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[FAG] AVANÇAR A GREVE ESTADUAL DOS SERVIDORES DO RS SEM ARREGO! UNIDADE DOS TRABALHADORES PELA BASE E SEM REPRESSORES!

Retirado de:                                       https://www.facebook.com/FederacaoAnarquistaGaucha/posts/1058297487515142

Só a luta pela base dos trabalhadores, dos setores populares e estudantis pode fazer resistência ao ajuste que vem da tesoura do governo, da fraude e do privilégio dos patrões. Cortes fundos nos direitos, empregos e serviços públicos vem do planalto em Brasília, pelo arranjo governista com a direita tramposa do PMDB, com o sistema financeiro, o agronegócio e os industriais.

O estado do RS e os municípios se valem das mesmas receitas amargas. Castigam os pobres para salvar os ganhos dos ricos e os interesses burocráticos da máquina. E o fazem cortando na carne dos trabalhadores do serviço público, congelando salários, achacando a saúde, a educação, a moradia, o transporte coletivo, etc.. Já os agiotas parasitas da dívida pública são pagos religiosamente e as empresas sonegadoras e privilegiadas por isenções de impostos ficam de lombo liso.

Essa é a crise financeira do estado que o governo Sartori/PMDB tem no colo. Faltam recursos porque os capitalistas reservam os privilégios e os lucros para suas propriedades e estouram as contas públicas nas costas do povo. Todo um sistema de pilhagem que funciona pelo mecanismo da dívida pública, que espreme o patrimônio construído pelos trabalhadores, que desmonta e privatiza bens públicos e produz um discurso econômico liberalóide de déficit e responsabilidade fiscal. Os partidos de governo se sucedem sempre dentro desta ordem: uma camisa de forças do sistema que todos vestem. O PT subscreveu os contratos com o Banco Mundial durante o governo Yeda Crusius que ampliou o poder do sistema financeiro sobre o controle dos gastos públicos. Na sua vez no Piratini, Tarso Genro teve que amargar a pena de devedor do Piso Nacional do magistério.

A dívida que tem que ser paga e que as estruturas do poder caloteiam é a dívida com os trabalhadores e com o povo. Dívida social com o piso, com os direitos, com a qualidade dos serviços públicos, de moradia, de terra para os pobres do campo. Já a segurança é outra história.

Ao lado do ajuste que saca dinheiro dos hospitais e postos de saúde, das escolas, programas sociais, da ampliação do espaço comum e da rede de serviços públicos que aumentam bem estar e condições de vida do povo, é martelada diariamente, sobretudo pela voz do grupo RBS, a bandeira da segurança. O grupo de comunicação que é bom pagador de propina pra sonegação fiscal, dono de um patrimônio que figura na lista seleta das elites gaúchas, avaliza o ajuste e faz campanha de terror e medo pra reclamar mais segurança. Aí está! Segurança é um discurso que dá sentido e faz funcionar um poder de controle e vigilância que institui a paz para a vida normal do sistema e dos bem nascidos e que instala a guerra que pune e criminaliza a pobreza. A segurança que ecoa fundo nas preocupações das elites e da classe média é a que sempre reforça a violência policial sobre as “classes perigosas”.

O congelamento salarial da LDO votada na assembléia legislativa e o parcelamento dos vencimentos mexeram forte com a paciência dos servidores estaduais. A assembléia geral do Cpers da terça-feira dia 18 de agosto deu a temperatura da indignação dos trabalhadores em educação do estado. Conseguiu convocar uma participação de base que há muito não se via. Teve adesão de setores e escolas que não estão sindicalizados e que, lamentavelmente, foram constrangidos pelos dirigentes sindicais a ficar de fora da assembléia do gigantinho.

Da parte das outras categorias do funcionalismo público cresce a mobilização. Foram estimados mais de 50 mil participando do movimento da última terça. As soluções privatistas do governo Sartori e o alvo na extinção de órgãos públicos como a Fundação Zoobotânica são provocadoras de uma luta sem arrego que terá duras peleias para fazer resistência, não entregar patrimônio e não liquidar a pesquisa ambiental para tapar os buracos da crise financeira que empurra a dívida pública e as fraudes patronais.
O movimento dos trabalhadores tem que fazer a greve que não desejam as burocracias sindicais. Construir unidade pelas lutas de base. Descartar a fita métrica da polícia como medida do alcance das mobilizações. Os repressores do povo não são aliados. A periferia urbana está farta do genocídio de pobres e negros que produzem. O protesto social tem memória do camburão, das balas, do gás e das cicatrizes que produzem ao serviço do aparelho repressivo. A conveniência da hora não muda nossa convicção pelo fim da polícia militar.

A paralisação de uns dias, já sabemos, é uma medida envergonhada das burocracias atreladas ao aparelho de estado para não aprofundar a crise do governismo em Brasília. Tem ideias fortes embutidas nessa concepção, que pagam alto tributo ao pior do reformismo. Para a burocracia sindical o excesso de luta desestabiliza e faz a cama para o inimigo deitar. Nós pensamos totalmente ao contrário. Que a luta de classes, pela ação direta dos trabalhadores e a união dos organismos de democracia de base, é o fator de resistência que muda a correlação de forças. A ação de greves, piquetes, ocupações e a solidariedade de classe produzem ideologia de um povo forte e peleador que não anda a reboque das saídas tramadas por cima pelas classes dominantes. Pra não deixar dúvidas: a falta de luta pelas bases e a ausência das táticas de ação direta desarmam nossa classe e consomem nossas forças. Ganho do burocratismo ou da corrente conservadora.

A greve da educação se fortalece unida com os servidores estaduais. Mas a força do movimento faz trincheira lá onde a burocracia não controla. O palco dos intermediários não dobrará o governo pelos artistas da negociação, nem tampouco o verbo radical do proselitismo auxiliar. A radicalidade de uma greve só pode achar terreno no piquete decisivo que paralisa o funcionamento da máquina e no corte de rua que faz a cidade parar. A greve será greve pela mão dos comandos de mobilização regionais, pelas zonas e os bairros, onde os trabalhadores do setor público se unam com os moradores da periferia, criem organismos de democracia de base nas comunidades para que participem os setores populares. Façam espaço solidário pra que a luta seja tomada pelo povo como luta pelas demandas populares por educação, saúde e por mais serviços públicos.

Greve unida pela base e sem arrego!
Criar Povo Forte.
Lutar e vencer pela independência de classe.

[FAG] NOTA DO SECRETARIADO DA FAG – 08/08/2015

Retirado de:  https://www.facebook.com/FederacaoAnarquistaGaucha/photos/a.376527272358837.94284.302156596462572/1052228838122007/?type=1&theater

De baixo que a luta cria poder popular e rebeldia!

Vivemos mais uma semana de intensos ataques aos direitos dos trabalhadores estaduais e de desmonte do serviço público. O recente pacote de medidas do governador Sartori (PMDB) reafirma sua política privatista que corta na carne do povo oprimido em benefício da manutenção dos privilégios e lucros de governos e patrões.

Nesse contexto, uma série de setores sociais dão fôlego a seus processos de mobilização e indicam a disposição de luta para dar combate a lógica imposta pelos de cima que precariza a vida do povo.

A semana que passou foi palco de diversas mobilizações e ações de rua que no nosso entendimento contribuem para o fortalecimento da organização, capacidade de enfrentamento e acúmulo de forças dos de baixo para o próximo período. Experiências como as greves em curso, os piquetes, as manifestações de rua, o diálogo com a população e os cortes da via pública em todo o Estado são ensaios de um processo que não termina aqui.

Nessa conjuntura, a criminalização veio forte. Por lutar, rodoviários da Carris em solidariedade a paralisação estadual do dia 03/08 foram demitidos, e os servidores municipais da Assistência Social e da Saúde de São Leopoldo-RS, que seguem em greve, sofrem processo de criminalização judicial. Esses são nítidos exemplos de perseguição política e sindical e é emblemático o caso da Carris em que os demitidos são militantes sindicais que tiveram seu direito ao trabalho anulado.

Contra criminalização e as demissões só a luta e a solidariedade dos de baixos são capazes de enfrentar essas medidas repressivas. Pela readmissão dos rodoviários e pelo arquivamento do processo contra os trabalhadores municipais de São Leopoldo!

A próxima semana será de intensa mobilização. Dia 11 de Agosto é dia de somar esforços no Ato Nacional em defesa da Educação Pública. Nas escolas estaduais, dar continuidade a construção de uma greve desde os locais de trabalho, em conjunto com a comunidade e estudantes. Nas Universidades Públicas, dar solidariedade aos trabalhadores da Educação Federal em greve e a luta dos estudantes contra os cortes de verbas do Ensino Superior. É hora de cerrar um só punho contra a perversidade de governos e patrões, além das burocracias sindicais que emperram a luta. Nosso lado é o dos trabalhadores e oprimidos.

Nem com os que mandam por cima, nem com os que reprimem os de baixo.

Federação Anarquista Gaúcha – FAG

[FAG] Nem com os que mandam por cima, nem com os que reprimem os de baixo

NOTA DO SECRETARIADO da FAG – 01/08/2015

Retirado de: https://www.facebook.com/FederacaoAnarquistaGaucha/photos/a.376527272358837.94284.302156596462572/1048768785134679/?type=1

A conjuntura é de ataques dos governos (federal, estadual e municipal) em forma de ajustes, que retiram direitos básicos d@s trabalhador@s para garantir os benefícios dos governos e os lucros dos patrões, com as isenções e sonegações de impostos. A lógica é a mesma, cortar na carne dos de baixo pra manter os privilégios das elites.

Diante desses ataques e retirada de direitos, a nossa posição continua sendo a luta direta, desde a base, contra os patrões e governos. Portanto, não acreditamos em greves que apostam somente em negociatas e que puxa freio da base revoltada e com disposição de resistência. Tampouco concordamos com direções determinando o tempo de greve das categorias, pois o tempo da luta é determinado pela capacidade de conquista d@s trabalhador@s!

Nesse sentido, reafirmamos a nossa disposição de luta ombro a ombro com as bases das categorias que sofrem as mazelas desses ajustes. Sabendo que a solução não virá de cima, cabe a nos reforçar princípios históricos da classe trabalhadora e dos oprimidos: independência de classe, ação direta, organização desde baixo e com real protagonismo da base.

Queremos lembrar que nossos inimigos de classe continuam os mesmos e não será por oportunismo de certos setores que vamos aliviar a crítica e a luta contra os que nos reprimem. O aparato repressor do Estado (Brigada Militar, Polícia Civil…) é instrumento de repressão e criminalização dos que lutam, nunca estiveram ao lado dos movimentos sociais e populares e não será nesse momento que estarão. Nesse conflito serão os primeiros a serem beneficiados na iminência de negociações com o governo estadual.

Mais que nunca chegou a hora da greve geral dos trabalhadores estaduais fora de discursos vazios que vem de cima de um carro de som. A greve geral se constrói em cada local de trabalho, dia-dia, de piquete em piquete!

Greve sem arrego!
Desde a base contra os cortes de governos e patrões!
Pela unidade dos de baixo!