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[FARJ] A pró-imperialista Yoani Sánchez e os debates no campo da esquerda: uma opinião socialista libertária

Retirado de: http://farj.org/

Federação Anarquista do Rio de Janeiro

Integrante da Coordenação Anarquista Brasileira

A vinda da “ativista” Yoani Sánchez despertou atenção de muitos, reacendendo um debate não apenas sobre o governo Cubano, mas também sobre questões-chave aos trabalhadores e aqueles que lutam. Modestamente, tentamos emitir nossa opinião sobre o tema. Ainda que o debate gere e reacenda muitas paixões, permitimo-nos tecer algumas considerações.

Que fique claro: uma pró-imperialista que defende a “liberdade” em marcos muito distantes dos da classe trabalhadora. Primeiramente, precisamos afirmar que há argumentos bastante plausíveis de que Yoani é sim uma agente do imperialismo estadunidense e que recebe apoio (financeiro, logístico e político) do governo dos EUA e/ou dos grupos anti-castristas da Flórida para promover seus ataques contra Cuba (amplo apoio tecnológico, de tradução, recursos, etc.). A blogueira defende, lamentavelmente, um capitalismo sui generis (ver entrevista citada no final deste documento), tudo o que nós socialistas libertários condenamos e combatemos. Assim, é preciso que fique bastante claro, que Yoani é uma inimiga de quaisquer avanços populares. Na sua vinda, por exemplo, foi recepcionada e ovacionada pelos setores da direita mais reacionária do país e que surfaram na “popularidade” fabricada de Yoani. Cabe ressaltar, também, o enorme destaque dado pela imprensa monopolista do RJ (Globo) e de SP (Folha e Estadão). Tal destaque não foi dado, por exemplo, ao militar que denunciou crimes de guerra dos EUA, Bradley Manning (que hoje se encontra preso nos EUA) e, tampouco, a Julian Assange, que revelou as entranhas do imperialismo com a wikileaks, sem qualquer defesa entusiástica por parte da mídia burguesa.

Neste caso, Yoani e a mídia corporativa na sua luta pela “liberdade” de expressão, enquadram-se na mentalidade e demandas (neo) liberais mais canhestras, pois prontamente atacam as conquistas sociais da Revolução Cubana. Posicionamo-nos, neste sentido, em repúdio à atuação desta personagem, que está sendo utilizada pelas instituições mais perversas do cenário mundial e que, ao que tudo indica, parece estar gostando disto. Aqui, por exemplo, foi recepcionada por deputados claramente vinculados a direita política, os mesmos que ajudam a oprimir nosso povo. Se a mídia burguesa e os setores de direita dão todo apoio a Sánchez isso indica que querem silenciar outras vozes, inclusive vozes críticas ao isolamento/burocratização de Cuba, mas que não fogem dos marcos de um socialismo que debata também a real socialização das decisões políticas. Neste ponto, estamos decididamente com a classe trabalhadora e seus lutadores. Repudiaremos quaisquer formas de imperialismos, que tanto massacram nosso povo e os povos em outras partes do mundo.

Fundamentamos essas questões a partir de um referencial classista, socialista e libertário, o qual não vamos abrir mão. A liberdade exigida por Yoani Sánchez não é nem de longe a mesma exigida por nós, anarquistas. Não pode haver, como bem ressalta Mikhail Bakunin, liberdade sem socialismo e, tampouco, socialismo sem liberdade, esta equação, que guardadas às ironias, é admitida como impossível por estalinistas e liberais e que orienta as demais considerações a seguir.

Além da denúncia da atuação lamentável de Yoani, cabe um debate necessário e fraterno sobre questões caras ao campo da esquerda e aos lutadores populares. Sabemos entretanto, que quando alguma organização faz este debate, o estalinismo costuma “colocar no mesmo saco” as críticas ao seu modus operandi pela esquerda, como “críticas de direita”. Quanto a esse procedimento histórico, só podemos lamentar sua profunda miopia política e falta de autocrítica. Falamos à partir de um lugar determinado. O lugar dos que lutam, dos que repudiam o imperialismo e dos que colocam modestamente sua pequena parte nas barricadas contra o capital.

A Revolução Cubana, que retorna na polarização Yoani e castristas ou pró-cubanos foi um marco para o imaginário e o avanço das lutas populares na América Latina. Os anarquistas, a despeito do desconhecimento ou silenciamento histórico sobre sua participação, cerraram fileiras com o povo cubano. Protagonizaram a revolução junto com outros setores populares, participando ativamente dos sindicatos que existiam em Cuba, à véspera da revolução e nas lutas que se seguiram. Com o golpe castrista, esses mesmos companheiros, que estavam juntos na luta, foram traídos por discordarem do modelo autoritário implementado paulatinamente por Fidel Castro e alguns membros de seu estado-maior. A lista de socialistas libertários perseguidos pelo regime castrista é longa. Rolando Tamargo e Ventura Suárez, fuzilados; Sebastián Aguilar Filho, assassinado a tiros; Eusebio Otero apareceu morto em sua casa; Raúl Negrín, acossado pela perseguição, se suicidou ateando-se fogo’. Por outra parte, foram detidos e condenados a penas de prisão os seguintes companheiros: Modesto Piñeiro, Floreal Barrera, Suria Linsuaín, Manuel González, José Aceña, Isidro Moscú, Norberto Torres, Sicinio Torres, José Mandado Marcos, Plácido Méndez e Luis Linsuaín, oficiais estes dois últimos do Ejército Rebelde (Exército Rebelde). Francisco Aguirre morreu na prisão, Victoriano Hernández, doente e cego pelas torturas carcerárias, suicidou-se; e José Alvarez Micheltorena morreu poucas semanas antes de sair da prisão”. Casto Moscú, como citado acima, foi preso na sede da ALC – que abrigara membros do M26J durante a revolução. Logrou um indulto e rumou para o exílio no México. Esses lutadores eram todos notórios anticapitalistas e antiimperialistas. Não se alinhavam com os que esmagam nossa classe, mas mesmo assim foram perseguidos por defenderem o socialismo libertário.

Os setores estalinistas, como vimos, logo que se encastelaram no poder, destruíram a diversidade das correntes de esquerda existentes em Cuba e limitaram profundamente as melhores possibilidades da Revolução. Esmagaram, assim, a heterogeneidade ideológica que permitia o debate fraterno e a democracia popular no campo da esquerda. O socialismo perseguido pela revolução cubana em seus horizontes logo se transformou em um primitivo capitalismo de estado, na ilha que ainda hoje depende da produção açucareira e do turismo. Muitos avanços e conquistas da Revolução foram mantidos e hoje são um orgulho para o povo cubano, como no campo da saúde e da educação. Mas o retrocesso produzido pelo estalinismo impediu o povo de construir o poder popular de fato. O processo revolucionário em Cuba não deve ser confundido com o castrismo, que nada mais é do que uma política de centralização do poder e de burocratização da histórica e heróica Revolução Cubana. Apoiamos o povo cubano e a Revolução e repudiamos firmemente o imperialismo estadunidense. Ao mesmo tempo, nos posicionamos sempre críticos e alertas ao estalinismo e a burocracia vermelha que esmagam as conquistas históricas das revoluções e silenciam as oposições de esquerda que intentam radicalizá-las. A burocratização das revoluções é sempre a primeira etapa da derrota popular. Assim o foi com a URSS e, ao que tudo indica, se o povo cubano não conseguir imprimir seu protagonismo por fora das burocracias, assim o será com a ilha de Cuba.

A democracia direta, que nós anarquistas defendemos, pressupõe o protagonismo e o federalismo como tática e estratégia que conforma o poder popular e constrói os instrumentos de luta da classe trabalhadora. O socialismo para nós não pode ser construído sem democracia direta e liberdade, tampouco sem classismo, ação direta e protagonismo popular. Na URSS, por exemplo, Leon Trotsky abriu, nesse sentido, um largo caminho para o estalinismo, militarizando os sovietes (conselhos de trabalhadores) e reprimindo brutalmente os trabalhadores que os defendiam. Liderando o Exército Vermelho, esmagou a comuna de Kronstadt e a Revolução Social na Ucrânia. Os trotskistas, sempre que falam de democracia, o fazem com um pesado “cadáver” histórico em seus ombros.

A defesa da democracia direta, do classismo e do poder popular passa pela nossa atuação nos movimentos populares, sindical e estudantil. Nesse caminho de construção dessa democracia direta e popular das bases acaba esbarrando com práticas de burocratização que abrem as portas para a falta de liberdade e para o possível retorno da direita ao cenário político após os processos revolucionários. Por isso, defendemos ampla participação popular e democracia direta, construindo um poder popular que emane das bases, para que não se encastelem nos movimentos populares (sindical, rural e estudantil) vanguardas que façam o povo deixar de decidir sobre seu próprio destino e freiem os processos revolucionários.

Combateremos sempre, como minoria ativa, quaisquer formas de imperialismo e de burocratização, assim como nos colocaremos permanentemente enérgicos contra a democracia burguesa que oprime os trabalhadores e trabalhadoras do mundo.

Todo apoio ao povo cubano! Fora Yoani Sánchez! Pela democracia direta e popular contra a burocratização!

Conferir mais sobre o tema:

Entrevista de Yoani ao jornalista Salim Lamrani:http://www.viomundo.com.br/entrevistas/salim-lamrani-um-bate-papo-com-yoani-sanchez.html

Revolução Cubana: mais à esquerda que o castrismo

http://www.anarkismo.net/article/12126

[CAB] Lançamento de revista da CAB: “Socialismo Libertário” n° 1

Lançamento de revista da CAB

Em junho de 2012 a CAB publica o primeiro número de sua revista “Socialismo Libertário”. Seguem abaixo o sumário e o editorial da revista com os links para os artigos na internet. O donwload da revista em PDF também pode ser aqui realizado.

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Revista “Socialismo Libertário” num. 1

Em junho de 2012 a CAB publica o primeiro número de sua revista “Socialismo Libertário”. Seguem abaixo o sumário e o editorial da revista com os links para os artigos na internet. O donwload da revista em PDF também pode ser aqui realizado.

Revista Socialismo Libertário num. 1
Baixe aqui a revista em PDF

Sumário:

Editorial

Há 150 anos, homens e mulheres aspiraram à união e à coordenação internacional do incipiente movimento operário, para, através do federalismo e da livre associação, reunir a força necessária para golpear e derrubar o capitalismo. Durante esse processo, os anarquistas estiveram presentes e constituíram parte significativa desse esforço militante.

Estivemos nas barricadas da Comuna de Paris, em 1871, nas experiências comunais das revoltas na Macedônia, em 1903, nas lutas e nos sonhos criados pela Revolução Mexicana de 1911, nos combates encarniçados da Revolução Russa, de 1917. Aspiramos e construímos nossos sonhos libertários durante a Revolução na Manchúria (1929-1931), a Revolução Espanhola (1936-1939) e a Revolução Cubana, de 1959. Mais tardiamente, estivemos nas universidades e fábricas nos acontecimentos do Maio de 68 e nas lutas contra as ditaduras da América Latina. Fizemos parte da Primeira Internacional (1864-1877), da Segunda Internacional (1889-1916) e da Internacional Anarco-Sindicalista, de 1922. Impulsionamos sindicatos de intenção revolucionária e organizações anarquistas nas Américas, na Europa, na Ásia, na África e na Oceania. Temos mantido permanentemente, desde o surgimento do anarquismo, nossa presença em meio às lutas sociais nos cinco continentes.

Em solo nacional, nos misturamos, desde a Primeira República, aos combates classistas nos bairros, nas ruas e nas fábricas, sempre com a utopia da transformação radical sublinhando nossas ações. Há 100 anos, no estado de São Paulo, militantes operários decidiram dar um basta à educação vigente, elitizada, restrita e a serviço do pensamento dominante; unindo pensamento e ação, plantaram as sementes das escolas modernas. Cinco anos depois, o movimento operário realizou uma greve geral em vários estados, como São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Tais mobilizações, ocorridas em 1917, há 95 anos, também contaram com a presença da militância anarquista, que ajudou a constituir o que chamamos hoje de luta sindical. Os anarquistas também construíram espaços específicos para o debate de suas questões, para estabelecer acordos, analisar a realidade em que viviam, produzir declarações públicas e planejar suas ações. Esse foi o caso dos grupos anarquistas formados no início do século, tais como a Aliança Anarquista do Rio de Janeiro, em 1918 – que teve vida curta, atingida duramente pela repressão – e o Partido Comunista (libertário), de 1919. Esta iniciativa organizacionista, recorrente, jamais foi apagada pelo tempo. No contexto da redemocratização (depois do Estado Novo getulista), os anarquistas brasileiros, após anos de ditadura, tentaram, apesar das dificuldades, reorganizar-se numa Federação Anarquista de âmbito nacional. Atuam neste período, de 1946 a 1959, a União Anarquista de São Paulo, a União Anarquista do Rio de Janeiro, o grupo anarquista Ácratas do Rio Grande do Sul e individualidades de outros estados.

Nesse processo, há 55 anos foi realizada a Conferência Anarquista Americana, em Montevidéu, no Uruguai, contando com a presença de delegados do Brasil, da Argentina, dos Estados Unidos, do Paraguai, do México e do próprio país sede, servindo como um desses espaços para a articulação e o fortalecimento do anarquismo.

Todas essas iniciativas demonstram a vontade histórica dos anarquistas de se organizar para intervir com maior vigor no terreno da luta de classes: se há luta, há resistência; se há dominação, há organização e vontade de transformação social.

Hoje, neste pedaço de terra da América Latina chamado Brasil, no décimo aniversário do Fórum do Anarquismo Organizado (FAO), nós, organizações anarquistas que constituímos parte do FAO, humildemente damos continuidade às aspirações, aos sonhos e às lutas de milhares de mulheres e homens que viveram para aportar grãos de areia na construção de outra sociedade, socialista e libertária. São 10 anos de uma caminhada que, ainda que modesta, julgamos conseqüente, com todas as dificuldades e desafios que implicam tal intento. Temos buscado a construção de uma organização nacional, desde baixo, construída pela base, de forma sólida e madura, nesse imenso e diverso território, sem nunca perder do horizonte o objetivo da revolução social.

No Brasil, parte de nossa geração, privada do contato com os nossos “velhos” combatentes, teve de se apoiar, em grande medida, em suas próprias realizações. Somos fruto de anos de debates e articulações que visaram reorganizar o anarquismo brasileiro, para que ele pudesse incidir nas lutas de seu tempo. Somos fruto das iniciativas que buscaram formas distintas de associação e organização de classe, experimentos e experiências de contracultura, com todas suas contradições e limites. A depender da região, somos fruto do contato direto com gerações mais antigas do anarquismo, cujo esforço jamais pode ser esquecido. Somos, enfim, uma geração de jovens que começou a militar entre os anos 1980 e 1990 e que, a partir de então, assumiu para si a tarefa de atualizar o anarquismo, visando constituir uma ferramenta de luta, a partir de organizações específicas anarquistas inseridas socialmente, que contribuísse com a construção de um horizonte de auto-organização e emancipação das classes oprimidas.

O contato que, em 1994, foi travado com a Federação Anarquista Uruguaia (FAU) e, conseqüentemente, com toda sua história – desde 1956, a FAU atuou ininterruptamente, parando apenas quando boa parte de seus militantes foram presos, mortos, seqüestrados ou desaparecidos –, foi marcante neste processo. As relações políticas com a FAU foram decisivas para a opção que fizemos em relação ao modelo de organização especificamente anarquista que hoje adotamos.

Por razão dessas relações, a Federação Anarquista Gaúcha (FAG), do Rio Grande do Sul, foi fundada, em novembro de 1995; e, desde então, o intento conjunto se fortaleceu com outras organizações posteriormente fundadas. O projeto de construção de uma organização nacional anarquista, fundamentada no modelo organizativo da FAU, foi impulsionado no Brasil por um processo que ficou conhecido como Construção Anarquista Brasileira. A primeira tentativa nesse sentido foi a fundação, em 1997, da Organização Socialista Libertária (OSL), com núcleos no Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Pará, que terminou se revelando uma iniciativa precipitada.

Em 2002, uma nova tentativa, pautada em grande medida no acúmulo das experiências anteriores, decidiu criar um fórum, o FAO. Era um passo inicial, que tinha por objetivo permitir o acúmulo necessário de debates, de acordos e de experiências práticas, para a fundação de uma organização anarquista nacional. A lição dos anos 1990 tinha sido aprendida: não podíamos começar a “construir uma casa pelo telhado”.

Desde a fundação do FAO, algumas organizações deixaram de existir e outras se consolidaram e vêm sendo decisivas para esse esforço coletivo: o Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares (CAZP), de Alagoas, que comemorou em abril seus 10 anos; a Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ), que já vai para seus 9 anos e a Organização Anarquista Socialismo Libertário (OASL), de São Paulo, que vai para seu 3º ano de atividades.

Outras organizações vêm aos poucos se somando ao processo e mantendo proximidade com o FAO, estreitando os laços orgânicos: o Coletivo Anarquista Bandeira Negra (Santa Catarina), o Coletivo Anarquista Luta de Classe (Paraná), o Coletivo Mineiro Popular Anarquista (Minas Gerais), a Organização Resistência Libertária (Ceará), o Coletivo Anarquista Núcleo Negro (Pernambuco), o Coletivo Libertário Delmirense (Alagoas) e outras iniciativas, que estão em processo de nucleamento ou de articulação.

O aniversário de 10 anos do FAO é especial para nós, já que, há mais de um ano, temos debatido e apontado a necessidade de darmos um passo a mais na direção do nosso projeto nacional. Queremos avançar, porém, sem tirar o pé do chão, no sentido de proporcionar uma maior organicidade entre as organizações e de responsabilidades e compromissos mais profundos. Para isso, decidimos passar de um fórum para uma coordenação: o FAO, por razão desse ganho de organicidade conquistado nos últimos anos, se torna a Coordenação Anarquista Brasileira (CAB). Assim, maiores esforços se fazem necessários, e a responsabilidade que assumimos com esse passo também é grande. No entanto, as aspirações, os sonhos e a vontade que temos de construir outra sociedade, em que nós, classes oprimidas, sejamos donas de nossos próprios destinos, é tamanha, que não nos intimidamos.

É por isso que, nesse 10º aniversário do FAO, data do congresso de fundação da CAB, reafirmamos nosso compromisso militante de nos somar na construção de um povo forte, que ponha abaixo o sistema de dominação capitalista a partir da luta direta, pela base, da construção federativa de nossas próprias instâncias de auto-organização, de autogestão e de democracia direta. Amparados nas experiências históricas daqueles que nos precederam, comemoramos a fundação da CAB como mais um importante passo na presença do anarquismo nas lutas sociais contemporâneas.

Neste primeiro número da revista Socialismo Libertário, apresentamos um texto com nossas concepções sobre o poder popular, tema que julgamos essencial. Esperamos ter condições de, nos próximos números, aprofundar questões teóricas, estratégicas e conjunturais, de maneira a estimular esse processo nacional.

Em memória aos milhares de militantes anarquistas que fizeram história!
Em memória aos oprimidos e às oprimidas, de ontem, hoje e sempre!
Viva a revolução social! Viva a anarquia!
Rumo à organização nacional!

Coordenação Anarquista Brasileira.

Junho de 2012