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[FAG] Polícia Federal invade a sede da Federação Anarquista Gaúcha

Retirado de: http://batalhadavarzea.blogspot.com.br/

Polícia Federal invade a sede da Federação Anarquista Gaúcha – FAG

Na tarde desta quarta feira, 20/062013, entre 12 a 15 agentes a paisana, em blazers e utilizando coletes pretos, dizendo ser da Polícia Federal arrombaram e invadiram o Ateneu Batalha da Várzea, espaço político social da Federação Anarquista Gaúcha localizado na Travessa dos Venezianos, e levaram diversos de nossos materiais. Os agentes não apresentaram mandato de busca e apreensão aos vizinhos que buscaram se informar do que se passava. Além disso, agentes, também a paisana, buscaram prender uma companheira em sua casa nessa manhã.

A FAG é uma organização política com 18 anos de existência pública. Ao longo destes anos nunca nos escondemos, sempre mantivemos nossos espaços públicos onde realizamos inúmeras atividades de ordem política e cultural assim como nossa atuação no campo popular e da esquerda gaúcha e nacional. O Ateneu é um espaço onde ao longo de 03 anos temos dado sequência a essas atividades, mantendo uma biblioteca pública e realizando periódicas atividades.

Recordamos também que em Outubro de 2009 tivemos nossa antiga sede, à época localizada na Lopo Gonçalves, invadida pela Polícia Civil por ordens da então governadora Yeda Crusius em função de um cartaz onde a responsabilizávamos, e seguimos responsabilizando, pelo assassinato do militante do MST Elthon Brum em São Gabriel. Na ocasião tivemos todos os materiais da sede apreendidos, levaram inclusive nossas lixeiras.

Desta vez, após inúmeros factóides publicados na RBS, acusando-nos de sociopatas e fantasiando que estaríamos tramando em conjunto com militantes de outros países o emprego de táticas de guerrilha na cidade, com o nítido motivo de semear pânico e instigar a repressão a nossa militância.

Assim como as provocações e factóides plantados pela imprensa reacionária, a repressão empregada pelos aparelhos de repressão do Estado burguês não é nenhuma novidade à nós. Desde nossa origem enquanto corrente política temos sido alvo da sanha repressiva dos patrões em conluio com o Estado. Há mais de um século temos resistido a todas essas investidas covardes, com o punho e a cabeça erguida e não será este episódio que irá afrouxar nossa combativa militância.

Responsabilizamos, por fim, os governos municipal, estadual e federal por mais este ataque covarde a nossa organização. Não nos intimidaremos e seguiremos empregando todos nossos esforços na construção de um povo forte, de um campo popular combativo que organize os oprimidos deste país e suas legítimas demandas.

Não passarão!
Abaixo a repressão aos que lutam!

Federação Anarquista Gaúcha – FAG

20 de Junho de 2013

Sede da Federação Anarquista Gaúcha é Invadida pela Polícia Federal

Toda solidariedade à Federação Anarquista Gaúcha. Sua sede acaba de ser invadida pela Polícia Federal, por denúncias da mídia burguesa.

Ninguem foi preso, mas todo o material da organização foi apreendido. A violência do Estado busca justificativas para criminalizar aqueles e aquelas que lutam, dia após dia. Não há justificativa válida para a violência do Estado!

[CAB] – A Luta contra o aumento das passagens e o Anarquismo

O contexto da nossa luta
Nesse primeiro semestre houve diversas mobilizações de norte a sul do Brasil que enfrentaram a reação conservadora dos governos, do aparelho repressivo e da mídia. Desde as lutas em defesa do transporte público nas capitais, passando pelas greves nos canteiros de obras do PAC, até a resistência indígena dos povos originários, todas essa lutas foram alvos da criminalização do protesto que segue em curso no país sede da Copa do Mundo. Vivemos um dos momentos mais agudos da luta de classes no Brasil. O capital internacional avança diariamente a passos largos, explorando os trabalhadores e as trabalhadoras na busca do lucro.
Resistência dos/as oprimido/as x Violência do Opressores
Uma consequência dessa lógica do capitalismo se expressa no transporte. Somos diariamente violentados. Esperamos em intermináveis filas, viajamos horas em transportes superlotados e sem manutenção, correndo risco de vida. Sofremos com o a violência da ganância, do descaso, da roubalheira, das máfias das empresas de transporte público, ajudadas pelos governantes a lucrarem cada vez mais. Mas quando o povo vai para as ruas reclamar contra esta injustiça o que acontece? É violentado! Tropas de choque, gás lacrimogêneo, spray de pimenta, bombas, balas de borracha à queima roupa que podem cegar ou até matar. Todo um aparato de guerra é usado contra o povo, e dezenas de manifestantes são presos e feridos pela polícia. Tanto a truculência da polícia e o descaso do poder público para o social, quanto o desrespeito que os empresários do transporte público nos fazem passar diariamente, todas estas são formas de violência contra o povo. E todas as formas que o povo usa para se defender contra esta violência são legítimas. Toda forma de resistência, ainda que com táticas distintas é legítima. A violência em todos os atos SEMPRE começou com a polícia, a fiel defensora das elites e da burguesia. Polícia, que curiosamente foi apoiada em sua última greve por legendas políticas de esquerda que hoje caluniam o anarquismo para “encontrar” um bode expiatório que divida a nossa luta.
Lutar não é crime
O povo, organizado nos movimentos sociais, manifestando-se por justiça, não pode ser criminalizado, agredido ou preso. Devemos ter cuidado com a estratégia dos poderes dominantes de criminalizarem “individualmente” militantes e ativistas que lutam contra o aumento da passagem.  Muitos já estão com processos nas costas por lutarem. Lutar não é crime! Não podemos deixar que nossos companheiros/as sejam criminalizados/as! Essa criminalização deve ser denunciada! Essa é a verdadeira face da democracia burguesa, escondida de dois em dois anos nas urnas e propagandas eleitorais mas que mostra suas garras quando surge a resistência! Não podemos reforçar dentro das nossas fileiras o discurso de criminalização daqueles que lutam tentando encontrar bodes expiatórios no nosso movimento. Todos/as aqueles/as que saem às ruas para se opor a máfia dos transportes são ilegais por natureza, pois enfrentam a burguesia e o Estado de “direito/a”.
Nossa concepção de anarquismo
Nós anarquistas organizados politicamente na Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) participamos modestamente de diversas mobilizações e cerramos fileiras com trabalhadores e militantes em diversos estados do país. A CAB é uma instância que reuniu diversas Organizações Anarquistas Especifistas de todo o Brasil para articular a luta e construir no futuro uma Organização Anarquista em nível Nacional. É constituída por 9 Organizações de diferentes Estados, de base Federalista que constrói – a partir de práticas concretas – unidade estratégica e maior organicidade para intensificar a inserção social no seio de nosso povo. Nesse sentido, são mais de 10 anos de resgate do Anarquismo enquanto corrente libertária do Socialismo, organizada politicamente e inserida socialmente. A CAB é formada por uma diversidade de sujeitos sociais que acreditam na já antiga mas atualíssima máxima que diz que a “emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores”, porém aliada também a histórica prática da organização do anarquismo enquanto partido, como foi a Aliança da Democracia Socialista de parte da Ala Federalista e Anti-autoritária da 1ª Internacional (Bakunin, Guillaume, Malatesta, Cafiero e outros) e também da nossa irmã Federação Anarquista Uruguaia, que se manteve atuante durante a ditadura militar uruguaia enfrentando esta com inserção popular/estudantil e com um aparato armado.
No entanto, nossa rica história que se confunde com a história da classe trabalhadora é muitas vezes atacada, desmerecida ou deturpada: muitas vezes trata-se do simples desconhecimento ou a reprodução de discursos simplificadores e reducionistas, porém, muitas vezes se trata da má fé, do preconceito e da necessidade de construção política na base da calúnia, auto-promoção e mentiras. Não nos surpreendemos quando estes ataques partem da mídia corporativa/burguesa, que tenta sempre criminalizar e estereotipar aqueles que lutam. Mas quando vem das fileiras de nós trabalhadores, devemos nos posicionar de maneira firme para combater o sectarismo que sempre divide a luta popular. Recentemente, o  último texto que tivemos contato e que faz referência aos “anarquistas” nestes moldes é uma nota lançada pelo setor de juventude do PSTU em meio a luta contra o aumento das passagens. Assim, nos posicionamos nacionalmente não para entrarmos na briga de quem é mais revolucionário ou possui a verdadeira interpretação do período em que vivemos, mas sim porque julgamos necessário combater as calúnias e evitar a confusão em nossas fileiras.
Nossa implicação enquanto CAB se dá por um conjunto de motivos que normalmente são veiculados em materiais como o que nos referimos acima: generalização e estereotipação do anarquismo; acusação de que somos uma seita esquerdista e que não teríamos nenhuma responsabilidade; de que somos anti-partidários; de que seriamos sectários e intransigentes, que fazemos alianças somente com quem pensa da mesma forma que nós; que atacamos toda e qualquer entidade sindical, estudantil e popular como sendo burocrática e desnecessária à luta e o pior, dizer que nós anarquistas classistas e revolucionários somos apenas liberais/pequeno-burgueses que defendem a luta “individual” como estratégia de luta.
Nós da CAB fazemos parte de uma tradição político-organizativa (anarquismo “especifista”) que nasceu no seio dos trabalhadores. Tem esse nome porque retoma princípios básicos do anarquismo e reafirma a necessidade de nos organizarmos politicamente enquanto militantes anarquistas e socialmente nos movimentos populares. Essa necessidade política se expressa por meio de uma Organização Política Anarquista, Federalista e de Quadros, com critérios de ingresso, formação militante, dotada de um Programa Mínimo, Estratégia de Curto e Longo Prazo e Objetivo Finalista. Não apostamos portanto, na luta “individual” e desorganizada como estratégia de vitória mas sim no acúmulo de força social nos movimentos populares. Dessa forma, não somos espontaneístas, achando que a organização popular virá por ela mesma. Ao contrário do que alguns dizem, seguimos contribuindo com o fortalecimento dessa organização, com esforços modestos mas firmes, no movimento popular, sindical, estudantil e camponês em diversos estados deste país.
 Cabe também sublinhar que não temos a pretensão de como organização política anarquista e classista “representar” a totalidade dos anarquistas fora da nossa coordenação, assim como não exigimos a determinados partidos marxistas que respondam pela totalidade dos marxistas. Somos parte de uma organização política anarquista classista que trabalha com princípios em comum, critérios de ingresso, estratégia militante e unidade teórica/ideológica. Neste sentido, rejeitamos a associação preconceituosa de qualquer um que vincule de modo quase que automático o anarquismo a desorganização, sendo que não há nenhum elemento histórico que embase esta afirmação. Respeitamos, ainda que com diferenças, as distintas formas de associação, sejam elas partidárias, independentes ou de outras bandeiras políticas que venham se somar a luta. Mas rejeitamos quaisquer tentativas de dividir o movimento internamente. O sectarismo venha de onde vier é danoso e divide a classe.
Mesmo com as diferenças de prática política e ideológicas, acreditamos que o respeito mútuo entre os setores da esquerda é algo que fortalece a luta. Devemos saber o momento de fechar o punho contra o capital. Por isso exigimos o respeito pelas contribuições históricas do anarquismo, enquanto corrente libertária do socialismo, na luta junto ao movimentos dos trabalhadores, como no campo do sindicalismo revolucionário e camponês, e atualmente com nossa modesta e consequente atuação e contribuição em diferentes campos de luta social (agrária, sindical, estudantil, comunitária).
A unidade da luta
Consideramos que a unidade na luta e a organização pela base são os principais caminhos para derrotar a máfia dos transportes, construído com a unidade de diversos setores da esquerda numa bandeira em comum: a derrota da máfia dos transportes e a luta contra o reajuste pela força das ruas. Tendo isso em vista, nós da CAB integramos, construímos e respeitamos todos os espaços de deliberação coletiva que organizaram as lutas contra o aumento da passagem em diversos estados. Ao contrário da calúnia circulada pelo PSTU sobre o anarquismo não somos espontaneístas e tampouco desrespeitamos a disciplina coletiva.
Cabe ressaltar que a luta não pode ser capturada por um partido, domesticada por uma legenda, por que a luta é uma tarefa da classe. A luta também não é “apolítica” e desorganizada. Porque nela nos formamos, aprendemos com os erros, crescemos e acumulamos força para o dia seguinte. Defendemos uma unidade construída sem sectarismos e com respeito às diferentes forças da esquerda. Fazer uma luta apartidária é diferente de fazer luta anti-partido. Isso significa respeitar as legendas/bandeiras que atuam no interior da mobilização popular, unindo as diferentes forças políticas por pautas em comum.
A verdade que incomoda: um movimento que não foi capturado
O que mais incomoda algumas legendas políticas é o fato deste movimento social, que saiu as ruas para enfrentar o governo e os patrões, não ter sido capturado por nenhuma vanguarda “esclarecida” ou partido político. É propício lembrar que alguns desses partidos que hoje condenam do alto de sua arrogância as fraquezas desse movimento popular/estudantil diziam algum tempo atrás informalmente por seus militantes “que não haviam condições objetivas para se fazer essa luta”. Felizmente eles foram contrariados e até mesmo, arrastados pela vontade da luta popular que moveu milhares. Esse movimento, apesar de compartilhar muitos princípios comuns ao nosso setor libertário e também com táticas de luta da classe trabalhadora não pode ser claramente identificada a nenhuma ideologia política apesar de em seu interior conter diferentes ideologias da esquerda. O movimento também não surgiu de nenhum partido político, apesar de ter sido construído com esforço de muitos militantes de partidos, o que deve ser valorizado. Isso não significa que este movimento não tenha problemas. Mas como diria um histórico companheiro da esquerda é “melhor dar um passo com mil do que mil passos com um” e vamos seguir trabalhando para construir e organizar melhor a luta contra o aumento das passagens junto com outros setores políticos sem a pretensão de nos tornarmos “os donos do movimento”.
Temos consciência das inúmeras deficiências e obstáculos que precisamos enfrentar e que enfrentaremos dentro dessa luta. No entanto, também temos consciência de nossa sinceridade, modéstia e firmeza naquilo que nos propomos. Nos últimos 10 anos temos participado em maior ou menor grau de diversas lutas, construções, embates na América Latina e no Mundo e, independente das divergências com outras tradições do Socialismo exigimos respeito. Estamos juntos e lado a lado na luta pelo Socialismo e pela Liberdade e daqui não nos retiraremos. Seguiremos na luta contra o aumento do transporte em diferentes Estados à despeito da calúnia da mídia burguesa e de infelizmente, alguns setores políticos.
Derrotar o aumento pela organização popular coletiva/de base e pela força das ruas!!! Lutar, criar, poder popular!
 
Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

[FAG] Basta de Criminalização aos Movimentos Sociais

Retirado de: http://batalhadavarzea.blogspot.com.br/2013/05/basta-de-criminalizacao-aos-movimentos.html

A militância da FAG se solidariza em atos na sua militância cotidiana junto aos lutadores sociais e também pela propaganda, seja na internet seja nas ruas. Essa arte vai tomar espaço em cada parede, tapume, parada de ônibus e em cada local em que nossa voz possa ressoar para os/as estudantes, trabalhadores e para parte da esquerda que insiste em não entender que:

SOLIDARIEDADE É MAIS QUE PALAVRA ESCRITA!!!

 

[FAG] PROTESTO NÃO É CRIME! CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DOS QUE LUTAM!

Retirado de: http://batalhadavarzea.blogspot.com.br/

Nota pública da FAG

NÃO SE INTIMIDAR.
NÃO DESMOBILIZAR.
RODEAR DE SOLIDARIEDADE OS QUE LUTAM!
PARAR A CRIMINALIZAÇÃO DO PROTESTO!
Porto Alegre, RS
A redução da tarifa do transporte coletivo peleada pela força das ruas foi uma vitória moral do movimento popular liderado pela juventude combativa. Continuar esse movimento é uma causa fora de renúncia. Só a luta social decide de baixo pra cima um modelo de transporte público, que arranque dos patrões o poder sobre o direito de ir e vir dos estudantes, da classe dos trabalhadores e da periferia urbana.
Nossos últimos dias de luta indicam que chegamos a uma nova fase da peleia. O bloco da reação volta ao ataque pela criminalização do protesto. Se conta cerca de 20 companheiros que já foram intimados e 5 indiciados pela polícia. Classe patronal, autoridades dirigentes do município e Estado, a imprensa monopolista estão coordenados no mesmo plano. Criminalizar os lutadores sociais, criar espantalhos, desencorajar a participação popular na luta pelo direito a cidade.
As audiências na delegacia de polícia que estão sucedendo com os companheiros intimados a depor confirmam essa linha da reação. A suposição de uma “organização secreta” que dirige as ações do movimento para fins ocultos é um espantalho pra assustar os desavisados e convocar a fuzilaria conservadora. Para esse discurso das instituições a luta social que vem de baixo sempre anda a reboque de interesses que não conhece. Velho artifício da batalha de ideias usado para confundir, desqualificar e liquidar com a oposição das ruas pelo controle do juízo público.
Na região metropolitana, os protestos que tomam as ruas em distintos municípios pela pauta da redução da tarifa tem enfrentado o discurso conservador da máfia do transporte que falsifica a planilha de custos. No expediente da polícia está a orientação de intimidar e identificar aqueles que protestam, inclusive querendo saber o endereço dos mesmos.
Não podemos aceitar a perseguição político-judicial dos companheiros de luta. Nossa mobilização tem que ser firme e decidida para não marchar pra trás e defender nessa hora nossos direitos de reunião, de associação e manifestação. A solidariedade com os processados deve ser uma palavra com a força de uma tonelada para a toda a esquerda combativa.
Na manifestação do Bloco da última terça-feira, a  tática da polícia formou um corredor polônes com duas linhas da cavalaria. Querem provocar o medo e desmobilizar a adesão aos protestos. Por sua vez, a investigação que deveria estourar a caixa preta da ATP (e seus sócios colaboradores da política e da grande mídia) rastreia e chafurda a vida dos manifestantes. Na semana passada, a polícia do Governo Tarso ensejou uma reunião para negociar e anunciou medidas de controle mais agressivas.
Diante disso nós reforçamos nossa atitude, a pauta do transporte público não é  um caso de polícia, a questão social urgente e necessária que se acusa só pode ser resolvida por decisão política. E para fazer cumprir suas demandas o povo não pode confiar seus interesses ao poder burocrático dos conchavos de gabinete e às decisões tomadas a portas fechadas entre elites políticas e grupos econômicos dominantes. A democracia de base é um mecanismo social que se representa na política pelas assembleias, pelas marchas, distintas formas de luta e organização de base dos setores populares.
Estamos unidos com o Bloco de Lutas na defesa de um modelo de trasporte coletivo 100% público, que liquide com o lucro dos patrões na exploração de nossos direitos, das liberdades públicas de acesso e mobilidade do conjunto do povo sobre a cidade. Um modelo público de transporte coletivo, junto com o fortalecimento da oposição sindical dos rodoviários contra os pelegos e o controle e a vigilância dos setores populares formam um projeto social que exige longas peleias pelo caminho. Para os anarquistas da FAG, o modelo público é um marco para acumular forças de mudança, avançar direitos e conquistar melhores serviços à revelia do controle dos capitais privados. Luta para empoderar o povo e não se acomodar nas estruturas burocráticas do poder, que usurpa a força coletiva em direito público, mas em causa particular.
Federação Anarquista Gaúcha – FAG
Porto Alegre, 01 de maio de 2013

[FAG] NOSSO SITE ESTÁ SUSPENSO!

NOSSO SITE ESTÁ SUSPENSO!

Na manhã de hoje, quinta feira, dia 04 de Abril, às vésperas de um novo ato contra o aumento das passagens de ônibus e pela redução da tarifa a R$2,60 sem a retirada de nenhum direito, fomos surpreendidos com a “suspensão” de nossa conta na rede.

Muito coincidentemente, essa suspensão ocorre a menos de uma semana, após um grande ato contra o aumento das passagens, reunindo 10 mil pessoas. Neste ato estivemos difundindo nosso material de opinião, o qual teve grande circulação e boa adesão. Além de difundir o material nos atos também estivemos circulando pela internet.

Como não acreditamos em coincidências, só temos algo a dizer: Seguiremos em luta! Não passarão!

[FAG] Justiça intima para audiência militantes da FAG processados pela ex-governadora Yeda Crusius

Retirado de: http://vermelhoenegro.org/blog/2012/11/14/justica-intima-para-audiencia-militantes-da-fag-processados-pela-ex-governadora-yeda-crusius/

PROTESTO NÃO É CRIME!

Em 29 de outubro de 2009 a sede da FAG foi invadida por forças da polícia civil, com mandados de busca e apreensão de equipamentos e materiais de agitação política. 6 companheiros foram processados por crime de calúnia e difamação a mando da então chefe do governo do estado. O causador de tal medida: a campanha solidária com a luta dos Sem Terra em São Gabriel e a acusação da responsabilidade do governo pelo assassinato de Eltom Brum, com um tiro pelas costas da polícia durante despejo de uma ocupação.

Para a FAG esta ação judicial-repressiva pretendia mais que tudo criminalizar o protesto social. Não negociamos nossa liberdade de expressão e tampouco silenciamos nossos reclamos de justiça e punição dos mandantes e assassinos do trabalhador Sem Terra Elton Brum. Ao longo dos últimos três anos temos militado essa causa, junto de outros companheiros e outros setores populares, sem descanso e nem esquecimento.

No dia 3 de dezembro deste 2012 seis companheiros processados neste caso estão mais uma vez intimados pela justiça para uma audiência no Foro de Porto Alegre, 6° Vara Criminal.

Quer saber mais sobre o processo e a ação repressiva sofrida pela FAG, leia a entrevista realizada pelo jornal Socialismo Libertário n°24 feita em meados de 2010 no link abaixo.

Entrevista com a FAG no Soli nº 24.

NÃO TÁ MORTO QUEM PELEIA!
Federação Anarquista Gaúcha

Solidariedade do CALC com a FAG: Luta não é crime!

Solidariedade com a Federação Anarquista Gaúcha

Moção de apoio de organizações à FAG.

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Na 5ª feira, 29 de outubro, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (Brasil) sob comando da governadora Yeda Crusius, invadiu a sede da Federação Anarquista do Rio Grande do Sul. A polícia apreendeu vários materiais como cartazes, atas de reunião, o HD de um computador e também o conteúdo de latas de lixo que estavam no local. Ela também tentou intimidar aqueles que demonstraram sua solidariedade e cujos nomes estavam no site da organização. Dois companheiros foram levados à delegacia para depor e estão sendo processados.

Os companheiros da FAG lutam há anos contra a exclusão e a precariedade, defendendo a justiça e condições de vida mais dignas. É muito conhecido seu trabalho com os catadores (coletores de materiais recicláveis), com os sem-teto, os sem-terra. Um trabalho que é realizado há anos com os “de baixo”.

Este é o motivo de a polícia do estado do Rio Grande do Sul estar reprimindo os companheiros da FAG. Um estado imerso em escândalos de corrupção e que adota uma atitude repressora contra coletivos e organizações que exercem livremente a liberdade de expressão para criticar as diferentes políticas antipopulares do governo. Esta é a resposta do governo aos protestos sociais. E a FAG não foi a primeira a ser atacada: devemos recordar do assassinato do camponês sem-terra Eltom Brum e a morte de Marcelo Cavalcante em fevereiro passado.

Condenamos fortemente estes atos de repressão. Denunciamos a incongruência da política governamental brasileira, uma política de direita com discurso de esquerda. Uma política que é regida pelos mesmos parâmetros econômicos que ditam as multinacionais e portanto por suas mesmas táticas militaristas e repressoras.

Não só rechaçamos a repressão governamental, mas também queremos manifestar nossa solidariedade e apoio aos companheiros e companheiras da FAG pelo trabalho que realizam com as pessoas simples de seu povo, um trabalho constante e tenaz, que os poderes governamentais e policiais pretendiam calar por meio do terror, da intimidação, da repressão. Estamos seguros que não vão conseguir.

È importante demonstrarmos nosso apoio e solidariedade. Por este motivo, apelamos a todos coletivos e organizações anarquistas, libertários ou de base para protestarem contra este ataque.

30 de Outubro 2009

Federazione dei Comunisti Anarchici (Itália)
Zabalaza Anarchist Communist Front (África do Sul)
Alternative Libertaire (França)
Melbourne Anarchist Communist Group (Austrália)
Workers Solidarity Movement (Irlanda)
Federação Anarquista do Rio de Janeiro (Brasil)
Pró-Federação Anarquista de São Paulo (Brasil)
Red Libertaria Popular Mateo Kramer (Colômbia)
Federación Anarquista Uruguaya (Uruguai)
Workers Solidarity Alliance (E.U.A.)
Organização Resistência Libertária (Brasil)
Unión Socialista Libertaria (Perú)
Organización Revolucionaria Anarquista “Voz Negra” (Chile)
Pró-Coletivo Anarquista Organizado de Joinville (Brasil)
Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares (Brasil)
Estrategia Libertaria (Chile)
Vermelho e Negro (Brasil)
Rusga Libertária (Brasil)
Coletivo Anarquista Luta de Classes (Brasil)
Union communiste libertaire (Quebeque, Canadá)
Československá anarchistická federace (Checoslováquia)
Counter Power (Noruega)

* Este texto foi baseado na moção de apoio enviada pela CGT da Espanha.