam pontos e princípios táticos necessários para a luta popular.

No dia 29 de junho estava marcada uma sessão na Câmara Municipal para votar o projeto do prefeito Márcio Lacerda que previa a redução da tarifa do ônibus municipal em R$0,05, partindo de mais uma isenção de imposto (ISS) para a máfia das empresas de transporte coletivo da capital. O fato da sessão ter sido às 07:30h da manhã de um sábado para tentar desmobilizar qualquer ação não impediu que centenas de pessoas estivessem presentes na sede do legislativo. O povo se concentrou em frente à portaria da Câmara e foi barrado de forma violenta e arbitrária de entrar na casa. Resultado: projeto votado e aprovado às pressas. Logo após, fuga de todos os vereadores e enfim uma efetiva e massiva ocupação da Câmara.
Câmara Municipal ocupada: ação-direta pelo transporte!
Foram 9 dias de ocupação com uma pauta específica e clara: reunião com o prefeito para tratar do assunto do transporte coletivo de Belo Horizonte. Apesar das tentativas da prefeitura em nos ludibriar, nos enviando “garotos de recado” do prefeito para reuniões nada encaminhativas, a Câmara permaneceu ocupada até que a reunião com o chefe do executivo, o prefeito Márcio Lacerda, fosse realizada. E foi. Através da luta popular forçamos o recuo da intransigência da prefeitura, exigindo e conquistando a reunião com o prefeito; forçamo-lo a reduzir R$0,15 da tarifa – que diz respeito à isenção do PIS/COFINS para as empresas de transporte coletivo por parte do governo federal, o que até então se convertia num lucro ainda mais absurdo à oligarquia do transporte; iniciamos uma vigília e reivindicação mais incisivas e presentes na sociedade em relação à abertura dos obscuros contratos e planilhas da prefeitura e BHTrans com as empresas de transporte; fortalecemos a pauta do passe-livre estudantil e inicializamos o debate sobre tarifa zero na capital. Desocupamos, então, o legislativo, com conquistas importantes e históricas para a cidade, em um domingo que concentrou milhares de pessoas numa atividade cultural politizada que ocupou a região do Viaduto Santa Tereza.O avanço na pauta do transporte e mobilidade urbana aqueceu mais ainda a militância e as expectativas dos movimentos sociais e da luta de BH num modo geral. Foi preciso apenas um mês após a Ocupação da Câmara para que no dia 29 de julho a Prefeitura de Belo Horizonte fosse ocupada de forma inédita por centenas de pessoas, tanto dentro como fora do prédio. Dandara, Eliana Silva, Camilo Torres, Irmã Dhoroty, Ziláh Spósito, Nara Leão, Cafezal e outras comunidades e ocupações urbanas da cidade, em conjunto com os movimentos sociais, organizações, entidades e coletivos populares, resolveram tomar de assalto mais uma vez a agenda intransigente do prefeito Márcio Lacerda. Bastou dois dias de ocupação da prefeitura, da Av. Afonso Pena e da rua Goiás (onde se localizam as duas entradas/saídas do prédio), para que o prefeito fosse forçado a atender as reivindicações populares.

 

Prefeitura ocupada: ação-direta pela moradia!

 

Nessa pauta referente à moradia e reforma urbana a conquista foi ainda maior: suspensão dos mandatos de despejo das ocupações, criação de uma comissão para tratar desse assunto com membros das ocupações, prefeitura, técnicos e outros órgãos, além de reconhecimento das ocupações como áreas especiais de interesse social, o que abre caminho para a regularização das comunidades. A desocupação da prefeitura de uma das maiores cidades do país, quando as companheiras e companheiros que passaram a noite no prédio com fome, sede, frio, sob ameaça da Tropa de Choque e da Guarda Municipal foram recebidas/os calorosamente pelas/os que estavam do lado de fora, foi sem dúvidas emocionante e histórica.
Foi definitivamente um mês difícil para as elites dominantes. As oligarquias empresariais da cidade, principalmente a máfia dos transportes e a da especulação imobiliária perderam algumas regalias que há tanto gozavam. O prefeito, que não gosta de pobre, teve que sentar, ouvir e atender reivindicações dessa gente que ele detesta. A Câmara criou uma comissão especial para tratar de estratégias que impeçam novas ocupações. A PM nada pôde fazer, a não ser ouvir calada as palavras de ordem contra a repressão.
Ação-direta para derrubar as injustiças!
 Essas conquistas nos chamam à reflexão acerca do perfil tático e político de luta para a continuidade das jornadas já em curso e as próximas a serem tramadas. A necessidade de se alinhar em pautas específicas e potencializar nossas forças em torno dessa determinada pauta é imprescindível. Por isso que, nas manifestações de junho, quando a mídia despejou pautas vazias e gritos despolitizados nas mobilizações, não obtivemos avanços e vitórias satisfatórias como obtivemos no mês posterior, com uma mobilização bem menor em termos quantitativos. A pauta que deu início às manifestações de junho, que era de transporte, se esvaiu e perdemos a barganha política poderosíssima que tínhamos em mãos para alcançarmos êxitos e vitórias maiores ainda das que alcançamos nesse mês de julho. 100 mil pessoas nas ruas pela tarifa zero é definitivamente um terror, um pesadelo para as elites que dirigem a economia e o Estado, ainda mais 100 mil pessoas em atos radicalizados como foram os que se passaram.
Outro ponto importante a ser ressaltado é a necessidade de ação-direta para as conquistas de nossas bandeiras. Os atos do dia 11 de julho evidenciaram a queda vertiginosa, ano após ano, da representatividade dos sindicatos oficiais, pelegos e governistas e sua nula possibilidade de transformação social a partir da luta política, o que na realidade já se mostra bem claro há algum tempo. Isso se dá justamente por suas alianças com o patronal e o Estado e sua direção aparelhada por partidos eleitoreiros e governistas. O modelo de sindicato vigente já deixou pra trás há tempos o seu perfil reformista para se estabelecer como uma estrutura reacionária, a serviço dos interesses empresariais e do governo. E não só os sindicatos: muitos movimentos sociais seguiram e seguem esse rumo. Nesse sentido, reforça-se a necessidade de fortalecer os espaços, movimentos sociais e novas articulações sindicais que se organizam de modo autônomo, radicalizado e combativo em relação aos nossos inimigos de classe, distantes dos oficiais, oportunistas e capitalistas.
A ação-direta é o oprimido em confronto direto com seu opressor, no sentido político, econômico ou moral, sem intermédio de instituições ou entidades autoritárias, aparelhadas ou meramente reformistas. É a reação ao ataque do capital e do Estado por parte exclusiva do atacado. É a ação-direta, portanto, que deve ser a ferramenta permanente de luta da classe dos oprimidos para arrancar suas conquistas das rédeas capitalistas de nossos opressores. É na ação-direta, na solidariedade de classe no enfrentamento político sem amarras e oportunismo que temos condições de caminharmos em frente no nosso caminho de lutas, criando um povo forte rumo à revolução social.Desse modo, saudamos nossa garra, nosso suor, nossa dedicação e determinação nesse mês vitorioso de julho e reforçamos a necessidade de continuarmos a todo vapor em nossa luta pela via autônoma e combativa. Enfrentamento, disposição e ação-direta são palavras de ordem necessárias para as nossas próximas conquistas.
Poder!
Poder para o povo!
E o poder do povo vai fazer um mundo novo!

[COMPA] Nota de repúdio aos trotes racistas na FDUFMG

Publicamos nesta data, nossa nota pública de repúdio ao trote ocorrido na FADFMG, na última sexta-feira, dia 15 de março, e seu conteúdo inaceitável.
A “NOVA ANTIGA” DIREITA: O CONSERVADORISMO E  O NAZI-FASCISMO TRADICIONAIS E SUAS MÁSCARAS DO SÉCULO XXI
Com atitudes indiretas, brincadeiras “despretensiosas” e mascaradas, amparada em falsos discursos de “liberdade de expressão” e da máxima “tudo pelo humor”, a direita reproduz sua ideologia e estreita seus laços. É na brincadeira e no discurso contra o “politicamente correto” (termo forjado pela direita para desqualificar pessoas que optam por uma postura ética diante dos problemas sociais) que se dissemina grande parte do pensamento conservador e preconceituoso da atualidade. É sob o enorme guarda chuva do “humor” que se esconde o processo de naturalização do racismo, do machismo e da homofobia, tão presentes em nossa sociedade.
No dia 18 de março de 2013, foram divulgadas na internet duas fotos de trotes ocorridos dentro do prédio da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais. Na primeira foto, três veteranos brancos, com bigodes falsos fazendo alusão à Adolf Hitler, fazem uma saudação nazista ao lado de um calouro negro pintado de vermelho amarrado à um poste. Na segunda, há uma caloura pintada de preto, segurando uma placa com os dizeres “Caloura Chica da Silva”, acorrentada e segurada por um veterano branco que sorri.
Bastou uma busca um pouco mais detalhada no perfil do facebook de um dos estudantes que fez a saudação nazista, e pudemos constatar que ele assina páginas de orgulho branco, de figuras nazistas, de conteúdos de extrema-direita, de órgãos e figuras repressivas da atualidade, como a PMMG, a ROTA, o Coronel Telhada e que, em algumas de suas fotos, havia um emblema do Movimento Pátria Nossa Brasil (ligado ao grupo de extrema-direita integralista “Carecas do Brasil”). Temos uma constatação: um declarado nazi-fascista exerce o papel de vanguarda de suas intenções ideológicas em brincadeiras corriqueiras na universidade.
Mesmo que não houvesse um nazi-fascista infiltrado nesse quadro, a resposta a tais acontecimentos e atitudes deve ser dada de maneira categórica, por ser inaceitável que tais piadas e brincadeiras sejam tidas como normais e para que barremos a caminhada da extrema-direita. A figura de uma mulher negra, descrita com “Caloura Chica da Silva” e acorrentada por um branco é uma representação sem escrúpulos de toda uma trágica história de escravidão, opressão, racismo e sofrimento do povo negro brasileiro. A ironia e o sarcasmo são violências morais e, para nós, são como a violência física das chibatadas que nossos irmãos e irmãs negros e negras recebiam nas Fazendas de Engenho dos brancos durante as centenas de anos de escravidão no Brasil.
O povo tem memória! Em resposta às investidas da direita em destruí-la, justamente por ela ser o acúmulo de contestação, luta e conquista durante a consolidação do país e de sua história, nós afirmamos que o povo tem sim sua memória, e a reivindica sempre em suas ações. A abolição da escravatura não foi concedida por nenhuma princesa! Foi conquista de quilombolas guerreiros, de “Zumbis”, de “Dandaras”, do povo negro organizado em defesa de sua libertação e soberania cultural, social e política. Eis uma breve elucidação da memória, que jamais será destruída ou escondida como os fascistas desejam. E é em defesa dessa memória – e a partir dela – que dizemos NÃO à naturalização da violência reacionária, contra o negro, a mulher, o homossexual, o trabalhador, o desempregado, o marginalizado forçado pela sociedade segregatória e criminalizadora etc.
Nesse sentido, publicamos esta nossa nota de repúdio e algumas de nossas avaliações sobre o ocorrido, fazendo uma chamada aos estudantes, como à todo povo trabalhador, negro, mulato, pardo, às mulheres trabalhadoras, mulheres negras; que façamos combate permanente a tais manifestações que ferem nossa história, nossa memória e que seguem essa estratégia da direita de nos enfraquecer e ideologizar ocultamente os espaços sociais onde se inserem, disseminando o ódio, a intolerância e o preconceito.
A estes fascistas, repetimos em alto e bom som a palavra-de-ordem das companheiras e companheiros da Revolução Espanhola em 1936: NÃO PASSARÃO!
SOMOS TOD@S CHICAS DA SILVA!
Coletivo Mineiro Popular Anarquista
Belo Horizonte, 20 de março de 2013

[FAO] I Seminário de Formação do Fórum do Anarquismo Organizado – Região Sudeste

Retirado de:

Rio de Janeiro, 21 e 22 de janeiro de 2012

Declaração do I Seminário de Formação do Fórum do Anarquismo Organizado – Região Sudeste, realizado no Rio de Janeiro, em 21 e 22 de janeiro de 2012.

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“É melhor dar um passo com mil do que mil passos com um”

O Fórum do Anarquismo Organizado (FAO) – representado por suas organizações da região Sudeste (Federação Anarquista do Rio de Janeiro / FARJ e Organização Anarquista Socialismo Libertário / OASL-SP) – coordenou, entre 21 e 22 de janeiro de 2012, o I Seminário de Formação da Região Sudeste. O seminário reuniu, nas dependências do Centro de Cultura Social do Rio de Janeiro, além da FARJ e da OASL, coletivos em processo de articulação ou aproximação com o FAO e individualidades interessadas em se organizar ou ingressar nas organizações já constituídas. Estiveram presentes militantes dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e Paraná, cumprindo um triplo objetivo: fortalecer o processo nas organizações existentes; estimular a criação de novas organizações/núcleos; integrar em um processo comum, levado a cabo no FAO, esse conjunto de indivíduos, grupos e organizações interessados na construção do anarquismo de matriz especifista no Brasil.

Estiveram presentes no evento cerca de 50 pessoas das seguintes cidades/regiões: Rio de Janeiro, Niterói, Baixada Fluminense, São Paulo (capital), Baixada Santista, Ribeirão Preto, Mogi das Cruzes, Belo Horizonte, Montes Claros, Grande Vitória, Cachoeiro de Itapemirim e Curitiba, O evento foi realizado de maneira autônoma, pela FARJ e OASL, contando com a colaboração de todos os participantes em um ambiente de apoio mútuo e solidariedade, que permitiu tanto uma infra-estrutura adequada (hospedagem, alimentação, limpeza etc.), como um elevado nível de discussão.

O evento teve início dia 21 pela da manhã, com a recepção dos participantes seguida de uma apresentação de boas-vindas, que reforçou a relevância do processo organizativo do anarquismo no Brasil contemporâneo e a necessidade do fortalecimento da Região Sudeste neste processo.

O primeiro módulo do seminário, “Teoria e História”, teve por objetivo levantar questões sobre o surgimento e o a trajetória do anarquismo, compreendido pelo FAO como uma ideologia ligada à prática política de intenção revolucionária. A partir formação da corrente libertária, discutiu-se o conceito de anarquismo e suas estratégias (formas históricas da ideologia), indo desde Proudhon e o mutualismo, até a Revolução Espanhola, passando por Bakunin, a Aliança e a Internacional; o anarco-comunismo de Kropotkin e Malatesta; a propaganda pela ação e o individualismo tático; o sindicalismo revolucionário e o anarco-sindicalismo; a Comuna de Paris, o sindicalismo no Brasil, o magonismo e a Revolução Mexicana e a Revolução Russa.

O segundo módulo, “Organicidade”, apresentou conceitos básicos da organização anarquista: o que é, quais são os objetivos, meios de atuação, função, diferença com outros modelos de organização política, documentos orgânicos (Carta de Princípios, Carta Orgânica e Programa), atividades, modelos de estrutura, frentes e secretarias, lógica dos círculos concêntricos, processo decisório, qualidades militantes. Num segundo momento, deu-se destaque à questão da Carta Orgânica, sendo apresentado um modelo de carta para que os participantes conhecessem seu conteúdo, facilitando a elaboração local de documentos desse tipo.

Depois da exibição de dois vídeos da Bucaneiro Produções, que mostram trabalhos sociais no Rio de Janeiro e São Paulo, teve início o terceiro módulo, “Trabalho Social”, visando aprofundar método do trabalho de base, para o que foram tratados os seguintes eixos: a arte do trabalho social; o sistema de dominação e sua estrutura de classes; as diferenças entre os trabalhos que são realizados pelos agentes internos (que moram/trabalham/estudam no mesmo local de trabalho social) e agentes externos (que não moram/trabalham/estudam no mesmo local de trabalho social); distintos modelos de agente, a partir das noções e diferenças entre minoria ativa e vanguarda; as melhores maneiras práticas de iniciar e aprofundar o trabalho/inserção social; questões de mística; método e educação popular etc.

A noite contou com o lançamento do livro Ideologia e Estratégia, de um companheiro do FAO, e também com a apresentação cultural dos grupos de hip-hop das periferias de São Paulo e Rio de Janeiro, Liberdade e Revolução e Us Neguin q ñ c kala, além de uma intervenção do grupo Anarcofunk de Belo Horizonte.

O segundo dia teve início com uma breve discussão de teoria e método de análise, que buscou suprir lacunas identificadas no primeiro dia. Logo em seguida, foi desenvolvida uma dinâmica de grupo com objetivo de analisar/solucionar problemas hipotéticos de militância social concreta. Além de socializar o contato e as experiências da militância presente, a dinâmica muniu os participantes de um conjunto teórico/prático capaz de permitir o aprofundamento dos trabalhos sociais em curso ou que estão para ser iniciados.

Na continuação das atividades mais práticas, FARJ e OASL apresentaram seus trabalhos sociais realizados em suas distintas frentes (movimentos sociais urbanos, MST/anarquismo e natureza, comunitária, estudantil). O evento foi finalizado com um debate que encaminhou questões organizativas e os próximos passos para o fortalecimento do FAO na região Sudeste.

Para todos os presentes, o anarquismo no Brasil, de maneira geral, e mais concretamente o caso da corrente especifista, vivencia um momento ímpar desde o fim da ditadura militar. O processo do FAO, que completa este ano uma década de existência, vem dando um salto quantitativo e qualitativo desde 2007, quando conseguimos progressivamente reunir e aproximar todo o anarquismo especifista brasileiro. A presença atual nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Alagoas pode ser ampliada, ainda em 2012, para Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco e Ceará. O aniversário de 10 anos do FAO será marcado por um evento sem precedentes, em que a organicidade será aprofundada e daremos mais um passo na construção do processo nacional.

Compreendemos que este é não é um processo rápido e que deve contar com a contribuição coletiva, de maneira a aprofundar teoria e prática que, para nós, são indissociáveis. Se por um lado, notamos um aprofundamento dos trabalhos sociais e da inserção em distintos setores do campo popular (sindical, sem terra, pequenos produtores, sem teto, desempregados, catadores, estudantes, comunitário, indígena, quilombolas, gênero), por outro vemos avançar um debate teórico profundo que, generosamente, visa extrair de autores clássicos e contemporâneos elementos teóricos e ideológicos que dêem conta de um método de análise e uma estratégia capaz de impulsionar nosso projeto revolucionário de transformação social.

Entendemos que, modestamente, temos conseguido reinserir o anarquismo no campo da luta de classes e dos movimentos populares e buscado criar um povo forte, capaz de assumir o protagonismo em suas lutas e em seu processo emancipatório. O I Seminário de Formação do FAO da Região Sudeste, juntamente com os seminários realizados nas regiões Sul [http://www.anarkismo.net/article/20167] e Nordeste [http://www.anarkismo.net/article/21040], demonstram a maturidade e a vontade dos militantes que vêm superando as dificuldades de um país de dimensões continentais e avançando na construção do socialismo libertário.

Construir o FAO!
Ética, compromisso, liberdade!
Lutar, criar, poder popular!

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Federação Anarquista do Rio de Janeiro (RJ)
Organização Anarquista Socialismo Libertário (SP)
Coletivo Mineiro Popular Anarquista – antigo Movimento Anarquista Libertário (MG)
Coletivo Anarquista Luta de Classe (PR)
Coletivo Pró-Organização Anarquista do Espírito Santo
Coletivo Pró-Organização Anarquista da Baixada Santista
Coletivo Pró-Organização Anarquista de Ribeirão Preto
Indivíduos