Arquivo da tag: guarda municipal

Mais um episódio de racismo e agressão do Poder Repressivo do Paraná. Toda solidariedade a Renato Freitas.

Na tarde da última quinta-feira (25 de agosto), Renato Freitas, jovem advogado negro, foi detido pela Guarda Municipal por estar ouvindo “RAP muito alto” próximo a um prédio público no centro de Curitiba. Levado para delegacia, também acusado de desacato à autoridade, foi agredido, colocado nu em uma cela e ofendido com inúmeras injúrias raciais. Mais um exemplo da violência cotidiana que os jovens negros sofrem todos os dias nas mãos das polícias.

A criminalização e violência que jovens negros, pobres e da periferia sofrem diariamente são marcas de um sistema punitivo racista. As polícias são formadas para selecionar as pessoas negras, vigiá-las, criminalizá-las ou executá-las, e usam como desculpa um suposto “combate à violência” para justificar o terrorismo contra o Povo.

Mesmo considerando que a maior parte dos abusos cometidos por policiais não é registrada, alguns números que destacam o genocídio do povo negro e a violência policial já demonstram o absurdo: no Brasil, estima-se que por ano mais de 2500 pessoas negras são assassinadas (mais de 70% dos homicídios); são mais de 700 mil pessoas encarceradas em condições desumanas, e mais de 60% delas são negras; a polícia brasileira é a que mais mata no mundo (maior parte, pessoas que já se renderam).

Este ano, só no primeiro semestre a polícia do Paraná matou 156 pessoas. No Rio de Janeiro, ainda há luta pela liberdade de Rafael Braga, jovem negro e ex-morador de rua, foi preso por portar uma garrafa de pinho sol ao passar perto das manifestações de Junho de 2013. Em Maceió, das 898 pessoas assassinadas esse ano, apenas 2 eram brancas.

Todos os dias são milhares de Amarildos, Cláudias e Eduardos condenados à morte nas mãos da Polícia. Todos os dias a população periférica sofre o terrorismo do Estado nas mãos de Unidades Pacificadoras, Guardas Municipais militarizadas e da PM. Renato foi mais uma vítima, por ser negro e por estar ouvindo um estilo musical que representa a cultura popular, a resistência negra, periférica e crítica da sociedade. Estas barbaridades têm que acabar e só a luta popular pode transformar esta situação.

                Devemos rodear de solidariedade aquelas e aqueles lutam e resistem diariamente, aquelas e aqueles que são criminalizados e massacrados pelo Estado. E devemos urgentemente nos organizar enquanto Povo Oprimido nos movimentos sociais, e fazer as transformações por nossas próprias mãos, nós por nós!

Toda solidariedade a Renato Freitas!

Pelo fim da criminalização e genocídio do povo negro!

Liberdade para Rafael Braga!

calc_cmyk_011.jpg

[CQM] Contra a criminalização das lutas: toda solidariedade à Wagner de Sousa!

Retirado de:                                                                   https://quebrandomuros.wordpress.com/2016/05/22/toda-solidariedade-a-wagner-de-sousa/

Na última quinta (19), lutadores e lutadoras de Ponta Grossa realizaram um ato na Câmara Municipal contra o governador Beto Richa, que discursava no local. O protesto teve intervenção de policiais à paisana e da Guarda Municipal, que usaram de violência para expulsar os/as manifestantes das galerias. Na repressão, o estudante da UEPG Wagner de Sousa teve o braço deslocado pelos agentes da repressão. Ao se dirigir ao seu carro para ir embora, foi abordado por 4 agentes à paisana que o agrediram e o colocaram num veículo. Ali foram feitas ameaças e agressões, e o carro deu voltas até enfim chegar num DP distante do local da prisão.

Além de ameaças a sua família, Wagner foi ameaçado de ser autuado como terrorista. Não bastasse, teve seu estágio na Prefeitura de Ponta Grossa rompido por ordens de cima, no que configura uma grave perseguição, inclusive econômica.

foto camara.png
[Foto: momento em que policiais à paisana e Guarda Municipal intervém na manifestação]

Não temos nenhuma ilusão na democracia representativa e na legalidade das classes dominantes. Sabemos a quem serve esse aparelho repressivo do Estado, e que ele é e será utilizado para barrar as lutas que fogem aos seus controles burocráticos. A sanção da Lei Antiterrorismo foi um dos últimos golpes do governo do PT contra a organização dos de baixo, que caracteriza uma enorme repressão,preparada pra ser aplicada em instâncias ainda maiores por esses diferentes gestores da classe dominante.

Prestamos toda solidariedade e apoio ao companheiro Wagner de Sousa. O ascenso da repressão não virá sem resistência nas ruas. O momento é de denunciar toda a criminalização e rodear com toda solidariedade aqueles e aquelas que lutam!

Não à criminalização dos movimentos sociais!
Resistir com ação direta e solidariedade de classe!

[CTZ – CURITIBA] Ato do dia 20: Frente de Luta pelo Transporte e Coletivo Tarifa Zero são recebidos pela polícia de Fruet

Ontem dia 20 de fevereiro, foi o dia do primeiro ato contra o aumento da tarifa. Compareceram pouco mais de 200 pessoas nas ruas, para alertar Fruet que as ruas não vão tolerar mais um aumento da tarifa.

Em nossa segunda tentativa de “encontro” com Fruet, mais uma vez esbarramos em seus “cães de guarda”, a GOE (Grupo de Operações Especiais da Guarda Municipal), que na verdade, não é nada mais que um batalhão de choque da GM. Eram mais de 50 guardas para receber uma manifestação que foi pacífica de seu inicio ao final. Mais uma vez fica comprovado que violento é o Estado que trata os movimentos sociais como caso de polícia, sem falar na violência que é a administração do transporte público, violência ao bolso do usuário e violência com aqueles que sequer podem acessar o transporte pelo seu preço, isto é são excluidos daquilo que lhes é um direito, em nome do lucro e ganância do empresariado.

Foto: Ellen Miecoanski

Fruet demonstra que o unico dialogo que esta disposto a traçar com os movimentos sociais é a base de “porrete e a borracha”. Ao mesmo tempo, porém encobre o crime do empresariado, os quais se tem comprovado em três relatórios do poder público (relatório do TCE, CPI do Transporte e Relatório da comissão de análise da tarifa da URBS) administram o transporte coletivo de Curitiba de maneira criminosa. Estes criminosos provavelmente tem lugar cativo na prefeitura, afinal pagam as campanhas eleitoriais de nosso prefeito Fruet, mais que isso tem a Guarda Municipal a sua disposição para defender seus interesses.

Tais fatos somente afirmam, mais uma vez, que Fruet é cumplice nos crimes de cartel (mais de 70% do transporte esta nas mãos de uma familía o que faz os contratos ilegais) e como citado a tarifa é superfaturada ao menos em 0,40 centavos. Deste modo podemos afirmar, temos uma quadrilha formada por Fruet e empresas do transporte (Familía Gulin) administrando o transporte de nossa cidade, e mais tal quadrilha ainda dispõem de um braço armado que é a guarda municipal, para defender seus interesses.

Nós do Tarifa Zero temos somete uma certeza, as ruas não irão se calar diante de mais este abuso, nossa promessa esta mantida SE A TARIFA AUMENTAR CURITIBA VAI PARAR!

Ellen Miecoanski/Gazeta do Povo

II Ato contra o Aumento da Tarifa: Se a tarifa aumentar Curitiba vai parar!

Onde: Boca Maldita.

Quando: Dia 26 de fevereiro, a partir das 18h.