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[FARJ] Ato contra o aumento das passagens ocupa as ruas do centro e é reprimido pela Polícia Militar

Retirado:http://anarquismorj.wordpress.com/2013/06/09/ato-contra-o-aumento-das-passagens-ocupa-as-ruas-do-centro-e-e-reprimido-pela-policia-militar/

Cerca de 500 manifestantes ocuparam a Avenida Presidente Vargas em direção a Central do Brasil na noite de quinta-feira. A concentração do ato começou às 17h na Candelária e partiu em direção a Central gritando diversas palavras de ordem contra o vergonhoso aumento das passagens de ônibus.

As vias públicas foram interrompidas durante o trajeto diversas vezes (Av. Presidente Vargas). Cabe ressaltar que o ato não pediu nenhuma autorização  para ser feito! E assim deve ser sempre! O povo não precisa de autorização para ocupar um espaço que é seu: a rua!

Nós da Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ), organização integrante daCoordenação Anarquista Brasileira (CAB) somamos modestamente nossas forças neste ato, levando nossa bandeira rubro-negra junto com a bandeira negra da tendência combativa e autônoma Organização Popular (OP) e distribuindo nossos jornais LIBERA. O fim do ato foi reprimido com tiros de balas de borracha e gás lacrimogênio pela tropa de choque que como de costume protegeu os interesses de patrões e políticos. Não vamos mais ter ilusões com os “trabalhadores” de farda, termo enganoso que coloca do mesmo lado opressores e oprimidos. A manifestação se reagrupou dentro do saguão da Central do Brasil e depois foi se dispersando. Várias pessoas foram feridas e algumas presas, mas a luta continua e amanhã vai ser maior!!! Em breve mais notícias e análises em nosso site.

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[FAG] PROTESTO NÃO É CRIME! CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DOS QUE LUTAM!

Retirado de: http://batalhadavarzea.blogspot.com.br/

Nota pública da FAG

NÃO SE INTIMIDAR.
NÃO DESMOBILIZAR.
RODEAR DE SOLIDARIEDADE OS QUE LUTAM!
PARAR A CRIMINALIZAÇÃO DO PROTESTO!
Porto Alegre, RS
A redução da tarifa do transporte coletivo peleada pela força das ruas foi uma vitória moral do movimento popular liderado pela juventude combativa. Continuar esse movimento é uma causa fora de renúncia. Só a luta social decide de baixo pra cima um modelo de transporte público, que arranque dos patrões o poder sobre o direito de ir e vir dos estudantes, da classe dos trabalhadores e da periferia urbana.
Nossos últimos dias de luta indicam que chegamos a uma nova fase da peleia. O bloco da reação volta ao ataque pela criminalização do protesto. Se conta cerca de 20 companheiros que já foram intimados e 5 indiciados pela polícia. Classe patronal, autoridades dirigentes do município e Estado, a imprensa monopolista estão coordenados no mesmo plano. Criminalizar os lutadores sociais, criar espantalhos, desencorajar a participação popular na luta pelo direito a cidade.
As audiências na delegacia de polícia que estão sucedendo com os companheiros intimados a depor confirmam essa linha da reação. A suposição de uma “organização secreta” que dirige as ações do movimento para fins ocultos é um espantalho pra assustar os desavisados e convocar a fuzilaria conservadora. Para esse discurso das instituições a luta social que vem de baixo sempre anda a reboque de interesses que não conhece. Velho artifício da batalha de ideias usado para confundir, desqualificar e liquidar com a oposição das ruas pelo controle do juízo público.
Na região metropolitana, os protestos que tomam as ruas em distintos municípios pela pauta da redução da tarifa tem enfrentado o discurso conservador da máfia do transporte que falsifica a planilha de custos. No expediente da polícia está a orientação de intimidar e identificar aqueles que protestam, inclusive querendo saber o endereço dos mesmos.
Não podemos aceitar a perseguição político-judicial dos companheiros de luta. Nossa mobilização tem que ser firme e decidida para não marchar pra trás e defender nessa hora nossos direitos de reunião, de associação e manifestação. A solidariedade com os processados deve ser uma palavra com a força de uma tonelada para a toda a esquerda combativa.
Na manifestação do Bloco da última terça-feira, a  tática da polícia formou um corredor polônes com duas linhas da cavalaria. Querem provocar o medo e desmobilizar a adesão aos protestos. Por sua vez, a investigação que deveria estourar a caixa preta da ATP (e seus sócios colaboradores da política e da grande mídia) rastreia e chafurda a vida dos manifestantes. Na semana passada, a polícia do Governo Tarso ensejou uma reunião para negociar e anunciou medidas de controle mais agressivas.
Diante disso nós reforçamos nossa atitude, a pauta do transporte público não é  um caso de polícia, a questão social urgente e necessária que se acusa só pode ser resolvida por decisão política. E para fazer cumprir suas demandas o povo não pode confiar seus interesses ao poder burocrático dos conchavos de gabinete e às decisões tomadas a portas fechadas entre elites políticas e grupos econômicos dominantes. A democracia de base é um mecanismo social que se representa na política pelas assembleias, pelas marchas, distintas formas de luta e organização de base dos setores populares.
Estamos unidos com o Bloco de Lutas na defesa de um modelo de trasporte coletivo 100% público, que liquide com o lucro dos patrões na exploração de nossos direitos, das liberdades públicas de acesso e mobilidade do conjunto do povo sobre a cidade. Um modelo público de transporte coletivo, junto com o fortalecimento da oposição sindical dos rodoviários contra os pelegos e o controle e a vigilância dos setores populares formam um projeto social que exige longas peleias pelo caminho. Para os anarquistas da FAG, o modelo público é um marco para acumular forças de mudança, avançar direitos e conquistar melhores serviços à revelia do controle dos capitais privados. Luta para empoderar o povo e não se acomodar nas estruturas burocráticas do poder, que usurpa a força coletiva em direito público, mas em causa particular.
Federação Anarquista Gaúcha – FAG
Porto Alegre, 01 de maio de 2013

[FAG] É hora de avançar!

retirado de: http://anarkismo.net/article/25285

É HORA DE AVANÇAR: Fortalecendo nossa organização.
Defendendo nossos direitos!

Abril de 2013

A semana que sucedeu o anúncio do aumento nas tarifas de ônibus em Porto Alegre foi marcada por uma reação popular há tempos sem precedentes. Após anos de protestos contra os abusivos aumentos que não passavam de pequenas demonstrações de repúdio com pouca ou nenhuma repercussão, ainda assim de grande importância, as coisas felizmente começaram a tomar um novo contorno desde o começo deste ano. Longe de terem sido mobilizações virtuais, essa reação é fruto de um árduo trabalho de inúmeros companheiros e companheiras, onde modestamente temos aportado nossa contribuição.

Ao ser retomada a constituição do Bloco de Luta pelo Transporte Público, espaço organizativo que dinamizou as lutas ao longo do último ano, mas que por inúmeros fatores se dissolveu em meio a diversas disputas, o movimento logrou uma maturidade ímpar de acumular forças em um espaço organizativo plural. A necessidade de uma unidade maior, com o estabelecimento, a cobrança e execução de acordos, garantiu a permanência do Bloco, dinamizando ações e potencializando uma importante unidade que se desenvolveu com os trabalhadores rodoviários em luta contra a patronal e a corrupta burocracia de seu sindicato.

Tivemos momentos importantes junto aos trabalhadores rodoviários. Ombro a ombro trancamos algumas garagens com a companheirada dessa digna categoria, um ato de solidariedade de classe que pronto foi retribuída em nossas mobilizações, quando era nítida a manifestação da categoria em apoio à luta. A unidade em torno do Bloco, portanto, foi algo que para além de dinamizar a relação com inúmeras entidades e agrupações estudantis, forjou essa importante unidade com os/as trabalhadores/as do setor, uma conquista sem precedentes não apenas nas lutas contra o aumento da passagem e pelo passe livre estudantil e para desempregados, mas para o conjunto das lutas sociais em nossa cidade e estado. Na prática, demonstramos o princípio da
solidariedade de classe e que é possível acumular e avançar contra nossos inimigos quando unificamos e coordenamos as lutas.

Para além do Bloco, nossa militância também esteve envolvida na articulação de outro importante espaço organizativo, a Frente Autônoma (FA). Organizando companheiros/as sem filiação partidária e oriundos/as das mais distintas vertentes libertárias, a FA foi um importante espaço para garantir uma maior organicidade deste setor e cobrar a coerência frente aos acordos estabelecidos em conjunto com as demais forças. Para além disso, também dinamizou a execução de determinados trabalhos de base com maior autonomia, como a ocupação de importantes terminais rodoviários, onde realizamos panfletagem e discussão com o povo ali presente.

Todo esse longo trabalho de formiga se manifestou na última semana, após o anúncio do aumento. O forte trabalho organizativo e agitativo, aliado a indignação de mais um aumento abusivo, que este ano contou inclusive com o rechaço do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que apontou superfaturamento na tarifa, indicando o valor de R$2,60, resultou no estalar das maiores mobilizações contra o aumento que a cidade já presenciou. Logo na segunda-feira, 19/03, foram 2 atos coordenados e simultâneos que bloquearam duas das principais avenidas de Porto Alegre: as Avenidas Bento Gonçalves e Ipiranga, nas respectivas alturas do Campus do Vale da UFRGS e da PUC. A repressão da choque no ato na PUC e a constante provocação da Brigada aos que marchavam na Bento não conseguiu acabar com os atos, que se juntaram em frente a PUC, estendendo o bloqueio da Ipiranga até as 22h. Demonstramos a força do movimento nas ruas. Na quarta-feira, os atos atingiram seu ápice. Milhares de lutadores(as) dizendo NÃO ao aumento, concentrados em frente a prefeitura e exigindo a redução da tarifa. Depois de um empurra-empurra em frente a porta do prédio, onde se tentou forçar a entrada, algumas “bombas” de tinta são arremessadas, chegando a atingir o secretário municipal de coordenação política e governança, César Busatto. Busatto é o mesmo que, quando chefe da casa civil do governo Yeda (PSDB), foi acusado de chefiar a pilhagem de verbas do Detran para organização de caixa dois. Ao ser atingido por tinta, Busatto saiu a público fazendo um escândalo, como se houvesse sido alvejado por balas de fogo e acusando-nos de dano e prejuízos aos cofres públicos.

Em meio à essa tensão, uma companheira foi arrastada a força pelos agentes de segurança para dentro da prefeitura e algemada. Era a faísca que faltava para exaltar os ânimos de companheiros/as exaustos/as de tanta humilhação e desrespeito promovidos por essa aliança entre poder público, empresas de transporte e meios de comunicação de massa. A resposta foi imediata e à altura, quando iniciou-se, espontaneamente, frisamos, o apedrejamento das janelas da prefeitura e de algumas viaturas da guarda municipal. O batalhão de choque foi acionado, atirando bombas de efeito moral e avançando sadicamente em direção a um companheiro que se encontrava parado. O resultado: o companheiro atirado de cabeça em cima de um meio fio, pisoteado e ferido gravemente. Até o momento não temos informações sobre este companheiro e tememos pelo pior.

Mesmo com a forte repressão do choque, o movimento deu mais uma contundente demonstração de força, acúmulo e disposição de seguir em frente, haja o que houver. Manteve sua unidade, não dispersou frente ao covarde ataque do choque e seguiu em marcha ao palácio da polícia para corretamente reivindicar a liberação da companheira detida. É importante enfatizarmos que, assim como a solidariedade de classe que temos desenvolvido com os/as trabalhadores/as rodoviários/as, a solidariedade para com companheiras/os presas/os também é princípio. Se tocam um/a, tocam todos/as, e essa convicção deve estar entranhada em todos nós quando tomamos as ruas.

É hora de reforçarmos o espírito de seguir ocupando as ruas, exercendo a ação direta, não se intimidando com a ação repressiva da brigada e muito menos com a campanha de difamação que nesse momento desenvolve a grande imprensa. Nessa guerra psicológica, joga um papel especial a RB$ e seu gorila de plantão, Lasier Martins. Não podemos confundir opinião pública com a agitação destes meios, que mais do que nunca, exercem o papel de aparelho ideológico das companhias de ônibus e da administração Fortunatti (PDT). Sabemos, e temos presenciado nos atos e pontos de ônibus, em nossos locais de trabalho e estudo, que aqueles/as que de fato necessitam de ônibus, em sua grande maioria estão solidários/as conosco e, é essa a opinião que nos interessa, uma opinião de classe, dos/as trabalhadores/as, desempregados/as, dos/as oprimidos/as desta cidade!

A luta contra o aumento, portanto, entra em seu momento decisivo. É importante fortalecer os espaços organizativos do Bloco de Luta pelo Transporte Público para coordenar as futuras ações, pensar na utilização de distintas estratégias, intensificar o trabalho de base e estar preparados/as para responder à altura a campanha difamatória e repressiva que já está desatada contra nossa luta. Provavelmente irão tentar enfraquecer-nos com a judicialização do movimento. Teremos de estar muito bem organizados em torno do Bloco para virar todo esse jogo a nosso favor. O momento é favorável à nossa luta e por isso tentam nos criminalizar.

Devemos responder com luta e organização, garantindo o Bloco enquanto um espaço amplo e democrático, com respeito às mais distintas forças, sem aparelhamento e forjando a unidade nas lutas. É assim que vamos virar a mesa, derrotar o reacionário bloco composto pela imprensa (que opera como agente ideológico do aumento) pela prefeitura (que opera politicamente garantindo corruptas instâncias para aprovar o aumento) pelas empresas (que historicamente cobram uma verdadeira extorsão ao povo de Porto Alegre, disponibilizando um péssimo serviço e impondo um regime de extrema exploração aos/as trabalhadores/as) e acumular forças para defender um transporte verdadeiramente público, gratuito e com controle popular.

Fortalecer nossa organização, a propaganda e o trabalho de base!
Lutar e Vencer com a força das ruas!

FEDERAÇÃO ANARQUISTA GAÚCHA – FAG

 

Ato 21/03
Ato 21/03

Ato 21/03
Ato 21/03

Ato 01/04
Ato 01/04

[FAG] Revogar o aumento das passagens pela Força das Ruas!

Retirado de: http://www.vermelhoenegro.co.cc/2012/02/revogar-o-aumento-das-passagens-pela.html

Já foram 5 atos de rua contra o aumento das passagens e pela sua revogação em Porto Alegre: trancando as vias de circulação e os terminais de ônibus, cantando palavras de ordem e fazendo batucada, panfleteando o porquê de nossa mobilização, escrachando a prefeitura municipal com uma chuva de fruta podre e afirmando na rua que não vamos deixar passar mais um roubo contra nós. A militância estudantil da FAG, ombro a ombro com companheiros(as) da Tendência Estudantil Resistência Popular e outros setores do movimento estudantil, sindical e popular, vem participando das mobilizações de rua e na sua construção, pois apostamos na ação direta e no protagonismo estudantil e popular como as únicas formas de arrancar direitos e de avançar na construção de um povo forte.

O aumento municipal das passagens de Porto Alegre foi aprovado pelo Comtu (Conselho Municipal dos Transportes Urbanos) no início de fevereiro para o valor de R$ 2,88 e por decisão do prefeito José Fortunati foi de R$ 2,70 para R$ 2,85, um reajuste de 5,56%. Desde então vem se construindo atos unitários, marcando presença na rua, exigindo a revogação do aumento e denunciando o lucro das empresas privadas do transporte da cidade com a cumplicidade do poder “público” e sob a desculpa de que os reajustes servem para garantir a qualidade dos serviços prestados e compensar os reajustes salariais dos trabalhadores do transporte “público”. Sabemos que essa luta contra o aumento das passagens, assim como toda a discussão e luta em defesa do transporte público, pela acessibilidade urbana e pelo passe livre não vai ser feito através dos mecanismos oferecidos pela democracia burguesa, através da política profissional e da burocracia municipal e sim através da organização independente daqueles que são cotidianamente afetados pelos aumentos abusivos e pela má qualidade do transporte.Garantir a independência do movimento que vem se constituindo e que ainda continuará dando combate nas ruas; assegurar a participação dos diferentes setores do povo no debate e na construção das mobilizações pela revogação do aumento das passagens e em defesa de um transporte público, de qualidade e não a serviço do mercado e das empresas capitalistas; defender a ação direta como um estilo militante capaz de garantir o protagonismo popular e se contrapor à política e aos políticos e militantes profissionais que se colocam como os únicos capazes de tomar todas as decisões; enfim, forjar na luta um povo forte que arranque mudanças e tome às rédeas de seu próprio destino. É em torno desses objetivos que nos organizamos, no dia a dia e ao lado dos companheiros (as) libertários (as) e de outros setores, para que nesta segunda-feira (27) retomemos o trabalho de base e a mobilização nas escolas de ensino médio para os atos de rua.

Avançar na mobilização e organização popular!
Forjar na luta um povo forte!
Pela força das ruas estamos juntos(as) para barrar esse roubo contra o povo!Federação Anarquista Gaucha