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Lançamento do Comitê Lutar não é Crime! Pela absolvição de Nicolas Pacheco!

ABSOLVIÇÃO DE NICOLAS

Ontem, 22 de outubro de 2014, foi lançado o Comitê Lutar Não é Crime no Paraná! Em um ato com a presença de mais de 15 entidades – entre movimentos sociais, agrupamentos de tendência e organizações políticas – e com quatro militantes sociais e políticos que estão sendo criminalizados, afirmamos mais uma vez: “Lutar não é crime!

Em um ano de muita agitação política, aumento da repressão e criminalização da luta, após Jornadas de Junho de 2013, inúmeras greves e revoltas, os movimentos combativos e a esquerda de luta se solidarizam com os militantes perseguidos por este Estado criminoso. Enquanto os de cima fazem campanha, os de baixo são presos, indiciados e apanham.

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Quando os de baixo começam a ameaçar os poderosos, vemos os movimentos sociais e as organizações políticas combativas sendo duramente criminalizadas. Nossa organização-irmã Federação Anarquista Gaúcha teve sua sede invadida mais uma vez nas Jornadas de Junho de 2013 (leia mais em: https://anarquismopr.org/2013/06/21/nota-da-fag-sobre-a-invasao-de-sua-sede/);  em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Goiânia, Ceará, Joinville e em muitas outras cidades tivemos prisões arbitrárias durante as jornadas, Copa do Mundo, greves e ocupações e duros processos contra os lutadores que buscam uma sociedade mais justa e igualitária.

No Paraná, na Batalha contra a EBSERH (privatização do Hospital de Clínicas) vemos a repressão e criminalização da luta atingir nossa classe mais uma vez. No dia 28 de agosto deste ano, vimos do que a Reitoria da UFPR e o Governo Federal são capazes de fazer quando ameaçamos impedir a privatização do maior hospital público do Paraná. Spray de pimenta, bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha atingiram estudantes, trabalhadores e trabalhadoras (leia mais em: https://anarquismopr.org/2014/08/29/protesto-nao-e-crime-pela-absolvicao-de-nicolas-pacheco/).

Não bastasse a truculência policial, “o companheiro do PSTU Nicolas Pacheco, de 18 anos, que estava somando esforços na luta,foi sequestrado e mantido em cárcere privado pelos policiais federais. Dentro do Prédio da Administração da Reitoria, passou mais de 5 horas algemado, sofrendo ameaças policiais e sem poder sequer falar com advogado. O companheiro foi levado para a carceragem da polícia federal e foi acusado pelos crimes de resistência, desacato e constrangimento ilegal.”

As únicas provas apresentadas pela polícia são os depoimentos dos próprios agentes envolvidos na operação e de seguranças terceirizados da UFPR. “Os depoimentos falsos que saíram são um absurdo porque mesmo com as imagens mostrando o que aconteceu eles disseram que eu entrei em luta corporal com a polícia! Eu fui imobilizado, jogado no chão, algemado com as mãos para trás e passei cinco horas dessa maneira”, desabafa Nicolas.

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O Comitê Lutar Não é Crime surge para que os de baixo se unam em solidariedade aos lutadores criminalizados! Protesto não é crime! Contra a criminalização dos pobres e dos movimentos sociais!

No ato, além das prestações de solidariedade a Nicolas Pacheco – militante do PSTU, que na luta por uma saúde pública está sendo criminalizado, contamos com a presença e relato da criminalização de mais três companheiros e companheiras. André Altmann, militante da nossa organização-irmã Coletivo Anarquista Bandeira Negra (criminalizado na luta pelo transporte), Juciane, trabalhadora do Sindisep (criminalizada na luta dos trabalhadores da saúde) e Gabriela Caramuru, militante do PSOL (criminalizada na luta da educação e do campo).

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Mas não podemos esquecer que a criminalização e repressão aos pobres NUNCA SE INTERROMPEU! Quantas Cláudias e Amarildos sofrem todos os dias? Com o abuso dos policiais, com a exploração do trabalho, com falta de saúde, transporte e educação pública de qualidade?

Só com muita luta, organização e solidariedade vamos acabar com essa sociedade de classes, em que os empresários, latifundiários, burocratas e policiais, exploram, dominam e matam o nosso povo!

O Comitê Lutar Não é Crime fará novas ações em breve. Quer participar? Entre contato, milite nos movimentos sociais!

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ENQUANTO EXISTIR DOMINAÇÃO, OS ANARQUISTAS CONTINUARÃO NA LUTA!

RODEAR DE SOLIDARIEDADE OS QUE LUTAM!

NÃO TÁ MORTO QUEM PELEIA!

PROTESTO NÃO É CRIME!

LUTAR NÃO É CRIME!

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[SINDITEST-PR] Militante preso arbitrariamente pela PF saiu da prisão somente nesta madrugada de sexta

Retirado de: http://www.sinditest.org.br/noticias_detalhe/5/funpar/2080/militante-preso-arbitrariamente-pela-pf-saiu-da-prisao-somente-nesta-madrugada-de-sexta

 O Reitor que se auto intitula democrático chamou a PF para dentro do prédio da Reitoria, com agentes encapuzados e sem identificação…

O militante e estudante de história, Nicolas Pacheco de Alencar, saiu da prisão nesta madrugada após pagar fiança. Nicolas participava do Ato Público em Defesa do HC na manhã de ontem no pátio da Reitoria da UFPR em manifestação contra a adesão do HC à EBSERH quando, aproximadamente às 09 horas da manhã, foi puxado por um policial federal, detido por outros quatro policiais e algemado DENTRO DO PRÉDIO DA REITORIA sem oferecer qualquer tipo de resistência. (veja o vídeo aqui, no momento em que ele foi puxado pelo policial encapuzado). “No momento que eu entrei eu já estava dominado, minha única reação foi tentar colocar os dois braços pra trás pra não apanhar ali dentro, eu não tive reação. Eu nem conseguia enxergar direito por causa do spray de pimenta, eles estavam jogando um monte, eu estava como o olho fechado e FORAM QUATRO POLICIAIS EM CIMA DE MIM”, relata Nicolas.

O estudante permaneceu sob detenção por pelo menos quatro horas no prédio da Reitoria sem ao menos ser informado sobre o motivo da prisão e sem poder receber um advogado para representá-lo. Nicolas conta que três advogados tentaram conversar com os policiais, mas eles além de se recusarem a recebê-los, chegaram a dar risada da situação e ignoraram os pedidos. “Eles deram risada dos advogados e debocharam, dizendo que eles teriam que ir pra outra porta”, conta Nicolas. A MAIORIA DOS POLICIAIS ESTAVAM ENCAPUZADOS E NENHUM DELES APRESENTAVA IDENTIFICAÇÃO NA FARDA.

A Polícia Federal acusa Nicolas dos crimes de resistência, constrangimento ilegal e desacato, no entanto, a Frente de Luta Pra Não Perder o HC aponta que houve na verdade por parte da PF uma tentativa de criminalizar o movimento, sendo que ele foi pego aleatoriamente dentre os manifestantes, caracterizando uma tentativa de coação aos demais participantes do protesto. “Me dá a impressão de que eu fui sorteado ali, me cataram primeiro porque eu estava de costas pra porta. Parece que eu fui sorteado mesmo, poderia ser qualquer outro que estava ali no meio daquele bolo sem ninguém ter feito nada, mas fui eu…”, desabafa o estudante.

Força, violência, truculência, arbitrariedade e ilegalidade marcaram as ações da Polícia Federal no dia de ontem

Nicolas aponta que sua prisão foi uma sucessão de injustiças: é a criminalização do movimentos sociais, é prender quem está lutando, é prender quem está lutando por direito. Eu não cometi nenhum crime, eu não bati em ninguém, eu não xinguei ninguém, eu não resisti à prisão, eu não cometi nenhum crime e eu fui indiciado por três crimes de forma muito estranha. Fiquei cinco horas algemado sem nem saber porque que estava preso, sem ter contato com ninguém… O que eu sinto é que eu fui tratado como um criminoso sendo que eu não cometi crime nenhum e eu tenho minha consciência tranquila.

Nicolas Pacheco, permaneceu por mais de cinco horas preso pela PF, sem saber o motivo e sem representação de advogado

A Frente de Luta prepara uma campanha contra a criminalização dos movimentos sociais e afirma que caso do Nicolas é um exemplo do que está ocorrendo em todo o país, neste que é um momento de intensas lutas sociais. A assessoria jurídica do Sinditest, assim como demais representantes jurídicos de outras entidades que fazem parte da Frente de Luta Pra Não Perder o HC estão acompanhando o caso e irão defender Nicolas no processo.


A  Frente de Luta foi até a Superintêncdencia da Polícia Federal, no Santa Cândida, para pedir a liberdade do companheiro de luta

Adriana Possan
ASCOM Sinditest-PR

URGENTE Reitor da UFPR dá golpe e antecipa votação do COUN sobre a EBSERH

Retirado de: http://www.sinditest.org.br/noticias_detalhe/5/funpar/1948/reitor-da-ufpr-da-golpe-e-antecipa-votacao-do-coun-sobre-a-ebserh

O COUN deveria deliberar sobre a adesão ou não à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares na próxima quinta-feira (05), no entanto, o Reitor Zaki Akel Sobrinho, numa atitude que tentar dar um golpe da mobilização da comunidade acadêmica e da população, antecipou a votação desse item da pauta para quarta-feira (04). A informação da alteração da data partiu dos conselheiros que representam os técnico-administrativos e os estudantes do COUN.

Na mesma quarta-feira (04) será o início da greve dos trabalhadores da FUNPAR/HC em defesa a manutenção de seus empregos, já que a EBSERH, caso aprovada, demitirá os 916 trabalhadores fundacionais de maneira escalonada. O movimento do Reitor da UFPR é de desarticular os setores organizados da sociedade que dizem não à empresa.

Ademais, em 2012 o Conselho Universitário já havia votado contra a adesão a EBSERH. De lá para cá a UFPR não realizou nenhum debate público amplo com a sociedade sobre a situação do Hospital de Clínicas e a busca de soluções que não representem um quadro de privatização da saúde pública. Entretanto, o Reitor Zaki está propondo que seja feita a votação novamente e além de tudo, como estratégia sorrateira, antecipou a dia da votação.

Mesmo com a mudança repentina de data, o grande ato que aconteceria na quinta-feira (05) irá acontecer na quarta-feira (04), a partir das 07h00 da manhã no Pátio da Universidade Federal. Estão sendo feitos chamados a toda população, principalmente usuários do Sistema Único de Saúde, para participar das mobilizações.

Entidades sindicais, movimentos e organizações que estarão presentes no dia 04 de junho:

Sinditest-PR, APUFPR, CSP-Conlutas, CUT-PR, ANDES- Regional Sul, ANEL, SINTUEF-PR, DCE-UFPR, DANC, CAHK, CALC, Movimento Mulheres em Luta, Coletivo Outros Outubros Virão, Coletivo Quebrando Muros, SindSaúde, SISMMAR, SISMMAC, Núcleo PT/UFPR, Sintcon, CAE-RUA, Aposentados UFPR, CAF-RUA, CACS, PSTU, Sindijus-PR