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[FAG] Urgente! Contra a criminalização, rodear de solidariedade aos que lutam!

Ficamos sabendo há poucas horas de uma operação da polícia civil contra um suposto grupo responsável por diversos ataques contra viaturas policiais, banco, concessionárias de veículos, delegacias e sedes de partidos políticos. Segundo notícia divulgada no G1, serão atribuídos a este suposto grupo os crimes de formação de quadrilha, uso de explosivos e tentativas de homicídio. O endereço da nossa antiga sede pública, localizada na Travessa dos Venezianos, foi invadido pela polícia que apreendeu computadores, telefones, livros e outros pertences do grupo cultural que mantinha o espaço. Ficamos sabendo que o mandado era endereçado à nossa Organização. Outros locais político-culturais também receberam “visita” da polícia civil.

Trata-se de mais um FACTÓIDE que pretende criar um espantalho, um bode expiatório, para criminalizar e reprimir o conjunto dos movimentos sociais e da esquerda não-eleitoral e em específico a nossa ideologia. Em uma conjuntura de retirada de direitos, de ajuste fiscal, de intensificação da exploração e da dominação sobre o conjunto das classes oprimidas, a mão pesada da criminalização contra os e as anarquistas entra em cena.

Ainda não tivemos nosso local público invadido, mas acreditamos que pode ser só questão de tempo. Alertamos o conjunto dos e das lutadoras sociais sobre isso e sobre a necessidade de SOLIDARIEDADE a todos e todas que lutam!

NÃO SE INTIMIDAR!
CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DOS QUE LUTAM!
RESISTÊNCIA E SOLIDARIEDADE!

Federação Anarquista Gaúcha – FAG
25 de Outubro de 2017

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[CURITIBA] 2º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – NA PRÓXIMA TERÇA (25/04/2017)!

Anarquismo Social x Anarquismo como Estilo de Vida

Na próxima terça-feira, 25 de abril, o CALC articulará seu grupo de estudos em Curitiba. Faremos o CEL no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná, às 18:30, na sala 205 da Psicologia.

Assim como no ano de 2016, estaremos nos encontrando na última terça-feira de cada mês, discutindo vários temas relevantes para os movimentos sociais, para a esquerda e para o anarquismo.

Neste segundo encontro a ideia é discutirmos o anarquismo nos marcos dos movimentos classistas/massas, em contraposição a uma expressão “cultural” do anarquismo no presente, o “anarquismo como estilo de vida”. O objetivo é recuperar o anarquismo como ideologia e “fermento” das classes exploradas nos processos de transformação social.

– Anarquismo Social – Federação Anarquista do Rio de Janeiro

– Anarquismo Social ou Anarquismo de Estilo de Vida – Murray Bookchin

Baixe aqui: CEL – Encontro II

Evento no Facebook:                                                                           https://www.facebook.com/events/287208408373226/

Para mais informações sobre os textos e temas que discutiremos durante o ano, visite:            https://coletivoanarquistalutadeclasse.wordpress.com/grupos-de-estudos-libertarios/

Venha participar!

[CURITIBA] 1º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – NA PRÓXIMA TERÇA (04/04/2017)!

O que é Anarquismo

Na próxima terça-feira, 04 de abril, o CALC articulará seu grupo de estudos em Curitiba. Faremos o CEL no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná, às 18:30, na sala 201 da Psicologia.

Assim como no ano de 2016, estaremos nos encontrando na última terça-feira de cada mês, discutindo vários temas relevantes para os movimentos sociais, para a esquerda e para o anarquismo. Mas, excepcionalmente, faremos o 1º CEL-Curitiba na próxima terça-feira, 04 de abril de 2017.

Neste primeiro encontro buscamos apresentar qual são nossos objetivos e a dinâmica que pensamos para o grupo de estudos durante o ano. Além disso, a partir da discussão baseada no texto e nesta primeira temática, “O que é o Anarquismo”,  pretendemos dar um panorama geral sobre quais princípios, ideias e conceitos são fundamentais ao anarquismo e discutir um pouco sobre como esta ideologia se formou e esteve presente na história.

– O que é Anarquismo? – Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), Revista Socialismo Libertário, nº 3.

Baixe aqui: CEL 01 – O que é anarquismo?

Evento no Facebook:                                                                         https://www.facebook.com/events/1469898106400558

Para mais informações sobre os textos e temas que discutiremos durante o ano, visite:             https://coletivoanarquistalutadeclasse.wordpress.com/grupos-de-estudos-libertarios/

Venha participar!

Jornadas Anarquistas 2017, Montevidéu – Uruguai

Na tarde do dia 13 de fevereiro, a Federação Anarquista Uruguaia recebeu delegações de distintos lugares para uma mesa redonda entre organizações políticas, desde a concepção especifista que marca nossos modos de atuar e organizar. O propósito desta reunião internacional, que dá sequência a edição de Porto Alegre (Brasil) em 2015, foi o de ampliar em nossa região do mundo o debate sobre os elementos da etapa sistêmica e o que traz de específico a atual conjuntura histórica. Trocar informações, experiências e análises para a atuação social política do anarquismo organizado hoje, com os problemas e matizes que nos apresentam o tempo em que lutamos e resistimos.

Já faz tempo que importantes problemas teóricos, metodológicos e também políticos estão colocados e exigindo uma atualização de acordo com a nova situação que nos toca viver” diz um documento apresentado ao plenário.

O socialismo esteve presente e fazendo propostas no marco deste período histórico de tantas mudanças. Muitas são as experiências que tem colhido, não poucos são seus fracassos também. Quantos de seus paradigmas caíram junto e concepções inteiras tem demonstrado na prática que não conduziam ao propósito enunciado. Toda uma concepção autoritária, de instalação do socialismo por cima, tem ido pro ralo. Nem por isso o socialismo caiu. Segue sendo o antagonista do sistema vigente.

O acento posto pelo socialismo libertário na capacidade de resistência dos povos, no saber que sua experiência social constrói, a solidariedade tantas vezes praticada, são hoje mais necessários do que nunca. Não é a ciência, nem o desenvolvimento das forças produtivas, nem a ‘história’ em si e nem o progresso os que trarão mudanças que a humanidade e os pobres do mundo necessitam, hoje talvez mais pobres do que nunca .”

O documento aponta em seus parágrafos finais: “Colocando a bom serviço a técnica, a ciência e as teorias mais atualizadas e fecundas, as organizações de combate, políticas e sociais inseridas profundamente no processo em curso, com suas aspirações éticas e firme vontade resistente, terão que fazer o novo sulco deste tempo. (…) Que não arrotem vitórias prematuras os inimigos e os capituladores. Não haverá fim da resistência e da esperança

Em seu conjunto participaram delegações da FAU (Uruguai), Federação Anarquista de Rosário (Argentina), Via Libre (Colômbia), Federação Comunista Libertária e Comunidades Organizadas (Chile), FARPA, CALC, FARJ, FAG, Org. Maria Ieda (pela CAB Brasil), OSL (Suíça), Alternativa Libertária e Coordenação de Grupos Anarquistas (França).

Adiantamos sinteticamente que o acordo geral que chegamos aponta neste momento ao nosso desenvolvimento teórico-político articulado com o aumento da incidência libertária nas dinâmicas de luta e resistência da cena social política.

Reproduzimos abaixo recortes do texto que foi considerado durante a plenária e que tematizam o acionar do sistema em nossa época e aparecem categorias de análise para nossa produção teórica.

Estaremos publicando em breve o texto integral.

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Neoliberalismo no econômico, no ideológico e nas relações sociais

As mudanças que trouxe todo o processo de um período histórico, o que tem sido chamado de “reforma neoliberal”, ou simplesmente “neoliberalismo”, incluiu o que já é mais que conhecido: mercantilização dos serviços de saúde, pensões e seguros, as transformações substantivas do sistema educativo, as privatizações de empresas públicas, a introdução nas instituições estatais de modalidades de gestão próprias do setor privado, os mecanismos de flexibilização laboral e de contratações, etc. Junto a isso a injeção no ideológico social de uma “cultura de empresa”. Não é um processo de mudança que pode ser explicado só através do econômico, intervém nele, simultânea e constantemente fatores de outra ordem como: o político, ideológico, cultural, judicial e mudanças de racionalidade geral.

Dita mudança produziu como efeito uma grande fragmentação no campo social, especialmente no âmbito dos oprimidos e explorados. Um profundo individualismo, um processo massivo de individualização, que mudou boa parte do caráter das relações, tentou instalar outras modalidades que tem como centro a instabilidade e a fluidez. Onde o sentimento de pertencer a coletivos e comunidades sociais é deslocado com intenções de faze-los desaparecer.

Com razão que tem sido dito que estamos ante uma situação social histórica onde domina o mundo um sistema ecocida e genocida que está levando a humanidade à beira do precipício. Junto com uma política de exacerbação do consumo, que se designa como consumismo, vai uma destruição brutal da natureza, do ecosistema.

Biopolítica que mata e/ou deixa morrer

As perspectivas, no marco do sistema dominante, não são nada boas, são macabras. Sua política, sua forma de produção não mudam os rumos, fazem parte substancial de sua eistência. Sua depredação da natureza, sua exploração humana e a criação de miséria e “população sobrante” seguirão como suas dependentes.

É a presença de uma nova biopolítica onde hoje se combinam fazer morrer e deixar morrer, mais do que fazer viver.

Por estratégias de poder mundial temos: guerras de intervenção com massacres de populações, milhares de assassinatos de civis, destruição de hospitais, sequestros e assassinatos de prisioneiros, cadeias clandestinas em diferentes países para a tortura brutal e o assassinato, os ataques com drones tão “cirúrgicos” e “precisos” que deixam centenas de civis assassinados. Enormes populações desses “estados falidos” que depois de seu destroço ficam a deriva, mergulhados na fome e no desespero. Essas enormes populações de imigrantes vivendo em barracos até militarmente controlados e sem o mais elementar pra sobreviver. Multidões a nível mundial estimadas pelo poder como material sobrante que não importa nada, que pode se deixar que morra. Vão produzindo um enorme contingente humano que está expulso de todo direito, está preso para fora e sua vida não vale nada. Pois a lógica operante é: não são necessários para a produção e não tem capacidade de consumo.

A resistência que se manifesta dia a dia

As mudanças sistêmicas referidas estão aí, abarcando todo o tecido social. (…) mas isso ocorre no marco de um processo permanente de tensões sociais. De rebeldias, enfrentamentos, insatisfações, fortes resistências.

Ainda que a Resistência existe ao extenso e largo do poder dominante e tem múltiplas expressões regionais, não tem que ser necessariamente algo atomizado. Pelo contrário, distintos nós resistentes, agrupamentos, estendem frequentemente laços entre si e compõem em tais circunstâncias forças sociais que originam mudanças conjunturais. Como modo de exemplo tomemos a militância comum de camponeses, indígenas, feministas, ecologistas e grupos de DDHH ou levantamentos populares compostos por uma gama de resistências como na chamada Primavera Árabe ou no movimento Indignados da Espanha. Muitos processos de subjetivação em meio de tensões que são unidos por laços solidários. Processos subjetivos, engendrados em confrontações, que podem ser políticos e com propostas próprias em determinadas circunstâncias.

As resistências, por tanto, não são marginais senão ativas no centro de uma sociedade que se abre em redes; existem, nos fatos, os militantes do mundo dos oprimidos capazes de viver a miséria do mundo até o final com rebeldia e liberdade, de identificar e enfrentar as novas formas de exploração, dominação e sujeição.

Nossas reflexões e a atualidade

Nos anima então uma o propósito interessado de refletir sobre enfoques teóricos que possam resultar efetivos estrategicamente para confrontar-se com formações empíricas, favorecendo assim uma concepção de de teoria social não divorciada de uma prática de ação política com intenções de ruptura. Ao mesmo tempo, se tenta buscar uma alternativa conceitual frente aos numerosos problemas que hoje proliferam, e que em vez de tomar seriamente a pluralidade e a contingência de um mundo social que tem se transformado, por suposto sem tocar no núcleo duro do sistema mundo capitalista, termina ignorando as significativas variações existentes na vida coletiva contemporânea, gerando assim estancamentos e certas fossilizações no âmbito teórico-político com suas consequências no campo da ação social-política.

Por exemplo, esta nova configuração sistêmica traz consigo, além de uma nova racionalização, uma nova forma de Estado. Constituído em um processo, já tem elementos diferentes do Estado chamado de bem estar social. Mantém sim, mas dentro de outra articulação, o caráter repressivo das demandas de autonomia dos indivíduos e os coletivos, seu papel de contenedor dos conflitos sociais, seu monopólio da força repressiva. Em qualquer caso a dinâmica e determinadas críticas das classes detentoras do poder dominante coincidiram na necessidade de dar uma virada de página e de superar (reformando a fundo) a racionalidade welfarista (Estado de bem estar) em curso. Criou assim, em enunciados “teóricos” e nos fatos uma nova racionalidade, para a atual situação do sistema em seu conjunto como para o Estado que o integra. Não interessa um Estado não interventor, mas que sua intervenção seja de determinada maneira. Seja salvando bancos falidos depois de grandes roubos; fazendo espaço e apoiando o capital financeiro; criando forte controle sobre populações jogadas na miséria e descontentes; ou criando estados de exceção para zonas estimadas por eles perigosas no seio de países “democráticos”.

Para um conjunto dessas práticas, um dos discursos de verdade, uma ideologia operativa, será o da segurança da população, Ela vai cumprindo macabras funções ao mesmo tempo que pretexta levar a democracia e defender direitos fundamentais no terreno exterior, a países e regiões, com essas frequentes e criminais ocupações ou destruição de países que suas estratégias geopolíticas de poder indicam.

Uma nova ordem interior respaldada por um sistema de informação geral, “uma espécie de mobilização permanentes dos conhecimentos do Estado sobre os indivíduos”. Isto implica uma nova modalidade de relação entre o saber, a informática e o poder: não se trata exatamente da informação e do saber ao mesmo tempo global e individualizante da era das disciplinas, mas de um saber abarcador, massivo, que quer captar os grandes movimentos de conjunto. Importam especialmente territórios, “zonas vermelhas”.

Outro aspecto para que esta nova ordem interior funcione, é procurar a constituição de um “consenso” que possa significar uma certa regulação feita efetiva pelo mesmo povo oprimido que faça que “a ordem se autoengendre, se perpetue, se autocontrole”.

Para isso além dos mecanismos e dispositivos do sistema intervirão organizações e expressões sociais “amigas” que se desenvolvem no campo popular e que nos fatos já estão integradas no sistema. Que pensam com a mesma lógica.

A nova estratégia de governo e novo Estado neoliberal consiste em garantir os fluxos (financeiros, humanos, tecnológicos, etc.) e maximizar a proteção em áreas de circulação massiva. Nesse sentido, se identificam zonas chave para a segurança e a economia (centros comerciais, aeroportos, jurisdições fronteiriças, etc) e logo se calculam os custos e benefícios do investimento em dispositivos de vigilância, que traçarão a linha divisória entre zonas seguras e zonas desprotegidas. O fim é “poder determinar em cada momento quem se desloca, de onde vem, aonde vai, o que ele faz ali onde está, e se efetivamente tem acesso a rede em que se desloca e se tem ou não proibição”.

[MATINHOS] 2º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – SEXTA-FEIRA (10/06/2016)!

cel 2 - anarquismo social e estilo de vida (matinhos)

Anarquismo Social x Anarquismo como Estilo de Vida

Na sexta-feira, 10 de junho, o CALC articulará seu grupo de estudos em Matinhos. Faremos o CEL na Universidade Federal do Paraná-Litoral, às 14:00, na sala 23B (Sala Temática de Agroecologia), 2º andar.

Começamos o CEL-Matinhos em 2016, discutindo vários temas relevantes para os movimentos sociais, para a esquerda e para o anarquismo.

Neste segundo encontro a ideia é discutirmos o anarquismo nos marcos dos movimentos classistas/massas, em contraposição a uma expressão “cultural” do anarquismo no presente, o “anarquismo como estilo de vida”. O objetivo é recuperar o anarquismo como ideologia e “fermento” das classes exploradas nos processos de transformação social.

– Anarquismo Social – Federação Anarquista do Rio de Janeiro

– Anarquismo Social ou Anarquismo de Estilo de Vida – Murray Bookchin

Baixe aqui: CEL – Encontro II

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/188011994932472/

Para mais informações sobre os textos e temas que discutiremos durante o ano, visite:            https://coletivoanarquistalutadeclasse.wordpress.com/grupos-de-estudos-libertarios/

Venha participar!

[FAG] Nota da FAG sobre o vídeo de Jair Bolsonaro, que identifica nossa militância de forma criminalizadora

Nota da FAG sobre o vídeo de Jair Bolsonaro, que identifica nossa militância de forma criminalizadora, exibido no dia 29 de abril de 2016, titulado como “O Brasil precisa saber a verdade”.

(https://www.youtube.com/watch?v=ytstUHk8rg4).

ustra
O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra tem lugar eterno na galeria das grandes infâmias, daquelas que o poder dominante perdoa e deixa impune, mas que a memória dos oprimidos não esquece jamais. O deputado Jair Bolsonaro é penas mais que merece destaque na galeria dos grandes estúpidos. Em mais uma de suas façanhas, em video do dia 29 de abril, depois de cortejar pela milésima vez a política truculenta do milico torturador que atuou a soldo da ditadura civil-militar, passou a exibir imagens de companheiras e companheiros, nomes, suas organizações e a atacá-los indiscriminadamente por associação com o PT. A campanha de atacar a esquerda classista pela vidraça do PT ajustado e jogado na vala comum dos partidos burgueses é evidente. Dessa orquestra não se furtam as organizações patronais, os oligopólios da mídia e a direita liberal que goza de mais aparelho organizativo e expressão eleitoral do que os “palhaços da corte”.

Nós somos uma organização política anarquista que não se envergonha de suas convicções socialistas e que faz solidariedade resoluta com todos/as que lutaram e lutam ainda hoje por liberdade, igualdade e por uma mudança social de fundo. Somos uma corrente libertária que luta contra a sociedade dividida por classes e todas as opressões. Essa marca não nos acovarda. Ainda que com nossas diferenças ideológicas, não somos mesquinhos e sectários para ignorar o valor humano dos homens e mulheres que fizeram resistência à ditadura e entregaram a vida por esta luta. O que queremos afirmar aqui novamente é que o que está em franca decomposição é uma concepção que partiu do reformismo, lavou seu programa para governar e quando tocou sua vez como gestor do capitalismo brasileiro foi rendida pelas relações de poder que dominam as instituições. Isso no mínimo nos diz que as instituições burguesas não são neutras, que não são uma máquina que funcionam ao gosto dos seus pilotos. Pra vencer o sistema dominante as classes oprimidas devem preparar suas organizações de luta separadas da política das oligarquias, como núcleos de democracia de base de um poder popular, articulado de baixo pra cima.

A ultra-direita são as bestas-feras que o sistema põe na cena pública pra latir e acuar os desavisados. Os estúpidos são postos a marchar na frente ladrando com a intolerância facínora para que a norma finalmente possa governar pela dominação das classes de sempre. Jair Bolsonaro, nesse momento da crise política que temos no Brasil, é expressão raivosa e patética de um sistema de poder muito mais complexo que opera nos nossos dias. As estruturas de dominação de um regime de morte dos opositores políticos durante a ditadura foram remanejadas pela democracia liberal burguesa como instituições de punição seletiva sobre a pobreza, vetores de racismo e violência sobre os direitos das mulheres e a livre orientação sexual.

Porque não devemos permitir que mentalidades como a do Bolsonaro se criem.

O discurso de ódio proferido, inúmeras vezes, por este sujeito, que declara homenagens ao coronel torturador e assassino Brilhante Ustra, não pode ficar sem reposta. Estas homenagens causam a todas e todos lutadores sociais, principalmente aos familiares ou vitimas do regime de terror da Ditadura Militar, repulsa, indignação e no mínimo devem ser denunciadas. Não é possível aceitar esta ideologia se espalhando, imbuída de formas e discursos excludentes e discriminatórios. Como organizações políticas e sociais, com intenções revolucionárias, precisamos dar combate ideológico sim, as ideias autoritárias que propaga esta besta. Jair Bolsonaro é símbolo de mais um parasita da fé alheia, que em nome de um Deus defende torturadores, machismos, racismos, intolerâncias das mais diversas origens e o faz publicamente, sem nenhum pudor. A isto se chama “Bolsomito”. São ideias como a do Comissário Jair B. que dão origens a grupos e ações de intolerância, de comportamentos fascitoides. É importante que se diga, que este asno intolerante, defensor das garras de ferro do aparato militar, só ganha visibilidade publica, a partir de uma entrevista feita pela asquerosa revista Veja, onde ele revela planos de explodir dinamites dentro do seu quartel militar, assim sendo, além de ser um imbecil defensor de torturador, o Bolsonaro é mais um dos que ele mesmo acusa, radical, porém é um radical (saudoso) do assassino esquadrão militar. Veja o link(http://observatoriodaimprensa.com.br/jornal-de-debates/capitao-bolsonaro-a-historia-esquecida/).

Ele tem como seus aliados os grandes empresários, banqueiros, ruralistas e reacionários, como já dissemos antes. No entanto, seu mandato também “surfa” na “onda” Apolítica, gerada pela pilantragem da democracia burguesa, formadora de opiniões, manipuladora das pessoas distanciadas de qualquer analise mais rigorosa do sistema. Como dizemos, em suma, o “senso comum, é as ideias comuns, das classes que dominam. No caso brasileiro em questão, uma parte não menos importante de pessoas, tende a se inclinar para posições mais conservadoras, dependendo inclusive, quase que exclusivamente, para onde soprem os ventos da mídia dominante (neste caso não precisamos nem argumentar muito sobre a cobertura da rede Globo e outros grandes meios (sonegadores), que são fervorosos propagandistas de uma agenda de ajustes, privatizações e criminalização dos movimentos populares.

Esta afronta direitosa, que vem se materializando cada vez mais, é consequência da conjuntura caótica do país , de como se encontra boa parte da esquerda, que estão maneadas por anos de acomodação entre interesses de classes, cooptação, burocracias cristalizadas, ao invés de trabalho de base. O governo do PT, e suas alianças com a oligarquia da política brasileira, conseguiu o “êxito” de acumular mais derrotas do que conquistas para os setores mais desfavorecidos do país. As desigualdades sociais continuam alarmantes, o neo desenvolvimentismo foi a genial alavanca para o fortalecimentos dos grupos tradicionais ou não de direitas. Os mais ricos sempre foram os mais beneficiados, aqui não existe punição aos atores e financiadores da ditadura militar, o PT, este que de esquerda não tem nada, ao contrário do que afirma o estúpido (nunca é demais reafirmar) Bolsonaro, não é vitima do golpismo institucional, ele foi validador com a sua conciliação de classes que gera o que está acontecendo. Mesmo assim, com todos os ventos difíceis que estamos vivendo, temos construído e acompanhado com animo diversas lutas de resistência fora das burocracias sindicais e governistas. Estamos convictos que a saída contra a agenda conservadora de retirada de direitos, vai se forjar desde a base, também pela militância anarquista a nível nacional, em conjunto com todos os grupos que prezem pela independência de classe.

O vídeo do estúpido Bolsonaro, do qual aqui denunciamos a intencionalidade criminalizadora, acusa abusivamente à resistência política e social no Brasil, contra a infame ditadura militar, como “terrorista”. Irônico que estas acusações venham, justo de um sujeito como o Bolsonaro, que foi preso por planejar explosões, na época em que era militar contra o próprio Exército.

Militantes políticos do sul do país, mais precisamente de Porto Alegre, são expostos com seus nomes e suas organizações. Consideramos isso um ataque contra nossa liberdade de associação, ou é crime estar organizado politicamente? Mas, claro que as bestas-feras como Bolsonaro, não cessaram até reconstituir regime de terror no país, porém é importante lembrar este personagem que nossas ideias são à prova de balas, nossos anseios por liberdade não se dobram, que nossas ganas por um mundo mais justo são mais forte que do que suas afrontas. Estamos dispostos a lutar, em conjunto com os demais setores combativos do país, contra qualquer agenda consevadora-fundamentalista.

Não, aqui o fascismo não passará sem luta.

Apesar da forçada tentativa de nos aproximar do PT, este vídeo apenas reafirma que o poder ideológico do sistema quer apontar alvos para expor e combater, neste caso, nossa militância.

Reafirmamos que o petismo ajustado ao poder econômico, sócio da corrupção sistêmica e colaborador dos opressores é encorajador do golpismo e das bestas-feras da ultra direita.
Não se ajusta e nem se dobra quem peleia!

Toda solidariedade aos demais militantes e as suas organizações que foram expostos de forma indevida e condenatória!
Pela memória, verdade e justiça, contra os crimes da Ditadura Militar!
Bolsonaro e a corja de fascistas não Passarão!

Federação Anarquista Gaúcha.
3 de Maio de 2016.

[MATINHOS] 1º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – NA PRÓXIMA QUINTA (05/05/2016)!

cel 1 - o que e anarquismo (matinhos)

O que é Anarquismo

Na próxima quinta-feira, 05 de maio, o CALC articulará seu grupo de estudos em Matinhos. Faremos o CEL na Universidade Federal do Paraná-Litoral, às 19:30, na sala 23B, 2º andar.

Começamos o CEL-Matinhos em 2016, discutindo vários temas relevantes para os movimentos sociais, para a esquerda e para o anarquismo.

Neste primeiro encontro buscamos apresentar qual são nossos objetivos e a dinâmica que pensamos para o grupo de estudos durante o ano. Além disso, a partir da discussão baseada no texto e nesta primeira temática, “O que é o Anarquismo”,  pretendemos dar um panorama geral sobre quais princípios, ideias e conceitos são fundamentais ao anarquismo e discutir um pouco sobre como esta ideologia se formou e esteve presente na história.

– O que é Anarquismo? – Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

Baixe aqui: O que é Anarquismo – I CEL

Evento no Facebook:                                                        https://www.facebook.com/events/461827747339135/

Para mais informações sobre os textos e temas que discutiremos durante o ano, visite:             https://coletivoanarquistalutadeclasse.wordpress.com/grupos-de-estudos-libertarios/

Venha participar!

[CURITIBA] 2º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – NA PRÓXIMA TERÇA (26/04/2016)!

cel 2 - anarquismo social e estilo de vida - sala 205 (1)

Anarquismo Social x Anarquismo como Estilo de Vida

Na próxima terça-feira, 26 de abril, o CALC articulará seu grupo de estudos em Curitiba. Faremos o CEL no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná, às 18:30, na sala 205 da Psicologia.

Assim como no ano de 2015, estaremos nos encontrando na última terça-feira de cada mês, discutindo vários temas relevantes para os movimentos sociais, para a esquerda e para o anarquismo.

Neste segundo encontro a ideia é discutirmos o anarquismo nos marcos dos movimentos classistas/massas, em contraposição a uma expressão “cultural” do anarquismo no presente, o “anarquismo como estilo de vida”. O objetivo é recuperar o anarquismo como ideologia e “fermento” das classes exploradas nos processos de transformação social.

– Anarquismo Social – Federação Anarquista do Rio de Janeiro

– Anarquismo Social ou Anarquismo de Estilo de Vida – Murray Bookchin

Baixe aqui: CEL – Encontro II

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/995124583889585/#

Para mais informações sobre os textos e temas que discutiremos durante o ano, visite:            https://coletivoanarquistalutadeclasse.wordpress.com/grupos-de-estudos-libertarios/

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[CURITIBA] 1º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – NA PRÓXIMA TERÇA (29/03/2016)!

cel 1 - o que e anarquismo

O que é Anarquismo

Na próxima terça-feira, 29 de março, o CALC articulará seu grupo de estudos em Curitiba. Faremos o CEL no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná, às 18:30, na sala 205 da Psicologia.

Assim como no ano de 2015, estaremos nos encontrando na última terça-feira de cada mês, discutindo vários temas relevantes para os movimentos sociais, para a esquerda e para o anarquismo.

Neste primeiro encontro buscamos apresentar qual são nossos objetivos e a dinâmica que pensamos para o grupo de estudos durante o ano. Além disso, a partir da discussão baseada no texto e nesta primeira temática, “O que é o Anarquismo”,  pretendemos dar um panorama geral sobre quais princípios, ideias e conceitos são fundamentais ao anarquismo e discutir um pouco sobre como esta ideologia se formou e esteve presente na história.

– O que é Anarquismo? – Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

Baixe aqui: O que é Anarquismo – I CEL

Evento no Facebook:                                                       https://www.facebook.com/events/544947605689900/

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[FAG] Carta de opinião da FAG | A saída não vem de cima!

Retirado de:                                                                                                                https://federacaoanarquistagaucha.wordpress.com/2015/12/17/carta-de-opiniao-da-fag-a-saida-nao-vem-de-cima/

dilma-e-cunha

A situação política e econômica do país encontra-se num momento delicado. A aceitação do pedido de Impeachment contra Dilma Rousseff (PT) por parte do presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) abre margem para diferentes e divergentes posições. A polarização entre os que defendem o governo Dilma Rousseff e os que defendem seu Impeachment precisa ser questionada. E seu questionamento deve ser feito através da afirmação e da construção de uma saída alternativa, de uma terceira posição, própria e característica dos de baixo, daqueles e daquelas que independente do desenrolar dos fatos, terão seus direitos sociais, suas condições de trabalho e a dignidade de suas vidas destroçadas e dificultadas ainda mais.

A saída não vem de cima!

Desde a eleição de Dilma Rousseff à presidência da república, e mesmo antes, as classes oprimidas vêm sofrendo duras penas com a retirada de direitos trabalhistas, ajuste fiscal que corta verbas da saúde e educação e com projetos de austeridade que encarecem o custo de vida. Tudo ao contrário do que prometia Dilma em sua campanha eleitoral. Na verdade, Dilma se elegeu com margem apertada com o verso de que não tocaria nos direitos dos trabalhadores. Imediatamente aplica as receitas de ajuste fiscal defendidas pelo seu adversário Aécio Neves (PSDB). Um verdadeiro estelionato eleitoral que indica, mais uma vez, o caráter nefasto da democracia representativa burguesa e a falsa representação dos interesses populares.

Mas os setores da direita na oposição, representantes diretos das ideias conservadoras e neoliberais de pura cepa, não contentes com o modo petista-peemedebista de governar (através do pacto de classes que dá pouco aos pobres para dar muito aos ricos)  decidiram que é hora de governar diretamente, descartando de uma vez por todas o PT junto com o verniz social e popular que lhe é atribuído. Na visão de uma fração das classes dominantes, o PT já não serve a seus interesses, mesmo que essa seja uma reclamação de barriga cheia já que em mais de 12 anos de governo Petista lucraram e se privilegiaram como nunca.

Essa briga de cachorro grande, de vizinhos de um mesmo condomínio é, assim, uma luta feroz entre as elites dirigentes pela máquina do poder político para aprofundar ainda mais os ataques aos direitos dos de baixo que já vem pela mão do PT. Não se trata de luta de classes, em que os interesses dos trabalhadores são defendidos contra os interesses dos patrões. Essa polarização entre “impeachment e governo” não representa os nossos interesses enquanto oprimidas/os. A luta de classes não vai sair de cena para deixar lugar a essa falsa polarização.

A guerra de nervos do impeachment e a democracia que deve ser defendida

As investigações das várias operações em curso (Zelotes, Lava Jato, etc.) indicam o que há tempos nós anarquistas da FAG procuramos afimar: a corrupção é algo estrutural e sistêmico que atinge a todos, entre partidos da ordem, bancos, empresários e patronais. Aliado a essa corrupção sistêmica, se encontra um modo suprapartidário de governar que não toca nos privilégios das oligarquias, no poder dos grupos econômicos e financeiros e no regime ideológico das práticas institucionais. Quem governa pelo sistema, pelo sistema é governado! Nesse sistema, todos são sócios na corrupção e na impunidade. Uma mão lava a outra. Todos têm sua vez. Quem não pactua com esse esquema não governa.

É nesses termos que encaramos o corrupto Eduardo Cunha (PMDB), investigado por corrupção e lavagem de dinheiro, assim como encaramos os corruptos de todos os partidos da ordem em conluio com os patrões e os banqueiros.

Portanto, a democracia que aí está, não foi criada para garantir os interesses e as vontades do povo. Seu funcionamento expressa muito bem isso em cada estelionato eleitoral, em cada manobra regimental, em cada lobby patronal, no racismo institucional cotidiano que condena sem julgamento a juventude negra das periferias, nos conchavos de toda ordem, nas redes subterrâneas que roubam e desviam recursos públicos e em cada fuzil que diariamente extermina o povo negro e indígena em todo o Brasil. A lista não termina aqui.

O impeachment é, portanto, uma carta a mais no jogo que vai mudar algumas peças para manter tudo como está. Pois as regras do jogo não vão ser alteradas e o Estado Democrático de Direito, que é mais de direito para alguns do que pra todos, vai continuar reproduzindo privilégios e práticas que excluem os oprimidos de toda e qualquer decisão fundamental sobre nossas vidas. Pois o núcleo duro da dominação capitalista continuará intacto. Porque os mais de 13 anos de governo “progressista” não representaram a vontade de mudanças estruturais e sim uma variável de administração, um modo de operar a máquina que ao final não põe em causa as suas engrenagens, não questionam as suas regras de funcionamento.

A democracia que deve ser defendida nesse momento, na nossa visão, é a democracia direta e de base dos lutadores sociais, das assembléias populares, dos conselhos e plebiscitos na vida pública, nas ocupações de escola e nas lutas sociais que defendem direitos e que na prática exercitam um modo próprio de gerir seus interesses, de tomar decisões sobre os assuntos que nos afetam diretamente, de fazer política desde baixo enquanto povo oprimido. Será pela luta popular e sem recuar um centímetro que defenderemos os direitos sociais e as liberdades de reunião, associação e de manifestação, buscando ampliá-las e aprofundá-las para além da ilusão oferecida pela democracia representativa. Não cederemos um passo para a judicialização da política pois queremos um Povo Forte que faça da política a gestão direta dos bens comuns.

O que fazer então nesse momento?

Nós anarquistas da FAG nos posicionamos por uma terceira posição que afirma a independência de classe dos trabalhadores contra o ajuste econômico, a democracia direta e de base em oposição ao sistema corrupto da representação da política burguesa e a generalização das lutas pelas ruas, greves e ocupações fora dos controles burocráticos e dos cálculos eleitoreiros. Nem com o bando reacionário do impeachment e do congresso e tampouco com o governismo ajoelhado que passa a faca na carne do povo em conluio com a patronal e o sistema financeiro.

ocupaA ocupação das escolas estaduais pelos estudantes secundaristas em São Paulo contra o projeto de reorganização escolar que fez recuar o governo Geraldo Alckmin (PSDB) suspendendo a reforma que previa o fechamento de 94 escolas é para nós um exemplo do que deve ser feito nesse momento. Talvez seja, depois das reduções das tarifas de ônibus que provocaram as jornadas de junho de 2013, a maior conquista da luta social contra o ajuste nesta conjuntura. Uma conquista parcial certamente, mas que gerou moral rebelde de peleia, calçada em outras práticas, que produz outros sentidos e que não se deixa capturar pela polarização das elites. Não há saída no curto prazo que passe por fora da luta direta dos oprimidos. Buscar atalhos nesse momento é cair novamente na armadilha do pragmatismo que não vai levar a lugar nenhum. A saída não vem de cima, da política feita por profissionais, mas deve vir de baixo, da política feita com ação direta e democracia de base por parte de todas as classes oprimidas.

 Outra ideologia, outra cultura política, que faça caminho pra nova geração de lutas rebeldes que defende seu trabalho, território, direitos sociais, saúde, educação e radicaliza a democracia pela auto-organização. Que não joga mais sua sorte e suas esperanças no esquema trapaceiro dos partidos da ordem e semeia núcleos de poder popular como fatores de resistência.

A radicalidade de uma alternativa está no plano das práticas e a produção de força social de uma resistência combativa vem de baixo, dos lugares vitais do cotidiano de trabalho, estudo e comunidade. A unidade que pode forjar uma terceira posição tem que pulsar dessas dinâmicas e da união dos organismos de democracia de base das classes oprimidas. Para nós, estes são os fatores que podem mudar a correlação de forçar nessa etapa.

Por uma terceira posição: independência de classe e unidade pelas lutas!

Nem com o bando reacionário do impeachment e do congresso e tampouco com o governismo ajoelhado que passa a faca na carne do povo em conluio com a patronal e o sistema financeiro.

Democracia direta e de base com Assembléias, Conselhos e Plebiscistos na vida pública!

 Generalizar as lutas para mudar a correlação de forças!

 Federação Anarquista Gaúcha – FAG