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[CAB] Nota de adesão à solidariedade internacional contra a criminalização da pobreza e do protesto na África do Sul

A Coordenação Anarquista Brasileira repudia a criminalização covarde dos lutadores e lutadoras sociais da África do Sul e sua perseguição.

Em fevereiro de 2015, quatro militantes comunitários foram sentenciados a 16 anos de prisão por participar de um protesto em sua comunidade. Depois de um breve período em liberdade provisória, dois dos quatro militantes foram novamente encarcerados em 19 de junho de 2017.

No dia 6 de fevereiro de 2016, Papi Tobias, pai de três filhos e líder comunitário em luta por moradia e direitos sociais na sua comunidade desapareceu enquanto saía para assistir um jogo de futebol num bar. Ele foi visto saindo de um bar na presença do comandante de polícia local, Jan Scheepers. Até hoje ele está desaparecido.

A classe dominante sul-africana vem utilizando frequentemente leis e expedientes criminosos da época do Apartheid para condenar a classe trabalhadora negra e pobre e criminalizar as atividades de militantes e lutadores/as sociais.

Assim como no Brasil (caso Rafael Braga e muitos outros), a classe dominante da África do Sul utiliza o expediente da justiça e do seu aparato armado racista para promover a criminalização da pobreza, do protesto e fortalecer o racismo.

A continuidade entre o terrorismo de Estado e seus os aparatos prossegue independente do governo que assuma, na África do Sul ou no Brasil!

Liberdade para Dinah e Sipho!
Justiça para Papi!

Saudações do CALC/CAB aos 60 anos da Federação Anarquista Uruguaia (fAu)

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“Hay un solo caminho, hay una sola manera de vivir, sin vergüenza: peleando, ayudando a que la rebeldia se extienda por todos lados, ayudando a que se junten el perseguido y el hombre sin trabajo, ayudando a que el “sedicioso” y el obrero explotado se reconozcan como compañeros, aprendan luchando, que tienen por delante un mismo enemigo…”

Alberto “Pocho” Mechoso 

O Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC), organização integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), saúda a comemoração dos 60 anos da Federação Anarquista Uruguaia (fAu)! A fAu cumpriu e cumpre papel determinante na formação do CALC, assim como na criação e desenvolvimento das várias organizações anarquistas especifistas que hoje compõe a CAB, no Brasil.

O CALC se organiza publicamente no estado do Paraná, Região Sul do Brasil, desde o ano de 2010. Com a influência das organizações que na época construíam o Fórum do Anarquismo Organizado (FAO), que em 2012 deu espaço para a fundação da CAB, e com a influência da Federação Anarquista Uruguaia, pudemos fundar uma organização anarquista especifista neste local de muita tradição de luta social.

Estamos envolvidos em vários movimentos e lutas sociais desde nossa fundação, contando muito com o desenvolvimento ideológico, teórico e estratégico que a fAu construiu nos últimos 60 anos. Sem toda a produção teórica e o desenvolvimento organizacional elaborado desde os anos 50 no Uruguai, não seria possível que nossa organização estivesse aqui hoje.

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Modestamente, o anarquismo organizado volta a estar presente nas lutas de nosso tempo nestas terras paranaenses. Nos últimos anos, com esforço, trabalho e inserção social, estamos humildemente em bairros, comunidades, sindicatos, escolas, hospitais, universidades, na cidade, campo e floresta. Lutando desde baixo e à esquerda, marcados sempre pelo exemplo da fAu, estivemos em algumas das marcantes lutas recentes no Brasil, hasteando nossas bandeiras rubro-negras: Jornadas de Junho de 2013; luta contra a privatização (EBSERH) do maior hospital público do Paraná; lutas contra o corte de direitos no funcionalismo público e Massacre de 29 de Abril de 2015; e atualmente no processo de mais de 800 ocupações de escolas no estado.

A atual mobilização da classe oprimida, especialmente dos estudantes secundaristas, contra reforma do Ensino Médio e ataques à educação e saúde pública marcam todo o Brasil, e desde o Paraná, seguimos firmes na luta por nossos direitos e vidas dignas!

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Para além das lutas sociais, também modestamente, fazemos um esforço para disseminarmos nossa ideologia, a partir da propaganda anarquista. A mais de 10 anos temos vendido livros anarquistas neste local e, desde 2015, lançamos a Livraria Anarquista Alberto “Pocho” Mechoso em homenagem ao grande militante da Federação Anarquista Uruguaia!

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Saudamos os 60 anos da fAu e agradecemos esta organização por tudo o que construiu e contribuiu para o desenvolvimento do anarquismo especifista e da luta popular. Em memória de todas as companheiras e companheiros que tombaram na luta pelo socialismo e liberdade! Viva a luta dos/das de baixo por um mundo justo e igual!

Viva a Federação Anarquista Uruguaia!

Viva o Anarquismo Especifista!

Viva a Luta dos/das De Baixo!

Arriba lxs que luchán!

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[MOB-PR] Saúde é um direito! Protesto pela qualidade da Unidade de Saúde Santa Quitéria – 12 de novembro de 2015

Retirado de:                                           https://organizacaodebase.wordpress.com/2015/11/17/parana-saude-e-um-direito-protesto-pela-qualidade-da-unidade-de-saude-santa-quiteria-12-de-novembro-de-2015/

Na última quinta-feira, 12 de novembro, o Movimento de Organização de Base – Paraná (MOB-PR) e outros usuários da Unidade Municipal de Saúde – Santa Quitéria fizeram um protesto contra mudanças na unidade de saúde do bairro, que levariam a uma piora no serviço.

Com muita luta, os moradores e moradoras da região, especialmente da comunidade da Portelinha, conquistaram um serviço de qualidade – referência na comparação com outras unidades de saúde. Não vamos aceitar pioras no serviço da saúde!

Além da manifestação, fizemos um abaixo-assinado que contou com centenas de assinaturas de usuários pela manutenção da qualidade nos serviços de saúde prestados no posto.

Queremos Respeito! Saúde é um direito!
A nossa luta é todo dia! Saúde não é mercadoria!

Dia 12 de novembro – dia de luto e luta! Exatamente um ano antes da mobilização pela saúde, perdemos uma criança da comunidade Portelinha em um incêndio, por falta de regularização de água e luz. Veja mais no link:                                                   https://organizacaodebase.wordpress.com/2014/11/13/parana-eduardo-presente-nosso-luto-e-na-luta/

Neste mesmo dia, 12 de novembro de 2014, fizemos um dos maiores protestos já vistos no Santa Quitéria. NÃO VAMOS ESQUECER, NEM PERDOAR!

A luta continua!

 

No Batente #5 – Retomada do Anarquismo Organizado no Paraná

Este é o quinto número do jornal No Batente, órgão de informação e análise do Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC). Ficamos felizes por mais uma edição poder chegar aos companheiros e companheiras de luta!

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Meia década de construção do Anarquismo Especifista no Paraná
Neste mês de outubro de 2015, o Coletivo Anarquista Luta de Classe completa 5 anos de existência pública. No dia 31 de outubro de 2010, o CALC lançou sua carta de apresentação e desde lá continua firme em defesa da organização, ação direta e autogestão da classe oprimida. Uma organização política anarquista que nasceu na cidade de Curitiba e que vai expandindo sua influência para outras regiões do Paraná, buscando ser um espaço para articular anarquistas especifistas e inseri-los de forma organizada nas lutas que são construídas neste estado.

Leia o no BATENTE #5 clicando no link – NO BATENTE – ou na imagem acima.

[MOB-RJ] Sarau solidário neste sábado!

Retirado de: https://organizacaodebase.wordpress.com/2015/08/26/rio-de-janeiro-sarau-solidario-neste-sabado/

cartaz-sarau-solidarioO MOB-RJ convida seus amigos e apoiadores a participar do sarau solidário. O objetivo do Sarau é arrecadar recursos para a estrutura (passagens, alimentação e materiais) do I Encontro do Movimento de Organização de Base (MOB) que reunirá militantes de diferentes estados.

Estamos muito animados com esse encontro, mas precisamos da ajuda de todos nossos amigos e amigas para garantir tudo que precisamos.

Ingresso: 10 reais (com direito a comer feijão amigo e repetir)
Teremos: Feijão amigo, música, poesia, festival de curtas e cerveja
Quando: 29 de Agosto
Horário: 17h
Onde: Centro de Cultura Social – RJ

obs: quem quiser apoiar financeiramente o I Encontro do MOB sem participar do Sarau pode deixar um comentário com contato, que explicaremos o procedimento.

[CAB] Toda solidariedade à luta das 8 mil famílias das Ocupações da Izidora (MG)!

Retirado de: http://anarquismo.noblogs.org/?p=235

Acompanhamos o drama das 8 mil famílias das três ocupações da Região da Izidora (Rosa Leão, Esperança e Vitória) em Belo Horizonte, Minas Gerais. Manifestamos toda solidariedade à luta dessas famílias e repúdio à forma como o governo Pimentel (PT) está tratando o caso, com cinismo, repressão e terror psicológico.

A luta destas milhares de famílias é em defesa de um direito básico que deveria ser assegurado pelo próprio Estado que hoje criminaliza, reprime e despeja. Em Belo Horizonte o déficit habitacional ultrapassa a casa das 70 mil famílias sem teto. Em Minas Gerais, o déficit chega a 6 milhões. É por conta desta dura realidade, somada ao fator da especulação imobiliária que faz com que o povo pobre seja expulso das proximidades da região central para as margens, que surgem as inúmeras ocupações urbanas.

São inúmeros os lotes vazios, os terrenos devolutos e entregues às moscas da especulação na capital de Minas Gerais, enquanto milhares de trabalhadoras e trabalhadores vivem a penosa realidade do aluguel, de morar de favor, ou de simplesmente não ter um teto para abrigar sua família. Este contraste aponta, inevitável e justamente, para o surgimento de ocupações urbanas, que dão vida e função social para lotes que anteriormente serviam para a especulação e até mesmo para desova de cadáveres, estupros, etc. As ocupações urbanas são exemplos práticos de ação direta do povo organizado que faz valer seu direito que é furtado pelo Capital, pelo Estado e pela (in)Justiça.

Não é diferente com as ocupações da Izidora. A luta das famílias das ocupações coloca de um lado o direito que o povo tem de morar dignamente e de outro a ambição pelo lucro de construtoras e demais especuladores. Enquanto as famílias querem apenas um teto, a Construtora Direcional quer garantir o seu lucro de 15 bilhões com as construções que foram planejadas para o local. Neste embate, o governo Pimentel, a prefeitura de Márcio Lacerda, e o Tribunal de Justiça compraram o lado dos ricos e exploradores.

Somamos nossa voz às vozes de NÃO AO DESPEJO diante da possibilidade de o governador petista Fernando Pimentel promover um verdadeiro banho de sangue no norte de Belo Horizonte. É claro e evidente que um massacre está anunciado, de mesmo tamanho ou até maior do que houve com Pinheirinho, em São Paulo, em 2012. Isso porque a questão da Izidora, pelo tamanho dos terrenos, pela quantidade de famílias e pela disposição destas famílias de resistir ao despejo, é tida como o maior conflito fundiário urbano atualmente no país. Desta forma, o governador que alfinetou Beto Richa, governador do Paraná (PSDB), pelo massacre cometido contra os servidores públicos em 29 de abril deste ano, promoverá um atentado à vida de milhares de trabalhadoras e trabalhadores tão grande quanto o cometido pelo tucano em Curitiba.

Por isso, reafirmamos nossa posição em defesa da luta destas famílias, nos integramos à rede de solidariedade Resiste Izidora e reiteramos que se não for pela união popular, a organização de base e a solidariedade de classe, nossos direitos serão tratorados e, junto com eles, as nossas casas, a nossa dignidade, nossos sonhos e as nossas vidas.

 

Despejo Zero!

Resiste Izidora!

Somos todxs Izidora!

Com Luta, com Garra, a casa sai na Marra!

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2014 acabou, mas em 2015 a luta continua!

Neste ano de 2014 tivemos muita luta no Paraná e no Brasil! Os movimentos sociais combativos e o anarquismo organizado se fortalecem cada vez mais, com ação e democracia direta avançamos rumo a uma sociedade mais justa e igualitária.

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A luta por um transporte público de qualidade e pela tarifa zero continuam! Com organização e ação direta fizemos com que o Projeto de Lei pelo Passe Livre para estudantes e desempregados tramitasse e vamos fazer ele sair do papel com muita luta em 2015.

Suplicy arrancado

Não esquecemos e não perdoamos os 50 anos do Golpe Militar. Na UFPR, durante a ditadura, o ex-Reitor Flávio Suplicy de Lacerda tentou instaurar mensalidades nas universidades públicas, foi o Ministro da Educação responsável pelo acordo MEC-Usaid e perseguiu muitos estudantes. No pátio da Reitoria existia um busto representando esse senhor, que foi arrancado em um ato simbólico dos estudantes, professores e servidores da UFPR.

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Teve muita luta contra a privatização Hospital de Clínicas (HC-UFPR)! Porém, com golpe do Reitor, criminalização e repressão do Estado e Polícia, a classe dominante conseguiu privatizar o maior hospital público do Paraná – mas a luta vai continuar!

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Foi lançado o Movimento de Organização de Base – Paraná – movimento combativo de luta comunitária!

A organização e luta por moradia digna, água, luz e regularização fundiária aconteceu durante o ano inteiro, mas, ainda sem estas conquistas, aconteceu uma grande tragédia na Portelinha – incêndio que levou o menino Eduardo Domenique à morte. O luto levou à luta e a revolta aconteceu pela ação direta. Para nunca mais acontecerem tragédias com o nosso povo como esta, a luta vai continuar. A CULPA É DO ESTADO! EDUARDO PRESENTE!

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Em 2014 também tivemos nossos grupos de estudos acontecendo em 3 cidades do Paraná (Curitiba, Maringá e Campo Mourão). Lançamos o Círculos de Estudos Libertários (CEL) em Maringá, fizemos mais um ciclo do CEL em Curitiba e começamos o primeiro ciclo do Grupo de Estudos Libertários (GEL) na UTFPR – Campo Mourão.

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Durante este 2014, ano do bicentenário de nascimento de Mikhail Bakunin, apresentamos o seminário “200 anos Bakunin: O Anarquismo Organizado nas Revoltas do Presente” em Curitiba, Maringá, Campo Mourão, Londrina e Foz do Iguaçu!

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Lançamos duas edições do nosso periódico No Batente, que passou a ser semestral. A primeira em maio sobre os 200 anos de Bakunin e a segunda em outubro sobre as eleições burguesas e como votam os anarquistas.

ou se vota com os de cima ou se luta com os de baixo jornal

Continuamos com a venda de livros na banquinha do CALC – e em 2015 vai ter muita novidade!

opinic3a3o-anarquista-5-2014_page_1Lançamos 2 Opiniões Anarquistas este ano – um sobre a luta contra a EBSERH e o outro sobre a Copa do Mundo no Brasil.

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Foi lançado o site da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) – da qual o CALC faz parte – anarquismo.noblogs.org, assim como novas edições da Revista Socialismo Libertário e do Jornal Socialismo Libertário – ambos da CAB.

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E no final do ano, dia 7 de dezembro, se foi um grande companheiro de luta:

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‘Descanse em paz, companheiro.

Sua revolta e determinação para construirmos uma sociedade justa, igualitária e libertária nunca serão esquecidas.

Grande colaborador com os encontros do CEL em Curitiba, com a venda dos nossos livros anarquistas, com a luta pelo transporte na capital paranaense.

Um anarquista que defendia organização, um antifascista que viveu e lutou para vivermos em um mundo sem dominação.

DIEGO PRESENTE! PRESENTE! PRESENTE!’

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Em 2015 a luta dos oprimidos e a propaganda anarquista continuam! Você é do Paraná e se interessa pela luta e pelo anarquismo organizado? Entre em contato conosco!

Lutar! Criar Poder Popular!

Arriba lxs que luchan!

Eduardo Presente! Tragédia e Ação Direta, o Luto e a Luta na Portelinha

Hoje, terça-feira 18 de novembro, completa-se uma semana do incêndio na Portelinha/Nova Santa Quitéria – Ocupação Urbana na periferia da cidade de Curitiba.

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O incêndio destruiu a casa de uma família e matou Eduardo Domenique de Oliveira, menino de 8 anos (entenda melhor em: https://anarquismopr.org/2014/11/13/mob-pr-curitiba-eduardo-presente-nosso-luto-e-na-luta/). Nos últimos dois anos tiveram quatro incêndios na comunidade, mas é primeira vez que tivemos um vítima fatal. E a culpa é de quem? Dos trabalhadores que trabalham o dia inteiro e não têm acesso à água e luz de qualidade? Das crianças que não sabem como apagar um incêndio? A CULPA É DO ESTADO! Que privilegia os donos de empresas, latifundiários e governantes, enquanto domina os trabalhadores, desempregados e pobres, não garantindo o mínimo necessário para quem precisa e dando mais lucro e poder para quem tem sobrando.

No dia 11, a polícia e os bombeiros fizeram exatamente o que os poderosos querem. A polícia atrapalhou o povo que tentava se unir para salvar Eduardo, não ajudou a socorrê-lo e tentou prender um militante que estava revoltado com a situação; os bombeiros demoraram uma hora e meia para chegar, sendo que ficam a 15 minutos do local, estacionaram o carro fora da comunidade e saíram armados com ‘medo dos marginais’.

No dia após o incêndio, 12 de novembro, Eduardo faleceu às 6 horas e foi velado no período da tarde no Clube de Mães da comunidade. O povo revoltado e organizado fez um grande ato fechando quatro ruas da região com barricada de pneus em chamas. Os poderosos do Paraná inteiro viram um pouco do que a revolta popular é capaz. O luto pela morte de Eduardo se transformou em organização e ação direta pelo direito do povo e em breve a classe oprimida conquistará o que é seu! Mas Eduardo não vai mais voltar, NÃO ESQUECEREMOS, NEM PERDOAREMOS!

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Exigindo regularização imediata da água, luz e saneamento, por uma moradia digna que impeça mais tragédias como essa, no dia 13, a Prefeitura fez reunião com o movimento dos moradores e firmou que até dia 28 de novembro a COHAB, SANEPAR, COPEL, Ministério Público e Prefeitura de Curitiba terão uma reunião que fixe as datas da regularização de água e luz (entenda melhor em: https://anarquismopr.org/2014/11/14/mob-pr-curitiba-eduardo-presente-o-estado-tem-15-dias-para-marcar-data-da-regularizacao-de-agua-e-luz).

Caso a reunião com as 5 instituições não aconteça ou não seja como o povo quer, O ESTADO VERÁ DO QUE O POVO UNIDO E ORGANIZADO É CAPAZ.

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EDUARDO PRESENTE!

NÃO VAMOS ESQUECER, NEM PERDOAR!

REGULARIZAÇÃO JÁ!

LUTAR! CRIAR PODER POPULAR!

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[MOB-PR – CURITIBA] EDUARDO PRESENTE! O Estado tem 15 dias para marcar data da regularização de água e luz.

O menino Eduardo morreu pela falta de condições dignas de moradia na Portelinha/Nova Santa Quitéria. O povo se organizou, fez barricadas e a Prefeitura de Curitiba e COHAB já marcaram reunião para negociar nossas exigências. (Entenda em: http://organizacaodebase.wordpress.com/2014/11/13/parana-eduardo-presente-nosso-luto-e-na-luta/)

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Ontem, 13 de novembro, Eduardo Domenique de Oliveira foi enterrado durante o período da tarde. Nesta mesma tarde, uma comissão dos moradores da Portelinha/Nova Santa Quitéria foi à reunião marcada com a Prefeitura de Curitiba, enquanto outros moradores e apoiadores faziam um ato do lado de fora.

As exigências do movimento são:

Pautas Prioritárias

1 – Regularização da água (1 relógio por casa)

2 – Saneamento básico

3 – Regularização da energia elétrica

4 – Regularização fundiária (realocação das famílias que moram em área de risco e regularização do restante das casas)

 Pauta Secundária

1 – Apuração da negligência por parte do Corpo de Bombeiros

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Na reunião ficou definido que dentro de 15 dias nosso movimento terá uma reunião com a Prefeitura de Curitiba, COHAB, SANEPAR e COPEL, para definirmos a data em que cada família passará a ter ÁGUA E LUZ REGULARIZADAS. Nesta mesma reunião, o Estado nos apresentará um projeto de regularização.

A COHAB ofereceu um apartamento para a família de Eduardo para que fiquem até a regularização da Portelinha/Nova Santa Quitéria.

MAS SE O ESTADO NÃO CORRESPONDER COM NOSSAS EXIGÊNCIAS, OS PODEROSOS VERÃO DO QUE O POVO UNIDO É CAPAZ!