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[CURITIBA] 8º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – NA PRÓXIMA TERÇA (06/12/2016)!

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                                       O Especifismo                                                       a organização política anarquista na América do Sul

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Na próxima terça-feira, 06 de dezembro de 2016, o CALC articulará seu grupo de estudos em Curitiba. Faremos o CEL no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná, às 18:30, na sala 205 da Psicologia.  DEVIDO AO ADIAMENTO DA SEMANA PASSADA, MOTIVADO POR MANIFESTAÇÃO CONTRA PEC 55, FAREMOS O ÚLTIMO ENCONTRO NA PRIMEIRA TERÇA DE DEZEMBRO.

Buscaremos a compreensão desta expressão política própria dos anarquistas na América do Sul, que representa grande parte do esforço político organizativo anarquista no presente, do qual o CALC se filia.

Os textos base são:

– A organização política anarquista – Federação Anarquista Uruguaia (FAU)

– O que é o especifismo e como ele se desenvolveu nos primeiros tempos da Federação Anarquista Uruguaia (FAU)? – Juan Carlos Mechoso, militante fundador da FAU, Trechos da entrevista A Estratégia do Especifismo.

– Especifismo – Verbete do “Dicionário da Anarkia”.

– Especifismo organização anarquista – Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ)

– Elementos para uma reconstituição histórica de nossa corrente – Organização Anarquista Socialismo Libertário (OASL) / Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ)

Baixe aqui: CEL VIII

Evento no Facebook:                                                                 https://www.facebook.com/events/196037937524045/           

Para mais informações sobre os textos e temas que discutimos durante o ano, visite:             https://coletivoanarquistalutadeclasse.wordpress.com/grupos-de-estudos-libertarios/

E a Livraria Alberto “Pocho” Mechoso estará presente também! https://anarquismopr.org/livrariapocho/ e facebook.com/livrariapocho/

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Venha participar!

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[CURITIBA] 8º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – NA PRÓXIMA TERÇA (29/11/2016)!

                                       O Especifismo                                                       a organização política anarquista na América do Sul

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Na próxima terça-feira, 29 de novembro de 2016, o CALC articulará seu grupo de estudos em Curitiba. Faremos o CEL no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná, às 18:30, na sala 205 da Psicologia.

Buscaremos a compreensão desta expressão política própria dos anarquistas na América do Sul, que representa grande parte do esforço político organizativo anarquista no presente, do qual o CALC se filia.

Os textos base são:

– A organização política anarquista – Federação Anarquista Uruguaia (FAU)

– O que é o especifismo e como ele se desenvolveu nos primeiros tempos da Federação Anarquista Uruguaia (FAU)? – Juan Carlos Mechoso, militante fundador da FAU, Trechos da entrevista A Estratégia do Especifismo.

– Especifismo – Verbete do “Dicionário da Anarkia”.

– Especifismo organização anarquista – Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ)

– Elementos para uma reconstituição histórica de nossa corrente – Organização Anarquista Socialismo Libertário (OASL) / Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ)

Baixe aqui: CEL VIII

Evento no Facebook:                                                                 https://www.facebook.com/events/1904487779782733/           

Para mais informações sobre os textos e temas que discutimos durante o ano, visite:             https://coletivoanarquistalutadeclasse.wordpress.com/grupos-de-estudos-libertarios/

E a Livraria Alberto “Pocho” Mechoso estará presente também! https://anarquismopr.org/livrariapocho/ e facebook.com/livrariapocho/

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Saudações do CALC aos dez anos da Rusga Libertária/CAB!

O Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC), organização anarquista especifista localizada no estado do Paraná, saúda e comemora uma década de construção da Rusga Libertária em terras mato-grossenses! Compomos desde 2012 a Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) em conjunto com a organização-irmã Rusga Libertária e, neste momento, contamos com outras 10 organizações anarquistas especifistas espalhadas pelo Brasil.

Alegramo-nos em saber que os/as companheiros/as mato-grossenses têm se empenhado na tarefa árdua e cotidiana de construção de uma alternativa política frente as burocracias dos movimentos sociais, num contexto estadual em que reina o poderio dos latifundiários da soja e do agronegócio em geral.

Numa conjuntura nacional de lutas cada vez mais acirradas, com destaque neste momento para a luta contra a MP 746 (Reforma do Ensino Médio) e PEC 241 (55) – com direito a muita ação direta (ocupações, atos de rua e mais), é necessário continuarmos a construção de novos referenciais políticos. Somente nessa intensa peleia, com muito esforço organizativo nas escolas, bairros, favelas campos, florestas e locais de trabalho, conseguiremos construir um outro horizonte que rompa com as estruturas do capitalismo, do Estado e de qualquer dominação.

Ao mesmo tempo, passamos por um momento de aumento da repressão e criminalização à pobreza e aos movimentos sociais. Com os marcantes casos de Rafael Braga e da invasão à Escola Nacional Florestan Fernandes, destacando também o contínuo genocídio do povo negro e dos povos originários. Só nos resta a solidariedade entre a classe oprimida para resistirmos e avançarmos.

A cada modesto passo que damos, a cada ano que completamos de luta e organização, ficamos mais fortalecidos. Com muita convicção e firmeza, a partir de raízes históricas bem sólidas, seguimos na construção de uma matriz ideológica anarquista latino-americana, ampliando nossa atuação e amadurecendo nossas organizações.

Continuamos juntos, lado a lado. Partilhamos das mesmas concepções, princípios, estratégias, táticas, leituras da realidade. Nossa convicção e sentimento de pertencimento a algo maior aumenta nossas chances de vitória sobre os vários tipos de dominação. Seguimos construindo uma outra sociedade, fundada em outros valores, uma sociedade de socialismo e liberdade!

Saudações aos/às anarquistas especifistas do Mato Grosso! Seguimos sabendo que só a luta popular decide! Toda força para o nosso projeto de construção de uma sociedade justa e igualitária!

Lutar! Criar Poder Popular!
Viva o Anarquismo no Centro-Oeste!
Viva a Rusga Libertária! Viva a CAB!

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CALC, Novembro de 2016.

 

Saudações do CALC/CAB aos 60 anos da Federação Anarquista Uruguaia (fAu)

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“Hay un solo caminho, hay una sola manera de vivir, sin vergüenza: peleando, ayudando a que la rebeldia se extienda por todos lados, ayudando a que se junten el perseguido y el hombre sin trabajo, ayudando a que el “sedicioso” y el obrero explotado se reconozcan como compañeros, aprendan luchando, que tienen por delante un mismo enemigo…”

Alberto “Pocho” Mechoso 

O Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC), organização integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), saúda a comemoração dos 60 anos da Federação Anarquista Uruguaia (fAu)! A fAu cumpriu e cumpre papel determinante na formação do CALC, assim como na criação e desenvolvimento das várias organizações anarquistas especifistas que hoje compõe a CAB, no Brasil.

O CALC se organiza publicamente no estado do Paraná, Região Sul do Brasil, desde o ano de 2010. Com a influência das organizações que na época construíam o Fórum do Anarquismo Organizado (FAO), que em 2012 deu espaço para a fundação da CAB, e com a influência da Federação Anarquista Uruguaia, pudemos fundar uma organização anarquista especifista neste local de muita tradição de luta social.

Estamos envolvidos em vários movimentos e lutas sociais desde nossa fundação, contando muito com o desenvolvimento ideológico, teórico e estratégico que a fAu construiu nos últimos 60 anos. Sem toda a produção teórica e o desenvolvimento organizacional elaborado desde os anos 50 no Uruguai, não seria possível que nossa organização estivesse aqui hoje.

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Modestamente, o anarquismo organizado volta a estar presente nas lutas de nosso tempo nestas terras paranaenses. Nos últimos anos, com esforço, trabalho e inserção social, estamos humildemente em bairros, comunidades, sindicatos, escolas, hospitais, universidades, na cidade, campo e floresta. Lutando desde baixo e à esquerda, marcados sempre pelo exemplo da fAu, estivemos em algumas das marcantes lutas recentes no Brasil, hasteando nossas bandeiras rubro-negras: Jornadas de Junho de 2013; luta contra a privatização (EBSERH) do maior hospital público do Paraná; lutas contra o corte de direitos no funcionalismo público e Massacre de 29 de Abril de 2015; e atualmente no processo de mais de 800 ocupações de escolas no estado.

A atual mobilização da classe oprimida, especialmente dos estudantes secundaristas, contra reforma do Ensino Médio e ataques à educação e saúde pública marcam todo o Brasil, e desde o Paraná, seguimos firmes na luta por nossos direitos e vidas dignas!

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Para além das lutas sociais, também modestamente, fazemos um esforço para disseminarmos nossa ideologia, a partir da propaganda anarquista. A mais de 10 anos temos vendido livros anarquistas neste local e, desde 2015, lançamos a Livraria Anarquista Alberto “Pocho” Mechoso em homenagem ao grande militante da Federação Anarquista Uruguaia!

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Saudamos os 60 anos da fAu e agradecemos esta organização por tudo o que construiu e contribuiu para o desenvolvimento do anarquismo especifista e da luta popular. Em memória de todas as companheiras e companheiros que tombaram na luta pelo socialismo e liberdade! Viva a luta dos/das de baixo por um mundo justo e igual!

Viva a Federação Anarquista Uruguaia!

Viva o Anarquismo Especifista!

Viva a Luta dos/das De Baixo!

Arriba lxs que luchán!

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[CURITIBA] 7º ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LIBERTÁRIOS (CEL) – NA PRÓXIMA TERÇA (25/10/2016)!

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A organização política anarquista

Na próxima terça-feira, 25 de outubro de 2016, o CALC articulará seu grupo de estudos em Curitiba. Faremos o CEL no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná, às 18:30, na sala 205 da Psicologia.

Buscaremos estudar neste módulo sobre métodos de organização política que anarquistas defenderam ao longo da história.

Os textos base são:

  • Tática e disciplina do partido revolucionário – Mikhail Bakunin
  • A plataforma organizacional dos comunistas libertários – Dielo Trouda

Baixe aqui: CEL VII

Evento no Facebook:                                             https://www.facebook.com/events/1080191642072319/ 

Para mais informações sobre os textos e temas que discutiremos e discutimos durante o ano, visite:             https://coletivoanarquistalutadeclasse.wordpress.com/grupos-de-estudos-libertarios/

E a Livraria Alberto “Pocho” Mechoso estará presente também! Com dezenas de livros a sua espera! Quer conhecer nossos títulos: https://anarquismopr.org/livrariapocho/

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[FAG] Nota da FAG sobre o vídeo de Jair Bolsonaro, que identifica nossa militância de forma criminalizadora

Nota da FAG sobre o vídeo de Jair Bolsonaro, que identifica nossa militância de forma criminalizadora, exibido no dia 29 de abril de 2016, titulado como “O Brasil precisa saber a verdade”.

(https://www.youtube.com/watch?v=ytstUHk8rg4).

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O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra tem lugar eterno na galeria das grandes infâmias, daquelas que o poder dominante perdoa e deixa impune, mas que a memória dos oprimidos não esquece jamais. O deputado Jair Bolsonaro é penas mais que merece destaque na galeria dos grandes estúpidos. Em mais uma de suas façanhas, em video do dia 29 de abril, depois de cortejar pela milésima vez a política truculenta do milico torturador que atuou a soldo da ditadura civil-militar, passou a exibir imagens de companheiras e companheiros, nomes, suas organizações e a atacá-los indiscriminadamente por associação com o PT. A campanha de atacar a esquerda classista pela vidraça do PT ajustado e jogado na vala comum dos partidos burgueses é evidente. Dessa orquestra não se furtam as organizações patronais, os oligopólios da mídia e a direita liberal que goza de mais aparelho organizativo e expressão eleitoral do que os “palhaços da corte”.

Nós somos uma organização política anarquista que não se envergonha de suas convicções socialistas e que faz solidariedade resoluta com todos/as que lutaram e lutam ainda hoje por liberdade, igualdade e por uma mudança social de fundo. Somos uma corrente libertária que luta contra a sociedade dividida por classes e todas as opressões. Essa marca não nos acovarda. Ainda que com nossas diferenças ideológicas, não somos mesquinhos e sectários para ignorar o valor humano dos homens e mulheres que fizeram resistência à ditadura e entregaram a vida por esta luta. O que queremos afirmar aqui novamente é que o que está em franca decomposição é uma concepção que partiu do reformismo, lavou seu programa para governar e quando tocou sua vez como gestor do capitalismo brasileiro foi rendida pelas relações de poder que dominam as instituições. Isso no mínimo nos diz que as instituições burguesas não são neutras, que não são uma máquina que funcionam ao gosto dos seus pilotos. Pra vencer o sistema dominante as classes oprimidas devem preparar suas organizações de luta separadas da política das oligarquias, como núcleos de democracia de base de um poder popular, articulado de baixo pra cima.

A ultra-direita são as bestas-feras que o sistema põe na cena pública pra latir e acuar os desavisados. Os estúpidos são postos a marchar na frente ladrando com a intolerância facínora para que a norma finalmente possa governar pela dominação das classes de sempre. Jair Bolsonaro, nesse momento da crise política que temos no Brasil, é expressão raivosa e patética de um sistema de poder muito mais complexo que opera nos nossos dias. As estruturas de dominação de um regime de morte dos opositores políticos durante a ditadura foram remanejadas pela democracia liberal burguesa como instituições de punição seletiva sobre a pobreza, vetores de racismo e violência sobre os direitos das mulheres e a livre orientação sexual.

Porque não devemos permitir que mentalidades como a do Bolsonaro se criem.

O discurso de ódio proferido, inúmeras vezes, por este sujeito, que declara homenagens ao coronel torturador e assassino Brilhante Ustra, não pode ficar sem reposta. Estas homenagens causam a todas e todos lutadores sociais, principalmente aos familiares ou vitimas do regime de terror da Ditadura Militar, repulsa, indignação e no mínimo devem ser denunciadas. Não é possível aceitar esta ideologia se espalhando, imbuída de formas e discursos excludentes e discriminatórios. Como organizações políticas e sociais, com intenções revolucionárias, precisamos dar combate ideológico sim, as ideias autoritárias que propaga esta besta. Jair Bolsonaro é símbolo de mais um parasita da fé alheia, que em nome de um Deus defende torturadores, machismos, racismos, intolerâncias das mais diversas origens e o faz publicamente, sem nenhum pudor. A isto se chama “Bolsomito”. São ideias como a do Comissário Jair B. que dão origens a grupos e ações de intolerância, de comportamentos fascitoides. É importante que se diga, que este asno intolerante, defensor das garras de ferro do aparato militar, só ganha visibilidade publica, a partir de uma entrevista feita pela asquerosa revista Veja, onde ele revela planos de explodir dinamites dentro do seu quartel militar, assim sendo, além de ser um imbecil defensor de torturador, o Bolsonaro é mais um dos que ele mesmo acusa, radical, porém é um radical (saudoso) do assassino esquadrão militar. Veja o link(http://observatoriodaimprensa.com.br/jornal-de-debates/capitao-bolsonaro-a-historia-esquecida/).

Ele tem como seus aliados os grandes empresários, banqueiros, ruralistas e reacionários, como já dissemos antes. No entanto, seu mandato também “surfa” na “onda” Apolítica, gerada pela pilantragem da democracia burguesa, formadora de opiniões, manipuladora das pessoas distanciadas de qualquer analise mais rigorosa do sistema. Como dizemos, em suma, o “senso comum, é as ideias comuns, das classes que dominam. No caso brasileiro em questão, uma parte não menos importante de pessoas, tende a se inclinar para posições mais conservadoras, dependendo inclusive, quase que exclusivamente, para onde soprem os ventos da mídia dominante (neste caso não precisamos nem argumentar muito sobre a cobertura da rede Globo e outros grandes meios (sonegadores), que são fervorosos propagandistas de uma agenda de ajustes, privatizações e criminalização dos movimentos populares.

Esta afronta direitosa, que vem se materializando cada vez mais, é consequência da conjuntura caótica do país , de como se encontra boa parte da esquerda, que estão maneadas por anos de acomodação entre interesses de classes, cooptação, burocracias cristalizadas, ao invés de trabalho de base. O governo do PT, e suas alianças com a oligarquia da política brasileira, conseguiu o “êxito” de acumular mais derrotas do que conquistas para os setores mais desfavorecidos do país. As desigualdades sociais continuam alarmantes, o neo desenvolvimentismo foi a genial alavanca para o fortalecimentos dos grupos tradicionais ou não de direitas. Os mais ricos sempre foram os mais beneficiados, aqui não existe punição aos atores e financiadores da ditadura militar, o PT, este que de esquerda não tem nada, ao contrário do que afirma o estúpido (nunca é demais reafirmar) Bolsonaro, não é vitima do golpismo institucional, ele foi validador com a sua conciliação de classes que gera o que está acontecendo. Mesmo assim, com todos os ventos difíceis que estamos vivendo, temos construído e acompanhado com animo diversas lutas de resistência fora das burocracias sindicais e governistas. Estamos convictos que a saída contra a agenda conservadora de retirada de direitos, vai se forjar desde a base, também pela militância anarquista a nível nacional, em conjunto com todos os grupos que prezem pela independência de classe.

O vídeo do estúpido Bolsonaro, do qual aqui denunciamos a intencionalidade criminalizadora, acusa abusivamente à resistência política e social no Brasil, contra a infame ditadura militar, como “terrorista”. Irônico que estas acusações venham, justo de um sujeito como o Bolsonaro, que foi preso por planejar explosões, na época em que era militar contra o próprio Exército.

Militantes políticos do sul do país, mais precisamente de Porto Alegre, são expostos com seus nomes e suas organizações. Consideramos isso um ataque contra nossa liberdade de associação, ou é crime estar organizado politicamente? Mas, claro que as bestas-feras como Bolsonaro, não cessaram até reconstituir regime de terror no país, porém é importante lembrar este personagem que nossas ideias são à prova de balas, nossos anseios por liberdade não se dobram, que nossas ganas por um mundo mais justo são mais forte que do que suas afrontas. Estamos dispostos a lutar, em conjunto com os demais setores combativos do país, contra qualquer agenda consevadora-fundamentalista.

Não, aqui o fascismo não passará sem luta.

Apesar da forçada tentativa de nos aproximar do PT, este vídeo apenas reafirma que o poder ideológico do sistema quer apontar alvos para expor e combater, neste caso, nossa militância.

Reafirmamos que o petismo ajustado ao poder econômico, sócio da corrupção sistêmica e colaborador dos opressores é encorajador do golpismo e das bestas-feras da ultra direita.
Não se ajusta e nem se dobra quem peleia!

Toda solidariedade aos demais militantes e as suas organizações que foram expostos de forma indevida e condenatória!
Pela memória, verdade e justiça, contra os crimes da Ditadura Militar!
Bolsonaro e a corja de fascistas não Passarão!

Federação Anarquista Gaúcha.
3 de Maio de 2016.

Carta de Saudação da Coordenação Anarquista Brasileira ao ato de fundação da Organização Anarquista Zabelê (OAZ)

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https://anarquismo.noblogs.org/?p=435

Leia em PDF: Carta de Saudação da CAB a OAZ

A Coordenação Anarquista Brasileira comemora a Fundação da Organização Anarquista Zabelê (OAZ). A CAB é resultado de um processo de reconstrução da ideologia anarquista no Brasil desde a década de 1990, que foi aos poucos se gestando nas discussões do Fórum do Anarquismo Organizado (FAO) e se concretiza como Coordenação em 2012. Recorremos a este histórico com um único objetivo, o de reconhecer também o esforço e o processo de organização do Anarquismo no Piauí, saudando de maneira unânime nossas companheiras e companheiros por mais esta iniciativa.

O Anarquismo tem ganhado espaço no cenário nacional e com isso inúmeras propostas e iniciativas libertárias tomam corpo no país, concretizando alternativas autoorganizadas e potentes na construção de movimentos sociais cada vez mais fortes. No entanto, muitos desses projetos com o tempo naufragam e acabam virando apenas “iniciativas”, perdendo a oportunidade de concretizar-se em verdadeiros espaços de agitação e articulação das lutadoras e lutadores desse país.

Nesse sentido, elogiamos o passo dado pelxs companheirxs do antigo Grupo de Estudos Anarquistas do Piauí (GEAPI), que depois de 2 anos de estudos, discussões e lutas – e retomando as experiências de várixs militantes ao longo dos últimos anos –, amadureceram o projeto de fundar uma Organização Anarquista Especifista nesse estado, em sintonia com o projeto já em curso no Brasil.

Nesse país, com dimensões continentais, é necessário fincar pé em cada lugar. E nós, militantes da CAB, nos sentimos irmanadxs pelo projeto que agora tem início no Piauí. Para nós, não é “apenas” o surgimento público de uma nova organização política ao nosso lado. É, pois, um novo sotaque em cada palavra que iremos difundir em todos os lugares. Por um lado regionaliza o projeto de construção nacional e avanço do anarquismo e, por outro, são novas idéias energias e sonhos que ousarão construir novas táticas de lutas para todo o país. A grandiosidade de nossos objetivos finalistas impõe a necessidade de enraizarmos nossa ideologia em cada palmo de chão desta terra.

Destacamos ainda duas iniciativas que nos pareceu exitosas e que merecem ser lembradas nesta saudação. Trata-se dos dois Congressos realizados no Piauí (CONAPI’s). Nós entendemos que esses Congressos tiveram uma importância fundamental tanto para a criação da OAZ quanto para nosso afinamento. Foram momentos em que tivemos oportunidade de ver vários projetos libertários em curso por todos os cantos, e de maturar conceitos e propostas de intervenção e de organização política.

Além disso, registramos aqui o fortalecimento do eixo Teresina/Sobral/Fortaleza. Nos últimos dois anos, a organização conjunta de várias atividades nas três cidades, como foram os Seminários “Anarquismo e Organização Popular”, demonstram claramente laços importantes e que certamente fará nossa bandeira avançar.

Diante de uma conjuntura bastante singular em nossa história e com expectativa de ainda mais ataques a nossa classe, temos como urgência a organização em nossos locais de estudo, trabalho e moradia. Acreditamos que a Organização Anarquista Zabelê irá contribuir imensamente para seguirmos buscando soluções para os enormes desafios na construção do Poder Popular.

Viva a Organização Anarquista Zabelê!!!
Fazer crescer a bandeira negra!!!
Viva a Anarquia!!!

Coordenação Anarquista Brasileira
09 de Abril de 2016

[Rusga Libertária] Quem é Lucy Parsons? A Mitologização e a re-apropriação de uma heroína radical (Casey Williams)

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Neste 8 de março, Dia Internacional de Luta da Mulher, compartilhamos o excelente trabalho feito pelo pessoal do Rusga Libertária, organização anarquista integrante da Coordenação Anarquista Brasileira do Mato Grosso, de tradução de uma cartilha sobre Lucy Parsons, militante anarquista negra estado-unidense.

Leia em: https://rusgalibertaria.wordpress.com/2015/02/23/quem-e-lucy-parsons-a-mitologizacao-e-a-re-apropriacao-de-uma-heroina-radical-casey-williams/


[FARJ] Contribuições de Bakunin ao debate sobre a organização política anarquista – Felipe Corrêa e Rafael V. da Silva

Retirado de:                                                                         https://anarquismorj.wordpress.com/2015/12/13/contribuicoes-de-bakunin-ao-debate-sobre-a-organizacao-politica-anarquista-felipe-correa-e-rafael-v-da-silva/

Felipe Corrêa e Rafael V. da Silva [1]

Apesar das obras completas de Bakunin terem sido publicadas recentemente em francês – na edição de 2000 do IIHS de Amsterdã, depois de tentativas importantes de compilar parte significativa de sua obra –, seus escritos sobre as chamadas “Fraternidade”, de 1864, e “Aliança”, de 1868, para utilizar a terminologia proposta por Max Nettlau, são pouquíssimo conhecidos. A estratégia de massas de Bakunin vem sendo melhor discutida, em textos relevantes como, por exemplo, Bakunin: fundador do sindicalismo revolucionário, de Gastón Leval [2] e vários outros de René Berthier. [3]

No entanto, sua teoria da organização política, amplamente abordada em documentos escritos com o intuito de fundamentar – em termos de princípios, programa, estratégia e organicidade – suas propostas políticoorganizativas, é pouco ou quase nada discutida. Parece haver, em especial entre os anarquistas franceses, certo constrangimento desses escritos, como se constituíssem parte de uma herança autoritária, talvez de inspiração blanquista e jacobina, que permaneceu no pensamento do autor e que não deveria ser trazida a tona.[4] Consideramos que as posições de Bakunin sobre a organização política anarquista, de 1868 em diante, podem ser conciliadas plenamente com sua estratégia de massas, proposta para a Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), e, assim, ser considerada parte relevante de seu anarquismo. Tais posições parecem ter força, ainda hoje, para subsidiar reflexões frutíferas acerca do modelo organizativo mais adequado para uma intervenção anarquista na realidade.

Bakunin sustentou que a Aliança da Democracia Socialista (ADS) deveria ter um duplo objetivo; por um lado, estimular o crescimento e o fortalecimento da AIT; [5] por outro, aglutinar em torno de princípios, de um programa e de uma estratégia comum, aqueles que tivessem afinidades político-ideológicas com o anarquismo – ou, como em geral se chamava à época, do socialismo ou coletivismo revolucionário. [6] Em suma, criar/fortalecer uma organização política e um movimento de massas, o dualismo organizacional:

Eles [os militantes da ADS] formarão a alma inspiradora e vivificante desse imenso corpo a que chamamos Associação Internacional dos Trabalhadores […]; em seguida, se ocuparão das questões que são impossíveis de serem tratadas publicamente – eles formarão a ponte necessária entre a propaganda das teorias socialistas e a prática revolucionária. [7]

Para Bakunin, a ADS não precisaria ter uma quantidade muito grande de militantes: “o número desses indivíduos não deve, pois, ser imenso”; ela deveria constituir uma organização política, pública e secreta, de minoria ativa, com responsabilidade coletiva entre os integrantes, que reunisse “os membros mais seguros, os mais devotados, os mais inteligentes e os mais enérgicos, em uma palavra, os mais íntimos”, nucleados em diversos países, com condições influenciar determinantemente as massas trabalhadoras.[8] Essa organização deveria ter por base comum um regulamento interno e um programa estratégico, os quais estabeleceriam, respectivamente, seu funcionamento orgânico, suas bases político-ideológicas e programático-estratégicas, forjando um eixo comum para a atuação anarquista.

Poderia tornar-se membro da organização somente “aquele que tiver francamente aceitado todo o programa com todas suas consequências teóricas e práticas e que, junto à inteligência, à energia, à honestidade e à discrição, tenham ainda a paixão revolucionária”.[9] Internamente, a organização política bakuniniana não possui hierarquia entre os membros e as decisões são tomadas de baixo para cima, em geral por maioria (variando do consenso à maioria simples, a depender da relevância da questão), e com todos os membros acatando as decisões tomadas coletivamente. Isso significa aplicar o federalismo – defendido como forma de organização social, que deve descentralizar o poder e criar “uma organização revolucionária de baixo para cima e da circunferência ao centro” – nas instâncias internas da organização anarquista. Externamente, a ADS não deve exercer relação de dominação e/ou hierarquia sobre a AIT, mas a complementar; o inverso também seria verdadeiro. Juntas, essas duas instâncias organizativas se complementam e potencializam o projeto revolucionário dos trabalhadores, sem a submissão de qualquer uma das partes.

A Aliança é o complemento necessário da Internacional… – Mas a Internacional e a Aliança, tendendo para o mesmo objetivo final, perseguem ao mesmo tempo objetivos diferentes. Uma tem por missão reunir as massas operárias, os milhões de trabalhadores, com suas diferenças de profissões e países, através das fronteiras de todos os Estados, em um só corpo imenso e compacto; a outra, a Aliança, tem por missão dar às massas uma direção realmente revolucionária. Os programas de uma e de outra, sem serem de modo algum opostos, são diferentes pelo próprio grau do seu desenvolvimento respectivo. O da Internacional, se tomado a sério, contém em germe, mas somente em germe, todo o programa da Aliança. O programa da Aliança é a explicação última do [programa] da Internacional.[10]

O dualismo organizacional bakuniniano caracteriza-se pela união dessas duas organizações – uma política, de minorias (quadros); outra social, de maiorias (massas) – e sua articulação horizontal e permanente potencializaria a força dos trabalhadores e aumentaria as chances do processo de transformação social com fins anarquistas.

Dentro do movimento de massas, a organização política dá mais eficácia aos anarquistas nas disputa de posições e na construção de um projeto revolucionário. Ela contrapõe, organizadamente e em favor de seu programa, forças que agem em sentido distinto e que buscam: elevar à condição de princípio uma das diferentes posições político-ideológicas e/ou religiosas, minimizar seu caráter eminentemente classista, fortalecer as posições reformistas (que veem as reformas como um fim) e a perda de combatividade do movimento, estabelecer hierarquias internas e/ou relações de dominação, direcionar a força dos trabalhadores para as eleições e/ou para estratégias de mudança que envolvam a tomada do Estado, atrelar o movimento a partidos, Estados ou outros organismos que retiram, neste processo, o protagonismo das classes oprimidas e de suas instituições.

[1] Este texto é um excerto (com novo título) extraído da cartilha de formação “BAKUNIN, MALATESTA E O DEBATE DA PLATAFORMA A QUESTÃO DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICA ANARQUISTA”. O leitor pode ler o artigo completo no site do Instituto de Teoria e História Anarquista (ITHA).

[2] LEVAL, Gaston. Bakunin, Fundador do Sindicalismo Revolucionário. São Paulo: Imaginário/Faísca, 2007

[3] Cf., por exemplo: BERTHIER, René. “Bakounine: une théorie de l’organisation”. In: Monde Nouveau, 2012. Idem. “Postface”. In: ANTONIOLI, Maurizio. Bakounine: entre syndicalisme révolutionnaire et anarchisme. Paris: Noir et Rouge, 2014.

[4] Nas últimas décadas, o constrangimento dos anarquistas franceses com parte da obra de Bakunin é notável, especialmente no que diz respeito ao tema da organização política. Praticamente nenhum dos numerosos programas da Aliança da Democracia Socialista foi incluído nos livros publicados deste anarquista. Talvez isso possa ser explicado pela hipótese de René Berthier, relatada numa palestra de 2014 no Brasil. Para ele, durante muito tempo, os franceses aproximaram Bakunin do marxismo ou mesmo de um suposto “marxismo libertário” defendido por Daniel Guérin. Poder-se-ia justificar, assim, ainda segundo ele, o fato de uma revista como Itineraire, que dedicou seus números aos “grandes anarquistas” da história, não ter um número sobre Bakunin. É o próprio Berthier que, em certa medida, e junto com alguns outros pesquisadores e militantes, tem retomado mais recentemente a discussão da obra bakuninana.

[5] A maior realização histórica concreta de militantes que estiveram envolvidos com a ADS foi a criação da AIT em países onde ela ainda não existia e o estabelecimento de novas seções da Internacional onde ela já estava em funcionamento; tais foram os casos da Espanha, da Itália, de Portugal e da Suíça, além de casos na América Latina, estimulados por correspondências. Cf. CORRÊA, Felipe. Surgimento e Breve Perspectiva Histórica do Anarquismo (1868-2012). São Paulo: Biblioteca Virtual Faísca, 2013.

[6]BAKUNIN, Mikhail. “Carta a Morago de 21 de maio de 1872”. In: CD-ROM Bakounine: Ouvres Completes, IIHS de Amsterdã, 2000.

[7] Idem. “Carta a Cerretti de 13-27 de março de 1872”. In: CD-BOC.

[8]  Idem. “Status Secrets de l’Alliance: programme et objet de l’organization révolutionnaire des frères internationaux”. In: CD-BOC. Idem. “Carta a Cerretti de 13-27 de março de 1872”. In: CD-BOC. Idem. “Carta a Morago de 21 de maio de 1872”. In: CD-BOC.

[9] Idem. “Status Secrets de l’Alliance: organization de l’Alliance des frères internationaux”. In: CD-BOC. Idem. “Status Secrets de l’Alliance: programme et objet de l’organization révolutionnaire des frères internationaux”. In: CD-BOC.

[10]  Idem. “Carta a Morago de 21 de maio de 1872”. In: CD-BOC.

Saudação do Coletivo Anarquista Luta de Classe aos 20 anos da Federação Anarquista Gaúcha

“A organização, mantendo e promovendo o espírito de revolta, assume como próprias todas as exigências presentes e futuras de um processo revolucionário. E a partir do trabalho militante organizado, e somente a partir dele, que se pode promover coerentemente e com força redobrada a criação, o fortalecimento e a consolidação das organizações populares de base, que constituem os núcleos do poder popular revolucionário.” (fAu)

É com muita alegria que saudamos as companheiras e companheiros que construíram e constroem a Federação Anarquista Gaúcha, nestes seus 20 anos de muita luta e organização. O anarquismo especifista se enraíza no Rio Grande do Sul e no Brasil muito pelos esforços da FAG e estaremos juntos nas próximas décadas a enraizar ainda mais o anarquismo organizado nas terras brasileiras.

Construímos conjuntamente a Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), uma ferramenta de organização do anarquismo especifista no Brasil, desde sua fundação em 2012 e nos esforçamos para avançar rumo à criação de uma organização nacional. A partir da articulação entre as organizações especifistas da região sul (CALC-PR, CABN-SC e FAG-RS) estamos conseguindo cada vez mais avançar no rumo que esperamos.

Nesta etapa de resistência da classe oprimida no Brasil, é necessário que continuemos firmes a fermentar a luta rebelde de nossa classe e nos organizarmos cada vez mais para romper com todos os tipos de dominação. Em um momento de ajuste fiscal, ataque aos direitos da classe oprimida, genocídio dos negros e indígenas, violência machista, homofóbica e transfóbica, criminalização da pobreza e do protesto, só nos resta um caminho: seguirmos lutando.

Os conflitos sociais se intensificam. Neste ano, por exemplo, tivemos lutas intensas do funcionalismo público no Paraná e Rio Grande do Sul, dia 29 de abril será para sempre lembrada pelo massacre de professores e estudantes paranaenses. A luta contra as terceirizações se fortalece; centenas de greves – em que muitas passam por cima da burocracia sindical; a luta contra PEC 215, contra o genocídio indígena e quilombola; dezenas ocupações em São Paulo contra o fechamento de escolas e muito mais.

Somente com muita luta e organização vamos conseguir romper com este sistema de dominação, tendo como inspiração a revolução social curda que está em processo. Na América Latina, está claro que temos um caminho longo a percorrer até o socialismo libertário, mas temos confiança que estamos nos fortalecendo e desde as bases criando poder popular, como o exemplo das lutas no Rio Grande do Sul, com especial influência da FAG, nos demonstram.

Lutar! Criar Poder Popular!
Viva o Anarquismo Especifista!
Viva a Federação Anarquista Gaúcha!
Viva a Coordenação Anarquista Brasileira!

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