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[FAG] DE YEDA A TARSO REFORMA AGRÁRIA SEGUE SENDO CASO DE POLÍCIA EM SÃO GABRIEL.

Retirado de: http://batalhadavarzea.blogspot.com.br/2013/10/de-yeda-tarso-reforma-agraria-segue.html

Crônica sobre os fatos ocorridos ontem dia 03 de outubro no Assentamento Madre Terra, São Gabriel/RS.

Localizado à mais de 80 kms de qualquer centro urbano, cravado na divisa dos municípios de Santa Maria e São Gabriel, o assentamento Madre Terra é uma pequena ilha da agricultura familiar rodeada de latifúndio e monocultura por todos os lados, onde algumas dezenas de famílias extremamente pobres lutam para ganhar a vida plantando arroz orgânico e produzindo diversos outros alimentos mesmo à contragosto dos governos e do agronegócio. Esse assentamento foi criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em 2009. Porém, de lá pra cá, se passaram quatro anos e nada do que foi planejado e prometido por parte do órgão à essas famílias foi realizado.

No Madre Terra em 2013 ainda não existe energia elétrica, não existe rede de água potável, as famílias não acessaram os créditos mínimos para poder produzir, não existe estradas para o escoamento da produção e transporte escolar. Foi por tudo isso que, na tarde de ontem, após deliberação coletiva estas famílias resolveram reter um caminhão da Prefeitura Municipal de São Gabriel que estava circulando pela localidade de modo a denunciar e cobrar do INCRA, da Prefeitura e do Governo do Estado providências com relação as estradas e as demais demandas do assentamento.

Mas ao contrario desse gesto de protesto abrir o dialogo com os órgãos responsáveis o que se viveu no Madre Terra ontem foi outro cenário; as famílias trabalhadoras homens, mulheres, idosos e crianças foram sitiados na sede do assentamento pela Brigada Militar. Terror psicológico empreendido pela BM fortemente armada com fuzis, escopetas e outras armas de grosso calibre que tem ameaçado à todo instante “transformar o local numa Southall”.

Só para lembrar e deixar claro o que estavam tentando dizer com o “transformar numa Southall”: a Fazenda Southall foi palco inúmeras repressões violentas sofridas pelas famílias Sem-Terras de 2003 até fins de 2009 ela foi ocupada diversas vezes e suas desocupações sempre foram truculentas a ponto de em 21 de agosto de 2009 a BM assassinar a sangue frio, pelas costas o companheiro Elton Brum. Existem ainda engavetados registros de torturas e diversas outras violações contra os direitos humanos em São Gabriel protagonizadas pela “nobre instituição” a mando dos latifundiários, dos políticos locais e do agronegócio.

Porém, ontem as hienas ao contrário do que desejavam devido a distância que se encontravam do próprio ninho e sem mandado de reintegração de posse do veículo e a resistência por parte das famílias assentadas tiveram que abandonar o local, sem conseguir machucar ninguém e sem poder levar o objeto em disputa, o caminhão. Saíram ameaçando voltar em maior número.

Hoje saiu o mandato de reintegração de posse, porém uma delegação de assentados foi a cidade negociar a situação e apresentar a pauta aos órgãos do governo. As famílias seguem resistindo e prometem seguir com o protesto até terem suas demandas atendidas.

Reforma Agrária de verdade. Já!
Não ta morto quem luta e quem peleia!!!

Federação Anarquista Gaúcha – FAG

*Foto da mobilização das famílias do Assentamento Madre Terra no INCRA e Ministério Público de São Gabriel, em ato por infra estrutura para os assentamentos e em memória a mais um ano do assassinato covarde e impune de Elton Brum.

[FAG] Invasão policial do Ateneu Libertário e uma justiça ao gosto da Yeda

Em 20 de setembro deste ano completaram-se três meses da operação repressiva do governo tarso sobre nossa organização. Entre 15:30 e 16hs daquela sinistra quinta-feira a polícia civil arrombou o local do Ateneu Libertário A Batalha da Várzea, sem identificação e se fazendo passar por “federais”. Levaram livros e materiais para produção de faixas e cartazes. O apoio jurídico do Bloco de Lutas, que desde a primeira hora esteve solidário conosco, até nossos dias não achou nem sombra de um mandato judicial pra tal atropelo. Desde aqueles protestos de massa que ganharam as ruas de Porto Alegre a partir de abril já se vão mais de 70 processos de indiciamentos que correm em segredo. Não temos dúvidas de que a invasão de nosso local público foi parte de esquema pra criminalizar lutadores sociais e criar espantalhos pra desencorajar a luta contra os patrões e a burocracia por um transporte coletivo público, pelo direito a cidade pra juventude e os trabalhadores.
O Ateneu é um centro de cultura social que já leva mais de três anos de atividade, que promove debates políticos diversos, vídeos, cantores populares, grupos de estudo sobre socialismo e a corrente libertária, serviços de biblioteca, projetos de apoio a reforma agrária, solidariedade as lutas sindicais e populares da cidade, um longo etc.. É um espaço político-social de matriz libertária que tem impulso da Federação Anarquista Gaúcha, mas onde se reúnem e participam companheiros de distintos graus de afinidade. Ao longo dos protestos convocados pelo Bloco de Lutas pelo Transporte Público os companheiros/as do Ateneu se engajaram na primeira linha e aportaram desde o princípio do ano na formação deste movimento social. Nosso endereço público e notório na Travessa dos Venezianos foi lugar de debates e de produção de materiais de propaganda, faixas e cartazes.
De que delito nos acusava a cúpula de segurança do estado: delito de pensamento ou opinião? Que substâncias explosivas acharam: gás de cozinha pra esquentar a aguá pro chimarrão, material pra fazer o grude dos cartazes ou limpar os pincéis de tinta? O chefe da Polícia Civil do RS declarou triunfante durante a coletiva de imprensa do dia 21 de junho que havia sido encontrada em um local suspeito a confirmação de suas investigações: “vasta literatura anarquista”. A provocação foi longe a ponto de apreender livros da biblioteca e levar o fichário de sócios. Uma parte dos materiais roubados foram devolvidos em circunstâncias muito duvidosas, depois de nossa agitação e da solidariedade de companheiros e organizações sindicais, populares e de esquerda do mundo inteiro.
Com ordens do governo Tarso a polícia vandalizou o lugar público de uma organização de esquerda. Repetiram os expedientes da direita conservadora que haviam sido consagrados pela administração tucana da Yeda.
Em 29 de outubro de 2009 a sede da FAG, que então tinha endereço em outro local, foi invadida por forças da polícia civil, com mandados de busca e apreensão de equipamentos e materiais de agitação política. 6 companheiros foram processados por crime de calúnia e difamação a mando da então chefe do governo do estado. O detonante de tal medida: a campanha solidária com a luta dos Sem Terra em São Gabriel e a acusação da responsabilidade do governo pelo assassinato de Eltom Brum, com um tiro pelas costas da polícia durante despejo de uma ocupação.
Na segunda semana de setembro deste ano companheiros foram notificados pelo oficial de justiça sobre a sentença de pena de 8 meses de detenção revertidas em serviços comunitários pelo processo movido pela ex-governadora.
Protesto não é crime! O protesto não se cala! Basta de processos aos lutadores/as sociais.
Contra o medo e a opressão: Luta e Organização.

[FAG] Assentamento Madre Terra São Gabriel RS: Quatro anos sem água, luz, estrada, educação, saúde, habitação…

Retirado de: http://vermelhoenegro.org/blog/2013/04/01/assentamento-madre-terra-sao-gabriel-rs-quatro-anos-sem-agua-luz-estrada-educacao-saude-habitacao/

Março de 2013

Nós as famílias do assentamento Madre Terra  regional de São Gabriel do MST/RS viemos por meio deste documento manifestar-se sobre a situação de extrema precariedade e abandono  que estamos submetidas  a quase quatro anos. Tendo presente que não somos um caso isolado, mas sim produto de uma política nacional de favorecimento ao agronegócio em detrimento aos direitos humanos, a biodiversidade e a todos os modos de vida e culturas tradicionais.

Depois de resistirmos a longos períodos acampadas  e termos feito parte de históricas jornadas de luta pela terra no RS; como as ocupações da Southall em São Gabriel, da fazenda Guerra em Coqueiros do Sul. Depois de termos lutado contra toda a brutalidade do assassino governo Yeda associado ao agronegócio e de estarmos juntos e na linha de frente em inúmeras outras jornadas lutas de trabalhadores no campo e na cidade durante quase dez anos, nós as oitenta e sete famílias assentadas em  julho de 2009 vivemos apesar de “assentadas” enfrentando uma série de dificuldades que partem do descaso  do governo federal e de seus apoiadores em realizar uma reforma agrária que realmente ofereça as condições para nossas famílias sobreviverem do próprio trabalho e com dignidade no campo.

Fomos jogadas num projeto de assentamento a 80 km da cidade, sem nenhuma estrutura, sem água, sem luz, sem nenhum auxilio medico, sem estradas, e aqui fomos  esquecidas. Dependemos por longo período da humilhante e degradante cesta básica do INCRA, que por vezes conteve até leite em pó podre, para sustentarmos nossos filhos.

Auxilio médico-hospitalar dentro do assentamento nunca soubemos o que é isso. Não existe nenhum acompanhamento nesse sentido e transporte em casos de urgência só a solidariedade interna pode resolver, mas num temporal de dezembro passado um companheiro atingido na cabeça por uma tabua esperou sangrando por 7hs seguidas para que, levado jorrando sangue na carroceria de uma camionete, pudesse chegar próximo a uma ambulância do SAMU. Este companheiro só saiu do coma em  março e  mesmo perdendo parte dos movimentos teve alta  voltando ao assentamento onde através de um mutirão foi construído em fim seu primeiro galpão de madeira. Foi por esta madeira, por uma destas tabuas que foi atingido no temporal de dezembro pois estas tabuas demoraram mais de 3 anos para chegarem e escassas como são talvez não darão para o assoalho, sofrerá assim esse companheiro e sua família como todas as outras mais um rigoroso inverno pampeano sem condições mínimas de moradia.

Sem água encanada temos que torcer para não parar de chover. Na seca do ano passado tivemos que cavar buracos nos campos para podermos matar a sede de nossas famílias, ou então procurar a longas distancias sangas e barragens  compartilhando da mesma água com todos os tipos de animais. Os funcionários do INCRA, que não aparecem de forma frequente por que são pouquíssimos para atender toda a região, simplesmente tiveram que assistir à isso sem recursos para mudar as coisas.

Em relação a educação depois de muita promessa e enrolação do governo estadual e municipal, sem escola e sem estradas internas nossas crianças da primeira  à oitava série chegam a ter que acordar as 3:30 da manhã para pegar um  as 6:00 um ônibus caindo aos pedaços na área central do assentamento e viajar mais duas horas num percurso de quase 30 km para chegar a escola mais próxima. A dureza é tanta que as aulas são em turno integral e a cada dois dias  quando não chove. Nesse contexto de precariedade total criam-se todas as condições para que nenhum jovem permaneça no campo.

Sem as estradas internas também fica inviabilizada a produção pois é impossível transportar cargas, incluindo o leite que é objetivo da maioria dos assentados produzirem aqui, mas que só fica em sonho por que  para piorar, a energia elétrica fundamental para essa linha de produção existe somente em projetos que nunca saem do papel ou em discursos de um Luz para Todos que no campo não chega a “todos”. Ainda que tivéssemos as estradas e a energia, indispensáveis, com quatro anos de assentamento ainda não acessamos nem um terço dos minguados créditos que deveríamos receber para minimamente investir na produção.

Diante disso tudo temos a plena certeza que para o agronegócio, para o latifúndio, e para todos os peixes grandes da agricultura isso não funciona bem assim, pois somente em 2012 o governo federal destinou aproximadamente 100 bilhões de reais para empresários e latifundiários comprarem maquinas, sementes transgênicas, e venenos de empresas multinacionais e assim seguir poluindo e a concentrando a terra. Também sabemos que a situação desumana em que vivemos também é fruto de uma estratégia que à tempos abandonou  o enfrentamento, a pressão e  passou a privilegiar as lutas de gabinete, deixando de lado a organização de base e apostando todas as fichas nas estruturas de poder. Uma estratégia que conseguiu entrar em território inimigo, mas que pela dinâmica interna desse tipo de acionar logo passou a confundir-se com o inimigo ajudando-o a gerir a miséria em boa parte das áreas de Reforma Agrária.

É por tudo isso que resolvemos transformar nossa indignação em luta e organização. E para isso pedir a solidariedade aos que lutam, militância, outros movimentos sociais, sindicatos, entidades de base, e aos apoiadores da luta pela Terra contra o agronegócio, para arrancarmos nossas conquistas e mostrar que para os oprimidos e explorados que nossos direitos só a LUTA faz valer. Pois se antigamente o Estado usou cassetetes, bombas de gás lacrimogênio, métodos de tortura, balas de borracha e de estanho para nos desmobilizar, hoje ele usa métodos mais sutis, mas não menos eficazes como o abandono, a burocracia, o engessamento, a cooptação de dirigentes, e o isolamento. E é justamente para sair dessa situação que procuramos aos que lutam, pois, sabemos que é só entre esses que encontraremos companheiros.

Coordenação dos grupos de famílias do assentamento MADRE TERRA

Grupo de mulheres do assentamento MADRE TERRA

Coletivo de juventude do assentamento

[FAG] Justiça intima para audiência militantes da FAG processados pela ex-governadora Yeda Crusius

Retirado de: http://vermelhoenegro.org/blog/2012/11/14/justica-intima-para-audiencia-militantes-da-fag-processados-pela-ex-governadora-yeda-crusius/

PROTESTO NÃO É CRIME!

Em 29 de outubro de 2009 a sede da FAG foi invadida por forças da polícia civil, com mandados de busca e apreensão de equipamentos e materiais de agitação política. 6 companheiros foram processados por crime de calúnia e difamação a mando da então chefe do governo do estado. O causador de tal medida: a campanha solidária com a luta dos Sem Terra em São Gabriel e a acusação da responsabilidade do governo pelo assassinato de Eltom Brum, com um tiro pelas costas da polícia durante despejo de uma ocupação.

Para a FAG esta ação judicial-repressiva pretendia mais que tudo criminalizar o protesto social. Não negociamos nossa liberdade de expressão e tampouco silenciamos nossos reclamos de justiça e punição dos mandantes e assassinos do trabalhador Sem Terra Elton Brum. Ao longo dos últimos três anos temos militado essa causa, junto de outros companheiros e outros setores populares, sem descanso e nem esquecimento.

No dia 3 de dezembro deste 2012 seis companheiros processados neste caso estão mais uma vez intimados pela justiça para uma audiência no Foro de Porto Alegre, 6° Vara Criminal.

Quer saber mais sobre o processo e a ação repressiva sofrida pela FAG, leia a entrevista realizada pelo jornal Socialismo Libertário n°24 feita em meados de 2010 no link abaixo.

Entrevista com a FAG no Soli nº 24.

NÃO TÁ MORTO QUEM PELEIA!
Federação Anarquista Gaúcha

[FAG] Eltom Brum Vive! Continuar a luta dos pobres do campo!

 

Em 21 de agosto de 2012 completam-se 3 anos de impunidade dos assassinos do trabalhador rural sem terra Elton Brum da Silva, durante a brutal desocupação da fazenda Southal no município de São Gabriel – RS . Um tiro pelas costas matou o companheiro, de um calibre 12 disparado pela polícia gaúcha a mando dos grandes proprietários rurais e governantes que jamais admitiram ver a terra sendo ocupada e dividida entre quem de fato quer e precisa trabalhar e produzir sobre ela.

Quarenta e quatro anos, pai de dois filhos, organizado no MST, Elton não era um dirigente, não era um nome que tinha lugar na mídia. Ele é a imagem crua de uma incansável batalha dos pobres do campo que peleiam uma vida mais justa e menos judiada para os trabalhadores. Lembrança dolorosa da ação violenta de um sistema que derrama sangue para defender os interesses das suas classes dominantes.

A justiça na nossa sociedade é sempre uma justiça de classe, que cobre com a impunidade o crime do ricos e penaliza e sacrifica os oprimidos. A sentença de morte das oligarquias rurais, os capitalistas do agronegócio e o poder político atingiu Elton Brum para atacar todo movimento dos trabalhadores, pra impor repressivamente a desarticulação da luta por reforma agrária no coração do latifúndio no estado do RS. Por isso reclamar em alto e bom som essa memória é lutar sem tréguas nas condições de hoje para que se mude a vida coletivamente e se faça justiça social pela ação direta dos trabalhadores, na terra onde domina o poder, o privilégio e a riqueza de uns poucos donos.

A reforma agrária está paralisada no Brasil. O agronegócio domina no campo associado com o latifúndio e o Estado. Extensas monoculturas de soja, cana, celulose, empresas de mineração, etc. são os principais produtos do país para negócios comerciais com o estrangeiro. Os donos das terras estão mais poderosos, formam uma coligação capitalista com os bancos e os grupos transnacionais, tem o poder sobre o orçamento da agricultura, o perdão das dívidas com o governo, atropelam normas ambientais. Durante o último ano o Incra teve um corte de 70% no orçamento do custeio para funcionamento do órgão. A greve dos servidores do Incra e MDA reivindica salários, melhores condições de trabalho e a contratação de 4 mil novos trabalhadores para atender esse setor.

O governo do PT, com Lula e com Dilma, trocou o projeto de reforma agrária pela cooptação burocrática de dirigentes dos movimentos sociais com políticas mínimas que não atingem todos assentamentos e não mudam a estrutura fundiária do país.

A conjuntura dos assentamentos de São Gabriel, onde mataram o Elton, passados mais de três anos atesta a política miserável a que foi entregue a reforma agrária.

1 – O Incra foi transformado numa tapera sem recursos e sem funcionários que no máximo é fiscal da miséria dos assentamentos;

2 – Falta de estradas de acesso para o transporte escolar das crianças e escoamento da produção;

3 – Falta de rede de distribuição de água potável agravado no último ano pela seca que obrigou as famílias a percorrerem quilômetros em busca de água de barragens e rios.

4 – Atraso na liberação dos créditos para os trabalhadores aplicarem na produção, provocando o êxodo das famílias do assentamento e a procura de trabalho assalariado em outras regiões;

5 – Inexistência de investimento na infra-estrutura produtiva dos assentamentos;

6 – Ainda há assentamentos que em três anos não foram demarcados e não tem rede de energia instalada.

Históricas marchas e ocupações fizeram a luta de classes romper a “paz” cruel e opressiva dos latifúndios na região de São Gabriel. Tudo indica que a peleia não acabou. Que a melhor homenagem aos companheiros que caíram lutando é continuar seus sonhos, não desistir nunca!

Atuar forte e pela base na união dos trabalhadores para ter uma reforma agrária que enfrente o agronegócio e os governos de conciliação de classes.

Construir formas coletivas e de ajuda mútua sobre a terra e os meios de produção.

LUTAR e CRIAR PODER POPULAR!