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[CAB] 1º DE MAIO: NENHUM DIREITO A MENOS!

Retirado de: https://anarquismo.noblogs.org/?p=145

A DIREITA DAS RUAS E A DIREITA DO GOVERNO: mais um ataque aos trabalhadores e trabalhadoras

São muitas as formas que a burguesia vem criando para aumentar seus lucros e seu controle sobre os trabalhadores, trabalhadoras, suas lutas e suas organizações. Desde meados da década de 1970 os opressores veem atacando sindicatos, direitos trabalhistas e sociais através dos ajustes decorrentes da reestruturação produtiva na esfera econômica e das políticas neoliberais na esfera política da sociedade. Sabemos que os direitos que adquirimos com as lutas sindicais do início do século XX nunca foram estendidos a toda a população, mas agora nossas conquistas são retiradas na marra. Privatizações, precarizações, terceirização e informalidade a despeito da necessidade de regulamentar as relações de trabalho são facetas de uma mesma moeda: a ofensiva burguesa e do Estado contra a classe trabalhadora. Ganham dinheiro nos explorando na labuta diária, controlando fundos de pensão, sindicatos e o acesso aos serviços básicos como saúde, educação, saneamento, transporte, abastecimento de água e energia elétrica. Assim o que está em curso no Brasil com a possível aprovação da PL 4330 é um grande golpe ao direito dos trabalhadores e trabalhadoras. Por isso o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), e parte significativa da base aliada do governo do Partido dos Trabalhadores (PT) colocou em toque de caixa a votação da PL 4330, com a devida colaboração da Força Sindical e dos partidos de “oposição”, como DEM e o Solidariedade.

Essa alteração nas leis trabalhistas, por sinal, inconstitucional e que altera as leis de trabalho vigentes, vai abrir a porta para a terceirização das relações de trabalho no país. A terceirização é uma forma neoliberal que os capitalistas encontraram para domesticar e precarizar os direitos dos trabalhadores. Trabalhadores terceirizados dificilmente conseguem pressionar as empresas para cumprir os direitos instituídos e podem ser demitidos com mais facilidade pelos patrões. Os trabalhadores terceirizados trabalham em média mais 3 horas por semana que os não terceirizados. Além disso, de cada 5 trabalhadores que morrem no trabalho, 4 são terceirizados e os terceirizados recebem 27% menos que os de carteira assinada.

Com esta maldita PL 4330 (Projeto de Lei) as “atividades fins” de cada empresa poderão também ser terceirizadas. Se até este momento só “atividades meio”, como limpeza, alimentação e segurança, poderiam ser repassadas para outras empresas, agora as “atividades fins” podem ser contratadas. Um exemplo, se antes somente a limpeza e a segurança do Banco do Brasil poderiam ser terceirizados, agora também a atividade bancária, isto é, os próprios bancários podem ser contratados por uma empresa terceirizada, ganhando menos, sem nenhuma relação de trabalho que dê estabilidade e segurança, ainda mais expostos ao assédio, a exploração e com menos direitos constituídos.

Assim, essa nova PL abre as portas para formalizar liberalização das relações de trabalho no país. Na verdade as empresas sempre desrespeitam parte das leis trabalhistas. O que acontecerá agora é a institucionalização e ampliação da precarização do trabalho que vai atingir cada vez mais trabalhadores, incluindo todos os que hoje se encontram assegurados. Por isso se a PL 4330 for aprovada um retrocesso incomensurável será concretizado contra a classe trabalhadora.

A direita que marcha nas ruas… e a direita que está no poder

Um dos líderes das manifestações de direita e extrema-direita que ocorreram no dia 15, faz parte de uma organização que propõe entre outras coisas, a flexibilização total das leis trabalhistas no país. Quem diria, que apesar das massivas manifestações nas ruas, organizadas por setores conservadores, o movimento decisivo de retirada dos direitos dos trabalhadores viria da base aliada do governo do PT. Dizem seus defensores que é uma medida que visa dar segurança jurídica para empregadores e empregados, dentro de um universo de 12 milhões de pessoas. Dizem estes que dilapidam nossas conquistas e capacidade de mobilização que é para estender os direitos trabalhistas constituídos a este universo de terceirizados no Brasil. Quanta hipocrisia!

Como já afirmado em outros comunicados, os ajustes fiscais neoliberais de Joaquim Levy, a repressão às lutas sociais, a política de militarização implementada tocada pelo PT nas favelas (UPP’s e exército), o congresso totalmente conservador, a expansão do plano IIRSA no Brasil e o menor índice de famílias assentadas na história da reforma agrária no país indicam que o programa da direita já está no poder. Seu trabalho agora é apenas acabar de reorganizar um novo ciclo de sua hegemonia dentro do Estado. O ciclo do PT e as ilusões de mudanças estruturais por dentro do Estado chegou ao m. O PT, partido que nasce de movimentos sociais e mobilizações sindicais com uma proposta de fazer as mudanças pela via eleitoral é a prova definitiva de como a estratégia de mudança por dentro do Estado é completamente equivocada.

Oposição ao governo só existe fora do governo

Enquanto isso as centrais sindicais e entidades ligadas ao governo (CUT, CTB, UNE etc) zeram um ato nacional em defesa dos direitos, a favor da reforma política e em defesa da Petrobrás. A CUT é a maior central sindical do país. Apesar disso, sua capacidade de mobilização é cada vez menor. Isso porque a CUT, é uma central sindical completamente burocratizada, atrelada ao governo e com dificuldade de renovação de seus quadros. O atrelamento da CUT ao governo fez com que esta central (que é a maior do país) não causasse nenhum tipo de incômodo a classe dominante.

O poder popular como resposta: Reconstruir as alternativas radicais

O ciclo do PT causou um estrago nas leiras da organização da classe trabalhadora. De partido que supostamente realizaria a mudança, o PT tornou-se agente e cúmplice dos piores ataques que a classe trabalhadora sofreu nos últimos anos. O PT é a prova de que se desejamos construir uma alternativa classista e de luta devemos reorganizar-nos com independência do governo, de partidos e empresas.

Temos que fortalecer a organização dos trabalhadores e das trabalhadoras, temos que exercitar a solidariedade de classe e o apoio mútuo. Não podemos permitir que a burguesia e o Estado nos fracione e estabeleça a competição e o individualismo como norma nas relações sociais. A resposta para defender os direitos dos trabalhadores é realizar uma transformação social signicativa, desde baixo e a esquerda, organizando as trabalhadoras e os trabalhadores nos bairros, nos espaços de moradia, produção e estudo. Precisamos fortalecer os movimentos sociais autônomos no campo e na cidade, garantindo que a luta seja construída de maneira combativa e com independência de classe, sem seguir os rumos de cooptação e colaboração de classe vistos na trajetória petista.

Por tudo que foi exposto acima defendemos a abertura de concursos imediata nos serviços públicos contra a farra das contratações, a revogação imediata deste projeto de lei, o m das terceirizações, com a imediata recriação das carreiras que hoje se encontram terceirizadas e em situação de precariedade e a liberdade de organização sindical para todos que vivem do seu próprio trabalho.

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É criando focos de resistência que avançamos na luta!

[CABN – Joinville] Sarau 1º de Maio

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/joinville-sarau-1o-de-maio/

O 1º de maio é uma data histórica importante na luta da classe oprimida, é o único feriado que representa o sangue e o suor de homens e mulheres que lutaram e lutam pela emancipação dos/as oprimidos/as.

Em Joinville, as empresas de comunicação, como os canais de televisão e os jornais, consideram o 1º de maio como um dia para cultuar o trabalho, não a luta e organização dos/as oprimidos/as. Os sindicatos burocratizados e pelegos sorteiam brindes e retiram toda pauta de reivindicação do dia. Todas estas medidas tentam enganar o povo em luta.

O Coletivo Anarquista Bandeira Negra realiza o Sarau 1º de Maio com intuito de combater as ações e mentiras do capitalismo e do Estado. Por isso, convidamos os companheiros e as companheiras que lutam ombro a ombro contra as opressões para trazer a sua manifestação artística, como música, contação de história e poesia. Além da arte, o evento será um momento para lembrarmos os nossos irmãos e as nossas irmãs que tombaram na luta de resistência ao capital.

Companheiros e companheiras, convidamos para participar do evento como público, mas também trazer uma torta doce ou salgada para compartilhar na mesa solidária. E, caso você tenha um poema ou arte na gaveta, traga a sua manifestação de luta por meio da arte.

A atividade acontece no dia 1º de maio, às 17h, no Centro de Direitos Humanos de Joinville “Maria da Graça Bráz”, rua Plácido Olímpio de Oliveira, 660, Bucarein.

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[CABN] Boletim CABN out/2014

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/boletim-cabn-out2014/

Salve companheiras e companheiros!

Neste boletim de outubro: 11 anos da ocupação na Univille; Dia nacional de luta pelo Passe Livre; Eleições; Campanha “Protesto não é Crime!”; Resistência Curda; Terrorismo de Estado no México

11 anos da Ocupação na Univille

No dia 30 de outubro, relembramos a Ocupação da Reitoria da Univille em 2003, ação de grande repercussão na cidade e que foi vitoriosa em impedir o aumento das mensalidades na Universidade. Leia aqui:
http://www.cabn.libertar.org/joinville-memoria-do-movimento-estudantil-da-univille/

Dia Nacional de Luta pelo Passe Livre

O 26 de outubro, Dia Nacional de Luta pelo Passe Livre, marcou em 2014 os 10 anos da primeira Revolta da Catraca em Florianópolis. O Movimento Passe Livre de Joinville e de Florianópolis realizaram atos para marcar a data, para defender a bandeira da Tarifa Zero e lutar contra a criminalização de militantes em Joinville. Leia mais em:
http://www.cabn.libertar.org/dia-nacional-de-luta-pelo-passe-livre-uma-decada-da-revolta-da-catraca/
Relato da manifestação em Joinville:
http://www.amargem.info/mpl-entrega-dobradica-de-ouro-a-sociedade-harmonia-lyra/

Eleições

Reproduzimos em nossa página uma análise do resultado eleitoral produzida pelo Coletivo Anarquista Luta de Classe, do Paraná, que pode ser lida aqui:
http://www.cabn.libertar.org/breve-analise-socialista-libertaria-dobre-o-resultado-das-urnas-em-2014/

Chamamos também atenção para uma nota da Coordenação Anarquista Brasileira denunciando as calúnias e difamações realizadas por indivíduos e grupos que se consideram libertários, mas dedicaram seu tempo a inventar mentiras para desmerecer a atuação da CAB:
http://www.cabn.libertar.org/cab-nota-de-repudio-a-difamacao-politica/

Campanha Protesto Não é Crime!

Em Joinville, uma ampla campanha com distintos setores da esquerda combativa foi lançada, com o mote “Protesto Não é Crime!”. A iniciativa é uma resposta à série de processos políticos a militantes sociais da cidade, uma tentativa de silenciar as lutas populares. A campanha começou com um debate na Ielusc e uma manifestação em conjunto com o Movimento Passe Livre. Leia mais aqui:
http://www.cabn.libertar.org/joinville-debate-criminalizacao-dos-movimentos-sociais-com-eloisa-samy/
http://www.cabn.libertar.org/joinville-campanha-protesto-nao-e-crime-2/

Resistência Curda

Divulgamos aqui uma importante iniciativa de apoio e solidariedade à aguerrida luta popular curda, que nesse momento enfrenta o fascismo teocrático do Estado Islâmico na fronteira entre a Turquia e a Síria, território de maioria curda. Apesar do apoio dúbio e atrasado de algumas nações, a população curda organizou uma forte luta armada com grande protagonismo das mulheres para enfrentar o inimigo, pré-requisito para garantir seu território e as medidas progressistas e libertárias que vêm sendo tomadas. Mais informações aqui:
http://anarquismorj.wordpress.com/2014/10/14/solidariedade-a-resistencia-popular-curda/
http://resistenciacurda.wordpress.com/
https://www.facebook.com/resistenciacurda

Terrorismo de Estado no México

Já passa de um mês desde que sumiram 43 estudantes secundaristas mexicanos da região rural de Guerrero. Neste momento, há uma grande mobilização em todo o país e ações de solidariedade em todo o mundo. Por todas as ruas do México, a palavra de ordem é: “Vivos os levaram, vivos os queremos de volta!” Leia mais em:
http://www.coletivocompa.org/2014/11/solidariedade-ao-povo-mexicano-na-luta.html

Saudações libertárias!

Coletivo Anarquista Bandeira Negra, integrante da Coordenação Anarquista Brasileira

ca-bn@riseup.net | http://cabn.libertar.org

Para entrar em nossa lista de notícias, envie um e-mail para ca-bn@riseup.net

Banquinha de livros e materiais libertários à venda em Florianópolis.

[FARJ] Solidariedade à resistência popular e feminina Curda

Retirado de: http://anarquismorj.wordpress.com/2014/10/14/solidariedade-a-resistencia-popular-curda/

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A guerra civil na Síria trouxe novos elementos para a conjuntura da região curda. Inspirados em diversas tradições populares de resistência, um setor significativo dos curdos participa de uma experiência que deve ser olhada com atenção por todos os setores revolucionários.

Os curdos tem uma história longa de revoltas contra a opressão realizada por diversos Estados-nação. O chamado Curdistão não é um Estado nacional, mas um território (“terra dos curdos”) que abrange partes do Iraque, Síria, Irã, Armênia e Arzeibajão, onde vivem aproximadamente 26 milhões de pessoas. A guerra civil na Síria propiciou a emergência do grupo de extrema-direita Estado Islâmico (ISIS) que pretende construir inicialmente um califado nas regiões do Iraque e da Síria. O grande problema é que o ISIS avança sobre amplos territórios, na perspectiva de construção de um Estado islâmico de extrema-direita que teria conseqüências funestas para o futuro da classe trabalhadora (e principalmente das mulheres) em toda região. O imperialismo protagonizado pela OTAN (que em grande medida é parte do problema) realiza seu “teatro” de guerra, aguardando o ISIS massacrar a resistência popular curda em Kobanê, para provavelmente fazer a intervenção no momento mais adequado e impor seus governos fantoches já com a derrota do protagonismo do povo curdo.

Nesse exato momento, setores populares e revolucionárias/os lutam com escassos recursos em áreas liberadas contra o Estado Islâmico. que incluem assembleias populares, conselhos (com equilíbrio étnico) e a formação de um braço armado feminino (ligado ao PKK), o YPJ. Nesse momento de crise a nossa solidariedade deve ser uma solidariedade de classe que ultrapasse as fronteiras políticas dos Estados-nacionais e as divisões no interior da classe trabalhadora. A luta popular curda decidirá em grande medida o destino daquela região, frente a extrema-direita fascista do ISIS, a omissão planejada da ONU e o imperialismo da OTAN. Por isso devemos apoiar ativamente a luta popular curda!

Todo apoio a resistência popular curda! Kobane vencerá!

BARRAMOS DE NOVO! A LUTA NÃO VAI PARAR! RESISTIR PARA AVANÇARMOS!

Mais uma vez as três categorias da Universidade Federal do Paraná (estudantes, servidores e professores) de forma unida conseguiram barrar a entrada da EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), ou seja, a privatização do Hospital de Clínicas! 

Além dos estudantes, trabalhadores e trabalhadoras de Curitiba vieram compor a luta conosco lutadores e lutadoras do Paraná e do Brasil inteiro! E conseguimos barrar mais uma vez a privatização da saúde.

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Após uma manhã inteira de mobilização, com panfletagens e atividades, centenas de estudantes e trabalhadores esperavam a convocação do Conselho Universitário (COUN) determinando o local em que ocorreria a votação da aprovação ou não da EBSERH.

Em mais uma manobra política do tucano Zaki (Reitor da UFPR) o local da reunião foi divulgado com uma hora de antecedência, tendo conselheiros do sindicato dos técnicos (SINDITEST) que ficaram sabendo do lugar apenas 20 minutos antes do horário marcado.

Como a maior parte dos conselheiros faz parte da burocracia da UFPR e se aliam com Zaki para conseguirem mais privilégios, de forma que defendem a privatização com todas suas forças, a EBSERH só poderia ser barrada com a força do movimento. Por isso, durante horas as categorias da universidade resistiram fazendo cordões de isolamento nas inúmeras entradas da Sede dos Correios para impedir que os conselheiros entrassem, paralisando ruas e impedindo que essa reunião acontecesse.

Após muita resistência, os burocratas tiveram que se utilizar da força de seus capatazes, a polícia, para conseguirem o número mínimo de conselheiros necessários para a votação. Em mais uma atitude truculenta e autoritária, a polícia avançou suas viaturas e um micro-ônibus (em que estavam 12 conselheiros) para cima dos lutadores e ainda agrediu estudantes e técnicos com chutes e pancadas.

Mesmo com o número mínimo de conselheiros para a reunião acontecer conseguimos pressionar e adiar a votação! O movimento já havia entrado com uma liminar na justiça exigindo a invalidade do COUN por não ter sido convocado com 48 horas de antecedência e por não acontecer nas dependências da UFPR. Após mais pressão das categorias combativas chegou um Oficial de Justiça trazendo a decisão sobre a invalidade do COUN e ainda assim, Zaki tentou “escapar”, recusando-se primeiramente a receber o oficial, mas depois cedeu.

BARRAMOS MAIS UMA VEZ A PRIVATIZAÇÃO! Depois de toda pressão, a Reitoria e seus burocratas, que só defendem a classe dominante, ainda vão tentar privatizar o HC! Mas dessa vez, o COUN terá que acontecer na Reitoria da UFPR e terá que ser convocado com 48 horas de antecedência! E VAMOS BARRAR DE NOVO!

barramos de novo

VAMOS RESISTIR DE NOVO!

É SÓ PELA FORÇA DAS RUAS QUE MANTEMOS E CONQUISTAMOS DIREITOS!

EBSERH, AQUI NÃO!

LUTAR! CRIAR PODER POPULAR!

[CABN] 1º de Maio… a memória não morre

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/1o-de-maio-a-memoria-nao-morre/

O trabalho ocupa todo o seu tempo, Hora extra é necessário pro alimento
Uns reais a mais no salário, esmola do patrão
Ser escravo do dinheiro é isso, fulano! 360 dias por ano sem plano
Se a escravidão acabar pra você. Vai viver de quem? Vai viver de quê?

(Periferia é Periferia – Racionais MC’s)

O 1º de Maio tem sido, ao longo dos anos, uma comemoração, um feriado para quem trabalha ou quem está sem emprego, um dia de descanso, uma data no calendário de feriadões a mais no ano. Vemos toda uma apologia ao lazer e ao ócio, literalmente um dia em que os empresários e demais setores do trabalho fazem desta data uma festa. A começar pela propaganda: “Dia do Trabalho!”. Sindicatos fazem sorteios de carros e prêmios, apresentações artísticas, dentre outros eventos culturais que, segundo eles, visam ao prazer do ofício.

O que muita gente não sabe é que a história deste “feriado” condiz com uma batalha constante de luta por melhores condições de vida e que, nesta batalha, muitas vidas se perderam e muitas vitórias foram alcançadas. Seu nome correto é Dia do Trabalhador, ou mais precisamente: Dia do Internacionalismo Proletário. Algumas pessoas pensam que aquelas lutas por direitos são muito antigas e hoje já estão ultrapassadas, por isso não há motivos para continuar vivendo de velhas memórias. Será mesmo?

1º de Maio não é festa! Está na hora de abrirmos os olhos e ver o horizonte à frente, livre de exploração, desigualdade e miséria. O ideal de uma vida conquistada pela solidariedade e na luta. Vivemos numa sociedade onde a extrema miséria, desemprego e informalidade são reais e nossas ações estão cada vez mais voltadas a interesses alheios, o que não difere dos séculos passados. Desde sempre, não são os rebeldes que criam os problemas no mundo, são os problemas do mundo que criam os rebeldes.

1º de Maio é para resistir contra: a precarização de todos os serviços básicos; a lógica do Capital; a falta de moradia, terra, mobilidade e empregos; a militarização das polícias; o controle midiático; as políticas de higienização social; a criminalização das manifestações populares e da classe trabalhadora; a opressão que sofrem cotidianamente os povos tradicionais e indígenas, as mulheres, a população negra e a população LGBT; contra o apartheid social e a busca constante de esterilização dos movimentos sociais na luta de classes.

1º de Maio pelo 
direito à organização popular, pelo direito aos de baixo levantarem suas vozes e suas bandeiras contrao terrorismo de Estado, a invisibilização da pobreza e todo tipo de opressão e exploração!

NÃO SE INTIMIDAR, NÃO DESMOBILIZAR.

RODEAR DE SOLIDARIEDADE OS QUE LUTAM!

PROTESTAR NÃO É CRIME!

Coletivo Anarquista Bandeira Negra

[CABN – Florianópolis] Ocupação Palmares Resiste e Vive!

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/?p=1301

Durante o Carnaval, a Ocupação Palmares foi invadida duas vezes pela Polícia Militar e Floram, que derrubaram uma casa sem ordem oficial e também levaram todos os pertences de uma família. Abaixo, segue o primeiro vídeo do documentário sobre a Ocupação Palmares, produzido após os ocorridos. Este vídeo desconstrói a versão utilizada pelos veículos de comunicação de Florianópolis sobre os procedimentos da PM e da leitura de zoneamento realizada pela Floram.

Relato da Frente Autônoma de Luta por Moradia (FALM):

No último sábado de carnaval, por volta das 14 horas, Floram, Polícia Militar e CHOQUE foram autores de uma operação criminosa e desastrada na Ocupação Palmares, localizada no Alto da Caeira, no Maciço do Morro da Cruz (Florianópolis/SC). Ameaçando confiscar (roubar) as madeiras de um dos moradores, os policiais armados partiram para o confronto com moradoras e moradores. Mulheres, homens e crianças foram atacadxs com spray de pimenta e alguns foram atingidos por cacetadas e tiro de bala-de-borracha. Um dos moradores teve de ir ao hospital devido a um ferimento na cabeça. As agressões covardes iniciaram-se verbalmente, com policiais chamando moradorxs de “merdas”. Além de empurrarem uma mulher de uma altura de 2 metros, após dispararem os tiros, – e sabendo que o apoio jurídico e de militantes da FALM estava a caminho – os policiais partiram em retirada comentando entre eles: “Fizemos merda!”

É inaceitável que uma força truculenta de mais de 10 camburões, tropa de choque e PM venham apontar fuzis e cacetetes contra uma população desarmada, crianças e famílias inteiras. Na tarde de sábado, a PM usou da sua força para agredir moradoras e moradores com balas de borracha, spray de pimenta e cacetadas. Violência efetivada sobre famílias que apenas protestavam com justa causa. Um morador (pastor) teve sua cabeça atingida por um cacetete onde sofreu mais de 5 pontos, que deu entrada contra a violência ocasionada. Jamais houve um único papel assinado permitindo derrubar casas, pelo contrário, há “apropriação indevida” das madeirasm, eletrodomésticos e utensílios pessoais sem devolução permitida por parte dessas operações. É lamentável verificar que, como sempre, a política do governo é de se negar a dialogar com os mais necessitados e, em troca, saber que Florianópolis possui um dos déficits mais altos em questão de moradia no país, vide Moeda Verde, novo “Plano Diretor”, e toda uma rede de corrupção e especulação provinda contra àqueles que menos tem acesso às necessidades básicas.

Nesta segunda-feira (03 de março), em mais uma ação ilegal da Floram com o auxílio do efetivo da PM, o trabalho sujo foi terminado. A casa a qual tinham derrubado pela metade foi, nesta tarde, completamente destruída. Não bastasse isso, levaram (isto é, roubaram) todas as madeiras, móveis e eletrodomésticos dos moradores. É esse o carnaval que a Prefeitura Municipal de Florianópolis propiciou para esses moradores: SEM CASA, SEM NADA.

Não há política de moradia, mas há política de despejo.
Contra a ação truculenta da polícia!
Pelo direito à moradia e contra a criminalização da luta!
Todo apoio à Ocupação Palmares!

“Se não há igualdade para os pobres, que não haja paz para os ricos!”

PALMARES RESISTE!

Frente Autônoma de Luta por Moradia (FALM)

[FAG] (Greve dos rodoviários) Fortalecer a resistência para arrancar as reivindicações cortando o lucro dos patrões!

Retirado de: http://www.federacaoanarquistagaucha.org/?p=273

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Assembléia dos rodoviários

 

Completaram duas semanas da greve dos rodoviários e neste momento estamos diante de um aumento do ataque dos patrões e seus aliados: a grande mídia, a prefeitura e o judiciário. Ao longo desses dias os companheiros vivenciaram a perseguição patronal através das ameaças, do corte do ponto e da suspensão do plano de saúde. Apesar das dificuldades, os piquetes continuaram firmes fazendo cumprir a decisão soberana da assembléia em manter a greve. Diante desse contexto, é importante fazermos uma avaliação do atual momento em que se encontra essa luta para superar os desafios que o inimigo de classe nos impõe.

O papel dos meios de comunicação na defesa dos patrões!

Ao longo dessa última semana, as notícias sobre a greve que foram veiculadas tanto na televisão, quanto no rádio ou no jornal, não tiveram como fonte principal o rodoviário grevista  Ou seja, muitos falaram e opinaram sobre a greve, porém muito pouco a mídia entrevistou o comando de greve e menos ainda aqueles que estavam à frente dos piquetes. Coincidentemente, nos programas e nas entrevistas as fontes eram técnicos, “especialistas”, vereadores e burocratas. Pra resumir, o efeito intencional que se quis produzir com isso foi o de não dar visibilidade para os protagonistas da greve e as suas razões, pois a mobilização está sob o controle da base e propagar isso seria multiplicar a luta.

Na véspera da última assembléia a fábrica de mentiras chamada RB$ plantava a notícia de que haviam rodoviários querendo voltar ao trabalho, semeando discórdia na base da categoria para enfraquecer a greve. A mesma linha editorial foi repetida diariamente onde a mídia burguesa conspirou com a patronal para tentar produzir efeito de verdade e minar o movimento. Por outro lado, pouquíssima ênfase foi dada ao conteúdo do relatório do Tribunal de Contas do Estado que expõe o verdadeiro sistema de privilégios onde é nítido o favorecimento das empresas que lucram há décadas no transporte público da capital às custas das tarifas abusivas, do arrocho salarial dos rodoviários e intensas jornadas de trabalho com banco de horas.

Hoje, os trabalhadores rodoviários além de receberem péssimos salários, são explorados também por uma estressante jornada de trabalho e pelo banco de horas que os deixa refém dos patrões na medida em que impede o trabalhador de controlar sua jornada de trabalho, sendo obrigado a mudar seus horários, fazer horas extras e comprometer sua folga a favor dos patrões sanguessugas. Nada disso é considerado pela RB$ e nunca será, pois são porta-vozes de nossos inimigos de classe.

O papel da justiça na sociedade de classes.

A decisão da última sexta tomada pelo Juiz do Trabalho é mais uma favorável aos patrões. Na prática, proíbe os piquetes a partir de segunda-feira e dá precedente para o uso da força policial. Na verdade, não é a primeira e nem será a última vez em que a “justiça” se posicionará contra os trabalhadores que lutam pelos seus direitos. A própria greve é considerada ilegal pelos de cima (as classes dominantes), mas isso tampouco foi fator capaz de impedir que, de forma legítima, os rodoviários aprovassem a greve por unanimidade.

A forma de fazer justiça, para os debaixo (o povo oprimido), é através da ação direta expressada hoje nos piquetes nas garagens e na tomada das ruas pelas lutas em defesa do transporte público. É aí que reside a força capaz de virar o jogo e colocar em xeque os interesses dominantes. Apenas pra tomar como exemplo, foi a força das ruas das dezenas de milhares de lutadores que ao longo do ano fez a pauta do transporte avançar pela condução do Bloco de Lutas e não pelo conchavo dos gabinetes. Apesar das perseguições e das medidas repressivas por parte dos patrões e governos, é a unidade e a coesão do movimento que tem garantido algumas conquistas importantes. Portanto, não podemos nos intimidar diante dos fatos, pois no patamar em que estamos nessa luta é mais do que necessário a firmeza na defesa das nossas convicções.

A pelegada convoca a imprensa para reafirmar sua obediência aos patrões e polemizar contra a greve.

Na última sexta-feira, a direção pelega do sindicato ao lado da Força Sindical convocou uma coletiva de imprensa que tinha por objetivo prestar contas aos patrões sobre o papel obediente do sindicato e defender o fim da greve. A atitude do sindicato ocorreu à revelia do comando de greve chegando inclusive a disparar acusações contra esses companheiros eleitos em assembléia. Essa foi uma demonstração desesperada de uma direção sem nenhuma legitimidade na categoria, mas que tirou proveito da circunstância para destilar veneno e ódio propagado pela mídia contra as forças de esquerda, sindicatos solidários à greve e o Bloco de Lutas. Mais uma vez, a conspiração patronal e midiática tentando fragmentar a luta dos trabalhadores usando de um discurso supostamente apolítico ventilado pelo sindicado, mas que tem o seu presidente como vereador pelo PMDB no município de Alvorada e a Força Sindical que é uma histórica aliada de governos e entidades patronais.

Solidariedade, esse é o nosso dever! Unificar as lutas!

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Assembléia dos trabalhadores rodoviários da Carris

Neste momento em que há uma reação conservadora envolvendo os patrões, a mídia, os pelegos e a justiça burguesa, a solidariedade de classe com a greve dos rodoviários deve ser pauta prioritária do conjunto da esquerda do movimento sindical e popular combativo. Respeitada a decisão soberana da assembléia, é mais do que fundamental fortalecer os piquetes nas garagens e medidas de apoio a greve como panfletagens nas vilas, organização de atos públicos como os recentemente organizados pelo Bloco de Lutas e todo tipo de medida que estiver ao alcance.

Essas duas semanas de conflito deflagrado contra patronal do transporte, deixou evidente os interesses conservadores da classe dominante bastante influente nas decisões não só econômicas, mas também políticas da cidade. É por isso que as urgências reivindicadas pelos rodoviários e pelo Bloco de Lutas não cabem nesse modelo de transporte e tampouco serão fruto de um voto nas urnas. Para fazer valer de forma integral a pauta reivindicada por ambos os setores o modelo é de um transporte 100% público sob controle dos trabalhadores e usuários. Que os ricos paguem a conta!

Como medida de luta, é hora do movimento sindical colocar generosamente suas forças na defesa intransigente do direito de greve. Está na ordem do dia também a unificação dos distintos movimentos de greve que estão em luta na cidade, a exemplo do estado de greve dos municipários da área da saúde e trabalhadores dos correios, pois é com unidade pela base que se fortalecem as lutas das distintas categorias para enfrentar os patrões e governos. Nossas lutas devem ir muito além de nossas categorias e reivindicações pontuais, transformando-se em uma verdadeira luta de classe, dos trabalhadores e oprimidos como um todo. Se os patrões e governantes se unificam em suas associações e juntos nos atacam, pela grande mídia, com retirada de direitos, entre outras formas, nos resta também nos unificarmos para resistir e contra-golpear esses parasitas que se enriquecem com nosso suor.

Não se intimidar! Não se desmobilizar! Rodear de solidariedade os que lutam!

Por aumento salarial sem aumento nas tarifas! Redução da jornada de trabalho para 6h e fim do banco de horas!

Avançar nossos direitos cortando o lucro dos patrões!

Toda solidariedade a greve dos rodoviários!