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[CQM] Manifestação contra o aumento da tarifa em Curitiba é marcada por VIOLÊNCIA POLICIAL

Retirado de: https://quebrandomuros.wordpress.com/2017/02/07/manifestacao-contra-o-aumento-da-tarifa-em-curitiba-e-marcada-por-violencia-policial/

Na última sexta-feira (3), a Prefeitura de Curitiba anunciou o novo valor da tarifa do transporte coletivo na capital paranaense. O reajuste, de R$ 3,70 para R$ 4,25 – inclusive aos domingos, cuja tarifa anteriormente custava RS 2,50 – representa um aumento de quase 15% e torna Curitiba a capital com a passagem mais cara do país.

Em 2013, tanto o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) quanto a CPI do Transporte da Câmara de Curitiba apontaram diversas irregularidades no processo de licitação de nosso sistema de transporte, apresentando fortes indícios de fraudes no contrato com as empresas, além do superfaturamento da tarifa que, de acordo com o TCE, não deveria passar de R$ 2,25 naquele momento, ou seja, a tarifa cobrada hoje é dois reais mais cara. A URBS, empresa responsável pelo gerenciamento do sistema de transporte público de Curitiba, não apresenta informações claras sobre os gastos com o transporte, sendo, então, injustificável aumentar a passagem para cobrir esses gastos. Cabe questionar: se os gastos com o transporte são tão grandes a ponto de serem necessários tantos aumentos para as empresas não saírem no prejuízo, por qual motivo uma só família acharia proveitoso controlar quase 70% dos consórcios de ônibus de Curitiba?

Além disso, estamos cansados de saber que os consecutivos e injustificados aumentos não influenciam na qualidade do transporte ou na melhoria nas condições de trabalho e salários dos trabalhadores da categoria, apenas aumentam os já exorbitantes lucros da máfia do transporte, importante financiadora das campanhas eleitorais. A prefeitura alega que o aumento da tarifa tornará viável a renovação da frota de ônibus, ignorando que já há um percentual previsto na tarifa destinado a isso – mais um indício de superfaturamento.

O reajuste começou a valer nesta segunda-feira (6) e uma manifestação contrária ao aumento e à máfia do transporte já havia sido convocada pelo CWB Resiste em conjunto com a Frente de Luta pelo Transporte. A partir das 18h30, cerca de 700 pessoas começaram a se concentrar na Praça 19 de Dezembro para decidir o rumo do ato. O trajeto mais votado foi seguir para a URBS ao invés de ir até à Prefeitura ou à casa de Rafael Greca, já que, apesar do prefeito ter responsabilidade em aumentar os lucros dessa máfia, é a mando deles que o aumento foi acatado pela atual gestão da prefeitura, bem como as anteriores. Outro ponto que pesou para a escolha do trajeto foi a possibilidade de passar pelo Terminal do Guadalupe e Praça Rui Barbosa, locais com grande circulação de usuários do transporte coletivo. Nestes pontos algumas das estações-tubo foram ocupadas por manifestantes e tiveram suas catracas liberadas, para que a população pudesse usufruir por alguns momentos do direito de ir e vir, que deveria ser assim: livre!

Durante o trajeto, algumas vidraças de bancos foram quebradas, mas, ao contrário do que a mídia local tem noticiado, não foi o “vandalismo” que marcou o ato, e sim a repressão desmedida da Polícia Militar, que chegou tempos depois dos tais atos de vandalismo já cercando toda a manifestação na Avenida Sete de Setembro. Bombas de efeito moral, de gás e balas de borracha foram lançadas na direção dos manifestantes que se viram encurralados por todos os lados durante várias quadras sem poderem se dispersar de forma segura. Além disso, algumas pessoas foram agredidas diretamente por policiais com cassetetes e spray de pimenta que também estavam prendendo de forma arbitrária as pessoas que alcançavam aleatoriamente. Há relatos de pessoas feridas e a informação de 11 detidos até o momento. Companheiros(as) contam que foram espancados(as), mesmo depois de rendidos(as),  antes de serem levados(as) ao 1º distrito policial.

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É de extrema importância que neste momento não façamos coro com a grande mídia em responsabilizar as pessoas que jogaram pedras contra vidraças de bancos pela injustificável e violenta atuação da Polícia Militar no ato desta segunda-feira. Ainda que sejam, por vezes, ações individuais, são indivíduos que cerram fileiras conosco e lutam por dignidade e justiça. Que as divergências sejam tratadas dentro do movimento com responsabilidade, mas sem recair em generalizações e caracterizações que em nada contribuem para uma ação unitária e ainda reforçam a criminalização de alguns grupos em detrimento de outros.

É sintomático que, no primeiro ato da gestão de Rafael Greca como prefeito, a ação policial tenha sido tão diferente dos atos anteriores em que também houve quebra de vidraças, quando os policiais mais acompanhavam o ato e marcavam os rostos dos manifestantes, muitas vezes os fotografando e filmando. É também sintomático perceber o prazer com que alguns policiais militares agrediam e ameaçavam os manifestantes, parecendo muito satisfeitos que agora possuem o aval para fazê-lo.

Greca, aliado de Beto Richa, mostrou que, assim como ele, está disposto a fazer qualquer coisa para defender os interesses dos de cima – inclusive massacrar os de baixo. Nesse contexto, vale relembrar a ação truculenta da Polícia Militar no dia 29 de abril de 2015, dia do massacre promovido pelo governador Beto Richa contra professoras e professores da rede estadual de ensino que reivindicavam por seus direitos ao se levantarem contra as mudanças na Previdência Social (PL 252/2015). Não podemos nos esquecer de que a Polícia Militar é de responsabilidade do Governo do Estado, mas essa aliança política entre prefeito e governador já se provou bastante perigosa para os que lutam – bem como para os mais marginalizados com ações de higienização.

A data do ato (6 de fevereiro) coincide com os dois anos da chacina do Cabula, quando 12 jovens negros foram executados em um campo de futebol em Salvador, na Bahia (onde o governo do estado está nas mãos do PT). Serve para nos lembrar que os gestores políticos são os gestores da violência. A verdadeira violência é a estatal, fruto de uma estratégia perversa que coloca o povo trabalhador sobre seu domínio. Não há um político que não tenha suas mãos manchadas de sangue. Há pouco tempo assistimos um cenário de guerra em Brasília durante as manifestações nas duas votações da PEC 55 no Senado. O Estado tem sido o espaço que garante a fartura dos ricos e a exploração dos pobres, a extensão política da exploração econômica. Em nossa “democracia” vivenciamos nossos direitos negligenciados. Nossas vidas marginalizadas, descartáveis. E a polícia é o seu maior recurso, é com a desculpa da “segurança” que em tempos de cortes em áreas fundamentais os investimentos no aparato repressivo não cessam, pelo contrário, são ampliados e engatilhados contra os que produzem e sustentam toda a riqueza e dela acabam usurpados. Dias piores vem chegando, o aumento da passagem chegou a um preço exorbitante em Curitiba (ainda mais na Região Metropolitana), assim como em outras cidades do Brasil. Não é por acaso que endurece a repressão. As condições de vida cada vez mais precárias instigam a revolta daqueles que, embora não estejam organizados e que muitas vezes possam agir “espontaneamente”, enxergam cada vez mais nítido seu inimigo e a necessidade de combatê-lo com todas as forças.

Portanto, é necessário que estejamos unidos e organizados contra os ataques dos de cima, sejam de forma mais implícita como o aumento da tarifa ou mais explícita como a violência policial e o impedimento ao direito de manifestação. É direito da população lutar por acesso e qualidade nos serviços públicos.

Precisamos prestar solidariedade àqueles que foram detidos ou feridos durante esta manifestação e àqueles que já são perseguidos e investigados há tanto tempo pelas polícias por participarem ativamente das lutas pela garantia de nossos direitos. Além disso, precisamos fortalecer ainda mais a revolta contra o aumento da tarifa, organizar coletivamente um calendário de lutas com panfletagens, catracaços e atos cada vez mais combativos.

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Rodear de solidariedade aqueles que lutam!

Pelo direito à cidade! Por uma vida sem catracas!

Como Votam os Anarquistas?

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— Olá Maria!

— Oi Ana! Nossa, que bom que eu te encontrei. Sabe, estou aqui pensando em quem eu vou votar. Você, que sempre fica falando de política, pode me ajudar?

— Você sabe que eu sou anarquista né?

— Sim! E eu queria saber isso mesmo, como votam os anarquistas?

— Votamos nos atos de rua, nas manifestações, nas assembleias dos movimentos sociais, nos sindicatos. Votamos na luta!

— Mas e nas urnas? Vocês votam nulo então?

— Na verdade, para nós o voto nas urnas não faz a menor diferença. Não importa em quem você vota, nenhuma das mudanças que nós realmente queremos e precisamos virá dos representantes. Além do que, as eleições estão definidas muito, muito antes do dia em que vamos às urnas.

— Como assim? Você está dizendo que elas não são justas?

— Nem um pouco! Para ganhar as eleições, você precisa fazer campanha. Pra fazer campanha, você precisa de financiamento, que vem das indústrias, bancos, do agronegócio… Ou seja, quem não se vende para os ricos, não tem a menor chance de ganhar! Todos os candidatos que tem alguma chance vão defender os interesses de quem os financiou.

— Sim, mas existe uma nova lei de financiamento, que proíbe as empresas de fazerem doações.

— As empresas. Mas os donos das empresas podem fazer doações, assim como os candidatos. Além disso, podem pagar laranjas para fazerem mais doações e por aí vai. Mesmo que as doações sejam menores, os aliados das empresas continuam sempre em vantagem.

— Ah, mas os candidatos são diferentes… Sempre tem um que é menos pior, não é mesmo?

— São diferentes sim, mas não faz muita diferença para nós, pessoas trabalhadoras. Sabe, todos os candidatos que tem alguma chance de ganhar representam os interesses dos poderosos, sendo eles mesmo poderosos… Mesmo os que supostamente não representam os ricos, ao serem eleitos, ficam em uma posição de privilégio que não permite uma sociedade igualitária e que as pessoas decidam tudo o que lhes diz respeito. Os diferentes partidos e candidatos só fazem isso de jeitos diferentes. Nenhum deles trata dos problemas mais fundamentais da sociedade. Às vezes falam de coisas importantes, mas fazer que é bom, não tem como.

— Mas hoje em dia temos um governo federal que está atacando nossos direitos trabalhistas, fazendo uma reforma da previdência, privatizando o que é público, não investindo nos nossos direitos essenciais, como educação, saúde e transporte… Por isso é importante votar no menos pior! Veja o governo anterior era de esquerda e as coisas eram muito melhores.

— Ah, muitos dos ataques começaram no governo anterior! A reforma da previdência estava sendo discutida, o projeto de lei 257, que ataca os servidores públicos já havia sido encaminhado, a lei antiterrorismo que criminaliza as manifestações e os movimentos sociais foi sancionada pela presidenta anterior, assim como o veto à auditoria da dívida pública… Pra mim isso não é nem um pouco um “governo de esquerda”. Nem mesmo reformas no Estado esse partido fez!

— Mas então não devíamos votar em candidatos que realmente fariam essas reformas?

— Nenhum deles faria essas reformas, porque eles têm que obedecer às leis do capital internacional. Eles não podem dar o calote na dívida pública, por exemplo. O Estado é todo construído pra que isso não aconteça. E sem mexer nisso, nenhuma reforma realmente profunda é possível, porque boa parte do dinheiro público vai pro pagamento dessa dívida. Ou seja, além de os vencedores já estarem definidos pelo financiamento, o que eles vão fazer é limitado pelo poder econômico, tanto dos ricos do país, quanto dos interesses dos ricos do mundo todo! Mais do que isso, a política brasileira é dominada por bancadas conservadoras, que além de impedir as reformas que garantem direitos para as pessoas mais oprimidas, têm colocado em pauta muitos retrocessos!

— Ué, pra que eleições então?

— Elas servem pra legitimar o discurso de “democracia”, que de democrático não tem nada! É muito vantajoso para as pessoas que estão no poder iludir o povo com a ideia de que temos o poder de mudar alguma coisa através do voto, nos distanciando das ações que são realmente transformadoras. Dessa forma, legitimam aqueles que estão no poder, governando para os ricos, e quando as coisas não vão bem, a culpa é do povo que “não soube votar”. Mesmo aqueles candidatos “do povo” acabam por legitimar essa ideia ingênua, afirmando que eles poderiam mudar algo de muito importante se fossem eleitos, mas na prática, conquistamos o que importa em outro lugar, onde os candidatos só passam para discursar e não fazem o trabalho duro.

— Mas se não é através do voto, o que podemos fazer?

— Ir às ruas, às lutas de base. Para nós, anarquistas, importa muito mais as lutas cotidianas, a construção de uma outra alternativa de fazer política, do que votar ou não em um ou outro candidato…

— E desde quando ficar gritando na rua é fazer política?

— Desde muito tempo! Os direitos do povo foram conquistados assim. Quando os trabalhadores fazem uma greve e a levam até o fim, eles conquistam melhores condições de trabalho, quando os sem-teto ocupam um imóvel, eles avançam no seu direito de moradia e o mesmo vale para os sem-terra que ocupam terras. Quando os moradores da periferia fazem um protesto organizado, trancam as ruas ao redor da sua comunidade, eles conquistam soluções para as necessidades básicas do bairro onde moram; quando os estudantes pressionam os reitores e governantes eles conseguem mais assistência estudantil e por aí vai. Em nenhum desses casos dependemos dos políticos profissionais! Em todos esses casos quem realmente faz a política é o povo. E da melhor forma possível: O povo fazendo política para o povo!

— Ah é? E quando isso aconteceu de verdade?

— Muitas vezes! E nem precisamos ir longe: recentemente houve as ocupações de escola em vários estados do país, como por exemplo em São Paulo, onde impediram o fechamento de uma centena de escolas. Vimos recentemente várias greves fortes e radicalizadas, atropelando as direções pelegas dos sindicatos, saindo com conquistas de direitos, mostrando que a organização dos trabalhadores fala muito mais alto do que a voz de qualquer direção! Em casos onde empresas demitiram muitos trabalhadores, houve greves capazes de obrigar as empresas a recontratar todos que foram demitidos. E esses movimentos não estavam dependendo de representantes para nada disso.

— Tá bom, Ana, vou pensar nisso tudo que você me disse…

— Olha, e temos muito o que fazer de política nessa sociedade. E saiba que para os anarquistas a política não é feita somente em ano de eleição, para nós ela é feita todos os dias. Participando dos sindicatos, dos movimentos de bairro, estudantil, do campo, da floresta, da luta pelo transporte, pela saúde, pela educação. Com certeza existe alguma coisa na qual você pode se envolver!

— Tá bom, pode deixar. Até mais!

— Até!

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[ORL] CARTA PÚBLICA DE COMEMORAÇÃO DOS 7 ANOS DA ORGANIZAÇÃO RESISTÊNCIA LIBERTÁRIA

Retirado de: http://www.resistencialibertaria.org/index.php?option=com_content&view=article&id=163%3A2015-12-19-23-41-17&catid=38%3Aeleicoes&Itemid=56

Carta Pública de Comemoração dos 7 anos da Organização Resistência Libertária

Companheiras e companheiros de caminhada nesta luta por igualdade e liberdade,

Nossa Organização completou 7 anos de atividade política e pública. Aos olhos de muitos, esse é um tempo pequeno diante da caminhada pela liberdade. Aos nossos olhos, esse tempo modesto tem amplo significado, tanto para nossas vidas como para a experiência de luta do anarquismo neste estado.

Em meados de 2007, a recente experiência de luta de muitos/as estudantes secundaristas e universitários/as se unia a experiência organizativa de muitos/as militantes anarquistas que há longos anos movimentava a luta libertária nestas terras cearenses. Naquele cenário, de aliança de militâncias jovens e de uma militância mais experiente e ideológica, prosperou a fraternidade necessária e a vontade de fazer crescer um coletivo independente das forças políticas existentes até ali, que a nosso ver representavam um prejuízo aos movimentos sociais, retirando-lhes potência e ação.

Foi exatamente um ano o tempo necessário para nossa constituição como corpo político. Aos 8 de dezembro de 2008, na abertura do I Encontro Libertário: Anarquismo e Movimentos Sociais (em Fortaleza), a Organização Resistência Libertária lia seu Manifesto de Criação. Esse processo, de um ano de discussão interna, teve uma importância decisiva em nossa organização. Nesse tempo, dezenas de discussões políticas e muitos/as militantes se revezaram na difícil tarefa de diálogo e construção de laços de uma unidade possível e fazer crescer nossa militância.

A experiência da luta do anarquismo cearense, sobretudo naquela história recente, era tributária de muita luta, mas pouquíssima organização entre os/as anarquistas. Era uma intensa atividade política, mas entre nós nos entendíamos pouco e isso era refletido também em nossas ações, condenando-nos a atividades pontuais e de pouco alcance. A necessidade de uma maior organização entre os anarquistas era cada vez mais evidente. E começávamos a entender, com muito esforço, e aliado a muitas companheiras e companheiros anarquistas deste país, que nosso limite estava ali. Ou dávamos um passo à frente e construíamos laços mais orgânicos e que nos impulsionariam a crescer politicamente, ou então, como já tinha acontecido dezenas de vezes em anos anteriores, estaríamos condenados a inanição política como coletivo ou a mera ação individualizada, que já havia se mostrado estéril politicamente.

Aqui queremos dar um registro especial a todas e todos que construíram a ORL. Ainda que muitos fundadores e fundadoras não estejam mais conosco organicamente, registramos a importância de cada um de vocês. É preciso não ter dúvidas. Foi cada palavra, cada conflito e cada calma, cada gesto, de todo/as, que fazem esse texto ser lido agora. Aqui está a Organização Política que vocês ajudaram a construir. Aqui está, com novos rostos, e depois de muitas sementes, a vossa plantação. Somos nós que, entendendo os motivos de cada militante que precisou se afastar por um curto ou largo período, manifestamo-nos diariamente na manutenção do sonho que certamente temos em conjunto. Importante também fazer um registro dos/as apoiadores/as que, mesmo nunca tendo feito parte orgânica da do nosso grupo, foram sem dúvidas de inteiro companheirismo desde primeira hora. A Organização também é resultado do apoio de vocês, foram também decisivos em cada momento.

É preciso também dizer que nossa história não é triunfalista. Recusamos o típico discurso das organizações políticas que comemoram novos ciclos apenas a cantar vitórias e ações revolucionárias. Nossa história não é bela e nem feia. Ela foi, dentre as muitas possibilidades de ação, construída coletivamente, a partir da força, dos medos, da radicalidade, dos anseios… de cada um de nós que, compartilhando ações com mais um mundo de lutadores sociais intentamos projetar novos mundos. É preciso ter coragem, sob tantos os ângulos, para afirmar nossos acertos e principalmente nossos erros. Foram muitos destes erros que nos fizeram amadurecer e prosseguir, dirimindo traumas e construindo um espírito de luta coerente com nossa caminhada.

Foi no terreno da luta social, da difícil luta militante, de muito trabalho e pouco sono, que pudemos semear nosso sonho libertário. É na peleja com muitos lutadores que nos criamos. Na militância estudantil, indígena, comunitária, sindical… aprendemos com a prática aquilo que já pensávamos no plano teórico. Juntos com a militância dos/das companheiros/as do Movimento de Luta em Defesa da Moradia (MLDM) e, mais recentemente, do Movimento Social FOME (Sobral), do Movimento Passe Livre (MPL), do Movimento de Oposição Sindical (MOS) e na Biblioteca Social Plebeu Gabinete de Leitura, temos se construído como militantes, aprendendo com cada um e cada uma, renovando diariamente nossas ideias de transformação social.

No plano político, mais orgânico, é preciso reconhecer de início a forte influência que tivemos da Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ). Foram nossos/as primeiros/as companheiros/as de leitura e concepção de projeto revolucionário, participando diretamente da nossa formação. Saudamos também em nome de todas as organizações irmãs, a Federação Anarquista dos Palmares (FARPA), também irmãos e irmãs de primeira hora, desde 2008, e por todo o esforço com que tem trabalhado em conjunto conosco pela construção do anarquismo no Norte e Nordeste desse país. Internacionalmente, nossas relações com a Federação Anarquista Uruguaia (FAU) não poderá jamais ser esquecida, pelas elaborações teóricas e pela experiência de luta compartilhada nos últimos 5 anos.

É preciso afirmar também nosso imenso crescimento político com a construção da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), que desde 2012 tem reunido organizações irmãs de diversas partes deste país, tentando criar um projeto de transformação social construído pelos “de baixo” e em sintonia com nossas princípios e práticas militantes. Que cada militante, de cada organização irmã, sinta um forte abraço de cada um de nós. É com vocês que criamos nosso projeto e é com vocês que nosso projeto avançará. Vocês são nossa bandeira tremulando em cada território saqueado desse país, vocês são nossa esperança de resistência e luta.

A Organização Resistência Libertária agradece a fraternidade de todas as organizações-irmãs, nomeadamente: Federação Anarquista Gaúcha (FAG/RS), Rusga Libertária (RL/MT), Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ/RJ), Federação Anarquista dos Palmares (FARPA/AL), Coletivo Anarquista Luta de Classes (CALC/PR), Organização Anarquista Socialista Libertário (OASL/SP), Coletivo Anarquista Bandeira Negra (CABN/SC), Federação Anarquista Cabana (FACA/PA) e, mais recentemente, do Fórum Especifista da Bahia (FAE/BA), da Organização Anarquista Maria Iêda (OAMI/PE) e da Organização Anarquista Zabelê (OAZ/PI). De pé e em luta, sempre!

Fazer crescer a bandeira negra!

Vivas a Organização Resistência Libertária!

Lutar, Criar, Poder Popular!

Organização Resistência Libertária

19 de dezembro de 2015

[CTZ – Curitiba] Ato nacional de luta contra o aumento da tarifa, MPL

Retirado de:                                             https://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2015/01/25/ato-nacional-de-luta-contra-o-aumento-da-tarifa-mpl/

Dia 23 de janeiro foi estipulado pela federação do Movimento Passe Livre o dia nacional de luta contra o aumento da tarifa. No começo desse ano de 2015 varias cidades do país tiveram aumento na tarifa de ônibus, como em São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Joinville e Curitiba não ficou fora dessa onda, tivemos um aumento na tarifa em novembro de 2014, que era de 2,70 e passou a ser 2,85 e como se não bastasse junto com esse aumento veio o anuncio de mais um aumento para o inicio de 2015, por volta de fevereiro/março, período esse de reajuste salarial da categoria dos trabalhadores do transporte coletivo e também coincide com o carnaval, o que faz a mafia do transporte aproveitar esse momento para fazer um jogo sujo e jogar a culpa do aumento em cima dos trabalhadores do transporte enquanto a população esta festando o carnaval. Mas sabemos da mentira desse discurso, sabemos que o aumento não vem para melhorar as condições de trabalho da categoria mas sim para aumentar ainda mais os exorbitante lucros dos empresários.

Sabemos disso porque existem provas concretas que apontam para o superfaturamento da tarifa, a formação de carteis, irregularidades nos itens da planilha de custo.. que são o relatório do TCE-Tribunal de Contas do estado do Paraná ( http://www1.tce.pr.gov.br/noticias/tce-recomenda-em-relatorio-queda-de-167-na-tarifa-do-onibus-em-curitiba/2104/N ), o relatório da própria URBS, empresa reguladora do transporte coletivo na cidade, relatório da CPI do Transporte (http://www.cmc.pr.gov.br/docs/RELATORIO_final_CPI_TRANSP_CTBA_26-11-2013.pdf ), que ocorreu na Câmara dos Vereadores, fruto da luta pelo transporte de junho de 2013. Portanto sabemos que mais um aumento na tarifa só beneficiária os empresários do transporte e que a população mais uma vez pagará a conta e o luxo dos ricos. E para impedir isso somente o poder das ruas fara a o poder público retroceder nesse aumento e cancelar o próximo!

Por isso realizamos uma aula publica com o professor Lafaiete Neves, doutor em Economia pela UFPR e antigo militante na luta pelo transporte na cidade de Curitiba, para esclarecer melhor a população sobre o aumento na tarifa e convidamos também a todos a se juntarem a nós nas mobilizações que faremos nesse inicio de ano, contra o aumento da tarifa e por um transporte de qualidade! No final do ato realizamos uma caminhada até a Estação Central, onde realizamos um catracaço no tubo de ônibus, liberamos as catracas para a população ir embora de graça por pelo menos uma hora, a população teve a oportunidade de ver na pratica a tarifa zero acontecer, a ação direta mexendo com o imaginário da população, isso nunca havia acontecido na historia de luta pelo transporte público da cidade, realizamos um ato histórico!

NENHUM CENTAVO A MAIS PARA A MAFIA DO TRANSPORTE!

2,85 É ROUBO! MAIS QUE 3 REAIS É ABSURDO!

POR UMA VIDA SEM CATRACAS!

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Diego “Xarope”, seu exemplo está vivo em nós!

Há um mês, no dia 07 de dezembro de 2014, faleceu um grande companheiro de luta, Diego Batista, conhecido nas lutas como “Xarope”. Diego era um trabalhador, anarquista antifascista, participante ativo do Círculo de Estudos Libertários (CEL) e das lutas pelo transporte em Curitiba, pai de uma menina que nem completou um ano e um grande revoltado contra todos os tipos de dominação. Participou da ocupação da Câmara dos Vereadores em 2013 e foi também um dos mais ativos membros da luta contra o fascismo na terra das Araucárias, por meio do Coletivo Antifa 16, luta que no começo de 2014 o vitimou com três facadas por parte de um fascista. 

Curitiba, cidade fria, cinzenta e com um conservadorismo pairando pelo ar, teve durante muito tempo suas ruas dominadas pelos neonazistas, que perseguiram, espancaram e até esfaquearam negros, homossexuais, travestis e punks. Em 2010, Diego, em conjunto com outros companheiros, cansados de viverem sob a ameaça de ataques fascistas nas ruas, se organizaram e começaram a construir a luta antifascista na cidade. Diego foi um dos fundadores desse movimento e sempre se manteve ativo na luta desde então, apesar dos problemas e responsabilidades pessoais, como trabalho, contas para pagar, família, etc. Infelizmente pagou o preço de ser um dos mais ativos na luta, ao ser um quadro do movimento antifascista na cidade, também se tornou conhecido entre seus inimigos. Os fascistas possuíam muitas informações sobre ele, começaram rondar o bairro em que morava, tirando o seu sossego. Diego teve a dor de ver seus amigos diversas vezes no hospital depois de serem atacados por fascistas, a dor de enterrar um de seus melhores amigos, Lagarto, também vitima dos ataques covardes promovidos por essa corja fascista. Todas essas feridas nunca cicatrizaram em Diego e contribuíram com sua decisão de partir.                        

O que fica em nós é uma cicatriz que não cicatrizará. Porém, levaremos sempre os companheiros que já se foram em nossos corações, memórias e sempre os manteremos vivos nas lutas do presente, nas lutas que eles ajudaram a construir, e não esqueceremos nunca de Lagarto e Diego.

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A LUTA CONTINUA!

DIEGO PRESENTE!

Fascistas NÃO PASSARÃO!

Vá em Paz Companheiro Diego, que a terra lhe seja leve.

 

[CABN] Boletim CABN dez/2014

Retirado de: http://www.cabn.libertar.org/boletim-cabn-dez2014-2/

Salve companheirada!

Neste boletim de dezembro: lutas contra o aumento das tarifas, fim de ano, luta dos povos indígenas, especifismo na região Norte-Nordeste.

Lutas contra o aumento das tarifas

No início de 2015, quem está fazendo a festa são os empresários do transporte e as prefeituras que os defendem. Aumentos nas tarifas dos ônibus aconteceram em várias grandes cidades, enquanto outros estão programados. Frente a mais essa exploração, jornadas de lutas estão sendo articuladas em diversas cidades (ver panorama aqui).

Em Joinville, a primeira manifestação foi convocada pelo Movimento Passe Livre – Joinville para o dia 7 de janeiro (quarta-feira), às 18h, na Praça da Bandeira:
https://www.facebook.com/events/629687913804395/

Em Florianópolis, o primeiro ato da jornada contra o aumento das tarifas interurbanas e a proposta de aumento nas tarifas municipais foi chamado para o dia 13 de janeiro (terça), concentração 17h30, em frente ao TICEN:
https://www.facebook.com/events/631746526934741/

Nessa segunda (05/01), a Frente de Luta pelo Transporte Público se reúne na sede do SINTRATURB, às 19h, para articular os trabalhos e a jornada de lutas nesse início de ano.Todas e todos nas ruas! Se as tarifas aumentarem, as cidades vão parar!

Fim de ano

O CALC, organização anarquista especifista do Paraná, publicou um balanço das lutas em que estiveram envolvidos em 2014, junto a um chamado para um 2015 de mais organização, resistência e luta. Leia aqui:
https://anarquismopr.org/2014/12/31/2014-acabou-mas-em-2015-a-luta-continua/

Além disso, a Rusga Libertária, nossa organização-irmã da Coordenação Anarquista Brasileira em Mato Grosso, publicou também uma crônica sobre a passagem de ano e o contexto repressivo em que vive o Brasil:
http://rusgalibertaria.wordpress.com/2014/12/31/cronica-para-2014-bye-bye-2014-a-ultima-ficha-caiu/

Por um 2015 com mais organização popular, luta social, solidariedade e autogestão!

Luta dos povos indígenas

Compartilhamos por aqui o texto de análise da Federação Anarquista Gaúcha sobre a atual conjuntura para as lutas dos povos indígenas e quilombolas, frente à bancada ruralista e conservadora no Congresso e das alianças entre os DE CIMA (digam-se de direita ou esquerda) contra nossos direitos. Leia aqui:
http://www.cabn.libertar.org/fag-aos-povos-do-campo-da-cidade-e-da-floresta-nossa-solidariedade/

Especifismo na região Norte-Nordeste

Republicamos também a declaração do V Encontro do Norte e Nordeste de Organizações Anarquistas Especifistas, realizado no fim de novembro. Segue a construção do anarquismo especifista no Brasil! Pela construção do Poder Popular!
http://www.cabn.libertar.org/declaracao-do-v-encontro-do-norte-e-nordeste-das-organizacoes-anarquistas-especifistas-2014/

Saudações libertárias!
Coletivo Anarquista Bandeira Negra, integrante da Coordenação Anarquista Brasileira
ca-bn@riseup.net | http://cabn.libertar.org
Para entrar em nossa lista de notícias, envie um e-mail para ca-bn@riseup.net.

[CTZ – CURITIBA] Quarta, 19.11: Curitiba vai Parar! I Ato Contra o Aumento da Tarifa!

Retirado de: http://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2014/11/18/quarta-19-11-curitiba-vai-parar-i-ato-contra-o-aumento-da-tarifa/

Devido a chuva de ocorrida na sexta (14.11) remarcamos o ato para quarta (19.11), para contarmos com força total contra o aumento da tarifa.

Releia a matéria abaixo para entender melhor:http://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2014/11/12/assembleia-da-flpt-sexta-vai-ser-maior/

Ontem, dia 11 de novembro as 18h, ocorreu a assembleia da Frente de Luta pelo Transporte (FLPT), na Santos Andrade, estiveram presentes mais de 100 pessoas. O Coletivo Tarifa Zero esteve presente como membro da FLPT.Cabe comentar que antes da reunião por volta das 12h, militantes da FLPT protocolaram junto a prefeitura um pedido de audiência com Gustavo Fruet, na ocasião os militantes foram hostilizados (como sempre) pela Guarda Municipal. Até o momento Fruet não respondeu o pedido da FLPT.
Na assembleia horizontal, ocorrida na praça Santos Andrade, todxs xs presentes que desejaram puderam se manifestar. Estiveram em pauta o programa de lutas da Frente, onde foi aprovado, claro que apontando como prioridade imediata a redução da tarifa a 2,70R$. Foi aprovado como programa da Frente as seguintes demandas:

-Contra o aumento da tarifa que a elevou par 2,85R$, Redução imediata para 2,70R$;
– Quatro relatórios apontam superfaturamento na tarifa (TCE< CPI, Urbs e Sindicatos), tais relatórios apontam que a tarifa pode chegar a 2,25R$, assim, 2,25R$ já!;
-Congelamento da tarifa em 2,25R$;
-Rompimento dos contratos devido a irregularidades, dentre elas formação de cartel na licitação pela família Gulin;
-Fim do subsídio nas passagens (cobrança direta), quem paga os impostos são os trabalhadores, destinar dinheiro público a empresas é sobretaxar os trabalhadores, desviando dinheiro da saúde, educação, etc.
-Contratação de cobradores;
-Supressão de cobranças para compra e abastecimento do cartão magnético;
-Controle social com estatização do transporte público;
-Aprovação do PL do Passe Livre na Câmara;
-Tarifa Zero;

Devido a chuva o primeiro grande ato ocorrera nesta quarta (19.11), concentração as 18h na Boca Maldita:

https://www.facebook.com/events/784643888296680/?ref=22

Seja a Frente, venha as renuiões, participe dos atos, apoie as ações!
Todas as ações da Frente e reuniões são comunicadas em sua página, logo
Para saber sobre a Frente, curta a página:

https://www.facebook.com/FLPTCuritiba?fref=ts

Se a tarifa aumentar, Curitiba vai Parar!
Se a tarifa abaixar, Pela Força Popular!
Amanhã vai ser Maior!

FALTAM 3 DIAS !

[CTZ – CURITIBA] Tava demorando… – Assembleia/Ato da Frente de Luta pelo Transporte (terça, 11/11)

Assembleia/Ato da Frente de Luta pelo Transporte

Com o aumento da tarifa devemos nos reorganizar na Frente de Luta pelo Transporte, como na FLPT nos organizamos de forma horizaontal, isto é, todxs tem voz e voto, estaremos nos econtrando nas ruas para definir como iremos reagir a este abusivo aumento da tarifa.

Venha se organizar e lutar pelo transporte público!

Porque:
Se a tarifa aumentar, Curitiba vai parar!
Se a tarifa abaixa, só pela força popular!

Quando: 11.11 (terça), a partir das 18h
Onde: Praça Santos Andrade

Nos vemos lá por uma vida sem catracas!

Evento no Facebook:                  https://www.facebook.com/events/312822278920733/

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Saiba mais:
http://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2014/11/09/tava-demorando/
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1511963&tit=Tarifa-do-transporte-coletivo-de-Curitiba-e-RMC-vai-para-R%24-285-a-partir-da-zero-hora-de-terca

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Retirado de: http://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2014/11/09/tava-demorando/

Desde as manifestações de junho que encheram as ruas do país todo com mais de 2 milhões de pessoas que Curitiba não tem aumento, pela força das ruas barramos o aumento na época e conquistamos algumas melhorias para o transporte público. Mas já estava bom de mais pra ser verdade, desde março o prefeito Gustavo Fruet vem pressionando a Justiça para mais um reajuste tarifário e o que agora conseguiu. A tarifá que hoje se encontra nos 2,70 terá um aumento de 5,55% sobre o valor atual, o que resultará em 2,85, mas não é só isso que vem sendo anunciado até pelo próprio presidente da URBS, Roberto Gregório. Pressionado, segundo ele, pelo aumento de insumos, teremos mais um novo aumento em fevereiro de 2015, mês de reajuste salarial do trabalhadores do transporte coletivo, o que logicamente como sempre fizeram, vão jogar a culpa do novo aumento nos trabalhadores, colocando o usuário do transporte coletivo contra os trabalhadores do transporte, velho mecanismo do estado contra a população.

Achamos revoltante essa atitude do poder público em aumentar a tarifá novamente, sendo que, já há 4 relatórios escritos por por órgãos públicos como TCE- Tribunal de Contas do Estado do Paraná, pela CPI do Transporte da Câmara Municipal, da própria URBS e outro escrito por sindicatos, que realizando um estudo mais técnico e detalhado sobre o tarifá, constatam superfaturamento da tarifa e que chegam a mostrar que é possível reduzir a tarifá para até 2,25!

Portanto é INADMISSÍVEL a gente tolerar mais um aumento da tarifá, mais lucros pros empresários enquanto a população continua que nem sardinha nos ônibus, pegando ônibus atrasados e de péssima qualidade. Nós convidamos a todxs que queiram lutar por um transporte mais digno para uma reunião da Frente de Luta pelo Transporte, segunda feira dia 10/11 no pátio da Reitoria UFPR, vamos nos organizar para barrar mais esse aumento da tarifá!

LUTAR CRIAR!! PODER POPULAR!!

TARIFA ZERO JÁ!!

[CTZ – CURITIBA] PL do Passe Livre, vencemos a batalha mas não a guerra!

Retirado de: http://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2014/10/27/pl-do-passe-livre-vencemos-a-batalha-mas-nao-a-guerra/

Na semana passada, finalmente passou a tramitar o PL (Projeto de Lei), para o Passe Livre estudantil e de desempregados, projeto elaborado pela Frente de Luta pelo Transporte, da qual o Coletivo Tarifa Zero faz parte. Como noticiamos anteriormente, em duas ocasiões a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) extraviou documentos referentes ao projeto, assim inviabilizando sua tramitação,tramitação essa que somente foi viabilizada por meio de um ato público, que recolheu os documentos necessários pela terceira vez e os levou novamente a câmara junto de um bolinho para a (des)comemoração do aniversário de um ano do projeto parado na CMC.

Cabe lembrar que a tramitação do PL, foi acordada em plena ocupação da CMC no Outubro do ano passado, tendo se comprometido a presidencia e mais 30 vereadores com a tramitação em estado de urgência do projeto. Como sempre soubemos as palavras dos “representantes” do povo são apenas palavras, afinal seu real compromisso é com o cartel do transporte e não com a população de Curitiba.

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Temos uma longa guerra a travar com os poderes dominantes (políticos e empresários do transporte), vencemos uma primeira batalha. Nós do Tarifa Zero sabemos que somente a luta podera fazer o Passe Livre uma realidade.

Leia o PL aqui: PL – Frente de Luta pelo Transporte – passe livre

Por uma vida sem Catracas!
Coletivo Tarifa Zero Curitiba.