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No Batente #6 – Só a Luta Popular Decide!

Este é o sexto número do jornal No Batente, órgão de informação e análise do Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC). Ficamos felizes por mais uma edição poder chegar aos companheiros e companheiras de luta!

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Nesta edição, lançada em setembro/outubro de 2016, colocamos elementos sobre a atual conjuntura de ataques à classe oprimida no Brasil, a farsa que são as eleições burguesas, um breve texto de homenagem aos 80 anos da Revolução Espanhola e mais.

Leia o no BATENTE #6 clicando no link – NO BATENTE – ou na imagem acima.

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[CAB] DECLARAÇÃO DO ENCONTRO NORTE/NORDESTE DA COORDENAÇÃO ANARQUISTA BRASILEIRA (CAB) – OUTUBRO 2015

Retirado de: http://anarquismo.noblogs.org/?p=330

No sertão da Bahia, organizações anarquistas afinadas com a corrente especifista, estiveram reunidas nos dias 10, 11 e 12 de outubro, dando continuidade à construção dessa estratégia, especialmente, nas partes do Norte e Nordeste do mapa brasileiro. Este VI Encontro das Organizações Anarquistas Especifistas do NO/NE, teve como particularidade, ser o I como Encontro NO/NE da CAB. Ou seja, todas as organizações participantes, já estão agrupadas organicamente na Coordenação Anarquista Brasileira ou demonstram interesse em tal objetivo.

O discurso de “crise” vai muito além de consequências meramente econômicas. Ele cumpre um papel ideológico na desmobilização das ações populares, mesmo aquelas de cunho apenas reivindicatório. Os cortes de verbas, com a “necessidade” do ajuste fiscal, têm fomentado um contexto social de perda de direitos trabalhistas (a exemplo do PL 4330 – que amplia e legitima um modelo de trabalho precarizado através da terceirização) de aumento da carestia de vida, das chantagens do cassino econômico, a ascensão da criminalização dos protestos – através da intensificação da repressão (como a Lei Antiterrorismo e seu papel na tentativa de silenciar @s que lutam), a redução da maioridade penal – aliada ao fechamento de escolas públicas e abertura de presídios, o desmantelamento de setores públicos como incentivo a privatizações, entre outras ações que representam os interesses do Estado e Capital privado na manutenção do status quo e do controle social.

A ascensão de pautas progressistas que se vislumbrou nas jornadas de junho de 2013, hoje é contrastada por uma direita política e econômica mais articulada e retrógrada. O descrédito das instituições sociais e dos partidos políticos, acompanhado de uma “política do medo” – que legitima políticas segregacionistas e racistas em relação aos espaços públicos –, contribuem para a despolitização dos de baixo e o acirramento das disputas dentro da própria classe trabalhadora.

Neste contexto de midiatização política onde é desenhada uma falsa polarização entre PT e PSDB (e nesta seara, o fortalecimento do PMDB para a retomada da governabilidade), opor-se às ordens petistas, é visto como automática aliança às ideias tucanas. Existe um imaginário onde o Partido dos Trabalhadores ainda encontra-se no conjunto de organizações da classe trabalhadora (mesmo que como traidor desta). Nesse sentido, a oposição ao PT reverbera em diversos setores da luta popular, tendo gerado como uma das consequências o abandono a toda e qualquer forma de mobilização. Rejeitamos frontalmente tal modelo, por enxergarmos que há uma confluência de interesses na política parlamentar, e estes, estão longe de serem favoráveis às necessidades, anseios e sonhos d@s oprimid@s. Sendo assim, as ações de resistência d@s trabalhador@s, como greves, paralisações e piquetes, vêm sendo tomadas cada vez mais de forma independente, visto que as centrais sindicais se articulam apenas para a defesa do governo e não da nossa classe.

Este cenário, ao passo que se constitui ambiente favorável à emergência de posicionamentos fascistas, lança, na outra mão, grandes desafios às organizações libertárias de hoje. As denuncias à institucionalização das lutas sociais, sempre estiveram presentes na práxis anarquista. Assim, princípios, para nós, inegociáveis, apontam um caminho que, em sua longa estrada, empodera @s de baixo, fortalecendo e federalizando as lutas populares em ação direta. Contra todas as formas de opressão, com solidariedade de classe. Urge a necessidade de alternativas não parlamentares, com alianças táticas, construídas à luz das nossas experiências históricas, objetivando uma sociedade radicalmente diferente desta. É nisto que acreditamos. É por isto que estamos aqui.

Fórum Anarquista Especifista (FAE) – BA
Federação Anarquista dos Palmares (FARPA) – AL
Organização Resistência Libertária (ORL) – CE
Coletivo Anarquista Organizado Zabelê (CAOZ) – PI
Federação Anarquista Cabocla (FACA) – PA

Feira de Santana/Bahia, 11 de outubro de 2015

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[CAB] Declaração do V Encontro do Norte e Nordeste das Organizações Anarquistas Especifistas – 2014

“[…] A revolução universal é a revolução social, é a revolução simultânea do povo dos campos e das cidades”

Mikhail Bakunin

Reunidos nos dias 28, 29 e 30 de Novembro de 2014, em Maceió, o V Encontro do Norte e Nordeste das Organizações Anarquistas Especifistas cravaram de forma solida e madura um espaço permanente e fértil para os debates políticos, acúmulos organizativos, fomento da luta, solidariedade e trocas de experiências.

Em nosso V Encontro, recebemos de braços abertos a Organização Anarquista Maria Iêda, de Pernambuco. Em nossa caminhada rumo ao Socialismo Libertário nos agrada saber que em mais um passo que damos outra organização irmã decidiu trilhar o mesmo caminho. Com muita satisfação comemoramos a ampliação da discussão em torno do especifismo na Bahia, e por conta dessa ampliação hoje o Coletivo Anarquista Ademir Fernando – CAAF compõe o Fórum Anarquista Especifista, FAE-BA, processo que está sendo animado em quatro cidades. Com a mesma felicidade e sentimento de irmandade agradecemos também a presença e colaboração da Federação Anarquista do Rio de Janeiro – FARJ em nosso encontro. Os anarquistas especifistas em luta no Norte e Nordeste unidos e de prontidão para a transformação social agradecem as ricas e valorosas presenças em nosso meio.

O evento possibilitou trocas de experiências teóricas, organizativa e social, uma ampla análise de conjuntura, repasses entre organizações e acordos mínimos para continuarmos caminhando em um sentido anticapitalista. Temos a certeza que mais alguns tijolos para o alicerce do poder popular foram firmados.

De pé estamos e lutaremos sem fim diante dessa nossa complexa realidade no Norte e Nordeste, que por si só não se explica, o jogo perverso do capitalismo ultrapassa fronteiras abstratas. Os lugares e suas particularidades estão conectados dentro de uma totalidade complexa e que pautada no espaço e no tempo alguns elementos econômicos, políticos, culturais e sociais são semelhantes e são construídos dentro de contextos específicos em cada Estado. Projetos de dominação e exploração seguem a todo vapor em uma escala mais ampla sem respeitar território ou fronteira e de forma ampla devem ser combatidos.

Ao buscarmos a organização a um nível mais abrangente pretendemos acumular força social para enfrentarmos um conjunto de forças capitalistas e repressoras em nosso cotidiano. Portanto, combateremos sem fim os elementos de dominação apontados por nossa militância nos diversos Estados onde atuam, como exemplo: as oligarquias familiares que dominam o campo e a cidade; os mega projetos/investimentos nas cidades que geram remoções e acúmulo de capital para as grandes empresas; aumento do aparato repressor do Estado e privado; violência contra juventude negra/pobre da periferia; sucateamento da saúde e da educação, um processo de mobilidade urbana elitista que visa o escoamento das mercadorias, rapidez na produção capitalista e lucros para os empresários do transporte; o avanço reacionário da chamada “bancada da bala” e da lógica da democracia representativa em si; o encarecimento dos alimentos a partir da substituição do camponês pelo pequeno produtor de monoculturas orientado para o biocombustível e o nefasto modelo do agronegócio.

Sendo assim, não tá morto quem peleia! 2014 muito fizemos e para 2015 disposição não faltará para avançarmos. Que possamos nos organizar, lutar e criar poder popular para combatermos de frente o dominador. Os mecanismos repressores não cessarão e nossa resposta deve ser firme nas lutas concretas. Organizar já e lutar sempre rumo ao poder popular!

Lutar, Criar, Poder Popular!

Assinam esta declaração:

Fórum Anarquista Especifista, (FAE) – Bahia
Organização Anarquista Maria Iêda – Pernambuco
Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares (CAZP) – Alagoas
Coletivo Libertário Delmirense (COLIDE) – Alagoas
Organização Resistência Libertária (ORL) – Ceará
Núcleo Anarquista Resistência Cabana (NARC) – Pará

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[FAE] Fórum Anarquista Especifista, Construindo uma organização anarquista na Bahia

Retirado de: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=684794061556006&set=a.684794088222670.1073741828.684778788224200&type=1&theater

Fórum Anarquista Especifista
Construindo uma organização anarquista na Bahia

Dos sindicatos, movimento estudantil e comunitário, dos movimentos por mobilidade e das lutas contra opressões (gênero, étnica e de sexualidade). São de onde vieram, e de onde queremos que venham muito mais, companheiras e companheiros que se lançaram na retomada da construção de um anarquismo organizado na Bahia.

E é através dessa nota que declaramos com muita satisfação a construção da FAE (Forum Anarquista Especifista) na Bahia. A FAE é resultado dos esforços iniciados no primeiro encontro especifista no estado e representa a aproximação de grupos e indivíduos nas cidades de Salvador, Candeias, Feira de Santana e Cachoeira. O Fórum pretende ser um espaço de debates e articulação da militância em torno da construção de uma organização anarquista no estado da Bahia, sabemos que construir uma organização especifica não é tarefa fácil, é um projeto de médio prazo, mas que precisamos iniciá-lo desde já.

Desde o primeiro encontro os indivíduos e grupos presentes voltaram para suas cidades com a tarefa de continuar o debate de construção em suas realidades locais, além de fortalecer a atuação nos espaços sociais onde já atuamos, esse processo culminou em uma plenária geral ocorrida no dia 25 de maio, onde estabelecemos novas deliberações para continuar com o nosso projeto. Consideramos as experiências e o nível de acúmulo presentes no nosso meio e estabelecemos cautela e responsabilidade, preocupados/as em não cometer erros do passado, fundando e refundando organizações e coletivos sem que isso represente de fato um trabalho consistente ou mesmo uma real intervenção nas lutas do povo oprimido. A FAE deverá cumprir um papel importante nesta primeira caminhada, sendo um espaço para um primeiro nivelamento político em torno de uma unidade programática e teórica, além de fazer um balanço da atuação social de nossa militância em busca de alguma unificação onde isso se demonstrar possível.

A FAE considera o especifismo defendido pelos grupos coordenados pela CAB, a estratégia mais adequada para perseguir nosso objetivo finalista de alcançar uma sociedade livre da dominação de classes e das opressões existentes no modelo de sociedade em que vivemos. Para nós os anarquistas precisam estar organizados numa instância política específica, que represente um trabalho comum, com estratégia e táticas comuns construídas coletivamente pela organização, isso porém, não quer dizer que desconsideramos ou que somos contrários aos grupos que são adeptos a outras formas e modelos de se articularem coletivamente dentro do campo libertário, e pretendemos sempre manter relações fraternas, pois não os consideramos adversários, mas sim companheiros e companheiras de luta.

Nossa militância convida mais uma vez a todas e todos companheiras e companheiros alinhadas/os com a proposta de organização específica anarquista a somar forças na construção de uma nova sociedade livre, justa e igualitária para o povo oprimido, convidamos a todos e todas a remar junto conosco em direção ao nosso objetivo finalista revolucionário, convidamos todas e todos a lutar por um povo forte e empoderado de suas vidas, para construção do PODER POPULAR!


LUTAR CRIAR PODER POPULAR
(Forum Anarquista Especifista – BA)
fae@riseup.net
Salvador, 25 de maio 2014