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Organizações anarquistas do Sul do Brasil relembram a Greve Geral de 1917 e o 1º de maio em Joinville

Nos dias 29, 30 de abril e 1º de maio, delegações da Federação Anarquista Gaúcha, o Coletivo Anarquista Bandeira Negra e o Coletivo Anarquista Luta de Classe se reunem na AMORABI – Assossiação do/as Moradore/as e Amigo/as do Bairro Itinga, em Joinville/SC, para o 6º Encontro Regional Sul da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB). A partir de cada cidade em que temos atuação, foi momento de tirar análises e propostas para pensar a atuação anarquista em uma conjuntura que traz grandes desafios e urgências para as e os de baixo.

Discutimos a natureza do projeto político implementado nos últimos anos no país, os interesses das classes dominantes vinculadas ao capitalismo financeiro em nossa realidade, mas também a disposição para a luta e rebeldia nas classes oprimidas das quais fazemos parte. Nos encontramos imediatamente após o dia 28 de abril, data da greve geral mais expressiva das últimas décadas no país, onde vimos a força social do povo oprimido através das paralisações, piquetes, marchas e barricadas contra a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista. Táticas fundamentais, resgatadas da longa tradição de luta do sindicalismo revolucionário e das demais lutas de ação direta em nossa história. A perspectiva de uma resistência popular que escape do controle do Estado, da mídia e dos burocratas ganha força, pressionando o governo e também gerando aprendizado de mobilização e combatividade no seio do povo.

No dia 1º de maio, as organizações do Paraná e Rio Grande do Sul participam do III Sarau 1º de Maio, uma iniciativa de resgate da memória de luta e rebeldia no Dia dos Trabalhadores e Trabalhadoras realizada na cidade de Joinville há alguns anos. Nesse ano, o tema do sarau foi os 100 anos da Greve Geral de 1917, período em que muitos direitos do nosso povo foram conquistados através da ação direta. Uma data para lembrar, também, que o anarquismo foi uma força política fundamental na construção de métodos e de uma estratégia de ruptura radical com o capitalismo, o racismo e o patriarcado em solo brasileiro, assim como em boa parte da América Latina.

Enxergamos com entusiasmo a participação ativa das e dos anarquistas de nossa época em dezenas de cidades onde a greve geral parou os locais de trabalho, produção e locomoção, causando impacto no poder econômico e político. Com muita humildade frente a nossas limitações e longo caminho a percorrer, nos reconhecemos e inspiramos com aquelas e aqueles anarquistas que deram seus melhores sonhos na Greve Geral de 1917 e em todas as lutas pela emancipação do povo pobre na história do Brasil e da América Latina.

MEMÓRIA É LUTA!
VIVA A GREVE GERAL DE 1917!
VIVA O 1º DE MAIO DAS CLASSES OPRIMIDAS!

Federação Anarquista Gaúcha/CAB
Coletivo Anarquista Bandeira Negra/CAB
Coletivo Anarquista Luta de Classe/CAB

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[CABN] A arte que queremos neste Sarau 1º de maio

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/a-arte-que-queremos-neste-sarau-1o-de-maio/

Pelo segundo ano consecutivo realizaremos o Sarau 1º de maio. O Sarau tem por objetivo retomar uma data fundamental na história da construção da ideologia anarquista. O momento emblemático é a luta de dedicados militantes, de homens e mulheres que, na terra de Obama, em 1886, ocuparam as ruas e a Praça de Haymarket, em Chicago, para reivindicar 8 horas trabalho, 8 horas de lazer e 8 horas de descanso. A repressão policial a mando dos governantes, em defesa dos interesses dos patrões, levaram os nossos irmãos ao cárcere e à morte. Os nossos mártires de Chicago.

Outro objetivo do Sarau é reunir companheiros e companheiras que atuam nas lutas sociais em Joinville/SC. É o momento para socializar as expressões artísticas que a companheirada deixa guardada nos cantos do seu quarto, até mesmo numa caderneta surrada na sua mochila. É o momento para dividir o pão e a poesia, o bolo e a canção, a bebida e a fotografia, os biscoitos e o teatro.

No próximo 1º de maio nos encontraremos para sorrir, amar, refletir, até mesmo para enxugar lágrimas por conta da pesada rotina repressiva encabeçadas pelos governos e patrões. O Sarau é momento dos lutadores e das lutadoras, desde as crianças aos velhos e velhas. Trocamos olhares silenciosos de cumplicidade militante, fazemos dos nossos corações reservas de liberdade e igualdade.

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Apresentação teatral durante o Sarau 1º de Maio em 2015. A foto é do Coletivo Metranca.

O processo de organização da atividade é composto por muito trabalho voluntário. Encontramos forças entre os dias e as noites de intensas cores vermelhas e negras que guiam os nossos corpos e mentes nas ruas, nas praças, nos bairros, nos postos de trabalho e estudo. Definimos coletivamente quem fará o quê, as razões para fazer, o que será possível oferecer e os objetivos. É uma prática baseada na igualdade e liberdade, sem hierarquia. Ações que definimos como autogestão, solução que oferecemos em pequena medida como alternativa para o mundo competitivo do capitalismo. Frente à dominação do Estado e do capitalismo, resistimos e construiremos um amanhã baseado na autogestão.

Ao abordamos a companhareirada com objetivo de convidarmos para apresentar as suas expressões artísticas no Sarau, é comum ouvirmos: “O que escrevo não tem relação com o tema do evento”ou “será que a minha música se encaixa com a proposta?”. Compreendemos as inquietações, as dúvidas. O que nos motiva a convidar não objetiva moldar quais as expressões são corretas para aluta popular. Porém, algum critério é necessário adotar; o nosso critério é criar um ambiente arejado para militância e setores próximos do CABN apresentarem a sua arte.

Quando convidamos os irmãos e as irmãs de classe, não temos por objetivo canções que remetam aos mártires de Chicago, menos ainda que as manifestações artísticas expressem segundo as regras de realismo socialista revisto. Não pretendemos ditar as formas, os conteúdos e a estética. O principal objetivo é envolver todos e todas ao que temos como parte da nossa constituição enquanto sujeitos históricos, as expressões atuais que contribuem em nossa identidade como povo oprimido. Como a arte deve compor o Sarau 1º de maio? Neste momento, a resposta é que a arte pode vir de quem entrega a sua vida na luta por um mundo sem mais opressões. É esta arte que queremos neste Sarau 1º de maio.

Por Flavio Solomon, militante do Coletivo Anarquista Bandeira Negra

[MOB-RJ] Sarau solidário neste sábado!

Retirado de: https://organizacaodebase.wordpress.com/2015/08/26/rio-de-janeiro-sarau-solidario-neste-sabado/

cartaz-sarau-solidarioO MOB-RJ convida seus amigos e apoiadores a participar do sarau solidário. O objetivo do Sarau é arrecadar recursos para a estrutura (passagens, alimentação e materiais) do I Encontro do Movimento de Organização de Base (MOB) que reunirá militantes de diferentes estados.

Estamos muito animados com esse encontro, mas precisamos da ajuda de todos nossos amigos e amigas para garantir tudo que precisamos.

Ingresso: 10 reais (com direito a comer feijão amigo e repetir)
Teremos: Feijão amigo, música, poesia, festival de curtas e cerveja
Quando: 29 de Agosto
Horário: 17h
Onde: Centro de Cultura Social – RJ

obs: quem quiser apoiar financeiramente o I Encontro do MOB sem participar do Sarau pode deixar um comentário com contato, que explicaremos o procedimento.

[CABN] Crônica do Sarau de 1º de Maio

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/cronica-sarau-de-1o-de-maio/

O 1º de maio é uma data importante no calendário da luta popular. É momento de lembrar os seis mártires de Chicago, quando em 1866 lutaram contra o capitalismo e o Estado para conquistar 8 horas de trabalho, 8 horas de lazer e 8 horas de descanso. Os mártires foram condenados e mortos. Os mártires eram anarquistas, mas a data não é uma data do anarquismo, é uma data da classe trabalhadora. Às pessoas interessadas na história da data, deixamos a animação “Maio, Nosso Maio” que sintetiza a inspiradora luta dos nossos irmãos e nossas irmãs de classe.

https://player.vimeo.com/video/23105830

Em Joinville, apesar de ter a sua história ligada ao processo de industrialização, imigração/migração e especulação, a classe trabalhadora pouco se lembra da data com um marco de combate. O projeto dominante capitalista pauta a data como dia do trabalho, como foi feito em outros períodos. É neste contexto que a atividade Sarau 1º de Maio, realizada pelo Coletivo Anarquista Bandeira Negra, é importante para construir uma identidade de luta por meio de uma ação política organizada fora das instituições do Estado. Se a classe dominante tenta promover a inversão do nosso calendário, inclusive utilizando do lazer e do entretenimento, cabe a nossa força organizada realizar o combate por baixo e à esquerda por meio das diferentes manifestações artísticas.

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O Sarau não teve por objetivo fazer “arte anarquista”, o intuito foi envolver companheiros e companheiras que lutam no cotidiano opressivo da cidade. Irmãos e irmãs que dialogam ou que estão inseridos até a carne nos combates contra todas as formas de opressões. Compas que nos brindaram com exposição de seus desenhos, pinturas, seu muralismo. Compas que compartilharam sua poesia, sua leitura, seu teatro. Pela arte, socializamos nossa experiência, nossa luta e nossos sonhos.

Agradecemos as mais de 80 pessoas que compareceram, trouxeram comida, encamparam a ideia e fizeram desse um belo dia. Seguimos, companheirada!

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As fotos são do Coletivo Metranca, há mais fotos aqui.

O texto de abertura à atividade pode ser lido aqui.

[CABN – Joinville] Sarau 1º de Maio

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/joinville-sarau-1o-de-maio/

O 1º de maio é uma data histórica importante na luta da classe oprimida, é o único feriado que representa o sangue e o suor de homens e mulheres que lutaram e lutam pela emancipação dos/as oprimidos/as.

Em Joinville, as empresas de comunicação, como os canais de televisão e os jornais, consideram o 1º de maio como um dia para cultuar o trabalho, não a luta e organização dos/as oprimidos/as. Os sindicatos burocratizados e pelegos sorteiam brindes e retiram toda pauta de reivindicação do dia. Todas estas medidas tentam enganar o povo em luta.

O Coletivo Anarquista Bandeira Negra realiza o Sarau 1º de Maio com intuito de combater as ações e mentiras do capitalismo e do Estado. Por isso, convidamos os companheiros e as companheiras que lutam ombro a ombro contra as opressões para trazer a sua manifestação artística, como música, contação de história e poesia. Além da arte, o evento será um momento para lembrarmos os nossos irmãos e as nossas irmãs que tombaram na luta de resistência ao capital.

Companheiros e companheiras, convidamos para participar do evento como público, mas também trazer uma torta doce ou salgada para compartilhar na mesa solidária. E, caso você tenha um poema ou arte na gaveta, traga a sua manifestação de luta por meio da arte.

A atividade acontece no dia 1º de maio, às 17h, no Centro de Direitos Humanos de Joinville “Maria da Graça Bráz”, rua Plácido Olímpio de Oliveira, 660, Bucarein.

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