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[CURITIBA] Banca de livros na Reitoria da UFPR – 28 a 31 de março

Dando continuidade a um trabalho de propaganda e revenda de materiais anarquistas e libertários, entre livros, revistas, dvd´s e jornais, será montada entre os dias 28 e 31 de março a Banca na UFPR. A Banca vem se tornando, além de um espaço de comercialização e auto-sustento, um ponto de encontro de interessados e militantes anarquistas na cidade de Curitiba. Nos vemos lá.
Liberdade! Socialismo!

[CURITIBA] Concentração Nacional do Fórum do Anarquismo Organizado

Foi realizado o ato da Concentração Nacional do Fórum do Anarquismo Organizado na quinta, véspera do Natal (24.12.2010), voltado a distribuição do SOLI 25, que trouxe uma análise das últimas eleições e do futuro Governo PT-Dilma.

Distribuímos o jornal Socialismo Libertário no Terminal Guadalupe (Curitiba – PR) sem maiores contratempos e com boa recepção do povo trabalhador da nossa cidade.

Liberdade! Socialismo!
Coletivo Anarquista Luta de Classe.

Adesões Nacionais e Internacionais aos 15 anos da FAG

Adesões Nacionais e Internacionais aos 15 anos da FAG

CALC – Coletivo Anarquista Luta de Classe (PR)

 

Aos companheiros e companheiras de luta da FAG.

 

 

É com alegria que parabenizamos os companheiros e companheiras da FAG por esses 15 anos de VIDA. Com sua prática política reescrevem o Anarquismo nas lutas sociais contemporâneas, a partir de uma perspectiva de classe, sempre comprometida com o interesse d@s explorad@s, com a construção de um povo forte e com a organização popular.

 

 

Aqui em Curitiba, ao lançarmos o Coletivo Anarquista Luta de Classe, sempre tivemos como referência o trabalho das organizações anarquistas que hoje articulam o FAO, como a FAG a FARJ, sem esquecermos o trabalho da Federação Anarquista Uruguaia, há mais de 5 décadas expressando a resistência do povo uruguaio e, mais recentemente, apoiando a organização dos anarquistas no Brasil.

 

 

Esse trabalho político social, que hoje almejamos no CALC, já vem sendo realizado com muita determinação pelos noss@s compas gaúchos nesses 15 anos de “estrada”. Isso fica claro ao percebermos a sua presença e influência na luta e resistência do povo gaúcho, com sua participação nas lutas sindicais, estudantis, comunitárias, por reforma agrária e emprego, e também, em sua capacidade de articulação com as demais organizações anarquistas no Brasil e no exterior .

 

 

Se hoje a nossa classe ainda não tem nada a comemorar, nesses tristes

 

tempos de Lulismo, o exemplo de luta da FAG deve ser seguido, pois como falam @s compas: Não tá morto quem peleja!

 

 

Saúde e Anarquia! Liberdade e Socialismo!

É Publicada a Carta de Apresentação do Coletivo Anarquista Luta de Classe!

 

CARTA DE APRESENTAÇÃO DO COLETIVO ANARQUISTA LUTA DE CLASSE

“Como nosso Partido não é composto de politicastros nem de caçadores de cargos, senão proletários que não têm outra ambição além de se verem livres da escravidão do salário, agora que a oportunidade se apresenta, vai direto a seu objetivo: a emancipação econômica da classe trabalhadora por meio da expropriação da terra e da maquinaria.”[1]

(Ricardo Flores Magón 1874 – 1922)

 Saúde companheir@s! Essa é a Carta de Apresentação do Coletivo Anarquista Luta de Classe – CALC – formado a partir do ano de 2008. Ela fala dos nossos objetivos, princípios, atividades, com referência no Anarquismo Social e Organizado. Desde 2008 iniciamos um trabalho de propaganda e revenda de livros, distribuindo jornais e periódicos, apoiando as editoras libertárias e a Cooperativa de Distribuição Faísca, procurando levar “nossa banca” para atividades dos movimentos sociais, como assembléias, plenárias ou seminários, além dos espaços da Universidade Pública, onde nos encontramos trabalhando uma semana por mês, sempre no decorrer do período letivo. Compreendendo a importância da teoria e da prática anarquista, tanto para as ciências engajadas, quanto para a luta de emancipação dos explorados, escolhemos revender os títulos e obras que, traduzidos e editados por outros companheiros e organizações, estão disponíveis para venda. Além da propaganda, temos como objetivos a geração de renda, o apoio aos movimentos sociais, a formação de um grupo estudos e a constituição de uma organização anarquista local.

Nosso grupo defende:

[…] o anarquismo como uma ideologia que fornece orientação para a ação no sentido de substituir o capitalismo, o Estado e suas instituições, pelo socialismo libertário – sistema baseado na autogestão e no federalismo –, sem quaisquer pretensões científicas ou proféticas. Como outras ideologias, o anarquismo possui história e contexto específicos. Ele não nasce de intelectuais ou pensadores descolados da prática, que buscavam apenas a reflexão abstrata. O anarquismo tem sua história desenvolvida no seio das grandes lutas de classe do século XIX, quando é teorizado por Proudhon, e toma corpo em meio à Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), com a atuação de Bakunin, Guillaume, Reclus e outros que defendiam o socialismo revolucionário, em oposição ao socialismo reformista, legalista ou estatista. Esta tendência da AIT foi futuramente conhecida por “federalista” ou “antiautoritária” e teve sua continuidade na militância de Kropotkin, Malatesta e outros.”[2].

Por isso buscamos um retorno organizado às lutas sociais, esperando que outros companheiros e companheiras da cidade de Curitiba e do Paraná venham se juntar a nós. Assim, acreditamos que será possível retomarmos o caráter social e classista que o anarquismo sempre portou, pois se continuarmos desorganizados ideologicamente não constituiremos uma força política capaz de intervir na dinâmica das lutas sociais, o que só interessa aos nossos adversários e inimigos de classe.

O Anarquismo Social não é uma proposta abstrata, e sim um projeto político que parte de uma realidade concreta, que é a luta de classes. Para tanto, trabalha com princípios do Socialismo Libertário que estão presentes na nossa tradição, e que, se constituem enquanto guias para uma prática política coerente com nossos objetivos finalistas, animando internamente as federações e grupos ácratas. São eles: a Liberdade e a Ética, o Classismo e o Internacionalismo, a Ação Direta e a Democracia Direta, a Ecologia e o Apoio Mútuo, o Federalismo e a Autogestão, a Prática Política e a Inserção Social.

Atuando como grupo orgânico identificado com o Anarquismo Social, o CALC defende a necessidade da organização anarquista enquanto ferramenta de emancipação dos explorados. Entendemos que a organização anarquista específica: “[…} não substitui a organização das classes exploradas, mas proporciona aos anarquistas a chance de se colocar a serviço delas”[3]. Para potencializar nossa prática política devemos consolidar uma unidade teórica e tática, trabalhos sociais junto aos explorados, além de formar militantes com responsabilidade, compromisso e auto-disciplina. Porque entendemos como fundamental a organização e a responsabilidade por parte do grupo e de seus militantes, o que não se confunde com hierarquia e autoritarismo. Ao contrário, o grupo orgânico é: […] o agrupamento de indivíduos anarquistas que, por meio de suas próprias vontades e do livre acordo, trabalham juntos com objetivos bem determinados. […] Esta organização é fundamentada em acordos fraternais, tanto para seu funcionamento interno, quanto para sua atuação externa, não havendo em seu seio relações de dominação, exploração ou mesmo alienação, o que a constitui uma organização libertária.”[4].

Queremos somar aos esforços que tenham como horizonte político um projeto classista e socialista libertário, entrando em acordo e trabalhando junto às demais organizações políticas anarquistas, assim também como os movimentos sociais combativos e autônomos. Só dessa forma poderemos mudar a atual relação de forças, ombro a ombro, lado a lado, construindo a organização popular, sem sectarismo, com identidade ideológica, mas sem se colocar a frente das classes exploradas nas lutas sociais que elas devem protagonizar. Como já havia dito Malatesta, nós anarquistas: “[…] não podemos emancipar o povo, queremos que o povo se emancipe. Não acreditamos no bem que vem do alto e se impõe pela força; queremos que o novo modo de vida social surja das vísceras do povo […].”[5]. E com esse entendimento que reivindicamos o Anarquismo Social e Organizado, definindo assim nosso campo de militância.


[1] Retirado do livro publicado pela Editora Imaginário, com alguns escritos de Ricardo Flores Magón.

[2] Retirado do livro “Anarquismo Social e Organização” – página 18. O livro é de autoria da Federação Anarquista do Rio de Janeiro, tendo sido publicado pela Editora Faísca no ano de 2009.

[3] Idem – páginas 131 e 132.

[4] Idem – página 128.

[5] Idem – página 194.