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[CQM] Manifestação contra o aumento da tarifa em Curitiba é marcada por VIOLÊNCIA POLICIAL

Retirado de: https://quebrandomuros.wordpress.com/2017/02/07/manifestacao-contra-o-aumento-da-tarifa-em-curitiba-e-marcada-por-violencia-policial/

Na última sexta-feira (3), a Prefeitura de Curitiba anunciou o novo valor da tarifa do transporte coletivo na capital paranaense. O reajuste, de R$ 3,70 para R$ 4,25 – inclusive aos domingos, cuja tarifa anteriormente custava RS 2,50 – representa um aumento de quase 15% e torna Curitiba a capital com a passagem mais cara do país.

Em 2013, tanto o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) quanto a CPI do Transporte da Câmara de Curitiba apontaram diversas irregularidades no processo de licitação de nosso sistema de transporte, apresentando fortes indícios de fraudes no contrato com as empresas, além do superfaturamento da tarifa que, de acordo com o TCE, não deveria passar de R$ 2,25 naquele momento, ou seja, a tarifa cobrada hoje é dois reais mais cara. A URBS, empresa responsável pelo gerenciamento do sistema de transporte público de Curitiba, não apresenta informações claras sobre os gastos com o transporte, sendo, então, injustificável aumentar a passagem para cobrir esses gastos. Cabe questionar: se os gastos com o transporte são tão grandes a ponto de serem necessários tantos aumentos para as empresas não saírem no prejuízo, por qual motivo uma só família acharia proveitoso controlar quase 70% dos consórcios de ônibus de Curitiba?

Além disso, estamos cansados de saber que os consecutivos e injustificados aumentos não influenciam na qualidade do transporte ou na melhoria nas condições de trabalho e salários dos trabalhadores da categoria, apenas aumentam os já exorbitantes lucros da máfia do transporte, importante financiadora das campanhas eleitorais. A prefeitura alega que o aumento da tarifa tornará viável a renovação da frota de ônibus, ignorando que já há um percentual previsto na tarifa destinado a isso – mais um indício de superfaturamento.

O reajuste começou a valer nesta segunda-feira (6) e uma manifestação contrária ao aumento e à máfia do transporte já havia sido convocada pelo CWB Resiste em conjunto com a Frente de Luta pelo Transporte. A partir das 18h30, cerca de 700 pessoas começaram a se concentrar na Praça 19 de Dezembro para decidir o rumo do ato. O trajeto mais votado foi seguir para a URBS ao invés de ir até à Prefeitura ou à casa de Rafael Greca, já que, apesar do prefeito ter responsabilidade em aumentar os lucros dessa máfia, é a mando deles que o aumento foi acatado pela atual gestão da prefeitura, bem como as anteriores. Outro ponto que pesou para a escolha do trajeto foi a possibilidade de passar pelo Terminal do Guadalupe e Praça Rui Barbosa, locais com grande circulação de usuários do transporte coletivo. Nestes pontos algumas das estações-tubo foram ocupadas por manifestantes e tiveram suas catracas liberadas, para que a população pudesse usufruir por alguns momentos do direito de ir e vir, que deveria ser assim: livre!

Durante o trajeto, algumas vidraças de bancos foram quebradas, mas, ao contrário do que a mídia local tem noticiado, não foi o “vandalismo” que marcou o ato, e sim a repressão desmedida da Polícia Militar, que chegou tempos depois dos tais atos de vandalismo já cercando toda a manifestação na Avenida Sete de Setembro. Bombas de efeito moral, de gás e balas de borracha foram lançadas na direção dos manifestantes que se viram encurralados por todos os lados durante várias quadras sem poderem se dispersar de forma segura. Além disso, algumas pessoas foram agredidas diretamente por policiais com cassetetes e spray de pimenta que também estavam prendendo de forma arbitrária as pessoas que alcançavam aleatoriamente. Há relatos de pessoas feridas e a informação de 11 detidos até o momento. Companheiros(as) contam que foram espancados(as), mesmo depois de rendidos(as),  antes de serem levados(as) ao 1º distrito policial.

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É de extrema importância que neste momento não façamos coro com a grande mídia em responsabilizar as pessoas que jogaram pedras contra vidraças de bancos pela injustificável e violenta atuação da Polícia Militar no ato desta segunda-feira. Ainda que sejam, por vezes, ações individuais, são indivíduos que cerram fileiras conosco e lutam por dignidade e justiça. Que as divergências sejam tratadas dentro do movimento com responsabilidade, mas sem recair em generalizações e caracterizações que em nada contribuem para uma ação unitária e ainda reforçam a criminalização de alguns grupos em detrimento de outros.

É sintomático que, no primeiro ato da gestão de Rafael Greca como prefeito, a ação policial tenha sido tão diferente dos atos anteriores em que também houve quebra de vidraças, quando os policiais mais acompanhavam o ato e marcavam os rostos dos manifestantes, muitas vezes os fotografando e filmando. É também sintomático perceber o prazer com que alguns policiais militares agrediam e ameaçavam os manifestantes, parecendo muito satisfeitos que agora possuem o aval para fazê-lo.

Greca, aliado de Beto Richa, mostrou que, assim como ele, está disposto a fazer qualquer coisa para defender os interesses dos de cima – inclusive massacrar os de baixo. Nesse contexto, vale relembrar a ação truculenta da Polícia Militar no dia 29 de abril de 2015, dia do massacre promovido pelo governador Beto Richa contra professoras e professores da rede estadual de ensino que reivindicavam por seus direitos ao se levantarem contra as mudanças na Previdência Social (PL 252/2015). Não podemos nos esquecer de que a Polícia Militar é de responsabilidade do Governo do Estado, mas essa aliança política entre prefeito e governador já se provou bastante perigosa para os que lutam – bem como para os mais marginalizados com ações de higienização.

A data do ato (6 de fevereiro) coincide com os dois anos da chacina do Cabula, quando 12 jovens negros foram executados em um campo de futebol em Salvador, na Bahia (onde o governo do estado está nas mãos do PT). Serve para nos lembrar que os gestores políticos são os gestores da violência. A verdadeira violência é a estatal, fruto de uma estratégia perversa que coloca o povo trabalhador sobre seu domínio. Não há um político que não tenha suas mãos manchadas de sangue. Há pouco tempo assistimos um cenário de guerra em Brasília durante as manifestações nas duas votações da PEC 55 no Senado. O Estado tem sido o espaço que garante a fartura dos ricos e a exploração dos pobres, a extensão política da exploração econômica. Em nossa “democracia” vivenciamos nossos direitos negligenciados. Nossas vidas marginalizadas, descartáveis. E a polícia é o seu maior recurso, é com a desculpa da “segurança” que em tempos de cortes em áreas fundamentais os investimentos no aparato repressivo não cessam, pelo contrário, são ampliados e engatilhados contra os que produzem e sustentam toda a riqueza e dela acabam usurpados. Dias piores vem chegando, o aumento da passagem chegou a um preço exorbitante em Curitiba (ainda mais na Região Metropolitana), assim como em outras cidades do Brasil. Não é por acaso que endurece a repressão. As condições de vida cada vez mais precárias instigam a revolta daqueles que, embora não estejam organizados e que muitas vezes possam agir “espontaneamente”, enxergam cada vez mais nítido seu inimigo e a necessidade de combatê-lo com todas as forças.

Portanto, é necessário que estejamos unidos e organizados contra os ataques dos de cima, sejam de forma mais implícita como o aumento da tarifa ou mais explícita como a violência policial e o impedimento ao direito de manifestação. É direito da população lutar por acesso e qualidade nos serviços públicos.

Precisamos prestar solidariedade àqueles que foram detidos ou feridos durante esta manifestação e àqueles que já são perseguidos e investigados há tanto tempo pelas polícias por participarem ativamente das lutas pela garantia de nossos direitos. Além disso, precisamos fortalecer ainda mais a revolta contra o aumento da tarifa, organizar coletivamente um calendário de lutas com panfletagens, catracaços e atos cada vez mais combativos.

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Rodear de solidariedade aqueles que lutam!

Pelo direito à cidade! Por uma vida sem catracas!

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Opinião Anarquista #7: Frente aos ataques, a inovação das táticas

Novo Opinião Anarquista do Coletivo Anarquista Luta de Classe sobre a luta por transporte público e de qualidade:

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Baixe em PDF: Opinião Anarquista 7
Frente aos ataques, a inovação das táticas

Mais uma vez, o aumento da tarifa do transporte coletivo pegou o povo de “surpresa”. Apesar do espanto, os ataques ao bolso das pessoas que andam que ônibus já não é mais novidade. Ano após ano, a máfia do transporte de Curitiba aumenta o valor da tarifa e quem sai perdendo são sempre os de baixo, trabalhadores (as) e estudantes em sua maioria.

No último dia 1º de fevereiro, a tarifa dos ônibus de Curitiba passou de R$ 3,30 para R$ 3,70. Um aumento de 40 centavos! Aos domingos, que era cobrado R$ 1,50 passa a ser R$ 2,50. Um aumento de 66%!

A Prefeitura, para tentar minimizar o choque e a revolta da população com esse aumento absurdo, diz que os outros serviços públicos – como água e luz – subiram ainda mais que a passagem de ônibus. Parece brincadeira, não é?

 Os ricos empresários do transporte alegam que não têm mais condições de arcar com os custos de manutenção e operação dos ônibus que circulam na região. O motivo deles é o mesmo de sempre: o aumento no preço de insumos e o reajuste salarial dos (as) trabalhares (as) do transporte.

Desde o último aumento a integração de Curitiba com a Região Metropolitana também foi ameaçada. A prefeitura e os empresários alegam, mais uma vez, que para manter a integração é necessário aumentar ainda mais o preço das passagens. Cidades como Colombo, Piraquara e São José dos Pinhais já não têm integração com Curitiba e possuem preços mais caros que o cobrado na capital.

Com o novo aumento, a tarifa em Piraquara e Fazenda Rio Grande chegou ao patamar de R$ 3,90! Quem mora longe paga cada vez mais caro para andar de ônibus. Com a criação dos chamados “degraus tarifários”, a tarifa cobrada em Bocaiúva do Sul, Contenda, Rio Branco do Sul e Itaperuçu chega ao inaceitável valor de R$ 4,70!

Os ataques ao nosso bolso são cada vez mais intensos e não vemos melhorias concretas na qualidade dos ônibus ou na quantidade de linhas do transporte coletivo. Os ônibus continuam demorando a passar e quando chegam estão quase sempre lotados.

Alguns terminais de ônibus, como o Terminal Santa Cândida, ainda estão em fase de término da obra. Na Linha Verde as obras foram retomadas há pouco tempo, sendo que a promessa era que estivessem prontas antes da Copa do Mundo de 2014! Outros tantos terminais que precisam de reformas urgentes são ignorados pelos governantes.

MOBILIZAÇÃO E AÇÃO DIRETA

No início deste ano vimos várias cidades do país irem às ruas contra o aumento da tarifa do ônibus. São Paulo, Rio de Janeiro, Joinville, Belo Horizonte e Florianópolis tiveram grandes atos. Em Curitiba também tivemos mobilização, chamadas pela Frente de Luta pelo Transporte (FLPT), a campanha “3,70 de nem tenta!” e o Movimento de Acompanhamento ao Transporte Urbano (MATU). No dia 2 de fevereiro, o povo mobilizado foi às ruas e trancou algumas das principais vias do centro da capital. O ato seguiu até a Prefeitura de Curitiba para pressionar o prefeito Gustavo Fruet (PDT) a negociar com o movimento.

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RENOVAR AS TÁTICAS, APRENDER COM OS MAIS NOVOS

No final de 2015 vimos em São Paulo um movimento protagonizado por estudantes secundaristas que foi forte e saiu vitorioso. Foi mais de 200 escolas ocupadas em sinal de resistência ao fechamento de escolas e à “reorganização escolar” planejado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).

O processo de ocupações organizado pelo movimento estudantil secundarista retomou instrumentos de organização da classe oprimida até então abandonados pela esquerda tradicional: ação direta, independência de classe, autonomia e autogestão dos espaços de luta. Foram essas as ferramentas que levaram os/as secundaristas à vitória!

Se, para além de muita luta, também queremos vitórias econômicas e políticas, devemos olhar para esse movimento e aprender com ele. Devemos construir o movimento de luta pelo transporte a partir das bases. As escolas são locais muito importantes para a militância na luta por transporte público.

Além das tradicionais e indispensáveis panfletagens nas portas das escolas, é necessário que o movimento esteja nas escolas, construindo diálogo com os/as estudantes e trazendo toda essa galera para a luta.

Hoje, a cada três estudantes que abandonam os estudos, 1 é decorrente dos altos gastos que as famílias têm com o transporte. O transporte é a terceira maior despesa das famílias no Brasil.

Temos visto que existe certo esgotamento do modelo comum de atos de rua, que iniciam em um ponto do centro da cidade e caminham até a Prefeitura, se encerrando com algumas palavras de ordem ou encaminhando uma nova reunião.

O movimento secundarista foi vitorioso porque sua dinâmica de atuação foi diferente do que até então se vinha experimentando. O movimento foi criativo, inovador, combativo e eficaz!

O movimento contra o fechamento das escolas em SP representou um avanço político-organizativo que deve ser observado por toda a esquerda, levando esse acúmulo não apenas para seus grupos de estudos, mas também, para suas ações nas ruas.

Uma tática histórica do movimento pelo transporte é o “catracasso”, abrindo os tubos de ônibus para que as pessoas usufruam de Tarifa Zero! O Movimento de Curitiba tem se utilizado dessa tática, que dialoga com a população e beneficia quem mais precisa.

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CRISE ECONÔMICA x DIREITO À CIDADE

Para entendermos melhor o cenário em que estamos inseridos, é necessário compreender o caminho desde os cortes no orçamento nacional (conhecidos como “ajuste fiscal”) promovidos pela presidenta Dilma Rouseff (PT), até o aumento da tarifa na catraca.

Basicamente, os enormes cortes em saúde, educação e programas sociais por exemplo foram realizados para se alcançar o superávit primário, que é aquilo que o governo “economiza” para o pagamento de juros da impagável divida pública.

O Ministério das Cidades, em conjunto com o Ministério dos Transportes, foram os que, no final do ano passado, sofreram os maiores cortes. Isso quer dizer que os municípios e estados passaram a receber ainda menos dinheiro da União para arcar com os custos do transporte coletivo e demais serviços públicos.

Apesar disso, não podemos cair no erro de achar que é a “falta de dinheiro” o problema central da questão do transporte coletivo em Curitiba. Não é de hoje que estão escancaradas as enormes taxas de lucro dos empresários do transporte na capital paranaense. Eles, além de lucrarem dentro do marco legal do capitalismo (o que, em nossa opinião, já representa roubo aos de baixo), ainda se utilizam de fraudes para ganhar ainda mais à custa do povo.

Desde a década de 70 movimentos sociais de luta por transporte público denunciam a formação de cartel no processo de licitação das linhas de transporte curitibanas. Atualmente, apenas uma família é dona de 70% do sistema de transporte da Grande Curitiba. O poder econômico da família Gulin concede a eles grande influência também no meio político. Por isso, sai prefeito e entra prefeito, mudam os mandatos dos vereadores, mas os Gulin continuam mantendo seu lugar de privilégio. Para se mantiverem ricos, roubam do povo, que perde seu direito à cidade.

Nesse ano de eleição, muitos políticos tentarão construir sua campanha querendo usar a pauta do transporte como alavanca eleitoral em seu próprio beneficio. Serão muitos os charlatões, oportunistas e políticos de má-fé. Nós não devemos acreditar que é votando no candidato A ou B que a vida do povo vai, de fato, mudar.

O Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC) entende que não importa se o candidato (a) veste a roupagem “mais popular” ou “menos popular”, pois todos representam os interesses dos de cima e da máfia do transporte. O que faz a diferença e traz conquistas concretas para a vida do povo é a organização e a luta nas ruas, e será somente isso que trará a vitória para o movimento por transporte verdadeiramente público.

Será com nossas próprias mãos, com nossa força social, que conseguiremos barrar esse aumento. De cima só vêm ataques e migalhas.

Somente com Poder Popular é que as condições de vida irão melhorar e por isso é sempre hora de lutar e reagir. Política se faz todos os dias e de baixo pra cima! Sem nenhuma ilusão na farsa eleitoral, pois o prefeito, os vereadores, a presidenta, e todos os representantes do Estado tem um lado, e não é o nosso!

Por uma vida sem catracas!

Nossas urgências não cabem nas urnas!

CALC, Fevereiro 2016

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Lutas Sociais e o Retorno do Anarquismo Organizado às terras paranaenses

Retirado de: https://coletivoanarquistalutadeclasse.files.wordpress.com/2010/11/no-batente-out2015-versc3a3o-final.pdf

Publicado no jornal No Batente #5

Anarquismo e a luta de classes: no mundo, no Brasil, no Paraná

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O Anarquismo, Socialismo Libertário, é um projeto político ideológico forjado na luta entre a classe dominada e a dominante, surgindo no século XIX. É na Europa e na luta entre os trabalhadores urbanos e seus patrões que o anarquismo vai se constituindo, consolidando-se enquanto projeto político dentro da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT). A partir da segunda metade do século XIX, o anarquismo passa a ter muita relevância nos movimentos do campo e da cidade, destacando-se em movimentos revolucionários em Paris, México, Ucrânia, Manchúria e Espanha.

No Brasil, o anarquismo começou a se desenvolver a partir do final do século XIX, em meio ao crescimento da população urbana e da indústria. A exploração dos trabalhadores e trabalhadoras, com jornadas de trabalho extenuantes, condições insalubres e salários baixos, deu espaço a inúmeras revoltas e greves. Neste período, milhares de imigrantes europeus vieram ao Brasil e se juntaram a um povo lutador e mestiço que já batalhava aqui, trazendo consigo também a ideologia do anarquismo que tinha grande influência nos movimentos populares na Europa.

É no final do século XIX que a Colônia Cecília surgiu, comuna que ocorreu no município de Palmeira no Paraná, e no começo do século XX que as mobilizações urbanas tiveram grande força e influência anarquista no Paraná e no Brasil.

Com greves e revoltas históricas, os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras conquistaram aumentos de salário e direitos trabalhistas, mas, com a repressão e criminalização do Estado, tanto o movimento sindical como a articulação dos anarquistas enfraqueceu. Com centenas de deportações e prisões, o anarquismo deixou de ter destaque nas mobilizações populares por quase todo o resto do século XX no Brasil e até o século XXI no Paraná.

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Após a repressão e criminalização às organizações anarquistas no início do século XX, o anarquismo perdeu seu vetor social, isto é, perdeu sua relevante inserção nos movimentos populares durante várias décadas. No Paraná, o CALC tem como objetivo retomar este vetor social, assim como as demais organizações da CAB pretendem fazê-lo em seus estados. Para nós, é essencial que a organização anarquista influencie os movimentos sociais para que eles sejam os mais combativos e agreguem mais gente possível, construindo a partir das bases a luta contra a dominação.

O Paraná é e foi palco de muita luta da classe oprimida. No campo e na cidade, a revolta e a organização dos de baixo é marca presente neste estado do sul do Brasil. Os conflitos agrários e sindicais estão muito presentes desde o final do século XIX, a luta por reforma agrária e melhoria de salários já perdura por mais de um século e a resistência dos de baixo se manteve contra a ditadura civil-militar, contra os latifundiários e patrões.

Desde o final da ditadura no Brasil, muita luta e organização foi feita no Paraná, surgindo aqui o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), fundado em Cascavel na década de 80; existindo um histórico forte de luta sindical nos 80 e 90 nos centros urbanos; criando-se vários movimentos de luta por moradia e associações de moradores que permitiram que milhares de pessoas tivessem uma moradia e conquistassem serviços públicos nas periferias desde a década de 80; além de um movimento estudantil que luta a décadas contra a precarização e privatização.

Atualmente vivemos uma conjuntura muito difícil para a classe oprimida, no Paraná e no Brasil. Para grande parte do povo brasileiro o Partido dos Trabalhadores (PT) representou a esperança de mudança e melhoria de vida. Porém, apesar de o PT estar inserido fortemente em inúmeros movimentos sociais no campo e na cidade, seu objetivo sempre passou por “conquistas eleitorais”, de modo que qualquer transformação radical deixa de ser possível. Especialmente quando o PT ganha a presidência do Brasil evidencia-se como vários instrumentos de luta da classe oprimida (como sindicatos, associações de moradores, entidades estudantis, movimentos do campo) estavam dependentes desse partido, passando a ser cada vez mais burocratizados e atrelados a interesses partidários. Entretanto, tais interesses são muitas vezes antagônicos aos de quem o partido se propõe a representar.

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Neste cenário recente é que o CALC surge e tem como tarefa se inserir nos movimentos e contribuir para que não se reproduzam os mesmos erros e vícios da esquerda institucional, que considera os movimentos sociais como meio de disputar o Estado. Propomos e temos agido no sentido da busca de transformações da realidade concreta, a partir da defesa do caráter classista e combativo dos movimentos, acumulando força social para que consigamos acabar com o sistema capitalista.

Desde seu surgimento, o CALC atua em diversas frentes de luta e seu esforço é para ampliar ainda mais sua atuação. Mesmo antes de seu lançamento público, seus militantes fundadores atuaram no movimento estudantil universitário, na luta pelo transporte público e na luta comunitária, em Curitiba. E com o decorrer dos anos foi estendendo sua atuação para a luta sindical, pela saúde e expandindo sua influência para além da capital paranaense.

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Luta pela Educação

Atuamos nas greves de 2011, 2012 e 2015 na UFPR, que tiveram várias conquistas importantes no âmbito da assistência e permanência estudantil, com caráter combativo e organizado desde as bases dos cursos.

Diante da crise econômica gerada pelos de cima, os de baixo são obrigados a pagar a conta, mais uma vez. No Brasil, o ano de 2015 iniciou com a ameaça de um ajuste fiscal que pretendia enxugar os gastos públicos para aumentar o lucro dos grandes bancos e empresariado. A educação sofreu corte de 18 bilhões de reais e está previsto corte ainda maior para o ano de 2016, com congelamento dos salários e na contratação de professores até 2017. Em consequência disso, diversas universidades pelo país estão sem verbas para manter seu funcionamento; sem verbas de custeio (pagamento de trabalhadores terceirizados, água, luz, telefone) e com inúmeros prejuízos para programas de assistência e permanência estudantil (corte de bolsas, programas pesquisa, extensão e monitoria). Em resposta ao grande golpe que a educação enfrenta, 46 universidades federais entraram em greve neste ano. A UFPR não ficou de fora da luta, trabalhadores técnico-administrativos, professores e estudantes entraram em greve geral em defesa da educação pública e contra o ajuste fiscal. Diante da postura intransigente do Reitor Zaki Akel, os estudantes decidiram ocupar o prédio da Reitoria e só saíram de lá com negociação de pautas e garantia de um calendário de negociação continuado.

No âmbito estadual a educação pública também sofre cada vez mais ataques dos governos e, atualmente, sofre duros golpes do Governador Beto Richa (PSDB), tanto cortando investimento, como reprimindo e criminalizando a luta dos estudantes, trabalhadores e trabalhadoras. No primeiro semestre de 2015 tivemos uma luta histórica contra as medidas de austeridade do governo Richa, duas ocupações da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) e muita ação direta para impedir o “pacotaço de maldades” do governo. O movimento sindical dos servidores públicos, com destaque aos professores do magistério estadual, em conjunto com o movimento estudantil secundarista e universitário barraram medidas que cortariam direitos dos trabalhadores, sucateariam ainda mais as escolas e tirariam a autonomia universitária.

Porém, com as dívidas do Estado do Paraná podendo colocar em risco o futuro político de Beto Richa, era “necessário” atacar a previdência dos servidores públicos para conseguir pagar as contas. Mas o movimento de luta não aceitaria isso de braços cruzados. Então, no histórico dia 29 de abril, a Praça Nossa Senhora da Salete no Centro Cívico de Curitiba, tornou-se cenário de guerra. Milhares de trabalhadores, trabalhadoras e estudantes indefesos contra uma artilharia de guerra. Apenas um lado tinha armas, o que houve não foi um confronto, mas, sim, um massacre. Centenas de pessoas desmaiaram, ficaram feridas, e tiveram sequelas. Sem contar com inúmeras detenções que ocorreram naquele dia e os milhares de trabalhadores e trabalhadoras que estão tendo sua previdência roubada.

Durante e após as mobilizações contra as medidas de austeridade, Beto Richa e seus comparsas do governo do Paraná tentaram criminalizar os libertários e anarquistas como sendo “infiltrados” no movimento legítimo dos professores e colocando o anarquismo como sinônimo de bagunça e desordem. Ao mesmo tempo em que a burocracia sindical fazia o desserviço de pedir para que abaixássemos as bandeiras rubro-negras. Não vão nos intimidar! A bandeira rubro-negra continuará erguida! Protesto não é crime!

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Luta Comunitária

A luta comunitária e por moradia tem um grande histórico no Paraná, especialmente em Curitiba. Entretanto, nas últimas décadas anda desarticulada e burocratizada, com associações de moradores servindo na maioria das vezes para apoiar candidatos em épocas eleitoreiras e sem fazer luta direta ou articular os moradores e moradoras para conquistar direitos e moradias dignas. Os movimentos por moradia ligados ao PT, após a “vitória nas urnas” passaram a se desarticular e perder força nas periferias. Como resposta a isso, é criado o Movimento de Organização de Base (MOB) no Paraná em 2014 – movimento social comunitário e por moradia que é baseado na independência de classe, democracia de base e ação direta. Hoje o CALC contribui para o fortalecimento do MOB em Curitiba e no Paraná, movimento que tem lutas importantes por regularização fundiária, água, luz, e tem construído cooperativas e ações culturais.

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Luta pelo Transporte

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A luta pelo transporte público tem seu ápice nas Jornadas de Junho de 2013, primeira vez em mais de 30 anos foi feita uma luta de massas a revelia das lideranças e organizações alinhadas ao PT, com manifestações com dezenas de milhares de pessoas e ocupações de prédios públicos – em Curitiba tivemos a ocupação da Câmara Municipal em outubro daquele ano. O CALC compõe desde lá a Frente de Luta Pelo Transporte em Curitiba, e contribuiu com a construção do Coletivo Tarifa Zero (CTZ), que faz parte da federação do Movimento do Passe Livre (MPL). No Paraná, quem manda no transporte público são as máfias do transporte e só com muita força social organizada conseguiremos transporte coletivo público e tarifa zero.

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Luta pela Saúde

Outra luta relevante e intensa em que tivemos inseridos foi a luta contra a EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), privatização do Hospital de Clínicas da UFPR, o maior hospital público do Paraná – a partir da Frente de Luta pra Não Perder o HC. Em 2014, o movimento estudantil e sindical da UFPR se organizou para não permitir que a EBSERH fosse aceita na universidade, algo que já estava acontecendo em quase todos os outros hospitais escola do país. Após muita resistência do movimento, em um golpe articulado pelo Reitor Zaki Akel e em meio a bombas de gás lacrimogênio e tiros de bala de borracha, a EBSERH foi aprovada em 28 de agosto. A privatização do HC-UFPR foi aceita em uma “reunião por celular” entre os conselheiros universitários.

barramos de novo

Muita luta aconteceu e muito mais está por vir!
Pela construção dos movimentos pela base!
Viva a organização do povo!
Lutar! Criar Poder Popular!

5 anos

[FLPT] ACAMPAMENTO NA PREFEITURA: NENHUM CENTAVO A MAIS PARA A MÁFIA DO TRANSPORTE!

Retirado de: https://www.facebook.com/FLPTCuritiba/photos/a.129749317232027.1073741828.128982840642008/343408039199486/?type=1&fref=nf

Nas Jornadas de Junho de 2013, milhares de pessoas foram às ruas por todo pais para lutar por transporte público e depois por outras pautas como saúde e educação. Aqui em Curitiba o povo também ocupou a cidade e conseguimos reduzir o preço da tarifa do transporte coletivo.

Hoje, dia 10 de fevereiro de 2015, diante do absurdo aumento do preço da passagem para R$3,30 – sabendo de seu superfaturamento – estamos novamente nas ruas! Depois de 3 manifestações contra o aumento da tarifa ainda não conseguimos diálogo com a Prefeitura, que prefere ignorar a população e beneficiar os empresários da máfia do transporte.

Por isso, estamos acampados em frente ao Palácio das Araucárias, no Centro Cívico, esperando que a Prefeitura venha ouvir as demandas daqueles que dependem do transporte público para trabalhar, estudar, cuidar da saúde, ter lazer, enfim, viver em Curitiba.

Aqui ao lado, na Assembleia Legislativa, milhares de professores, servidores da educação, saúde e diversas outras categorias do funcionalismo público do Estado permanecem em Greve Geral e acampam para exigir seus direitos. Nos colocamos lado a lado também desses lutadores e convidamos a todas e todos que se solidarizam às nossas lutas para virem até aqui unir forças para conquistar vitórias!

Compartilhe e venha para o acampamento contra o aumento!

ESSA LUTA TAMBÉM É SUA!

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[FLPT e CTZ – Curitiba] 2° ATO CONTRA O AUMENTO DA TARIFA! QUINTA FEIRA 5/2, 18HRS, NA BOCA MALDITA!

Retirado de:                                          https://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2015/02/04/2-ato-contra-o-aumento-da-tarifa-quinta-feira-22-18hrs-na-boca-maldita-flpt-e-ctz/

E o prefeito continua com seu jogo sujo e desonesto com a população curitibana. Temos visto nos jornais, na internet, na tv e nos meios de comunicação de massa noticiarem o aumento da tarifa para cima do valor dos 3 reais, e aterrorizando a população com a ameaça do fim da Rede Integrada de Transporte – RIT, pauta histórica do movimento desde junho de 2013, quando tentaram também acabar com a integração com as 14 cidades da região metropolitana que se beneficiam com a integração e a força do povo nas ruas impediu mais essa falta de respeito ao trabalhador. E agora vemos o final de mais um episódio da novela já conhecida por todos, a tarifa aumenta e o prefeito sai de bonzinho por ainda ter conseguido manter a integração com tarifa unica. Passando ainda por cima de decisões judiciais, com a implementação da tarifa diferenciada para pagamento em cartão transporte e pagamento em dinheiro, que sera respectivamente, de 3,15 e 3,30 em dinheiro, o que não tem nenhuma justificativa concreta para essa diferença, pois o serviço é o mesmo, independentemente da forma de pagamento, e é o Ministério Público do Paraná que tem afirmada isso ( http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-3–87-20150203 ) que alega ser ilegal tal situação que também ocorre de forma similar em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.

A tarifa técnica paga aos empresários que antes era de 3,15 passa ao patamar agora de 3,60, tarifa essa que é completada com subsídios estaduais e municipais, o que nós do Coletivo Tarifa Zero nos posicionamos contra, pois a política de subsídios só serve para desmobilizar a população em torna da pauta, pois alivia o pagamento da tarifa na catraca para a população mas engrossa o pagamento com dinheiro publico! Subsídios nada mais são, do que dinheiro do bolso do trabalhador também, pois são frutos das arrecadações de impostos que nos roubam diariamente! E agora com essa tarifa Curitiba chega a estar entre as três capitais que tem a tarifa mais cara do país, perdendo apenas para São Paulo e Rio de Janeiro. Curitiba e Paraná sempre na frente, agora alem de termos o governador estadual mais bem pago do país, o prefeito mais bem pago do país, logo teremos a mafia do transporte coletivo mais bem paga do país!

Na segunda feira, dia 2 de fevereiro fomos para as ruas contra o aumento da tarifa, e continuaremos nas ruas até a tarifa cair!

CONJUNTAMENTE COM A FRENTE DE LUTA PELO TRANSPORTE CONVOCAMOS A TODA POPULAÇÃO CURITIBANA A SOMAR NESSA LUTA QUE É DE TODXS!

2° ATO CONTRA O AUMENTO DA TARIFA!

QUINTA FEIRA DIA 5 DE FEVEREIRO! CONCENTRAÇÃO AS 18HRS NA BOCA MALDITA!

https://www.facebook.com/events/638107769651990/

– Contra o aumento da tarifa que a elevou para 3,30! Redução imediata para 2,70;
– Quatro relatórios apontam superfaturamento na tarifa (TCE, CPI do Transporte, URBS e Sindicatos), tais relatórios apontam que a tarifa pode chegar a 2,25, assim, 2,25 já!; ( http://www.bandab.com.br/jornalismo/relatorio-cpi-tarifa-ate-r-222-licitacao-dezenas-indiciamentos/ )
– Congelamento da tarifa em 2,25;
– Rompimento dos contratos devido a irregularidades, dentre elas formação de cartel na licitação pela família Gulin;
– Fim do subsídio nas passagens (cobrança direta), quem paga os impostos são os trabalhadores, destinar dinheiro público a empresas é sobretaxar os trabalhadores, desviando dinheiro da saúde, educação, etc.
– Contratação de cobradores;
– Supressão de cobranças para compra e abastecimento do cartão magnético;
– Controle social com estatização do transporte público;

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[CTZ – CURITIBA] Projeto do Passe Livre para estudantes e desempregados vai para Audiência Pública

Retirado de:                                                http://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2014/12/15/projeto-do-passe-livre-para-estudantes-e-desempregados-vai-para-audiencia-publica/

Hoje, dia 15 de dezembro, a comissão legislativa da Câmara de Vereadores de Curitiba (CMC), se reuniu para para deliberar acerca do destino do Projeto de Lei, por iniciativa popular, do Passe Livre para estudantes e desempregados. Existiam duas propostas, uma que exigia o arquivamento do projeto, e outra que indicava uma audiência publica. É sempre importante lembrar que este projeto só circula devido a ocupação da CMC ainda em 2013.

Por meio da mobilização e pressão da militância que se agrupa da Frente de Luta pelo Transporte, sobre a comissão, o Projeto foi encaminhado para uma audiência pública que deve ocorrer no inicio do ano que vem. Mais uma vez ficou provado que sem a mobilização e organização, não será possível a aprovação de tal projeto, afinal na CMC, como na prefeitura “falam” mais alto os interesses da máfia do transporte, todavia por nossa mobilização fazemos possível as mudanças que atendem a população.

Ano que vem teremos assim muita luta, a luta para barrar o aumento da tarifa ainda no mês de fevereiro, e a luta pela aprovação do PL do Passe Livre.

Por uma vida sem catracas!

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[CTZ – CURITIBA] Quarta, 19.11: Curitiba vai Parar! I Ato Contra o Aumento da Tarifa!

Retirado de: http://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2014/11/18/quarta-19-11-curitiba-vai-parar-i-ato-contra-o-aumento-da-tarifa/

Devido a chuva de ocorrida na sexta (14.11) remarcamos o ato para quarta (19.11), para contarmos com força total contra o aumento da tarifa.

Releia a matéria abaixo para entender melhor:http://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2014/11/12/assembleia-da-flpt-sexta-vai-ser-maior/

Ontem, dia 11 de novembro as 18h, ocorreu a assembleia da Frente de Luta pelo Transporte (FLPT), na Santos Andrade, estiveram presentes mais de 100 pessoas. O Coletivo Tarifa Zero esteve presente como membro da FLPT.Cabe comentar que antes da reunião por volta das 12h, militantes da FLPT protocolaram junto a prefeitura um pedido de audiência com Gustavo Fruet, na ocasião os militantes foram hostilizados (como sempre) pela Guarda Municipal. Até o momento Fruet não respondeu o pedido da FLPT.
Na assembleia horizontal, ocorrida na praça Santos Andrade, todxs xs presentes que desejaram puderam se manifestar. Estiveram em pauta o programa de lutas da Frente, onde foi aprovado, claro que apontando como prioridade imediata a redução da tarifa a 2,70R$. Foi aprovado como programa da Frente as seguintes demandas:

-Contra o aumento da tarifa que a elevou par 2,85R$, Redução imediata para 2,70R$;
– Quatro relatórios apontam superfaturamento na tarifa (TCE< CPI, Urbs e Sindicatos), tais relatórios apontam que a tarifa pode chegar a 2,25R$, assim, 2,25R$ já!;
-Congelamento da tarifa em 2,25R$;
-Rompimento dos contratos devido a irregularidades, dentre elas formação de cartel na licitação pela família Gulin;
-Fim do subsídio nas passagens (cobrança direta), quem paga os impostos são os trabalhadores, destinar dinheiro público a empresas é sobretaxar os trabalhadores, desviando dinheiro da saúde, educação, etc.
-Contratação de cobradores;
-Supressão de cobranças para compra e abastecimento do cartão magnético;
-Controle social com estatização do transporte público;
-Aprovação do PL do Passe Livre na Câmara;
-Tarifa Zero;

Devido a chuva o primeiro grande ato ocorrera nesta quarta (19.11), concentração as 18h na Boca Maldita:

https://www.facebook.com/events/784643888296680/?ref=22

Seja a Frente, venha as renuiões, participe dos atos, apoie as ações!
Todas as ações da Frente e reuniões são comunicadas em sua página, logo
Para saber sobre a Frente, curta a página:

https://www.facebook.com/FLPTCuritiba?fref=ts

Se a tarifa aumentar, Curitiba vai Parar!
Se a tarifa abaixar, Pela Força Popular!
Amanhã vai ser Maior!

FALTAM 3 DIAS !

[CTZ – Curitiba] ASSEMBLEIA DA FLPT: SEXTA VAI SER MAIOR!

Retirado de:                 http://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2014/11/12/assembleia-da-flpt-sexta-vai-ser-maior/

Ontem, dia 11 de novembro as 18h, ocorreu a assembleia da Frente de Luta pelo Transporte (FLPT), na Santos Andrade, estiveram presentes mais de 100 pessoas. O Coletivo Tarifa Zero esteve presente como membro da FLPT.Cabe comentar que antes da reunião por volta das 12h, militantes da FLPT protocolaram junto a prefeitura um pedido de audiência com Gustavo Fruet, na ocasião os militantes foram hostilazados (como sempre) pela Guarda Municipal. Até o momento Fruet não respondeu o pedido da FLPT.
Na assembleia horizontal, ocorrida na praça Santos Andrade, todxs xs presentes que desejaram puderam se manifestar. Estiveram em pauta o programa de lutas da Frente, onde foi aprovado, claro que apontando como prioridade imediata a redução da tarifa a 2,70R$. Foi aprovado como programa da Frente as seguintes demandas:

-Contra o aumento da tarifa que a elevou par 2,85R$, Redução imediata para 2,70R$;
– Quatro relatórios apontam superfaturamento na tarifa (TCE< CPI, Urbs e Sindicatos), tais realtórios apontam que a tarifa pode chegar a 2,25R$, assim, 2,25R$ já!;
-Congelamento da tarifa em 2,25R$;
-Rompimento dos contratos devido a irregularidades, dentre elas formação de cartel na licitação pela familía Gulin;
-Fim do subsídio nas passagens (cobrança direta), quem paga os impostos são os trabalhadores, destinar dinheiro público a empresas é sobretaxar os trabalhadores, desviando dinheiro da saúde, educação, etc.
-Cotratação de cobradores;
-Supressão de cobranças para compra e abastecimento do cartão magnético;
-Controle social com estartização do transporte público;
-Aprovação do PL do Passe Livre na Câmara;
-Tarifa Zero;

Foi deliberado também pela realização do I Grande Ato contra o Aumento da Tarifa, na sexta, concentração a partir das 18h na Boca Maldita.

https://www.facebook.com/events/1505592939693795/?context=create&previousaction=create&source=49&sid_create=2812379515

Após o fim da assembleia, os presentes saíram em ato da XV de Novembro até a Rui Barbosa, distribuindo os panfletos com a convocação do ato a população.

Seja a Frente, venha as renuiões, participe dos atos, apoie as ações!
Todas as ações da Frente e reuniões são comunicadas em sua página, logo
Para saber sobre a Frente, curta a página:

https://www.facebook.com/FLPTCuritiba?ref=hl

Se a tarifa aumentar, Curitiba vai Parar!
Se a tarifa abaixar, Pela Força Popular!
Amanhã vai ser Maior!

FALTAM 3 DIAS !

[CTZ – CURITIBA] Tava demorando… – Assembleia/Ato da Frente de Luta pelo Transporte (terça, 11/11)

Assembleia/Ato da Frente de Luta pelo Transporte

Com o aumento da tarifa devemos nos reorganizar na Frente de Luta pelo Transporte, como na FLPT nos organizamos de forma horizaontal, isto é, todxs tem voz e voto, estaremos nos econtrando nas ruas para definir como iremos reagir a este abusivo aumento da tarifa.

Venha se organizar e lutar pelo transporte público!

Porque:
Se a tarifa aumentar, Curitiba vai parar!
Se a tarifa abaixa, só pela força popular!

Quando: 11.11 (terça), a partir das 18h
Onde: Praça Santos Andrade

Nos vemos lá por uma vida sem catracas!

Evento no Facebook:                  https://www.facebook.com/events/312822278920733/

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Saiba mais:
http://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2014/11/09/tava-demorando/
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1511963&tit=Tarifa-do-transporte-coletivo-de-Curitiba-e-RMC-vai-para-R%24-285-a-partir-da-zero-hora-de-terca

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Retirado de: http://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2014/11/09/tava-demorando/

Desde as manifestações de junho que encheram as ruas do país todo com mais de 2 milhões de pessoas que Curitiba não tem aumento, pela força das ruas barramos o aumento na época e conquistamos algumas melhorias para o transporte público. Mas já estava bom de mais pra ser verdade, desde março o prefeito Gustavo Fruet vem pressionando a Justiça para mais um reajuste tarifário e o que agora conseguiu. A tarifá que hoje se encontra nos 2,70 terá um aumento de 5,55% sobre o valor atual, o que resultará em 2,85, mas não é só isso que vem sendo anunciado até pelo próprio presidente da URBS, Roberto Gregório. Pressionado, segundo ele, pelo aumento de insumos, teremos mais um novo aumento em fevereiro de 2015, mês de reajuste salarial do trabalhadores do transporte coletivo, o que logicamente como sempre fizeram, vão jogar a culpa do novo aumento nos trabalhadores, colocando o usuário do transporte coletivo contra os trabalhadores do transporte, velho mecanismo do estado contra a população.

Achamos revoltante essa atitude do poder público em aumentar a tarifá novamente, sendo que, já há 4 relatórios escritos por por órgãos públicos como TCE- Tribunal de Contas do Estado do Paraná, pela CPI do Transporte da Câmara Municipal, da própria URBS e outro escrito por sindicatos, que realizando um estudo mais técnico e detalhado sobre o tarifá, constatam superfaturamento da tarifa e que chegam a mostrar que é possível reduzir a tarifá para até 2,25!

Portanto é INADMISSÍVEL a gente tolerar mais um aumento da tarifá, mais lucros pros empresários enquanto a população continua que nem sardinha nos ônibus, pegando ônibus atrasados e de péssima qualidade. Nós convidamos a todxs que queiram lutar por um transporte mais digno para uma reunião da Frente de Luta pelo Transporte, segunda feira dia 10/11 no pátio da Reitoria UFPR, vamos nos organizar para barrar mais esse aumento da tarifá!

LUTAR CRIAR!! PODER POPULAR!!

TARIFA ZERO JÁ!!