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[CURITIBA] Solidariedade aos estudantes de medicina UFPR

O Coletivo Anarquista Luta de Classe é solidário a luta dos
estudantes de medicina da UFPR que se organizaram para
manter da posse do prédio do DANC, o Diretória Acadêmico
Nilo Cairo. O DANC, que já abrigou encontros, seminários,
debates e festas,que é reconhecidamente fruto de conquista
da militância estudantil, vem sendo ameaçado de despejo
pela Reitoria da UFPR. Enquanto esperam um desfecho
positivo @s compas ocupam e cuidam do mesmo, um espaço que já
faz parte da história da cidade e do movimento estudantil
local.

Sabe-se que hoje a repressão aos setores dos movimentos
sociais que apresentam formas de resistência e luta
contra a sociedade capitalista aumentou, tanto da parte
dos governos, quanto do capital privado. Tal iniciativa
da Reitoria, “de despejar o espaço”, parece então se
inscrever no esforço da elite em crimilizar e reprimir
as iniciativas populares de organização e luta, sejam
elas de estudantes, sem tetos, trabalhadores ou
desempregados, enquanto tentam impor seus próprios
interesses(PRIVATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO e ESPECULAÇÂO
IMOBILIÁRIA).
Nota-se que, a posse coletiva de um espaço – DANC –,
representa hoje uma forma de luta contra a propriedade
privada, mas ainda,que a luta pela posse coletiva do
espaço público em nome d@s estudantes é também parte
da resistência popular ao projeto de privatização
dos serviços públicos orquestrado pelo Governo Federal,
nesse caso, as Universidades.

Assim, declaramos nosso apoio aos companheir@s que buscam
garantir a posse do DANC para a luta e organização estudantil.
Pois: "quando os de baixo se movem, os de cima caem!"

Liberdade! Socialismo!

[CURITIBA] Banca de livros na Reitoria da UFPR – 28 a 31 de março

Dando continuidade a um trabalho de propaganda e revenda de materiais anarquistas e libertários, entre livros, revistas, dvd´s e jornais, será montada entre os dias 28 e 31 de março a Banca na UFPR. A Banca vem se tornando, além de um espaço de comercialização e auto-sustento, um ponto de encontro de interessados e militantes anarquistas na cidade de Curitiba. Nos vemos lá.
Liberdade! Socialismo!

[CURITIBA] Concentração Nacional do Fórum do Anarquismo Organizado

Foi realizado o ato da Concentração Nacional do Fórum do Anarquismo Organizado na quinta, véspera do Natal (24.12.2010), voltado a distribuição do SOLI 25, que trouxe uma análise das últimas eleições e do futuro Governo PT-Dilma.

Distribuímos o jornal Socialismo Libertário no Terminal Guadalupe (Curitiba – PR) sem maiores contratempos e com boa recepção do povo trabalhador da nossa cidade.

Liberdade! Socialismo!
Coletivo Anarquista Luta de Classe.

[FAO] LUTAR E VENCER FORA DAS URNAS – CONCENTRAÇÃO NACIONAL DO FAO (23.12.2010)

LUTAR E VENCER FORA DAS URNAS – CONCENTRAÇÃO NACIONAL DO FAO (23.12. 2010 naPraça Santos Andrade as 16:30)

Dia 23, quinta-feiraCONCENTRAÇÃO NACIONAL DO FAO – Forum do Anarquismo Organizado.
Firmam e convocam:
Coletivo Zumbi dos Palmares – AL
Federação Anarquista do Rio de Janeiro – RJ
Federação Anarquista Gaúcha – RS
Rusga Libertária – MT
Vermelho e Negro – BA
Federação Anarquista de São Paulo – SP
Organização Resistência Libertária – CE
Coletivo Luta de Classes – PREm Curitiba,  Praça Santos Andrade às 16:30 horas.
Liberdade!
Socialismo!

Adesões Nacionais e Internacionais aos 15 anos da FAG

Adesões Nacionais e Internacionais aos 15 anos da FAG

CALC – Coletivo Anarquista Luta de Classe (PR)

 

Aos companheiros e companheiras de luta da FAG.

 

 

É com alegria que parabenizamos os companheiros e companheiras da FAG por esses 15 anos de VIDA. Com sua prática política reescrevem o Anarquismo nas lutas sociais contemporâneas, a partir de uma perspectiva de classe, sempre comprometida com o interesse d@s explorad@s, com a construção de um povo forte e com a organização popular.

 

 

Aqui em Curitiba, ao lançarmos o Coletivo Anarquista Luta de Classe, sempre tivemos como referência o trabalho das organizações anarquistas que hoje articulam o FAO, como a FAG a FARJ, sem esquecermos o trabalho da Federação Anarquista Uruguaia, há mais de 5 décadas expressando a resistência do povo uruguaio e, mais recentemente, apoiando a organização dos anarquistas no Brasil.

 

 

Esse trabalho político social, que hoje almejamos no CALC, já vem sendo realizado com muita determinação pelos noss@s compas gaúchos nesses 15 anos de “estrada”. Isso fica claro ao percebermos a sua presença e influência na luta e resistência do povo gaúcho, com sua participação nas lutas sindicais, estudantis, comunitárias, por reforma agrária e emprego, e também, em sua capacidade de articulação com as demais organizações anarquistas no Brasil e no exterior .

 

 

Se hoje a nossa classe ainda não tem nada a comemorar, nesses tristes

 

tempos de Lulismo, o exemplo de luta da FAG deve ser seguido, pois como falam @s compas: Não tá morto quem peleja!

 

 

Saúde e Anarquia! Liberdade e Socialismo!

É lançada carta de Princípios Coletivo Anarquista Luta de Classe

Carta de Princípios do Coletivo Anarquista Luta de Classe

O anarquismo não é uma bela utopia, tampouco uma abstração filosófica, é um movimento social das massas trabalhadoras. Por este motivo, deve juntar suas forças numa organização geral continuamente ativa, como é exigido pela realidade e a estratégia da luta de classes.”

(Nestor Makhno – Plataforma Organizacional dos Comunistas Libertários)

Apresentação

O CALC foi formado em Curitiba a partir de 2008, com objetivo de constituir um pólo de militantes anarquistas identificados com o Especifismo e o Anarquismo Social, servindo para o desenvolvimento de trabalhos sociais junto à luta e a resistência dos explorados. Esta é nossa Carta de Princípios. Acreditamos que só poderemos contribuir na luta social como força política libertária se nos agruparmos ideologicamente, nos lançando ao trabalho junto às classes exploradas a partir de nossa organização ideológica, apoiando a resistência e a luta pela derrubada do capitalismo. Para tanto, como enfatizou Bakunin: Só poderemos alcançar este objetivo estabelecendo e determinando tão claramente nossos princípios que, nenhum dos indivíduos que forem, de uma maneira ou de outra, contrários a eles possam tomar parte de nós.”Esses princípios devem ser expressos em nossa prática política, na forma de atuar do coletivo, que só ganha “corpo” na luta coletiva, a exemplo do que fazem as organizações anarquistas que compõem o Fórum do Anarquismo Organizado – FAO.

Liberdade e Ética

Lutar por liberdade e ter ética devem anteceder tudo mais. São princípios inegociáveis para o Anarquismo e seus militantes.Sabemos o significado de liberdade que dividimos com nossos companheiros e companheiras de classe e ideologia, sabemos do que queremos nos livrar – do capitalismo e quem nos oprime – a burguesia. E se quisermos que todos tenham liberdade, teremos de ajudar a constituir uma força social capaz de transformar esse sistema, pois no capitalismo não haverá liberdade possível para os trabalhadores. A liberdade individual só existe na liberdade de todos, não podendo haver liberdade se todos não se emanciparem. Fazemos questão de afirmar a ética libertária como princípio sem purismos, pois, defender a ética libertária não nos faz infalíveis. Mas, o compromisso ético nos ajuda a desconstruir as relações burguesas que nos foram impostas, e nos auxilia a reconstruir os valores socialistas libertários tão necessários ao trabalho político de um grupo anarquista. A defesa de uma cultura política baseada na ética e na liberdade nos chama atenção para que, em nome de belos fins, não nos desviemos para práticas autoritárias criando assim uma identidade ideológica comprometida com a luta classista e revolucionária.

Classismo e Internacionalismo

A sociedade capitalista se organiza a partir de uma estrutura de classe, a burguesa explora e oprime todos aqueles que pertencem as classes exploradas, independente de sua nacionalidade. E nós nos colocamos junto aos explorados em sua luta pela emancipação, pois desejamos uma sociedade sem classes, uma sociedade livre, igualitária e justa. E só os explorados podem se emancipar, e nesse movimento, construir uma organização social sem exploração. Nossa identidade de classe ultrapassa as fronteiras dos estados nação, por isso somos internacionalistas. Temos identidade brasileira, mas rejeitamos todo nacionalismo, por reconhecermos suas conseqüências para os trabalhadores dos diferentes povos. Renunciamos a qualquer patriotismo para afirmar nossa solidariedade com todos os explorados do mundo, trabalhando com solidariedade e apoio mútuo, construiremos uma nova sociedade sem fronteiras, sem classes.

Prática Política e Inserção Social

Prática política é a forma que nossa militância atua nos círculos político e social, ou a relação entre a prática social guiada por um programa, com objetivos estratégicos, e o cotidiano da militância nos movimentos sociais. Pressupõe um grau de unidade tática e teórica do grupo, o que potencializa nossas ações, e só se realiza com a inserção social, nos espaços de luta da classe. Nossa Prática Política deve estar a serviço daqueles que acreditamos que podem ser os agentes da transformação, os próprios explorados. Como existem níveis sociais (de classe) e políticos (ideológicos) de organização na sociedade que se complementam, e por reconhecermos essa relação como legítima, uma vez que o nível social é o espaço das lutas cotidianas, e o nível político atua enquanto perspectiva revolucionária das lutas sociais, enfatizamos que uma organização anarquista não pode se limitar a um trabalho de propaganda, mas deve construir as lutas sociais que extrapolam as questões ideológicas, assim defendendo a Inserção Social. A Inserção Social só acontece por atuarmos no dia a dia nos movimentos sociais, onde encontramos companheiros e companheiras de diferentes ideologias, levando as práticas e a influência anarquista enquanto um grupo político de minoria ativa. Por atuarmos com outros companheiros e companheiras nos bairros, nos sindicatos, nas escolas, nas ocupações de terra e moradia, nas greves e nas ruas, como parte das classes exploradas, e por entendermos e participarmos dessas lutas, dizemos também que estamos inseridos socialmente nelas.

Federalismo e Autogestão

O federalismo é uma proposta de organização social e produtiva que se pauta nos acordos livres realizados pelos seus membros, que passam a se associar diretamente, fundamentando suas bases organizacionais de acordo com as vontades e necessidades envolvidas em cada uma das instâncias de organização, permitindo a articulação em diferentes instâncias da vida social, sejam grupos locais, regionais ou nacionais. Assim os indivíduos, grupos e organizações se associam, federam e confederam, de forma livre e horizontal. Já a Autogestão é forma de administração coletiva que permite o controle direto da produção e organização social pelas classes exploradas, horizontalizando o poder, tornando seus produtores e consumidores conscientes do processo de produção e de suas conseqüências sociais e políticas. Estes princípios, o Federalismo e a Autogestão, quando articulados auxiliam na defesa do controle da produção e da organização social feita por trabalhadores e explorados, possibilitando que as pessoas recuperem o poder sobre suas atribuições sociais, criando as normas e regras que devem regular a vida social de forma ativa e em igualdade de condições com seus companheiros, não mais recebendo ordens de cima para baixo, mas construindo sempre organizações produtivas ou sociais de base, de baixo para cima, com democracia e unidade.

Ação Direta e Democracia Direta

Ação Direta pode ser entendida como a prática coletiva dos trabalhadores que, em sua luta contra o capitalismo e na construção do socialismo, buscam agir de forma combativa e sem intermediação em torno de seus interesses, sejam de “seus” representantes ou da tutela do estado. A Democracia Direta é uma forma de tomada de poder que, através de medidas deliberativas ou práticas, as organizações populares decidem e se organizam a partir do posicionamento e dos debates realizados nos espaços de políticos da nossa classe, através de delegações. Os espaços das classes exploradas nunca se confundem com as instâncias estatais ou parlamentares, pois, a Democracia Direta, forma de articulação coletiva fundada no Federalismo, só acontece fora da institucionalidade burguesa. Porque são os próprios explorados que devem se organizar e agir para atingir seus objetivos, sem se deixar tutelar ou se alienar por direções e vanguardas que prometem soluções a partir do sistema político e jurídico-burguês. Ação e Democracia Direta pressupõem que o explorado seja o próprio sujeito da ação, fortalecendo as organizações populares autônomas, que tenham uma identidade de classe combativa, criticando o “democraticismo” e a gestão burguesa, e fortalecendo uma cultura da participação e de luta das organizações de classe.

Ecologia e Apoio Mútuo

As relações sociais e produtivas que praticamos, ainda em uma realidade marcada pela violência e competição, devem se pautar na solidariedade existente entre indivíduos e grupos, em contraponto às relações de dominação e exploração presentes no capitalismo. O capitalismo, além de estar baseado na luta de classes, estrutura-se a partir da exploração da natureza, cuja concepção de domínio se reproduz tal qual a exploração do trabalho humano, pois todos trabalhadores e os demais seres vivos são apenas recursos a serem expropriados. Essas relações sociais e econômicas produzem a centralização das riquezas sociais e naturais, a custa da exploração e da miséria dos trabalhadores, de um consumo desigual e alienado, acelerando a destruição da biodiversidade, da terra de diversos povos e espécies animais. A Ecologia, considerada como uma ciência e um movimento social, para o Anarquismo é um princípio que deve constar na prática política e na ação política de nossa classe, uma noção que nos reafirma como parte da natureza, a parte que acredita em relações sociais e naturais pautadas por liberdade e justiça, consciente de que estas não podem ser alcançadas sob a égide do capital. Já o Apoio Mútuo é o princípio que orienta a relação entre indivíduos de uma mesma sociedade, que se apóiam uns aos outros através de suas aptidões e diferenças para garantir a sobrevivência, fortalecendo a solidariedade e a ação social existente nas lutas contra a opressão e a exploração, buscando relações fraternas. As novas relações produtivas e sociais devem incorporar a noção de pertencimento à natureza, e as práticas do apoio mútuo presentes tanto na cosmovisão de diferentes povos, como na luta do movimento dos trabalhadores nos fins do século XIX e início do século XX, e nunca foram instrumentos de conciliação de classe para os socialistas libertários.

É Publicada a Carta de Apresentação do Coletivo Anarquista Luta de Classe!

 

CARTA DE APRESENTAÇÃO DO COLETIVO ANARQUISTA LUTA DE CLASSE

“Como nosso Partido não é composto de politicastros nem de caçadores de cargos, senão proletários que não têm outra ambição além de se verem livres da escravidão do salário, agora que a oportunidade se apresenta, vai direto a seu objetivo: a emancipação econômica da classe trabalhadora por meio da expropriação da terra e da maquinaria.”[1]

(Ricardo Flores Magón 1874 – 1922)

 Saúde companheir@s! Essa é a Carta de Apresentação do Coletivo Anarquista Luta de Classe – CALC – formado a partir do ano de 2008. Ela fala dos nossos objetivos, princípios, atividades, com referência no Anarquismo Social e Organizado. Desde 2008 iniciamos um trabalho de propaganda e revenda de livros, distribuindo jornais e periódicos, apoiando as editoras libertárias e a Cooperativa de Distribuição Faísca, procurando levar “nossa banca” para atividades dos movimentos sociais, como assembléias, plenárias ou seminários, além dos espaços da Universidade Pública, onde nos encontramos trabalhando uma semana por mês, sempre no decorrer do período letivo. Compreendendo a importância da teoria e da prática anarquista, tanto para as ciências engajadas, quanto para a luta de emancipação dos explorados, escolhemos revender os títulos e obras que, traduzidos e editados por outros companheiros e organizações, estão disponíveis para venda. Além da propaganda, temos como objetivos a geração de renda, o apoio aos movimentos sociais, a formação de um grupo estudos e a constituição de uma organização anarquista local.

Nosso grupo defende:

[…] o anarquismo como uma ideologia que fornece orientação para a ação no sentido de substituir o capitalismo, o Estado e suas instituições, pelo socialismo libertário – sistema baseado na autogestão e no federalismo –, sem quaisquer pretensões científicas ou proféticas. Como outras ideologias, o anarquismo possui história e contexto específicos. Ele não nasce de intelectuais ou pensadores descolados da prática, que buscavam apenas a reflexão abstrata. O anarquismo tem sua história desenvolvida no seio das grandes lutas de classe do século XIX, quando é teorizado por Proudhon, e toma corpo em meio à Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), com a atuação de Bakunin, Guillaume, Reclus e outros que defendiam o socialismo revolucionário, em oposição ao socialismo reformista, legalista ou estatista. Esta tendência da AIT foi futuramente conhecida por “federalista” ou “antiautoritária” e teve sua continuidade na militância de Kropotkin, Malatesta e outros.”[2].

Por isso buscamos um retorno organizado às lutas sociais, esperando que outros companheiros e companheiras da cidade de Curitiba e do Paraná venham se juntar a nós. Assim, acreditamos que será possível retomarmos o caráter social e classista que o anarquismo sempre portou, pois se continuarmos desorganizados ideologicamente não constituiremos uma força política capaz de intervir na dinâmica das lutas sociais, o que só interessa aos nossos adversários e inimigos de classe.

O Anarquismo Social não é uma proposta abstrata, e sim um projeto político que parte de uma realidade concreta, que é a luta de classes. Para tanto, trabalha com princípios do Socialismo Libertário que estão presentes na nossa tradição, e que, se constituem enquanto guias para uma prática política coerente com nossos objetivos finalistas, animando internamente as federações e grupos ácratas. São eles: a Liberdade e a Ética, o Classismo e o Internacionalismo, a Ação Direta e a Democracia Direta, a Ecologia e o Apoio Mútuo, o Federalismo e a Autogestão, a Prática Política e a Inserção Social.

Atuando como grupo orgânico identificado com o Anarquismo Social, o CALC defende a necessidade da organização anarquista enquanto ferramenta de emancipação dos explorados. Entendemos que a organização anarquista específica: “[…} não substitui a organização das classes exploradas, mas proporciona aos anarquistas a chance de se colocar a serviço delas”[3]. Para potencializar nossa prática política devemos consolidar uma unidade teórica e tática, trabalhos sociais junto aos explorados, além de formar militantes com responsabilidade, compromisso e auto-disciplina. Porque entendemos como fundamental a organização e a responsabilidade por parte do grupo e de seus militantes, o que não se confunde com hierarquia e autoritarismo. Ao contrário, o grupo orgânico é: […] o agrupamento de indivíduos anarquistas que, por meio de suas próprias vontades e do livre acordo, trabalham juntos com objetivos bem determinados. […] Esta organização é fundamentada em acordos fraternais, tanto para seu funcionamento interno, quanto para sua atuação externa, não havendo em seu seio relações de dominação, exploração ou mesmo alienação, o que a constitui uma organização libertária.”[4].

Queremos somar aos esforços que tenham como horizonte político um projeto classista e socialista libertário, entrando em acordo e trabalhando junto às demais organizações políticas anarquistas, assim também como os movimentos sociais combativos e autônomos. Só dessa forma poderemos mudar a atual relação de forças, ombro a ombro, lado a lado, construindo a organização popular, sem sectarismo, com identidade ideológica, mas sem se colocar a frente das classes exploradas nas lutas sociais que elas devem protagonizar. Como já havia dito Malatesta, nós anarquistas: “[…] não podemos emancipar o povo, queremos que o povo se emancipe. Não acreditamos no bem que vem do alto e se impõe pela força; queremos que o novo modo de vida social surja das vísceras do povo […].”[5]. E com esse entendimento que reivindicamos o Anarquismo Social e Organizado, definindo assim nosso campo de militância.


[1] Retirado do livro publicado pela Editora Imaginário, com alguns escritos de Ricardo Flores Magón.

[2] Retirado do livro “Anarquismo Social e Organização” – página 18. O livro é de autoria da Federação Anarquista do Rio de Janeiro, tendo sido publicado pela Editora Faísca no ano de 2009.

[3] Idem – páginas 131 e 132.

[4] Idem – página 128.

[5] Idem – página 194.