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[Rusga Libertária] Saudações aos companheiros da Federação Anarquista do Rio de Janeiro pelos 10 anos de Luta, Resistência, Anarquismo Organizado e Social!

Retirado de:http://rusgalibertaria.wordpress.com/2013/08/30/saudacoes-aos-companheiros-da-federacao-anarquista-do-rio-de-janeiro-pelos-10-anos-de-luta-resistencia-anarquismo-organizado-e-social/

“…O caminho da vida social leva à maneira mais racional organizá-la, de acordo com indicações, condições, necessidades, exigências mais ou menos apaixonadas da própria vida. Este é o amplo caminho do povo, o caminho da emancipação real, mais completa e acessível a todos, e, portanto, popular. O caminho da revolução anarquista é traçado pelo próprio povo.”

Bakunin

30 de agosto de 2003, estava chegando há 1 ano da existência do Fórum do Anarquismo Organizado e junto o surgimento da Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ). Dez anos se passaram, uma década de existência carregada de compromisso com a luta social e a construção de um povo forte. Companheiras e Companheiros que temos ombro a ombro na peleia federalista, especifista, classista e combativa.

Nós, militantes da Rusga Libertária, queremos demonstrar com essa saudação nossa alegria pelo empenho e esforço de cada companheiro e companheira que anima a nossa luta em terras mato-grossenses, tocando no importante papel da internacionalização, no rompimento das fronteiras, na união, no apoio mútuo e na solidariedade de classe buscando construir, com honestidade e responsabilidade, o Poder Popular e o Socialismo Libertário! Mesmo que por vezes tentem nos calar, seja em qual canto que atuamos juntamente através da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), sabemos que seremos sempre fortes e unidos.

Com isso saudamos as companheiras e companheiros, homens e mulheres que se organizam na Federação Anarquista do Rio de Janeiro, por se colocarem na luta e resistência impressa em 10 ano de organização. Herdeiros dos lutadores que morreram durante todo desenrolar do século XX, lutando, organizando e demonstrando que o Anarquismo é Organizado, Social, Combativo e Classista!

Essa é a pequena e sincera saudação dos companheiros aqui de Cuiabá.

Pelo Anarquismo Organizado e Combativo!

Pela Construção de um Povo Forte!

Pela Luta Popular e Organizada: Lutar, Criar, Poder Popular!

Federação Anarquista do Rio de Janeiro? PRESENTE, PRESENTE, PRESENTE. SEMPRE!

Arriba Lxs Que Luchan Carajo!

[Rusga Libertária] Cumprimentamos a todas e todos, companheiras e companheiros da Federação Anarquista Uruguaia

Retirado de: http://rusgalibertaria.wordpress.com/2013/04/29/cumprimentamos-a-todas-e-todos-companheiras-e-companheiros-da-federacao-anarquista-uruguaia/

[CABN] Saudação do Coletivo Anarquista Bandeira Negra (SC) ao Congresso de Fundação da CAB

Retirado de: http://www.anarkismo.net/article/23101

Saudação do Coletivo Anarquista Bandeira Negra ao Congresso de Fundação da Coordenação Anarquista Brasileira.

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Companheiros e companheiras,

É com muita alegria e orgulho que saudamos todas e todos nesta manhã que marca uma etapa significativa na história do anarquismo brasileiro, com a fundação da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB).

Nós do Coletivo Anarquista Bandeira Negra, organização específica anarquista com presença em três cidades de Santa Catarina (Florianópolis, Joinville e Chapecó), temos menos de um ano de vida, mas sabemos do salto organizativo para a militância anarquista de nossas cidades proporcionado pela nossa modesta organização.

Este salto organizativo, impulsionando e estimulando nossa atuação, só foi possível graças ao apoio e a experiência acumulada nesses 10 anos de FAO. Sem este referencial e todos os aportes oferecidos, sem dúvida ainda estaríamos fragmentados e desorganizados. Cabe então nosso mais profundo agradecimento às organizações e pessoas que muito contribuíram neste processo.

Fundado em Agosto de 2011, o CABN é fruto de um processo iniciado em 2008, no qual a Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ) teve um papel especial, contribuindo em nossa formação e auxiliando através de sua rede de apoio no estabelecimento de contatos entre anarquistas de Curitiba, Florianópolis e Joinville. Podemos dizer que a FARJ foi e ainda é um exemplo motivador para nós, motivo pelo qual cabe um agradecimento especial.

Em Abril de 2009, graças aos contatos realizados dentro da rede apoio da FARJ, foi realizado o I Colóquio do Anarquismo Social, nas cidades de Curitiba, Florianópolis e Joinville, contando com a presença da FARJ e da Federação Anarquista Gaúcha (FAG), que passaria a partir dali a nos representar um referencial importantíssimo. Por isso, registramos também nossos agradecimentos especiais aos compas da FAG.

Após o colóquio houve a fundação do Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC) em Curitiba, e da Organização Dias de Luta, em Joinville, que mais tarde se somaria ao CABN. Fruto do mesmo processo, nos reconhecemos como uma organização irmã do CALC, que também merece uma menção especial de agradecimento.

Em Florianópolis o processo organizativo foi mais lento e apenas em 2011 tivemos o amadurecimento necessário para fundarmos nosso coletivo.

Destacamos a importância dos cursos de formação do Fórum do Anarquismo Organizado (FAO), sem os quais não teríamos a segurança política requerida no processo. A fundação da Federação Anarquista de São Paulo, hoje Organização Anarquista Socialismo Libertário (OASL), mais próxima historicamente de nossa fundação, merece ser lembrada como um estímulo a mais neste processo.

Depois tivemos contato com as demais organizações: Rusga Libertária, Organização Resistência Libertária, Coletivo Anarquista Núcleo Negro e Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares, ampliando horizontes da nossa experiência política. Nosso mais profundo agradecimento a todos vocês.

Hoje, aqui estamos, firmes e convictos da fundamental importância deste Congresso. Convictos também do papel de destaque que a Coordenação Anarquista Brasileira deverá adquirir no cenário político em que estamos inseridos. Convictos e solidários aos irmãos e irmãs anarquistas que aceitaram o desafio de fundar esta Coordenação. Contem com nossas forças e apoio naquilo que for preciso.

Por fim, manifestamos nosso agradecimento à Federação Anarquista Uruguaia, exemplo maior de militância anarquista sem o qual muito provavelmente não estaríamos aqui.

Viva a Coordenação Anarquista Brasileira!
Lutar, criar, poder popular!

Rio de Janeiro, 08 de Junho de 2012.

 

 

[CAB] Organizações que Compõem a CAB

Retirado de: http://www.anarkismo.net/article/23025

Algumas informações sobre as organizações que compõem a Coordenação Anarquista Brasileira.

Federação Anarquista Gaúcha (FAG)
Rio Grande do Sul
Fundada em 18 de novembro de 1995

A Federação Anarquista Gaúcha (FAG) é uma organização política anarquista fundada em 18 de novembro de 1995, fruto de um contexto de dispersão de diversos grupos libertários espalhados por diferentes regiões do Rio Grande do Sul – Juventude Libertária, que reunia militantes de Porto Alegre, Canoas, Guaíba e Gravataí; Grupo Ativista Libertário (GAL), de Alegrete, e Coletivo de Ação Libertária (CALIBRE), de São Leopoldo – que, em meio a um ambiente de discussões e procura de alternativas de organização para a militância anarquista, acabam por se reunir e fundar a FAG.

A experiência histórica da Federação Anarquista Uruguaia e seu modelo de organização, o especifismo, tiveram peso em nossa formação. Nesses mais de 15 anos, estivemos presentes e inseridos num conjunto de experiências da luta popular. Contribuímos modestamente na formação do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR); na construção de diversos Comitês de Resistência Popular nas periferias de Porto Alegre; organizando os estudantes em conjunto com a companheirada da Tendência Libertária Mobilização Direta (TLMD) nas universidades e escolas secundaristas, e militando por outro modelo de universidade nas vilas da grande Porto Alegre através do Coletivo pela Universidade Popular (COLUP); participamos ombro a ombro das lutas contra a ALCA e o FMI e também de uma série de lutas com movimentos como o Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Além de nossa inserção social, mantivemos, de 2001 até 2010, nossa antiga sede federal, como local de reunião, oficina de propaganda, debates de formação, cultura e encontro. Nas dependências da sede, mantínhamos a biblioteca A Conquista do Pão, hoje instalada em nossa nova sede, o Ateneu Libertário A Batalha da Várzea. Desde o início, não perdemos de vista o trabalho de propaganda, com cartazes, murais de rua e campanhas diversas. Sempre apostamos na construção do anarquismo nacionalmente e, por isso, militamos em 1996 no Processo da Construção Anarquista Brasileira, com diversos grupos, que acabou se mostrando precipitado e não tendo continuidade.

Hoje, a FAG tem militância nas frentes sindical, estudantil, de comunicação (rádios comunitárias) e do campo (MST), atuando cotidianamente na defesa da organização de base, da democracia e da ação direta, da independência e solidariedade de classe, tendo como horizonte a construção do Poder Popular.

Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares (CAZP)
Alagoas
Fundado em 2 de março de 2002

O Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares (CAZP) teve como berço de sua militância a atuação no movimento estudantil; ao longo desta experiência, militou na base do movimento, em entidades e agrupações estudantis. Praticando também a solidariedade de classe, sempre buscamos estar junto às lutas dos movimentos sociais em Alagoas.

Hoje, além da presença nas lutas estudantis, também estamos organizados nas frentes sindical e comunitária. A primeira, junto a trabalhadores da educação e da saúde, buscando resgatar uma prática sindical com protagonismo e democracia de base. Na comunitária, buscamos o empoderamento popular através de atividades que têm envolvido cultura e comunicação, em especial. No ano de 2008, junto a outros companheiros, participamos da fundação, em nosso estado, da tendência Resistência Popular, fato fundamental para a abertura das frentes sindical e comunitária.

No âmbito político, ingressamos no FAO em 2005, momento que nos permitiu dar saltos tanto na militância social, quanto no nível político-organizativo, gradativamente passando a assumir os contornos de uma organização especifista. Inseridos no processo de construção nacional da militância anarquista de matriz especifista desde as terras alagoanas, temos como norte contribuir para que a força política e social do anarquismo encontre ressonância nas lutas das classes oprimidas por justiça e liberdade.

Rusga Libertária (RL)
Mato Grosso
Fundada em 2006

A Rusga Libertária (RL) é uma organização anarquista com os princípios de ação direta, democracia direta, federalismo, internacionalismo, classismo e ética libertária, que foi fundada no início do ano de 2006 como fruto de um longo processo de discussão e reflexão entre os anarquistas cuiabanos que têm como intenção retomar o anarquismo social e militante que tanto impulsionou a luta do povo oprimido no passado. Atuamos em Cuiabá, capital do estado de Mato Grosso.

Antes mesmo de atuar como organização política, já existia militância em um bairro na periferia de Cuiabá, com a construção sendo feita por companheiros que viriam construir a RL; esse trabalho, iniciado há mais de 10 anos, existe até os dias de hoje.

Atuamos na luta pelo transporte público, com as bandeiras do passe livre e contra o aumento abusivo da passagem, uma luta que teve grandes movimentações na cidade em um determinado período. Depois disso, nos dividimos em frentes de atuação.

Tínhamos militantes atuando na frente estudantil, no período das ocupações de reitorias e da luta contra a reforma universitária, trabalho que durou até o ano de 2009, quando resolvemos dar prioridade a outras frentes de atuação. Essa mudança de prioridade implicou o nosso foco na construção de uma luta mais combativa no bairro Parque Geórgia, onde construímos a sede do Centro de Cultura Popular/Resistência Popular, com as nossas próprias mãos, e desenvolvemos uma rádio comunitária e outras atividades no espaço. Outros companheiros foram atuar na construção de uma frente sindical na área da educação, na qual estão até os dias de hoje, em atuação como oposição da atual direção do SINTEP; em 2012, estamos trabalhando na construção de uma chapa de oposição.

Desde 2011, com novos ingressos na militância, pudemos voltar à luta na frente estudantil, atuando no Centro Acadêmico do curso de Ciências Sociais e também em uma Frente de Esquerda, realizando uma aliança tática com outras correntes de esquerda da universidade, com as quais temos construído algumas lutas conjuntamente nos últimos anos. Estivemos também na luta contra a privatização da SANECAP (empresa de distribuição de água na capital que foi privatizada) e também contra a privatização da saúde pública.

Nos últimos três meses de 2012, estivemos atuando na luta por moradia e contra a desocupação de aproximadamente 300 famílias de um terreno próximo do bairro Parque Geórgia; parte de um projeto de “limpeza” dos centros urbanos por razão da Copa de 2014. A luta foi árdua, agitada e, no final, contou com uma grande vitória, que há vários anos os movimentos sociais não presenciavam na cidade. Uma luta que trouxe, além de um forte espírito de solidariedade em grande parte dos moradores dessa ocupação, atualmente transformada em um bairro, que, hoje em dia, está pronta para atuar em outros bairros que irão passar por resistências similares. Essa vitória, juntamente com a dos moradores do Assentamento Canaã, é um marco histórico para a luta popular combativa de Cuiabá e do próprio estado do Mato Grosso.

Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ)
Rio de Janeiro
Fundada em 30 de agosto de 2003

A FARJ possui três frentes de luta social. A mais antiga é a Frente Comunitária, cuja principal atuação se concentra no Centro de Cultura Social (CCS), localizado no bairro de Vila Isabel. Ali, são desenvolvidos diversos trabalhos de inserção junto à comunidade, sendo o mais importante o Pré-Vestibular Comunitário Solidariedade, organizado em conjunto com companheiros do Núcleo Complexo dos Macacos do Movimento dos Trabalhadores Desempregados “Pela Base!”, militantes da Organização Popular e apoiadores, como ex-alunos e alguns professores. No CCS-RJ funciona, desde 2001, a Biblioteca Social Fábio Luz e, desde 2004, o Núcleo de Pesquisa Marques da Costa, ambos vinculados à organização.

A Frente de Movimentos Sociais Urbanos (FMSU, antes denominada Frente de Ocupações) iniciou sua atuação junto ao movimento de ocupações no Rio de Janeiro, tendo participado da fundação da Frente Internacionalista dos Sem-Teto (FIST) em 2005. Após ter se afastado da FIST, no final de 2007, a frente ampliou seus trabalhos de inserção, passando a integrar o MTD-RJ e, posteriormente, constituindo o MTD “Pela Base!”, cuja luta central se dá a partir das demandas dos desempregados e precarizados. A FMSU também atua no Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II (SINDSCOPE) construindo um sindicalismo pela base e articulado com os movimentos populares, no Pré-Vestibular Solidariedade, na favela da Maré (Baixa do Sapateiro) e com o Linha Cultural, atividade que trabalha o Hip Hop como ferramenta de contestação.

A mais nova é a Frente Anarquismo e Natureza (FAN), antes denominada Frente Agroecológica. A FAN foi formada no final de 2007 com objetivo de fortalecer, apoiar e desenvolver junto aos movimentos sociais rurais um trabalho político que busque intensificar a luta de classes em torno da agroecologia, do trabalho de base cooperado e da educação integral sob a perspectiva da educação do campo. Após importantes avanços organizativos com a fundação do Núcleo de Saúde e Alimentação Germinal (extinto no Rio de Janeiro) e da Cooperativa de Trabalhadores em Agroecologia Floreal. Atualmente, os membros da FAN atuam no Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST-RJ) e na coordenação político-pedagógica de cursos de Licenciatura em Educação do Campo da UFRuRJ.

Os militantes da FARJ, a partir de suas inserções de base, também contribuíram com a construção da Organização Popular (OP), um agrupamento de tendência reunindo diferentes militantes sociais que defendem um método de se organizar, nas lutas e nas reivindicações populares, que fortaleça o protagonismo das bases e a proposta do poder popular, com atuação no movimento estudantil, sindical e popular.

Organização Anarquista Socialismo Libertário (OASL)
São Paulo
Fundada em 18 de novembro de 2009

Em um processo que teve início nos primeiros meses de 2008, a OASL organizou encontros amplos para discutir o anarquismo especifista, visando rearticular o anarquismo na cidade. Com significativa influência da Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ), o processo de dois anos culminou na fundação, nos fins de 2009, da Federação Anarquista de São Paulo, posteriormente chamada de OASL. A FARJ participou dos grandes encontros de 2008 e 2009 e a Federação Anarquista Gaúcha (FAG) do de 2009, constituindo um suporte fundamental para a formação da organização.

Desde seu surgimento, a OASL, em nível social, vem trabalhando com a participação e a tentativa de criação de movimentos populares na área metropolitana da cidade. O trabalho que possui mais tempo se dá no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), por meio da regional Grande São Paulo, com o trabalho de base em assentamentos, com foco na formação política e na educação; há também iniciativas na produção, com a venda de produtos dos assentados. Distintos trabalhos no nível comunitário foram realizados desde o início do processo: na Zona Leste da cidade, no centro e, mais recentemente, na Zona Sul, com a participação na Rede Extremo Sul. Houve experiências sindicais nos bancários e, mais recentemente, tem se desenvolvido um trabalho com professores da rede pública, na APEOESP. Entre os estudantes, também, houve algumas iniciativas. Todos os trabalhos vêm sendo realizados a partir da participação da militância da OASL na Organização Popular Aymberê (OPA), um agrupamento de tendência que esteve à frente da organização do IX Encontro Latino-Americano de Organizações Populares Autônomas (ELAOPA).

No nível político, a OASL tem participado do FAO desde 2010, e, organicamente, a partir de 2011, quando recebeu, em São Paulo, o encontro anual do FAO e as Jornadas Anarquistas, com a participação de militantes de vários países latinos. Trabalhando a organicidade interna, a OASL vem constituindo suas secretarias, seus documentos orgânicos e programáticos, e articulado as relações, que incluem visitas a outras organizações anarquistas. Tem realizado formações políticas internas, debates, palestras e atividades públicas, para aproximação de pessoas. Juntamente com a FARJ, desenvolveu um programa de formação política sobre anarquismo. Na propaganda, tem distribuído as publicações do FAO e livros da Faísca Publicações, elaborado material para o site e para o Anarkismo.net, além de panfletos e materiais específicos, como “Anarquismo Especifista e Poder Popular”. Tem impulsionado a criação de núcleos da organização em outras regiões do estado.

Coletivo Anarquista Bandeira Negra (CABN)
Santa Catarina
Fundado em agosto de 2011

O Coletivo Anarquista Bandeira Negra (CABN) surgiu na cidade de Florianópolis, estabelecendo posteriormente um núcleo na cidade de Joinville e um pró-núcleo em Chapecó, na perspectiva de formar uma organização estadual. O CABN nasce inspirado pelo anarquismo especifista, na tradição da Federação Anarquista Uruguaia (FAU) e das organizações que compunham o Fórum do Anarquismo Organizado (FAO), atual Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), a qual integramos.

O CABN defende um anarquismo em contato direto com as lutas populares, no seio da classe trabalhadora. Desde o início, participa dos movimentos sociais urbanos, especialmente nas lutas pelo transporte coletivo, tanto em Florianópolis quanto em Joinville, além de atuar em grupos de mídia independente noticiando as lutas sociais. Em Florianópolis, estamos iniciando trabalhos na frente comunitária e com a perspectiva de iniciar uma tendência libertária no movimento estudantil, onde já atuamos em algumas pautas como a construção do EIV-SC, estágio com os movimentos sociais do campo. Na cidade de Joinville, o CABN atua também junto ao Centro de Direitos Humanos (CDH) e em Chapecó possui atuação sindical, presente no SINASEFE-SC (cuja base de trabalhadores é do Instituto Federal/SC) e na construção de uma seção sindical do ANDES para os trabalhadores da Universidade Federal da Fronteira Sul.

Além dessas frentes de atuação, o CABN organiza o Círculo de Estudos Libertários em Florianópolis, que vem agregando pessoas e incentivando debates sob a perspectiva libertária, além de outros eventos como o realizado no 1º de Maio, reivindicando um Dia do Trabalhador classista e combativo, frente ao esquecimento da data. Em Joinville, o CABN também constrói o Grupo de Estudos das Idéias e Práticas Anarquistas (GEIPA).

Organização Resistência Libertária (ORL)
Ceará
Fundada em 2008

A Organização Resistência Libertária (ORL) foi fundada no final de 2008, a partir da articulação de estudantes anarquistas, que no ano anterior participaram de lutas estudantis (pela ampliação da isenção do vestibular da UFC e da ocupação da reitoria da mesma universidade contra o REUNI), e ex-membros dos extintos Coletivo Ruptura e Comuna Libertária, que há algum tempo vinham acumulando discussões em torno da necessidade de uma atuação organizada dos anarquistas junto às lutas e movimentos sociais. Foi exatamente este o ponto inicial que possibilitou a convergência entre essas duas levas de militantes e a formação de uma organização em torno de objetivos políticos, métodos de atuação e forma organizacional comuns.

Atualmente, a ORL desenvolve sua militância em duas frentes de trabalho: comunitária e sindical. Há mais de dois anos a organização atua na frente de trabalho comunitário, junto a comunidades atingidas pelas obras da Copa do Mundo de 2014. Contribuímos desde o início desta luta popular, que desembocou na criação do Movimento de Luta em Defesa da Moradia (MLDM), que articula em rede comunidades impactadas por esse mega-evento. No momento, a organização intensifica suas ações junto à luta destas comunidades, contribuindo com sua militância em várias atividades, sempre no sentido de que a luta assuma o caráter mais libertário possível, para que o movimento desenvolva autonomia, combatividade, autogestão e se paute por relações horizontais em suas decisões.

No último ano, iniciamos atuação na luta sindical, tentando impulsionar com nossa modesta militância a luta do magistério público estadual, contra os ataques do governo à educação pública e enfrentando a burocracia sindical instalada no sindicato do magistério estadual há décadas. Nossa prática política tem se pautado pelo fortalecimento da autonomia e da organização do magistério em oposição à estrutura parasitária mantida pela direção sindical, colaborando na construção de estruturas organizativas de base como a Rede de Zonais, que teve papel fundamental e impulsionou as ações mais radicalizadas na última greve estadual dos professores.

Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC)
Paraná
Fundado em outubro de 2010

O CALC organiza seus trabalhos em frentes e núcleos; neste momento, em uma frente comunitária e outra estudantil, constituindo apenas um único núcleo (centro). Além do desenvolvimento dos trabalhos sociais, também se encontra nas suas atribuições a revenda de livros de editoras libertárias uma vez ao mês, a realização do Círculo de Estudos Libertários (CEL), espaço de estudo e formação e a edição de seu informativo No Batente.

A frente estudantil tem sua militância no Coletivo Quebrando Muros (CQM), no movimento estudantil universitário, organizado por curso na UFPR, e que agora também possui trabalhos iniciados junto à comunidade da Vila Torres e aos estudantes secundaristas da rede pública de ensino. O CQM deixou de ser apenas uma tendência estudantil, tal como fora constituída em meados de 2009, passando a constituir, em 2012, novas frentes sociais, caso da frente comunitária, que integrou os ex-militantes do Germinal em seu coletivo, sem deixar de manter seus núcleos por local de estudo em sua frente estudantil. Ao contrário, seu trabalho estudantil vem se consolidando nos núcleos Politécnico, Psicologia, Ciências Sociais, História e Direito, acumulando forças para a esquerda combativa. Essa frente vem iniciando dois trabalhos sociais, a organização de um pré-vestibular comunitário junto aos estudantes do Colégio Estadual Hildebrando de Araújo (Jardim Botânico), e uma formação política no Colégio Estadual Manoel Ribas voltado aos jovens da escola (Vila Torres).

A frente comunitária também concentra sua atuação na Vila Torres. Até ano passado, atuava através do Germinal, mas em função da desarticulação deste último e uma aproximação com o CQM, passou a atuar em uma frente comunitária que este coletivo constituiu. Vem desenvolvendo desde outubro de 2008 trabalhos de inserção junto à escola e a comunidade, como o apoio a horta agroecológica do Colégio Estadual Manoel Ribas e a participação na rede de grupos comunitários. Também vem participando de espaços como as Jornadas de Agroecologia e o Grito dos Excluídos.

Coletivo Anarquista Núcleo Negro (CANN)
Pernambuco
Fundado em 2012

O Coletivo Anarquista Núcleo Negro possui uma breve existência e surge de uma prática junto a movimentos por moradia, a ocupações urbanas, em um agrupamento que à época tinha o nome de Coletivo Autonomia.

Precisávamos avançar para um modelo de organização que desse suporte para nossas intenções dentro de um campo claramente anarquista, afinal, aqueles que faziam parte do coletivo, identificavam-se com esta ideologia. Foi desta maneira que nos encontramos com o modelo de organização especifista, reivindicado por alguns dos agrupamentos já com alguma história no país, ligados ao FAO. Hoje, o Núcleo Negro atua no movimento sindical e comunitário através de duas frentes de trabalho.

Coordenação Anarquista Brasileira

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[FAO-CAB] Solidariedade às famílias de Canaã!

Retirado de:  http://anarkismo.net/article/22096

Seguiremos de pé e vigilantes para que não ocorra desta vez a mesma injustiça presenciada em Pinheirinho.

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Manifestamos toda a nossa solidariedade às 300 famílias do assentamento Canaã que seguem resistindo pelo direito à moradia em Cuiabá – MT. Na última sexta-feira, dia 10 de fevereiro, desde que foi anunciada a ordem de reintegração de posse os moradores seguem organizados. Nossos companheiros do Rusga Libertária tem dado seu modesto e sincero apoio estando ombro a ombro com os que lutam nesse cotidiano de resistência popular. Seguiremos de pé e vigilantes para que não ocorra desta vez a mesma injustiça presenciada em Pinheirinho.

Afinal de contas, o suposto dono da área de Canaã e a juíza que expediu o mandato de reintegração de posse são os verdadeiros criminosos. De acordo com a própria defensoria pública do Estado do Mato Grosso, na documentação apresentada pelo empresário Armindo Sebba Filho as coordenadas geográficas não condizem com a localização da área. Além disso, a juíza Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo possui um histórico corrupto ao se envolver no crime de enriquecimento ilícito no caso de contratação de servidor fantasma nos anos de 1996 e 1997.

Diante dos crimes do sistema seguiremos de pé!
Resista Canaã! Toda solidariedade aos que lutam!

Fórum do Anarquismo Organizado

[FAO] LUTAR E VENCER FORA DAS URNAS – CONCENTRAÇÃO NACIONAL DO FAO (23.12.2010)

LUTAR E VENCER FORA DAS URNAS – CONCENTRAÇÃO NACIONAL DO FAO (23.12. 2010 naPraça Santos Andrade as 16:30)

Dia 23, quinta-feiraCONCENTRAÇÃO NACIONAL DO FAO – Forum do Anarquismo Organizado.
Firmam e convocam:
Coletivo Zumbi dos Palmares – AL
Federação Anarquista do Rio de Janeiro – RJ
Federação Anarquista Gaúcha – RS
Rusga Libertária – MT
Vermelho e Negro – BA
Federação Anarquista de São Paulo – SP
Organização Resistência Libertária – CE
Coletivo Luta de Classes – PREm Curitiba,  Praça Santos Andrade às 16:30 horas.
Liberdade!
Socialismo!