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[CQM] Manifestação contra o aumento da tarifa em Curitiba é marcada por VIOLÊNCIA POLICIAL

Retirado de: https://quebrandomuros.wordpress.com/2017/02/07/manifestacao-contra-o-aumento-da-tarifa-em-curitiba-e-marcada-por-violencia-policial/

Na última sexta-feira (3), a Prefeitura de Curitiba anunciou o novo valor da tarifa do transporte coletivo na capital paranaense. O reajuste, de R$ 3,70 para R$ 4,25 – inclusive aos domingos, cuja tarifa anteriormente custava RS 2,50 – representa um aumento de quase 15% e torna Curitiba a capital com a passagem mais cara do país.

Em 2013, tanto o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) quanto a CPI do Transporte da Câmara de Curitiba apontaram diversas irregularidades no processo de licitação de nosso sistema de transporte, apresentando fortes indícios de fraudes no contrato com as empresas, além do superfaturamento da tarifa que, de acordo com o TCE, não deveria passar de R$ 2,25 naquele momento, ou seja, a tarifa cobrada hoje é dois reais mais cara. A URBS, empresa responsável pelo gerenciamento do sistema de transporte público de Curitiba, não apresenta informações claras sobre os gastos com o transporte, sendo, então, injustificável aumentar a passagem para cobrir esses gastos. Cabe questionar: se os gastos com o transporte são tão grandes a ponto de serem necessários tantos aumentos para as empresas não saírem no prejuízo, por qual motivo uma só família acharia proveitoso controlar quase 70% dos consórcios de ônibus de Curitiba?

Além disso, estamos cansados de saber que os consecutivos e injustificados aumentos não influenciam na qualidade do transporte ou na melhoria nas condições de trabalho e salários dos trabalhadores da categoria, apenas aumentam os já exorbitantes lucros da máfia do transporte, importante financiadora das campanhas eleitorais. A prefeitura alega que o aumento da tarifa tornará viável a renovação da frota de ônibus, ignorando que já há um percentual previsto na tarifa destinado a isso – mais um indício de superfaturamento.

O reajuste começou a valer nesta segunda-feira (6) e uma manifestação contrária ao aumento e à máfia do transporte já havia sido convocada pelo CWB Resiste em conjunto com a Frente de Luta pelo Transporte. A partir das 18h30, cerca de 700 pessoas começaram a se concentrar na Praça 19 de Dezembro para decidir o rumo do ato. O trajeto mais votado foi seguir para a URBS ao invés de ir até à Prefeitura ou à casa de Rafael Greca, já que, apesar do prefeito ter responsabilidade em aumentar os lucros dessa máfia, é a mando deles que o aumento foi acatado pela atual gestão da prefeitura, bem como as anteriores. Outro ponto que pesou para a escolha do trajeto foi a possibilidade de passar pelo Terminal do Guadalupe e Praça Rui Barbosa, locais com grande circulação de usuários do transporte coletivo. Nestes pontos algumas das estações-tubo foram ocupadas por manifestantes e tiveram suas catracas liberadas, para que a população pudesse usufruir por alguns momentos do direito de ir e vir, que deveria ser assim: livre!

Durante o trajeto, algumas vidraças de bancos foram quebradas, mas, ao contrário do que a mídia local tem noticiado, não foi o “vandalismo” que marcou o ato, e sim a repressão desmedida da Polícia Militar, que chegou tempos depois dos tais atos de vandalismo já cercando toda a manifestação na Avenida Sete de Setembro. Bombas de efeito moral, de gás e balas de borracha foram lançadas na direção dos manifestantes que se viram encurralados por todos os lados durante várias quadras sem poderem se dispersar de forma segura. Além disso, algumas pessoas foram agredidas diretamente por policiais com cassetetes e spray de pimenta que também estavam prendendo de forma arbitrária as pessoas que alcançavam aleatoriamente. Há relatos de pessoas feridas e a informação de 11 detidos até o momento. Companheiros(as) contam que foram espancados(as), mesmo depois de rendidos(as),  antes de serem levados(as) ao 1º distrito policial.

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É de extrema importância que neste momento não façamos coro com a grande mídia em responsabilizar as pessoas que jogaram pedras contra vidraças de bancos pela injustificável e violenta atuação da Polícia Militar no ato desta segunda-feira. Ainda que sejam, por vezes, ações individuais, são indivíduos que cerram fileiras conosco e lutam por dignidade e justiça. Que as divergências sejam tratadas dentro do movimento com responsabilidade, mas sem recair em generalizações e caracterizações que em nada contribuem para uma ação unitária e ainda reforçam a criminalização de alguns grupos em detrimento de outros.

É sintomático que, no primeiro ato da gestão de Rafael Greca como prefeito, a ação policial tenha sido tão diferente dos atos anteriores em que também houve quebra de vidraças, quando os policiais mais acompanhavam o ato e marcavam os rostos dos manifestantes, muitas vezes os fotografando e filmando. É também sintomático perceber o prazer com que alguns policiais militares agrediam e ameaçavam os manifestantes, parecendo muito satisfeitos que agora possuem o aval para fazê-lo.

Greca, aliado de Beto Richa, mostrou que, assim como ele, está disposto a fazer qualquer coisa para defender os interesses dos de cima – inclusive massacrar os de baixo. Nesse contexto, vale relembrar a ação truculenta da Polícia Militar no dia 29 de abril de 2015, dia do massacre promovido pelo governador Beto Richa contra professoras e professores da rede estadual de ensino que reivindicavam por seus direitos ao se levantarem contra as mudanças na Previdência Social (PL 252/2015). Não podemos nos esquecer de que a Polícia Militar é de responsabilidade do Governo do Estado, mas essa aliança política entre prefeito e governador já se provou bastante perigosa para os que lutam – bem como para os mais marginalizados com ações de higienização.

A data do ato (6 de fevereiro) coincide com os dois anos da chacina do Cabula, quando 12 jovens negros foram executados em um campo de futebol em Salvador, na Bahia (onde o governo do estado está nas mãos do PT). Serve para nos lembrar que os gestores políticos são os gestores da violência. A verdadeira violência é a estatal, fruto de uma estratégia perversa que coloca o povo trabalhador sobre seu domínio. Não há um político que não tenha suas mãos manchadas de sangue. Há pouco tempo assistimos um cenário de guerra em Brasília durante as manifestações nas duas votações da PEC 55 no Senado. O Estado tem sido o espaço que garante a fartura dos ricos e a exploração dos pobres, a extensão política da exploração econômica. Em nossa “democracia” vivenciamos nossos direitos negligenciados. Nossas vidas marginalizadas, descartáveis. E a polícia é o seu maior recurso, é com a desculpa da “segurança” que em tempos de cortes em áreas fundamentais os investimentos no aparato repressivo não cessam, pelo contrário, são ampliados e engatilhados contra os que produzem e sustentam toda a riqueza e dela acabam usurpados. Dias piores vem chegando, o aumento da passagem chegou a um preço exorbitante em Curitiba (ainda mais na Região Metropolitana), assim como em outras cidades do Brasil. Não é por acaso que endurece a repressão. As condições de vida cada vez mais precárias instigam a revolta daqueles que, embora não estejam organizados e que muitas vezes possam agir “espontaneamente”, enxergam cada vez mais nítido seu inimigo e a necessidade de combatê-lo com todas as forças.

Portanto, é necessário que estejamos unidos e organizados contra os ataques dos de cima, sejam de forma mais implícita como o aumento da tarifa ou mais explícita como a violência policial e o impedimento ao direito de manifestação. É direito da população lutar por acesso e qualidade nos serviços públicos.

Precisamos prestar solidariedade àqueles que foram detidos ou feridos durante esta manifestação e àqueles que já são perseguidos e investigados há tanto tempo pelas polícias por participarem ativamente das lutas pela garantia de nossos direitos. Além disso, precisamos fortalecer ainda mais a revolta contra o aumento da tarifa, organizar coletivamente um calendário de lutas com panfletagens, catracaços e atos cada vez mais combativos.

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Rodear de solidariedade aqueles que lutam!

Pelo direito à cidade! Por uma vida sem catracas!

Opinião Anarquista #7: Frente aos ataques, a inovação das táticas

Novo Opinião Anarquista do Coletivo Anarquista Luta de Classe sobre a luta por transporte público e de qualidade:

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Baixe em PDF: Opinião Anarquista 7
Frente aos ataques, a inovação das táticas

Mais uma vez, o aumento da tarifa do transporte coletivo pegou o povo de “surpresa”. Apesar do espanto, os ataques ao bolso das pessoas que andam que ônibus já não é mais novidade. Ano após ano, a máfia do transporte de Curitiba aumenta o valor da tarifa e quem sai perdendo são sempre os de baixo, trabalhadores (as) e estudantes em sua maioria.

No último dia 1º de fevereiro, a tarifa dos ônibus de Curitiba passou de R$ 3,30 para R$ 3,70. Um aumento de 40 centavos! Aos domingos, que era cobrado R$ 1,50 passa a ser R$ 2,50. Um aumento de 66%!

A Prefeitura, para tentar minimizar o choque e a revolta da população com esse aumento absurdo, diz que os outros serviços públicos – como água e luz – subiram ainda mais que a passagem de ônibus. Parece brincadeira, não é?

 Os ricos empresários do transporte alegam que não têm mais condições de arcar com os custos de manutenção e operação dos ônibus que circulam na região. O motivo deles é o mesmo de sempre: o aumento no preço de insumos e o reajuste salarial dos (as) trabalhares (as) do transporte.

Desde o último aumento a integração de Curitiba com a Região Metropolitana também foi ameaçada. A prefeitura e os empresários alegam, mais uma vez, que para manter a integração é necessário aumentar ainda mais o preço das passagens. Cidades como Colombo, Piraquara e São José dos Pinhais já não têm integração com Curitiba e possuem preços mais caros que o cobrado na capital.

Com o novo aumento, a tarifa em Piraquara e Fazenda Rio Grande chegou ao patamar de R$ 3,90! Quem mora longe paga cada vez mais caro para andar de ônibus. Com a criação dos chamados “degraus tarifários”, a tarifa cobrada em Bocaiúva do Sul, Contenda, Rio Branco do Sul e Itaperuçu chega ao inaceitável valor de R$ 4,70!

Os ataques ao nosso bolso são cada vez mais intensos e não vemos melhorias concretas na qualidade dos ônibus ou na quantidade de linhas do transporte coletivo. Os ônibus continuam demorando a passar e quando chegam estão quase sempre lotados.

Alguns terminais de ônibus, como o Terminal Santa Cândida, ainda estão em fase de término da obra. Na Linha Verde as obras foram retomadas há pouco tempo, sendo que a promessa era que estivessem prontas antes da Copa do Mundo de 2014! Outros tantos terminais que precisam de reformas urgentes são ignorados pelos governantes.

MOBILIZAÇÃO E AÇÃO DIRETA

No início deste ano vimos várias cidades do país irem às ruas contra o aumento da tarifa do ônibus. São Paulo, Rio de Janeiro, Joinville, Belo Horizonte e Florianópolis tiveram grandes atos. Em Curitiba também tivemos mobilização, chamadas pela Frente de Luta pelo Transporte (FLPT), a campanha “3,70 de nem tenta!” e o Movimento de Acompanhamento ao Transporte Urbano (MATU). No dia 2 de fevereiro, o povo mobilizado foi às ruas e trancou algumas das principais vias do centro da capital. O ato seguiu até a Prefeitura de Curitiba para pressionar o prefeito Gustavo Fruet (PDT) a negociar com o movimento.

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RENOVAR AS TÁTICAS, APRENDER COM OS MAIS NOVOS

No final de 2015 vimos em São Paulo um movimento protagonizado por estudantes secundaristas que foi forte e saiu vitorioso. Foi mais de 200 escolas ocupadas em sinal de resistência ao fechamento de escolas e à “reorganização escolar” planejado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).

O processo de ocupações organizado pelo movimento estudantil secundarista retomou instrumentos de organização da classe oprimida até então abandonados pela esquerda tradicional: ação direta, independência de classe, autonomia e autogestão dos espaços de luta. Foram essas as ferramentas que levaram os/as secundaristas à vitória!

Se, para além de muita luta, também queremos vitórias econômicas e políticas, devemos olhar para esse movimento e aprender com ele. Devemos construir o movimento de luta pelo transporte a partir das bases. As escolas são locais muito importantes para a militância na luta por transporte público.

Além das tradicionais e indispensáveis panfletagens nas portas das escolas, é necessário que o movimento esteja nas escolas, construindo diálogo com os/as estudantes e trazendo toda essa galera para a luta.

Hoje, a cada três estudantes que abandonam os estudos, 1 é decorrente dos altos gastos que as famílias têm com o transporte. O transporte é a terceira maior despesa das famílias no Brasil.

Temos visto que existe certo esgotamento do modelo comum de atos de rua, que iniciam em um ponto do centro da cidade e caminham até a Prefeitura, se encerrando com algumas palavras de ordem ou encaminhando uma nova reunião.

O movimento secundarista foi vitorioso porque sua dinâmica de atuação foi diferente do que até então se vinha experimentando. O movimento foi criativo, inovador, combativo e eficaz!

O movimento contra o fechamento das escolas em SP representou um avanço político-organizativo que deve ser observado por toda a esquerda, levando esse acúmulo não apenas para seus grupos de estudos, mas também, para suas ações nas ruas.

Uma tática histórica do movimento pelo transporte é o “catracasso”, abrindo os tubos de ônibus para que as pessoas usufruam de Tarifa Zero! O Movimento de Curitiba tem se utilizado dessa tática, que dialoga com a população e beneficia quem mais precisa.

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CRISE ECONÔMICA x DIREITO À CIDADE

Para entendermos melhor o cenário em que estamos inseridos, é necessário compreender o caminho desde os cortes no orçamento nacional (conhecidos como “ajuste fiscal”) promovidos pela presidenta Dilma Rouseff (PT), até o aumento da tarifa na catraca.

Basicamente, os enormes cortes em saúde, educação e programas sociais por exemplo foram realizados para se alcançar o superávit primário, que é aquilo que o governo “economiza” para o pagamento de juros da impagável divida pública.

O Ministério das Cidades, em conjunto com o Ministério dos Transportes, foram os que, no final do ano passado, sofreram os maiores cortes. Isso quer dizer que os municípios e estados passaram a receber ainda menos dinheiro da União para arcar com os custos do transporte coletivo e demais serviços públicos.

Apesar disso, não podemos cair no erro de achar que é a “falta de dinheiro” o problema central da questão do transporte coletivo em Curitiba. Não é de hoje que estão escancaradas as enormes taxas de lucro dos empresários do transporte na capital paranaense. Eles, além de lucrarem dentro do marco legal do capitalismo (o que, em nossa opinião, já representa roubo aos de baixo), ainda se utilizam de fraudes para ganhar ainda mais à custa do povo.

Desde a década de 70 movimentos sociais de luta por transporte público denunciam a formação de cartel no processo de licitação das linhas de transporte curitibanas. Atualmente, apenas uma família é dona de 70% do sistema de transporte da Grande Curitiba. O poder econômico da família Gulin concede a eles grande influência também no meio político. Por isso, sai prefeito e entra prefeito, mudam os mandatos dos vereadores, mas os Gulin continuam mantendo seu lugar de privilégio. Para se mantiverem ricos, roubam do povo, que perde seu direito à cidade.

Nesse ano de eleição, muitos políticos tentarão construir sua campanha querendo usar a pauta do transporte como alavanca eleitoral em seu próprio beneficio. Serão muitos os charlatões, oportunistas e políticos de má-fé. Nós não devemos acreditar que é votando no candidato A ou B que a vida do povo vai, de fato, mudar.

O Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC) entende que não importa se o candidato (a) veste a roupagem “mais popular” ou “menos popular”, pois todos representam os interesses dos de cima e da máfia do transporte. O que faz a diferença e traz conquistas concretas para a vida do povo é a organização e a luta nas ruas, e será somente isso que trará a vitória para o movimento por transporte verdadeiramente público.

Será com nossas próprias mãos, com nossa força social, que conseguiremos barrar esse aumento. De cima só vêm ataques e migalhas.

Somente com Poder Popular é que as condições de vida irão melhorar e por isso é sempre hora de lutar e reagir. Política se faz todos os dias e de baixo pra cima! Sem nenhuma ilusão na farsa eleitoral, pois o prefeito, os vereadores, a presidenta, e todos os representantes do Estado tem um lado, e não é o nosso!

Por uma vida sem catracas!

Nossas urgências não cabem nas urnas!

CALC, Fevereiro 2016

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Em 2016, se a tarifa aumentar o Brasil vai parar e todo apoio às greves dos rodoviários!

O ano de 2016 já começa anunciando que não será fácil para a maioria dos brasileiros. Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Joinville e Florianópolis já tiveram aumento na tarifa de ônibus e o Movimento Passe Livre – MPL, outros movimentos e organizações da esquerda vêm construindo mobilizações de rua para tentar barrar estes aumentos. O aumento na tarifa de transporte é mais um saque ao bolso do trabalhador em plena crise econômica que o país vive. Aqui no Paraná não é diferente…

Cascavel: aumento da tarifa e greve dos trabalhadores e trabalhadoras do transporte

Na região Oeste, em Cascavel houve um aumento da tarifa no dia 7 (quinta-feira), com o valor indo de R$2,90 para R$3,30. No mesmo dia o Sinttracolve – sindicato dos trabalhadores do transporte coletivo de Cascavel – decidiu pela paralisação a partir do dia 11. As reivindicações do movimento são:

  • Reajuste salarial de 15%.
  • Aumento no Vale-Alimentação dos atuais R$ 170 para R$ 250.
  • Mudança da data-base para o mês de maio.

Em nota, concessionárias classificam o movimento como arbitrário e truculento, mas sabemos que arbitrárias e truculentas são as condições em que os trabalhadores vivem, com salários baixos, atrasos de salários e uma jornada de trabalho onde sequer há tempo para os trabalhadores/as irem ao banheiro durante o expediente. Por isso, nos solidarizamos com a luta dos rodoviários de Cascavel! Arbitrárias e truculentas são as tarifas cobradas pelas empresas, que excluem e marginalizam cada vez mais os pobres, fazendo com que os moradores e moradoras das periferias tenham cada vez mais dificuldades em acessar a região central, o que por sua vez dificulta o acesso aos direitos como saúde, lazer e educação – como tem acontecido no decorrer dos aumentos das tarifas sociais nos últimos anos,  em que estudantes deixam de ir a escola por não terem dinheiro, sendo isso um dos principais motivos de evasão escolar, de acordo com estudos feitos pela Fundação Getúlio Vargas. E não esquecendo que o transporte hoje significa um dos maiores custos que a população é obrigada a arcar.

Londrina: mais um aumento da passagem – agora é R$3,60!

Em Londrina, região norte do Estado, ocorreram dois aumentos de tarifa do transporte público em 2015, o primeiro logo no início do ano, em que a passagem passou de R$ 2,65 para R$ 2,95 e o segundo em abril, em que as empresas ganharam uma ação na justiça que permitiu a tarifa de R$ 3,25. Agora com o reajuste em 2016, a tarifa passa a ser de R$ 3,60 – uma das mais caras do estado.

Curitiba: Greve no transporte público e mais um aumento em vista

Como de costume, em Curitiba, o aumento da tarifa fica para o momento da data-base dos trabalhadores do transporte coletivo, que ocorre normalmente em fevereiro – porém, devido ao “problema das empresas” de não ter dinheiro para pagar os trabalhadores, a data do reajuste pode ser antecipada ainda para janeiro.

A SETRANSP, sindicato patronal das empresas do transporte coletivo de Curitiba, alega que as empresas estão tendo dificuldades de arcar com os custos de operação do transporte coletivo, que a tarifa técnica (valor repassado às empresas do transporte, que atualmente é R$ 3,40) não arca com os custos necessários. Famílias como a Gulin, que detém mais de 60% da frota de Curitiba e estão neste ramo há algumas décadas, se realmente tivessem tido prejuízos financeiros com os custos de operação não estariam mais atuando com isso. O setor empresarial do transporte público de Curitiba lucra, e lucra muito em cima das costas dos usuários, mas a ganância é tanta que mesmo com a redução do número de passageiros devido a tarifas enormes, o prefeito Gustavo Fruet [PDT] já disse em entrevista a Rádio CBN que o aumento é inevitável – e pode chegar a R$3,80.

Em dezembro do ano passado o SINDIMOC (sindicato dos trabalhadores do transporte), o SETRANSP e a URBS se reuniram no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e assinaram um acordo para que os pagamentos fossem realizados em dia, e com multa prevista de R$ 60 por trabalhador com salário atrasado. Mesmo assim, parece que o acordo não surtiu efeito, pois ocorreram atrasos sistemáticos nos pagamentos. Foram 14 atrasos desde 2012. O ano de 2016  já começou com atraso do pagamento de dezembro, que segundo o contrato, deveria ser pago até o quinto dia útil do mês. Por isso, com indicativo de greve tirado em Assembléia no mês de dezembro (caso não fossem efetuados os pagamentos), a categoria realizou uma paralisação no dia 8 (sexta-feira), durante meia hora na Praça Rui Barbosa, região central da cidade. E com os atrasos do salário de mais de 7 mil trabalhadores e trabalhadoras de 11 empresas das 28 operantes, a categoria entrou em greve a partir da 00:00 do dia 12 de janeiro.

Manifestação MPL - JF DIORIO-ESTADÃO CONTEÚDO

Tarifa Zero Já! Por uma vida sem catracas!

Assim como lutamos pelo não aumento da tarifa e pela Tarifa Zero, apoiamos os movimentos dos rodoviários grevistas, entendendo que nossos inimigos são os mesmos: o Estado e as empresas que comandam as Máfias do Transporte.

Com o aumento nos gastos com o transporte em três grandes cidades do Paraná, além dos aumentos na taxa de luz cobrada pela COPEL ano passado, os paranaenses terão de desembolsar mais ainda para se locomover nas cidades, para estudarem, trabalharem e usufruírem dos seus direitos.

Sabemos que só com muita resistência dos usuários, trabalhadores e trabalhadoras do transporte coletivo vamos conseguir garantir nossos direitos e conquistar novos. Não vamos aceitar calados a exploração dos patrões e a repressão do Estado!

Manifestantes passaram pela rua André de Barros, em Curitiba

Se a tarifa aumentar o Brasil vai parar!

Todo apoio ao movimento grevista!

Tarifa Zero Já!

[FLPT] ACAMPAMENTO NA PREFEITURA: NENHUM CENTAVO A MAIS PARA A MÁFIA DO TRANSPORTE!

Retirado de: https://www.facebook.com/FLPTCuritiba/photos/a.129749317232027.1073741828.128982840642008/343408039199486/?type=1&fref=nf

Nas Jornadas de Junho de 2013, milhares de pessoas foram às ruas por todo pais para lutar por transporte público e depois por outras pautas como saúde e educação. Aqui em Curitiba o povo também ocupou a cidade e conseguimos reduzir o preço da tarifa do transporte coletivo.

Hoje, dia 10 de fevereiro de 2015, diante do absurdo aumento do preço da passagem para R$3,30 – sabendo de seu superfaturamento – estamos novamente nas ruas! Depois de 3 manifestações contra o aumento da tarifa ainda não conseguimos diálogo com a Prefeitura, que prefere ignorar a população e beneficiar os empresários da máfia do transporte.

Por isso, estamos acampados em frente ao Palácio das Araucárias, no Centro Cívico, esperando que a Prefeitura venha ouvir as demandas daqueles que dependem do transporte público para trabalhar, estudar, cuidar da saúde, ter lazer, enfim, viver em Curitiba.

Aqui ao lado, na Assembleia Legislativa, milhares de professores, servidores da educação, saúde e diversas outras categorias do funcionalismo público do Estado permanecem em Greve Geral e acampam para exigir seus direitos. Nos colocamos lado a lado também desses lutadores e convidamos a todas e todos que se solidarizam às nossas lutas para virem até aqui unir forças para conquistar vitórias!

Compartilhe e venha para o acampamento contra o aumento!

ESSA LUTA TAMBÉM É SUA!

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[FLPT e CTZ – Curitiba] 2° ATO CONTRA O AUMENTO DA TARIFA! QUINTA FEIRA 5/2, 18HRS, NA BOCA MALDITA!

Retirado de:                                          https://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2015/02/04/2-ato-contra-o-aumento-da-tarifa-quinta-feira-22-18hrs-na-boca-maldita-flpt-e-ctz/

E o prefeito continua com seu jogo sujo e desonesto com a população curitibana. Temos visto nos jornais, na internet, na tv e nos meios de comunicação de massa noticiarem o aumento da tarifa para cima do valor dos 3 reais, e aterrorizando a população com a ameaça do fim da Rede Integrada de Transporte – RIT, pauta histórica do movimento desde junho de 2013, quando tentaram também acabar com a integração com as 14 cidades da região metropolitana que se beneficiam com a integração e a força do povo nas ruas impediu mais essa falta de respeito ao trabalhador. E agora vemos o final de mais um episódio da novela já conhecida por todos, a tarifa aumenta e o prefeito sai de bonzinho por ainda ter conseguido manter a integração com tarifa unica. Passando ainda por cima de decisões judiciais, com a implementação da tarifa diferenciada para pagamento em cartão transporte e pagamento em dinheiro, que sera respectivamente, de 3,15 e 3,30 em dinheiro, o que não tem nenhuma justificativa concreta para essa diferença, pois o serviço é o mesmo, independentemente da forma de pagamento, e é o Ministério Público do Paraná que tem afirmada isso ( http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-3–87-20150203 ) que alega ser ilegal tal situação que também ocorre de forma similar em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.

A tarifa técnica paga aos empresários que antes era de 3,15 passa ao patamar agora de 3,60, tarifa essa que é completada com subsídios estaduais e municipais, o que nós do Coletivo Tarifa Zero nos posicionamos contra, pois a política de subsídios só serve para desmobilizar a população em torna da pauta, pois alivia o pagamento da tarifa na catraca para a população mas engrossa o pagamento com dinheiro publico! Subsídios nada mais são, do que dinheiro do bolso do trabalhador também, pois são frutos das arrecadações de impostos que nos roubam diariamente! E agora com essa tarifa Curitiba chega a estar entre as três capitais que tem a tarifa mais cara do país, perdendo apenas para São Paulo e Rio de Janeiro. Curitiba e Paraná sempre na frente, agora alem de termos o governador estadual mais bem pago do país, o prefeito mais bem pago do país, logo teremos a mafia do transporte coletivo mais bem paga do país!

Na segunda feira, dia 2 de fevereiro fomos para as ruas contra o aumento da tarifa, e continuaremos nas ruas até a tarifa cair!

CONJUNTAMENTE COM A FRENTE DE LUTA PELO TRANSPORTE CONVOCAMOS A TODA POPULAÇÃO CURITIBANA A SOMAR NESSA LUTA QUE É DE TODXS!

2° ATO CONTRA O AUMENTO DA TARIFA!

QUINTA FEIRA DIA 5 DE FEVEREIRO! CONCENTRAÇÃO AS 18HRS NA BOCA MALDITA!

https://www.facebook.com/events/638107769651990/

– Contra o aumento da tarifa que a elevou para 3,30! Redução imediata para 2,70;
– Quatro relatórios apontam superfaturamento na tarifa (TCE, CPI do Transporte, URBS e Sindicatos), tais relatórios apontam que a tarifa pode chegar a 2,25, assim, 2,25 já!; ( http://www.bandab.com.br/jornalismo/relatorio-cpi-tarifa-ate-r-222-licitacao-dezenas-indiciamentos/ )
– Congelamento da tarifa em 2,25;
– Rompimento dos contratos devido a irregularidades, dentre elas formação de cartel na licitação pela família Gulin;
– Fim do subsídio nas passagens (cobrança direta), quem paga os impostos são os trabalhadores, destinar dinheiro público a empresas é sobretaxar os trabalhadores, desviando dinheiro da saúde, educação, etc.
– Contratação de cobradores;
– Supressão de cobranças para compra e abastecimento do cartão magnético;
– Controle social com estatização do transporte público;

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[CTZ – Curitiba] Ato nacional de luta contra o aumento da tarifa, MPL

Retirado de:                                             https://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2015/01/25/ato-nacional-de-luta-contra-o-aumento-da-tarifa-mpl/

Dia 23 de janeiro foi estipulado pela federação do Movimento Passe Livre o dia nacional de luta contra o aumento da tarifa. No começo desse ano de 2015 varias cidades do país tiveram aumento na tarifa de ônibus, como em São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Joinville e Curitiba não ficou fora dessa onda, tivemos um aumento na tarifa em novembro de 2014, que era de 2,70 e passou a ser 2,85 e como se não bastasse junto com esse aumento veio o anuncio de mais um aumento para o inicio de 2015, por volta de fevereiro/março, período esse de reajuste salarial da categoria dos trabalhadores do transporte coletivo e também coincide com o carnaval, o que faz a mafia do transporte aproveitar esse momento para fazer um jogo sujo e jogar a culpa do aumento em cima dos trabalhadores do transporte enquanto a população esta festando o carnaval. Mas sabemos da mentira desse discurso, sabemos que o aumento não vem para melhorar as condições de trabalho da categoria mas sim para aumentar ainda mais os exorbitante lucros dos empresários.

Sabemos disso porque existem provas concretas que apontam para o superfaturamento da tarifa, a formação de carteis, irregularidades nos itens da planilha de custo.. que são o relatório do TCE-Tribunal de Contas do estado do Paraná ( http://www1.tce.pr.gov.br/noticias/tce-recomenda-em-relatorio-queda-de-167-na-tarifa-do-onibus-em-curitiba/2104/N ), o relatório da própria URBS, empresa reguladora do transporte coletivo na cidade, relatório da CPI do Transporte (http://www.cmc.pr.gov.br/docs/RELATORIO_final_CPI_TRANSP_CTBA_26-11-2013.pdf ), que ocorreu na Câmara dos Vereadores, fruto da luta pelo transporte de junho de 2013. Portanto sabemos que mais um aumento na tarifa só beneficiária os empresários do transporte e que a população mais uma vez pagará a conta e o luxo dos ricos. E para impedir isso somente o poder das ruas fara a o poder público retroceder nesse aumento e cancelar o próximo!

Por isso realizamos uma aula publica com o professor Lafaiete Neves, doutor em Economia pela UFPR e antigo militante na luta pelo transporte na cidade de Curitiba, para esclarecer melhor a população sobre o aumento na tarifa e convidamos também a todos a se juntarem a nós nas mobilizações que faremos nesse inicio de ano, contra o aumento da tarifa e por um transporte de qualidade! No final do ato realizamos uma caminhada até a Estação Central, onde realizamos um catracaço no tubo de ônibus, liberamos as catracas para a população ir embora de graça por pelo menos uma hora, a população teve a oportunidade de ver na pratica a tarifa zero acontecer, a ação direta mexendo com o imaginário da população, isso nunca havia acontecido na historia de luta pelo transporte público da cidade, realizamos um ato histórico!

NENHUM CENTAVO A MAIS PARA A MAFIA DO TRANSPORTE!

2,85 É ROUBO! MAIS QUE 3 REAIS É ABSURDO!

POR UMA VIDA SEM CATRACAS!

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[CABN] Boletim CABN dez/2014

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/boletim-cabn-dez2014-2/

Salve companheirada!

Neste boletim de dezembro: lutas contra o aumento das tarifas, fim de ano, luta dos povos indígenas, especifismo na região Norte-Nordeste.

Lutas contra o aumento das tarifas

No início de 2015, quem está fazendo a festa são os empresários do transporte e as prefeituras que os defendem. Aumentos nas tarifas dos ônibus aconteceram em várias grandes cidades, enquanto outros estão programados. Frente a mais essa exploração, jornadas de lutas estão sendo articuladas em diversas cidades (ver panorama aqui).

Em Joinville, a primeira manifestação foi convocada pelo Movimento Passe Livre – Joinville para o dia 7 de janeiro (quarta-feira), às 18h, na Praça da Bandeira:
https://www.facebook.com/events/629687913804395/

Em Florianópolis, o primeiro ato da jornada contra o aumento das tarifas interurbanas e a proposta de aumento nas tarifas municipais foi chamado para o dia 13 de janeiro (terça), concentração 17h30, em frente ao TICEN:
https://www.facebook.com/events/631746526934741/

Nessa segunda (05/01), a Frente de Luta pelo Transporte Público se reúne na sede do SINTRATURB, às 19h, para articular os trabalhos e a jornada de lutas nesse início de ano.Todas e todos nas ruas! Se as tarifas aumentarem, as cidades vão parar!

Fim de ano

O CALC, organização anarquista especifista do Paraná, publicou um balanço das lutas em que estiveram envolvidos em 2014, junto a um chamado para um 2015 de mais organização, resistência e luta. Leia aqui:
https://anarquismopr.org/2014/12/31/2014-acabou-mas-em-2015-a-luta-continua/

Além disso, a Rusga Libertária, nossa organização-irmã da Coordenação Anarquista Brasileira em Mato Grosso, publicou também uma crônica sobre a passagem de ano e o contexto repressivo em que vive o Brasil:
http://rusgalibertaria.wordpress.com/2014/12/31/cronica-para-2014-bye-bye-2014-a-ultima-ficha-caiu/

Por um 2015 com mais organização popular, luta social, solidariedade e autogestão!

Luta dos povos indígenas

Compartilhamos por aqui o texto de análise da Federação Anarquista Gaúcha sobre a atual conjuntura para as lutas dos povos indígenas e quilombolas, frente à bancada ruralista e conservadora no Congresso e das alianças entre os DE CIMA (digam-se de direita ou esquerda) contra nossos direitos. Leia aqui:
http://www.cabn.libertar.org/fag-aos-povos-do-campo-da-cidade-e-da-floresta-nossa-solidariedade/

Especifismo na região Norte-Nordeste

Republicamos também a declaração do V Encontro do Norte e Nordeste de Organizações Anarquistas Especifistas, realizado no fim de novembro. Segue a construção do anarquismo especifista no Brasil! Pela construção do Poder Popular!
http://www.cabn.libertar.org/declaracao-do-v-encontro-do-norte-e-nordeste-das-organizacoes-anarquistas-especifistas-2014/

Saudações libertárias!
Coletivo Anarquista Bandeira Negra, integrante da Coordenação Anarquista Brasileira
ca-bn@riseup.net | http://cabn.libertar.org
Para entrar em nossa lista de notícias, envie um e-mail para ca-bn@riseup.net.

2014 acabou, mas em 2015 a luta continua!

Neste ano de 2014 tivemos muita luta no Paraná e no Brasil! Os movimentos sociais combativos e o anarquismo organizado se fortalecem cada vez mais, com ação e democracia direta avançamos rumo a uma sociedade mais justa e igualitária.

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A luta por um transporte público de qualidade e pela tarifa zero continuam! Com organização e ação direta fizemos com que o Projeto de Lei pelo Passe Livre para estudantes e desempregados tramitasse e vamos fazer ele sair do papel com muita luta em 2015.

Suplicy arrancado

Não esquecemos e não perdoamos os 50 anos do Golpe Militar. Na UFPR, durante a ditadura, o ex-Reitor Flávio Suplicy de Lacerda tentou instaurar mensalidades nas universidades públicas, foi o Ministro da Educação responsável pelo acordo MEC-Usaid e perseguiu muitos estudantes. No pátio da Reitoria existia um busto representando esse senhor, que foi arrancado em um ato simbólico dos estudantes, professores e servidores da UFPR.

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Teve muita luta contra a privatização Hospital de Clínicas (HC-UFPR)! Porém, com golpe do Reitor, criminalização e repressão do Estado e Polícia, a classe dominante conseguiu privatizar o maior hospital público do Paraná – mas a luta vai continuar!

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Foi lançado o Movimento de Organização de Base – Paraná – movimento combativo de luta comunitária!

A organização e luta por moradia digna, água, luz e regularização fundiária aconteceu durante o ano inteiro, mas, ainda sem estas conquistas, aconteceu uma grande tragédia na Portelinha – incêndio que levou o menino Eduardo Domenique à morte. O luto levou à luta e a revolta aconteceu pela ação direta. Para nunca mais acontecerem tragédias com o nosso povo como esta, a luta vai continuar. A CULPA É DO ESTADO! EDUARDO PRESENTE!

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Em 2014 também tivemos nossos grupos de estudos acontecendo em 3 cidades do Paraná (Curitiba, Maringá e Campo Mourão). Lançamos o Círculos de Estudos Libertários (CEL) em Maringá, fizemos mais um ciclo do CEL em Curitiba e começamos o primeiro ciclo do Grupo de Estudos Libertários (GEL) na UTFPR – Campo Mourão.

CEL

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Durante este 2014, ano do bicentenário de nascimento de Mikhail Bakunin, apresentamos o seminário “200 anos Bakunin: O Anarquismo Organizado nas Revoltas do Presente” em Curitiba, Maringá, Campo Mourão, Londrina e Foz do Iguaçu!

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Lançamos duas edições do nosso periódico No Batente, que passou a ser semestral. A primeira em maio sobre os 200 anos de Bakunin e a segunda em outubro sobre as eleições burguesas e como votam os anarquistas.

ou se vota com os de cima ou se luta com os de baixo jornal

Continuamos com a venda de livros na banquinha do CALC – e em 2015 vai ter muita novidade!

opinic3a3o-anarquista-5-2014_page_1Lançamos 2 Opiniões Anarquistas este ano – um sobre a luta contra a EBSERH e o outro sobre a Copa do Mundo no Brasil.

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Foi lançado o site da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) – da qual o CALC faz parte – anarquismo.noblogs.org, assim como novas edições da Revista Socialismo Libertário e do Jornal Socialismo Libertário – ambos da CAB.

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E no final do ano, dia 7 de dezembro, se foi um grande companheiro de luta:

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‘Descanse em paz, companheiro.

Sua revolta e determinação para construirmos uma sociedade justa, igualitária e libertária nunca serão esquecidas.

Grande colaborador com os encontros do CEL em Curitiba, com a venda dos nossos livros anarquistas, com a luta pelo transporte na capital paranaense.

Um anarquista que defendia organização, um antifascista que viveu e lutou para vivermos em um mundo sem dominação.

DIEGO PRESENTE! PRESENTE! PRESENTE!’

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Em 2015 a luta dos oprimidos e a propaganda anarquista continuam! Você é do Paraná e se interessa pela luta e pelo anarquismo organizado? Entre em contato conosco!

Lutar! Criar Poder Popular!

Arriba lxs que luchan!

[CTZ – CURITIBA] Projeto do Passe Livre para estudantes e desempregados vai para Audiência Pública

Retirado de:                                                http://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2014/12/15/projeto-do-passe-livre-para-estudantes-e-desempregados-vai-para-audiencia-publica/

Hoje, dia 15 de dezembro, a comissão legislativa da Câmara de Vereadores de Curitiba (CMC), se reuniu para para deliberar acerca do destino do Projeto de Lei, por iniciativa popular, do Passe Livre para estudantes e desempregados. Existiam duas propostas, uma que exigia o arquivamento do projeto, e outra que indicava uma audiência publica. É sempre importante lembrar que este projeto só circula devido a ocupação da CMC ainda em 2013.

Por meio da mobilização e pressão da militância que se agrupa da Frente de Luta pelo Transporte, sobre a comissão, o Projeto foi encaminhado para uma audiência pública que deve ocorrer no inicio do ano que vem. Mais uma vez ficou provado que sem a mobilização e organização, não será possível a aprovação de tal projeto, afinal na CMC, como na prefeitura “falam” mais alto os interesses da máfia do transporte, todavia por nossa mobilização fazemos possível as mudanças que atendem a população.

Ano que vem teremos assim muita luta, a luta para barrar o aumento da tarifa ainda no mês de fevereiro, e a luta pela aprovação do PL do Passe Livre.

Por uma vida sem catracas!

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