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Nota pública da CAB em solidariedade à militante trans negra da CSP-Conlutas e do PSOL vítima de sequestro e tortura.

A Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) manifesta toda solidariedade à companheira A.T, militante trans do PSOL de Guarulhos que foi sequestrada e torturada na zona leste de São Paulo no dia 16/7. A companheira é integrante da setorial LGBT do seu partido e da direção do Quilombo Raça e Classe da central sindical CSP-CONLUTAS, e foi vítima de apoiadores declarados do presidente Jair Bolsonaro. Os sequestradores realizaram agressões transfóbicas, ameaças com arma de fogo e tortura, ocasionando ferimentos graves em todo o corpo da vítima.

A CAB condena o atentado contra essa companheira, mulher trans, negra e militante de esquerda que colocou e coloca seu corpo e sua vida no enfrentamento às opressões. Afirmamos nosso apoio à essa lutadora e às organizações nas quais participa. Repudiamos essas ações que usam de repertório miliciano por pura covardia diante das lutas contra a LGBTfobia, o machismo, o racismo e o capitalismo.

Fincamos os pés ao lado daquelas e daqueles que não se amedrontam e constroem a luta contra as opressões neste sistema de dominação que tritura o povo com ajuste e repressão. É preciso lembrar Marielle Franco e afirmar que todo ataque contra a vida de uma companheira é um ataque contra todas e todos nós da esquerda combativa. Por isso, seguimos enfrentando os ricos e poderosos e este Estado Policial de Ajuste. Por liberdade e justiça social, contra todas formas de opressão!

RODEAR DE SOLIDARIEDADE AS QUE LUTAM!
MÃOS DADAS E PUNHOS CERRADOS CONTRA A TRANSFOBIA!
NÃO SE AJUSTA QUEM LUTA!

[CAB] CONSTRUIR A GREVE GERAL PELAS BASES! DIA 14 DE JUNHO É O POVO FORTE CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA! LUTAR E DEFENDER A NOSSA APOSENTADORIA E DIGNIDADE DE VIDA NAS RUAS!

Toda a força na construção da Greve Geral! 
Desde o início de seu governo sabemos que a principal missão de Jair Bolsonaro é a aprovação de uma duríssima reforma da previdência para completar o pacote de ataques à classe trabalhadora e deixar o caminho dos banqueiros livre para manter seus lucros através da máxima exploração. 
 
Em 5 meses, Jair Bolsonaro cercado de polêmicas e ataques aos direitos sociais, avança com seu plano de destruição e leva o país para uma recessão econômica e colapso social. A Reforma da Previdência é capitaneada pelo “Chicago Boy” Paulo Guedes, que aplicou o mesmo plano no Chile, levando aposentados a se suicidarem por não terem mais dinheiro para sobreviver após a aposentadoria. Hoje o povo chileno vai às ruas lutar para reverter essa política. Agora Guedes quer matar o povo brasileiro, pois o capitalismo não precisa do excedente de pobres. Com as novas regras ninguém vai conseguir se aposentar, seja por tempo de contribuição ou pela idade mínima. É uma reforma da previdência perversa e cruel, pois quando o trabalhador precisar do SUS, auxílio doença, e outros direitos sociais, não vai ter com este novo modelo. Ou seja, o governo Bolsonaro não tem somente um projeto de destruição, como ele mesmo disse, mas projeto de morte. 
 
É a mesma politica que está por trás dos cortes na educação e neste projeto de reforma da previdência. Uma política de capitalização de direitos sociais como a educação pública e a aposentadoria. É pegar o dinheiro público da educação e da previdência e colocar na mão de investidores e banqueiros, para aplicarem no mercado financeiro e ficarem mais ricos. Ampliar o lucro de instituições financeiras que vão gerir essa previdência privada. Reduzir o valor que as empresas pagam para financiar a aposentadoria dos trabalhadores. Com os cortes na educação, querem estimular a maior entrada do capital privado nas universidades públicas e nas pesquisas, gerando mais exclusão e elitização na educação. Além disso tudo, com estas políticas ultraliberais o governo quer liberar mais recursos e garantir o pagamento da dívida pública, que é o grande assalto ao país que todos os governos são cúmplices. Bolsonaro quer arrancar um trilhão de reais dos pobres e da classe trabalhadora para pagar a crise gerada pelo capitalismo. Mas os juros da dívida pública devora 40,66% do orçamento federal (mais de 1 trilhão de reais). Bolsonaro é o lobo querendo se disfarçar de cordeiro, é a mesma política de sempre que não tem nada de novo e tira o sangue do povo para os capitalistas, agiotas, investidores e banqueiros ficarem cada vez mais ricos.   
 
   Além da destruição da aposentadoria das classes populares, Bolsonaro, Mourão e companhia impulsionam uma cultura de violência contra a comunidade LGBT, a população negra e periférica, mulheres, indígenas, quilombolas e qualquer voz que se levante contra seu projeto de extrema-direita, onde se inclui o pacote anti-crime de Moro que nada mais é do que mais criminalização, cadeia e morte para a população negra e pobre. A cada dia avança a destruição do meio-ambiente para o aumento dos lucros do agronegócio com a exploração e esgotamento dos recursos naturais e morte dos povos originários. O desemprego atinge números alarmantes, promovendo mais sofrimento às famílias.  A educação e a pesquisa estão sendo sucateadas por cortes de verbas que trarão um caos ainda maior à educação pública e ao futuro do país. 
 
BASTA! MOBILIZAÇÃO TOTAL NA CONSTRUÇÃO DA GREVE GERAL! 
 
Após milhares de pessoas terem ido às ruas no mês de maio em defesa da educação e contra a reforma da previdência, é hora de barrarmos todos esses ataques às nossas condições de vida! A aprovação da reforma da previdência representa o fortalecimento desse governo para os ricos e o avanço da  retirada de direitos da população. É preciso radicalizar a luta e organizar a Greve Geral do dia 14 de junho em cada local de trabalho, de estudo e moradia. Nesses dias que antecedem é necessário tomarmos os terminais de ônibus, estações de trem, escolas e universidades, nossos bairros, os locais de trabalho etc, com panfletagens, reuniões, assembleias e agitação, chamando a nossa classe à mobilização! Luta e organização pela base criando em cada zona, município ou região, territórios de resistência e solidariedade!
 
Por outro lado o reformismo cumpre seu papel histórico de esfriar e canalizar a indignação popular pela via parlamentar. Chega de peleguismo, a conciliação de classes com o capital nunca foi e não será a saída para esta conjuntura. Pois o grande legado da esquerda reformista foi a  desmobilização dos movimentos populares e a pavimentação de um caminho para o ultraliberalismo de Bolsonaro vir destruindo os direitos sociais e atacar o povo pobre, negro, LGBTs, indígenas, mulheres, quilombolas, sem-terras e pequenos agricultores. É preciso construir poder popular nas escolas, bairros, comunidades, no trabalho, com participação do povo nos rumos dos processos de organização das lutas. Chega de pautas partidárias atropelando a organização social, visando somente as eleições e a garantia de deputadas nas bancadas parlamentares.
 
A luta é árdua, não começou agora e nem terminará no dia 14 de junho. É preciso se organizar e trazer o povo para debater e participar no dia a dia. Encontrar soluções e alternativas ao capitalismo com independência e autonomia política em relação aos governos e aos partidos eleitoreiros. Construir ferramentas de mobilização social, política e econômica populares e dotadas de poder popular. Vamos parar o país para barrar de vez os interesses do mercado, do imperialismo norte americano e dos inimigos do povo!
 
A Greve Geral é um instrumento histórico de luta das e dos trabalhadores, é uma ferramenta de força coletiva extremamente necessária para fazer frente aos ataques de governos e patrões. É com ação direta organizada – greve, marcha, trancaço, piquete e ocupação – que o conjunto da classe oprimida responde aos desmandos dos de cima!
 
                                   
SEM NEGOCIAÇÃO DE NOSSOS DIREITOS!
 
ABAIXO O PACOTE DE MORO DE CRIMINALIZAÇÃO, CADEIA E MORTE PARA O POVO NEGRO!
 
A LUTA SE DECIDE NAS RUAS E NÃO EM CIMA DO CARRO DE SOM! 
 
PARAR O BRASIL E BARRAR TOTALMENTE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA! 
        
TODA FORÇA NA GREVE GERAL DO DIA 14 DE JUNHO!!
        
DEFENDER NAS RUAS A NOSSA APOSENTADORIA, EDUCAÇÃO PÚBLICA E DIGNIDADE DE VIDA!
        
DESDE A BASE, COM LUTA POPULAR E SOLIDARIEDADE DE CLASSE!

[CAB] Contra o Genocídio do Povo Negro e a Barbárie dos Ricos!

Oitenta tiros fulminaram Evaldo Rosa, trabalhador Negro, músico, que voltava de um compromisso social com sua família. Os responsáveis: militares do exército que patrulhavam o bairro e, segundo relatos, ainda debocharam da família depois da ação.
 
O sistema escravocrata, abraçado pelos ricos no século XIX, fincou as bases do racismo estrutural das elites e que hoje permanece como uma chaga. A população negra brasileira é maioria, mas segue sofrendo os efeitos de uma sociedade de classes, construída sobre as bases do supremacismo branco.
 
Nenhum governo deste país se propôs alterar, de forma profunda, o quadro em que vive o povo negro. A violência policial é um dos pilares do genocídio em curso há mais de 500 anos cometido pelo Estado brasileiro.
 
Tais atos de violências provocados pelas elites seguem se aprofundando sob a tutela de Jair Bolsonaro em nível federal e de Wilson Witzel em nível estadual, que cada vez mais dão carta branca às polícias e militares brasileiros para matar. Desde o decreto do governo Temer, autorizando os militares a serem punidos apenas pela justiça militar, caso estejam em operação pelo poder executivo, se aperfeiçoou um estado de exceção para os mais pobres, parcela do povo composta em sua maioria pela população Negra. Os dados confirmam que os militares e policiais se sentem mais confortáveis para atirar e matar, principalmente quando os alvos são negros. O número de mortes por intervenção de Agentes do Estado no Rio de Janeiro até agora é o maior da série histórica, iniciada no ano 2000! Em janeiro de 2019, policiais mataram 160 pessoas, um aumento de 82% em relação ao mês anterior.
 
Usam meios típicos de ditadura militar, utilizados principalmente contra os mais pobres, aliados ao racismo estrutural incorporado nas
instituições de (in)segurança do Estado.
 
Porém, é importante ressaltar que casos como o de Evaldo não são novos. Sejam os 111 tiros que mataram os meninos de Costa Barros em 2015, seja o tiro que matou o menino Eduardo no Alemão em 2015, ou o tiro que matou Maria Eduarda dentro de uma escola em Acari em 2017. Governos diferentes, mas o mesmo projeto político do Estado genocida.
 
Não podemos aceitar que nenhum trabalhador negro, nem a juventude negra, seja massacrados pela barbárie capitalista, articulada ao racismo e à supremacia branca!
 
Precisamos fortalecer atos que repudiem essa morte, que punam os
responsáveis (praças e oficiais) e parem com o extermínio do povo negro no Rio de Janeiro e no Brasil.
 
Contra o genocídio do povo negro, nenhum passo atrás!
Não é acidente! É projeto de Estado!

[CAB] 55 anos do Golpe Militar – NÃO ESQUECER, NÃO PERDOAR!!

Neste 31 de março, não temos nada a comemorar. Há 55 anos atrás, foi instaurado no Brasil uma Ditadura Militar, que assassinou centenas de pessoas! Apoiados pelo empresariado e pela grande mídia nacional; controlando os setores da justiça burguesa, os militares construíram o mito de que são melhores árbitros para as questões políticas e que, durante o tempo que estiveram no poder, não houve corrupção e, muito menos, presos políticos. Contudo, a realidade é que o período militar foi sangrento e buscou calar a voz do povo e de qualquer um que se posicionasse de modo minimamente progressista. O regime militar instaurou a violência e institucionalizou a tortura. A ditadura foi um projeto arquitetado e colocado em prática para atingir interesses de determinados grupos – de direita, conservadores, empresariado – e contou com o apoio dos Estados Unidos da América – que também tinha, e continua tendo, seus interesses.

Prova da institucionalização da tortura é o fato de que a Polícia do Exército teorizou e experimentou diversos métodos de tortura nas chamadas “aulas de tortura” com “presos cobaias” – o público era constituído de militares e as aulas ministradas por oficiais que projetavam material sobre tortura e o aplicavam na prática como forma de exposição. Segundo o relatório da Comissão Nacional da Verdade, foram aplicados mais de 30 tipos de torturas; mais de 20 mil pessoas foram torturadas, 191 mortas, 210 desaparecidas; e esses números ainda não definitivos. No que se refere às mulheres, os militares extravasaram todo o seu machismo e ódio por elas. A ditadura militar constituiu, também, uma espécie de institucionalização da violência contra as mulheres, uma vez que os militares torturadores se utilizavam da condição de mulheres das torturadas para intensificar as torturas físicas e psicológicas. Além de estupradas, terem animais inseridos em suas vaginas, essas mulheres sofriam com as ameaças a filhas e filhos, com acusações de serem mães e mulheres ruins, abortos causados pela tortura etc. As marcas de tais brutalidades jamais serão apagadas da memória daquelas que conseguiram sobreviver, o que significa uma tortura diária por toda as suas vidas!

Os militares perseguiram, torturam, estupraram e mataram! Temos razões para nos preocupar com o atual cenário que se desenha no país, pois observamos a união dos mesmos ingredientes que fomentaram o golpe de 1964. Apesar dos fatos, a narrativa de que não ocorreu um golpe em 1964 e sim uma “revolução” continua a ser propagada nos últimos tempos com força ainda maior – com certa tentativa de respaldo teórico através de personagens acadêmicos. No Brasil, isso só é possível porque, diferente dos nossos vizinhos latinos, as contas com esse nefasto período não foram acertadas. A Lei de Anistia, 1979, possibilitou um dos maiores silêncios na nossa história, visto que, “ampla, geral e irrestrita” tal como os militares propuseram, deixou a possibilidade para que o revisionismo sobre a ditadura militar voltasse à tona. Agora, disputa-se não só a opinião dos “convertidos” da direita fascista, mas sim muda-se a realidade ao instalar no imaginário popular um cenário de que “nunca existiu”.

A esquerda institucional, quando no poder, não enfrentou esses problemas com o devido peso e atenção. Durante os governos do PT, preferiram fazer acordos com as elites do Brasil e, ainda, deixaram que os militares continuassem a fortalecer suas doutrinas, iniciadas no Regime Ditatorial Militar e que configuram o carro chefe desse atual governo; ou seja: pintar como comunista e de esquerda qualquer discurso progressista. Cega, essa esquerda combalida não se ateve ao fato que a oligarquia do Brasil e os militares nunca deixaram de se articular. Sem um projeto estratégico, continuam a chamar como principal pauta o “Lula Livre”, defendendo um posicionamento que não muda nada estruturalmente.

No 31 de março, não comemoramos nada! Nem mesmo temos essa data como mera lembrança. Nessa data, temos que reagir contra os ataques feitos pelo fascismo, nos organizando e fortalecendo a luta popular, fortalecendo a construção de um Povo Forte e do Poder Popular. Nossa resposta aos que defendem a memória da Ditadura Militar como algo positivo será organizando as greves, nas lutas dos povos originários, nos bairros lutando lado a lado com o povo.

Lutaremos para que outro golpe não seja gestionado e, para isso, acreditamos que as nossas conquistas não serão defendidas no parlamento e, muito menos, reivindicando a democracia burguesa.

Não Esquecer! Não Perdoar!

El Terrorismo de Estado en Curitiba (Paraná, Brasil)- 07/12/2018

El último día 07 de diciembre de 2018 será recordado como uno de los días más tristes y revoltosos en la historia de la ciudad de Curitiba  y de la lucha por vivienda en Brasil.

La ocupación urbana llamada 29 de marzo fue completamente destruida debido a un incendio, que según el relato de los habitantes, fue causado por la Policía Militar del estado de Paraná. Además del fuego extendido, ocurrieron al menos dos ejecuciones en el lugar, varios desaparecidos y un número aún desconocido de muertos.

Lucha por Vivienda en la Región- Ocupaciones Urbanas Recientes en la Ciudad Industrial de Curitiba (CIC)

La región que fue golpeada por el incendio es un lugar de mucha lucha por vivienda y vida digna en la ciudad. En un área de la Ciudad Industrial de Curitiba (CIC), barrio de la capital paranaense, se ubican cuatro ocupaciones recientes, donde, sumadas, albergan a más de mil familias.

Las ocupaciones de Nueva primavera (ocupada en 2012), el 29 de marzo (ocupada en 2015), Tiradentes (ocupada en 2015) y Doña Cida (ocupada en 2016) fueron organizadas por el Movimiento Popular por Vivienda (MPM) / Movimiento de los Trabajadores Sin Techo Paraná (MTST).

A lo largo de estos años se realizaron diversas manifestaciones callejeras, reuniones con el Poder Público, actividades y saraus. Desde entonces, el Ayuntamiento Municipal de Curitiba y la Compañía de Vivienda Popular de Curitiba (COHAB-CT) nunca dieron respuesta a la altura de las reivindicaciones del pueblo.

En este fatídico día 07 de diciembre, una de estas comunidades, el 29 de marzo, fue completamente devastada. Más de 300 familias perdieron sus casas, animales domésticos, muebles, alimentos, ropa y pertenencias.

De entre esas familias, extendemos gran solidaridad a las familias haitianas, que además de sufrir con la dificultad básica de comunicación por cuenta de su idioma de origen, han sufrido intensamente con el racismo y la xenofobia en Brasil. No es raro que esas personas, aunque cualificadas, sólo puedan insertarse en el mercado de trabajo en oficios desgastantes, recibiendo salarios de miseria, no teniendo vivienda digna y condiciones de vida adecuadas.

Terrorismo de Estado en la Comunidad 29 de Marzo

Los residentes cuentan que un policía militar había sido muerto por la región y que la policía desconfiaba que el responsable sería un residente de la comunidad. A partir de esa sospechosa, la Policía Militar de Paraná declaró guerra a todas las comunidades alrededor, en especial a 29 de marzo.

Durante el día y la noche del 7 de diciembre, policías militares, sin identificación y con los rostros cubiertos, mataron e invadieron las casas de la aldea buscando informaciones sobre el paradero del sospechoso. Los relatos de muchos residentes afirman que los policías torturaron, golpearon a hombres, mujeres y niños, utilizando bolsas, cuchillos y armas. Además, de las personas que murieron, hubo muchos disparos en contra de los residentes.

Fue alrededor de las diez de la noche que el fuego fue atado en algunas casas de la Comunidad el 29 de marzo. Luego el fuego se extendió y se apoderó de todo. El Cuerpo de Bomberos de Paraná tardó alrededor de una hora para llegar al lugar y la Policía Militar intentó dificultar su acción, de modo que los cientos de casas de la comunidad acabaron siendo totalmente destruidas.

Relatos en: “O Horror que a Polícia causou em Curitiba

Cientos de familias perdieron todo lo que tenían. Numerosos perros murieron carbonizados. Muchas personas desaparecidas. Posiblemente otras muertes serán confirmadas.

Caracterizamos el actual momento de la coyuntura, se trata de un “Estado Policial de Ajuste”, marcado por una agenda agresiva contra el pueblo, que muestra el lado más salvaje del sistema capitalista. Cayeron las máscaras y mediaciones que marcaron el período reciente de nuestra historia. Siempre hemos sabido, sin embargo, que detrás de las apariciones, gran parte de la población brasileña vive bajo un “Estado de Excepción”, conviviendo con la barbarie gestada dentro de la farsa llamada “Estado Democrático de Derecho”.

Para el pueblo pobre, negro, morador de las periferias, la cara del Estado siempre fue la de la brutalidad. Los derechos básicos (salud, educación, empleo, saneamiento básico, vivienda) son muy restringidos, cuando no están completamente ausentes. Por otro lado, la represión policial se hace muy presente en el cotidiano de los moradores, que desde muy temprano conviven con las formas institucionalizadas del racismo y de la criminalización de la pobreza, las cuales constituyen la base de la formación ideológica y de actuación de las policías brasileñas.

En el caso de los ataques sufridos por las familias de la Comunidad 29 de marzo y de las demás ocupaciones de la región, tales elementos son bastante nítidos. A los ojos de la Policía Militar, el pueblo que vive en las ocupaciones es un enemigo a ser exterminado.

Las demás caras del Estado, como el Poder Ejecutivo Municipal y Estadual y los órganos responsables de la investigación de este tipo de casos, demuestran ser cómplices de “juicios sumarios” como éste cuando se omiten. Así, trabajadoras y trabajadores, jóvenes, niños y ancianos, son condenados a muerte como “criminales”, sin ningún derecho de defensa.

Las Ruinas del Mito de la “Ciudad Modelo”

Fue en la década de los 70 que se inició un mito brasileño de que Curitiba sería una “ciudad modelo”, un ejemplo de urbanización, movilidad y calidad de vida.

Este mito fue construido con base no sólo en gran publicidad, sino también en la enorme exclusión de la población pobre, que fue siendo “jugada” a las regiones más distantes del centro y más carentes de servicios públicos.

Esta farsa de un supuesto “planeamiento democrático” no es una exclusividad de la ciudad de Curitiba, pero tiene en la capital paranaense uno de sus principales símbolos, repetido en discursos de gobernantes y burócratas.

En paralelo a la propagación de esa mentira, la ciudad guarda un historial de luchas y martirios de movimientos sociales y asociaciones de vecinos en la lucha por un terreno, por un hogar, por viviendas dignas. Estas luchas ocurrieron y ocurren en todas las regiones de la ciudad y tiene en las ocupaciones del CIC uno de sus mayores ejemplos.

Aprehensión, Solidaridad y Resistencia

Después del incendio del día 07 de diciembre, la Policía Militar, según la descripción y fotografías hechas por moradores, se mantuvo en el lugar y disparó con sus armas letales varias veces. Los residentes de la región tienen mucho miedo de más “intentos de venganza” y que el horror de aquella noche vuelva a ocurrir.

A pesar de todo, İ la lucha por la vivienda y la vida digna continúa! Numerosas comunidades, movimientos sociales y otras organizaciones recaudaron donaciones de ropa, agua, comida, muebles y llevaron a la comunidad. Moradores y moradores se turnan en la organización de las donaciones, en la acogida de las personas y en la reorganización de la vida en la comunidad, dando gran ejemplo de resistencia y solidaridad. Así las comunidades se unen cada vez más.

Sabemos que sólo el pueblo organizado es capaz de avanzar en la lucha por condiciones dignas de vida y para la construcción de una sociedad justa, fraterna e igualitaria. Un mundo donde todos tienen un hogar y donde las amenazas y violencias del Estado son cosas de un pasado lejano.

¡Ni olvidar, ni perdonar!

¡Toda solidaridad a las familias!

¡Contra la criminalización de la pobreza!

Luchar! ¡Crear Poder Popular!

¡Por el fin de toda policía!

¡Casa digna ya!

Terrorismo de Estado em Curitiba – 07/12/2018

O dia 07 de dezembro de 2018 será lembrado como um dos dias mais tristes e revoltantes da história de Curitiba e da luta por moradia no Brasil.

A ocupação urbana 29 de Março foi completamente destruída devido a um incêndio, que segundo o relato dos moradores, foi causado pela Polícia Militar do Paraná. Além do fogo alastrado, ocorreram, pelo menos, duas execuções no local, vários desaparecidos e um número ainda desconhecido de mortos.

Luta por Moradia na Região – Ocupações urbanas recentes na Cidade Industrial de Curitiba (CIC)

A região que foi atingida pelo incêndio é um local de muita luta por moradia e vida digna na cidade. Em uma área da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), bairro da capital paranaense, estão localizadas quatro ocupações recentes, onde, somadas, abrigam mais de mil famílias.

As ocupações Nova Primavera (ocupada em 2012), 29 de Março (ocupada em 2015), Tiradentes (ocupada em 2015) e Dona Cida (ocupada em 2016) foram organizadas pelo Movimento Popular por Moradia (MPM)/Movimento dos Trabalhadores Sem Teto do Paraná (MTST).

Ao longo desses anos foram feitas diversas manifestações de rua, reuniões com o Poder Público, atividades e saraus. Desde então, a Prefeitura Municipal de Curitiba e a Companhia de Habitação Popular de Curitiba (COHAB-CT) nunca deram resposta à altura das reivindicações do povo.

Neste fatídico dia 07 de dezembro, uma destas comunidades, a 29 de Março, foi completamente devastada. Mais de 300 famílias perderam suas casas, animais de estimação, móveis, alimentos, roupas e pertences.

Dentre essas famílias, estendemos grande solidariedade às famílias haitianas, que além de sofrerem com a dificuldade básica de comunicação por conta de seu idioma de origem, têm sofrido intensamente com o racismo e a xenofobia no Brasil. Não é incomum que essas pessoas, ainda que qualificadas, só consigam se inserir no mercado de trabalho em ofícios desgastantes, recebendo salários de miséria, não tendo moradia digna e condições de vida adequadas.

Terrorismo de Estado na Comunidade 29 de Março

Os moradores contam que um policial militar havia sido morto pela região e que a polícia desconfiava que o responsável seria um morador da comunidade. A partir de tal suspeita, a Polícia Militar do Paraná declarou guerra à todas as comunidades ao redor, em especial à 29 de Março.

Durante o dia e noite de 07 de dezembro, policiais militares, sem identificação e com os rostos cobertos, arrombaram e invadiram as casas da vila buscando informações sobre o paradeiro do suspeito. Relatos de muitos moradores afirmam que os policiais torturaram, agrediram e espancaram homens, mulheres e crianças, utilizando sacolas, facas e armas. Além disso, pessoas foram mortas e muitos tiros foram desferidos contra moradores.

Foi por volta das dez horas da noite que o fogo foi ateado em algumas casas da Comunidade 29 de Março. Logo o fogo se alastrou e tomou conta de tudo. O Corpo de Bombeiros do Paraná demorou por volta de uma hora para chegar ao local e a Polícia Militar tentou dificultar sua ação, de modo que as centenas de casas da comunidade acabaram por ser totalmente destruídas.

Relatos e detalhes em: “O Horror que a Polícia causou em Curitiba

Centenas de famílias perderam tudo o que tinham. Inúmeros cães morreram carbonizados. Muitas pessoas desaparecidas. Possivelmente outras mortes serão confirmadas.

O Estado Policial de Ajuste e a criminalização da pobreza

Caracterizamos o atual momento da conjuntura brasileira como sendo de um “Estado Policial de Ajuste“, marcado por uma agenda agressiva contra o povo, que escancara o lado mais selvagem do sistema capitalista. Caíram as máscaras e mediações que marcaram período recente de nossa história. Sempre soubemos, no entanto, que por trás das aparências, grande parte da população brasileira vive sob um “Estado de Exceção”, convivendo com a barbárie gestada dentro da farsa chamada “Estado Democrático de Direito”.

Para o povo pobre, negro, morador das periferias, a face do Estado sempre foi a da brutalidade. Os direitos básicos (saúde, educação, emprego, saneamento básico, moradia) são muito restritos, quando não estão completamente ausentes. Por outro lado, a repressão policial se faz muito presente no cotidiano dos moradores, que desde muito cedo convivem com as formas institucionalizadas do racismo e da criminalização da pobreza, as quais constituem a base da formação ideológica e de atuação das polícias brasileiras.

No caso dos ataques sofridos pelas famílias da Comunidade 29 de Março e das demais ocupações da região, tais elementos são bastante nítidos. Aos olhos da Polícia Militar, o povo que mora nas ocupações é um inimigo a ser exterminado.

As demais faces do Estado, como o Poder Executivo Municipal e Estadual e os órgãos responsáveis pela investigação deste tipo de caso, demonstram ser cúmplices de “julgamentos sumários” como este quando se omitem. Assim, trabalhadoras e trabalhadores, jovens, crianças e idosos, são condenados à morte como “criminosos”, sem qualquer direito de defesa.

As ruínas do mito da “cidade modelo”

Foi na década de 1970 que se iniciou um mito brasileiro de que Curitiba seria uma “cidade modelo”, um exemplo de urbanização, mobilidade e qualidade de vida.

Esse mito foi construído com base não apenas em grande publicidade, como também na enorme exclusão da população pobre, que foi sendo “jogada” para as regiões mais distantes do centro e mais carentes de serviços públicos.

Essa farsa de um suposto “planejamento democrático” não é uma exclusividade da cidade de Curitiba, mas tem na capital paranaense um de seus principais símbolos, repetido em discursos de governantes e burocratas.

Em paralelo à propagação dessa mentira, a cidade guarda um histórico de lutas e martírios de movimentos sociais e associações de moradores na luta por um terreno, por um lar, por moradias dignas. Essas lutas ocorreram e ocorrem em todas as regiões da cidade e tem nas ocupações do CIC um de seus maiores exemplos.

Apreensão, Solidariedade e Resistência

Após o incêndio do dia 07 de dezembro, a Polícia Militar, segundo a descrição e fotografias feitas por moradores, manteve-se no local e disparou com suas armas letais diversas vezes. Moradores da região estão com muito medo de mais “tentativas de vingança” e que o horror daquela noite volte a ocorrer.

Apesar de tudo, a luta por moradia e vida digna continua! Inúmeras comunidades, movimentos sociais e outras organizações arrecadaram doações de roupas, água, comida, móveis e levaram à comunidade. Moradoras e moradores se revezam na organização das doações, no acolhimento das pessoas e na reorganização da vida na comunidade, dando grande exemplo de resistência e solidariedade. Assim as comunidades se unem cada vez mais.

Sabemos que só o povo organizado é capaz de avançar na luta por condições dignas de vida e para a construção de uma sociedade justa, fraterna e igualitária. Um mundo onde todos tenham um lar e onde as ameaças e violências do Estado sejam coisas de um passado distante.

A luta continua!

Nem esquecer, nem perdoar!

Toda solidariedade às famílias!

Contra a criminalização da pobreza!

Lutar! Criar Poder Popular!

Pelo fim de toda polícia!

Moradia digna já!

 

Eleição é Farsa

 

Texto retirado do jornal NO BATENTE #8

AS MUDANÇAS QUE QUEREMOS NÃO VIRÃO DAS URNAS!
Se a democracia representativa pudesse de fato mudar a vida do povo, ela seria proibida. A experiência de luta dos de baixo (pessoas trabalhadoras, desempregadas, sem terra, sem teto, pobres no geral) demonstra que as vias institucionais são insuficientes para promover as  transformações que necessitamos. Por isso, ao invés de discutir as candidaturas da democracia burguesa, propomos o exercício da Democracia Direta e a construção do Poder Popular. As eleições não visam o protagonismo da classe oprimida, tampouco uma transformação profunda na sociedade, já que não promovem a organização do povo e sua participação efetiva nos processos de decisão. É um sistema que busca permitir e legalizar privilégios, além de conservar o monopólio econômico e político dos ricos. Os candidatos eleitos, mesmo que haja diferenças entre eles, acabam não representando os interesses da população, mas sim da classe dominante. Ou seja, é um sistema que visa manter a ordem estabelecida e suas estruturas de dominação, criando a falsa sensação de que podemos decidir. No entanto, antes mesmo de ir às urnas, o resultado das eleições já foi decidido.

Para impedir que nossa situação piore ainda mais, temos apenas um caminho: a luta. Independente de quem esteja ocupando as cadeiras do governo, a exploração, a desigualdade , o desemprego , a criminalização dos movimentos sociais, a repressão, a destruição do meio ambiente, continuam. As eleições passam e os problemas só aumentam.

Os patrões, banqueiros e latifundiários não estão do nosso lado. Não à conciliação de classes! Não podemos deixar nossas revoltas adormecerem! Acreditamos na necessidade de mudanças profundas na sociedade. Portanto, para enfrentar a direita, as oligarquias e o imperialismo, temos que romper com a ilusão da conciliação de classes, propagandeada pelo PT e partidos coligados. As medidas tomadas durante seus governos não ameaçaram em nada a estrutura capitalista e não levaram o povo à emancipação – como jamais poderiam fazer. Os governos do PT, pelo contrário, dividiram e burocratizaram o movimento sindical aparelhando o seu programa partidário à CUT e sindicatos filiados; realizaram concessões e privatizações como as das usinas e distribuidoras de energia; ordenaram a ocupação da Favela da Maré pelas forças militares; deram carta branca para a perseguição de militantes e movimentos populares através da Lei Antiterrorismo. Ademais, não houve avanço considerável no âmbito da reforma agrária, Terras Indígenas e Quilombolas por conta de acordos firmados com a base parlamentar ruralista. Os massacres ocorridos no campo, contra o povo negro e povos  indígenas continuaram. É verdade que com seus programas de assistência e aumento de acesso ao mercado de consumo foi possível, para muitas pessoas oprimidas, obterem mudanças nas condições de vida. Por outro lado, os serviços públicos foram precarizados. O povo pôde comprar mais, no entanto suas condições de vida em termos de direitos sociais como saúde, transporte público , educação , continuaram muito ruins.

Fazer política além do voto!

O sistema representativo priva as pessoas de decidirem o rumo da sociedade por elas mesmas, pois o poder é posto na mão de um político. Este candidato, uma vez que é eleito, tem que dançar conforme a música escolhida pelos grandes poderes econômicos, políticos e ideológicos do país e mundo. Nós anarquistas entendemos que enquanto existir Estado e capitalismo haverá uma sociedade baseada na dominação de grande parte da população em nome da concentração de poder (político e econômico) nas mãos de poucos. A revolução social que almejamos é uma transformação profunda nas estruturas sociais, derrubando este sistema econômico e político a partir da formação e exercício de outros modos de organização social sem dominação. A neutralidade do Estado é uma farsa! Sua estrutura é destinada a manter o povo sempre oprimido. Nosso poder está na organização popular! Enquanto uns votam com os de cima, nós escolhemos lutar com os de baixo! Nossa participação é nas associações de bairro, nos sindicatos, nas escolas e universidades, nos assentamentos, nos territórios indígenas e terras quilombolas, nas greves, paralisações e piquetes, nas ruas. Não aceitamos passivamente a conciliação de classes e não nos pautamos pela disputa eleitoral, pois sabemos que deve haver coerência entre os fins que queremos atingir e os meios para chegar lá. Na construção de um povo forte lutamos no dia-a-dia por meio da Democracia Direta nas assembleias, buscando através da ação direta do povo organizado – manifestações, ocupações, bloqueios e etc . – as melhorias que necessitamos. Pelo respeito aos povos indígenas e quilombolas e pela preservação e valorização da cultura dos povos tradicionais! Contra as privatizações, terceirizações e a precarização das relações de trabalho! Pela função social do solo urbano e a desapropriação de propriedades, latifúndios e terras improdutivas para atender às necessidades dos sem terra e sem teto!

Nossas necessidades não cabem em suas urnas!

Construir o Poder Popular!

Façamos nós por nossas próprias mãos!

No Batente #8 – Da Resistência à Esperança

Este é o oitavo número do jornal No Batente, órgão de informação e análise do Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC). Ficamos felizes por mais uma edição poder chegar aos companheiros e companheiras de luta!

Nesta edição, lançada em setembro/outubro de 2018, trazemos elementos sobre a farsa que são as eleições burguesas, criticamos a lógica e o papel do Poder JudiciárioPrisão e o Encarceramento em Massa, apresentamos alguns pontos importantes relacionados à atual Revolução Social no Curdistão e mais.

Leia o no BATENTE #8 clicando no link – NO BATENTE #8 – ou na imagem acima.

[CAB] SOLIDARIEDADE AOS 23 PERSEGUIDOS/AS PELO ESTADO

Atualmente, 23 militantes do Rio de Janeiro estão sendo processados pelo Estado brasileiro pela justa participação em movimentos populares que se manifestaram contra as obras faraônicas e os mega-eventos da Copa do Mundo e das Olimpíadas. São professoras/es, estudantes, mães e pais que sofreram uma condenação em primeira instância por apenas lutarem pelos direitos sociais. O processo está cheio de arbitrariedades de uma justiça que sabemos que toma partido pela direita e condena a luta e a organização popular. Há processos similares em outras cidades e estados do país e sabemos que injustiças como essa podem se multiplicar com a atual conjuntura política.

No dia 8 de setembro, a Coordenação Anarquista Brasileira realizou em Cuiabá, MT, uma atividade pública que tratou da atual conjuntura política brasileira, a farsa do sistema eleitoral e apresentou análises, propostas e perspectivas do anarquismo especifista frente ao atual momento que vivemos. Discutindo elementos sobre a retirada de direitos e a saída por fora das urnas para barrar os ataques e construir o poder popular, a problemática sobre perseguição política que ocorre no país e o caso sobre os/as 23 militantes do Rio de Janeiro foi um dos destaques.

Nós da Coordenação Anarquista Brasileira nos solidarizamos com a luta contra a condenação dos 23 e
lutamos pela sua liberdade!

Protestar não é crime! Lutar não é crime!
Toda solidariedade aos/as 23!

CONTRA O GENOCÍDIO DO POVO NEGRO E PERIFÉRICO: TODA SOLIDARIEDADE A RENATO FREITAS!

renatoo

No último dia 9 de setembro a cidade de Curitiba (PR) foi mais uma vez palco do racismo e da violência promovidos cotidianamente pelo braço armado do Estado. O advogado e militante Renato Freitas (PT) foi novamente vítima da truculência policial.

Enquanto iniciava a panfletagem de sua candidatura na Praça do Gaúcho, região central de Curitiba, Renato e seus companheiros foram violentamente abordados pelo GOE (Grupo de Operações Especiais) que, com gritos e xingamentos, pretendiam expulsá-los de praça pública, sem qualquer razão.

Os militantes questionaram os motivos da absurda proibição e então a polícia reagiu com tiros de bala de borracha disparados a queima roupa e em seguida ameaçaram a atirar com arma de fogo.

A violência só não atingiu níveis ainda maiores por conta da presença de pessoas que, indignadas, filmavam e tentavam denunciar o que acorria. Renato chegou a ser arrastado pelo asfalto e foi colocado em uma viatura. Mesmo no hospital, a polícia seguiu com abusos, violações e constrangimentos.

Tal barbárie é a regra em um sistema que promove sistematicamente o genocídio e o encarceramento em massa do povo negro. As ações cometidas pelas polícias em todo o país sequer são investigadas, demonstrando o salvo conduto que tais forças repressoras têm para exterminar a população pobre, negra e periférica.

No ano de 2017, a Polícia Militar do estado do Paraná matou mais do que a polícia dos Estados Unidos. Tal dado faz do Paraná o estado com uma das polícias mais assassinas do Brasil. As ações realizadas pelas Guardas Municipais e grupos como o GOE são também reflexo dessa realidade de genocídio e extermínio.

Não é a primeira vez que Renato Freitas é vítima do racismo e violência policial. Em 2016, Renato foi detido pela Guarda Municipal por “estar ouvindo rap muito alto”. Nessa ocasião também sofreu agressões e foi preso injustamente (veja em: https://anarquismopr.org/2016/08/27/mais-um-episodio-de-racismo-e-agressao-do-poder-repressivo-do-parana-toda-solidariedade-a-renato-freitas/). Renato entende que a recente ação policial trata-se de uma represália, pois depois de 2016 o militante moveu um processo contra dois guardas pela injustiça sofrida. Essa e outras situações tornam clara a ferrenha perseguição do Estado contra aqueles e aquelas que denunciam os desmandos policiais.

Independente de qualquer divergência política, o momento é de expressar total e irrestrita solidariedade a Renato e a todos e todas que, diariamente, são vítimas de um Estado racista e genocida.

Rodear de solidariedade aqueles e aquelas que lutam!

Contra o Genocídio do Povo Negro!