Arquivo da tag: florianópolis

[CABN] Boletim CABN ago/set/2015

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/boletim-agoset-2015/

Salve companheirada!

Neste boletim de agosto e setembro: Repressão no Uruguai; Ponta do Coral (FLN); 10 anos de MPL (Jlle); fundação da Federação Anarquista dos Palmares – FARPA/Alagoas; Jornal Libera #165

Repressão no Uruguai

Socializamos nota da Coordenação Anarquista Brasileira em solidariedade aos lutadores e lutadoras taxistas e educadores no Uruguai, que estão sofrendo perseguição e prisões ilegais por conta da participação na luta em defesa da educação pública. Chamamos toda a esquerda a se posicionar em solidariedade com esses compas e debater o papel que tem cumprido os governos da Frente Ampla no Uruguai, que atacam e criminalizam os setores independentes em luta:
https://anarquismo.noblogs.org/?p=325

https://www.facebook.com/notes/federacion-estudiantes-universitarios-uruguay/declaraci%C3%B3n-codicen/412323148967913

Ponta do Coral

Em Florianópolis, segue a luta em defesa da Ponta do Coral apesar das tentativas de criminalização e cooptação. O Movimento Ponta do Coral 100% Pública responde a processo por supostos “danos morais” à Construtora Hantei, no valor de 100 mil reais.

Além disso, o prefeito Cesar Souza tenta convocar um Conselho da Cidade para seguir as discussões do Plano Diretor sem a participação comunitária. O movimento rejeitou a participação oferecida no Conselho e, junto ao movimento comunitário da cidade, entrou com representações no Ministério Público contra o golpe:
https://parqueculturaldas3pontas.wordpress.com/2015/09/29/o-golpe-do-prefeito-cesar-souza-no-plano-diretor-participativo/

Convocamos movimentos, entidades e coletivos para somar assinaturas na Carta Aberta pela mudança de zoneamento da Ponta do Coral e na Moção Pública contra a criminalização do movimento, encaminhando email para pontadocoralpublica@gmail.com:

https://parqueculturaldas3pontas.files.wordpress.com/2015/09/carta-aberta-avl1.pdf

https://parqueculturaldas3pontas.files.wordpress.com/2015/09/mocao-publica-contra-criminalizacao-mov-pta-coral.pdf

10 anos de MPL – Joinville

O Movimento Passe Livre celebrou os 10 anos de luta contra as catracas em Joinville com um festival de rap e mobilização, junto ao Coletivo PinteLute, o Ocupa Passe Livre. Leia a declaração do MPL, resgatando a história de luta e denunciando a repressão policial que se fez presente:

https://www.facebook.com/MovimentoPasseLivreJoinville/posts/953974241326312

Fundação da Federação Anarquista dos Palmares – FARPA/Alagoas

“A fundação da Federação Anarquista dos Palmares – FARPA representa um acumulo de 13 anos de militância do CAZP e de 7 do COLIDE. Representa histórias, lutas, encontros e desencontros, entre aquelas e aqueles que buscam construir ferramentas de luta para os oprimidos. Representa um processo em permanente construção e que hoje ganha nova musculatura para enfrentar novos desafios.”
https://www.facebook.com/cazpalmares/posts/465095153673373

Nota de saudação da CAB:

http://anarquismo.noblogs.org/?p=321

Jornal Libera #165

“Está disponível o mais recente número do Libera, de número 165. Nesta edição, o editorial traz um texto recentemente publicado em nosso endereço eletrônico com o título “O que restou de Junho – Uma reflexão sobre o pós-2013“. Além disso, há trechos de “Entre Camponeses” do militante aanrquista italiano Errico Malatesta, XII Congresso da organização francesa Alternative Libertaire, Solidariedade à Sâmia Bonfim, duas traduções de textos da organização anarquista dos Estados Unidos Black Rose Anarchist Federationsobre a Revolução em curso em Rojava e o ataque do Estado Islâmico à militantes que estão lá, relato de atividade sobre o caso do Rafael Braga, palestra sobre a situação curda realizada em Campos, além de poesia e outras coisas.”

https://anarquismorj.wordpress.com/2015/09/09/libera-165/

Coletivo Anarquista Bandeira Negra, integrante da Coordenação Anarquista Brasileira.

Para entrar em nossa lista de notícias, envie um e-mail para ca-bn@riseup.net.

[CABN] Boletim jul/2015

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/boletim-jul2015/

Salve companheirada!

Neste boletim de julho: Jornal Socialismo Libertário #30; Greve IFC – Araquari; Solidariedade ao povo curdo em Joinville; Amanhecer Contra a Redução – Floripa; III Encontro Sul da CAB; Relato do Arraial da Ponta do Coral

Jornal Socialismo Libertário #30

A Coordenação Anarquista Brasileira lançou nova edição de seu jornal com uma análise do atual momento político e econômico, apontando as tarefas para a militância no próximo período. O jornal pode ser lido aqui:
http://www.cabn.libertar.org/cab-jornal-socialismo-libertario-30-julho2015/

Greve IFC – Araquari

O CABN apoia a greve de servidoras e servidores técnicos do IFC em Araquari, que vem demonstrando força e grande mobilização em suas atividades. Em defesa da educação pública! Só a luta muda a vida! Confira o relato de importante atividade de greve na semana passada:
http://greveifc.wix.com/blog#!ENCONTRO-PARA-DEFINI%C3%87%C3%95ES-E-TROCA-DE-EXPERI%C3%8ANCIAS/c218b/55b95dfc0cf27acb2d8c3fa9

Solidariedade ao povo curdo em Joinville

O CABN convida todas e todos para uma Roda de Solidariedade ao Povo Curdo no domingo, 16 de agosto, no Centro de Direitos Humanos de Joinville. “A proposta da atividade é contrapor o discurso dominante na grande mídia mundial, inclusive a brasileira, que trata a resistência popular curda como “terrorismo”, escamoteando o novo ar que o povo curdo apresenta à esquerda mundial.” Mais informações aqui:
http://www.cabn.libertar.org/joinville-roda-de-solidariedade-ao-povo-curdo/

Amanhecer Contra a Redução Floripa

A campanha Amanhecer Contra a Redução está mobilizada em Florianópolis para disputar a opinião pública e mobilizar a sociedade contra a redução da maioridade penal. A próxima ação é organizar o Festival Amanhecer, usando da arte e cultura para agregar a juventude e debater sobre por que a “redução não é solução”! O momento é de conseguir apoio e contribuição para realizar o festival. Confira o vídeo e apoie:
https://www.youtube.com/watch?v=V6AXXiZpUUw
https://www.facebook.com/AmanhecerFloripa

III Encontro Sul da CAB

“Nos dias 4 e 5 de julho, reunimos em Curitiba delegações do Coletivo Anarquista Luta de Classe (Paraná), Coletivo Anarquista Bandeira Negra (Santa Catarina) e Federação Anarquista Gaúcha (Rio Grande do Sul) para tratar da conjuntura atual, a coordenação de nossas frentes de atuação sindical, estudantil e comunitária, e também as campanhas da CAB para o próximo período.” Leia a declaração completa do III CAB-Sul aqui:
http://www.cabn.libertar.org/declaracao-do-iii-encontro-regional-sul-da-coordenacao-anarquista-brasileira-2015/

Relato do Arraial da Ponta do Coral – Florianópolis

O Movimento Ponta do Coral 100% Pública organizou, no sábado passado, um arraial comunitário na área, onde luta pela mudança de zoneamento para Área Verde de Lazer e a constituição do Parque Cultural das 3 Pontas, uma área pública, de lazer, de preservação ambiental e cultural. Leia mais:
https://parqueculturaldas3pontas.wordpress.com/2015/08/02/relato-do-arraial-na-ponta-do-coral/

Encerramos o boletim com o trabalho de muralismo do Coletivo Pintelute de Joinville, realizado durante o evento Ocupa Rock, na Cidadela Cultural de Joinville. Não à violência de gênero!

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[CABN] Boletim jun/2015

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/boletim-jun2015/

Salve companheirada!

Neste boletim de junho: Ponta do Coral – AVL JÁ; CEL-Joinville “Anarquismo e sindicalismo”; Resiste Izidora; Não à redução da maioridade penal

Ponta do Coral – AVL JÁ

O Movimento Ponta do Coral 100% Pública convoca todas e todos às ruas nessa quarta (08), às 17h, em frente à Catedral do Centro de Florianópolis. O movimento reivindica o retorno do zoneamento da Ponta do Coral para Área Verde de Lazer (AVL), que evite qualquer construção no local e possibilite criar o Parque Cultural das 3 Pontas. Prefeito, AVL JÁ!
https://parqueculturaldas3pontas.wordpress.com/2015/06/30/manifestacao-no-dia-080715-ponta-do-coral-avl-ja/

CEL-Joinville “Anarquismo e Sindicalismo

O Círculo de Estudos Libertários de Joinville retorna nessa quinta (09), às 19h, com o tema “Anarquismo e Sindicalismo”. Todas e todos estão convidados. Os textos recomendados, com mais informações sobre o CEL, estão aqui:
http://www.cabn.libertar.org/cel-joinville-anarquismo-e-sindicalismo/

Resiste Izidora

As ocupações da Izidora, em Belo Horizonte, agregam hoje 8 mil famílias na luta por moradia e vida dignas. No entanto, em defesa dos lucros de uma construtura, o governo Pimentel (PT) ameaça todas elas com um despejo que pode vir a qualquer momento. A Coordenação Anarquista Brasileira se soma à rede de solidariedade Resiste Izidora. Despejo zero! Com luta, com garra, a casa sai na marra!
https://anarquismo.noblogs.org/?p=235

Não à redução da maioridade penal

A Coordenação Anarquista Brasileira está de punhos cerrados contra a redução da maioridade penal! Confira e compartilhe a imagem de mobilização:
http://www.cabn.libertar.org/cab-nao-a-reducao-da-maioridade-penal/

Coletivo Anarquista Bandeira Negra, integrante da Coordenação Anarquista Brasileira.

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[CABN] Boletim CABN mar/2015

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/boletim-cabn-mar2015/

Salve companheirada!

Neste boletim de março: Ponta do Coral 100% Pública,  campanha Protesto não é crime, educação estadual em greve, luta estudantil e o 26M, conjuntura nacional, revolução em Rojava

Ponta do Coral 100% pública

Segue a disputa pela Ponta do Coral, uma área verde próximo ao Centro de Florianópolis fortemente visada pelo capital turístico e imobiliário de luxo. Nesse ano, o Movimento Ponta do Coral 100% Pública voltou a atuar com força na defesa de uma área pública, de preservação e manutenção da cultura local; e tem acumulado forças desde a Maratona do Coral, ocupação cultural da área no aniversário da cidade que agregou milhares de pessoas. Novas atividades e ações estão programadas para as próximas semanas. Mais informações:

https://parqueculturaldas3pontas.wordpress.com/
https://www.facebook.com/pontadocoralpublica

Campanha “Protesto não é crime”

A campanha “Protesto não é crime!” continua mobilizada em Joinville, onde 6 compas sofrem processos e perseguição por sua militância nas lutas pelo transporte público e no setor da educação. Convidamos todas as pessoas a acompanhar e contribuir com a campanha de solidariedade e agitação “E se fosse você?”, que pode ser vista aqui: https://www.facebook.com/protestosim

Além disso, hoje tem show na cidade para levantar dinheiro e apoio à Campanha. Confira aqui: http://www.portaljoinville.com.br/agenda/view/1375

Educação estadual em greve

Trabalhadores(as) da educação pública estadual estão em greve em Santa Catarina, assim como em vários Estados pelo país, enfrentando cortes de verba e perda de direitos às categorias. Em SC, o governo Colombo e o secretário Deschamps já enfrentam algumas semanas de greve e pressão contra a MP198 e a deterioração de condições da categoria, em especial os ACTs (contratos temporários). Toda força à luta da categoria! GREVE SEM MEDO!
Mais informações: http://sintejoinville.blogspot.com.br/

Luta estudantil e o 26M

O Grupo de Trabalho Estudantil da Coordenação Anarquista Brasileira, que reúne a militância estudantil anarquista de vários Estados do país, lançou documento de análise sobre o 26M, Dia Nacional em Defesa da Educação, apontando a necessidade de luta e organização pela base para poder demonstrar força e enfrentar os cortes de verba e políticas privatizantes no setor. Leia aqui:
http://www.cabn.libertar.org/cab-nota-da-frente-estudantil-da-cab-sobre-o-dia-26-de-marco-dia-nacional-em-defesa-da-educacao/

Conjuntura nacional

A situação política nacional vive dias de ebulição com cortes de direitos e medidas antipopulares do Governo Federal, marchas da direita nas ruas e também mobilização dos movimentos sociais e populares. Recomendamos aqui duas recentes análises da conjuntura brasileira produzidas por organizações da Coordenação Anarquista Brasileira.

“Nem dia 13, nem dia 15: organizar a luta pelas bases nos próximos meses!”, da Federação Anarquista do Rio de Janeiro:
https://anarquismorj.wordpress.com/2015/03/13/nem-dia-13-nem-dia-15-organizar-a-luta-pelas-bases-nos-proximos-meses/

“Contra a trapaça político burguesa e o arrocho da vida dos trabalhadores”, da Federação Anarquista Gaúcha:
http://www.federacaoanarquistagaucha.org/?p=1082

Revolução em Rojava

Importantes relatos e notícias vem das regiões autônomas conquistadas pelo povo curdo em luta, buscando implementar o modelo libertário do Conferederalismo Democrático. A resistência curda se destaca pelo grande protagonismo das mulheres no levante, que questionam os pilares patriarcais e conservadores na região. Além disso, uma ampla rede de organismos de base funciona como modelo de gestão autônoma do território e um modelo de economia comunitária, anti-capitalista, avança em sua implementação. Divulgamos em nossa página um relato sobre a luta das mulheres na região de Rojava:
http://www.cabn.libertar.org/reescrevendo-a-historia-das-mulheres-em-rojava-parte-2/

Saudações libertárias!
Coletivo Anarquista Bandeira Negra, integrante da Coordenação Anarquista Brasileira
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[CABN] Boletim CABN fev/2015

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/boletim-cabn-fev2015/

Salve companheirada!

Neste boletim de fevereiro: repressão à luta pela educação, professores estaduais em luta, atividades feministas do 8 de março, Ponta do Coral 100% pública, criminalização em Porto Alegre

Repressão à luta pela educação em Joinville

A educação pública estadual tem sofrido diversos ataques no governo Colombo. Em Joinville, um dos exemplos de luta e resistência contra a destruição da educação pública, a EEB João Martins Veras, tem sido atacada pelo Estado e a companheira Viviane, trabalhadora da escola e lutadora social, sofre processo administrativo e corre o risco de perder o emprego. Leia em:http://www.cabn.libertar.org/estado-presente-a-repressao-atua-fortemente/

Professores estaduais em luta

No dia 3 de março, em Florianópolis, houve ato e assembleia da categoria dos professores estaduais, que lutam por salário, condições de trabalho e em defesa da educação pública. A categoria enfrentou dentro da Assembleia a proposta da MP 198, que retira direitos dos ACTs, e aprovou indicativo de greve para a semana que vem. Força ao professorado em luta!

Atividades feministas do 8 de março em Florianópolis

Um calendário de atividades feministas está sendo construído para o 8 de março, Dia Internacional da Luta das Mulheres, culminando em um ato no dia 13 de março, às 18h, em frente ao TICEN. Além disso, a programação conta com oficinas, debates, picnic, etc. Confira aqui:https://www.facebook.com/events/1424726647824851/

Ponta do Coral 100% pública

A área da Ponta do Coral, em Florianópolis, é alvo de uma disputa em que se apresentam dois modelos de cidade. Um modelo elitista e excludente, representado pelo empreendimento da Hantei, um hotel de 18 andares com graves impactos sociais, ambientais, paisagísticos e de infraestrutura. Por outro lado, um movimento popular em luta por uma área de parque público e cultural, de uso aberto, garantindo a cultura e espaço dos pescadores da região e mantendo verde a área que é de amortecimento ambiental.

A área tem sido ocupada com atividades, debates e cultura para reivindicar o espaço. Nessa quinta e no fim de semana (7 e 8 de março), todo mundo está convidado para se juntar no local e defendê-lo. Mais informações:
https://parqueculturaldas3pontas.wordpress.com/
https://www.facebook.com/pontadocoralpublica

Criminalização em Porto Alegre

O companheiro Vicente, lutador social e militante da Federação Anarquista Gaúcha, foi condenado por processos das lutas de Junho de 2013. A ação é uma ameaça clara à luta pelo transporte, que voltaria a ganhar força na cidade na semana em que houve a condenação. O companheiro e a FAG se posicionaram denunciando a medida de repressão à luta social e garantindo que não sairão das ruas. Leia mais: http://www.cabn.libertar.org/fag-nao-se-intimidar-nao-desmobilizar-toda-nossa-solidariedade-ao-companheiro-vicente/

Saudações libertárias!
Coletivo Anarquista Bandeira Negra, integrante da Coordenação Anarquista Brasileira
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[CABN] Boletim CABN set/2014

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/boletim-cabn-set2014/

Salve companheiras e companheiros!

Neste boletim de setembro: eleições, sindicalismo, especifismo, próximas atividades e lutas

Eleições

A Coordenação Anarquista Brasileira lançou um material de análise e posição sobre o período eleitoral, apontando que “a saída à esquerda não é nas urnas, é nas ruas!”. Confira aqui:
http://www.cabn.libertar.org/cab-elementos-da-conjuntura-eleitoral-2014/

Sindicalismo

A Frente Sindical da Coordenação Anarquista Brasileira também publicou texto sobre a conjuntura sindical, os métodos anarquistas da ação direta e do protagonismo das bases, e um pouco da história anarquista no sindicalismo e na estratégia da Greve Geral. Leia aqui:
http://www.cabn.libertar.org/cab-sindicalismo-e-acao-direta/

Especifismo

Um importante material teórico foi traduzido para o português, uma entrevista com Juan Carlos Mechoso, membro-fundador da Federação Anarquista Uruguaia. A entrevista aborda distintos temas relevantes para a corrente especifista do anarquismo, que inspira a CAB e é desenvolvida há mais de 50 anos no Uruguai e outros locais da América Latina. Leia aqui:
http://www.cabn.libertar.org/a-estrategia-do-especifismo-entrevista-com-juan-carlos-mechoso/

Próximas atividades e lutas

Aproveitamos esse espaço para divulgar algumas lutas e atividades políticas que apoiamos nos locais onde estamos inseridos.

Em Florianópolis, nesse sábado (04/10) acontecerá um ensaio aberto da Bateria do Movimento Passe Livre, importante preparação para embalar as próximas mobilizações e atos de rua. Mais informações aqui:
https://mplfloripa.wordpress.com/2014/10/02/sabado-ensaio-aberto-da-bateria/

Também em Florianópolis, há um processo de mobilização contra a implementação da EBSERH, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, no Hospital Universitário da UFSC. Nesta terça-feira (07/10), haverá uma reunião do Conselho Universitário que deve tratar do tema, conquista da mobilização ocorrida semana passada, articulada entre diversas entidades estudantis, sindicais e populares. Mais informações aqui:
https://www.facebook.com/pages/EBSERH-Aqui-N%C3%A3o-Passar%C3%A1-Por-um-HU-100-P%C3%BAblico/493525984088253

Em Joinville, nesse sábado (04/10), haverá reunião do Coletivo Feminista Mulher na Madrugada. Mais informações aqui:
https://www.facebook.com/events/364967006994054/?fref=ts

Também em Joinville estão sendo articuladas novas atividades da Campanha Protesto Não É Crime, que logo serão divulgadas pelo site e pelo facebook.

Saudações libertárias!

Coletivo Anarquista Bandeira Negra, integrante da Coordenação Anarquista Brasileira

ca-bn@riseup.net | http://cabn.libertar.org

Para entrar em nossa lista de notícias, envie um e-mail para ca-bn@riseup.net

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[CABN – Florianópolis] Ocupação Palmares Resiste e Vive!

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/?p=1301

Durante o Carnaval, a Ocupação Palmares foi invadida duas vezes pela Polícia Militar e Floram, que derrubaram uma casa sem ordem oficial e também levaram todos os pertences de uma família. Abaixo, segue o primeiro vídeo do documentário sobre a Ocupação Palmares, produzido após os ocorridos. Este vídeo desconstrói a versão utilizada pelos veículos de comunicação de Florianópolis sobre os procedimentos da PM e da leitura de zoneamento realizada pela Floram.

Relato da Frente Autônoma de Luta por Moradia (FALM):

No último sábado de carnaval, por volta das 14 horas, Floram, Polícia Militar e CHOQUE foram autores de uma operação criminosa e desastrada na Ocupação Palmares, localizada no Alto da Caeira, no Maciço do Morro da Cruz (Florianópolis/SC). Ameaçando confiscar (roubar) as madeiras de um dos moradores, os policiais armados partiram para o confronto com moradoras e moradores. Mulheres, homens e crianças foram atacadxs com spray de pimenta e alguns foram atingidos por cacetadas e tiro de bala-de-borracha. Um dos moradores teve de ir ao hospital devido a um ferimento na cabeça. As agressões covardes iniciaram-se verbalmente, com policiais chamando moradorxs de “merdas”. Além de empurrarem uma mulher de uma altura de 2 metros, após dispararem os tiros, – e sabendo que o apoio jurídico e de militantes da FALM estava a caminho – os policiais partiram em retirada comentando entre eles: “Fizemos merda!”

É inaceitável que uma força truculenta de mais de 10 camburões, tropa de choque e PM venham apontar fuzis e cacetetes contra uma população desarmada, crianças e famílias inteiras. Na tarde de sábado, a PM usou da sua força para agredir moradoras e moradores com balas de borracha, spray de pimenta e cacetadas. Violência efetivada sobre famílias que apenas protestavam com justa causa. Um morador (pastor) teve sua cabeça atingida por um cacetete onde sofreu mais de 5 pontos, que deu entrada contra a violência ocasionada. Jamais houve um único papel assinado permitindo derrubar casas, pelo contrário, há “apropriação indevida” das madeirasm, eletrodomésticos e utensílios pessoais sem devolução permitida por parte dessas operações. É lamentável verificar que, como sempre, a política do governo é de se negar a dialogar com os mais necessitados e, em troca, saber que Florianópolis possui um dos déficits mais altos em questão de moradia no país, vide Moeda Verde, novo “Plano Diretor”, e toda uma rede de corrupção e especulação provinda contra àqueles que menos tem acesso às necessidades básicas.

Nesta segunda-feira (03 de março), em mais uma ação ilegal da Floram com o auxílio do efetivo da PM, o trabalho sujo foi terminado. A casa a qual tinham derrubado pela metade foi, nesta tarde, completamente destruída. Não bastasse isso, levaram (isto é, roubaram) todas as madeiras, móveis e eletrodomésticos dos moradores. É esse o carnaval que a Prefeitura Municipal de Florianópolis propiciou para esses moradores: SEM CASA, SEM NADA.

Não há política de moradia, mas há política de despejo.
Contra a ação truculenta da polícia!
Pelo direito à moradia e contra a criminalização da luta!
Todo apoio à Ocupação Palmares!

“Se não há igualdade para os pobres, que não haja paz para os ricos!”

PALMARES RESISTE!

Frente Autônoma de Luta por Moradia (FALM)

[CABN – Florianópolis] – CEL: “Segurança Pública e o Papel do Estado”

Retirado: http://www.cabn.libertar.org/?p=980

O Coletivo Anarquista Bandeira Negra convida a todas e todos para encontro do Círculo de Estudos Libertários em Florianópolis, com o tema “Segurança Pública e o Papel do Estado“.

O Círculo de Estudos Libertários é um espaço aberto de encontro e debate sobre o pensamento anarquista e análise de temas de interesse, com um viés libertário.

Para subsidiar a discussão sobre o tema, sugerimos dois textos:

Coquetel molotov e o desmoronamento do Estado: as classes oprimidas sofrendo suas consequências, do Coletivo Anarquista Bandeira Negra

Oportunismo, doença infantil da esquerda pragmática: o apoio às greves da polícia, da Federação Anarquista do Rio de Janeiro

Os textos estão disponíveis aqui e aqui.

O encontro acontecerá na sede do Sindicato dos Bancários (SEEB), que fica na rua Visconde de Ouro Preto, 88, Centro. Será no dia 27/abr (sáb) e começará às 16h.

Estão todxs convidadxs!

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[CABN] Coquetel molotov e o desmoramento do Estado: as classes oprimidas sofrendo suas consequências

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/?p=832

“A tortura não era um método para arrancar informações, mas uma cerimônia de confirmação do poder”
Eduardo Galeano, no Livro dos Abraços

As manchetes anunciam a todo instante, para fora de Santa Catarina, o que acontece desde outubro de 2012, quando a agente prisional Deise Fernanda de Melo foi assassinada em São Pedro de Alcântara, município da Grande Florianópolis. Deise era casada com Carlos Antônio Alves, diretor da Penitenciária de Segurança Máxima. Alertando sinais vindos de organizações criminosas de São Paulo que, no mesmo período, deixaram 20 mortes em menos de 24 horas, tais ligações, entre o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o PGC (Primeiro Grupo Catarinense), não são reais como se afirmava.

Ao contrário do que se pensa, no final de 2012, as ações feitas pelo PGC, facção que tem origem no maior complexo de pessoas em reclusão do sul do estado, o Presídio Santa Augusta, em Criciúma, onde acontece o primeiro ataque reivindicado pela Facção PGC, assumem uma coordenação a nível estadual, ainda dentro do sistema carcerário de SC. Uma facção criada para se opor ao PCC, rival que teria membros dentro dos presídios catarinenses, o PGC, nas paredes internas da penitenciária de São Pedro de Alcântara, decide responder aos ataques da polícia e principalmente chamar a atenção para a denúncia de tortura por parte de agentes penitenciários e tropa de choque, ações que permaneciam invisibilizadas para a maior parte da população catarinense.

É nesse contexto que a população é bombardeada pelas imagens de dezenas de ônibus incendiados e ataques contra os órgãos de segurança pública. Até o momento, 98 ataques foram realizados em 30 cidades. Enquanto isso, o governador Raimundo Colombo (PSD), na tentativa de dar uma explicação para a crise na segurança para a mídia burguesa que passou a cobrá-lo, esquivou-se se posicionando alheio, deixando entender que tinha controle sobre a situação. Para o governo, eram fatos isolados os ataques que geraram o caos que até agora vivenciamos. Pelo contrário, o caos permanece nas ruas.

Trabalhadores(as) são induzidos para o recolhimento em suas residências ao cair da noite. As madrugadas são cortadas com sons de sirenes de viaturas policiais, a classe trabalhadora é abordada por policiais militares que cumprem o seu papel de opressão no Estado. Na capital Florianópolis instituiu-se um estado de sítio permanente entre as ligações Ilha-Continente e transeuntes são abordados sem a mínima precaução, principalmente nas periferias e nos morros da cidade. O COP (Central de Operações Policiais – Captura) de Florianópolis está à frente das subidas nas encostas mais pobres (nas zonas mais ricas não houve patrulhamento), como o Maciço do Morro da Cruz, que possui 16 comunidades em torno do Centro da cidade.

Entre a polarização da violência naturalizada pelo crime organizado e a repressão do Estado, uma guerra civil camuflada gera vítimas. Em Joinville, além das abordagens policiais à classe trabalhadora, houve o assassinato do trabalhador Jean Oliveira, 22 anos, com um tiro no olho após não parar numa blitz. À mãe Sueli Messias Onofre fica a perda do filho pelas mãos da força de opressão do Estado. Enquanto isso, no transporte coletivo privado, policiais militares armados estão dentro dos ônibus para fazer a “segurança” do patrimônio privado das empresas.

No entanto, apesar de todo bombardeamento sensacionalista que se promove, poucas são as análises conjunturais que explicam o contexto de uma crise para além dos presídios em SC. Na mesma linha que, tradicionalmente converge a “opinião pública” catarinense, ou seja, na defesa da guerra contra a “impunidade” – vimos repetidamente na época do Movimento Passe Livre contra os estudantes, nas greves dos trabalhadores(as) do transporte público, da saúde e da educação – agora a elite formadora de opinião, mais raivosa que nunca, grita a todo vapor por “morte à pobreza e ao crime”. Como uma hidra que assume diferentes formas, o problema social permanece o mesmo. Atacam as conseqüências no intuito de ocultar as causas, pois a origem desse problema, que é social, tem nome.

No cenário de torturas, violências sistemáticas aos homens e mulheres em condição de cárcere, o Centro de Direitos Humanos “Maria da Graça Bráz”, de Joinville (SC), ao lado de outras entidades de direitos humanos, relatava por diferentes meios de comunicação as condições desumanas que o sistema carcerário estava organizado. Inclusive o CDH alertava a possibilidade da conjuntura prisional explodir nas ruas de Joinville, fato que a realidade presente demonstra verossímil, inclusive para outras 25 cidades catarinenses. Parte da opinião pública catarinense acordou para a violência no sistema carcerário catarinense após as divulgações de denúncias e imagens de tortura que vazaram para a TV e redes sociais dentro dos presídios à Comissão de Direitos Humanos da OAB (SC). Para um dos juízes corregedores das varas de execuções penais, o sistema penitenciário é ultrapassado e amador, sem falar que as falhas estruturais estão em ruínas – uma cultura que alimenta maus tratos, falta de atendimento médico, falta de água, luz e direitos.

Na contradição do sistema capitalista não há vencedores.

O resultado disso são respostas ineficientes do Estado, que tenta intimidar e controlar os ataques contra si, mas que é incapaz de reconhecer que a origem está na sua própria cadeia reprodutiva de violência. Interesses privados e a omissão dos governos sistematizam a falência de um aparelho democrático. Um Estado que é conivente e reage com mais violência, num ciclo incessante, perpetua a iniqüidade e a impunidade, como vemos nos casos de abusos, torturas e extermínio.

O estado de Santa Catarina, estagnado economicamente, vem enfrentando suas piores crises da história, entre o governo anterior de Luiz Henrique da Silveira (PMDB) e Raimundo Colombo (PSD), as greves na Educação, na Saúde e agora o estouro na Segurança apenas atentam para as incompetentes administrações dos governos oligárquicos e empresariais. O governador Raimundo Colombo, no dia 06 de fevereiro, foi a Brasília solicitar auxílio do Governo Federal, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, colocou à disposição 300 vagas em presídios federais para possível transferência além de disponibilizar a Força Nacional de Segurança, que deve chegar na próxima sexta-feira (15/02).

Analisamos que, da forma como se dá o tratamento para as questões de ordem prioritárias, a única preocupação está em segregar os centros urbanos (através das faxinas sociais e remoção de comunidades) para alimentar a onda dos investimentos turísticos e da especulação imobiliária.

Quanto mais violência de grupos relacionados ao tráfico, maior será a repressão contra a população, visto que o Estado em nada tende a lutar a favor dos trabalhadores(as) que já sofrem diretamente das ações por parte do sistema capitalista e do braço armado do Estado oficial e paralelo. Neste governo desmoralizado, assistimos as repressões contra os trabalhadores(as) nas greves, a criminalização dos movimentos sociais e o fechamento de escolas estaduais. Enquanto na cúpula da segurança pública revelam-se os novos “heróis” em defesa do povo, a ação da polícia desmascara a institucionalização governamental da incompetência e corrupção. O governador se defende ao dizer que a onda de violência que foi gerada deve-se à ação de seu governo na guerra contra o tráfico.

Nesse discurso do bem contra o mal, crime organizado x Estado, as maiores vítimas são as classes oprimidas, o povo que não tem o básico, não pode esperar pelos milagres dos governos que não o representa. Em face destes acontecimentos, as empresas do transporte coletivo de algumas cidades, já deram o alerta que irão pressionar o governo para que os prejuízos causados pelos ataques sejam reconstituídos por meio de tarifas ainda mais caras, como já sinaliza Florianópolis, Criciúma e Joinville.

Entendemos que a violência urbana, e em especial a crise da segurança pública em SC, chegou a níveis dramáticos, com incursões em favelas, toques de recolher, abusos de poder e tortura. O governador mente quando fala da verdadeira crise, ocultando e se escondendo por trás de seus assessores de imprensa, só vem a demonstrar sua incapacidade em reconhecer que o problema que o estado enfrenta, é, antes de tudo, fruto da desigualdade social e da dominação do Estado.

No modelo capitalista, o crescimento do tráfico e do crime organizado, junto com o processo de urbanização acelerada das cidades em Santa Catarina, reflete a exclusão social. As questões da moradia, violência urbana e da falta de empregos, originando novas favelas e centros de exclusão nas cidades estão intimamente ligadas. Com a falta de renda e condições mínimas, o acesso aos serviços básicos é precarizado pelo Estado, o que também é uma forma de violência e de injustiça social.

Nesse sentido, vemos elites ligadas à segurança e uma população ligada à insegurança. O tráfico crescente em Florianópolis demonstra que o mapa da exclusão está vinculado à apropriação privada dos espaços coletivos urbanos, onde visivelmente ficam explícitas as diferenças sociais e territoriais. O problema de moradia nas cidades catarinenses, com pequenas ocupações de sem-teto e inúmeras favelas, sem um planejamento urbano e habitacional, favorece a lógica da informalidade e, conseqüentemente, a criminalidade e precariedade. O Estado, formador e gerador de violência social e política, é o principal culpado.

Deixamos nosso repúdio à atual administração do governo Colombo (PSD) e demais partidários deste sistema que, no nosso entendimento, só gera mais violência, deixando um grito e um alerta à população. Não somos de partidos de oposição, somos do povo! Chega de sistemas que produzem e disseminam violência!

CONTRA AS TORTURAS!
CONTRA A IMPUNIDADE!
CONTRA A FALTA DE MORADIA, SAÚDE E EDUCAÇÃO!
PELA CASSAÇÃO DOS CULPADOS!
POR TRANSPORTE GRATUITO E JUSTIÇA SOCIAL!

Coletivo Anarquista Bandeira Negra

Fevereiro de 2013

[CABN] Saudação do Coletivo Anarquista Bandeira Negra (SC) ao Congresso de Fundação da CAB

Retirado de: http://www.anarkismo.net/article/23101

Saudação do Coletivo Anarquista Bandeira Negra ao Congresso de Fundação da Coordenação Anarquista Brasileira.

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Companheiros e companheiras,

É com muita alegria e orgulho que saudamos todas e todos nesta manhã que marca uma etapa significativa na história do anarquismo brasileiro, com a fundação da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB).

Nós do Coletivo Anarquista Bandeira Negra, organização específica anarquista com presença em três cidades de Santa Catarina (Florianópolis, Joinville e Chapecó), temos menos de um ano de vida, mas sabemos do salto organizativo para a militância anarquista de nossas cidades proporcionado pela nossa modesta organização.

Este salto organizativo, impulsionando e estimulando nossa atuação, só foi possível graças ao apoio e a experiência acumulada nesses 10 anos de FAO. Sem este referencial e todos os aportes oferecidos, sem dúvida ainda estaríamos fragmentados e desorganizados. Cabe então nosso mais profundo agradecimento às organizações e pessoas que muito contribuíram neste processo.

Fundado em Agosto de 2011, o CABN é fruto de um processo iniciado em 2008, no qual a Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ) teve um papel especial, contribuindo em nossa formação e auxiliando através de sua rede de apoio no estabelecimento de contatos entre anarquistas de Curitiba, Florianópolis e Joinville. Podemos dizer que a FARJ foi e ainda é um exemplo motivador para nós, motivo pelo qual cabe um agradecimento especial.

Em Abril de 2009, graças aos contatos realizados dentro da rede apoio da FARJ, foi realizado o I Colóquio do Anarquismo Social, nas cidades de Curitiba, Florianópolis e Joinville, contando com a presença da FARJ e da Federação Anarquista Gaúcha (FAG), que passaria a partir dali a nos representar um referencial importantíssimo. Por isso, registramos também nossos agradecimentos especiais aos compas da FAG.

Após o colóquio houve a fundação do Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC) em Curitiba, e da Organização Dias de Luta, em Joinville, que mais tarde se somaria ao CABN. Fruto do mesmo processo, nos reconhecemos como uma organização irmã do CALC, que também merece uma menção especial de agradecimento.

Em Florianópolis o processo organizativo foi mais lento e apenas em 2011 tivemos o amadurecimento necessário para fundarmos nosso coletivo.

Destacamos a importância dos cursos de formação do Fórum do Anarquismo Organizado (FAO), sem os quais não teríamos a segurança política requerida no processo. A fundação da Federação Anarquista de São Paulo, hoje Organização Anarquista Socialismo Libertário (OASL), mais próxima historicamente de nossa fundação, merece ser lembrada como um estímulo a mais neste processo.

Depois tivemos contato com as demais organizações: Rusga Libertária, Organização Resistência Libertária, Coletivo Anarquista Núcleo Negro e Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares, ampliando horizontes da nossa experiência política. Nosso mais profundo agradecimento a todos vocês.

Hoje, aqui estamos, firmes e convictos da fundamental importância deste Congresso. Convictos também do papel de destaque que a Coordenação Anarquista Brasileira deverá adquirir no cenário político em que estamos inseridos. Convictos e solidários aos irmãos e irmãs anarquistas que aceitaram o desafio de fundar esta Coordenação. Contem com nossas forças e apoio naquilo que for preciso.

Por fim, manifestamos nosso agradecimento à Federação Anarquista Uruguaia, exemplo maior de militância anarquista sem o qual muito provavelmente não estaríamos aqui.

Viva a Coordenação Anarquista Brasileira!
Lutar, criar, poder popular!

Rio de Janeiro, 08 de Junho de 2012.