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Solidaridad internacional con la FAG

En Porto Alegre, el pasado 20 de junio, cerca de 15 agentes de la Policía Civil sin orden de allanamiento irrumpieron en el Ateneo Batalha da Varzea, local social y político que es sede de la Federación Anarquista Gaúcha.

En esa ciudad, donde desde de comienzo de año se han producido masivas movilizaciones reivindicando causas populares que tienen que ver con el transporte público, la salud, educación, contra la corrupción, y con una gran intensión de cambio social para su localidad como para su país.

En un país donde millares de personas salen a la calle a denunciar que está todo podrido y es necesario y urgente cambiarlo. Ante tanta opulencia de los poderosos, de los estadios construidos para la copa de las confederaciones y el mundial de FIFA. Ante tanta represión sostenida, desplazamiento y militarización de los barrios populares, desatención casi total de la salud pública, la educación, y una usura y robo que como corolario es el precio del transporte y la calidad del mismo.

Y se pretende criminalizar a la FAG, y hacerla responsable de toda la bronca y furia que tiene la población de todo el país. Se pretende acusar a la FAG diciendo que es su local se encontró literatura anarquista, ¿y qué se piensa encontrar en un local anarquista?. Se acusa a la FAG de negociar con la ultra derecha, cuando la tarea la misma ha sido en lugares que la derecha rechaza, como son los comité de Resistencia Popular, el movimiento de Catadores, el Sindicalismo, el movimiento campesino, la lucha Estudiantil, las actividades de involucrar a más compañeros en prácticas de cultura liberadora.

Y más, y más cosas que separan a la FAG de lo que sí ha sido su enemigo en una constante histórica, como el allanamiento que ocurriera en el año 2009 por orden de la gobernadora Yeda Crusius, cuando la organización anarquista la señaló como la responsable del asesinato del militante del MST Elthon Brum.

Entonces es que se ha estado sí contra los poderosos, los de arriba y sus aliados de turno. Este allanamiento es ante todo ideológico, porque es la persecución de nuestras ideas lo que está primero. Es eso lo que quieren borrar: todos los significados de rebeldía y liberación que puedan adoptar nuestras luchas, la independencia de clase, la democracia directa, la construcción del poder popular.

Manifestamos entonces nuestra mayor preocupación y alerta sobre el tema y daremos seguimiento al asunto dando respuesta donde nos encuentre las historias de nuestras luchas!!.

Basta de represión al movimiento popular brasilero!!.

Basta de criminalizar a la FAG!!.

Arriba los que luchan!!!.

 

federación Anarquista uruguaya (Uruguay).

Columna Libertaria Joaquín Penina (Rosario – Argentina).

Columna Libertaria Malatesta (Buenos Aires – Argentina).

Zabalaza Anarchist Comunist Front (Sudáfrica).

Organización Anarquista Socialismo Libertario (San Pablo – Brasil).

Unión Socialista Libertaria (Perú).

Federación Anarco Comunista (Argentina).

Autogestión Oscar Barrios (Buenos Aires – Argentina).

Federación Comunista Libertaria (Chile).

Convergencia Libertaria (Valparaíso – Chile).

Gisela Gaeta – actriz – (Buenos Aires – Argentina).

Red Libertaria Estudiantil (Valparaíso – Chile).

Dr Alejandro Horowicz, titular de “Los cambios en el sistema políticomundial”, Sociologia, Universidad de Buenos Aires (Argentina).

Osvaldo Bayer (Buenos Aires – Argentina).

Sala Alberdi (Buenos Aires – Argentina).

Pueblos, Barrios y Colonias en Defensa de Atzcapotzalco (Mejico).

Luciano Andrés Valencia, Escritor e historiador (Rio Negro – Patogonia Argentina).

Mb12 de Agosto (Claypole – Glew – Argentina).

Salvemos al Iberá (Corrientes – Argentina).

Martín Jaime (Argentina).

Analia Casafu, Ruben Saboulard, Angela Morin, Comision de Coordinacion de las ASAMBLEAS DEL PUEBLO (Argentina).

Sociedad de Resistencia Oficios Varios San Martín adherida a la FORA – AIT (Argentina).

FOB – Federación de Organizaciones de Base, Córdoba, Rosario , Buenos Aires , José C. Paz, Berazategui, Almirante Brown, Florencio Varela, Valentin Alsina, Lanus, Lugano, La Matanza, Lomas de Zamora (Argentina).

Federación Anarquista del Rio de Janeiro (Rio de Janeiro – Brasil)

Sede da Federação Anarquista Gaúcha é Invadida pela Polícia Federal

Toda solidariedade à Federação Anarquista Gaúcha. Sua sede acaba de ser invadida pela Polícia Federal, por denúncias da mídia burguesa.

Ninguem foi preso, mas todo o material da organização foi apreendido. A violência do Estado busca justificativas para criminalizar aqueles e aquelas que lutam, dia após dia. Não há justificativa válida para a violência do Estado!

[CAB] – A Luta contra o aumento das passagens e o Anarquismo

O contexto da nossa luta
Nesse primeiro semestre houve diversas mobilizações de norte a sul do Brasil que enfrentaram a reação conservadora dos governos, do aparelho repressivo e da mídia. Desde as lutas em defesa do transporte público nas capitais, passando pelas greves nos canteiros de obras do PAC, até a resistência indígena dos povos originários, todas essa lutas foram alvos da criminalização do protesto que segue em curso no país sede da Copa do Mundo. Vivemos um dos momentos mais agudos da luta de classes no Brasil. O capital internacional avança diariamente a passos largos, explorando os trabalhadores e as trabalhadoras na busca do lucro.
Resistência dos/as oprimido/as x Violência do Opressores
Uma consequência dessa lógica do capitalismo se expressa no transporte. Somos diariamente violentados. Esperamos em intermináveis filas, viajamos horas em transportes superlotados e sem manutenção, correndo risco de vida. Sofremos com o a violência da ganância, do descaso, da roubalheira, das máfias das empresas de transporte público, ajudadas pelos governantes a lucrarem cada vez mais. Mas quando o povo vai para as ruas reclamar contra esta injustiça o que acontece? É violentado! Tropas de choque, gás lacrimogêneo, spray de pimenta, bombas, balas de borracha à queima roupa que podem cegar ou até matar. Todo um aparato de guerra é usado contra o povo, e dezenas de manifestantes são presos e feridos pela polícia. Tanto a truculência da polícia e o descaso do poder público para o social, quanto o desrespeito que os empresários do transporte público nos fazem passar diariamente, todas estas são formas de violência contra o povo. E todas as formas que o povo usa para se defender contra esta violência são legítimas. Toda forma de resistência, ainda que com táticas distintas é legítima. A violência em todos os atos SEMPRE começou com a polícia, a fiel defensora das elites e da burguesia. Polícia, que curiosamente foi apoiada em sua última greve por legendas políticas de esquerda que hoje caluniam o anarquismo para “encontrar” um bode expiatório que divida a nossa luta.
Lutar não é crime
O povo, organizado nos movimentos sociais, manifestando-se por justiça, não pode ser criminalizado, agredido ou preso. Devemos ter cuidado com a estratégia dos poderes dominantes de criminalizarem “individualmente” militantes e ativistas que lutam contra o aumento da passagem.  Muitos já estão com processos nas costas por lutarem. Lutar não é crime! Não podemos deixar que nossos companheiros/as sejam criminalizados/as! Essa criminalização deve ser denunciada! Essa é a verdadeira face da democracia burguesa, escondida de dois em dois anos nas urnas e propagandas eleitorais mas que mostra suas garras quando surge a resistência! Não podemos reforçar dentro das nossas fileiras o discurso de criminalização daqueles que lutam tentando encontrar bodes expiatórios no nosso movimento. Todos/as aqueles/as que saem às ruas para se opor a máfia dos transportes são ilegais por natureza, pois enfrentam a burguesia e o Estado de “direito/a”.
Nossa concepção de anarquismo
Nós anarquistas organizados politicamente na Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) participamos modestamente de diversas mobilizações e cerramos fileiras com trabalhadores e militantes em diversos estados do país. A CAB é uma instância que reuniu diversas Organizações Anarquistas Especifistas de todo o Brasil para articular a luta e construir no futuro uma Organização Anarquista em nível Nacional. É constituída por 9 Organizações de diferentes Estados, de base Federalista que constrói – a partir de práticas concretas – unidade estratégica e maior organicidade para intensificar a inserção social no seio de nosso povo. Nesse sentido, são mais de 10 anos de resgate do Anarquismo enquanto corrente libertária do Socialismo, organizada politicamente e inserida socialmente. A CAB é formada por uma diversidade de sujeitos sociais que acreditam na já antiga mas atualíssima máxima que diz que a “emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores”, porém aliada também a histórica prática da organização do anarquismo enquanto partido, como foi a Aliança da Democracia Socialista de parte da Ala Federalista e Anti-autoritária da 1ª Internacional (Bakunin, Guillaume, Malatesta, Cafiero e outros) e também da nossa irmã Federação Anarquista Uruguaia, que se manteve atuante durante a ditadura militar uruguaia enfrentando esta com inserção popular/estudantil e com um aparato armado.
No entanto, nossa rica história que se confunde com a história da classe trabalhadora é muitas vezes atacada, desmerecida ou deturpada: muitas vezes trata-se do simples desconhecimento ou a reprodução de discursos simplificadores e reducionistas, porém, muitas vezes se trata da má fé, do preconceito e da necessidade de construção política na base da calúnia, auto-promoção e mentiras. Não nos surpreendemos quando estes ataques partem da mídia corporativa/burguesa, que tenta sempre criminalizar e estereotipar aqueles que lutam. Mas quando vem das fileiras de nós trabalhadores, devemos nos posicionar de maneira firme para combater o sectarismo que sempre divide a luta popular. Recentemente, o  último texto que tivemos contato e que faz referência aos “anarquistas” nestes moldes é uma nota lançada pelo setor de juventude do PSTU em meio a luta contra o aumento das passagens. Assim, nos posicionamos nacionalmente não para entrarmos na briga de quem é mais revolucionário ou possui a verdadeira interpretação do período em que vivemos, mas sim porque julgamos necessário combater as calúnias e evitar a confusão em nossas fileiras.
Nossa implicação enquanto CAB se dá por um conjunto de motivos que normalmente são veiculados em materiais como o que nos referimos acima: generalização e estereotipação do anarquismo; acusação de que somos uma seita esquerdista e que não teríamos nenhuma responsabilidade; de que somos anti-partidários; de que seriamos sectários e intransigentes, que fazemos alianças somente com quem pensa da mesma forma que nós; que atacamos toda e qualquer entidade sindical, estudantil e popular como sendo burocrática e desnecessária à luta e o pior, dizer que nós anarquistas classistas e revolucionários somos apenas liberais/pequeno-burgueses que defendem a luta “individual” como estratégia de luta.
Nós da CAB fazemos parte de uma tradição político-organizativa (anarquismo “especifista”) que nasceu no seio dos trabalhadores. Tem esse nome porque retoma princípios básicos do anarquismo e reafirma a necessidade de nos organizarmos politicamente enquanto militantes anarquistas e socialmente nos movimentos populares. Essa necessidade política se expressa por meio de uma Organização Política Anarquista, Federalista e de Quadros, com critérios de ingresso, formação militante, dotada de um Programa Mínimo, Estratégia de Curto e Longo Prazo e Objetivo Finalista. Não apostamos portanto, na luta “individual” e desorganizada como estratégia de vitória mas sim no acúmulo de força social nos movimentos populares. Dessa forma, não somos espontaneístas, achando que a organização popular virá por ela mesma. Ao contrário do que alguns dizem, seguimos contribuindo com o fortalecimento dessa organização, com esforços modestos mas firmes, no movimento popular, sindical, estudantil e camponês em diversos estados deste país.
 Cabe também sublinhar que não temos a pretensão de como organização política anarquista e classista “representar” a totalidade dos anarquistas fora da nossa coordenação, assim como não exigimos a determinados partidos marxistas que respondam pela totalidade dos marxistas. Somos parte de uma organização política anarquista classista que trabalha com princípios em comum, critérios de ingresso, estratégia militante e unidade teórica/ideológica. Neste sentido, rejeitamos a associação preconceituosa de qualquer um que vincule de modo quase que automático o anarquismo a desorganização, sendo que não há nenhum elemento histórico que embase esta afirmação. Respeitamos, ainda que com diferenças, as distintas formas de associação, sejam elas partidárias, independentes ou de outras bandeiras políticas que venham se somar a luta. Mas rejeitamos quaisquer tentativas de dividir o movimento internamente. O sectarismo venha de onde vier é danoso e divide a classe.
Mesmo com as diferenças de prática política e ideológicas, acreditamos que o respeito mútuo entre os setores da esquerda é algo que fortalece a luta. Devemos saber o momento de fechar o punho contra o capital. Por isso exigimos o respeito pelas contribuições históricas do anarquismo, enquanto corrente libertária do socialismo, na luta junto ao movimentos dos trabalhadores, como no campo do sindicalismo revolucionário e camponês, e atualmente com nossa modesta e consequente atuação e contribuição em diferentes campos de luta social (agrária, sindical, estudantil, comunitária).
A unidade da luta
Consideramos que a unidade na luta e a organização pela base são os principais caminhos para derrotar a máfia dos transportes, construído com a unidade de diversos setores da esquerda numa bandeira em comum: a derrota da máfia dos transportes e a luta contra o reajuste pela força das ruas. Tendo isso em vista, nós da CAB integramos, construímos e respeitamos todos os espaços de deliberação coletiva que organizaram as lutas contra o aumento da passagem em diversos estados. Ao contrário da calúnia circulada pelo PSTU sobre o anarquismo não somos espontaneístas e tampouco desrespeitamos a disciplina coletiva.
Cabe ressaltar que a luta não pode ser capturada por um partido, domesticada por uma legenda, por que a luta é uma tarefa da classe. A luta também não é “apolítica” e desorganizada. Porque nela nos formamos, aprendemos com os erros, crescemos e acumulamos força para o dia seguinte. Defendemos uma unidade construída sem sectarismos e com respeito às diferentes forças da esquerda. Fazer uma luta apartidária é diferente de fazer luta anti-partido. Isso significa respeitar as legendas/bandeiras que atuam no interior da mobilização popular, unindo as diferentes forças políticas por pautas em comum.
A verdade que incomoda: um movimento que não foi capturado
O que mais incomoda algumas legendas políticas é o fato deste movimento social, que saiu as ruas para enfrentar o governo e os patrões, não ter sido capturado por nenhuma vanguarda “esclarecida” ou partido político. É propício lembrar que alguns desses partidos que hoje condenam do alto de sua arrogância as fraquezas desse movimento popular/estudantil diziam algum tempo atrás informalmente por seus militantes “que não haviam condições objetivas para se fazer essa luta”. Felizmente eles foram contrariados e até mesmo, arrastados pela vontade da luta popular que moveu milhares. Esse movimento, apesar de compartilhar muitos princípios comuns ao nosso setor libertário e também com táticas de luta da classe trabalhadora não pode ser claramente identificada a nenhuma ideologia política apesar de em seu interior conter diferentes ideologias da esquerda. O movimento também não surgiu de nenhum partido político, apesar de ter sido construído com esforço de muitos militantes de partidos, o que deve ser valorizado. Isso não significa que este movimento não tenha problemas. Mas como diria um histórico companheiro da esquerda é “melhor dar um passo com mil do que mil passos com um” e vamos seguir trabalhando para construir e organizar melhor a luta contra o aumento das passagens junto com outros setores políticos sem a pretensão de nos tornarmos “os donos do movimento”.
Temos consciência das inúmeras deficiências e obstáculos que precisamos enfrentar e que enfrentaremos dentro dessa luta. No entanto, também temos consciência de nossa sinceridade, modéstia e firmeza naquilo que nos propomos. Nos últimos 10 anos temos participado em maior ou menor grau de diversas lutas, construções, embates na América Latina e no Mundo e, independente das divergências com outras tradições do Socialismo exigimos respeito. Estamos juntos e lado a lado na luta pelo Socialismo e pela Liberdade e daqui não nos retiraremos. Seguiremos na luta contra o aumento do transporte em diferentes Estados à despeito da calúnia da mídia burguesa e de infelizmente, alguns setores políticos.
Derrotar o aumento pela organização popular coletiva/de base e pela força das ruas!!! Lutar, criar, poder popular!
 
Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

[CAB] Protesto não é crime! Basta de criminalização aos movimentos sociais!

Nota da Coordenação Anarquista Brasileira

Nesse primeiro semestre houve diversas mobilizações de norte a sul do Brasil que enfrentaram a reação conservadora dos governos, do aparelho repressivo e da mídia. Desde as lutas em defesa do transporte público nas capitais, passando pelas greves nos canteiros de obras do PAC, até a resistência indígena dos povos originários, todas essas lutas foram alvos da criminalização do protesto que segue em curso no país sede da Copa do Mundo.

Vivemos um dos momentos mais agudos dos ataques das classes dominantes aos povos originários no Brasil. O capital internacional avança diariamente a passos largos, explorando os trabalhadores e as trabalhadoras na busca do lucro.

A Copa vem aí! E além de mega-eventos como este, temos os mega-empreendimentos do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) e da IIRSA (Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-americana). Com eles, a implementação de muitas das atuais políticas públicas urbanas, energéticas e rurais, manifestam-se na forma destes ataques, aprofundando ainda mais as feridas destes 500 anos de massacres!

Desapropriações e despejos estão a todo vapor e empreendimentos surgem num piscar de olhos. O dinheiro do povo, numa fração de segundos, desce pelo ralo do desperdício. Em várias cidades que sediarão (e mesmo as que não sediarão) a Copa, construções e mais construções são anunciadas. De licitação em licitação, as empreiteiras saem ganhando às custas do suor do povo, e os governos estaduais e municipais botam em funcionamento seu rolo compressor em benefício de grandes empresários e da especulação imobiliária.

Ao passo que avançam os grandes projetos para beneficiarem as elites, é parte desse processo também a criminalização do protesto e da pobreza com a repressão e perseguição daqueles que lutam contra as injustiças nesse país.

A luta pelo transporte público como ensaio de poder dos oprimidos da cidade.

Todos os anos, em distintas cidades de nosso país somos atacados logo nos primeiros meses pela patronal do transporte em conjunto com o poder público com escandalosos aumentos nos preços das passagens de ônibus. O precário transporte coletivo que envolve ônibus em péssimo estado (sem as devidas adaptações para deficientes físicos), linhas atrasadas e superlotadas, um regime de super exploração aos trabalhadores do setor aliado a uma tarifa exorbitante, fazem parte de uma série de desrespeitos impostos pelos de cima aos trabalhadores e oprimidos de norte a sul deste país.

Essa escandalosa situação tem levado sobretudo a juventude a se mobilizar e tomar as ruas contra os aumentos, pelo passe livre estudantil e para desempregados e por um outro modelo de transporte, que seja 100% público.Já se vai mais de uma década onde inúmeras capitais brasileiras começaram a ser literalmente sacudidas pelas lutas contra o aumento da tarifa de ônibus e pelo passe livre para estudantes e desempregados. Temos como exemplo mais recente as vitórias que se deram pela força das ruas em Porto Alegre/RS e Goiânia/GO. Longe de haver sido uma conquista exclusiva da atuação de um determinado partido, a revogação do aumento da tarifa é fruto da contundente decisão com que milhares de jovens, trabalhadores e desempregados, tomaram as ruas, ocuparam terminais, organizaram piquetes em garagens e mobilizaram seus amigos e companheiros nos locais de trabalho, estudo e moradia, na luta contra o aumento.

A redução da tarifa do transporte coletivo pela força das ruas é uma vitória moral do movimento popular liderado pela juventude combativa. Longe de terem sido mobilizações virtuais, essa reação é fruto de um árduo trabalho de inúmeros companheiros e companheiras, onde modestamente temos aportado nossa contribuição.

Outras lutas pela redução da tarifa multiplicam-se pelo Brasil e ao mesmo tempo a reação conservadora formada pelos governos, pela mídia e os empresários tentam legitimar a repressão e a criminalização dos lutadores sociais com dezenas de prisões durante os protestos e processos judiciais. Classe patronal, autoridades dirigentes do municípios e Estados, a imprensa monopolista, todos estão coordenados no mesmo plano: criminalizar os lutadores sociais, criar espantalhos, desencorajar a participação popular na luta pelo direito a cidade.

Não podemos aceitar a perseguição político-judicial dos companheiros de luta. Nossa mobilização tem que ser firme e decidida para não marchar pra trás e defender nessa hora nossos direitos de reunião, de associação e manifestação. A solidariedade com os processados deve ser uma palavra com a força de uma tonelada para a toda a esquerda combativa.

Diante disso nós reforçamos nossa atitude, a pauta do transporte público não é um caso de polícia, a questão social urgente e necessária que se acusa só pode ser resolvida por decisão política. E para fazer cumprir suas demandas o povo não pode confiar seus interesses ao poder burocrático dos conchavos de gabinete e às decisões tomadas a portas fechadas entre elites políticas e grupos econômicos dominantes.

A democracia de base é um mecanismo social que se representa na política pelas assembleias, pelas marchas e nas distintas formas de luta e organização de base dos setores populares.

Estamos unidos na defesa de um modelo de transporte coletivo 100% público, que liquide com o lucro dos patrões na exploração de nossos direitos, das liberdades públicas de acesso e mobilidade do conjunto do povo sobre a cidade. Para os anarquistas da CAB, o modelo público é um marco para acumular forças de mudança, avançar direitos e conquistar melhores serviços à revelia do controle dos capitais privados. Lutar para empoderar o povo e não se acomodar nas estruturas burocráticas do poder, que usurpa a força coletiva em direito público, mas em causa particular.

A resistência indígena diante do agronegócio e os mega-empreendimentos.

Diversas mobilizações dos povos indígenas marcaram o primeiro semestre deste ano, entre essas, a legítima ocupação do plenário da Câmara dos deputados por cerca de 300 indígenas, além dos diversos protestos por todo o Brasil na semana que registrava o dia internacional do meio ambiente, o 5 de junho. Há mais de uma centena de proposições legislativas contrárias aos direitos dos povos em tramitação na Câmara e no Senado. Dentre elas, destaca-se a PEC 215. PEC quer dizer, Proposta de Emenda à Constituição, pode ser apresentada pelo Presidente, pelo Senado ou por mais da metade das Assembleias Legislativas e, sendo aprovada, permite que se façam mudanças no texto da Constituição. Junto com a mudança do código florestal, esta PEC 215 significa mais um atentado da conservadora bancada ruralista contra o povo, apoiada por partidos como o PMDB, PP, DEM, PSD, PR, PSDB, PTB, PDT e PPS. Se for implementada, a proposta de emenda dará ao Congresso o direito e a responsabilidade de demarcar, ratificar e estabelecer critérios de regulamentação das terras indígenas e dos povos originários, atividade que até o momento é atribuição da FUNAI. Ou seja, vai dar às raposas total controle do galinheiro, pois no Congresso Nacional há forte presença da bancada ruralista, que quer tomar as terras indígenas para transformá-las em latifúndios à serviço do lucro desenfreado do agronegócio.

Dessa forma, a atual configuração da luta de classes e do capitalismo no Brasil, que afeta também os povos originários, pode ser entendida como um modelo marcado, em um de seus aspectos, pela força do agronegócio, baseado na monocultura latifundiária de exportação, que para expandir-se ataca a agricultura familiar, explora e expulsa os trabalhadores rurais e rouba as terras de povos indígenas. Este modelo concentra a renda, gera miséria, violência e pobreza em praticamente todas as regiões onde se instala. No campo e na cidade mata lentamente os trabalhadores que aplicam ou consomem os alimentos envenenados com agrotóxicos. Há também o encarecimento dos alimentos básicos (como arroz, feijão e trigo) que representam 70% do consumo do país, mas que ocupam apenas 30% das terras agricultáveis, por conta do avanço das monoculturas latifundiárias.

Mesmo com a desigual correlação de forças, os povos indígenas deram uma demonstração de resistência e ação direta, ocupando a casa legislativa e adiando a votação da vergonhosa PEC. A ação dos indígenas foi muito mais efetiva para barrar a votação da PEC 215 do que a inerte “disputa de hegemonia” dos parlamentares de esquerda que se opuseram ao projeto de votação.

De sul a norte do país a nossa força militante está vigilante e solidária à pauta dos povos originários. Desde os processos de resistência na Aldeia Maracanã no Rio de Janeiro, à vitoriosa luta dos Pitaguarys no Ceará e o apoio às mobilizações dos guaranis e kaingangs no Rio Grande do Sul, estamos ombro a ombro juntamente com os indígenas em defesa do território e contra os impactos do Plano IIRSA.

Solidariedade é mais que palavra escrita! Cercar de solidariedade os que lutam!

Com o avanço dos ataques das classes dominantes (nacional e internacional) e seus empreendimentos, serão ainda mais frequentes as ameaças aos povos originários e a todos aqueles que são oprimidos no campo e na cidade. Para prosseguirmos na organização e resistirmos aos megaeventos e ao avanço do agronegócio, é preciso acúmulo de força social para a auto-organização da classe trabalhadora e dos oprimidos do campo e da cidade. Nós, anarquistas federados politicamente nas organizações que compõem a CAB, modestamente reafirmamos nosso esforço, fortalecendo as organizações de base dos trabalhadores num projeto de federalismo e poder popular que não tem nas urnas ou na disputa de aparatos parlamentares seu horizonte estratégico.

Não formamos uma organização política para se fazer de intermediários burocráticos da pressão social, não buscamos o reconhecimento da mídia e das autoridades burguesas como interlocutores válidos. Nossa política aponta na construção de um povo forte. A ação direta como método de luta e a democracia de base como fator de participação decisiva do sujeito nas suas demandas são ferramentas para que cresça o poder popular, desde baixo. Nosso lugar é de impulso criador no interior das pautas do movimento social, no desenvolvimento de fatores ideológicos de mudança combativa, na construção de capacidade política pela união solidária dos oprimidos. O protesto social deve ter suas próprias perspectivas, não é escada para a carreira eleitoral.

É tarefa de agora rodear de solidariedade os companheiros perseguidos, não se intimidar e seguir firme em nossos propósitos, reivindicando com firmeza a legitimidade de nossa luta e dos métodos que temos utilizado. Esses são compromissos de primeira ordem àqueles que estão implicados nas lutas de todos os dias.

Coordenação Anarquista Brasileira
Junho de 2013

[FARJ] Ato contra o aumento das passagens ocupa as ruas do centro e é reprimido pela Polícia Militar

Retirado:http://anarquismorj.wordpress.com/2013/06/09/ato-contra-o-aumento-das-passagens-ocupa-as-ruas-do-centro-e-e-reprimido-pela-policia-militar/

Cerca de 500 manifestantes ocuparam a Avenida Presidente Vargas em direção a Central do Brasil na noite de quinta-feira. A concentração do ato começou às 17h na Candelária e partiu em direção a Central gritando diversas palavras de ordem contra o vergonhoso aumento das passagens de ônibus.

As vias públicas foram interrompidas durante o trajeto diversas vezes (Av. Presidente Vargas). Cabe ressaltar que o ato não pediu nenhuma autorização  para ser feito! E assim deve ser sempre! O povo não precisa de autorização para ocupar um espaço que é seu: a rua!

Nós da Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ), organização integrante daCoordenação Anarquista Brasileira (CAB) somamos modestamente nossas forças neste ato, levando nossa bandeira rubro-negra junto com a bandeira negra da tendência combativa e autônoma Organização Popular (OP) e distribuindo nossos jornais LIBERA. O fim do ato foi reprimido com tiros de balas de borracha e gás lacrimogênio pela tropa de choque que como de costume protegeu os interesses de patrões e políticos. Não vamos mais ter ilusões com os “trabalhadores” de farda, termo enganoso que coloca do mesmo lado opressores e oprimidos. A manifestação se reagrupou dentro do saguão da Central do Brasil e depois foi se dispersando. Várias pessoas foram feridas e algumas presas, mas a luta continua e amanhã vai ser maior!!! Em breve mais notícias e análises em nosso site.

[FAG] Basta de Criminalização aos Movimentos Sociais

Retirado de: http://batalhadavarzea.blogspot.com.br/2013/05/basta-de-criminalizacao-aos-movimentos.html

A militância da FAG se solidariza em atos na sua militância cotidiana junto aos lutadores sociais e também pela propaganda, seja na internet seja nas ruas. Essa arte vai tomar espaço em cada parede, tapume, parada de ônibus e em cada local em que nossa voz possa ressoar para os/as estudantes, trabalhadores e para parte da esquerda que insiste em não entender que:

SOLIDARIEDADE É MAIS QUE PALAVRA ESCRITA!!!

 

[FAG] PROTESTO NÃO É CRIME! CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DOS QUE LUTAM!

Retirado de: http://batalhadavarzea.blogspot.com.br/

Nota pública da FAG

NÃO SE INTIMIDAR.
NÃO DESMOBILIZAR.
RODEAR DE SOLIDARIEDADE OS QUE LUTAM!
PARAR A CRIMINALIZAÇÃO DO PROTESTO!
Porto Alegre, RS
A redução da tarifa do transporte coletivo peleada pela força das ruas foi uma vitória moral do movimento popular liderado pela juventude combativa. Continuar esse movimento é uma causa fora de renúncia. Só a luta social decide de baixo pra cima um modelo de transporte público, que arranque dos patrões o poder sobre o direito de ir e vir dos estudantes, da classe dos trabalhadores e da periferia urbana.
Nossos últimos dias de luta indicam que chegamos a uma nova fase da peleia. O bloco da reação volta ao ataque pela criminalização do protesto. Se conta cerca de 20 companheiros que já foram intimados e 5 indiciados pela polícia. Classe patronal, autoridades dirigentes do município e Estado, a imprensa monopolista estão coordenados no mesmo plano. Criminalizar os lutadores sociais, criar espantalhos, desencorajar a participação popular na luta pelo direito a cidade.
As audiências na delegacia de polícia que estão sucedendo com os companheiros intimados a depor confirmam essa linha da reação. A suposição de uma “organização secreta” que dirige as ações do movimento para fins ocultos é um espantalho pra assustar os desavisados e convocar a fuzilaria conservadora. Para esse discurso das instituições a luta social que vem de baixo sempre anda a reboque de interesses que não conhece. Velho artifício da batalha de ideias usado para confundir, desqualificar e liquidar com a oposição das ruas pelo controle do juízo público.
Na região metropolitana, os protestos que tomam as ruas em distintos municípios pela pauta da redução da tarifa tem enfrentado o discurso conservador da máfia do transporte que falsifica a planilha de custos. No expediente da polícia está a orientação de intimidar e identificar aqueles que protestam, inclusive querendo saber o endereço dos mesmos.
Não podemos aceitar a perseguição político-judicial dos companheiros de luta. Nossa mobilização tem que ser firme e decidida para não marchar pra trás e defender nessa hora nossos direitos de reunião, de associação e manifestação. A solidariedade com os processados deve ser uma palavra com a força de uma tonelada para a toda a esquerda combativa.
Na manifestação do Bloco da última terça-feira, a  tática da polícia formou um corredor polônes com duas linhas da cavalaria. Querem provocar o medo e desmobilizar a adesão aos protestos. Por sua vez, a investigação que deveria estourar a caixa preta da ATP (e seus sócios colaboradores da política e da grande mídia) rastreia e chafurda a vida dos manifestantes. Na semana passada, a polícia do Governo Tarso ensejou uma reunião para negociar e anunciou medidas de controle mais agressivas.
Diante disso nós reforçamos nossa atitude, a pauta do transporte público não é  um caso de polícia, a questão social urgente e necessária que se acusa só pode ser resolvida por decisão política. E para fazer cumprir suas demandas o povo não pode confiar seus interesses ao poder burocrático dos conchavos de gabinete e às decisões tomadas a portas fechadas entre elites políticas e grupos econômicos dominantes. A democracia de base é um mecanismo social que se representa na política pelas assembleias, pelas marchas, distintas formas de luta e organização de base dos setores populares.
Estamos unidos com o Bloco de Lutas na defesa de um modelo de trasporte coletivo 100% público, que liquide com o lucro dos patrões na exploração de nossos direitos, das liberdades públicas de acesso e mobilidade do conjunto do povo sobre a cidade. Um modelo público de transporte coletivo, junto com o fortalecimento da oposição sindical dos rodoviários contra os pelegos e o controle e a vigilância dos setores populares formam um projeto social que exige longas peleias pelo caminho. Para os anarquistas da FAG, o modelo público é um marco para acumular forças de mudança, avançar direitos e conquistar melhores serviços à revelia do controle dos capitais privados. Luta para empoderar o povo e não se acomodar nas estruturas burocráticas do poder, que usurpa a força coletiva em direito público, mas em causa particular.
Federação Anarquista Gaúcha – FAG
Porto Alegre, 01 de maio de 2013

[CAB] Nota de Repúdio em solidariedade aos estudantes da UFMT

Constantemente é dito que não vivemos mais em uma ditadura, mas presenciamos o quanto isso é questionável. Durante todo período da ditadura militar no Brasil ocorreu todo tipo de prática repressiva inimaginável contra os movimentos sociais, talvez em maior proporção aos movimentos estudantis que naquele momento se colocavam de maneira mais radical contra a censura e aos ataques aplicados contra a liberdade de expressão. Estamos chegando aos quarenta e nove anos do golpe militar no Brasil, quase meio século do fim de uma ditadura que prendeu, torturou, violentou, assassinou e sumiu com os corpos de militantes da esquerda brasileira. Mesmo depois de quase meio século dessa barbáridade, voltamos a ver essas mesmas práticas repressivas sendo aplicadas contra os movimentos sociais.

Em Cuiabá, cidade do estado de Mato Grosso, presenciamos no dia seis de março uma brutal repressão contra estudantes que fizeram uma manifestação por melhorias na assistência estudantil e contra o fechamento de cinco casas destinadas para a moradia dos estudantes universitários da UFMT (Univesidade Federal de Mato Grosso). Os estudantes fecharam pacificamente a avenida Fernando Correa da Costa quando foram surpreendidos pela presença da ROTAM que foi chamada para realizar a dispersão e liberação da avenida que foi utilizada como ponto da manifestação, porém foi na avenida lateral ao campus universitário de Cuiabá conhecida como Alzira Zarur – avenida principal do bairro Boa Esperança, mesmo bairro onde um estudante da UFMT, natural de Guiné-Bissau, foi brutalmente assassinado pela policia militar do estado mato-grossensse – que os estudantes foram brutalmente espancados e presos. A prática de disperção utilizada foi tapas e socos, principalmente, nos rostos dos e das estudantes, disparos de balas de borracha a queima-roupa que atingiu também um pedreiro que trabalhava em uma obra próxima ao ato. Uma estudante tomou um tiro de bala de borracha na mão e com isso sofreu uma fratura e terá que passar por cirurgia. Outro estudante tomou um tiro na costela que fez com que o mesmo espelice sangue pela boca… sem contar as possíveis torturas que devem ter sido aplicadas aos estudantes detidos. Foi contabilizado através de informações de alguns participantes que dez pessoas ficaram feridas e seis foram presas.

Essa é a política ideológica da “Ordem e Progresso” e essa é a democracia na qual vivemos. Uma repressão, disfarçada de democracia, cada vez maior contra os movimentos sociais, uma repressão que vem crescendo cada vez mais dentro das periferias para a realização da Copa do Mundo em 2014 e da Olimpíada em 2016.

Nós da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) também nos colocamos contra as políticas de mercado aplicadas pelo Plano Nacional de Educação (PNE), voltadas para a precarização e a privatização da educação pública, e, reivindicamos a ampliação e implementação de políticas efetivas de assistência estudantil que garantam o acesso e a permanência. Algumas das várias bandeiras defendidas pelo movimento estudantil.

Portanto, declaramos total repúdio a brutalidade exercida pelo corpo militar repressivo do de Cuiabá e a postura conivente da administração superior da UFMT.

Declaramos também nossa total solidariedade a todas e todos estudantes que foram feridos e presos!

Por uma Educação Pública e de Qualidade!

Pela Autonomia dos Movimentos Sociais!

Contra a Brutal Repressão aplicada pelo Estado contra os Movimentos Sociais
Combativos e Classistas!

A História são os pobres que as fazem, a Vitória está nas Mãos de
quem Peleia!

Não tá morto quem peleia!

Coordenação Anarquista Brasileira – CAB

Coordenação Anarquista Brasileira

 

[ORL] MOÇÃO DE APOIO EM SOLIDARIEDADE AOS TRABALHADORES GRÁFICOS DO CEARÁ

Retirado de: http://resistencialibertaria.org/index.php?option=com_content&view=article&id=96:solidariedade-graficos&catid=88:lutas&Itemid=64

Qui, 31 de Maio de 2012 18:47

Moção de Apoio em Solidariedade aos Trabalhadores Gráficos do Ceará

Olá companheiros de luta,

Expressamos por esta carta nosso total apoio e solidariedade a vocês trabalhadores(as) gráficos do Ceará, que estão em greve há mais de 14 dias.

Acompanhamos as ações dos companheiros nos últimos dias e sabemos o quanto a imprensa corporativa, aliada aos interesses dos poderosos e dos donos da comunicação, está lhes perseguindo e criminalizando, tal como vem fazendo com os trabalhadores da construção civil e de várias outras categorias há tantos e tantos anos.

Lançamos nossa voz de apoio solidário a esta que é uma das categorias com mais forte tradição de luta no Ceará. Sabemos que vossos camaradas, há mais de cem anos contribuem de forma decisiva na luta contra a opressão e exploração dos trabalhadores sob o capitalismo, essa sociedade doentia, cruel e desumana em que vivemos.

Ações como a que vocês realizaram recentemente na sede deste mentiroso, antiético e péssimo veículo de comunicação (que nem vale a pena citar o nome) devem ser entendidas como respostas dos trabalhadores diante das provocações e intimidações que são feitas cotidianamente por aqueles que são opressores e exploradores do nosso trabalho, que vivem à custa do nosso suor, minando nossas vidas a cada dia, com as péssimas condições de trabalho e os salários de miséria que nos pagam.

Ações como as que vocês protagonizaram, são a explosão da revolta contra as perseguições e a criminalização que são praticadas contra quem luta por melhores condições de vida e trabalho. São ações desse tipo que marcam uma forma de sindicalismo de resistência, por meio da ação direta combativa e autônoma, diferente do sindicalismo pelego que estamos acostumados a ver instalado no país há várias décadas, um sindicalismo burocrata, de carreira, e repleto de “sindicalistas” de escritório, que vivem da negociata e dos conchavos políticos que só beneficiam a eles, aos políticos profissionais e aos donos da economia no país.

Em certos momentos são necessárias ações como essa, companheiros, ações diretas violentas, sem intermediários políticos e que marquem a diferença entre quem violenta os trabalhadores e nós que lutamos em legítima defesa. Sim, porque é isso que fazemos quando resistimos aos opressores e exploradores do nosso trabalho: lutamos em legítima defesa. Eles é que são os criminosos, eles é que nos violentam todos os dias. São eles os causadores diretos dos sofrimentos, das mortes (como a dos 28 trabalhadores da construção civil nos canteiros de obras desde o ano de 2011) e da dura vida que levamos. Uma vida que eles querem que seja vivida apenas em função do trabalho, para engordar os bolsos de quem vive de arrancar tudo o quanto pode da nossa saúde, do nosso tempo com a família, da nossa existência.

Esperamos que tenham êxito em suas reivindicações, companheiros, conseguindo arrancar o máximo de conquistas possíveis. Estamos à disposição de colaborar nas próximas manifestações e atividades, participando com nossas humildes forças militantes, quando for necessário.

Desejamos força e resistência na luta!

Autonomia, Combatividade e Liberdade!

Toda solidariedade aos trabalhadores gráficos do Ceará!

Quando os de baixo se movem, os de cima caem!

Os grandes só são grandes porque estamos de joelhos. Levantemo-nos!!

Fortaleza, 31 de maio de 2012.

Organização Resistência Libertária [ORL]

[FAO-CAB] Solidariedade às famílias de Canaã!

Retirado de:  http://anarkismo.net/article/22096

Seguiremos de pé e vigilantes para que não ocorra desta vez a mesma injustiça presenciada em Pinheirinho.

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Manifestamos toda a nossa solidariedade às 300 famílias do assentamento Canaã que seguem resistindo pelo direito à moradia em Cuiabá – MT. Na última sexta-feira, dia 10 de fevereiro, desde que foi anunciada a ordem de reintegração de posse os moradores seguem organizados. Nossos companheiros do Rusga Libertária tem dado seu modesto e sincero apoio estando ombro a ombro com os que lutam nesse cotidiano de resistência popular. Seguiremos de pé e vigilantes para que não ocorra desta vez a mesma injustiça presenciada em Pinheirinho.

Afinal de contas, o suposto dono da área de Canaã e a juíza que expediu o mandato de reintegração de posse são os verdadeiros criminosos. De acordo com a própria defensoria pública do Estado do Mato Grosso, na documentação apresentada pelo empresário Armindo Sebba Filho as coordenadas geográficas não condizem com a localização da área. Além disso, a juíza Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo possui um histórico corrupto ao se envolver no crime de enriquecimento ilícito no caso de contratação de servidor fantasma nos anos de 1996 e 1997.

Diante dos crimes do sistema seguiremos de pé!
Resista Canaã! Toda solidariedade aos que lutam!

Fórum do Anarquismo Organizado