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[CAB] 25 de novembro: Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher. Lutar contra todos os tipos de violência hoje e sempre!

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O dia 25 de novembro foi instituído como o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher em 1999, homenageando as irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal, “Las Mariposas” – brutalmente assassinadas em 1960 a mando do ditador Rafael Leônidas Trujillo, da República Dominicana. As três, que combatiam corajosamente a ditadura de Trujillo, foram estranguladas por agentes do Serviço de Inteligência Militar dominicano que, para simular um acidente de carro, jogaram seus corpos em um precipício. Em 2016, o movimento feminista também lembra os dez anos de vigência da Lei Maria da Penha.

Em vários espaços, várias formas de violência destroem nossas vidas: violências domésticas, no ambiente de trabalho, nas ruas, nos transportes coletivos, nas escolas e universidades – quer sejam violências físicas, sexuais, psicológicas ou simbólicas. O Estado, o patriarcado e o capitalismo estão intimamente envolvidos na opressão e repressão de nossos corpos e vidas.

Em série especial chamada “Violência contra a mulher no mundo”, de 2014, a Organização das Nações Unidas (ONU) reúne dados importantes para entendermos o problema social da violência contra a mulher. Segundo este documento, a violência contra a mulher é a violação de direitos humanos mais tolerada no mundo. Essa pesquisa usa o termo feminicídio para designar toda violência contra mulher que leva ou pode levar à morte.

Os números do feminicídio são alarmantes e se dividem majoritariamente entre 1) feminicídios íntimos: 35% de todos os assassinatos de mulheres no mundo são cometidos por um “parceiro”; 2) feminicídio não-íntimo: são crimes cometidos por alguém que não tenha relações íntimas com a mulher. A América Latina é uma das regiões mais conturbadas por crimes como estes: estupros, assédios e assassinatos; 3) crimes relacionados ao dote: é mais evidente no continente asiático, onde a cultura do “dote” ainda é forte; 4) casamentos forçados: mais de 100 milhões de meninas poderão ser vítimas de casamentos forçados durante a próxima década; 5) mutilação genital feminina: mais de 135 milhões de meninas e mulheres vivas já foram submetidas a essa prática aviltante em 29 países da África e Oriente Médio; 6) “Crimes de honra”: são homicídios de mulheres, jovens ou adultas, a mando da própria família, por alguma suspeita ou caso de “transgressão sexual” ou comportamental, como adultério, recusa de submissão a casamentos forçados, relações sexuais ou gravidez fora do casamento – mesmo se a mulher tiver sido estuprada. O crime é praticado para não “manchar o nome da família”. 5 mil mulheres são mortas por “crimes de honra” no mundo por ano.

Além disso, segundos dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em todo o mundo, 52% das mulheres economicamente ativas já sofreram assédio sexual no ambiente de trabalho.

Em um documento chamado “Diretrizes Nacionais para Investigar, Processar e Julgar com Perspectiva de Gênero as Mortes Violentas de Mulheres – Feminicídios”, pesquisa aponta que no Brasil, a taxa de feminicídios é de 4,8 para 100 mil mulheres – a quinta maior no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

No nosso país, 43% das mulheres em situação de violência sofrem agressões diariamente; para 35%, a agressão é semanal, segundo o Centro de Atendimento à Mulher. Em média, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada em nosso país, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Num ranking mundial elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, que analisou a desigualdade de salários entre homens e mulheres em 142 países, o Brasil ficou na 124ª posição, com uma previsão de 80 anos para que elas ganhem o mesmo que eles. Igualdade de salários só em 2095! As brasileiras ganham, em média, 76% da renda dos homens, segundo o IBGE.

Segundo o mapa da violência de 2015, a população negra, com poucas exceções geográficas, é vítima prioritária da violência homicida no país. As taxas de homicídio da população branca tendem, historicamente, a cair, enquanto aumentam as taxas de mortalidade entre os negros. Por esse motivo, nos últimos anos, o índice de vitimização da população negra cresceu de forma drástica. O número de homicídios de mulheres brancas caiu de 1.747 vítimas, em 2003, para 1.576, em 2013. Isso representa uma queda de 9,8% no total de homicídios do período. Já os homicídios de negras aumentaram 54,2% no mesmo período, passando de 1.864 para 2.875 vítimas.

O principal agressor da mulher é o seu “companheiro” ou “ex-companheiro” e o local onde é realizada a agressão é, em 71,9% dos casos, o ambiente privado (residência), seguido da rua com 15,9%. A violência física é a mais frequente (48,7%), seguida da violência psicológica (23%) e, em terceiro lugar, vem a violência sexual (11,9%).

Todos estes dados passam longe da cruel realidade das mulheres, pois muitas violências e violações não são sequer denunciadas, mas servem à reflexão sobre a dimensão do problema da violência contra a mulher no mundo. Pensar em um processo de transformação social exige necessariamente que pensemos no enfrentamento a todas as formas de violência contra a mulher, cotidianamente, através de nossas organizações políticas e movimentos sociais.

O Estado, através dos poderes executivos, legislativos e judiciário negligencia políticas públicas de gênero, oprime e criminaliza as mulheres. A mídia machista objetifica nossos corpos e legitima as violências de gênero. O capitalismo nos explora mais e nos paga menos pelos mesmos serviços.

A atual conjuntura de corte de direitos sociais em nosso país avança também sobre nossas liberdades. A conhecida lei da mordaça impede professoras de abordar em sala de aula assuntos como diversidade sexual e de gênero. A contracepção através da pílula do dia seguinte pode ser barrada. O aborto é proibido, criminalizado e sua ilegalidade já fez centenas de mulheres pobres vítimas em clínicas clandestinas neste ano.

É urgente nossa organização e auto-organização para barrar o capitalismo, o patriarcado e o Estado, pois sabemos que só através da luta social cotidiana, internacionalista, desde baixo e à esquerda podemos transformar essa realidade.

Precisamos tomar as ruas contra as ofensivas do Estado, fortalecer a auto-defesa e criar espaços de solidariedade para o enfrentamento a todos os tipos de violências contra a mulher. Façamos nós por nossas mãos tudo o que a nós nos diz respeito!

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Construir mulheres fortes!

Construir um povo forte!

Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

[FACC – espanhol] El anarquismo actual en la República Dominicana. Aporte al debate pre-congresual FACC

Por otro lado, en República Dominicana, a principios del siglo XX se hizo una especie de congreso entre estados a nivel mundial, para tratar de combatir al anarquismo. De todos modos esas “memorias históricas” serán objeto de otra exposición.

Recientemente el anarquismo ha “resurgido” alrededor del 2002-2003. Esta situación se dio principalmente con el contacto entre algunos grupos punks dominicanos de aquellos años -cuyas canciones a menudo tenían una critica radical afín a las ideas acratas (antimilitarismo, antiseximo, y en general con letras abiertamente antiautoritarias)- y que habían creado una pagina (punkdominicano.com) que profundizaba, a través de debates, las mismas temáticas de sus canciones junto a militantes anarquistas provenientes de otros países.

Se establecen sobre todo contactos con la banda de rock -punk pesado llamado La Armada Roja (y que actualmente se llama La Armada) y algunos de sus allegados.

Sucesivamente, se imprime una versión de “La bitácora de la utopía libertaria” de Nelson Méndez y Alfredo Vallota, desde Venezuela. Luego se forma un grupo de limitada duración llamado “Vía Ácrata”, compuesto por reconocidos intelectuales libertarios de la Republica Dominicana. Este grupo elabora un breve documento con los lineamientos y las finalidades que lo identificaban. Después de estas iniciativas se van sumando más personas con un compromiso especial, entre finales del 2008 e inicios del 2009.

En el 2009 otras personas interesados en el anarquismo (algunos provenientes del exterior) comienzan a reunirse, en iniciativas que van más allá de la metrópolis central de República Dominicana, en Santiago de los Caballeros, en la cual se organizo la 1era Feria Anarquista de República Dominicana en el 2012.

En este contexto se va formando una “comuna urbana” y centro social en Santiago, llamada Cibao Libertario. Un espacio desde el cual se va articulando la interacción en base a la afinidad, experimentando una forma de vida colectiva basada en la autogestión. Experiencia que se repite en la metrópolis de Santo Domingo de una manera en que los participantes tratan de interiorizar en sus vidas personales e inter-personales las ideas y practicas libertarias. Sucesivamente, desde ambos espacios, desde los diversos grupos e individualidades de Santo Domingo, y el grupo de Santiago, Cibao Libertario crearon la Federación Kiskeya Libertaria.

Entre las iniciativas libertarias y/o anarquistas expresadas por la federación podríamos mencionar:

1) Discusiones grupales en busca de afinidad, cada cierto tiempo.
2) Reuniones asamblearias, cada tantos meses.
3) Taller de Pensamiento Crítico, entre grupos afines y explorando afinidades a través de otros grupos como el Confederación Nacional de la Mujer Campesina y Articulación Nacional Campesina.
4) Participación en marchas.
5) Talleres de teatro; literatura y cine forum.
6) Bibliotecas de intercambio de libros gratuitos, llamado Biblioteca Libre. Y la organización de una biblioteca fija en el local de Cibao Libertario con aproximadamente mil libros. Con varios textos anarquistas y libertarios.
7) Huertos hogareños.
8) Café filosófico semanal.
9) Cooperativas informales.
10) Organización del 1er Congreso para una Federación Anarquista Centroamericana y Caribeña (FACC) junto con el Taller Libertario “Alfredo Lopez” (Cuba).

Además, herramientas como el Internet han sido y son de vital importancia para la construcción del anarquismo en República Dominicana, ya que muchas personas llegan a aceptar al anarquismo tratando de buscar, a través de la red, algo más allá de las perspectivas revolucionarias más conocidas en República Dominicana. Por ejemplo, la perspectiva marxista cada vez más desgastada, por las frustradas experiencias de la izquierda dominicana y del marxismo a nivel internacional.

Algunas personas llegaron a conocer al anarquismo mediante figuras como las de Noam Chomsky y Paul K. Feyerabend. Otras personas llegaron a conocer al anarquismo gracias a la cultura hacker del software libre, otras gracias a herramientas de redes sociales como el Facebook, otras gracias a portales libertarios y/o anarquistas, otras gracias a listas de correos, y varias vías mas.

Hasta ahora en República Dominicana se conocen alrededor de 40 anarquistas y más de esta cantidad de personas que más o menos llevan cierta afinidad cercana al anarquismo, y que participan en las iniciativas mencionadas anteriormente.

Varios anarquistas dominicanos regularmente tratan de llevar su práctica bajo los límites que disponen. El Internet ha servido mucho para que estos mantengan una interacción más fluida con otros fuera de su contexto dominicano y de esa manera afianzar su identidad con otros afines. Ellos tratan de vincular su actividad cotidiana tratando de acercarse al anarquismo lo más que les parezca posible, ya sea promoviendo bienes comunes como el software libre, o transportándose mediante el uso de la bicicleta, o conviviendo con otros afines a través de pequeñas iniciativas en intento de convertirse en comunas urbanas, o promoviendo talleres como el de Pensamiento Crítico, para ayudarse mutuamente a disponer de una perspectiva más crítica de la sociedad que les tocó vivir.

Lamentablemente, hasta ahora el movimiento anarquista dominicano carece de presencia y participación relevante en las luchas populares ante las injusticias sociales, no por falta de empatía, sino por circunstancias temporales, que esperamos ir cambiando lo antes posible.”

Comité de correspondencia para un primer congreso F.A.C.C.-