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[CAB] Convocatória para greve geral, sexta-feira, 28 de abril

Sexta-feira (28) é dia nacional de mobilização contra as políticas de ajuste fiscal e de corte nos direitos sociais do governo Temer e dos patrões. Ocorrerão paralisações, marchas e uma série de demonstrações de força por parte do conjunto da classe oprimida, em particular os trabalhadores, em todo o território nacional. Sabemos que a efetividade das ações dependerá do grau de participação de base na preparação e organização de cada uma dessas iniciativas. A força real está na ação direta – a greve, o piquete, o corte de via pública, a marcha – dos oprimidos e das oprimidas nos locais de trabalho, estudo e moradia, e não na convocatória feita pelas cúpulas das centrais sindicais acostumadas a rotinas burocráticas, negociações de gabinete e lobby parlamentar.

Modestamente, nós da CAB tomaremos um posto de luta nesse dia, lado a lado com nossos companheiros e companheiras de categoria, de escola, de universidade e de quebrada. Cerraremos fileiras com todos aqueles e aquelas dispostos a lutar nesse dia, independente de sua Organização política, mas tomamos como critério a independência e a solidariedade de classe. Deixamos claro que nossa luta não passa pela construção de alternativas eleitorais e que a organização da nossa classe não será condicionada ou subordinada a qualquer intenção nesse sentido.

Acreditamos na greve geral como arma das e dos trabalhadores rafafrente aos desmandos dos governos e dos patrões e entendemos o dia 28 como uma medida concreta nessa direção. O momento não é de “atos-show” ou de iniciativas “simbólicas” como as que algumas centrais sindicais estão preparando em algumas localidades. É preciso nos colocar em movimento, em ofensiva, pois de recuo em recuo não construiremos greve geral alguma e não responderemos a altura dos ataques que as classes dominantes estão nos impondo.

Por um 28 de abril de paralisação real e pela base!
Contra o ajuste e a repressão, luta e organização!
Pela liberdade de Rafael Braga!

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[AOC] Jornal d’A Outra Campanha – Paraná 2016

Publicado inicialmente pelo Coletivo Quebrando Muros: https://quebrandomuros.wordpress.com/2016/12/17/aoc-jornal-da-outra-campanha-parana-2016/

A Outra Campanha – Paraná é construída por várias organizações e militantes do campo independente da esquerda e realizou neste ano uma série de atividades de apoio e propaganda às lutas sociais, em especial ao movimento secundarista que ocupou mais de 1.000 escolas no Paraná.

Disponibilizamos agora o Jornal d’A Outra Campanha também em formato digital, clicando na imagem abaixo ou no link: Jornal AOC-PR #1
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[OASL] Luta e Organização na Ocupação das Escolas em São Paulo

Retirado de: http://anarquismosp.org/2015/12/04/luta-e-organizacao-na-ocupacao-das-escolas-em-sao-paulo/

Em resposta ao projeto de “reorganização escolar” do governo do estado de São Paulo, que previa, dentre outras medidas, o fechamento de 94 escolas, teve início um processo de luta e organização dos estudantes com a ocupação de escolas. Começando entre 9 e 10 de novembro com a Escola Estadual Diadema (Diadema – SP) e a Escola Estadual Fernão Dias Paes (São Paulo – SP), o processo teve continuidade com uma sequência de mobilização e novas ocupações, que envolveu mais de 220 escolas em menos de 20 dias e se alastrou na capital e em outras cidades do estado. Depois de uma série de ações de rua, que contou com marchas e trancamentos de vias públicas, e sofrendo enorme repressão por parte do governo, houve, enfim, um recuo por parte do inimigo.

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O projeto de “reorganização escolar” e as ocupações de escolas

No Brasil, o sucateamento da educação pública não é novidade. Inclusive, há significativa contribuição da esfera federal para tanto, contrariando o mito da “pátria educadora” do governo Dilma Rousseff (PT). Essa precarização se estende pelo país, marcando estados e municípios, independente das siglas no poder.

O estado de São Paulo foi escolhido como base para uma experiência “reorganizativa”, proposta pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), e que deve depois ser estendida para outros estados. A proposta de reorganização tem como eixo central a divisão das escolas por ciclos: Fundamental I, Fundamental II e Médio. O fechamento das escolas é uma das consequências imediatas desta proposta.

Se realizada, a reorganização escolar terá grande impacto na vida de muitas pessoas (por exemplo, o governo fala na transferência de 340 mil alunos) e, mesmo assim, até o momento não foi discutida com alunos, pais, professores, funcionários e comunidade.

Os envolvidos sofrerão gravemente, especialmente com os problemas de logística e vínculos. Os alunos terão que se deslocar ainda mais; os custos com o transporte escolar deverão aumentar; irmãos, parentes e vizinhos que vão juntos à escola (pais levando filhos, mais velhos levando mais novos) terão suas idas e voltas complicadas; laços afetivos entre a comunidade escolar serão quebrados.

Outras consequências, que contribuirão com o aumento do sucateamento da educação, são: diminuição no investimento neste setor, continuidade dos baixos salários e das condições precárias de trabalho e de estudo, incentivo ao modelo empresarial de gestão, salas de aula mais cheias, demissões de trabalhadores temporários e terceirizados (em razão da redução de aulas atribuídas e do menor número de escolas), maior probabilidade de privatização e terceirização (por meio de parcerias público-privadas e outros meios), menos e mais precários cursos noturnos e de Educação de Jovens e Adultos.

Como se isso não bastasse, o projeto da reorganização, conseguido pelo jornal Estado de São Paulo com base na lei de acesso à informação, visto que ele não era público, vem sendo altamente criticado por especialistas, não apenas pelos motivos colocados, mas inclusive pelo que diz respeito a seus aspectos técnicos.

As mais de 200 ocupações são protagonizadas, principalmente, por estudantes do Ensino Médio, que têm de 15 a 18 anos. Eram, inicialmente, estudantes das escolas que seriam fechadas, e se somaram a outros ao longo da mobilização. Ganhando muito apoio ao longo das últimas semanas e contando com o envolvimento de diferentes pessoas e organismos para além dos secundaristas e mesmo do universo escolar, as ocupações evidenciam uma heroica resistência dos estudantes ao projeto de reorganização do governo. Num cenário que não era comum pelo menos desde a ditadura, os secundaristas são protagonistas no movimento estudantil.

As ocupações são realizadas, em geral, a partir da articulação de estudantes, com apoio de professores, funcionários etc., e da tomada do espaço de ensino. Com os portões sendo trancados pelos ocupantes, as escolas se transformam imediatamente em espaços democráticos de luta. Em praticamente todas as ocupações, as decisões são tomadas em assembleias com a participação daqueles diretamente envolvidos. A hierarquia e a subserviência, características do ambiente da escola formal, são postas de lado. Tanto para a articulação da ocupação quanto para a difusão de informações, as redes sociais e os dispositivos tecnológicos são bastante usados.

Os estudantes permanecem nas escolas em acampamentos improvisados, cuidando de sua manutenção (serviços de limpeza, segurança etc.) e também de seu dia-a-dia, que inclui uma rotina bastante ativa com inúmeras atividades. Além de aulas e discussões sobre temas mais vinculados ao universo da educação formal, têm acontecido debates, exposições, atividades físicas, de lazer entre outras. Como alguns poucos exemplos da rica diversidade desta movimentada rotina, podemos citar: debates sobre a Revolta dos Pinguins chilena e a Revolução Curda que atualmente ocorre em Rojava; aulas públicas sobre a educação no Brasil e em São Paulo; formações sobre a questão de gênero e o feminismo; debates sobre formas alternativas de educação; oficinas de mídia alternativa; conversas com movimentos populares; aulas de circo, de dança, de teatro e jogos coletivos. Fora dos portões das escolas, outras ações têm sido encampadas, marcadamente as marchas pela cidade e o trancamento de ruas e avenidas.

Ocupando e resistindo desde a base!

A partir de Junho de 2013, observamos uma mudança rápida na cultura política de São Paulo, que tornou a entender que política para a transformação não se faz nas urnas, mas nas ruas. Os saldos daquela experiência estão muito presentes no atual cenário político e vão desde o fortalecimento de setores conservadores até o surgimento e o fortalecimento de movimentos autônomos.

Por um lado, Junho significou um avanço da direita, que deu as caras com mais virulência e, percebendo que não estava em baixo número, começou a radicalizar em discurso e prática. Por outro lado, entendemos que também houve progressos importantes para a luta popular. Podemos observar isso na radicalização das lutas mais recentes, como a greve dos garis no carnaval do Rio de Janeiro, a greve dos metroviários nas vésperas da Copa e, em 2015, a greve de 92 dias das professoras e professores do estado de São Paulo.

Usufruindo de aspectos relevantes do modo de operar do Movimento Passe Livre (MPL), agente central das mobilizações de Junho, jovens ocupantes têm priorizado a ação direta combativa e sustentado um processo organizativo pautado na autonomia em relação aos partidos e ao governo, assim como na forma horizontal para as tomadas de decisão.

A influência deste modelo de luta tem explicação, seja pela presença de militantes que o defendem nas ocupações, pelo trabalho de base que tem sido realizado nos últimos anos, ou mesmo pela exaustiva (ainda que muitas vezes distorcida) difusão dos princípios do MPL no contexto de Junho de 2013. Muitos dos jovens agora mobilizados se envolveram e criaram referências na luta durante os atos contra o aumento da tarifa.

A luta das ocupações tem sido inspiradora e reconfortante para todas as pessoas que desejam uma sociedade mais igualitária e libertária. A maneira como ela vem acontecendo é exemplar. Por meio de sua própria experiência, as ocupações de escolas fazem uma crítica tanto à direita conservadora quanto à esquerda burocrática e governista. E mesmo sofrendo os efeitos da guerra promovida pelo governo, com repressão e criminalização, assim como as consequências da manipulação midiática, os estudantes mostram que existe um caminho.

Se este caminho encontra na ação direta e na autonomia alguns de seus princípios organizativos, ele constitui, ao mesmo tempo, um marco que, nos termos dos zapatistas, se encontra abaixo e à esquerda. Ou seja, ele envolve um projeto de classe, dos oprimidos, que tem como horizonte a diminuição da desigualdade para os de baixo.

Entretanto, esse caminho não é aquele que a quase totalidade da esquerda tem adotado desde os anos 1980 — o das eleições, das burocracias sindicais, estudantis e, mais recentemente, do apoio ao governo. Estamos falando de um caminho de auto-organização das classes oprimidas, de protagonismo da base nas lutas, de ação direta combativa, de processos decisórios compartilhados.

Nessa estrada da luta e da organização, as ocupações de São Paulo acabaram de conquistar um recuo por parte do governo Alckmin, que anunciou que suspenderá a reorganização e discutirá com as escolas a melhor maneira de proceder. É a vitória de uma batalha no contexto de uma guerra mais ampla. Parece improvável que esse recuo seja realmente o início do engavetamento do projeto de reorganização e a vitória definitiva do movimento. Ele pode muito bem ser apenas uma estratégia do governo para desmobilizar o movimento e ganhar tempo, avançando no projeto reorganizativo mais adiante.

De qualquer maneira, entendemos que este recuo deve ser comemorado pelo movimento como uma vitória, ainda que parcial, assim como o afastamento do secretário de educação do estado Herman Voorwald, que se destacou no último período pela sua hostilidade à educação pública e aos trabalhadores em educação.

Devemos entender que não somente a vitória contra a reorganização não está garantida, mas que a luta pela educação é mais ampla e, por isso, a luta e a organização precisam continuar. As ocupações geraram faíscas que acenderam um imenso fogo de resistência em São Paulo. Agora é não deixar esse fogo apagar e tentar aumentar o incêndio. Continuar lutando e organizando, enfrentando a repressão, a difamação e impor aos inimigos outras derrotas. Que o atual movimento das ocupações e todos envolvidos possam se somar a outros setores num projeto transformador de maior envergadura! Que possam contribuir diretamente com um amplo projeto de poder popular!

Prestamos aqui todo o nosso apoio às ocupações de escolas. Pretendemos dar continuidade, ombro a ombro, aos nossos trabalhos de luta e organização, assim como à nossa constante disposição para contribuir!

Damos também nosso completo apoio à pauta unificada que foi apresentada pelo Comando das Escolas Ocupadas, em especial: o cancelamento da reorganização; nenhum fechamento de escola, sala ou ciclo; um cronograma de discussões públicas para debater de forma clara e verdadeira o sistema de ensino; punição dos policiais que reprimiram os manifestantes; nenhuma punição ou criminalização ao pais, alunos, funcionários, professores e apoiadores da luta.

Aderimos ao ato convocado pelo Comando para a próxima 4a feira, 9 de dezembro, no vão do MASP às 17h! E aproveitamos para convidar toda a companheirada para participar!

Solidariedade irrestrita às ocupações!

Lutar, criar, poder popular!

Arriba l@s que luchan!

OASL/CAB

04/12/2015

[CQM] Estudantes dão a aula!

Retirado de: https://quebrandomuros.wordpress.com/2015/12/02/estudantes-dao-a-aula/

Em São Paulo, o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou um forte ataque ao ensino público: a “reorganização”, ou mais precisamente o fechamento de mais de 100 escolas no Estado e o cancelamento de muitas turmas. Estudantes secundaristas se organizaram desde então, de forma autônoma e combativa, em um movimento pautado pela Ação Direta, tendo realizado atos de rua e discussões com a comunidade. O que o governo do estado fez? Ignorou, mais uma vez, a voz destes que são os maiores interessados. O caminho, a partir de então, estava claro para aqueles que constroem o movimento de acordo com as suas necessidades e atuam por conta própria ao não enxergar uma alternativa em candidatos ou ONG’s: a radicalização da luta!

A resposta da estudantada foi dada com muita organização. A ocupação das escolas começou há mais de vinte dias atrás e em muitas delas as deliberações são tomadas em assembleias e funcionando a organização interna de maneira horizontal. São formadas comissões para limpeza, alimentação, organização, segurança, atividades culturais e demais trabalhos. Dentro da escola ocupada as relações já não são as mesmas, foram descentralizadas. Alunos(as), professores(as) e demais trabalhadores(as) decidem e aplicam em conjunto as atividades realizadas, que vão desde alimentação à  aulas, oficinas e debates. A hierarquia cedeu lugar a autogestão.

Mais de 220 escolas ocupadas no Estado! Estes jovens não só se colocaram no cenário politico de forma admirável como também despertaram a solidariedade e o sentimento da necessidade de luta pelo Brasil a fora! Levam com eles não apenas nosso apoio, como nossos corações inflamados pela rebeldia. Porém, sempre que o povo avança criando e fortalecendo o poder popular, a repressão dos senhores-chefes vem na contra mão tentando anular sua força. O governo estadual já tentava suprimir o movimento dos estudantes via judicialização. E embora não tenha conseguido mandado (com pedido de reintegração negado mais de uma vez), iniciou outra estratégia para a criminalização da mobilização. O aúdio vazado¹ recentemente mostra a Secretaria de Educação de São Paulo assumindo uma guerra contra a resistência nas escolas!

Estudantes estão enfrentando agora a repressão policial e o apoio trapaceiro de algumas direções para a desmobilização. “Agora a aula é na rua”, pois se intensificam a represália é dada a resposta com a mesma potência! Trancar ruas e avenidas, fazer a cidade parar! A tropa de choque levou alguns bravos lutadores detidos em manifestação nesse dia 01/12, lançou bombas de gás, atirou e atuou mais uma vez tentando instaurar o medo a serviço dos chefes de gabinetes e seus interesses medíocres, sem se importar com os danos causados às crianças e adolescentes. O movimento não retrocede, quem deve retroceder é o Estado e os interessados no declínio da educação (já precária) pública!

No Paraná, o governo de Beto Richa (PSDB), que este ano já demonstrou seu apreço pelos educadores ao nos arrancar a previdência à custa de nosso próprio sangue no dia 29 de Abril, anunciou que também gostaria de contribuir para a decadência da educação. A “reorganização” aqui visava o fechamento de 71 escolas no Estado. O alvo principal são as escolas rurais (31 foram elencadas), e os Centros de Educação Básica de Jovens e Adultos (Ceebjas), que somam 19 centros. Outras 21 escolas que ocupam imóveis alugados também estão na lista. Em Curitiba há pelo menos 9 colégios listados, entre eles: Colégio Estadual Tiradentes, no Centro; Colégio Estadual Barão do Rio Branco, no Água Verde; Colégio Estadual Dom Pedro II, no Batel; e Colégio Estadual Xavier da Silva, no Rebouças.
O argumento, mais uma vez, é a diminuição de gastos. Nada diferente de São Paulo, pretende-se executar a mesma política mascarada sobre os mesmos argumentos indefensáveis.

Que argumento poderia sustentar a indiferença? Sobre o pretexto dos cortes orçamentários diminuem a qualidade de vida de trabalhadores e estudantes. Ao fazer com que estudantes sejam realocados e precisem fazer um deslocamento muito maior, que pelas condições de transporte público, com tarifas cada vez mais abusivas, podem acabar por restringir o acesso à educação. Além de aumentar o número de estudantes por turma, o que torna ainda mais precário o trabalho de professoras/es e funcionárias/os, e consequentemente a formação das pessoas educandas.

A rede estadual de ensino público é responsável pela maior parte da formação em nível básico – e as matrículas aumentam a cada ano. Atualmente são 1.095.236 matrículas na rede estadual. Poucas pessoas têm condições de manter suas crianças em Colégios Particulares. É a juventude periférica e do campo que será a maior prejudicada. Outras medidas têm contribuído para a precariedade do ensino gratuito, como a falta de estrutura e materiais; as condições de trabalho de servidoras/es da limpeza, merenda e manutenção – que, terceirizadas, experimentam um regime de contratação precário e inseguro.

Em Goiás o governador Marconi Perillo (também do PSDB) já decretou o fim dos concursos públicos para professores e pretende colocar as OS’s para administrar colégios. Aqui no Paraná essa é uma realidade próxima, apesar de ainda não ter sido decretado seu fim, os concursos estão cada vez mais raros. A contratação de professoras e professores substitutos via PSS (Processo Seletivo Simplificado) é a exceção que se tornou regra, e significa a perda de direitos trabalhistas e remuneração mais baixa por hora aula. Eis a escola neoliberal, onde precários dirigem precários para formar uma geração de futuras (os) precarizadas(os).

Assistimos também o descaso do governo federal que deixa de priorizar a educação pública e passa a investir nas empresas de ensino. Iniciamos o ano com um corte gigantesco na pasta do MEC, ultrapassando 12 bilhões. Outros ministérios, como o da Saúde, resposável por necessidades básicas do povo, também sofreram grandes cortes. Ou seja, tanto nacional quanto estadualmente, os governos (PT e PSDB) querem que quem trabalha pague pela crise, enquanto os senhores-chefes lucram e desfrutam da riqueza que acumulam.

Será que as crianças dos governantes frequentam alguma escola pública? É sabido que não. Há uma nítida diferença entre a escola dos ricos, que forma e reproduz a elite, e a escola dos pobres, que nem mesmo responde ao mínimo de instrução. Desde cedo nos impedem de falar de igualdade de oportunidades. E é a escola dos ricos, o ensino privado que sai lucrando com os retrocessos do ensino público. Precisamos seguir atentos para que não tenhamos nenhuma turma à menos! Para barrar todas as agressões, para não abaixar a cabeça para os assaltos ao ensino gratuito! Será só com muita luta e Ação Direta que, nesses tempos onde se intensificam os ataques ao povo, poderemos assegurar nossos direitos.

Nenhuma escola a menos! Educação não é mercadoria!

[CQM] Se fechar, vamos ocupar! Estudantes de SP dão o exemplo: ação direta contra o fechamento de turmas e escolas!

Retirado de:                               https://quebrandomuros.wordpress.com/2015/11/13/se-fechar-vamos-ocupar-estudantes-de-sp-dao-o-exemplo-acao-direta-contra-o-fechamento-de-turmas-e-escolas/

Já são seis escolas ocupadas em São Paulo contra a reorganização e o fechamento de turmas e colégios. As/os estudantes secundaristas sabem que só a ampliação da luta radical trará conquistas e permanecem nas ocupações, rodeadas de fardados da sangrenta PM paulista mas também de vigílias e acampamentos das comunidades e outros movimentos sociais. A justiça burguesa já autorizou a reintegração de posse na primeira escola ocupada- E.E. Fernão Dias – e a grande mídia prepara o terreno pra fazer a repressão descer mais suave na opinião pública.

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Os/as secundaristas tem construído um movimento autônomo e combativo, com diálogo com a comunidade e disposição pra radicalizar. As escolas ocupadas – E.E. Castro Alves, E.E. Diadema, E.E. Fernão Dias (Pinheiros), E.E. Heloísa Assumpção (Osasco), E.E. Salvador Allende (Conj. José Bonifácio) e E.E. Valdomiro Silveira (Santo André) – precisam ser rodeadas de solidariedade, atenção e entusiasmo!

No Paraná, o governo do Estado também tentou instituir um projeto de “restruturação”, que fecha turmas e escolas em nome dos cortes de orçamento na educação. Houve mobilizações que fizeram o Estado recuar, mas é possível que os fechamentos de turmas e escolas voltem no ano que vem. A grande mídia já sinalizou que apoiará o fechamento das escolas e pede do Estado um plano mais palátavel*. Se acontecer, já sabemos nossa resposta: OCUPAR PRA NÃO FECHAR!

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AMPLIAR A OCUPAÇÃO DAS ESCOLAS EM SP!

SE FECHAR NO PARANÁ, VAMOS OCUPAR!

NÃO TEM ARREGO!